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Nota 10_ Alunos de Design criam modelo de bolsa parenteral com cores diferentes, projetado para evitar equívocos de funcionários da Saúde dentro de hospitais. Pág. 10

Múltiplos saberes_ Universidade recebe membros da comunidade do Quilombo da Fazenda Picinguaba para entregar oficialmente projeto de desenvolvimento sustentável, elaborado por alunos e professores. Pág. 14

PUBLICAÇÃO MENSAL

JORNAL SÃO JUDAS

ANO XXIII Nº 191 junho/2013

unidiversidade

de mestres e doutores págs. 8 e 9

A Universidade São Judas chegou ao índice de 90% de professores com titulação de Mestres ou Doutores. Esses profissionais passaram por várias etapas de qualificação na vida acadêmica, estão atualizados e ainda mais aptos a lecionar. Por isso, o compromisso com a qualidade de ensino da São Judas ganha mais um aval. Veja na seção UniDiversidade.

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editorial

Informe-se sobre um dos temas mais atuais e importantes, a sustentabilidade: www.usjt.br/universo_ sustentavel/

Veja um resumo dos posts e das histórias online mais interessantes.

Bola rolando – A história de Marco Aurélio Condez foi tema de reportagens recentes na imprensa e em programas como o Fantástico, com enorme repercussão. Ele enfrenta um quadro de paralisia cerebral desde a infância e conseguiu completar o curso de Jornalismo na São Judas, em 2012, com a ajuda do pai, Manuel Condez. Mas o jovem jornalista promete muito mais. Entrando no clima de Copa das Confederações e já preparando o terreno para a Copa do Mundo, lançou um blog sobre futebol. Desde maio no ar, o blog Completando a Jogada já está com vários comentários sobre as notícias mais quentes do futebol. Vale a pena conferir e recomendar aos amigos: http://completandoajogada.blogspot.com.br/. Vamos prestigiar!

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JORNAL DA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS

cartas

Aniversário – A Rádioweb São Judas completou quatro anos no dia 28 de maio e comemorou da melhor forma possível: com um belíssimo programa e novo layout da página online! Os locutores Rafael Régis e Clarisse Oliveira, alunos do 4º ano de Jornalismo, comandaram um bate-papo ao vivo com Filomena Salemme, editora-chefe da rádio Estadão, Luiz Fernando Magliocca, consultor da Rádio Disney, e Figueiredo Júnior, apresentador da Rádio Iguatemi. Eles falaram sobre as diferenças entre a rádio convencional e a rádio web, concordando que a internet veio somar valor ao processo de comunicação. Todos acreditam que o rádio vai permanecer como veículo de informação, dirigido a públicos com perfis diferentes e segmentados. Parabéns à equipe!

Atingir metas é sempre motivo de comemoração. Na seção UniDiversidade deste mês, podemos celebrar a conquista do índice de 90% de professores com o título de Mestres ou Doutores. Para a Universidade, esse número expressa o compromisso com a busca incessante da excelência no ensino. Desde 1996, a São Judas investe não apenas na contratação de professores titulados, mas também incentiva seu corpo docente a conquistar a qualificação acadêmica. Para os alunos, fica a certeza de contar com professores realmente preparados para trasmitir o conteúdo mais atualizado em cada disciplina e para construir, em conjunto, um conhecimento relevante para todos. Mas não é só. Os resultados desse compromisso refletem-se na qualidade dos alunos e de suas produções. Na seção Nota 10, por exemplo, você conhece o projeto criado por alunos de Design que desenvolveram bolsas parenterais com cores diferentes, a fim de evitar erros por parte de enfermeiros e pessoal da Saúde. Em Múltiplos Saberes, a conclusão de mais uma etapa do projeto Quilombola envolve a entrega de um plano de ação elaborado por alunos e professores para uma comunidade tradicional que ocupa área de proteção ambiental. Um verdadeiro exemplo da importância da Extensão universitária. Para fechar a edição, a seção Você Faz mostra a incrível experiência do aluno que passou um mês no Haiti, auxiliando a população local e conhecendo uma realidade muito diferente. Boa leitura! Envie um e.mail para jornal@usjt.br.

Agradecimento Gostaria de agradecer a atenção e a dedicação sempre prestada pela equipe do Jornal São Judas, aproveitando para elogiar essa linda edição. Foi ótimo participar da matéria “Eles chegaram aos 30”, no nº 190. Raquel Diaz, ex-aluna do curso de Arquitetura. JSJ – Raquel, nós é que agradecemos a sua participação. É bom saber como os ex-alunos conseguiram colocar seus sonhos em prática. Parabéns pelas conquistas e muito sucesso!

Reconhecimento Envio meu muito obrigado pelo espaço concedido no Jornal São Judas, na edição de maio, seção Vocação. Nele, pude reconhecer não apenas o papel da Universidade e do Colégio São Judas mas, em especial, das pessoas que fizeram diferença na minha vida pessoal e acadêmica. Aylton de Souza, ex-aluno de Comunicação Social, turma de 1999. JSJ – Aylton, para nós, é um prazer conhecer histórias como a sua, de dedicação e talento. Mantenha contato conosco e envie notícias sobre suas próximas conquistas!

expediente

o que rolou

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Sempre em frente

O Jornal São Judas é uma publicação mensal do Departamento de Comunicação e Marketing da Universidade São Judas Tadeu, gratuita e dirigida a toda a comunidade. Unidade Mooca: Rua Taquari, 546. CEP 03166-000 - São Paulo - SP. Unidade Butantã: Av. Vital Brasil, 1000. CEP 05503-001 - São Paulo - SP - Fone: (11) 2799-1677. Supervisão: Maria Luiza Mesquita. Conselho Editorial: Anderson Fazoli, Angelo Zanini, Antonio José da Silva, Beatriz Dionísio, Caio Pereira Santucci, Carla Witter, Durval Luiz da Silva, Fernando Duch, Giovana Ganeo e Júlio César Lucchi. São Judas é produzido pela Folie Comunicação Ltda. Av. Água Fria, 1892 - CEP 02332-001 - São Paulo - SP - Fone: (011) 2203-3892/ 2953-6347. Editora e Jornalista Responsável: Mirian Meliani Nunes - Mtb 23761. Coordenação Editorial: Frideriki Karathanos. Redação: Ana Paula Ramos e Tatiana Karpovas. Revisão: Prof. Everaldo José de Campos Pinheiro. Direção de Arte/Diagramação: PaulaLyn Carvalho. Produção Fotográfica: Ana Paula Ramos. Fotografia: Sergio Carvalho. Fotos/Capa: Arquivo USJT. Tiragem: 10.000 exemplares. Reprodução permitida sob autorização prévia, desde que citada a fonte. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo obrigatoriamente a posição do jornal.


qual é a sua?

Conversando com o mundo O interesse por idiomas começou na infância. Aos 11, matriculou-se no curso de inglês e, sem condições financeiras de seguir adiante, decidiu tornar-se autodidata. Hoje, além do inglês, o professor Elias Pozenato fala alemão, sueco e outras línguas europeias.

perfil Prof. Elias Júlio Pozenato, coordenador dos cursos de Administração de Empresas e Comércio Exterior. Desde a infância tem interesse por idiomas. Começou com o inglês e hoje fala várias línguas, entre elas o sueco, uma língua pela qual nutre carinho especial, pois foi a partir do curso de especialização PhD em Economia Ambiental, realizado na Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que fez sua primeira viagem internacional.

check in Notícias | Lê diariamente as versões online dos jornais “Le Monde”, em francês; “The New York Times” (EUA), em inglês; “Dagens Neyheter” e “Svenska Dagblader”, em sueco, e “Der Spiegel”, em alemão. Site | www.livemocha.com oferece cursos online em vários idiomas e estabelece a conexão com comunidades de alunos e professores de todo o mundo. Música Clássica | Seus compositores prediletos são Bach, Beethoven e Mozart.

