A Cidade Além das Margens

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A cidade alĂŠm das margens


A cidade alĂŠm das margens


os de dentro?

Como os de fora veem


Como os de dentro veem

os de fora?


Livia Kevelly Vieira Faleiro

Maurício Ayer textos Daniel Kfouri curadoria de fotografia

Bianca Silva da Costa Caroline Vitória dos Santos Deysiane Milena da Silva Eduarda Primo da Silva Ewerthon do Carmo da Silva Gleice Kelly Barbosa da Silva Kauã Cardozo Kleber Henrique da Silva Larissa Ferreira dos Santos Laura Souza Reis Livia Kevelly Vieira Faleiro Luana Maria da Conceição Maria Eduarda Barbosa Martha Emanoele R. Pereira dos Santos Thalia Vitória Neves de Albuquerque Thamires Cabral

fotografias

participantes do projeto caminhos da arte, realizado em 2016 no parque vila maria, são paulo, sp


Meu rio, meu Tietê, onde me levas? Sarcástico rio que contradizes o curso das águas E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens. Onde queres me levar?... Por que me proíbes assim praias e mar, por que Me impedes a fama das tempestades do Atlântico E os lindos versos que falam em partir e nunca mais voltar? Rio que fazes terra, húmus da terra, bicho da terra, Me induzindo com a tua insistência turrona paulista Para as tempestades humanas da vida, rio, meu rio!... Mário de Andrade, A meditação sobre o Tietê


Gleice Kelly Barbosa da Silva

O rio nunca foi o mesmo. A cada cheia ele se esparramava pelas várzeas e, com a estiagem e o recuo das águas, era preciso aprender o riscado novo de curvas de cobra que traçava na calha do planalto. O rio: deus serpente, se esfuma nas chuvas e, no sol, reassume um corpo, com pele escamas musculatura elástica – vivo, criativo, indócil. Naquele tempo, essa estrada não existia. Saía daqui um tortuoso caminho de antas e veados, onde as onças faziam tocaia. Naquele tempo. Ah!, naquele tempo... as águas desciam os morros em busca de um vale, compassavam a borda do morrinho até, riacho, encontrar o grande rio. Rio-caminho-riacho faziam um dentro, um pedaço todo sem forma, um lugar. A cidade veio e arretou. Alargou a picada dos bichos e pavimentou o trânsito

de mulas, carroças, carros e ônibus. E caminhões, grandes como baleias. Outra linha foi traçada em diagonal, sulcou-se uma valeta de esgotamento para as águas que escorrem do morro, e essa veia aberta fez a vez do riacho. Um dia, acercaram-se do rio. – Isso não são águas que se beba, conhecido, isto são águas do vício da Terra – disseram. Juntaram forças, máquinas e homens, e o deus serpente, mataram. O rio morto, totem decepado, deposto, ficou encaixotado no chão – a lenta e perene procissão fúnebre das águas sobre o esquife concreto. Em três retas, a cidade serrou o lugar, fez uma terra talhada pelo tráfego de coisas. Esse triângulo de chão é hoje como sobra de madeira que uma mão marceneira poderá posicionar diante dos olhos e pronunciar a pergunta: – Qual o seu destino?


Caroline Vitória dos Santos

Quando foi que a cidade chegou? Não alcanço, não sei decidir se a cidade é o pavimento que iguala todos os solos do mundo – ou se a cidade é o mato que irrompe nas frestas da calçada.

atro


Aqui não era longe, era só aqui. Veio a cidade e empurrou para extremidades que nunca houve:

Larissa Ferreira dos Santos

lá.

