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Discussão e Análise da Administração: Capital Ordinário e Demonstrações Contábeis


Discussão e Análise da Administração: Capital Ordinário


VISÃO GERAL DAS FINANÇAS Salvo indicação em contrário, todas as informações apresentadas nesta Discussão e Análise da Administração se referem ao Capital Ordinário do Banco.

O objetivo do Banco é fomentar o desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe, promovendo igualdade social, redução da pobreza e crescimento sustentável do ponto de vista ambiental. O Banco é uma instituição internacional constituída em 1959, de acordo com o Convênio Constitutivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Convênio) e seus proprietários são os países membros. Esses membros incluem 26 países membros mutuários e 22 países membros não mutuários. Os cinco maiores membros do Banco, em termos de número de ações detidas, são os Estados Unidos (30,0%), Argentina (10,8%), Brasil (10,8%), México (6,9%) e Venezuela (5,8%). Os recursos do Banco consistem no Capital Ordinário, no Fundo para Operações Especiais (FOE), na Conta do Mecanismo de Financiamento Intermediário (MFI) e no Fundo Não Reembolsável do BID (GRF). A solidez financeira do Banco se baseia no apoio recebido de seus membros e em suas políticas e práticas financeiras. Esse apoio se reflete nos aportes de capital recebidos e na diligência com que os membros mutuários satisfazem suas obrigações de serviço da respectiva dívida. A prudência nas práticas e políticas financeiras levou o Banco a aumentar o valor dos lucros retidos, diversificar suas fontes de captação de recursos, manter uma grande carteira de investimentos líquidos e limitar diversos riscos, incluindo os de crédito, mercado e liquidez. O objetivo do Banco é auferir rendimentos em um nível adequado para preservar sua solidez financeira e sustentar suas atividades de desenvolvimento. O Boxe 1 apresenta uma seleção de dados financeiros para os últimos cinco anos. Os principais ativos do Banco são os empréstimos concedidos aos países membros. Em 31 de dezembro de 2010, 95% do saldo de empréstimos contavam com contragarantia soberana. Além disso, em certas condições e sujeito a certos limites, o Banco concede empréstimos e garantias sem contragarantia soberana (i) em todos os setores econômicos e (ii) diretamente ao setor privado ou a entidades subnacionais que estejam executando projetos em países membros mutuários. O Banco também pode conceder empréstimos a outras instituições de desenvolvimento, sem contragarantia soberana. A partir de 21 de julho de 2010, o teto1 para operações sem contragarantia soberana foi substituído por uma medição de patrimônio-risco, de tal modo que as exigências de capital de risco para tais operações não podem exceder 20% do patrimônio total2 calculado no contexto da política de adequação de capital do Banco. Em 30 de setembro de 2010, a data do último relatório trimestral à Diretoria Executiva, as exigências de capital de risco para as operações sem contragarantia soberana totalizavam US$ 1,1 bilhão, ou 5%3 do patrimônio total, como definido. O Banco emite instrumentos de dívida denominados em várias moedas, com diversos vencimentos, estruturas e formatos, colocados com investidores em todo o mundo. Essas captações de recursos, juntamente com o patrimônio do Banco, são usadas para financiar as atividades de empréstimo e investimento, bem como as operações do Banco em geral. A maior parte dos ativos e passivos após os swaps está denominada em dólares dos Estados Unidos, mas também em euros, ienes e francos suíços. O Banco minimiza o risco de taxa de câmbio casando as moedas de seu passivo e ativo. Entretanto, os níveis informados para os ativos, passivos, receitas e despesas são afetados pelos movimentos da taxa de câmbio entre essas principais moedas e a moeda de relatório, o dólar dos Estados Unidos. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são preparadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos. A preparação dessas demonstrações contábeis exige da Administração estimativas e pressupostos que afetam os resultados apresentados. Veja na Seção sobre Informações e Divulgações Adicionais algumas das mais significativas políticas contábeis aplicadas na apresentação dos resultados financeiros de acordo com os princípios contábeis vigentes nos Estados Unidos, que envolvem um grau relativamente alto de julgamento e complexidade e se relacionam com assuntos inerentemente incertos. A maior parte das captações do Banco e todos os swaps, incluindo os de captação, empréstimos e prazo médio de ações, são medidos ao seu valor justo, refletido no resultado. A volatilidade no resultado publicado resultante dos instrumentos financeiros de longo prazo não representa plenamente os aspectos econômicos das transações, já que Banco detém esses investimentos até o vencimento. Sendo assim, o Banco exclui o impacto dos ajustes ao valor justo associados com esses instrumentos financeiros dos resultados de suas operações. O Banco define Receita antes do Ajuste ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo e

