COLEÇÃO
9. Apoiar as economias locais, o comércio local e intrarregional, a diversificação e transformação económica interna dos países, numa ótica de desenvolvimento inclusivo e sustentável, pois só assim será possível aproveitar as oportunidades do comércio para a melhoria das condições de vida.
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RECOMENDAÇÕES PARA A UNIÃO EUROPEIA 10. Reforçar a implementação e monitorização das disposições sobre desenvolvimento sustentável nos acordos de comércio da UE com países parceiros, nomeadamente os padrões e diretos laborais, a sustentabilidade ambiental e gestão dos recursos naturais, e o respeito pelos direitos humanos a todos os níveis. 11. Implementar uma ajuda ao comércio mais bem adaptada aos diferentes contextos nacionais dos países parceiros, incluindo como objetivos nessa ajuda a capacitação dos produtores pobres, das cooperativas e das pequenas e médias empresas, facilitar a diversificação dos mercados nacionais, reforçar a igualdade de direitos das mulheres, aprofundar a integração regional e reduzir a desigualdade de rendimentos. Reforçar o enfoque da ajuda nos países menos avançados (PMA) e, dentro destes, nas populações mais vulneráveis. 12. Alargar o diálogo com os países em desenvolvimento mais avançados, nomeadamente através da cooperação Sul-Sul e triangular, e em domínios de interesse mútuo (por exemplo, integração regional, cadeias de valor a nível regional, facilitação do comércio e intercâmbio de boas práticas). 13. Investir na plena aplicação de uma política de coerência para o desenvolvimento, nomeadamente através da abolição de quaisquer práticas de produção e de comércio abusivas, da sobrepesca e dos subsídios agrícolas que prejudicam o desenvolvimento e ameaçam a segurança alimentar. Integrar a coerência das políticas para o desenvolvimento no Quadro Financeiro Plurianual 2021-2017. 14. Apoiar os países parceiros na criação de capacidades no domínio da administração fiscal, da governação financeira, da gestão das finanças públicas e da luta contra os fluxos financeiros ilícitos; bem como na participação dos países mais pobres na reforma mundial das regras fiscais internacionais. 15. Reforçar a aplicação dos quadros regulamentares para as empresas integrarem as normas sociais, ambientais e em matéria de direitos humanos, bem como para garantir que as empresas europeias pagam impostos nos países em que extraem ou criam valor. 16. Avançar rapidamente na criação de um Imposto sobre Transações Financeiras que se destine ao financiamento dos desafios globais, como o desenvolvimento e as alterações climáticas.