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Estudo Comércio, Finanças e Desenvolvimento

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COLEÇÃO

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Os produtos de Comércio Justo, atualmente, graças a um sistema de certificação próprio, abandonaram o carácter comercial marginal das worldshops e marcam presença nos canais comerciais convencionais, como os supermercados. Por outro lado, a resistência das worldshops permanece como símbolo de luta contra o sistema comercial dominante. Nesta perspetiva, é possível concluir que o Comércio Justo combate o sistema dominante e as lógicas económicas hegemónicas, através de uma proposta de produção, de comércio e de consumo alternativos, instituindo um novo sistema económico e comercial, enquanto, por outro lado, procura imiscuir-se no próprio mercado que contesta, assumindo-se como uma alternativa dentro desse mercado e, em simultâneo, procura edificar um novo modelo para o mercado.

Referências bibliográficas: Bécheur, A. e Toulouse, N. (2008), Le Commerce Équitable: entre utopie et marché, Paris, Vuibert. Bucolo, E., et al, (2009), Commerce Équitable. Produire, vendre et consommer autrement, Paris, Éitions Sylepse. Fridell, G. (2007), Fair Trade Coffee: The Prospects and Pitfalls of Market-Driven Social Justice, Toronto, University of Toronto Press. Lecomte, T. (2004), Le Commerce Équitable, Paris, Eyrolles. Low, W. e Davenport, E. (2005), “Has the Medium (roast) become the Message? The ethics of marketing fair trade in the mainstream”, International Marketing Revue, vol. 22, n.º 5, 494-511.


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