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Até 20 de julho de 2010, as operações sem contragarantia soberana estavam limitadas a 10.0% dos empréstimos e garantias em carteira, sem contar os empréstimos de emergência e empréstimos do Programa de Liquidez. Para fins de adequação de capital, "patrimônio total" é definido como Capital integralizado, Lucros retidos e a provisão para perdas com empréstimos e garantias, menos os saldos de caixa em moedas dos países mutuários, valor líquido a receber de membros (mas não o líquido a pagar aos membros) e os efeitos cumulativos dos Ajustes ao valor justo das carteiras de longo prazo. Para fins de cálculo do limite de operações sem contragarantia soberana, os empréstimos à Corporação Interamericana de Investimento (CII), uma organização internacional separada que faz parte do Grupo do BID, no total de US$ 100 milhões, não são incluídos.


transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores 4 como "Receita operacional". Os ajustes ao valor justo líquido sobre as carteiras de longo prazo e as transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores são apresentados separadamente na Demonstração do Resultado e Lucros Acumulados. Acontecimentos na área contábil: Como descrito na Nota B às demonstrações contábeis, no primeiro trimestre de 2010, o Banco adotou uma emenda às normas contábeis sobre Medições ao valor justo. Essa emenda exigiu um aumento nas divulgações relacionadas com medições ao valor justo. Além disso, no terceiro trimestre de 2010 foi publicada uma nova atualização contábil, tratando das divulgações relacionadas com recebíveis por financiamento e a respectiva provisão para perdas de crédito em níveis desagregados; essa atualização foi implementada pelo Banco em 2010. Ambiente econômico À luz do apoio financeiro prestado pelo Banco à região durante a crise financeira de 2008-2009, quando aumentou sua carteira de empréstimos até níveis recorde, a sua capacidade de financiamento para financiamentos de curto e médio prazo foi reduzida. Para enfrentar a situação, além das medidas tomadas em 2009 (por exemplo, eliminação da restrição aos empréstimos para reformas políticas, e a subscrição, pelo Canadá, de US$ 4 bilhões em capital ordinário exigível temporário), o Banco começou a negociar um aumento em seu capital social com seus acionistas. Com esse objetivo a Assembleia de Governadores, em 21 de julho de 2010, concordou em deliberar sobre uma Proposta de Resolução que levaria a um aumento nos recursos do Capital Ordinário. A despeito de crise financeira global e da situação econômica atual, a capitalização do Banco permanece forte. Além disso, os níveis de liquidez do Banco são robustos e estão alinhados com a política do Banco. Durante 2010, os ganhos da carteira de investimentos de curto prazo com ajustes ao mercado totalizaram US$ 396 milhões, em comparação com os US$ 528 milhões de 2009. O Banco realizou perdas líquidas de US$ 18 milhões (em relação a preços de compra) em comparação com os US$ 32 milhões em 2009. Exceto pelo US$ 0,5 milhão em 2009 e US$ 2,1 milhões em 2010 de perdas com principal, a carteira de investimentos continua em curso normal. Destaques financeiros Operações de empréstimos: O Boxe 1 apresenta o resumo de empréstimos do Banco e outros dados financeiros. Durante 2010, as operações de financiamento do banco caíram dos níveis inéditos alcançados em 2009, mas ainda superaram os níveis atingidos em 2007, antes da crise. Esse fato se reflete na queda em empréstimos e garantias aprovados e desembolsos de US$ 3,1 bilhões e US$ 1,1 bilhão, respectivamente, em comparação com 2009. As aprovações de empréstimos totalizaram US$ 12,1 bilhões (162 empréstimos) em comparação com US$ 15,3 bilhões5 (147 empréstimos) em 2009. A parcela a desembolsar dos empréstimos aprovados aumentou para US$ 22,4 bilhões no final de 2010, em comparação com os US$ 21,6 bilhões do final de 2009. Durante o exercício, foram aprovadas quatro garantias não relacionadas com comércio e sem contragarantia soberana, no valor de US$ 61 milhões (2009 – uma de US$ 10 milhões). Além disso, foram emitidas 131 garantias de operações comerciais num valor agregado de US$ 239 milhões (2009 – 105 garantidas com valor agregado de US$ 187 milhões). A carteira de empréstimos sem contragarantia soberana aumentou ligeiramente, atingindo US$ 3,2 bilhões, em comparação com os US$ 3,1 bilhões em 31 de dezembro de 2009. Além disso, a exposição sem contragarantia soberana se reduziu em US$ 163 milhões, totalizando US$ 671 milhões em comparação com os US$ 834 milhões do exercício anterior. Em 31 de dezembro de 2010, 6,1% da exposição do saldo de empréstimos e garantias não contavam com contragarantia soberana, em comparação com os 6,6% de 31 de dezembro de 2009. A provisão para créditos de liquidação duvidosa totalizou US$ 172 milhões em 31 de dezembro de 2010, ao passo que era de US$ 148 milhões em 2009. O saldo dos empréstimos sem contragarantia soberana classificados como prejudicados em 31 de dezembro de 2010 era de US$ 140 milhões, comparados com os US$ 110 milhões em 31 de dezembro de 2009. Todos os empréstimos prejudicados estão cobertos por provisões específicas para créditos incobráveis que totalizavam US$ 55 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação com US$ 29 milhões em 31 de dezembro de 2009. Conversão de empréstimos com taxa ajustável do Serviço de Moeda Única (MMU) e do Fundo Comum de Moedas (FCM) para empréstimos baseados na LIBOR: Em 1º de agosto de 2010, o Banco iniciou a execução da segunda fase da conversão dos produtos de taxas ajustáveis do MMU e FCM para empréstimos em dólares, baseados na LIBOR ("Oferta de Conversão"), aprovada pela Diretoria Executiva em 2009. Com esta segunda execução, o Banco completa sua Oferta de Conversão, que resultou em conversões totais de US 32 bilhões, como segue: $3,0 bilhões do FCM para USD com taxa baseada na LIBOR, US$ 6,7 bilhões do FCM para USD com taxa de custo com base fixa, US$ 1,9 bilhão do MMU para USD com taxa baseada na LIBOR e US$ 20,4 bilhões do MMU para taxa de custo com base fixa. 4