“Sempre quis saber como me expressar em outra língua”, afirma o professor Elias Júlio Pozenato, coordenador dos cursos de Administração de Empresas e de Comércio Exterior. Segundo ele, ao aprender um idioma, descobrimos também a cultura que o originou. É como uma janela que se abre com outras perspectivas e nova visão de mundo, ampliando a nossa capacidade de compreender a diversidade do planeta. “Por isso, aplicar-se ao aprendizado de idiomas é um conselho adicional que posso dar aos alunos”, diz. O professor começou seu aprendizado aos 11 anos, frequentando aulas em uma escola tradicional da língua inglesa. A certa altura, não podendo mais financiar o curso, decidiu adquirir o material e estudar por conta própria. Prestou os exames de proficiência na língua e não parou mais. O fato de sua esposa ter origem alemã facilitou o aprendizado de mais esse idioma. No período entre 1999 e 2001, quando fazia mestrado em Economia Política na PUC-SP, viu um anúncio do governo sueco oferecendo bolsas de estudo na Universidade de Gotemburgo. Resolveu inscrever-se para o curso de especialização PhD em Economia Ambiental. “A exigência era o conhecimento de inglês e de outras duas línguas. Mas não queria pisar no país sem conhecer o idioma e poder conversar com os suecos em sua língua pátria. Dediquei-me aos estudos e, uma vez na Suécia, apaixonei-me pelos idiomas nórdicos, ao conhecer os demais países escandinavos”. No momento, Elias Pozenato empenha-se no estudo do islandês e planeja conhecer Reykjavík, capital da Islândia, o mais breve possível. O interesse pela língua se deu há um ano e meio, quando ouviu uma música da banda Sigur Rós (Góðan daginn) e do cantor e compositor Eyþór Ingi Gunnlaugsson (Ég á líf). “A riqueza de detalhes dessa língua é ímpar: conjugam os verbos e declinam os pronomes, os adjetivos, os substantivos e até mesmo os nomes próprios”, comenta. Como boa parte da família da sua esposa reside na cidade de Colônia, na Alemanha, ele se vale das visitas para conhecer os países da Europa e adquirir novos aprendizados. Amante de música clássica e da arquitetura das catedrais europeias, ele aproveita para ir a concertos e visitar as igrejas. “Ainda quero conhecer a Capela Sistina. Uma boa desculpa para aprender italiano”, planeja. junho _ 2 0 1 3

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entrelinhas

A favor da diversidade Realizado de 15 a 17 de maio, o I Encontro de Filosofia e Gênero debateu aspectos da identidade sexual e estratégias para combater nelson coutinho

práticas discriminatórias que afetam a população homoafetiva.

Organizado por um grupo de alunos de pós-graduação e graduação, sob coordenação do Prof. Dr. Paulo Jonas de Lima Piva, o I Encontro de Filosofia e Gênero reuniu docentes, estudantes e simpatizantes do movimento GLBT para discutir as relações de gênero, considerando o contexto de discriminação e violência sofrida por aqueles que têm uma orientação sexual diversa dos padrões impostos pela sociedade. Ao mesmo tempo, o encontro refletiu sobre a conquista de direitos civis, com a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo em vários países do mundo. Aldones Nino, aluno do 4º ano de Filosofia, relatou casos de discriminação no ambiente escolar. Crianças que, ao entrarem no período da adolescência, ou mesmo antes, são reprimidas por professores e rejeitadas pelos pais por apresentarem comportamento considerado inadequado socialmente. “Não devemos estimular a homossexualidade, mas não podemos tolerar agressão e segregação dos que se mostram diferentes”, argumentou o aluno, ao abordar a Pedagogia da Normatização e a Teoria Queer. Segundo essa teoria, que serve de base para diversos movimentos GLBT, tanto a orientação sexual quanto a identidade de gênero são resultados de construção social. Diego Blanco, também do 4º ano, apresentou as considerações de Nancy Fraser, feminista e filósofa. Segundo Fraser, no mundo contemporâneo, os grupos não mais se mobilizam em torno de uma causa política, mas sob a bandeira das diferenças, sejam étnicas, religiosas ou de gênero.

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JORNAL DA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS

Daniele Reis abordou a questão da autonomia e da transsexualidade em Judith Butler. Feminista e filósofa, Butler também é defensora da desconstrução do conceito de gênero e da relação obrigatória entre sexo, gênero e desejo. Formada em Direito, Daniele relatou a dificuldade de um cliente transexual que luta para conseguir no SUS uma cirurgia para a mudança de sexo. Finalizando os debates, a Profª Marília Pisani, da Universidade Federal do ABC, falou sobre o gênero no fetichismo, comentando o caso de três personagens da história e suas concepções sobre o que é ser mulher. A docente enfatizou o fato de que não existe um único perfil de mulher, mas vários. Para finalizar, Marília afirmou que “a revolução se dá no âmbito do sujeito e, portanto, cada um de nós deve recriar a linguagem para abarcar as diferenças”. Juliana Oliva, uma das organizadoras do evento, considerou os debates e trocas enriquecedores. “O público foi bastante receptivo em relação ao tema, o que nos estimula a prosseguir com as pesquisas”, disse.

Quem? Alunos da Graduação e Mestrado em Filosofia da Universidade São Judas, sob a coordenação do Prof. Paulo Jonas de Lima Piva. O QuÊ? Organizaram o I Encontro de Filosofia e Gênero, reunindo alunos, docentes e simpatizantes do movimento GLBT.

Por quê? Para discutir a segregação, a violência e as práticas discriminatórias sofridas por aqueles que não se adequam ao modelo imposto pela sociedade e, dessa forma, amadurecer o

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debate em relação ao tema.


entrelinhas

Simpósio Multidisciplinar

O XVIII Simpósio Multidisciplinar da Universidade São Judas será realizado no período de 13 a 20 de setembro, na Unidade Mooca. Realizado a cada dois anos, o Simpósio reúne as produções acadêmicas desenvolvidas por alunos e professores e abre espaço para o debate de temas importantes para a sociedade. Neste ano, o foco será a juventude: o que pensam, querem e como se comportam os jovens de hoje. Além de palestras e mesas redondas, o evento ainda conta com a realização de mostras, concurso de poesia e encontro de alunos da Pós-graduação, entre inúmeras atividades.

SIMTECCE 2013

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Entre os dias 3 e 5 de junho, aconteceu o Simpósio de Tecnologia e Ciências Exatas, nas Unidades Mooca e Butantã, com o propósito de discutir assuntos relevantes para a carreira profissional dos alunos da Faculdade de Tecnologia e Ciências Exatas. Durante o evento, profissionais renomados do mercado de trabalho e de diversas instituições de ensino ministraram palestras sobre “Gestão de Carreira Profissional”, “Engenharia Moderna”, “Gestão de Negócios e Carreira em Sistemas SAP”, “O Mundo dos Manfraimes IBM – Cenários de Oportunidades”, “Aplicações Sustentáveis na Engenharia”, “Mercado Mobile”, entre outros temas. Além das palestras, também foram realizadas mesas redondas e minicurso sobre Técnicas de Partidas.

