Page 1

Ano 3 - nº15 - Janeiro/Fevereiro de 2012

www.interit.com.br

Aonde estão os profissionais de TI? Por que o Brasil tem tão poucos especialistas na área?

Dor de cabeça coletiva?

Mercado de sites de descontos cresce descontroladamente.

Plágio?

A batalha judicial entre Samsung e Apple”

Sopa

Por que esta lei pode acabar com a liberdade na internet?

Peter Gould

Presidente da RIM para o Brasil, responde: o que será da fabricante do BlackBerry? 1.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


2.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


3.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


- carta ao leitor O feeling do time O mundo da tecnologia passa por uma metamorfose. Não que ele não esteja sempre em constante mudança, mas este período em específico é especial. Ao mesmo tempo que vemos empresas gigantescas se tornarem ainda maiores, como Apple, Amazon, Google e Facebook, este último que está prestes a abrir a maior IPO da história das empresas de tecnologia do mercado de ações mundial, também vemos companhias que fizeram história definharem e lutarem bravamente para continuarem existindo, como a Kodak, que está prestes a pedir falência, a Polaroid, que começa a investir em novos produtos para continuar viva, e a RIM, que marcou época com seus smartphones cheios de status para o mercado corporativo e agora sofre com quedas nas vendas, falhas técnicas e até boatos sobre sua compra. Time e feeling, essas duas palavrinhas em inglês são fundamentais e foram determinantes para iniciar a má fase destes ícones da tecnologia e o sucesso das novas gigantes do mercado mundial. O que fazer e como reagir quando você perde o time do que o mercado lhe pede? Aí o feeling pode determinar qual será o seu futuro. Talvez isso tenha faltado, e muito, à Kodak e esteja funcionando em quantidades bastante razoáveis à Polaroid. Mas e a RIM, o que será da RIM? A Revista InterIt foi conversar com o poderoso chefão da fabricante dos BlackBerrys no Brasil. Peter Gould explica como vê o posicionamento da companhia canadense no mercado brasileiro e mundial e comenta os boatos sobre venda da RIM, promoções repentinas em que um BlackBerry pode ser comprado (quase) a preço de banana e a metamorfose que a empresa deve (talvez) passar para alcançar o mundo da tecnologia. Porque sem time, alguém sempre fica para trás.

4.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Diogo Pastori Diretor Executivo


-Revista interIT Janeiro/Fevereiro 2012 -Mercado

20

-TI

44

A nova realidade dos serviços de televisão por assinatura.

-Opinião

12

-Carreira

28

-Rede

38

Plágio? A batalha judicial entre Samsung e Apple.

Cloud Computing: a mais nova (velha) promessa de revolução no mercado de TI.

Como driblar a carência de profissionais de TI e a bolha salarial que domina o setor?

Sites de compra coletiva e o crescimento desorganizado do mercado.

16 48

-Sessões

9 Twits 10 Governo 11 Segurança 18 CorpNews 52 Lançamentos

32 5.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


6.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-grupo.Corpbusiness Diretor.Diogo Pastori

Redação Editor Chefe.Leonardo leonardo.morato@corpbusiness.com.br Repórter Guilherme Pires guilherme.pires@corpbusiness.com.br Bruna Lavrini Colaboradores Andréia Naomi (fotos), Carlos Felipe Zirbes, Cristiano Silverio, Emilio Loures, Márcio Guerra, Marco Santos, Marcos Paulo Amorim, Reinaldo Gil e Sergei André Silva (textos)

Arte

Designer.Vinicius Zamboni vinicius.stodolnik@corpbusiness.com.br Web Designer Developer.Bruno Tanaka bruno.tanaka@corpbusiness.com.br

Marketing e Eventos

Gerente de Markenting.Leila Silva leila.silva@corpbusiness.com.br Gestão de Marcas.Jaldean Silveira jean.silveira@corpbusiness.com.br

Publicidade

Gerentes de Negócio.Webert Melchior webert.silva@corpbusiness.com.br Analistas Comerciais Marina Zanchetta marina.garcia@corpbusiness.com.br Daniel Calixto daniel.calixto@corpbusiness.com.br

Eventos

Vanessa Moreira vanessa.moreira@corpbusiness.com.br Jaqueline Ferreira jaqueline.ferreira@corpbusiness.com.br Priscila Rocha priscila.rocha@corpbusiness.com.br

-grupo.corpbusiness Revista Inter IT Avenida Angélica, 2503 Conjunto 146 CEP: 01227-200 Higienópolis São Paulo-SP(11) 3661-2785

7.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-twits “A internet é a mais poderosa ferramenta que temos para criar um mundo mais aberto e conectado. Não podemos deixar que leis mal pensadas fiquem no caminho do desenvolvimento da internet. O Facebook se opõe à Sopa e à Pipa, e continuaremos nos opondo a todas as leis que podem prejudicar a internet.” MARK ZUCKERBERG

Isso é bobagem. Fechamento de empresas globais em reação à política de um único problema nacional é tolice. DICK COSTOLO

CEO do Facebook, declara ser contra as duas leis que tramitam no congresso americano e que podem censurar a internet mundial.

Me faz sentir mal que o Google seja parte do motivo do Yahoo ter sido falho na última década. Eles nunca encontraram uma maneira de competir. LARRY PAGE,

co-fundador do Google, lamenta a dificuldade do Yahoo em tentar competir com sua empresa.

CEO do Twitter, critica as empresas que protestaram contra a lei americana Sopa tirando seus sites do ar. Entre as empresas que participaram do “blackout” estava a Wikipedia.

Tivemos uma ocorrência técnica com nossos serviços de banda larga e telefonia. Os serviços já estão normalizados NET

Conta oficial da operadora de TV a cabo NET, se justifica para seus assinantes afirmando já ter solucionado a queda em seus serviços de internet na grande São Paulo. Após esta mensagem, durante dois dias ainda ocorreram diversas reclamações por meio do Twitter.

8.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Todas as baterias da Terra armazenam apenas 10 minutos da necessidade de electricidade do mundo. Esta nova bateria pode ser a chave. BILL GATES

fundador da Microsoft, comenta sobre a importância da nova bateria que está sendo desenvolvida por sua empresa.

Meninos bons fazem um jornal, meninos maus não tem tempo pra isso. ORKUT BÜYÜKKÖKTEN,

fundador do Orkut, demonstra sua apreciação por meios de comunicação tradicionais.

Definindo prioridades: se preocupe com o muito quente e o muito frio. deixe a discussão do momo de lado ROMERO RODRIGUES,

CEO do Grupo Buscapé, que mudou seu branding e criou o Índice Fipe/Buscapé recentemente.

Baixos preços para o delivery não mantiveram os clientes. Caso contrário não teríamos a UPS com bilhões no vermelho. STEVE FORBES,

dono da Revista Forbes, comenta sobre a derrocada numa das maiores empresas de entrega rápida do mundo, a UPS.

A pirataria é liderada pelo Google que libera filmes gratuitamente. Não é de admirar estejam despejando milhões em lobby. RUPERT MURDOCH bilionário australiano e dono de um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, ataca o Google logo em sua primeira semana utilizando sua nova conta no Twitter.

9.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-governo

O novo regulamento para a prestação de serviços de tv por assinatura foi definido pelo conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A nova lei deve possibilitar que empresas de capital estrangeiro invistam no setor, além das teles, que também poderão entrar neste mercado. O Brasil tem atualmente 13 milhões de assinantes de serviços de tv paga e a previsão é de que esse número cresça cerca de 30% em 2012, além das já existentes 154 operadoras atuantes no país. Com o novo regulamento o crescimento de ser ainda maior, pois com o aumento da concorrência, os preços devem cair. A intenção do governo é que até o final de 2013 já haja novas operadoras no mercado. O projeto ficará disponível para consulta pública durante 45 dias e, de acordo com a Lei 12.485, a Anatel tem até março para aprovar a nova regulamentação. (L.M.)

Presidente da Anatel, João Rezende

O mundo é de todos

Escolha As operadoras de telefonia que não tratarem seus clientes muito bem já podem ficar de cabelos em pé. Sim, o consumidor aprendeu a desfrutar da liberdade. A portabilidade de telefones fixos e móveis obteve crescimento de 18,37% em 2011 em comparação com o ano anterior, com 5,37 milhões de migrações de números entre operadoras, segundo a ABRTelecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações). Segundo a entidade responsável pelas operações, 63% das migrações em 2011 foram feitas em aparelhos móveis e 37% nos fixos. De setembro de 2008, quando a portabilidade entrou em vigo, até o fim do ano passado, 13,31 milhões usuários migraram entre operadoras. O valor atingido no ano passado é o maior desde que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou, em 2007, medida que permite que usuários troquem de operadora mantendo seus números de telefone. 10.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Portabilidade de número bateu recorde em 2011.


-segurança

PESQUISA MOSTRA QUE EMPRESAS NÃO TEM O HÁBITO NEM DE UTILIZAR SENHAS PARA BLOQUEAR SEUS TABLETS E SMARTPHONES.

Quando se fala em segurança corporativa, se pensa em invasões de crackers em portais ou envio de vírus por e-mail, mas uma das maiores vulnerabilidades das empresas são os dispositivos móveis. Pesquisa da M3Corp mostra que 65% dos usuários corporativos se preocupam mais com a segurança de seus PCs do que com seus dispositivos móveis, sendo que 67% desses usuários não utilizam sequer senha para proteger seus smartphones ou tablets. “Falta uma garantia de implantação. O principal problema é a garantia de segurança. A vida das pessoas e das empresas está nos dispositivos móveis e elas não tem garantido a integridade delas mesmas”, afirma o diretor da M3Corp, Antônio Mocelim. De acordo com o executivo, smartphones e tablets são inseridos nas corporações por seus colaboradores e elas não se certificam do que está ocorrendo ou como proteger suas informações de vazamentos por meio destes dispositivos. Mesmo com o crescimento nas vendas e também nos ataques virtuais a empresas, o estudo feito pela M3Corp mostra um dado preocupante. 89% dos entrevistados do mercado corporativo simplesmente não se preocupam com a transferência de dados entre dispositivos. “Não há como deter os dispositivos móveis. O mercado é muito dinâmico. Se não temos como antecipar as ferramentas de segurança, então devemos implantá-las, não proibir esses devices”, completa Mocelim. (L.M.)