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As referências a contas e títulos nas demonstrações contábeis e respectivas notas são identificadas pelo nome da conta ou título, começando com inicial maiúscula sempre que aparecerem nesta Discussão e Análise da Administração. Inclui US$ 800 milhões em empréstimos aprovados cancelados durante o exercício (duas operações).


Operações de captação: O Banco emitiu títulos de dívida de médio e longo prazo com um valor de face totalizando o equivalente a US$ 13,7 bilhões (2009 – US$ 17,9 bilhões) que geraram recursos totalizando o equivalente a US$ 11,8 bilhões (2009 – US$ 16,2 bilhões) com vida média de 5,3 anos (2009 – 4,6 anos). Esses títulos de dívida foram emitidos de acordo com uma estratégia que combina obrigações referenciais globais de alto valor com transações de valor menor, orientadas para segmentos de demanda particulares. Resultados Financeiros: O Resultado operacional para 2010 totalizou US$ 1.252 milhões, em comparação com os US$ 1.294 milhões de 2009. A queda de US$ 42 milhões se deveu a uma redução de US$ 82 milhões nos ganhos líquidos com investimento, um aumento em despesas que não de juros totalizando US$ 26 milhões e uma provisão para perdas com empréstimos e garantias totalizando US$ 24 milhões, em comparação com um crédito de US$ 21 milhões em 2009, parcialmente compensados pela alta de US$ 113 milhões na receita de juros líquida, resultante, em sua maior parte, de um aumento na receita líquida de juros sobre empréstimos. Durante 2010, a Diretoria Executiva manteve a margem de empréstimos em 0,95%, a comissão de crédito em 0,25% e não debitou taxa de supervisão e inspeção. Conquanto as variações nas taxas de juros, no longo prazo, venham a resultar em variações correspondentes no resultado operacional, o efeito sobre um único exercício é relativamente pequeno, devido ao fato de que o patrimônio financia principalmente ativos remunerados a taxas fixas e, no caso dos ativos financiados por captações, a maior parte da exposição à taxa de juros é repassada aos mutuários ou protegida por hedge mediante o uso de instrumentos derivativos. Com a escolha da opção de valor justo para um número substancial de captações em 2008, as alterações no valor justo de swaps de captação são significativamente compensadas pelas alterações no valor justo das captações a eles associados. Entretanto, ainda subsiste volatilidade de resultados em razão das variações nas margens de crédito do Banco e das margens de base de swap, que afetam a avaliação de captações e swaps, respectivamente, de alterações no valor justo de swaps de empréstimos, que não são compensadas por variações correspondentes nos valores justos de empréstimos, já que todos os empréstimos do Banco são contabilizados pelo seu custo amortizado, e de alterações no valor justo dos swaps de prazo médio de ações. Em 2010, o Banco sofreu perdas de valor justo sobre as carteiras de longo prazo totalizando US$ 850 milhões, em comparação com os US$ 500 milhões de 2009. As perdas com o valor justo dos swaps de empréstimos (US$ 614 milhões) e swaps de prazo médio de ações (US$ 72 milhões) e perdas associadas com as alterações nos spreads de crédito da carteira de captações do Banco (aproximadamente US$ 213 milhões) foram parcialmente compensadas por ganhos nas alterações nos spreads de base de swaps (aproximadamente US$ 