Ciência sem Fronteiras

Fruto do esforço conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), o programa Ciência sem Fronteiras incentiva e promove o intercâmbio educacional nas áreas das ciências e tecnologias como forma de alavancar o desenvolvimento tecnológico e a inovação em nosso país. Para tanto, os ministérios preveem a oferta de até 101 mil bolsas de estudos em quatro anos para os alunos da graduação e pós-graduação interessados em realizar estágio no exterior. A São Judas está entre as universidades brasileiras que aderiram ao programa e, para esclarecer como participar e quais os requisitos básicos exigidos, realizou duas palestras, uma no dia 30 de abril, para os alunos da Unidade Mooca, e outra no dia 15 de maio, para os alunos da Unidade Butantã. Se você tem interesse em participar do programa, mas perdeu as palestras, acesse o Portal da Universidade www.usjt.br e saiba mais.

No último dia 25 de maio, alunos, docentes e funcionários participaram de campanha de Doação de Sangue, promovida pelo Hemocentro São Lucas e organizada pelos alunos de Turismo da São Judas.

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entrelinhas

2ª Jornada de Análise Comportamental

Realizada no dia 25 de maio, a 2ª Jornada de Análise Comportamental (JAC) reuniu psicólogos, pesquisadores, docentes e alunos do curso de Psicologia de diversas instituições de ensino para o debate e a realização de minicursos relacionados às questões comportamentais, como “Treinamento de Atividades de Vida Diária para Indivíduos Autistas”. Na foto, um dos momentos do curso “Introdução à Teoria dos Quadros Relacionais (RFT) e implicações para prática clínica”, ministrado por Prof. Willian Perez, mestre em Psicologia Experimental pela PUC-SP.

Santander Universidade abre inscrições

Estão abertas as inscrições na terceira edição do Programa de Mobilidade Internacional Bolsas Ibero-Americanas do Santander Universidades. Neste ano, 800 universitários brasileiros serão contemplados com bolsas de estudos internacionais para países da América latina, Espanha e Portugal. Os interessados devem acessar o site www.santanderuniversidades.com.br/bolsas até o dia 18 de agosto.

Oficinas de capacitação de professores

O Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Filosofia, em parceria com o Núcleo Pedagógico da Diretoria de Ensino Norte 1, está organizando as Oficinas de Capacitação de Professores de Filosofia do Ensino Médio, realizadas na Unidade Butantã. A primeira oficina foi sobre “Orientação Técnica: filosofia, redemocratização, violência institucional e prática de ensino”, nos dias 8 e 9 de maio. As próximas estão previstas para acontecer nos meses de agosto, outubro e dezembro. Segundo o professor Floriano Jonas César, coordenador de Pós-graduação Stricto Sensu em Filosofia, o mestrado de Filosofia tem colaborado muito com o Ensino Médio. “Diversos alunos do mestrado foram ou são professores do ensino médio. Durante o curso, vários deles engajam o programa em suas atividades. Foi o que aconteceu com as oficinas, organizadas por nós e pelo mestrando George Artur de Carvalho, professor coordenador da oficina pedagógica do Núcleo da Diretoria de Ensino Norte 1”, explica o coordenador.

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JORNAL DA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS

Atualização em Pedagogia do Esporte

Realizado pela Secretaria Municipal de Esportes, em parceria com a Unesco e o apoio da São Judas, o curso de Atualização em Pedagogia do Esporte é voltado aos gestores e profissionais de Educação Física e Esporte que atuam nos clubes municipais de São Paulo. As aulas, iniciadas em maio, seguem até o mês de outubro e contemplam dois conteúdos básicos, um voltado para os técnicos em Educação Física, com orientações sobre como ensinar uma atividade esportiva e avaliar o desenvolvimento das crianças que frequentam as aulas; e outro voltado para os gestores locais e regionais, com foco na orientação do corpo técnico que atua nos clubes. O objetivo do curso, explicou a Profª Sheila Pereira dos Santos Silva, docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física e responsável pelo curso, é atualizar o conteúdo pedagógico e também estimular os gestores a atuarem de forma integrada com a sua equipe pedagógica.

Ex-aluna lança livro

Graduada em Educação Física em 2005 e com especialização na área de Educação Lúdica em Contextos Escolares, Não Formais e Corporativos, Andréa Silva Frangakis Tanil acaba de lançar pela Editora Vozes o livro Dinâmicas lúdicas para os programas de ginástica laboral. A obra é resultado de sua atuação na área corporativa e da aplicação de uma série de dinâmicas em um curso de pós-graduação em Ginástica Laboral, do qual é docente há cinco anos. “Os alunos solicitavam uma publicação com o conteúdo dado em aula. Isso me incentivou a colocar no papel as atividades desenvolvidas durante o curso e que foram inspiradas nas brincadeiras infantis e recreativas, adaptadas para os programas de ginástica laboral”, observou Andréa Frangakis.


entrelinhas

Sarcopenia em idosos

Você sabe o que é Sarcopenia? Caracterizada pela perda progressiva e generalizada da força e da massa muscular, a Sarcopenia decorre do processo de envelhecimento, atingindo em sua maioria mulheres com mais de 70 anos. Mas também há casos relatados de Sarcopenia em adultos jovens que apresentam osteoporose. Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, tabagismo, atrofia por desuso, saúde fragilizada e fatores genéticos. O tema foi debatido no último dia 25 de maio, na Unidade Mooca, por profissionais da área da Educação Física e Nutrição. Durante a palestra, foram informadas as formas de prevenção e tratamento da doença. O Prof. Milton Moraes (foto acima e à esq.), educador físico da Unifesp, falou da importância da prática de atividade física orientada, com exercícios aeróbicos e de musculação para o fortalecimento da estrutura óssea e a redução da perda de massa muscular. Já a Profª Myrian Najas, nutricionista da Unifesp, abordou alguns dos suplementos utilizados e quais são os alimentos empregados no tratamento da doença. Ao final do evento, a nutricionista do Centro de Referência do Idoso (CRI-Norte) Ana Paula Maeda apresentou relato clínico de melhora de paciente a partir da adoção de programa alimentar e de atividade física.

Concurso de Poesia

Estão abertas as inscrições para o 23º Concurso de Poesia. O tema é livre e podem participar alunos, ex-alunos e funcionários da São Judas. Os interessados podem fazer as inscrições através do Portal São Judas até o dia 30 de agosto, preenchendo a ficha de inscrição e anexando as poesias em arquivo pdf. É importante lembrar que os candidatos poderão concorrer com até três poesias que deverão ser inéditas e sem identificação, apenas com pseudônimo escolhido. No dia 20 de setembro, no Auditório do Térreo, na Unidade Mooca, acontece a sessão solene, onde serão premiadas as três melhores poesias, em cerimônia que faz parte do Encerramento do Simpósio Multidisciplinar.

Cursos de férias no DCEx

O Departamento de Cursos de Extensão (DCEx) oferece uma série de cursos no período das férias de julho, nas unidades Butantã e Mooca, nas mais variadas áreas do conhecimento. Na unidade Butantã, por exemplo, os alunos de Comunicação Social têm à sua disposição os cursos: “A Arte, os Segredos e a Técnica de Direção de Cinema/Vídeo/ TV Digitais e Internet”; “Assessoria de Imprensa nas emissoras de TV”; “Profissionais de Eventos” e “Transmedia Storytelling”. Para os estudantes de Direito, é oferecido o curso “Lei Geral do Turismo”. Para ter acesso à lista completa de cursos, nas duas unidades, acesse o Portal da Universidade www. usjt.br, no link Cursos de Extensão e Informática, localizado na coluna à esquerda.