DE PORTAS ABERTAS PARA O INIMIGO

11.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-opinião

José Bublitz é vice-presidente da ABRADISTI (Associação Brasileira de Distribuidores de TI)

As questões tributárias no atual cenário brasileiro

Sempre que falo sobre os tributos aplicados no Brasil, sinto que é explícito o fato de que pagamos muito e o retorno não é proporcional, pois as análises indicam que o que arrecadamos é mal empregado. Além desse aspecto, temos a confusão do nosso sistema de arrecadação, com a média de 85 tributos (www.portaltributario. com.br), muitos deles se sobrepondo com difícil interpretação de sua aplicabilidade e cálculo. No atual cenário, temos vários assuntos que estão fazendo com que os gestores e os departamentos jurídicos das empresas fiquem muito atentos. Destaco, entre eles, o ICMS-ST (ICMS por Substituição Tributária), no qual cada estado tem adotado suas regras e seus IVAs (Índices de Valor Agregado) ou MVAs (Margem de Valor Agregado), utilizando base de cálculo diferente e deixando um imbróglio de cálculo. A pior situação fica nos estados que deixam seus contribuintes gerarem crédito, porque exigem que as empresas recolham o ICMS-ST na entrada do produto como antecipação, e assim criam-se regras absurdas para o retorno desta antecipação quando existe uma venda para outro estado. O Protocolo ICMS 21/2011 – referente à exigência do ICMS nas operações interestaduais que destinam mercadoria ou bem ao consumidor, cuja aquisição ocorre de forma não presencial no estabelecimento remetente – é celebrado entre os Estados do Acre,

É hora de ver e entender como foi a experiência do cliente, para aprimorar a resolução no primeiro contato 12.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e Sergipe e o Distrito Federal. Esta situação é tão complicada que existe uma chuva de ações nos tribunais. Este protocolo inclui um diferencial de alíquota de ICMS que deve ser pago no estado de destino, então nada mais é que um aumento do tributo. Outra grande questão do momento são os incentivos estaduais concedidos sem um protocolo reconhecido no CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazenda), permitindo que cada estado que se sinta prejudicado, entre com uma ADIM (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta situação o supremo já declarou vários incentivos estaduais como inconstitucionais e vem deixando claro que o CONFAZ tem o poder de convalidar estes incentivos. Estes incentivos hoje formam a base de arrecadação de muitos estados, e sendo cortados poderão causar um grande desequilíbrio na arrecadação destes estados. Para todas estas questões, somente resolveria uma reforma tributária ampla e que leve em consideração as diferentes regiões brasileiras e suas necessidades. Para isso, nossos legisladores deveriam deixar a política de lado e colocar como primordial a divisão de renda. A reforma tributária é um assunto muito polêmico e complicado, visto que ninguém quer perder arrecadação (municípios, estados e a Federação), pelo contrário, quer seu aumento. Porém, esta ‘pizza’ já é gigante, o ideal seria que ela tivesse muitas fatias para ser melhor distribuída.


13.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-opinião Alexandre Annenberg é presidente da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura)

A NOVA REALIDADE DA TV POR ASSINATURA

A NOTÓRIA PAIXÃO DOS BRASILEIROS PELA TELEVISÃO GANHOU CORES TOTALMENTE NOVAS COM O ADVENTO DA TV POR ASSINATURA, NO FINAL DOS ANOS 80. A MAIORIA DAS PESSOAS LOGO DESCOBRIU QUE ALI HAVIA UMA EXTRAORDINÁRIA E TOTALMENTE NOVA JANELA PARA O MUNDO, GRAÇAS À DIVERSIDADE DE PROGRAMAÇÃO, QUALIDADE DE CONTEÚDO, INOVAÇÃO E SEGMENTAÇÃO

A decolagem do meio, no entanto, só se consumou duas décadas depois, de carona no crescimento do poder de compra da população brasileira. O reflexo disso é que, nos últimos oito anos, houve um aumento de quase três vezes no número de usuários do setor, que saltou de 3,5 milhões de domicílios assinantes, em 2003, para quase 12 milhões atualmente. Na prática, são mais de 40 milhões de brasileiros que acessam os serviços de TV por assinatura em todo o território nacional. Junto com a expansão dos usuários, houve um fortalecimento da relação entre canais e anunciantes. Só nos primeiros oito meses de 2011, a publicidade no setor de TV por assinatura atingiu mais de R$ 705 milhões, segundo dados divulgados pelo Projeto Inter-Meios, o qual situou esse setor como um dos que mais crescem dentro do cenário da publicidade brasileira. O segredo desse sucesso está no fato de que os profissionais de mídia percebem, cada vez mais, que a TV por assinatura permite criar campanhas com formatos flexíveis e possibilita uma segmentação, tudo potencializado pelas audiências crescentes. Enquanto isso, as operadoras de TV por assinatura flexibilizaram os seus pacotes, aproximando-se mais dos consumidores de baixa renda e democratizaram o conteúdo, a partir de uma cobertura geográfica que hoje abrange as cidades mais remotas do país e alcança 100% dos municípios brasileiros. Em paralelo, essas empresas expandiram suas ofertas e seus modelos de negócio, ao agregar serviços de banda larga e de telefonia. Um círculo virtuoso se fechou: mais assinantes, inclusive da Classe C, maior oferta de canais, forte atração da verba publicitária de anunciantes de todos os setores e mais serviços. Como resultado, a soma do faturamento das operadoras e das emissoras faz da TV 14.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

O segredo desse sucesso está no fato de que os profissionais de mídia percebem, cada vez mais, que a TV por assinatura permite criar campanhas com formatos flexíveis por assinatura um dos maiores meios de comunicação do país, com receitas que ultrapassam a casa dos R$ 10 bilhões anuais. A TV por assinatura está, agora, diante de uma nova realidade, com a aprovação da Lei 12.485/11, em setembro deste ano. Ela estabelece cotas para veiculação dos canais de conteúdos brasileiros feitos por produtores independentes. Existe um questionamento de se essa representa a maneira mais eficaz de garantir a diversificação da programação. Toda e qualquer reserva de mercado precisa ser estabelecida com muito cuidado para evitar que se torne um refúgio das produções de má qualidade e dos preços elevados, porque – não podemos esquecer – quem paga a conta, no final, é sempre o consumidor. Se não forem tomados cuidados adequados, acaba-se impingindo ao assinante uma programação que ele não quer em sua casa, o que coloca em risco muitas das conquistas do meio nessas últimas décadas. Agora, só o tempo dirá se a forma encontrada pelo legislador foi a mais acertada.


-mercado

Reclame que eu te escuto - Parceria da NeoAssist com o site Reclame Aqui deve facilitar resposta das empresas às queixas de consumidores.

Abrir o canal de voz dos consumidores para que as empresas realmente saibam o que o mercado pensa delas. Essa é a intensão da parceria da NeoAssist com o site Reclame Aqui. Com a parceria, todas as reclamações realizadas dentro do portal de defesa do consumidor são integradas automaticamente à plataforma da NeoAssist. Após reunidos, todos os registros são enviados às empresas que receberam reclamações, para que acompanharem bem de perto o que dizem sobre a marca. O sistema de parceria das duas empresas fará com que o histórico do cliente que reclama através do site seja relacionado junto às dúvidas via atendimento por chat, telefone ou e-mail. Assim, relacionando todos os registros, é possível escalonar diversas áreas nas empresas para verificar o motivo da reclamação, achar os pontos falhos e dar resposta ao SAC para que este comunique a resposta ao cliente por meio do portal Reclame Aqui. “O cliente que tem uma reclamação, entra no site do Reclame Aqui, posta a reclamação e, automaticamente, a mesma é recebida no sistema NeoAssist. O atendente é imediatamente notificado. Ao clicar na reclamação ele vê os dados do cliente e a reclamação, podendo interagir de forma a minimizar os problemas e trazer soluções em prol da recuperação de sua boa reputação junto ao consumidor”, explica Albert Deweik, diretor de vendas da NeoAssist. De acordo com Deweik, a intenção é cobrir todo e qualquer canal de contato online que o consumidor possa ter com a empresa, seja para perguntar, recla-

Desenvolvimento da internet tem aumentado cada vez mais poder de voz dos consumidores e preocupação das empresas com reclamações sobre mau atendimento.

mar ou elogiar, além de integrar e unificar todo o histórico do cliente. “Nossa expectativa é de grande adesão na nossa base de clientes e conquista de novas empresas que buscam plataformas completas”, completa Deweik. (L.M.) 15.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-mercado

Promessa é dívida Estudo mostra que quanto maior prazo de entrega, menos ele é respeitado pelo e-commerce.

Uma das reclamações que mais tem sido registrada no Procon é em relação à demora na entrega de produtos comprados pela internet. E parece que quanto mais as empresas afirma que entregam em prazos curtos, mais estes prazos são respeitados. E não é o que tem acontecido com as lojas de e-commerce que estipulam um tempo maior de entrega. Pesquisa feita pela iMasters, mostra que quanto maior o prazo determinado pelas empresas de ecommerce, menos respeitado ele é, isto segundo as próprias lojas virtuais. De acordo com o levantamento, dos sites de e-commerce que oferecem prazos mais longos, como até 30 dias úteis, apenas 10% cumpriram o prazo em ao menos 70% das encomendas. Já as lojas virtuais que prometem entregar seus produtos em menos tempo, em até cinco dias úteis, o índice de entrega pontual sobe para 50%. O prazo de entrega mais utilizado no comércio eletrônico brasileiro é de 3 dias úteis, e 65% das lojas que prometem fazer suas entregas dentro deste tempo, o fazem dentro do prazo. “Quanto menor o prazo, é sinal de que houve um planejamento maior. Floriculturas por exemplo tem um planejamento muito forte, pois fazem entregas em 3 horas em média. Quando o prazo é muito grande, não é regra, mas é sinal de que o planejamento de logística não é tão forte”, explica Tiago Baeta, coordenador do estudo e diretor da iMasters. O estudo mostra números, levantados em parceria com o site Reclame Aqui, que registraram mais de 610 mil reclamações no e-commerce até o início de dezembro deste ano. No mesmo período de 2010 esse número não passava de 160 mil. Para realizar este levantamento, a iMasters entrevistou cerca de 1.000 profissionais anônimos de empresas de e-commerce de todo o Brasil. (G.P.)

16.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Lojas que respeitam prazos estipulados em ao menos 70% das entregas: prazo de até 3 dias úteis: 65% prazos de até 5 dias úteis: 50% prazos de até 30 dias: 10% Fonte: iMasters

17.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-corpnews

O dinheiro em debate

Congresso promove debate sobre desenvolvimento e a massificação tecnológica nos meios de pagamento. Em sua primeira edição o congresso Money Summit já contou com grandes empresas como keynoters. Banco do Brasil, Visa, Mastercard, Citibank e Deloitte foram algumas delas que estiveram presentes no evento realizado pelo Grupo Corpbusiness em São Paulo. As palestras e debates sobre novos sistemas de pagamento e transações financeiras mostraram que o desenvolvimento tecnológico e as novas mídias não só mudaram o comportamento das pessoas quando pretendem consumir algum produto, mas também no modo como se relacionam financeiramente, do ato de pagamento de suas compras até na relação desses consumidores com instituições bancárias. Apesar deste desenvolvimento, a massificação de sistemas de pagamento móvel ainda é algo difícil de se imaginar. O constante aprimoramento dos serviços bancários no país, promovidos ao longo de quase cinco décadas, possibilitou às instituições desse setor oferecer a praticamente todos os segmentos sociais da população brasileira seus serviços, porém, fazer com que estes consumidores de classes mais baixas se adequem às novas tecnologias não é tão fácil. “Por mais que tenhamos avanços tecnológicos, os serviços financeiros sempre terão de manter opções mais tradicionais para as transações, para atender a clientes menos favorecidos ou menos que não se adaptam”, afirma Alfonso Diaz, consultor senior especializado em mobile payments da AtKearney. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), 48,5 mil novos cartões de crédito são emitidos por dia no Brasil. Somente no primeiro semestre de 2010, o volume de novas emissões de cartões chegou a 8,7 milhões, somando os de crédito, débito e de fidelidade lojas varejistas, 44% acima do mesmo perído do ano anterior. O Brasil já possui mais de 612,4 milhões de cartões em circulação atualmente. A tecnologia bancária brasileira é, na atualidade, referência mundial, inclusive quando o assunto é segurança, e a economia do país também se serve desse status como alavanca para a sua pujança e reconhecido destaque internacional, uma vez que o alcance das inovações e o crescimento da indústria transcendem o contexto bancário. 18.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Plateia acompanha primeira edição do congresso Money Summit.