33 milhões). Vide Nota R às demonstrações contábeis para uma análise mais pormenorizada das variações em valor justo das carteiras de longo prazo. Capitalização: Durante o primeiro trimestre de 2010, o Banco adotou uma nova estrutura de adequação de capital, que consiste em uma política de adequação revista e novos sistemas que dão apoio à determinação das necessidades de capital para risco de crédito e mercado, tanto nas operações de financiamento, como nas de tesouraria. Além disso, a política inclui exigências de capital para os riscos operacionais. De acordo com as determinações da política, o Banco está bem capitalizado. A relação entre patrimônio total e empréstimos (TELR, na abreviatura em inglês) em 31 de dezembro de 2010 era de 33,4%, em comparação com os 34,2% de 31 de dezembro de 2009, apresentando uma queda principalmente devida ao aumento no saldo de empréstimos em carteira e da exposição líquida por garantias, totalizando US$ 4,8 bilhões, com uma compensação parcial por um aumento de US$ 1,2 bilhão no patrimônio total, conforme definição. Em 21 de julho de 2010, a Assembleia de Governadores deliberou votar uma Proposta de Resolução dispondo sobre o nono aumento geral de US$ 70 bilhões nos recursos do Capital Ordinário do Banco (BID-9), que seria subscrito pelos membros do Banco ao longo de um período de cinco anos, iniciado em 2011. Desse valor. US$ 1,7 bilhão estaria em forma de ações ordinárias integralizadas e o restante na forma de ações ordinárias exigíveis. Num esforço para garantir que o Banco continue a dar apoio à reconstrução e desenvolvimento do Haiti, a Assembleia de Governadores também aprovou a transferência de US$ 72 milhões do resultado do Capital Ordinário para o GRF e concordou, em princípio, e sujeito a aprovações anuais pela Assembleia de Governadores e de acordo com o Convênio, em fornecer US$ 200 milhões anualmente em transferências do Capital Ordinário para o GRF, a partir de 2011 e até 2020. A Assembleia de Governadores também aprovou o Modelo de Gestão de Resultados para o Capital Ordinário, implantado pelo Plano Financeiro de Longo Prazo, e utilizado para a tomada de decisões anuais relacionadas com o uso do resultado do Capital Ordinário (Veja "Gestão de Risco Financeiro – Estrutura de Adequação de Capital – Modelo de Gestão de Resultado" abaixo). Gestão de ativos e passivos: Em 28 de julho de 2010, a Diretoria Executiva aprovou uma nova política de gestão de ativos e passivos. A nova política, entre outras coisas, prevê regras para a gestão ativa do prazo médio do patrimônio e para limitar o agrupamento de resgates dentro de qualquer período de 12 meses. Em dezembro de 2010, havia swaps de gestão de ativos e passivos em carteira, com um valor referencial de US$ 5,5 bilhões, para manter o prazo médio do patrimônio dentro dos limites das políticas do banco. Como parte da nova política de gestão de ativos e passivos, a Diretoria Executiva aprovou a conversão para dólares dos EUA do patrimônio líquido do Banco em outras moedas. Posteriormente, em 1º de dezembro de 2010, a Diretoria Executiva aprovou a conversão em dólares dos Estados Unidos da América de praticamente todos os ativos em moedas de membros não mutuários do Capital Ordinário sujeitas à manutenção de valor, que estavam investidos na carteira de títulos mantidos até o vencimento. A implantação dessa decisão exigiu a venda