Rodovia é seta de duas pontas: para cá, o centro, para lá, o mundo. E nós num ponto, – lugar de estar, lugar de passar –, um aqui qualquer entre a origem e o infinito.

cadu


Thalia Vitรณria Neves de Albuquerque

O vento que bate hoje jรก batia muito antes. As mesmas chuvas, as mesmas sementes. Os mesmos cupins.

capa


Larissa Ferreira dos Santos

A cidade desabou como uma avalanche sobre a comunidade daqui, e a cobriu de espesso manto de neve. Hoje ela ainda derrete, devagar, sobre a vibração quente que hiberna e aguarda.

causti


Kauã Cardozo

Não sei o que é o que vejo. Tento dizer as minhas ignorâncias. Sei lá o que é a cidade? Mas vejo que ela também não sabe. Ela é um verme que avança contra qual a vida inerme nada pode não resiste não tem meios. Ela devora homens devora mulheres devora a história, a história, a história. Rumina, tora, excreta : um labirinto.

dupli


Como os de dentro veem os de fora?

Kleber Henrique da Silva

Como os de fora veem os de dentro? Alguém vê o além-margem? Ai ai ai, chega de perguntas! Vou só seguir, pele exposta, ouvidos a tempo, olhos atentos, através da cidade.

As perguntas destroem tudo. São casas? e o mundo se racha entre casas e o resto. São pobres? E a vida cai por terra em escombros de pobreza e riqueza e vice-versa por entre os quais eu bato o pé, arrogante – um yankee na Berlim arrasada. Perguntas são cortantes, são bisturis de estudar corpos por dentro – profundamente – mas não corpos vivos. Até uso uma pergunta, machuco as coisas com ela. Mas evito. De preferência, chego sem nada, tomo na cara a lapada inteira do real.

elasti


Eduarda Primo da Silva

Haverá sonho feliz de cidade? – pergunto. Áfricas utópicas, quilombos, Zumbi. A gente, nesse meio, se diz feliz aqui – vinda de tantos Pernambucos, quantos Portugais, tantas Botucatus. – Vamos ficar, vamos ficando – ouço. Será isso uma cidade?

feli


Thalia Vitória Neves de Albuquerque

A cidade também tem suas margens de dentro, com pescadores, mascando cachimbos, tentando fisgar o pedacinho de si que ainda há, em algum lugar sob um lago de dragões.

fero


Eduarda Primo da Silva

Desde a última era glacial, não se veem mais as neves. O calor da terra derreteu. São águas que correm como carros. Aqui – abrem-se olhos vivazes loquazes – e vozes atentas.

fuga


Kleber Henrique da Silva

– Para onde vai? – perguntou o motorista. – Onde? Ah, claro, a Vila Maria! Não? Ah, sim, entendi, ali é o Parque Novo Mundo. Não? Mas é do lado de cá da ponte? Do lado de lá? O senhor então me diga para onde é que eu vou.

histori


Chegou o viajante. Recém-aportado, perguntou: – Quero saber o que é a cidade. Onde a encontro? Disseram-lhe para procurar o velho da rua debaixo, que mora ali há 50 anos, daí para mais. – Ele conhece esse lugar como ninguém. O viajante acatou a sugestão e caminhou até lá. O velho estava onde costuma ficar, sentado em uma cadeira dobrável, dessas de praia, na rua, na frente de sua casa. Ao seu lado havia uma menina, que apertava sua mão na mão dela. O viajante acenou com um sorriso, pediu licença e repetiu sua pergunta: – O que é a cidade? Onde ela está? Parece que o senhor sabe.

Ewerthon do Carmo da Silva

A menina se adiantou: – Vovô conta que tudo começou naquela rua, ela era de terra e quando o rio enchia muito chegava até ali. Não passava não, era só até bem ali. Todos ouviram, o velho observou carinhoso. O viajante quis confirmar a história:

– É isso mesmo? O senhor se lembra? – É, essa cidade eu vi passar. Vi muitas vezes o rio encher e vazar. Ela ainda fica ali, por que minha neta fica naquela calçada, na margem de cá do rio que ela enxerga e que se estende para o sul atééé… – colocou o “é” na ponta do dedo e o conduziu bem para adiante, esticando o braço e o ombro, até erguer o queixo para mirar com olhinhos apertados a longínqua várzea da outra margem. Calou. – Mas a cidade fica além – retomou. – Quando bate esse vento, as crianças sobem as escadas até a laje mais alta. Ali elas ficam acima dos postes de luz e dos emaranhados de fios. Mais alto que elas, só o céu, e é por lá que elas soltam as pipas, em total liberdade. Eu estou velho, não me aguento com essas escadas em caracol, mas daqui da calçada eu vejo as pipas subindo, subindo, se espalhando no céu como furos na lona do circo, e eu sinto que poderia estar lá, em uma dessas barquinhas do vento, enxergando o lugar para onde a criançada aponta, mas que ainda não é capaz de reconhecer. A cidade fica lá.

loqua


Kleber Henrique da Silva

No círculo central há uma árvore – e um menino plantado à sombra. Fincado no chão, ele balança os olhos ao movimento das coisas ao redor. Tudo passa por ele, nada despercebido – carros, gente, caminhões, motos, cachorros, bicicletas, um catálogo de semoventes, potencialmente perigosos ou bons. Ele os identifica. Os bons são iguais a nada, passam. Mas ao menor movimento dos perigosos ele estala, sapo no brejo que percebe o deslizar da cobra. A árvore nunca foi plantada. Estava ali quando os plantadores chegaram e cortaram tudo ao redor. Ela é o que não se moveu. Tampouco as casas foram plantadas. São mudas que o vento espalhou.

lubri


Caroline Vitória dos Santos

Nesta rua, as casas não têm arrimo. Devia se chamar Rua da Prateleira. As casas, como livros, aguentam-se em pé escoradas umas nas outras – e são todas autorais.

mendi


Thamires Cabral

Nas casas dessa rua, as gerações se empilham como estratos geológicos que se cobrem, um após o outro, a cada naco de tempo. A filha nasceu, cura-se uma laje; aí vem o neto, faz-se mais um andar; outro piso para os bisnetos. E a terra se aprofunda. Escadas em caracol, hélices de DNA, atravessam as eras.

multipli


Laura Souza Reis

Seguindo por esta rua, no próximo quarteirão, tem um ninho de ônibus. Na quadra de trás, os caminhões fizeram uma colmeia. São seres que proliferam e engordam, ano a ano ficam cada vez maiores, robustos, fornidos. As vias amplas de outros tempos hoje se esticam nas curvas das carretas articuladas. Longos caminhões entortam a coluna como jiboias entre galhos, a caminho da toca.

organi


Thalia Vitória Neves de Albuquerque

Há um canto da cidade onde nunca ninguém passa, ninguém pisa, ninguém olha. Ali moram os cupins, os escorpiões, as baratas. Se alguém soubesse onde isso fica, talvez não houvesse esses bichos. Mas esse lugar não se criou na possibilidade do saber.

Roupas! Carnes! Beleza! Os brechós, açougues e salões têm mais cartazes do que roupas, carnes, beleza.

periodi


Martha Emanoele R. Pereira dos Santos

Naquela rua ali, passada a unidade de saúde, há pneus por toda a extensão da calçada. Não são patas rolantes de veículos a motor. Na verdade estão recheados de terra, reciclados como vasos, mas sem plantas. Eles ocupam todo o passeio público, de maneira que as pessoas só podem andar pelo asfalto da rua – e assim vão todos. Dá para imaginar a história: quem não tem casa, dorme em calçada. Mas os corpos deitados perturbam a passagem, então tentam expulsá-los – com palavras, com pauladas. Debalde, essa gente não tem para onde ir. Usam drogas na rua, em público, também não têm para onde ir usar drogas. Não podem ficar. Mas ficam. Não podem. Ficam. Achou-se uma solução: se não conseguem liberar o lugar, não haverá lugar nenhum. Ninguém entra, ninguém sai, ninguém passa. Os “vasos” que hoje entopem a calçada, até agora, ninguém se lembrou de semear.