Debate sobre mobile payment entre Pedro Bergamasco (esq.), do Banco do Brasil, Massayuri Fujimoto (centro), da Paggo, e Alfonso Diaz (dir.), da AtKearney.

Alfonso Diaz, da AtKearney.

19.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-mercado

IMAGEM E SEMELHANÇA? A LUTA COMERCIAL DO SÉCULO TRAVADA SOBRE O MERCADO QUE MAIS CRESCE E SE DESENVOLVE NO MUNDO JÁ É TRAVADA EM QUASE 40 PAÍSES. MAS, AFINAL, QUEM COPIOU QUEM?

Galaxy e iPhone: de longe, você sabe diferenciá-los?

20.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Meados de outubro de 2011. A juíza federal Lucy Koh, do tribunal de San José, na Califórnia, resolve estabelecer critérios práticos para avaliar uma briga judicial sobre patentes envolvendo design. Koh segura em suas mãos dois tablets, se dirige a uma das advogadas envolvidas no caso e, há cerca de três metros de distância, pergunta: “Você sabe me indicar qual é o aparelho fabricado pelo seu cliente?”. O que se esperava era uma resposta de supetão da advogada Kathleen Sullivan, porém, não foi isso que aconteceu. “Não a essa distância, meritíssimo”, disse Sullivan. “Algum dos advogados da Samsung pode me dizer qual é o da Apple e qual é o da Samsung?!”, insistiu a já indignada juíza Koh. Foi então que outro advogado da fabricante sul-coreana lhe deu a resposta certa. Se para os próprios funcionários de uma empresa é difícil diferenciar um produto seu do da concorrência, imagine para o consumidor. Você sabe diferenciar tablets de diversas empresas de longe? Realmente, não é nada fácil, estes


-Empresas que mais registraram patentes em 2011 dispositivos que viraram febre mundial não são lá muito diferentes esteticamente entre si, mas podemos chamar isso de plágio? Tudo começou em março de 2011, quase um ano atrás. A Samsung acabava de anunciar seu novo smartphone, o Galaxy SII. Diretores da Apple e, principalmente, o então CEO e agora falecido Steve Jobs sempre demonstraram indignação com a semelhança estética de produtos da fabricante sul-coreana com os desenvolvidos pela empresa do Vale do Silício, mas desta vez a concorrente não só supostamente havia copiado como havia desenvolvido um forte concorrente ao principal produto da Apple, o iPhone. O questionamento público se tornou ainda mais forte com o lançamento do Galaxy Tab, o tablet da Samsung. “Ao invés de inovar e desenvolver sua própria tecnologia e um estilo único para os smartphones e tablets da Samsung, a empresa escolhe copiar a tecnologia da Apple, a interface de usuário e o estilo inovador nos produtos listados”. Esse foi parte do texto da ação impetrada pela Apple no tribunal do estado de Illinois, nos Estados Unidos, em que questionava o plágio e a utilização de patentes suas pela Samsung na fabricação dos dispositivos Galaxy S, o Epic 4, o Galaxy Tab e o Nexus S. Em resposta, os sul-coreanos resolveram contra-atacar. Passaram a afirmar que as patentes da Apple não foram violadas, mas que determinadas ideias são de uso comum e, além disso, a Samsung também entrou com processo contra a Apple, em Seul, na Coreia do Sul, sede da companhia, acusando a empresa americana de utilizar indevidamente UMTS (Universal Mobile Telecomunications System), patente de posse da fabricante da série Galaxy. Em pouco tempo esses questionamentos se tornaram uma guerra, uma verdadeira reação em cadeia que tomou conta de tribunais do mundo todo. Os sistemas judiciários de Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Alemanha, Itália, França, Holanda, Inglaterra, Espanha e Bélgica já convivem com ações entre as duas empresas. Não só os locais onde os processos eram impetrados, como também os motivos se tornaram variados. As alegações passaram apenas do design físico 21.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-mercado

De acordo com a Samsung, tablets teriam surgido na década de 1960, com o filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick. dos aparelhos, para o formato dos carregadores, dos cabos, conectores, do layout de aplicativos e até mesmo das embalagens em que os aparelhos são entregues ao consumidor final. Apesar do conflito de proporções mundiais e da maioria das decisões judiciais serem a favor da Apple, a fabricante do iPhone, ao contrário de sua riva, não se encontra nem entre as dez empresas de tecnologia que mais obtiveram registros de direitos intelectuais em 2011. Já a Samsung,

que é acusada de plágio, registrou 4.894 patentes ao longo do ano passado, perdendo apenas para a IBM, com mais de 6 mil novos registros. Mesmo assim, a empresa sediada em Seul passou a evitar qualquer tipo de patente que pudesse ser ligada à Apple e, em outubro, lançou o smartphone Nexus Prime, sem nenhuma ligação em nenhum de seus componentes com a empresa americana. “Agora vamos evitar o que pudermos e levar as patentes muito a sério. Vamos ver se o Nexus Prime estará 100% livre. Não estamos perdendo ações judiciais. O que estamos perdendo é o orgulho da nossa marca”, afirmou o presidente de mobile da Samsung, Shin Jong-kyun. A batalha judicial entre as duas empresas fez com que elas rompessem suas parcerias comerciais. A Samsung era a principal fornecedora de chips de memória e processadores para os smartphones e tablets da Apple. A briga ganhou ares de comédia pastelão quando os advogados da companhia sul-coreana afirmaram judicialmente, em meados de setembro, que no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”, dirigido por Stanley Kubrick em 1960, já existia uma espécie de protótipo de tablet. Portanto, a ideia destes dispositivos não teria surgido dos desenvolvedores da Apple. “Não é uma coincidência que os últimos produtos da Samsung se pareçam tanto com o iPhone e o iPad, do formato do hardware à interface do usuário e até mesmo a embalagem”, afirmou um representante da Apple, que não quis se identificar. Em agosto, no tribunal de Dusseldorf, na Alemanha, a Apple conseguiu aterrorizar os diretores da Samsung obtendo liminar que proibia a empresa sul-coreana de comercializar

As brigas de patentes vão desde tecnologia touchscreen até desbloqueio de tela. 22.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Galaxy Tab e iPad foram o estopim da maior briga judicial do novo século.

eram falsas. A liminar da Apple foi caçada e a Samsung voltou a atuar normalmente no mercado europeu, mas não se deu por satisfeita e pediu à União Europeia que anulasse os direitos de Steve Jobs e Cia sobre o iPad, o que foi negado pela juíza da corte alemã. Às vésperas do lançamento do iPhone 4S, sem nem ao menos ter acesso às informações do produto - na verdade nem o nome do novo smartphone não se sabia, pois era esperado o iPhone 5 e não o 4S - , a Samsung já ameaçou entrar com processos por quebra de patentes que supostamente seriam utilizadas no dispositivo. Birra? Ou a linha Galaxy em 30 países da Europa e acabou o conflito entre Samsung e Apple é apenas uma optando por não expor seus produtos na princibriga entre rivais do mundo da tecnologia que pal feira de eletrônicos do continente. “A Samresolveram levar a discussão para os tribunais? O sung, mesmo sem uma resposta judicial ainda, fato é que esta briga ainda vai longe, já está prerespeitava o processo e, portanto, não apresenta- sente em sistemas judiciários de quase 40 países. ria seus produtos”, afirmou o porta-voz da comAo final, indiferente do resultado em qualquer panhia. O contra-ataque veio com a alegação de país que seja, o perdedor será sempre o consumique as provas utilizadas pela fabricante do iPhone dor.

Samsung foi a segunda empresa que mais registrou patentes em 2011, já a Apple não se encontra nem entre as dez primeiras.

23.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-opinião

José Ricardo Ferreira é Diretor Comercial da Entire Technology Partners

Mobile TI: A realidade das aplicações em plataformas móveis

Mobilidade. Essa é a palavra do momento. O mercado de tablets e smartphones tem crescido abruptamente, e é inegável dizer que esses aparelhos são muito mais do que partes do nosso cotidiano, são ferramentas de lazer, estudos e, principalmente, trabalho. Enquanto isso, as operadoras de TV por assinatura flexibilizaram os segundo dados da consultoria IDC, a venda de tablets pelo mundo deve superar a casa das 62,5 milhões de unidades. Somente no Brasil devem ser vendidas 450 mil unidades em 2011 e a expectativa é que ultrapasse a marca de um milhão no ano seguinte. Já o mercado mundial de smartphones deve alcançar 450 milhões de unidades vendidas no mundo todo este ano, o que representa um crescimento de 49,2% sobre os 303,4 milhões de aparelhos vendidos em 2010, informa a IDC. Isso é reflexo do aumento do número de fabricantes, a entrada de grandes marcas, como Motorola, Samsung e HP, além da Apple, e a propagação do sistema operacional da Google, o Android. Atualmente, a plataforma está presente em 36% dos aparelhos de smartphones vendidos. Já nos tablets, timidamente o Android vem caminhando, contando com 26,8% dos aparelhos vendidos entre abril e junho desse ano. O predomínio segue com o iPad que detém 68% do mercado. No entanto, no final de 2011, esse número era de 83%, revela o IDC. A grande verdade é que esses números apontam a acessibilidade a esses dispositivos móveis, e a facilidade que eles trazem, em geral, para o mercado corporativo. Tablets e smartphones já contam com diversas opções de aplicações, que rodam tão bem quanto em notebooks e PCs. Não há perda de funcionalidades, nem de performance. Ou seja, quem ganha é somente o usuário. Imagine uma equipe comercial de uma empresa, a facilidade de colocar um desses simples e portáteis aparatos tecnológicos em suas mãos. Qual seria o aumento de produtividade? Vendedores realizando pedidos online, sistemas trabalhando simultaneamente. Seria uma grande central de dados inteiramente conectada diretamente na palma da mão. E, para atender a todo esse contingente comercial é necessário o desenvolvimento especializado de aplicações para esses aparelhos, seja lá qual for o sistema operacional utilizado, como iOS, Android ou até mesmo o prometido Windows 8. A mobilidade, os tablets e smartphones são caminhos sem volta. Os clientes querem essa comodidade, essas facilidades. É preciso ficar atento e levar as novidades em aplicações móveis. A mobilidade para as aplicações não é mais um diferencial, e sim uma necessidade, que se torna, a cada minuto, mais real.

24.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


25.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-carreira

Guilherme Pires

Crescimento econômico, desenvolvimento tecnológico e sistema educacional defasado são alguns dos motivos que tem gerado uma forte carência por mais profissionais da área de tecnologia.