ou transferência de títulos da carteira de títulos detidos até o vencimento, o que levou ao encerramento da contabilização dessa carteira ao custo amortizado e ao imediato reconhecimento de ganhos de investimento de US$ 54 milhões. Outros acontecimentos do ano: Reforma financeira – a Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e Proteção ao Consumidor Em 21 de julho de 2010, o Presidente dos Estados Unidos da América sancionou Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e Proteção ao Consumidor. O Banco continua a avaliar o impacto dessa reforma da regulamentação financeira sobre suas operações. Lei de Proteção do Paciente e Cuidado Acessível (PPACA, na abreviatura em inglês) e Lei de Conciliação de Cuidados de Saúde e Educação de 2010 (HCERA): Em março de 2010, o Presidente dos Estados Unidos da América sancionou a PPACA e a HCERA. Essa nova legislação procura reformular aspectos do sistema de saúde dos EUA e suas diversas disposições serão regulamentadas e entrarão em vigor ao longo dos próximos anos. É intenção do Banco implantar os dispositivos da legislação na medida em que não estiverem ainda refletidos no programa de seguro de saúde para seus funcionários e na medida do que for apropriado, considerando-se seu estatuto como organização internacional. O Banco continua a acompanhar de perto a implantação dessa legislação. A Administração acredita que o impacto da legislação não terá efeitos relevantes sobre a posição financeira do Banco e sobre os resultados de suas operações.