plasti


Eduarda Primo da Silva

A cidade é o tecido das velhas amizades. As mães ficam nas casas quando os filhos e as filhas crescem e se vão. Mas depois eles voltam, aos domingos, para que seus filhos brinquem nas mesmas ruas onde suas mães os deixavam correr soltos.

publi


Caroline Vitória dos Santos

A rua corre entre a comunidade – rio de casas – e o terreno da antiga funerária – e pela rua correm as bicicletas e as pessoas e os carros. Nas calçadas as escadas estacam suas patas e para fora das garagens se esticam as bundas dos carros.

rapa


Bianca Silva da Costa

O menino, boleiro, saiu rolando bola e deu a volta ao mundo, ganhou uma bolada e mandou ajeitar o terrĂŁo de onde saiu, colocou grama boa, holofotes, e hoje os meninos jogam bola no mesmo canto da casca da bola do mundo, e toca pra eles que jĂĄ estĂĄ rolando outro conto de menino boleiro.

recipro


Deysiane Milena da Silva

Às vezes me convenço de que a cidade não existe. É um nome qualquer para as trombadas que damos uns nos outros.

rusti


Kleber Henrique da Silva

O nome da cidade ĂŠ uma velha anedota. NĂŁo importa se tem fundo de verdade. Acontece de ter.

saga


Luana Maria da Conceição

Acontece de ter.

simpli


Colocaram ali um mapa – eletrônico, com tecnologia de ligar os pontos. Pediram aos passantes que escolhessem uma cor e riscassem na superfície os percursos que fazem naquelas ruas. Um garoto de 12 anos fez o seu traçado: a casa, a escola, a pista de skate, a casa do amigo, e do outro amigo, de volta para casa. A moça desenhou seus passos até o ponto de ônibus, mas também até a casa da mãe e da amiga, o salão de beleza, o açougue, o mercado.

Depois, descolaram-se os desenhos, como se feitos de tinta plástica que pudesse ser suspensa no ar. 8 23

Croquis sobre croquis, fragmentos da malha cheia, fios presos na rede do pescador. Um circuito integrado de mil níveis percorrido por sinais elétricos que brilham no ponto em que se cruzam. Esse mapa de luzinhas em movimento, o que ele mostra para nós?

67 251 649

Imagino os percursos todos superpostos, à distância de milímetros, erguendo andar sobre andar um edifício altíssimo – projeção dinâmica de uma realidade sem tamanho, pois que aderida ao rés do chão.

Repentina gravidade faz convergirem as luzes para um núcleo – a igreja, a pista de skate, a escola, o ponto de ônibus – onde se forma uma lanterna. Depois a pulsação se recolhe, as luzes dispersam, refazem seus percursos em sentido inverso, e então, cada uma na sua, quase não dá mais para ver luz nenhuma, apenas um brilho opaco e difuso. Mas elas não se apagam.

Há também os rios de luz, que de longe parecem estáveis, mas chegando junto o que se vê é o caos, belo – revoada de pássaros a modelar massas fluidas no ar.

Martha Emanoele R. Pereira dos Santos

Esses corpos luminosos fazem agora uma cidade-constelada de cometas, com suas rotas cíclicas, reiteradas ao infinito, ou até que cada um se desfaça em areia – e outros

corpos móveis se formem de explosões ínfimas e inacreditavelmente potentes.

tena


Thamires Cabral

Existe mesmo a cidade, um destino a ser cuidado por nรณs? Um comum?

velo


Pálida cidade Dos dias sem brilho Das grades e fios Do céu branco palha O fumo – a fornalha – Que embaça seus olhos Na tarde – centelha – Atiça-se em brasa Vermelha e abóbora Abóbada bela Que espelha da ágora

Eduarda Primo da Silva

Um chão sem estrelas; E escorre pro alto A noite de asfalto.

vera


Caroline Vitória dos Santos

Voz é lugar. O centro? Uma voz que fala. Voz que fala é centro – se apenas responde, se apenas ecoa, está na beirada. Anoto: Cidade monocelular: a história de uma só voz. Cidade multicelular: histórias hierarquizadas Cidade cultura – como a flora do queijo: vozes diversas no coro do comum.