26.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


O ano de 2012 se iniciou com uma notícia incrível para os aficionados pela tecnologia. Pedro Franceschi, um garoto brasileiro de apenas 15 anos, conseguiu adaptar o novo software de comando de voz da Apple, o Siri, para a língua portuguesa. O que parecia ser algo que demoraria anos para chegar ao mercado do Brasil, agora está muito próximo de ocorrer, graças a um adolescente de 15 anos. Talentos como esse são raros em qualquer área, mas não tão raros no ramo da tecnologia. Apesar de ser uma área que comporta profissionais e fãs uns muito próximos dos outros, o mercado tecnológico sofre com a carência de mão de obra. A escassez da mão de obra no setor de TI (Tecnologia da Informação) se tornou um problema de proporções nacionais para o Brasil. Não porque o país não consegue criar empregos na área, mas porque faltam profissionais capacitados para preencher as vagas. Muitos dizem que o problema está na formação: as universidades não oferecem cursos de qualidade e as empresas não querem investem em seus colaboradores. Ironicamente, em 2011, o Brasil cresceu 13% na área de Tecnologia da Informação, superando Estados Unidos e Canadá, segundo levantamento do IDC. Para atender a falta de trabalhadores gabaritados, as companhias estão bancando profissionais de fora do país com mais experiência e com salários altos para cargos de chefia, em um cenário economicamente favorável para os empregadores nacionais de TI. Já estudo elaborado pela RCR, empresa de consultoria e gestão empresarial, junto com a Brasscom, mostra que o Brasil possui mais instituições privadas do que públicas em TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação). Das 584 instituições de ensino superior que possuem cursos relacionados à TIC, 478 são privadas, ou seja, 84,6% das universidades são pagas. Em 2010, o mercado paulista de

Brasil forma 10 vezes menos profissionais de TI do que a China e 8 vezes menos que a Índia. TIC contratou cerca de 14 mil profissionais, mas as universidades formaram apenas 10 mil estudantes. O cenário preocupa também a médio e longo prazo. Segundo o mesmo estudo, em 2014 os principais mercados de TI nacionais precisarão de 78 mil profissionais, porém apenas 33 mil profissionais concluirão o ensino superior nos próximos dois anos. “Nós precisamos hoje de 70 a 100 mil profissionais novos de TI por ano. Em dez anos esse número deve dobrar. Atualmente formamos 30 a 40 mil novos profissionais por ano, isso é 10 vezes menos que a China e 8 vezes menos que a Índia”, afirma Freud Oliveira, diretor adjunto de desenvolvimento de capital humano da Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação). Outro fator preocupante é a evasão escolar. Nas faculdades da área de informática, as desistências chegaram à 87% em 2010. Em São Paulo, dos 76.459 matriculados nos cursos de TIC, entre 2007 e 2009, apenas 10.174 concluíram a graduação, apenas 13,3% do total. Além da falta de profissionais capacitados, o setor de TIC também sofre com o perfil e a idade dos candidatos. “Nunca tivemos uma geração com tanto conhecimento, mas ao mesmo tempo tão imatura. Devido ao desenvolvimento econômico, temos jovens mais ‘mimados’ e ansiosos, eles não tem paciência para aguardar um ou dois anos por uma promoção e nem toleram problemas com chefes ou infraestrutura, então acabam se desligando da empresa muito rapidamente”, explica Freud. 27.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-carreira

Os maiores salários nos maiores cargos no setor de TI

Diretor de Tecnologia da Informação

R$17.425,78

17.068,88

Gerente de Sistemas

R$ 8.217,79

R$ 16.095,20

Diretor de

Diretor de Sistemas

Informática - Help Desk

E-Commerce / E- Business

(Projetos/Desenvolvimento/Consultoria)

R$ 11.050,77

R$ 9.643,63

R$ 16.095,20

Diretor de Suporte Técnico em

R$ 11.050,77

Gerente de Arquitetura da

Gerente de Qualidade de

Informação

Software

R$ 9.501,41

R$ 10.424,51 Gerente de Programação

R$ 9.665,67 Gerente de Tecnologia da Informação

R$ 9.447,69

R$ 9.309,28

R$ 8.664,28

Gerente de

Gerente de

Gerente de

Chefe de Arquitetura

Gerente de

Administração de Redes

Segurança da Informação

Processamento de Dados

da Informação

Admin. de Banco de Dados

R$ 7.986,50

R$ 7.776,79

R$ 8.136,05

R$ 8.014,01

Gerente de

Arquiteto da

Chefe de Administração

Chefe de Administração

Conteúdo Web

Informação Sênior

de Banco de Dados

de Sda Informação

28.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

R$ 8.456,19

R$ 7.620,72

Gerente de E-Commerce Gerente de Negócios Web /E-Business


Nunca tivemos uma geração tão mimada e com tanto conhecimento em tecnologia. O fato de muitos jovens entrarem em cursos de tecnologia apenas por gostarem de usar o computador, sem talento ou um pré-conhecimento mais concreto, contribui para a evasão. Porém as universidades não estão formando profissionais com os conhecimentos necessários e o perfil de acordo com as carências atuais do mercado, afirma o presidente da Abradisti (Associação Brasilera dos Distrbuidores de TI), Mariano Gordinho. “As instituições de ensino focam na formação técnica, se fossem capazes de aliar as técnicas à prática, ou seja, se se aproximassem mais das empresas e tentassem trazer a realidade das grandes corporações para a sala de aula, sem dúvida este já seria um grande atrativo para os profissionais”, afirma Gordinho. Pensando na deficiência na comunicação entre formadores e empregadores, a faculdade BandTec e a EMC, desenvolveram um projeto de capacitação de alunos e professores com certificação subsidiada. O acordo a formação de profissionais de acordo com a necessidade da EMC, além de receberem um certificado de aprendizado das tecnologias da empresa. “Nós estamos criando uma ponte entre o profissional e a empresa. Como as empresas ditam o que elas querem do profissional, nós os capacitamos para atender essa demanda”, explica o Coordenador geral da BandTec, Mauricio Pimentel. Outra forma de tentar saciar a carência do mercado de TIC por profissionais dentro do perfil desejado é ir de encontro aos candidatos e não permitir que eles encontrem a empresa. A Visie, empresa especializada em soluções para internet, criou o site Jobs Visie para reunir profissionais de TI e selecioná-los para freelas. Atualmente, a empresa já possui cerca de 700 profissionais com currícu-

los inscritos no site. “É o Jobs Visie que procura os profissionais. As empresas nos passam as vagas e então o site entra em contato com o candidato que tenha o perfil da vaga. Muitos profissionais estão optando por trabalhar apenas por freelas, para se manterem livres para outras oportunidades que possam vir a aparecem, então são pessoas mais experientes na área”, explica Élcio Ferreira, um dos sócios da Visie. A carência de profissionais e o forte crescimento do mercado de TIC no Brasil tem feito com que as empresas paguem salários cada vez mais altos a pessoas cada vez mais jovens. “O próprio mercado deve se controlar para que não haja uma ‘bolha’ salarial. Não acredito que teremos problemas devido a esses altos pagamentos a esses profissionais”, afirma Freud. Segundo o diretor adjunto da Assespro, as companhias do setor de informática não concorrem apenas entre si para contratar o melhor especialista possível. Também concorrem com outros mercados. “A economia está crescendo, toda empresa precisa de alguém da área de tecnologia. As empresas de TIC estão brigando por profissionais com todo tipo de empresa, desde engenharia até alimentos”, completa. Todas essas dificuldades podem ser sanadas graças a paixão de milhares de jovens, como Pedro Franceschi, pela tecnologia. Os talentos existem, podem não estar nos bancos das faculdades, mas assim como o mercado os procuram, eles também estão à procura por uma oportunidade, por uma empresa disposta a abrir suas portas.

29.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-capa

RIM:

Vai vencer?

Recovery In Motion? Por Guilherme Pires

Retomada (do inglês, recovery). Talvez seja essa a palavra a ser usada pelos executivos da RIM (Research In Motion), fabricante do BlackBerry. Como fazer para que a empresa retome o caminho do crescimento de mercado e recupere sua imagem e de seus produtos, que sempre foram um grande símbolo de status? Arranhões esses que não afetaram pouco a imagem da RIM e nem foram pequenos. As causas? Muitas! O ano de 2011 não terminou exatamente como esperado pela RIM. Em 2010, de acordo com pesquisa da iPass, seu smartphone perdeu a liderança mundial no mercado corporativo para o iPhone, da Apple. Já este ano, a empresa investiu forte em uma nova geração dos BlackBerrys, além do lançamento do sistema operacional BB7 e na entrada no mercado de tablets, com o Playbook, para recuperar o espaço perdido. Porém, a RIM viu seus esforços serem frustrados com uma recepção abaixo das expectativas para o seu tablet. Lançado em abril nos Estados Unidos, o Playbook vendeu 200 mil unidades nos primeiros três meses de vendas e 150 mil no trimestre seguinte. Resultado inexpressivo se comparado aos 30.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

O desafio de administrar uma das empresas mais conceituadas do mercado de smartphones, num dos mercados que mais crescem no mundo. Parece simples, mas a situação para Peter Gould, comandante da RIM no Brasil, não é nada fácil.

RIM. O resultado foram milhares de reclamações, que afetaram a credibilidade, as vendas 11 milhões de iPads vendidos e transformaram a empresa em no mesmo período. motivo de piada na internet. O valor de mercado da RIM As metas financeiras da emprecaiu 77% nos últimos 12 meses sa canadense mostraram perda para cerca de US$6,8 milhões, contábil de US$360 milhões cerca de R$12 milhões, após no terceiro trimestre de 2011, uma série de relatórios trimeso que desvalorizou as ações da trais ruins, fracas vendas do RIM. Para tentar reagir a esse tablet PlayBook que motivaram cenário, a empresa resolveu a empresa a baixar o preço mais apostar suas fichas no Playbook, uma vez nos Estados Unidos oferecendo bons descontos para para US$200. Dados divulgaconvencer usuários a se adequados pela própria RIM mostram rem ao seu sistema operacional que o faturamento no segundo QNX, que será sucedido pelo trimestre do ano fiscal de 2012, BBX, porém, foi obrigado a que se encerrou em agosto de mudar de nome, para BlackBer2011, foi de US$4,2 bilhões, o ry 10 devido a brigas judiciais que representa um aumento de sobre direito de utilizar o nome 16% em relação ao ano anteBB10. Todo esse cenário fizerior. Durante o período foram ram com que surgissem boatos comercializados cerca de 10,6 sobre uma possível reestruturamilhões de BlackBerrys. ção do conselho administrativo Já pesquisa divulgada pela da RIM, troca de CEO e até a comScore, revela que a RIM venda da companhia para as caiu para a quinta colocação no gigantes Nokia e Microsoft. segmento de smartphones nos Um dos encarregados de modiEstados Unidos, entre os meses ficar esse quadro negativo é Pede julho a agosto, perdendo 1% ter Gould, diretor geral da RIM de sua fatia de mercado e fican- no Brasil, que mostrou à Revista do com 6,6% de market share. InterIt que a América Latina, Entre os sistemas operacionais, especialmente o Brasil, atualo BlackBerry ocupou a terceira mente possuem um papel muito colocação com 17,2%, atrás de importante para os investimenAndroid e iOS5 com 46,3% e tos da companhia: “O mercado 28,1%, respectivamente. latino-americano, em geral, Para piorar, no mês de outubro, é extremamente estratégico e usuários do BlackBerry ao redor valioso para a RIM. Provaveldo mundo ficaram até três dias mente é o mercado regional que sem poder receber ou enviar mais cresce no mundo. Você mensagens, devido problemas não cresce e se dá bem bem na na infraestrutura de rede da América Latina sem o Brasil


Arrumando a casa. Depois de um 2011 desastroso, a RIM começou 2012 adotando a política de “resolver os problemas sozinha”, pretende promover mudanças na presidência de seu Conselho, para espantar os boatos de uma possível venda, e tenta lançar diversas novidades de produtos ao mercado, uma atrás da outra, além de dar descontos inimagináveis em smartphones recém lançados. O PlayBook, por exemplo, já pode ser encontrado nos Estados Unidos por pouco mais de US$300 e com descontos de mais de 50% na Índia. 31.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-capa Pressão É forte a pressão de investidores e analistas para que conselheiros independentes assumam o controle da empresa, trocando de cargo os diretores-presidentes Jim Balsillie e Mike Lazaridis. Porém, Lazaridis e Balsillie são os segundo e terceiro maiores acionistas da companhia, com pouco mais de 5% de participação acionária cada, e por isso, devem resistir, afirmam analistas.

fazendo parte do seu negócio.” Segundo o IDC, o BlackBerry foi o smartphone mais vendido da América Latina, com 35,8% de market share, no segundo trimestre de 2011. Com a queda na participação de mercado nos Estados Unidos, as atenções da RIM podem se voltar mais para o mercado latinoamericano em 2012. Atualmente, a RIM está mais presente no Brasil principalmente depois da construção da fábrica de Jundiaí, interior de São Paulo, que produz a maioria dos componentes de seus smartphones e já desperta o interesse da empresa na construção de uma nova unidade. A companhia conta com uma comunidade de desenvolvedores de aplicativos, além dos VARs (Revendedores de Valor Agregado, em tradução livre) brasi-

Fundada em 1984, por Mike Lazaridis e Jim Balsillie, em Waterloo, no Canadá, a RIM (Research in Motion) iniciou suas operações com produtos voltados para conexões de redes e wireless.