Boxe 1: Informações Financeiras Selecionadas As informações abaixo devem ser lidas em conjunto com as informações detalhadas desta Discussão e Análise da Administração e das Demonstrações contábeis do Capital Ordinario. (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos) Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 2007 2006 Sumário operacional Empréstimos e garantias aprovados (1)(2) $12.136 $15.278 11.085 $8.577 $5.632 Desembolsos de empréstimos, brutos 10.341 11.424 7.149 6.725 6.088 Desembolsos de empréstimos, líquidos(3) 4.743 6.882 2.409 1.460 (2.527) Dados do Balanço Patrimonial Caixa e investimentos, líquido (4), após os swaps $16.585 $20.204 16.371 $16.301 $16.051 Empréstimos(5) 63.007 58.049 51.173 47.954 45.932 Parcela a desembolsar de empréstimos aprovados 22.357 21.555 19.820 16.428 16.080 Total do ativo 87.217 84.006 72.510 69.907 66.475 Patrimônio Capital acionário exigível (7) 100.641 100.641 96.599 96.613 96.613 (parcela subscrita pelos Estados Unidos, Canadá, Japão,e os outros membros extrarregionais) 52.329 52.329 48.287 48.302 48.302 Capital acionário realizado 4.339 4.339 4.339 4.340 4.340 Lucros retidos (8) 16.621 16.335 15.105 16.013 15.468 Total 20.960 20.674 19.444 20.353 19.808 Dados da Demonstração do Resultado Receita de empréstimos, após swaps $1.830 $2.002 2.355 $2.436 $2.466 Receita (prejuízo) de investimento 624 831 (973) 487 619 Outras receitas de juros 7 Despesas de captações, após os swaps 550 951 1.764 2.135 2.070 Provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias 24 (21) 93 (13) (48) Despesas exceto juros, líquidas 635 609 497 518 436 Lucro (prejuízo) operacional 1.252 1.294 (972) 283 627 (9) Ajustes ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo (850) (500) 950 (149) (384) Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores (72) Lucro (prejuízo) líquido 330 794 (22) 134 243 Índices Captações líquidas(10) como porcentagem do capital acionário exigível subscrito pelos Estados 80,6% 74,1% 69,3% 61,2% 57,9% Unidos, Canadá, Japão e outros membros extrarregionais (11) Índice de cobertura de juros 3,28 2,36 0,45 1,13 1,30 Relação entre patrimônio total (12) e empréstimos (13) 33,4% 34,2% 35,3% 40,2% 40,8% Caixa e investimentos como porcentagem do saldo de captações, após os swaps 28,7% 35,0% 34,3% 36,2% 36,9% Retornos e custos, após os swaps Retorno sobre: Saldo médio de empréstimos 3,12% 3,75% 4,85% 5,35% 5,22% Investimentos líquidos médios (14) 3,37% 4,29% (5,27%) 2,93% 4,39% Ativos remunerados médios 3,14% 3,89% 2,14% 4,69% 5,02% Custo médio de: Captações em aberto durante o exercício 0,96% 1,78% 3,84% 4,92% 4,78% Total dos fundos disponíveis 0,71% 1,32% 2,66% 3,36% 3,40% (1)

Os anos de 2005 a 2007 anteriormente incluíam linhas de crédito aprovadas pelo Programa de Facilitação do Financiamento do Comércio (PFFC). Em 2009, inclui US$ 800 milhões em empréstimos aprovados cancelados durante o exercício. (2) Exclui garantias emitidas pelo Programa de Facilitação de Comércio. (3) Inclui desembolsos de empréstimos brutos, menos amortizações de principal. (4) Valor a pagar sobre compra de títulos para investimento e garantias em numerário recebidas e Recebíveis pela venda de títulos para investimento. (5) Exclui swaps de empréstimo em posição de passivo líquido totalizando US$ 655 milhões em 2010. (6) Líquido de prêmios e descontos. (7) Inclui US$ 4.039,9 milhões em subscrições ao capital recebidos do Canadá em 2009 por 334.887 ações do capital exigível sem direito a voto, que podem ser resgatadas de 2014 a 2017. (8) Inclui Outros resultados abrangentes acumulados. (9) Conhecidas anteriormente como Perdas e lucros líquidos a realizar sobre instrumentos derivativos não detidos para negociação e captações com avaliação ao seu valor justo. (10) Captações (após swaps) e exposição bruta por garantias, menos ativos líquidos qualificados (após swaps). (11) O índice de cobertura de juros é calculado com base no Resultado Operacional (Prejuízo). (12) "Patrimônio total" é definido como Capital integralizado, Lucros retidos e a provisão para perdas com empréstimos e garantias, menos os saldos de caixa em moedas dos países mutuários, valor líquido a receber de membros (mas não o líquido a pagar a eles) e os efeitos cumulativos dos Ajustes ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo. (13) Inclui saldo de empréstimos e exposição líquida por garantias. (14) Retornos ponderados pelo tempo e geometricamente conectados. (1)


OPERAÇÕES DE DESENVOLVIMENTO Geral O Banco concede empréstimos e garantias a governos e órgãos governamentais, empresas e instituições de desenvolvimento de países membros mutuários como auxílio para que atendam suas necessidades de desenvolvimento. No caso de empréstimos e garantias a mutuários que não sejam governos nacionais ou bancos centrais, o Banco segue a política de exigir uma garantia solidária plena do governo. Os empréstimos e garantias também podem beneficiar diretamente outras entidades qualificadas que executem projetos nos territórios dos países membros mutuários, incluindo entidades do setor privado ou subsoberanas, sem contragarantia soberana e em todos os setores, desde que atendam aos critérios de empréstimo do Banco. O Banco também concede financiamentos a fundo perdido e assistência com recuperação contingente a países membros mutuários, de acordo com sua estratégia global para a região. Objetivos de desenvolvimento O objetivo do Banco é promover o crescimento sustentável, redução da pobreza e igualdade social. O Relatório sobre o Nono Aumento Geral dos Recursos do Banco identifica cinco prioridades setoriais a serem trabalhados para atingir esse objetivo: • • • • •

