GovInt
A flexibilidade, segundo os entrevistados, é exigida pela natureza da temática e da missão, quase como se fosse inevitável, sendo expressa com um carácter imperativo (“ter de ser”): “Com as diferentes temáticas que existem, eu acho que terá de ser flexível.” (ECPCJ8.10.a). “Tem mesmo que se adaptar e acho que têm sido flexíveis e os técnicos sabem.” (ECPCJ1.10.a). “Eu acho que isso é inerente, é inato. Não se pode falar em inato numa instituição, mas eu acho que tem de o ser.” (ECPCJ8.10.b). “Todos os anos em termos de trabalho da comissão, acho que estamos em constante readaptação.” (ECPCJ6.10.b). Ainda correlacionado com a natureza da problemática, verifica-se a flexibilidade da resposta concreta perante uma necessidade emergente. Segundo alguns entrevistados, esta atitude flexível é uma característica da equipa, que evidencia ser disponível e empenhada face aos constantes desafios que lhe surgem, sendo capaz de responder, a qualquer hora, a qualquer exigência. “Há flexibilidade em todos os âmbitos: há flexibilidade de horários, há flexibilidade de trabalho porque cada um gere o seu próprio trabalho...” (ECPCJ14.10.a). “Há instituições que nos dizem a nós e à comissão, “a qualquer hora é só telefonarem que se arranja (uma solução)”. Há uma criança que precisa de acolhimento, resolve-se (...). Antigamente, “ah, estamos cheios!” ou “Não há!”, ou não havia um contato, ou não se sabia com quem falar. E eu agora sei.” (ECPCJ11.10.a). “São bastante flexíveis e impressionantemente com os recursos que têm. Eu acho que tem tudo a ver a força da equipa, porque eu desde 2004/2008 que conheci pessoas muito diferentes a passar por esta equipa e sinto que cada vez está mais fortalecida, mais coesa e isso obviamente tem impacto na flexibilidade, na disponibilidade.” (ECPCJ16.10.a). 98