32.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

leiros. Todos esses planos e a retomada da tradição dos BlackBerrys são os principais desafios de Gould, que mesmo com tantos problemas, se mostra otimista com a empresa, o mercado e o Brasil. Revista InterIt: Qual a importância do mercado brasileiro para a RIM atualmente? Peter Gould: Extremamente importante. O mercado latino-americano em geral é extremamente estratégico e valioso para a RIM. Provavelmente é o mercado regional que mais cresce no mundo. Você não cresce e se dá bem na América Latina sem o Brasil fazendo parte do seu negócio. Continuamos inovando e entregando soluções. Temos o maior orgulho de ser a empresa líder em smartphones na América Latina, de acordo com a IDC. O Brasil é um mercado importante para a RIM e oferece muitas oportunidades em relação a usuários finais e no segmento empresarial. Devido a nossa política corporativa, não posso divulgar números locais ou fazer com-

Logo passou a desenvolver celulares e ficou famosa pela produção da linha BlackBerry, que se tornou símbolo de status e líder mundial no mercado corporativo.

parações com outros mercados regionais, mas posso comentar que estamos crescendo e mantemos nossos investimentos no Brasil. Além de investirmos em grandes eventos, recentemente lançamos nosso programa de revendas BlackBerry VAR (Revendedor de Valor Agregado) que querem vender e suportar o mercado corporativo com soluções BlackBerry e está aberto a revendedores brasileiros de qualquer porte em todo o Brasil. Os primeiros resultados já estão aparecendo: além de termos selecionado e treinado revendedores em todo o país, em Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e diversas outras cidades, nossos VARs já

“Não somos apenas corporativos, muito pelo contrário.” O faturamento da empresa chegou à casa dos US$6 bilhões em 2008.


Peter Gould comanda as ações da RIM no Brasil, onde a empresa tem tido resultados melhores do que no resto do mundo.

estão comemorando ótimos resultados de venda, comercializando nossos produtos e serviços. Outro ponto superimportante: já tiramos a gravata e fomos parar no bolso da mochila e da calça jeans. Não somos apenas corporativos, muito pelo contrário. Basta uma volta no shopping ou um passeio na porta dos colégios para conferir: os adolescentes adoram BlackBerry! Estamos no bolso da mochila e da calça jeans de jovens que utilizam redes sociais como Twitter e Facebook a partir de seus smartphones e também se comunicam o tempo todo por BBM (BlackBerry Messenger). O BBM é um sucesso imenso aqui no Brasil e é um serviço de mensagens muito importante entre adolescentes e adultos. Além de ser supereficiente, o BBM tem uma característica única: você sabe quando a mensagem chegou e se ela foi lida. Outra característica importante do BBM é o custo. Independente do número de mensagens, não há nenhum custo adicional ao plano de dados, o usuário não

tem surpresas na conta no final do mês, nem há corte do serviço porque excedeu um limite X de mensagens, Realmente não tem custos adicionais, é supereconômico! Por último, posso dizer que aprendemos muito sobre o

“Os adolescentes adoram BlackBerry!”

Com o desenvolvimento de novos smartphones pela concorrência, entre eles o iPhone, da americana Apple, e a decisão de adotar um sistema operacional próprio, ao invés de uma parceria com o Google, como a maioria dos fabricantes fizeram, logo a RIM passa a perder mercado. A consequência era obvia: a perda da liderança no mercado corporativo de acordo com diversos levantamentos de As vendas consultorias especializadas em Suas ações despencaram e o valor despencaram tecnologia. de mercado da companhia obteve A entrada no mercado de tablets também foi um fracasso, gerando um prejuízo de quase US$500 milhões.

retração de 73% somente em 2011.

Barata e sem seus fundadores, que renunciaram aos seus cargos, a RIM agora é alvo das maiores empresas do mundo, que querem comprá-la. Nokia, Microsoft, Amazon... Candidatas não faltam.

33.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-capa Sede da RIM (Research in Motion), em Waterloo, na provincia de Ontario, no Canadá.

mercado brasileiro desde o lançamento do primeiro smartphone BlackBerry neste país, o que acontece há apenas alguns anos. Os brasileiros adotam novas tecnologias rapidamente e reconhecem a qualidade. Eles não têm medo de experimentar, gostam de novidades e simplesmente querem o melhor. O mercado ainda está amadurecendo e a RIM continuará inovando para redefinir a computação móvel. InterIt: Como funciona a produção da RIM no Brasil e em quanto tempo levará para ser fabricado todos os componentes aqui? Peter Gould: Todos os componentes eu não posso te garantir, mas estamos muito ocupados e absolutamente comprometidos com o mercado brasileiro e entendemos a sua importância. Muitos dos componentes sendo produzidos, do trabalho de montagem e do processo de documentação já são realizados aqui. Nós temos planos de expandir essa cadeia de produção e do nosso modo de operação com o passar do tempo. Em termos de fabricação, estamos produzindo smartphones BlackBerry em Sorocaba desde março do ano passado. Iniciamos com a produção do smartphones BlackBerry Curve 8520 e, hoje, outros modelos smartphones já estão em fabricação no Brasil. Finalmente, em 2012, outra grande novidade é que estaremos operando a partir dos nosso novo escritório em São 34.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Paulo. Estamos na fase final de todos os preparativos e esperamos inaugurá-lo em breve. InterIt: Vocês pretendem investir no mercado de 4G no Brasil? Peter Gould: O BBX, o nosso sistema operacional, está pronto para 4G. As operadoras é que precisam investir. O 3G no Brasil ainda não está acessível pra todos, muitos ainda usam o 2G, então esses ainda precisam ser atualizados para se pensar nessa nova frequência. Mas estamos muito comprometidos a ajudar as operadoras nesse processo. InterIt: Pesquisa da iPass mostra que o BlackBerry perdeu a liderança do mercado corporativo para o iPhone. Mas ao mesmo tempo que o iPhone tomou a liderança, a RIM não perdeu muito do seu mercado. Ou seja, a Rim está estagnada e a Apple que está crescendo? Peter Gould: Absolutamente não. Eu acho que você está se baseando em um estudo que

foi encomendado pela Apple (risos). Nós continuamos a crescer, a dominar o negócio corporativo por todas as razões que eu já citei, não estamos perdendo nada para ninguém. Nós somos número um na América Latina de acordo com o IDC. No mundo temos crescido 8% anualmente. InterIt: Algumas críticas a respeito do Playbook foram negativas, principalmente em relação ao sistema de e-mails, que não existe sem o uso de um BlackBerry em conjunto com o aparelho. Por que essa opção de não tornar os dispositivos independentes entre si? Peter Gould: Essa é uma boa pergunta porque tenho a oportunidade de explicar como o BlackBerry PlayBook funciona. O smartphone BlackBerry e o tablet BlackBerry PlayBook não são dependentes entre si. Qualquer um pode ter uma ótima experiência com o BlackBerry PlayBook. Vou começar expli-


“Nossos competidores não oferecem acesso seguro à informação corporativa.” cando o caso de um usuário que tem um PlayBook e um smartphone BlackBerry. Se você tem um smartphone BlackBerry, você também pode usar o BlackBerry Bridge. Você pode se conectar à Internet através do Wi-Fi ou usando o plano de serviços BlackBerry já contratado para seu smartphone BlackBerry. O BlackBerry Bridge é um aplicativo instalado no smartphone BlackBerry que espelha as mensagens, os contatos, o calendário, as anotações, as tarefas e o BBM (BlackBerry Messenger) que aparecem em seu smartphone. Por exemplo, através do Bridge, você pode usar o PlayBook para responder a um email recebido em seu celular ou enviar uma foto para um contato do BBM. Outro recurso do Bridge é a capacidade de navegar na internet do PlayBook usando a conexão de dados do seu smartphone. Esse recurso foi projetado para permitir acesso à internet ou à intranet da sua empresa por meio do seu tablet, mesmo quando não houver cobertura Wi-Fi. Por outro lado, se você não tem um smartphone, você também pode aproveitar apenas o PlayBook. Além de acessar email, rede sociais e conteúdo web via Wi-Fi, você também pode acessar a internet através do

Novidades a caminho A companhia tenta aliviar a pressão com anuncios de atualizações para o sistema operacional do tablet Playbook e do BlackBerry 7, durante a Consumer Eletronics Show 2012 em Las Vegas, e o smartphone BlackBerry London, na Mobile World Congress 2012 em Barcelona. A fabricante também anunciou uma loja virtual de conteúdos de vídeo, assim como a da Amazon tem para os usuários do Kindle Fire, mas que estaria disponível inicialmente para os Estados Unidos.