Política social para igualdade e produtividade. Infraestrutura para a competitividade e bem-estar social. Instituições para o crescimento e bem-estar social. Integração competitiva regional e global internacional. Proteção do meio ambiente, resposta à mudança climática, promoção de energia renovável e garantia de segurança alimentar.

Ciclo de empréstimo O processo de identificar e avaliar um projeto, aprovar e desembolsar um empréstimo muitas vezes se estende por vários anos, dependendo da natureza, objetivo e propósito do projeto. Entretanto, em várias ocasiões o Banco abreviou o ciclo de preparação e aprovação em resposta a situações de emergência, tais como desastres naturais ou crises econômicas. De modo geral, a equipe operacional do Banco (economistas, engenheiros, analistas financeiros e outros especialistas setoriais e em países específicos) avalia os projetos. Com certas exceções, todos os empréstimos precisam ser aprovados pela Diretoria Executiva do Banco. Os desembolsos dos empréstimos estão sujeitos à satisfação das condições estabelecidas no contrato de empréstimo. Durante a fase de implementação de operações apoiadas pelo Banco, profissionais experientes do quadro de pessoal do Banco analisam o andamento do projeto, monitoram a conformidade com as políticas do Banco e ajudam a resolver os eventuais problemas. Uma unidade independente do Banco, o Gabinete de Avaliação e Supervisão, avalia certas operações, de acordo com um plano de trabalho anual aprovado pela Diretoria Executiva, com o objetivo de determinar até que ponto seus principais objetivos foram atingidos, e comunicam essas avaliações diretamente à Diretoria Executiva. As operações de empréstimo do Banco estão em conformidade com certos princípios, que, conjuntamente, procuram assegurar que os empréstimos feitos aos países membros se destinem a fins financeira e economicamente sólidos, aos quais esses países atribuíram alta prioridade, e que os fundos emprestados sejam utilizados como pretendido. Esses princípios são detalhados no Boxe 2.


Boxe 2: Princípios que regem as operações de empréstimo (i)

(ii)

(iii) (iv)

(v)

(vi) (vii)

O Banco concede empréstimos e garantias com contragarantia soberana principalmente ao setor público, bem como a entidades governamentais, empresas e instituições de desenvolvimento dos países membros mutuários. Além disso, o Banco concede empréstimos e garantias sem contragarantia soberana a entidades qualificadas e outras instituições de desenvolvimento. Os interessados em obter empréstimos devem apresentar ao Banco uma proposta detalhada, com pormenores sobre os méritos técnicos, econômicos e financeiros do projeto. A proposta precisa incluir uma avaliação dos riscos ou impactos ambientais esperados e das medidas atenuantes propostas, bem como o impacto sobre as mulheres e grupos indígenas, quando aplicável. O Banco não renegocia acordos de reescalonamento de dívida nem participa deles, quando se trata de empréstimos com contragarantia soberana. Os contratos de empréstimo geralmente contêm uma cláusula vedatória da concessão de garantias que, em termos gerais, proíbe que o mutuário onere seus ativos ou resultados com respeito a dívidas em moeda estrangeira, salvo se houver garantia igual e proporcional para o Banco. A Diretoria Executiva concedeu isenções parciais no passado. Na concessão de empréstimos, o Banco calcula a capacidade do mutuário para cumprir as obrigações financeiras sob o contrato de empréstimo, o clima macroeconômico e o ônus da dívida do país, bem como políticas e questões institucionais relevantes para o empréstimo. O Banco considera a capacidade do mutuário para obter financiamento privado em termos e condições razoáveis. O Banco serve como catalisador para promover o investimento privado, não como concorrente deste. O uso feito dos recursos do financiamento é supervisionado. O pessoal do Banco monitora e supervisiona o desenvolvimento do projeto com respeito aos objetivos de desenvolvimento de cada operação, pelos Escritórios que mantém em cada um dos 26 países membros mutuários e mecanismos fiduciários que asseguram o uso apropriado dos recursos do Banco para atingir os objetivos da operação.