viva


Laura Souza Reis

A cidade dez-mil-folha-se – mas quem tem olhos para ela?

univo


Cidade cria cidade come cidade incita debanda colapsa

engole

–

erige amontoa regurgita faz abisma

desenrola im ares puls

Maria Eduarda Barbosa

ex

vora


Cidade, de Augusto de Campos, extraĂ­do do livro Viva Vaia, AteliĂŞ Editorial, 1979.

cidade city atrocaducapacaustiduplielastifeliferofugahistoriloqualubrimendimultipliorganipe riodiplastipublirapareciprorustisagasimplitenaveloveravivaunivora citĂŠ


nota sobre as fotografias e os textos As fotografias desta publicação foram produzidas por adolescentes e pré-adolescentes que participaram do projeto de formação artístico-cultural Caminhos da Arte, realizado em 2016, no Parque Vila Maria, Zona Norte da cidade de São Paulo, pela Aymberê Produções Artísticas e Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC, com patrocínio da Viação Cometa e assessoria do Instituto JCA. Durante o projeto, os jovens entraram em contato com o trabalho fotográfico de Daniel Kfouri e de outros artistas, tiveram aulas teóricas e práticas para a sensibilização e formação do olhar e de introdução à fotografia com os artistas-educadores André Spinola, Ricardo Rios e Patrícia Marchesoni. Os trabalhos aqui reunidos, com a curadoria de Daniel Kfouri, foram produzidos tanto em sala de aula quanto em saídas pelo bairro e outros lugares da cidade de São Paulo, em particular o Parque do Ibirapuera e seu entorno. As imagens foram portanto produzidas como parte de atividades pedagógicas e são a expressão do processo de descoberta e formação vivenciado pelas alunas e alunos.

O Instituto JCA, que atua desde 2004 nas áreas de educação e cultura, vem desde 2016 trabalhando no Parque Vila Maria juntamente com empresas e outros agentes locais, reconhecendo vontades e potencialidades que se apresentam no território. Seu propósito com essa iniciativa é acolher e facilitar novas relações que contribuam para o desenvolvimento local em seu sentido mais amplo e sustentável. Se você se mobiliza pela melhoria do território, procure um dos nossos projetos. www.ijca.org.br https://www.facebook.com/InstitutoJca/

https://www.instagram.com/instituto.jca

Instituto JCA Rodovia Amaral Peixoto, 2504 – CEP 24140-005 – Baldeador, Niterói, RJ

Relacionando-se com as fotografias produzidas pelos jovens e conhecendo como foi todo o processo pedagógico, Maurício Ayer produziu os textos aqui reunidos como alguém de fora que chega ao Parque Vila Maria, observa, entra em contato com os seus moradores, com os jovens, com a paisagem. Deveria responder a um mote provocador: Como os de fora veem os de dentro? Como os de dentro veem os de fora? Assim foram feitos os textos. Embora façam alusões diretas ou indiretas às imagens, não há qualquer intenção de que os textos expliquem as imagens ou que estas ilustrem os textos. São dois conjuntos que podem dialogar livremente aos olhos e ouvidos dos leitores.

Ficha Catalográfica Ayer, Maurício, 1976. A cidade além das margens / Maurício Ayer. [Curadoria de fotografia Daniel Kfouri] – Niterói: Instituto JCA, 2018. 76 p. ; 15,5 x 18,5 cm. ISBN 978-85-53124-00-8 Tatiana Antunes Patrícia Souza Ceschi direção artística Fernando Moser desenho gráfico

1. Educação Artística. 2. Poesia Brasileira. 3. Cidadania. I. Título. II. Ayer, Maurício. III. Kfouri, Daniel.

CDD: 372.5 CDD: 869.91


ISBN 978-85-53124-00-8

9 788553 124008


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