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(DES)Fazenda: o fim do mundo como o conhecemos

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Taísa Machado Afrofunk Rio

NÃO EXISTE CURA FORA DO CORPO Parte 1 – O presente “A cidade é pra quem vive nela e não pra quem vive dela” dizia o narrador enquanto os atores dançavam livres pela praça. Já escutei o diretor e teatrólogo Amir Haddad repetir essa frase em várias de suas peças de teatro e acredito que seja pra não nos deixar esquecer que nem só de tecnologia e arquitetura vive uma cidade. Humanidade e afeto são pilares fundamentais pra organização saudável de uma comunidade, no entanto nós sabemos que uma organização saudável não é o foco das autoridades. A cidade é cruelmente repartida, a criminalização da pobreza é normalizada e além de abandonados os territórios são atacados. A necropolitica cumpre seu papel com eficiencia, a guerra tem território demarcado não a toa a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil e segundo dados do Sistema Integrado de Informação Penitenciária (InfoPen) os jovens negros e pobres representam 54,8% da população carcerária brasileira. Durante a Pandemia de Covid 19 não foi diferente, mesmo com as feridas tão expostas nós assistimos o governo dar suporte a grandes brancos e grandes empresas enquanto os cidadãos foram abandonados. As favelas, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas se guiaram pelo velho lema “Nós por Nós”


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