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uniDIversidade

alcançamos os 90% Em dez anos, a Universidade São Judas saltou de um índice de 64% de professores mestres ou doutores para o atual marco de 90%. Sem dúvida, o crescimento constante da qualificação docente demonstra o compromisso efetivo com a excelência na educação. Saiba por que você é o principal beneficiado com isso. Possuir qualificação extensa na própria área de atuação profissional é condição fundamental para exercer qualquer função no mundo atual. O que dizer, então, daqueles que são os principais responsáveis por preparar os futuros profissionais? A qualificação docente tornou-se obrigatória no Brasil desde a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1996, cujo texto estabeleceu que as universidades deveriam possuir em seu quadro, pelo menos, um terço de professores mestres ou doutores. Essa seria a condição básica para manter o título de universidade e foi uma medida tomada com a intenção de garantir qualidade ao sistema de ensino superior. Diferentemente do sistema público, que já possuía quadro docente majoritariamente formado por professores titulados, o sistema privado precisou se adequar à legislação. A Universidade São Judas, porém, resolveu aplicar para si critérios mais rigorosos e ousados. Desde então, estabeleceu a meta de qualificar ao máximo o seu já competente e reconhecido corpo docente. Assim, de um lado, estimulou entre os professores especialistas já contratados a busca da qualificação necessária. “Nosso corpo docente dedicou-se, durante anos, a conquistar a titulação. Isso é mérito de cada um, sempre com o incentivo da Universidade. Os professores comprovaram a própria capacidade acadêmica”, diz o Prof. José Reinaldo Altenfelder Silva Mesquita, Pró-reitor de Graduação. Ao mesmo tempo, de sete anos para cá, a São Judas só contrata professores com titulação. “Dessa forma, a tendência natural é que a qualificação seja característica de quase todo o corpo docente. Digo quase porque ainda temos professores não-titulados, geralmente especialistas, mas que, pelas qualidades profissionais que possuem, são mantidos em nosso quadro”, complementa o professor. Ele reitera que o primeiríssimo critério para contratação, antes mesmo da titulação, é a capacidade e habilidade para o exercício da docência. 8

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“Muitos bons pesquisadores não são bons professores. Esses não nos interessam. Para lecionar na graduação, contratamos apenas aqueles que sabem transmitir o conhecimento em sala de aula e em atividades práticas, é um pré-requisito.” Entre os resultados mais aparentes desse compromisso, firmado entre a São Judas, seus professores, os estudantes e a sociedade, estão os altos índices de aprovação nas Pesquisas de Satisfação Interna realizadas anualmente com todos os alunos matriculados. Considerando a experiência que tiveram na Universidade, 82,2% dos alunos que responderam à última avaliação afirmaram que voltariam a estudar na instituição. Esse é um aval que se soma aos excelentes conceitos obtidos junto ao MEC. O curso de Licenciatura em Filosofia, por exemplo, alcançou o melhor desempenho no Enade entre todas as graduações do país, dentro de um total de 7.576 cursos avaliados, incluindo todas as áreas do conhecimento e todas as universidades avaliadas, públicas e privadas. Segundo o Prof. José Reinaldo, a meta agora é aumentar o número de professores doutores, qualificando os mestres que já fazem parte do quadro docente da São Judas. “Além disso, mantemos um terço de professores dentro do regime de Tempo Integral, todos efetivamente dedicados a um projeto de pesquisa ou extensão. Para os alunos, há a certeza de que os professores são realmente aptos a lecionar. Eles estão atualizados com as teorias mais recentes e mostraram que são capazes de vencer desafios, formatando uma dissertação ou tese, e adquirindo o título correspondente. É uma garantia de boa formação”, afirma o Pró-reitor.


uniDIversidade

Cenário nacional Nos últimos anos, o Brasil tem empreendido grande esforço para elevar o número de mestres e doutores em todo o território nacional. Em 2001, o país formava 26 mil mestres ou doutores por ano. Em 2010, esse número saltou para 53 mil. O incremento das bolsas disponibilizadas por órgãos, como a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), foi uma das medidas que geraram esse crescimento. Segundo os dados mais recentes da Sinopse Estatística do Ensino Superior, divulgada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em 2011, de um total de 357.418 professores atuantes no ensino superior no Brasil, 23 não possuíam graduação completa; 14.061 eram apenas graduados; 99.231 especialistas; 137.090 mestres; e 107.013 doutores. Muito pouco para um país que necessita de um contingente enorme de profissionais qualificados para dar um salto em sua competitividade e no quesito inovação. No segmento classificado como “universidades”, do qual a São Judas faz parte, em 2011 existiam no Brasil 11 professores sem graduação completa; 10.462 apenas graduados; 32.831 especialistas; 63.500 mestres; e 84.075 doutores. Em São Paulo, recortando ainda mais para o segmento das universidades privadas, os dados mostravam 1.199 professores apenas graduados, 7.773 especialistas; 11.798 mestres; e 7.557 doutores. Somente com o crescimento rápido e sustentado da qualificação docente será possível vencer o atraso educacional que impede o crescimento do país na mesma velocidade de outros países membros dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), por exemplo. Ao analisar os gráficos que ilustram esta reportagem e a linha evolutiva da qualificação docente na Universidade São Judas, é possível verificar como estamos não apenas fazendo a lição de casa, mas estabelecendo patamares ainda mais elevados de qualificação para nossos professores.

Evolução do Número de Funções Docentes em Exercício, por Grau de Formação – Brasil – 2002-2011 Grau de Formação ANO

total

Sem Curso Superior

Com Curso Superior

Especialização

Mestrado

Doutorado

2002

227.844

167

32.063

68.923

77.404

49.287

2003

254.153

23

35.641

74.714

89.288

54.487

2004

279.058

165

38.302

83.496

98.664

58.431

2005

292.504

47

37.156

86.893

105.114

63.294

2006

302.006

47

34.672

90.739

108.965

67.583

2007

317.041

97

36.304

94.722

112.987

72.931

2008

321.493

86

33.702

96.004

114.537

77.164

2009

340.817

174

27.921

99.406

123.466

89.850

2010

345.335

381

17.150

99.318

130.291

98.195

2011

357.418

23

14.061

99.231

137.090

107.013

Quadro docente da Universidade São Judas Número de

Porcentagem

Graduados

02

0,34

Especialistas

56

9,52

Mestres

363

61,73

Doutores

167

28,40

Titulação

docentes

Total de Docentes 588 Números referentes ao mês de abril/2013.

Evolução da titulação docente na USJT

90,14%

62,69% 1996

2013

37,30% 9,86% O que significa cada título Nem todos possuem familiaridade com os títulos acadêmicos exigidos para a atuação dos professores. Confira abaixo a definição de cada um deles. Graduado: profissional que apenas cursou a graduação, sem outra complementação regular de qualificação docente para o ensino superior. Especialista: profissional que obteve esse grau ao cursar pós-graduação lato sensu, geralmente indicada para profissionais que atuam no mercado, mas não para quem deseja seguir uma trajetória acadêmica (atuando como professor do ensino superior ou como pesquisador). Mestre: primeira etapa do profissional que optou por fazer uma pós-graduação stricto sensu, indicada para quem pretende seguir carreira acadêmica, atuando como professor do ensino superior e/ou pesquisador. Para obter o título, é necessário preparar uma dissertação, durante um período de 2 anos, a ser apresentada e aprovada por uma banca pública de professores. Doutor: segunda etapa para o profissional que optou por fazer uma pós-graduação stricto sensu, indicada para quem pretende seguir carreira acadêmica, atuando como professor do ensino superior e/ou pesquisador. Para obter o título, é necessário preparar uma tese, ao longo de quatro anos, com comprovada originalidade, a ser apresentada e aprovada por uma banca pública de professores.