PlayBook, lançado recentemente pela RIM, teve desempenho fraco nas vendas e já pode ser comprado com grandes descontos.

seu smartphone, sem precisar de um segundo plano de dados para o PlayBook. InterIt: Como vocês receberam esse fim do Gmail no BlackBerry? Peter Gould: Foi um anúncio completamente irrelevante, nós fizemos a integração com o Gmail com o BlackBerry por meio do Gmail Client que é um aplicativo nativo no nosso sistema operacional. O usuário

do BlackBerry não precisa do aplicativo Gmail instalado, ele pode cadastrar a conta dele e ela é integrada automaticamente ao BlackBerry, assim como o calendário e outras ferramentas. O BBM é muito importante para nós, é a rede social móvel mais bem sucedida do mundo, ele possui mais de 50 milhões de usuários. Não é usado só pelo usuário final, mas como também pelo cliente corporativo, é efetivo porque é gratuito. 35.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-capa

“O BBX está pronto para 4G. As operadoras é que precisam investir.” O Facebook não é um concorrente, ele está entre os aplicativos mais baixados na nossa loja virtual e nós o integramos aos aplicativos do BlackBerry, então eles funcionam muito bem juntos, como uma central social. InterIt: A falha na entrega das mensagem dos usuários da BlackBerry vem prejudicando a empresa. Como vocês reagiram a isso para não perder mais mercado? Peter Gould: Basicamente o que aconteceu foi um mau funcionamento no switch, uma falha de hardware, então não foi algo no sistema. Nós tomamos responsabilidade por tudo que aconteceu e nos desculpamos com nossos consumidores. Aqui no Brasil não foi tão grave, porque foi só por um dia. O problema foi identificado extremamente rápido. Nós administramos bilhões de mensagens todos os dias, então quando algo não funciona direito e você tenta consertar, isso leva tempo, o que fizemos foi segurar o portão para que nada entrasse ou saísse até que tudo estivesse bem novamente. Como forma de desculpa, oferecemos aplicativos gratuitos e agradecemos a confiança. Acredito que temos clientes muito 36.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

fiéis, acho que a maior parte entendeu que às vezes as coisas dão errado, e isso acontece com todas as empresas. No fim, mesmo com o atraso, nenhuma mensagem enviada foi perdida. InterIt: Como é o desenvolvimento dos aplicativos para o BlackBerry? Peter Gould: Existe uma série de ferramentas online para o desenvolvimento de aplicativos no SDK (Software Development Kit), que fuciona para desenvolvedores de diferentes plataformas como CSS, Flash, HTML5. O kit ainda permite transportar um aplicativo Android e usá-lo no Playbook. Quando você produz um aplicativo existe um player que permite escolher para que sistema operacional ele vai ser lançado. O Playbook roda o sistema operacional BlackBerry tablet OS e possui o Android Player que permite ao usuário utilizar os aplicativos que foram criados para Android no BlackBerry tablet OS. Existem mais de 50 mil aplicativos disponíveis. O que é importante entender é que quando as pessoas falam do número de aplicativos, não existem apenas aqueles para o consumidor final, mas também muitos outros feitos pelos clientes corporativos para si próprios e eles não precisam necessarimente estar na loja virtual. A BlackBerry App World possui mais de 370 mil desenvolvedores de aplicativos registrados, desde grandes empresas a pequenos e médios investidores e consumidores. Existe o BlackBerry Enterprise

Linha BlackBerry já perdeu a liderança no mercado corporativo.

Service que oferece a integração entre todas as soluções para empresas com os dispositivos BlackBerry. A razão de a RIM ser grande no mercado corporativo e dominar o espaço B2B é por causa do BlackBerry Enterprise Service, que permite mais acesso corporativo seguro para as empresas. Nossos competidores falham nisso porque eles não oferecem acesso seguro à informação corporativa. Exemplo disso é que a RIM recebeu a certificação FIPS 140-2 para o novo tablet BlackBerry PlayBook, tornando o dispositivo o primeiro tablet certificado para uso nas agências do governo federal dos Estados Unidos. Nenhum outro tablet do mercado já conseguiu uma certificação FIPS (Federal Information Processing Standard) do National Institute of Standards and Technology (NIST), exigida


A venda? Enquanto a RIM tenta se mostrar viva para o mercado e seus consumidores, é forte o boato de uma possível compra venda da empresa. A dupla de gigantes, Microsoft e Nokia, já teria lançado uma oferta conjunta para comprar a empresa, além da Amazon, que demonstrou ter intenções de se fundir com a fabricante canadense. Apesar de se negar a emitir comentários sobre o assunto, de acordo com a agência Reuters, os principais executivos da RIM, junto com o comandantes da empresa finlandesa e a fabricante do Windows já teriam firmado acordo logo na primeira semana de janeiro em reunião ocorrida em Las Vegas.

pelo Federal Information Security Management Act of 2002 (FISMA). Sempre tivemos um nível alto de criptografia em nossas soluções, isso quer dizer que nós somos muito preocupados no jeito que usamos a rede. Quando você envia ou recebe dados em uma conexão wireless ela trabalha comprensando e criptografando os dados. Nós usamos pouco espaço de banda larga. Você pode navegar 10 vezes mais em sites e e-mails, o que faz a cobrança de tarifação mais barata assim como o plano para o usuário.

InterIt: E as parcerias aqui no Brasil para desenvolver aplicativos? Peter Gould: A RIM tem uma relação muito próxima com a comunidade de desenvolvedores que criam aplicativos para o BlackBerry. O cenário no Brasil é muito bom, quando nós anunciamos o Playbook, já tinhamos alguns parceiros locais conversando sobre produzir aplicativos. Hoje temos Bradesco, Cinemark, Uol Placar, Exame, O Estado de São Paulo, Revista Caras e Época como exemplos de grandes marcas com aplicativos em nosso tablet. Também

Jim Balsillie (esq.) e Mike Lazaridis (dir.), fundadores da RIM, renunciaram à presidência da companhia.

“Nós tomamos responsabilidade por tudo que aconteceu e nos desculpamos com nossos consumidores.” temos um time de funcionários que trabalham com aplicativos para comunidade de desenvolvedores. InterIt: Qualquer usuário pode criar um aplicativo? Peter Gould: Sim, com certeza. Qualquer um pode baixar o software de desenvolvimento de graça e criar um. No Estado da Bahia, a secretaria de segurança criou com a polícia civil um aplicativo que permite os policiais acessarem um banco de dados seguro para procurar informações de criminosos. Esse é um exemplo de aplicativos para empresas voltados para o governo. E eles escolheram a BlackBerry porque eles queriam desenvolver o aplicativo e nós demos o acesso seguro a internet corporativa deles. Você não vê esses aplicativos em domínio público, mas isso não quer dizer que eles não são usados. Esse é um dos motivos porque a BlackBerry é sucedida globalmente na segurança de aplicativos. Você tem que valorizar o fato de que não há nenhuma outra plataforma que permite esse tipo de segurança no acesso.

37.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-rede

DOR DE CABEÇA COLETIVA

CRESCIMENTO

DESPROPORCIONAL

DO

MERCADO DE COMPRAS COLETIVAS FIZERAM COM QUE RECLAMAÇÕES EXPLODISSEM NO PROCON E NAS REDES SOCIAIS.

38.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Criado nos Estados Unidos, em 2008, o Groupon foi o primeiro site de ecommerce com a proposta de oferecer grandes descontos por meio de cupons dentro de um tempo limitado, porém a oferta só valia quando um determinado número de cupons era adquirido, se não, o dinheiro era devolvido. Esse modelo deu início ao segmento de compras coletivas. Não demorou muito e o empreendimento foi i mportado para o Brasil, com a criação do Peixe Urbano em 2010. Rapidamente ele passou a ser copiado por outras empresas. A facilidade de se criar um negócio online e anunciar em sites, ocasionou num boom das empresas de compras coletivas, impulsionadas pelos consumidores que embarcaram na nova febre.

O aumento de competidores também abriu espaço para derivados do conceito de Compras Coletivas, como sites específicos para ofertas em viagens, moda, produtos pornográficos e até que revendem cupons que já foram adquiridos em outros sites do ramo. Também existem os portais agregadores, como o SaveMe, que tem a proposta de reunir todas as ofertas de diversos sites de compras coletivas. Seu sócio-fundador, Guilherme Wroclawski conta que, um dos principais problemas encontrados é a confusão dos consumidores em relação ao papel dos agregadores. “Grande parte dos usuários acreditam que as vendas são efetuadas no próprio SaveMe e não entendem o nosso papel de facilitador. Nós mantemos um relacionamento bem próximo com nossos usuários para que, em eventuais desconfortos existentes entre eles e os sites que anunciam em nossas páginas, possamos intervir para que os problemas sejam resolvidos de forma justa para ambas as partes,” explica o executivo. Crescimento dos problemas

Crescimento do mercado

As empresas do setor tiveram problemas recorrentes de derespeito com o Código de Defesa do Consumidor em 2011. Grupon, ClickOn e Peixe Urbano dividiram a liderança no ranking de autuações no Procon, com 50% do total das reclamações. Os clientes se queixaram da má qualidade do serviço prestado, do descumprimento da oferta, da

Quase dois anos depois, os pequenos investidores

enfrentam atualmente um mercado mais segmentado com a concorrência forte de portais como os pioneiros Peixe Urbano e Groupon, além de ClickOn, Groupalia, Clube Urbano e inúmeros outros, que junto, apesar dos mais de 1.500 sites de compra coletiva ativos no Brasil, dominam o comércio de descontos e também a lista de reclamações por parte de consumidores no Procon. Porém, de acordo com um estudo realizado pela Frost & Sullivan, o mercado ainda não amadureceu no país. Apesar de 70,4% dos internautas brasileiros terem contas em ao menos um dos sites de descontos, a grande maioria realiza um número reduzido de compras mensalmente, sendo que 43,9% afirmaram que não costumam realizar compras, segundo o levantamento da Frost & Sullivan.

Crescimento desordenado do setor e mau atendimento aos consumidores podem gerar multas de até R$6 milhões. 39.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-mercado dores, como quando o ClickOn passou a oferecer descontos para produtos de lojas. “Quando começamos a vender os produtos, tentamos o mesmo modelo que fazíamos com serviços e isso causou confusão. Os usuários acharam que era preciso resgatar o cupom no site em que era vendido o produto. Nós alteramos esse processo e, quando ele participa da oferta, o site já gera o endereço de entrega”, disse o advogado. Para disciplinar as empresas do setor, o Comitê de Compras Coletivas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, que reúne as principais empresas deste mercado, lançou um código de autorregulação para corrigir algumas falhas apresentadas e evitar que o governo tomasse a iniciativa de criar uma legislação específica para o setor. A partir de agora, os sites de compras coletivas ficam responsáveis pela veracidade das promoções ofertadas aos consumidores, além de serem obrigados a manterem uma comunicação eficiente com os parceiros e consumidores para solução de conflitos existentes. Os consumidores vão poder saber que lojas estão cumprindo o código de ética do ramo por meio do selo de segurança “Compra Coletiva Segura”. Caso a empresa viole as regras, ele poderá ter o selo susimpossibilidade de serem ressarcidos ou cancelarem penso temporariamente ou até cassado. “As empresuas compras. Houve casos até de ofertas que foram sas sabem que uma oferta mal repercutida pode canceladas após milhares de usuários comprarem prejudicar a credibilidade do setor inteiro. Os sites cupons de desconto. Muitos dos problemas ocorriainda estão aprendendo a investir na comunicação dos se deviam até à falta de estrutura das empresas com os consumidores. É sempre bom esclarecer: o parceiras dos sites de compra coletiva, como hotéis que eles fazem é vender um serviço terceirizado”, que tinham cupons de desconto vendidos acima de completa Camargo. sua capacidade instalada, ou mesmo restaurantes que não tinham produtos suficientes para atender os compradores dos sites. Entre os meses de janeiro e setembro de 2011, o Procon registrou cerca de 770 queixas contra sites que vendem cupons de desconto, o que levou o órgão público a autuar Peixe Urbano, Click On e Groupon, ameaçando-os de multas que poderiam chegar a R$6 milhões. Se sairmos dos meios oficiais de reclamação, o quadro é ainda pior. No portal ReclameAqui, voltado exclusivamente para que consumidores registrem suas avaliações sobre serviços prestados por empresas de diversos setores, foram contabilizadas ao longo de 2011, quase 7 mil reclamações contra empresas de compra coletiva. Crescimento com regulação O assessor jurídico do ClickOn, Tiago Camargo, explica que, por ser um mercado novo, houveram falhas na comunicação entre os sites e os compra-

Empresas buscaram a autorregulação antes que o governo interferisse no setor de compras coletivas

40.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Reclamações de consumidores junto ao Procon-SP contra sites de e-commerce: 1º SEM 2010 1º SEM 2011

Não entrega/demora na entrega do produto

11.305 Não entrega/demora na entrega do produto

2.781

Desistência de compra (cancelamento de compra)

742

Total 2.781

Desistência de compra (cancelamento de compra)

1.543

Total 12.848

2º SEM 2010 Não entrega/demora na entrega do produto

2º SEM 2011

Não entrega/demora na entrega do produto

5.312

Desistência de compra (cancelamento de compra)

995

Total 6.307

8.428 Desistência de compra (cancelamento de compra)

1.976

Total 10.404 Fonte: Procon-SP

41.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-corpnews

Prevenindo para não remediar Golpes financeiros contra empresas são muito mais comuns do que imaginamos e costumam vir de onde menos se espera.

Coffee break durante o congresso Riscos & Fraudes.

42.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

A primeira edição do congresso Riscos & Fraudes, realizado ao final de novembro passado em São Paulo mostrou o quão as empresas, de todos os setores e portes, estão sujeitas a ataques e golpes tanto internos quanto externos. A cada 10 empresas brasileiras, ao menos sete já foram vítimas de algum tipo de fraude interna nos últimos dois anos. Os riscos podem vir de funcionários, prestadores de serviços e em sua maioria pessoas que ocupam cargos de liderança na corporação, muitas vezes com mais de 10 anos na empresa. “A maioria dos casos de golpes sofridos por empresas, vem de altos executivos, ele começa desviando um pouco, depois vai elevando essas quantias, até que é descoberto”, afirma Cláudio Peixoto, diretor da Ernst & Young. “Eles pecam pela ganância”, diz ele. “Há casos de que o funcionário desvia valores durante anos, recusa promoções para se manter no mesmo cargo e continuar aplicando seu golpe sem ser pego”, relata Fernando Cevallos, da PWC. Segundo especialistas no tema, a contribuição do RH é primordial para tentar minimizar a ocorrência desses crimes, num processo que envolve desde a contratação até a divulgação da política da organização em relação a fraudes. Entre os keynoters estavam presentes empresas como Ernst & Young, KPMG e PWC, além do assessor da Presidência da República e ex-coordenador do Comitê Gestor de Segurança da Informação do Ministério da Justiça, Jorilson Rodrigues.


Congresso Riscos & Fraudes contou com palestras de diversas empresas de grande porte do paĂ­s e do mercado internacional.

Fernando Cevallos, da PWC. 43.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-TI

DISSIPANDO A NEBLINA Dúvidas quanto aos modelos a serem utilizados e à vulnerabilidade retardam o crescimento de cloud computing, que continua forte. Por Leonardo Morato

CAIU NA BOCA E NOS OUVIDOS DE QUASE TODAS AS EMPRESAS: CLOUD COMPUTING. MAIS ABRASILEIRADA MENTE CONHECIDA COMO “COMPUTAÇÃO NA NUVEM”, ESSA MODALIDADE DE ARMAZENAMENTO DE DADOS PODE PARECER UMA NOVIDADE, MAS SEU CONCEITO NÃO É NADA NOVO. “O GMAIL É UMA MODALIDADE DE CLOUD, QUANDO A PRIMEIRA PESSOA RESOLVEU MANDAR UM ARQUIVO PARA O SEU PRÓPRIO E-MAIL PELA PRIMEIRA VEZ, ALÍ SE INICIOU A COMPUTAÇÃO NA NUVEM”, AFIRMA O DIRETOR DA M3CORP, ANTÔNIO MOCELIM.

A consultoria Gartner aponta a cloud computing como uma das três principais tendências na área de tecnologia nos próximos cinco anos. Segundo Mauro Peres, presidente do IDC, o conceito de virtualização no gerenciamento de dados amadureceu nos últimos dez anos, “por mais que o Google já tenha criado esse conceito (de nuvem), as empresas não estavam prontas para utilizar sem a virtualização”, explica ele. Apesar de o ato de armazenar dados num servidor externo de uma forma que você tenha acesso móvel de qualquer computador, não seja algo novo, a sua massificação no mercado corporativo trouxe não só desenvolvimento e infraestrutura, mas também alguns problemas. O mais debatido deles é a segurança. A mais nova moda do mercado corporativo corre sérios riscos de ter seu desenvolvimento prejudicado devido a recentes ataques ao Gmail, PlayStation Network e a sites governamentais de diversos países do mundo, o receio quanto à segurança, principalmente sobre cloud computing, colocaram um freio psicológico nos investimentos na “nova” tecnologia. As preocupações quanto à segurança podem retardar o crescimento do mercado da computação em nuvem, que este ano deve atingir os US$3,2 bilhões somente na Ásia, ante US$1,87 bilhão no ano passado, enquanto o mercado mundial poderia atingir os US$55 bilhões até 2014. Em 2010, cloud computing 44.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Preocupações quanto à segurança podem retardar o crescimento do mercado da computação em nuvem. representou 5% de todos os investimentos em tecnologia no mundo. Em cinco anos, esta porcentagem deve chegar a 25%, de acordo com estimativas do IDC. Muitas empresas têm reservas quanto à segurança da computação em nuvem devido à arquitetura para múltiplos inquilinos e à possibilidade dos provedores de serviços em nuvem se tornarem grandes alvos, porém, Mauro Peres discorda. “A possibilidade de a nuvem sofrer um ataque é tão grande quanto qualquer outro sistema, mas ela tem muitos dispositivos de segurança, para os dados da empresa é muito mais seguro”, afirma. A confiança do presidente do IDC não é compartilhada por todas as companhias. Uma das gigantes da tecnologia, que já investe há anos em cloud computing é a Intel e seu vice-presidente, Boyd Davis, alerta: “Temos que fazer uma combinação de coisas como criar mais e mais dispositivos de segurança na infraestrutura. A Intel tem trabalhado desde meados de 2010 com outras empresas como Cisco, Dell, Fujitsu, Huawei, HP e IBM, na busca por uma infraestrutura em nuvem mais simplificada, segura e eficiente. Há outras iniciativas, como a ARM e a AMD, rivais da Intel, que também tem investido em mais sistemas de segurança em seus chips e processadores, porém com diferentes parceiros. O armazenamento em nuvem pode ser feito de três formas: numa nuvem privada, pública ou híbrida. O primeiro tipo de gerenciamento permite que sejam armazenados os dados de apenas um usuário, onde ele mesmo administra esses arquivos. Já na nuvem pública, vários usuários têm seus dados arquivados conjuntamente, sendo gerenciados por um tercei-

ro, a empresa dona do servidor. Enquanto que na híbrida, há um misto das duas formas anteriores, funcionando como se fosse privada, mas podendo ser expandida para adquirir funcionalidades da núvem pública. Escolher qual dos modelos é o melhor para a sua empresa também não é tarefa simples. Tudo depende do ramo de atuação e do tamanho da companhia. A modelo que mais tem sido utilizado, até por receios em relação à segurança e ao desenvolvimento deste tipo de tecnologia, é a nuvem privada. Esta modalidade de armazenamento de dados, que pode ser gerenciado por terceiros ou pelo próprio usuário, mas apenas com o conteúdo de uma única empresa, foi a opção escolhida pela loja do setor calçadista sul-mato-grossense Anita Calçados. A rede de lojas vende atualmente 15% de seus produtos por e-commerce, o que representa cerca de 30 mil pares de sapatos comercializados somente pela internet. A companhia adotou sistema de cloud computing operado pela Dualtec, utilizando um dashboard para monitorar toda a rede de dados da loja virtual. De acordo com Tiago Bellin, diretor da Anita Calçados, um de seus maiores receios era ver a loja virtual parada por causa de servidores ou da infraestrutura. “Além do prejuízo, isto causa grande insatisfação, principalmente para os clientes”, diz o executivo. Este é um modelo que prevê um melhor aproveitamento dos investimentos em hardware. Este é um dos principais pontos da cloud computing, aproveitando-os ao máximo, gerenciados de forma inteligente e gerando economia de custos. Além da flexibilidade, a nuvem também facilita a vida corporativa quando o assunto é infraestrutura física. Com o servidor externo, o “tamanho” da empresa fica ilimitado. “Você não precisa mais investir nem no servidor próprio e nem num local para colocar o servidor. Tudo fica na nuvem”, afirma Mauro Peres. O entusiasmo com o cloud computing e os esforços de companhias se devem às inúmeras vantagens que ele pode oferecer tanto aos fornecedores de tecnologia quanto aos usuários. “Em alguns anos todas as grandes e médias empresas vão estar na nuvem. Não vamos chamar isso de cloud computing. Não terá nome. Será simplesmente computação”, profetiza. 45.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-rede

...E tudo começou com o Napster! Leis que tramitam no congresso americano podem punir internautas, em qualquer lugar do mundo, que baixem arquivos sem pagar direitos autorais. Por Leonardo Morato e Guilherme Pires Em 1999, um rapaz desempregado, americano, resolveu facilitar a vida dos amigos para que trocassem músicas de seu interesse. Sean Parker criou o Napster, revolucionou a internet e praticamente acabou com a indústria fonográfica, que agora, quase 13 anos depois, tenta buscar novos meios de sobreviver e continuar ganhando dinheiro com os artistas. Porém, parece que as gravadoras, junto com os estúdios de cinema se cansaram e resolveram ser mais agressivas nesta briga. Com muito (muito mesmo) lobby, estas empresas conseguiram fazer com que tramitasse no congresso americano uma lei que pode acabar com a liberdade (ou libertinagem, dependendo do se ponto de vista) na internet. Os dois projetos de Lei, chamados de Sopa - da sigla 46.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


em inglês “Parar a Ação da Pirataria On-Line” - e Pipa - também da sigla em inglês “Ato de Proteger a Propriedade Intelectual” - querem punir atos de pirataria eletrônica. Se forem aprovados pelo Congresso, os projetos de lei restringirão o acesso e os pagamentos a sites de fora dos Estados Unidos que ofereçam conteúdo considerado ilegal. Produtoras cinematográficas, editoras, companhias farmacêuticas e gravadoras do mercado fonográfico apoiam a iniciativa. Gigantes da internet resolveram mostrar seu poder e mandar o recado de que os tempos são outros e a internet é incontrolável. Wikipedia, Google, Facebook, Twitter, eBay e diversos outros sites fundamentais para o funcionamento da grande rede organizaram um protesto, uma paralisação digital, anunciada para o dia 18 de janeiro, pedindo a não aprovação dos polêmicos projetos de lei que, mesmo sendo leis americanas, podem afetar o mundo todo. Apesar do forte burburinho, o chamado “Blackout” não teve grande adesão. Entre as companhias que resolveram tirar seus sites do ar, as principais foram à enciclopédia eletrônica Wikipedia e o site de notícias sociais Reddit. Ao acessar os dois portais, os usuários encontram as páginas escurecidas com informações sobre os projetos de lei. Porém, grandes empresas como Google, Facebook, Twitter e eBay resolveram não tirar suas páginas do ar. O executivo-chefe do microblog, Dick Costolo, comentou os protestos em sua conta no micro-blog. “Fechar um negócio mundial em reação a uma única questão de política nacional é algo tolo”, disse o executivo, para em seguida prometer que a empresa continuará envolvida na questão. Mesmo não tendo tido a colaboração dos verdadeiros gigantes da internet, os protestos realizados pelas empresas de internet e sites parecem ter surtido efeito. Antes que o dia do “Blackout” chegasse ao final, seis congressistas americanos retiraram seu apoio às leis e demonstraram preocupação com a medida. Entre os políticos que refugaram estão os senadores republicanos Marco Rubio (Flórida), um dos líderes do projeto; John Cornyn (Texas), que era liderava o projeto em seu partido; Roy Blunt (Missouri); Mark Kirk (Illinois); Jim DeMint (Carolina do Sul) e Scott Brown (Massachusetts). A votação, que ocorreriam