Fonte: Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) junho _ 2 0 1 3

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nota 10

Para salvar vidas Alunos de Desenho Industrial criam bolsas parenterais para auxiliar enfermeiros na administração de medicamentos e evitar erros que podem até levar pacientes a óbito.

Apresentado como trabalho final (TGI) do curso de Design em 2012, as bolsas parenterais criadas pelos alunos Eliece de Lima Ferreira, Bruno Cardoso e Carlos Alexandre Gomes dos Santos constituem um projeto ao mesmo tempo simples e inovador, capaz de salvar vidas, ao combinar três elementos fundamentais: identidade visual clara, uso de cores distintas para cada um dos bicos das bolsas, e desenhos diferenciados para os engates. As bolsas parenterais são utilizadas em postos de saúde e hospitais, servindo para administrar medicação diretamente na veia e para alimentar (nutrição parenteral) pacientes debilitados. Produzidas em plástico transparente, normalmente quase não apresentam diferenças entre si. Apenas recentemente alguns fabricantes introduziram anéis coloridos na base dos bicos para diferenciá-las. Os alunos foram além, ao propor a combinação de três elementos distintos, exigindo de enfermeiros e auxiliares técnicos atenção na hora de escolher a bolsa a ser utilizada. Tal como um quebra-cabeça, o projeto proposto pelos alunos combina projeto gráfico, cores distintas para cada um dos bicos e engates com design interno diferenciado. Dessa forma, uma bolsa de bico amarelo só consegue engate perfeito com o equipamento também na cor amarela. Isso evita que o profissional da saúde aplique, por exemplo, uma solução de glicose quando deveria aplicar uma de cloreto de sódio. Pesquisa em livros, na mídia e de campo Para dar forma ao projeto, Eliece, Bruno e Carlos Alexandre fizeram uma vasta pesquisa. “Queríamos apresentar um projeto gráfico simples que gerasse impacto positivo, por isso a opção pela área da saúde. O ponto de partida foi uma Feira Hospitalar”, informa Bruno Cardoso. Definida a proposta, eles apresentaram o projeto aos professores Miguel de Frias e Antônio Celso Sparapan, orientadores do trabalho. “Eles nos instigaram ao máximo com questionamentos e sugestões”, lembra Carlos Alexandre. Além de consultas bibliográficas, os alunos buscaram informações na mídia e checaram regras e normas relacionadas à linguagem visual adotada para cada um dos medicamentos, incluindo as recomendações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Fizeram, ainda, uma visita ao Hospital das Clínicas para acompanhar o processo de recepção até a distribuição das bolsas parenterais e os respectivos equipamentos, como mangueiras e conta-gotas, 10

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quem? Bruno Cardoso, Eliece de

em cada um dos setores, sem falar na visita ao almoxarifado, onde os materiais são armazenados. “Consideramos importante conhecer toda a cadeia”, salientou Carlos. A visita os fez perceber que o ritmo de trabalho em um hospital é acelerado e que algumas das bolsas utilizadas hoje possuem etiquetas com letras minúsculas, o que facilita o erro. “Sem a distinção de padrão gráfico ou de cor, é muito fácil se enganar”, observou Eliece. Os alunos ficaram satisfeitos com a recepção e o retorno dos profissionais. “Ao mencionarmos nosso projeto, todos aprovaram a ideia, de auxiliares a médicos”, conta Bruno. “Exigimos de nossos alunos uma visão sistêmica do projeto e o grupo nos deu uma resposta à altura. Os alunos pensaram em todos os detalhes, desde a identidade visual até a atenção quanto às normas que regulamentam o uso das cores, de acordo com as famílias dos medicamentos”, observou o Prof. Miguel de Frias. Elogiado pelos docentes do curso e apontado como o melhor TGI de 2012, o projeto está em processo de avaliação para obtenção de Patente no INPI Instituto Nacional de Patentes e Invenções. Uma vez requerida, a batalha será pela fabricação das bolsas e engates dentro de um novo padrão.

Lima Ferreira e Carlos Alexandre Gomes dos Santos, alunos do 4º ano de Design, em 2012.

o quÊ? Desenvolveram projeto de TGI para bolsas parenterais e equipamentos correlatos, com cores e engates diferenciados.

por quê? Para evitar erros na administração de medicamentos e alimentos por meio venal.

Gostou? Veja mais no Portal www.usjt.br, Central de Mídia, no link do Jornal São Judas.


pós-graduação

PÓS LATO SENSU É ÓTIMA OPÇÃO O aperfeiçoamento constante é fundamental para quem deseja obter uma boa colocação no mercado. Saiba como começar a Pós-graduação Lato Sensu logo após a conclusão de seu curso, garantindo 20% de desconto. Também conhecida como Especialização, a Pós-graduação Lato Sensu tem caráter de educação continuada, atendendo ao propósito de complementar ou atualizar os conhecimentos de quem já concluiu a graduação. É natural que, com o aumento da escolaridade média do brasileiro, as empresas criem novos critérios para diferenciar os profissionais que realmente atendem às suas necessidades. Assim, hoje, dificilmente um jovem estudante sai da Universidade sem pensar em qual será a sua próxima etapa de qualificação. A Pós-graduação Lato Sensu é ótima escolha para esse momento, pois oferece uma visão ampliada sobre um determinado aspecto do mercado, refinando a preparação profissional, sem exigir a elaboração prévia de um projeto, sua aprovação e posterior defesa de dissertação ou tese, como no caso do Mestrado e Doutorado – que compõem a chamada Pós-graduação Stricto Sensu e são mais indicados para quem deseja lecionar no Ensino Superior e/ou atuar como pesquisador. Na São Judas, tanto os aspectos teóricos quanto os práticos são considerados nos cursos Lato Sensu, garantindo amplo embasamento ao aluno e aumentando as suas chances de disputar uma vaga no mercado ou, ainda, de incrementar a carreira. “Um curso de especialização valoriza o diploma e amplia os conhecimentos na área, além de possibilitar ascensão profissional”, reforça o Prof. Paulo de Assunção, coordenador da Pós Lato Sensu. Processo seletivo Para o segundo semestre, a Universidade oferece 20 cursos de especialização nas áreas das Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Jurídicas; Comunicação; Finanças Corporativas; Gestão Empresarial e Estratégias Corporativas; Letras, Artes e Ciências da Educação; e na área da Tecnologia (veja tabela ao lado). Se estiver no último ano da graduação, é necessário aguardar o próximo processo seletivo, no final deste ano, mas desde já você pode planejar o seu futuro, tirando dúvidas sobre o melhor caminho a seguir com seu professor ou coordenador. A inscrição para o atual Processo Seletivo vai até o dia 8 de agosto, e pode ser feita no Portal São Judas www.usjt.br. Após o processo, o aluno deverá comparecer no SAA com cópia simples, acompanhada do documento original ou cópia autenticada dos diplomas de graduação ou curso superior de formação específica, certidão de nascimento ou casamento, RG, CPF e currículo profissional atualizado. Para mais informações, entre em contato com a Coordenadoria de Pós-graduação pelo telefone (11) 2799-1972.

cursos oferecidos no 2º Semestre/2013 Ciências Biológicas e da Saúde Gestão da Qualidade em Alimentos (Indústria e Serviços) Ciências Jurídicas Direito Tributário e Processos Tributários Comunicação Comunicação Empresarial Criação na Comunicação (Jornalística, Audiovisual, Publicitária e Promocional) Marketing e Propaganda Finanças Corporativas Contabilidade Tributária Controladoria Estratégica Gestão Financeira Moderna Gestão Empresarial e Estratégias Corporativas Administração de Empresas Empreendedorismo e Gestão de Pequenos Negócios Engenharia de Produção Gerência de Projetos com Ênfase nas Práticas do PM Gestão da Qualidade Gestão Integrada da Logística Liderança e Gestão de Pessoas e Equipes Recursos Humanos na Gestão de Negócios Letras, Artes e Ciências da Educação Língua Inglesa Tecnologia Engenharia de Redes e Serviços de Telecomunicações Engenharia de Software MIS - IT - Especialista em Integração de Soluções na Tecnologia da Informação

Se você concluiu a graduação em...

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vocação

Biologia de corpo e alma Formada em 1983, no curso de Ciências Biológicas, Marilize Crepaldi uniu a paixão pela Biologia ao desejo de compartilhar o conhecimento por meio de grandes projetos. Além de atuar no Sesi/SP, acaba de concluir seu doutorado na USP.

JSJ Como escolheu o curso de Ciências Biológicas?

Marilize Crepaldi – Sempre gostei de estar perto da natureza, é algo que faz parte de mim. Além disso, quando eu completei nove anos, meu pai tornou-se delegado do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Inspiração maior, impossível. JSJ

Por que optou pela São Judas? Marilize – Além de ser próxima à região em que eu morava, tinha o curso de Ciências Biológicas. Foi uma ótima opção.

JSJ Como começou sua carreira?

Marilize – Em 1984, ainda estudante, atuava como professora temporária de uma escola estadual para o ensino médio, ministrando aulas de Biologia. Depois, em 1985, fui contratada como bióloga responsável pelo projeto “Produção de Goma Xantana”, no Instituto de Química. O projeto foi financiado pelo Grupo Ultra e teve duração de dois anos. Eu era a responsável pela manutenção da bactéria e produção piloto da goma, permanecendo no projeto até 1987. Após seu término, prestei concurso para a rede estadual de ensino, onde atuei como professora das disciplinas de Ciências e Biologia para os ensinos fundamental e médio. JSJ Quando iniciou sua atuação no SESI/SP?

Marilize – Minha história no SESI começou em 1995. Atuei cinco anos como professora de Ciências para o ensino fundamental, mas a minha vontade era trabalhar na área de Biologia. Prestei concurso, conquistando a única vaga para analista técnico educacional, nas disciplinas de Ciências e Biologia. A partir daí, mudei o foco e passei a atuar com diretores e professores, como responsável pelo direcionamento e formação continuada desses profissionais para dirigir o ensino a distância no “Telecurso 2000”. Fiz Pedagogia para aprimorar os meus conhecimentos na área educacional. Produzi materiais didáticos e fui responsável pelas disciplinas no Estado de São Paulo, quando tive a oportunidade de revisar o antigo Telecurso 2000, que se tornou Novo Telecurso. Também ofereci apoio pedagógico na execução do programa “Antologia Escolar”, além de outros projetos. 12

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JSJ Como deu continuidade aos seus estudos?

Marilize – Em 2007, defendi a minha dissertação de mestrado na USP, em torno da atuação do orientador de ensino, concluindo que o profissional formado em Química tem desempenho equivalente ao formado em Biologia, quando dirigia a disciplina de Biologia no Telecurso 2000. Foi uma contribuição para o ensino de Biologia e para a educação de jovens e adultos a distância. Em 2009, iniciei pesquisa para o doutorado, com o título “Alfabetização em Biologia na Educação de Jovens e Adultos”, defendida em outubro de 2012. Hoje, ela é muito procurada por pesquisadores e noticiada na internet pelos sites educacionais. Fui entrevistada pela Agência USP de Notícias e uma síntese de minha tese foi publicada no site UOL Educação. JSJ Sente-se realizada? Qual a sua expectativa para o futuro?

Marilize – A realização é sempre o hoje, pois não podemos parar de produzir. Minha orientadora tem mais de 80 anos e ministra aulas para 100 alunos sem microfone. É isso o que quero para mim. Faço o que realmente gosto e procuro estar por dentro de tudo o que cerca o ensino da Biologia no Brasil. Essa disciplina é muito importante para a formação dos alunos. Este ano vou divulgar minha tese no exterior e estou preparando dois livros sobre Ciências e Biologia. JSJ Que recado deixa aos alunos que estão se formando em Ciências

Biológicas? Marilize – A formação em Biologia é muito compensadora. Digo àqueles que pensam na licenciatura para que não desanimem, não deixem de estudar e procurem ser bons para os futuros alunos, que são o verdadeiro foco de um professor.


múltiplos saberes

Congresso aborda Direito e Desenvolvimento fotos: ana fuccia

A 10ª edição do Congresso Internacional de Direito debateu novas perspectivas para os temas que envolvem Direito e Desenvolvimento, com participação de profissionais de diversas áreas do saber.

Alberto Biglieri, professor das Universidades de Buenos Aires e de Lomas de Zamora (Argentina).

o quÊ? Congresso Internacional de Direito.

quem? Destinado aos alunos e professores do curso de Direito.

onde? Na Universidade São Judas, nas Unidades Mooca e Butantã.

quando? De 20 a 24 de maio, das 9h às 12h e das 19h às 22h.

Qual a importância de refletir sobre as conexões entre o Direito e o Desenvolvimento? Segundo o professor Fernando Herren Aguillar, diretor da Faculdade de Direito, durante muito tempo e até recentemente, a ideia de desenvolvimento baseava-se exclusivamente em parâmetros econômicos. Nas duas últimas décadas, porém, a experiência do Brasil e de outros países da América Latina, como a Argentina, mostraram que o desenvolvimento econômico não gera, imediatamente, o desenvolvimento social. São países com grande capacidade de crescimento, mas cujo foco na redistribuição da riqueza ainda precisa de ajustes. Segundo o diretor, depois da Constituição de 1988, o papel do Direito ganhou nova dimensão dentro do quadro de injustiça social que existe no Brasil. “O tema é polêmico. O Direito colabora para o desenvolvimento econômico e social, mas é preciso pensar que também existem limites, o Direito não pode tudo, o Judiciário não pode tudo”, afirmou. Dessa forma, em sua opinião, o Direito é reconhecidamente um dos instrumentos de transformação, mas, além dele, existem as políticas públicas e as questões econômicas. Para aprofundar o tema, estiveram presentes na abertura do evento o professor Sérgio José Andreucci Junior, mestre em Comunicação e Mercado (Faculdade Cásper Líbero), especialista em Gestão Estratégica de Negócios (FGV), e docente do curso de Relações Públicas (Cásper Líbero), para falar sobre “A democratização da Cultura (Lei Rouanet) e o desenvolvimento social”; e Alberto Biglieri, professor das Universidades de Buenos Aires e de Lomas de Zamora (Argentina), com o tema “Las inversiones extranjeras y lós Tratados Internacionales de Proteccíon: La experiência Argentina”. Em sua apresentação, o professor Sérgio Andreucci abordou a política cultural, cujo impacto é muito abrangente. “Ela não pode ser entendida como uma função apenas do Estado. A sociedade civil e o setor privado também têm um papel a desempenhar. O marketing cultural é um exemplo de atuação em que existe o propósito de atender a necessidades culturais específicas”, explica.