Sopa é comparável ao controle do Partido Comunista Chinês sobre a internet. no dia 24 de janeiro, já foi adiada para meados de fevereiro. No inicio do movimento contra a lei, a Casa Branca já tinha feito críticas à medida, o que fez com que os responsáveis considerassem fazer alterações em alguns artigos. Pipa e Sopa juntas causariam uma série de restrições ao compartilhamento de arquivos na internet e permitiria que pessoas de outros países, não só nos Estados Unidos, sejam punidas caso baixem ou compartilhem músicas, filmes ou livros sem que sejam pagos os direitos autorais aos criadores destas obras. Outro artigo que gera polêmica é que, tanto os sites que disponibilizaram o conteúdo, como quem realizou os downloads e os sites de busca, como o Google, que deixaram seus links disponíveis, sofram punições e multas. Durante o “Blackout”, o maior portal de buscas do mundo não retirou sua página do ar, porém, disponibilizou um link em sua página principal, onde explica os danos que a lei Sopa pode causar à liberdade na internet. Executivos da companhia chegaram a comparar o controle que seria estabelecido pelo governo americano ao que já é exercido pelo Partido Comunista Chinês. Essa briga de gigantes, iniciada por um rapaz, 13 anos atrás, que simplesmente queria ouvir música em seu computador, não parece ter um fim próximo e deve continuar revolucionando o modo como nos comunicamos virtualmente. 47.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-opinião

Luís Mário Luchetta, Presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

As dificuldades e o potencial do setor de TI Uma coisa ninguém discute, o potencial do mercado brasileiro de TI é imenso. Hoje, o país figura na oitava posição entre os maiores mercados de tecnologia da informação do mundo. O setor movimentou mais de US$ 37 bilhões em 2010, e de acordo com a consultoria IDC Brasil, o mercado deverá ter crescido 13% em 2011, movimentando mais de US$ 42 bilhões. Porém, ainda assim o setor de TI segue sofrendo com diversas dificuldades que impedem um crescimento ainda maior. E essas barreiras começam justamente onde deveríamos ter apoio, nas leis brasileiras. A primeira grande dificuldade está na alta carga tributária incidente sobre as empresas de TI. Primeiramente, o limite de faturamento para o enquadramento como Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP) de R$ 3,6 milhões ao ano (correspondente a R$ 300 mil ao mês) é muito baixo. O custo elevado dos profissionais faz com que o valor do faturamento também seja elevado, para o repasse dos custos. Portanto, muitas pequenas empresas de fato não conseguem se enquadrar devido a isso, aumentando drasticamente os impostos a serem recolhidos. Ou seja, essa lei do Simples Nacional não beneficia muitas pequenas empresas, obrigadas a se enquadrar no Lucro Real ou no Lucro Presumido. Além disso, também incidem altos tributos sobre a produção nacional, criação de softwares, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Renda - Pessoa Jurídica (IRPJ), PIS e COFINS, entre diversos outros impostos que dificultam uma maior ascensão do setor. Outro grande problema se encontra no quesito de terceirização de mão-de-obra em TI. Existe uma interpretação literal da súmula 331 do TST, que não permite a terceirização da atividade fim das empresas, e acaba levando ao entendimento por parte dos juízes de que qualquer atividade de Informática é Informática. Assim, a terceirização acaba sendo encarada como uma atividade ilegal, que coloca uma empresa interposta entre 48.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

APRIMEIRAGRANDE DIFICULDADEESTÁNAALTA CARGATRIBUTÁRIA INCIDENTE SOBREASEMPRESASDE TI. um trabalhador e uma empresa real contratante. Nesse caso, é preciso regularizar a subcontratação de empresas prestadoras de serviços específicos, destacando a necessidade de diferenciação entre terceirização e subcontratação em tecnologia. A não ser as empresas globais de TI, que com grande poderio econômico conseguem comprar outras pequenas empresas, não existem empresas que consigam dominar a área de forma completa. Isso acaba desestimulando as pequenas e médias companhias do setor, e dificultando mais uma vez a produção nacional. No entanto, as vitórias do setor começam a surgir. No último dia 14 de dezembro de 2011, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a sanção da Presidente da República Dilma Rousseff, na Lei nº 12.546 que desonera a folha de pagamento para as empresas de TI. Por meio desta modificação, que ocorreu em cima da Lei nº 11.774/2008, obtivemos a redução das alíquotas da Contribuição Previdenciária para empresas de TI e TIC, inclusive, disciplinando o regime de contratação de serviços de ambos os setores. Essa é uma primeira demonstração de que o Governo começa a enxergar, enfim, o grande potencial que o setor de TI possui. Esperamos que no futuro seja reconhecido e valorizado o papel estratégico que o segmento desempenha no desenvolvimento econômico e social da nação.


49.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-corpnews

Universidades para o mundo? Congresso abre oportunidade de debater os programas de formação profissional interna de empresas de diversos setores e questiona: formar para si ou para o mercado? As empresas são obrigadas a investir em formação profissional devido ao deficitário sistema educacional brasileiro e, em sua maioria, formam profissionais com a cultura da empresa para que atuem dentro da corporação e não para o mercado. Estas foram algumas das conclusões, que nem sempre todos concordam, que plateia e palestrantes puderam chegar com a 4ª edição do Universidades Corporativas, realizado em São Paulo no último dia 24 de novembro. “As empresas investem para adaptarem os profissionais para a sua cultura e também para corrigir falhas de formação dessas pessoas, mas mesmo se o governo e as universidades fizessem seu papel corretamente, ainda assim seria importante o papel das universidades corporativas”, afirma Rafael Fernandez, da Alcatel-Lucent. Outra grande questão debatida durante o congresso foi a receptividade de profissionais de baixo escalão quanto a investimentos das companhias em sua formação. “Nem sempre o pessoal do ‘chão de fábrica’ valoriza o ato das empresas tentarem investir em Universidades Corporativas, mas o nosso caso conseguimos gerar motivação com programas de treinamento e capacitação”, relata Fabiana Carmona, coordenadora dos programas de treinamento do Habib`s. O congresso, organizado pelo Grupo Corpbusiness, contou com a presença de 50 congressistas e dentre os palestrantes estavam profissionais de grandes empresas, como a operadora Vivo, a auditoria Ernst & Young e o grupo educacional Estácio. Além dos keynoters, o Universidades Corporativas foi encerrado por um acalorado debate entre Marcos Resende, diretor executivo da Web Aula, e Rafael Fernandez, desenvolvedor de programas de formação profissional da Alcatel-Lucent.

50.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012

Congresso Universidade Corporativas público em diversos debates sobre a ca

Platéia teve oportunidade de fazer networking durante congresso Universidades Corporativas.


Ana Carolina Battisti, daAennova.

s contou com a participação do apacitação profissional.

No eventou, empresas como Aennova, Amadeus, Ernst & Young, Vivo, CPFL, Sebrae e Alcatel estiveram presentes. 51.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Lançamentos

DNS-320 da D-Link O DNS-320 é totalmente integrado com outros produtos que compõem a linha Casa Digital D-Link, acessando os arquivos do media player conectado Boxee Box na tela da TV ou armazenando automaticamente imagens gravadas nas câmeras de segurança IP do escritório ou residência. O DNS-320 oferece ao usuário, ou grupo, a possibilidade de acessar e compartilhar documentos, músicas, fotos e vídeos de maneira remota, por meio da internet de uma rede. O preço sugerido do DNS-320 é R$ 499,00.

52.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Monitor LED SmartTouch de 20” O Monitor 202EL2, da Philips, com tela LED wide de 20 polegadas, vem com as tecnologias SmartTouch com ícones sensíveis ao toque e o SmartContrast, que aumenta o contraste, garantido imagens com cores vibrantes e alto detalhamento de sombras. Com conexões RGB (analógico) e DVI-D (digital, HDCP), o monitor é compatível com os sistemas operacionais Microsoft Windos e Mac.

53.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Smartphone Xperia Neo V O novo smartphone da Sony Ericksson Xperia Neo V, com sistema Android, vem equipado com câmera de 5.1 megapixels, com foco automático, flash LED e sistema que permite tirar fotos panorâmicas. O dispositivo também vem equipado com tocador de música digital (MP3 e AAC), Rádio FM, cartão de memória de 2GB, player de vídeo, processador Qualcomm de 1 GHz, Bluetooth e Wi-Fi. O smartphone chega ao mercado na cor prata com preço sugerido de R$ 999,00 nas lojas da TIM e VIVO.

54.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Linha de Pendrives sensoriais A SMART lança sua primeira linha de pendrives e para surpreender, decidiu apostar no faro dos consumidores. Os dispositivos vêm com aroma de menta, morango ou chocolate. Os pendrives SMART têm capacidade de armazenamento de 4 e 8 GB pelo preço de R$ 27,90 e R$ 44,90, respectivamente.

55.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


-Novo sistema de armazenamento em disco ETERNUS DX A Fujitsu estendeu a tecnologia modular ao segmento de storage com ETERNUS DX8000, um gerenciador de dados corporativos que possui uma arquitetura modular que pode ser expandida com mais flexibilidade. O Fujitsu ETERNUS DX8700 S2 estará disponível mundialmente em fevereiro de 2012. O preço varia de acordo com a configuração e o país.

56.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Roteador Wireless 3G Compatível com os principais modens 3G do mercado, o novo roteador wireless 3G WRH 241 da Intelbras possibilita o compartilhamento de internet para vários computadores a partir de um único modem, também com a opção da tecnologia ADSL. O aparelho da Intelbrás tem a função de Failover, que escolhe sozinho o tipo de conexão que utilizará de acordo com a qualidade de cada uma delas. A velocidade pode chegar a até 150 Mbps.

57.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


Câmera MV800 da Samsung A MV800, da Samsung, é uma câmera categoria “Multiview”, com visor flip sensível ao toque, com display de 3 polegadas que gira até 180º e permite o enquadramento da foto independentemente do ângulo de visão. A MV800 também possui o recurso de captura de imagens em 3D, que permite conectála a uma TV 3D para exibir as imagens. Além da função Live Panorama, que permite capturar fotos consecutivas para serem combinadas automaticamente em uma imagem única e com alta definição, o grande destaque da câmera da Samsung.

58.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


59.InterIt.Janeiro.Fevereiro.2012


- São 470.000 mil Pageviews com 125 mil usuários únicos mensais. - Com foco no público executivo de alto nível (gestores e decisores), interessados em receber informações sobre produtos e serviços do setor.

...Sua empresa merece este destaque Saiba mais, fale conosco: e-mail: webert.silva@corpbusiness.com.br tel: 31299874

Revista Interit - 15°  

Revista InterIT - www.interit.com.br

Advertisement