Em sua exposição, o professor Alberto Biglieri falou sobre os Tratados Internacionais de Proteção aos Investidores Estrangeiros, analisando a situação da Argentina e suas relações internacionais. “A Argentina passou por diversos problemas durante a última década em relação aos investimentos estrangeiros, principalmente por não assumir acordos nos títulos emitidos pelo país”, afirmou. Durante a semana do Congresso, vários profissionais renomados passaram pelas unidades Mooca e Butantã. “Como articular direito e desenvolvimento Social” foi o tema de Augustin Émane, da França; “El lavado de dinero, El crime organizado y SUS consecuencias para El desarollo econômico” foi a palestra ministrada pelo também argentino Bruno Manuel Tondini. Entre os profissionais e pesquisadores brasileiros, estavam José Eduardo C. Faria, Vera Alves Cêpeda, Luciana Gross Cunha, Marco Aurélio de C. Júnior, Fernando Cardozo F. Reis, Fauzi H. Choukr, Wilson Ap. Costa de Amorim, Célia Regina C. Stander, Teresa Villac P. Barki, Guilherme G. Feliciano, Gustavo S. Teodoro, Carla Noura Teixeira, Lia Cristina C. Pierson, Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Marcelo Guedes, Maria Luiza M. Granziera, Moisés da Silva Marques, Jonathan Erik Von Erkert e Luciano Nascimento Silva. reconhecimento Todos os anos, durante o Congresso Internacional de Direito, o Prêmio Paulo Guilherme de Almeida é entregue aos alunos que tiveram ótimo desempenho durante o ano. O reconhecimento é dirigido aos alunos do 2º ao 5º ano, que obtiveram as médias mais altas durante o ano letivo de 2012. Os cinco primeiros colocados foram agraciados com livros, enquanto os dez primeiros receberam certificados. Confira a lista completa no Jornal São Judas Online. Gostou? Veja mais no Portal www.usjt.br, Central de Mídia, no link do Jornal São Judas. junho _ 2 0 1 3

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Comunidade quilombola na Universidade

ana fuccia

múltiplos saberes

A São Judas recebeu representantes da comunidade quilombo da Fazenda Picinguaba, para entrega oficial de projeto-modelo de desenvolvimento sustentável.

Quando Laura de Jesus Braga e José Pedro Vieira chegaram à unidade Mooca, no dia 10 de maio, foram recebidos com enorme carinho por alunos e professores presentes à cerimônia de entrega de projeto-modelo, criado especialmente para a comunidade Fazenda Picinguaba. Após cinco anos de convivência com os membros da população local, remanescente de um quilombo formado por escravos ainda no século XIX, os laços estão estabelecidos. Eles viajaram cerca de quatro horas, desde Ubatuba, litoral norte de São Paulo, região em que está localizada a Fazenda. Laura Braga, presidente da Associação da Comunidade dos Remanescentes de Quilombo da Fazenda, e Zé Pedro, apontado como o mais velho da população e, portanto, detentor de grande parte das tradições culturais do grupo, estavam felizes e animados com as perspectivas abertas pelo projeto entregue pela Universidade. o sentido da Extensão A Profª Lilian Brando Garcia Mesquita, Pró-reitora de Extensão, não pôde comparecer à cerimônia e foi representada pelo Prof. Fernando Duch, diretor de Extensão. Mas a sua concepção de Extensão Universitária, expressa em encontros anteriores, foi a tônica do evento, em que todos lembraram como é importante que a universidade realize o processo completo de integração com a comunidade. Assim, não basta que os pesquisadores visitem a população, apropriem-se do saber local e elaborem teorias acadêmicas conhecidas apenas por seus pares. É necessário, sim, elaborar esse conhecimento, mas ainda mais importante é devolvê-lo, de alguma forma, à comunidade de origem. O andamento do Projeto Quilombola, como ficou conhecido na Universidade, é um exemplo dessa concepção, do começo ao fim. Desde 2008, alunos e professores dos cursos de Turismo, Comunicação Social, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Elétrica, Arquitetura e Nutrição, entre outros, envolveram-se com a iniciativa. Realizaram viagens, pesquisaram as tradições locais e a legislação vigente para áreas de quilombos remanescentes e de proteção ambiental, a fim de elaborar uma proposta baseada no tripé do desenvolvimento sustentável, ou seja, um projeto socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável. Ao entregar oficialmente o Programa de Inclusão Social e Promoção da Cidadania, no entanto, a Universidade não encerrou o relacionamento com a comunidade e comprometeu-se, ainda, a apoiar a implantação das ideias sugeridas. 14

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Inclusão e cidadania O Prof. Raul Fonseca, do curso de Publicidade e Propaganda, foi o responsável por apresentar, em linhas gerais, as propostas desenhadas para a comunidade. Entre elas, destacam-se a criação de um Centro Comunitário de Produção (CCP) e de uma cozinha industrial, além da ampliação e profissionalização do restaurante local. Todas as obras foram projetadas para preservar as características tradicionais. A população deverá passar por treinamento na Universidade para conduzir a cozinha industrial. Também será oferecido treinamento na área de gestão de pequenos negócios, a fim de proporcionar autonomia à comunidade, com apoio do Laboratório-Empresa, presente em todas as etapas do projeto. “Estamos no momento de colocar tudo em prática. Um sonho inicial, que era da comunidade, tornou-se, agora, nosso sonho também. Estamos dispostos a transformá-lo em realidade”, disse o professor Raul. Na ocasião, o Prof. Fernando Selles Ribeiro, coordenador estadual do Programa Luz Para Todos, do Ministério das Minas e Energia, relembrou os primeiros passos do projeto. Em 2008, após levar energia elétrica para regiões isoladas do litoral norte paulista, por meio do Programa Luz Para Todos, a Eletrobrás-Furnas percebeu que a população não tinha conhecimento necessário para fazer as instalações residenciais, nem tampouco recursos para contratar serviços. Convidou, então, a São Judas a integrar-se à iniciativa e oferecer cursos de capacitação em eletricidade básica para a população local. O envolvimento com a comunidade gerou frutos e desdobramentos. “O lugar em que se encontra a Fazenda Picinguaba é de uma beleza natural impressionante. O desafio de aliar turismo sustentável, não-predatório, capaz de preservar tal beleza inexplorada e, ao mesmo tempo, gerar renda para a população, detentora de história e cultura tão ricas, é enorme. Mas acredito que estamos no caminho”, disse Selles. Além dos representantes da comunidade, da Universidade São Judas e do Comitê do Programa Luz Para Todos, estiveram presentes representantes da Prefeitura Municipal de Ubatuba e do Parque Estadual Serra do Mar. Gostou? Veja mais no Portal www.usjt.br, Central de Mídia, no link do Jornal São Judas.


múltiplos saberes

Realizado nos dias 3 e 4 de maio, o IV Congresso Interinstitucional de Atendimento à Queixa Escolar trouxe à tona o tema da excessiva medicalização de crianças em idade escolar e a urgência do debate entre pais, escola e sociedade.

ana fuccia

Medicar para quê?

o quÊ? IV Congresso Interinstitucional de Atendimento à Queixa

Profª Carla Witter, coordenadora do

Escolar

curso de Psicologia, na abertura do evento. quem? Grupo Interinstitucional Queixas Escolares (GIQE),

Idealizado pelo Grupo Interinstitucional Queixas Escolares (GIQE), o evento reuniu professores, pesquisadores, profissionais da área da Saúde e alunos de Psicologia de diversas instituições de ensino com o propósito de conhecer, debater e construir novas práticas de atendimento às queixas escolares. Aspectos relacionados ao ambiente educacional, à família e à sociedade foram considerados e debatidos pelos participantes nos dois dias do evento. Ao final, foi realizada uma sessão plenária para a apresentação de propostas capazes de contribuir para o aperfeiçoamento do atendimento psicológico nas escolas, servindo de base para a proposição de políticas públicas na área da Educação e Saúde. Uso abusivo de medicamentos A palestra de abertura teve como tema central a Medicalização da Vida e da Educação e a atuação do psicólogo junto às queixas escolares, apresentado pelas professoras doutoras Marilene Proença Rebello de Souza, da USP, e Maria Aparecida Affonso Moysés, da Unicamp. As docentes chamaram a atenção dos participantes para o crescente número de crianças em idade escolar diagnosticadas com transtornos de comportamento. “A medicalização da vida tornou-se um processo discursivo que busca abarcar questões sociais como se fossem individuais”, pontuou a Profª Maria Aparecida Moysés, ao enfatizar que, agindo dessa forma, a responsabilidade sobre o tema, que mereceria uma análise profunda por parte de toda a sociedade, recai apenas sobre os pais.

Levadas aos consultórios psiquiátricos, as crianças saem com receituário médico sem que se verifiquem as causas do problema. Muitas vezes, agitação e desatenção podem estar associadas à violência doméstica, bullying no ambiente escolar, alcoolismo em família, abuso sexual e outras questões psicossociais que acabam gerando alterações de comportamento em sala de aula. O resultado de tal prática faz do Brasil o segundo país consumidor de medicamentos à base de Metilfenidato, substância utilizada para tratar pacientes hiperativos ou com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) e de Humor (TDAH), alertou a professora Maria Aparecida Moysés. “A vida não é padronizável, e tampouco as crianças apresentam conduta homogênea. Precisamos saber lidar com comportamentos distintos e com o tempo de aprendizado de cada um”, observou. Para tanto, complementou a professora Marilene Proença, é necessário resgatar a função social da escola a partir da reaproximação de pais, alunos e professores. Um caminho possível é a realização de dinâmicas para auxiliar a investigação das causas da mudança de comportamento que podem estar associadas a diversas situações, como a separação dos pais, ou ser apenas um traço de personalidade. “O reconhecimento e o convívio entre pessoas que apresentam padrões de comportamento distintos pode ser bastante harmonioso, e a escola têm muito a contribuir”, enfatizou a docente, ao lembrar que é papel da escola a formação de um cidadão crítico e criativo.

que reúne professores, pesquisadores, profissionais da área da saúde e alunos de Psicologia.

ONDE? Na Universidade São Judas.

quando? Dias 3 e 4 de maio.

POR QUÊ? Para discutir aspectos relevantes que envolvem o ambiente escolar e a atuação do psicólogo, como nos casos de bullying, violência doméstica, abuso sexual e o preocupante quadro de abuso na administração de medicamentos em crianças em idade escolar.

Gostou? Veja mais no Portal www.usjt.br, Central de Mídia, no link do Jornal São Judas.

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você faz

Ação voluntária no Haiti

agenda

junho 03 a 05/06 SimtecceSimpósio de Tecnologia e Ciências Exatas. Nos Auds. do Térreo, das 8h30 às 12h e das 19h30 às 22h, Reitoria e Subsolo, das 19h às 22h.

Aluno do 5º ano de Engenharia Civil, Filipe Coutinho esteve no Haiti em janeiro deste ano para

03 a 07/06 Ação Microsoft. Na Praça da Cultura, das 8h às 12h e das 19h às 22h.

atuar como voluntário em cinco comunidades. Uma

03 a 26/06 Atualização do 1º Semestre da Bolsa Prouni/MEC. Na unidade Mooca, sala T01E, das 9h às 12h e das 17h30 às 21h. Na unidade Butantã, no SAA, das 8h às 21h30.

experiência marcante, que pretende repetir.

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25/06 Projeto SOS Direito, com o tema “Inclusão e Integração das Pessoas Deficientes”. No Aud. da Reitoria, das 14h às 17h. 29/06 aulas.

Término das

08 a 21/07 Férias Coletivas. As duas unidades, Mooca e Butantã, permanecerão fechadas durante o período.

05, 08, 15 e 22/06 Jogos Comunidade São Judas CUP 2013 Futsal Masculino e Feminino. No Ginásio, das 8h às 17h. 12 e 13/06 Showroom Empresas de Formaturas: Nova Jornada Eventos, B2, Melancia, Stillos, Prisma, Millenium e Cartoon. No Saguão do Térreo, em período integral.

Unidade Mooca Unidade Butantã Externa

Confira a agenda atualizada no portal www.usjt.br

Arquivo pessoal

Filipe Coutinho nasceu dentro de um seminário, o Instituto Bíblico Peniel, situado na cidade de Jacutinga, Minas Gerais, onde o pai é professor. O local prepara missionários para atuar em diversos estados do país com comunidades indígenas. A atividade dos pais foi essencial para a formação cultural de Filipe que, aos 18 anos, deixou a pacata cidade para estudar Engenharia Civil na Universidade São Judas. A vinda para São Paulo desencadeou uma série de transformações na vida do jovem. Para manter a serenidade, buscou apoio espiritual em algumas igrejas, mas não se identificou com nenhuma. Até que, na metade do 3 º ano do curso, conheceu a Igreja Batista Alemã e ficou sabendo da ABU- Aliança Bíblica Universitária, que reúne jovens evangélicos de várias congregações. “Fazemos reuniões semanais para ler a Bíblia e compartilhar experiências”, conta. Na igreja, Filipe passou a desenvolver trabalhos de evangelização junto aos adolescentes e ações de voluntariado, uma delas voltada para crianças que residem no litoral do Estado. Em 2012, ele ficou sabendo do projeto “Por um Novo Haiti”, que duas vezes ao ano recruta voluntários para o desenvolvimento de ações humanitárias no país. Localizado na América Central, o Haiti tem uma história marcada pela opressão. Foram muitas as guerras civis pelas quais passou. Para completar, em 2010, o país foi arrasado por um terremoto de grandes proporções. O histórico da pequena nação e a vontade de dar a sua contribuição levaram Filipe a se inscrever no projeto. “Não tinha dinheiro sequer para a passagem, mas fé de que conseguiria”, recorda. Com a ajuda da Igreja, embarcou para um período de 13 dias e ficou impressionado com o que viu. “O país carece de tudo. Não existe saneamento básico, água potável, energia e emprego.” As marcas da destruição estão por toda parte. “Ainda assim, a população é muito amável e tem disposição para aprender, pois deseja muito reconstruir o seu país”, observou. Filipe fez de tudo um pouco: integrou uma equipe de recreação, ensinando futebol; auxiliou as equipes médicas na separação dos materiais que comporiam os kits de primeiros-socorros; orientou as pessoas quanto à manutenção da higiene básica; ajudou a equipe de professores na aplicação de jogos para o desenvolvimento do raciocínio; deu cursos para lideranças e aplicou seus conhecimentos acadêmicos na construção de uma escada de concreto para garantir o acesso das crianças à escola. “Nessa empreitada, éramos eu, uma arquiteta e um mestre de obras. Fiz desde os cálculos matemáticos para garantir a estrutura da obra até a preparação do concreto para concluir a escada”, conta. Além de pôr a mão na massa, cabia aos voluntários a tarefa de instruir os habitantes locais. “A transferência de conhecimento é a ação mais importante, Gostou? Veja mais no Portal pois é ela que vai garantir aos haitianos a possibilidade de reconstruir o seu www.usjt.br, Central de país”, argumenta. No período em que passou no Haiti, visitou e atuou em cinco Mídia, no link do Jornal São Judas. comunidades diferentes, e espera poder retornar para uma nova contribuição. “Voltei transformado. Quando a gente vê a miséria de perto adquire novos valores”, avaliou o jovem estudante.

Período de 13 a 29/06 Provas Semestrais. Nas salas de aula.

Jornal São Judas Edição 191  

Jornal mensal da Universidade São Judas

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