Empréstimos Os empréstimos concedidos pelo Banco com contragarantia soberana, de modo geral, se dividem em duas categorias: financiamentos de investimentos para projetos específicos, incluindo empréstimos para intermediários com propósito de repasse, ou empréstimos para reformas políticas. Os financiamentos para investimento normalmente são usados para financiar aquisições, obras e serviços em apoio a projetos de desenvolvimento econômico e social em uma ampla gama de setores. Os empréstimos para reformas políticas de modo geral apoiam reformas sociais, estruturais e institucionais cujo objetivo é aperfeiçoar setores específicos das economias dos mutuários e promover o crescimento sustentável. Esses empréstimos apoiam os seguintes setores da economia: energia, indústria e mineração, agricultura e pesca, transportes e comunicações, financiamento de comércio, educação, ciência e tecnologia, água, saúde e saneamento, turismo, urbanismo, planejamento e reforma, modernização do estado e meio ambiente, e preparação de projetos. O Banco também instituiu um programa de empréstimos de emergência, para enfrentar crises econômicas ou financeiras. Além disso, o Banco empresta diretamente a entidades qualificadas sem contragarantia soberana, para o financiamento de investimentos de transações em todos os setores, respeitada uma lista de exclusões. Esses empréstimos e garantias são concedidos com base em condições de mercado, estão sujeitos a certas exigências de qualificações e limites de volume. O Banco também concede empréstimos a outras instituições de desenvolvimento, para fins de repasse, sem contragarantia soberana. Até 31 de dezembro de 2012, as operações sem contragarantia soberana terão como limite um valor tal que suas exigências de capital de risco não excedam 20% do patrimônio total, como definido6. Em 30 de setembro de 2010, (a data do último relatório trimestral à Diretoria Executiva), as exigências de capital de risco para as operações sem contragarantia soberana totalizavam US$ 1,1 bilhão, ou 5% do patrimônio total, como definido. Os empréstimos e garantias sem contragarantia soberana também estão sujeitos a certos limites, incluindo um teto equivalente ao menor entre (a) US$ 200 milhões e (b)(i) 50% do custo total no caso de projetos de expansão e garantias de crédito, independente de país, e uma restrição dos valores a 25% (ou 40%, no caso de certos países menores) da capitalização total da entidade em termos da relação entre endividamento e patrimônio, e (ii) 25% do custo total (40%, no caso de certos países menores) para novos projetos. O Banco também pode prestar garantias de risco político, dentro do limite de US$ 200 milhões ou 50% do custo total do projeto, o que for menor. Em condições excepcionais, a Diretoria Executiva pode aprovar empréstimos, crédito e garantias políticas no valor de até US$ 400 milhões. Além disso, a exposição máxima do Banco a qualquer devedor por operações sem contragarantia soberana não pode exceder o menor entre (i) 2,5% do patrimônio do Banco e (ii) US$ 500 milhões no momento da aprovação. A Figura 1 apresenta uma análise dos projetos aprovados por tipo de empréstimo durante os últimos cinco anos. Nos últimos cinco anos, o nível anual de empréstimos para investimento com contragarantia soberana flutuou entre US$ 3.1 bilhões e US$ 10,1 bilhões; os empréstimos de apoio a reformas de políticas variaram entre US$ 0,8 bilhão e US$ 3,5 bilhões e os sem contragarantia soberana entre US$ 0,6 bilhão e US$ 2,1 bilhões. Não foram aprovados empréstimos de emergência em 2010, em comparação com os US$ 500 milhões aprovados em 2009. Além disso, as aprovações sob Programa de Liquidez em 2009, o último ano em que o produto esteve disponível, totalizaram US$ 1,1 bilhão7. 6 7

A partir de 1º de janeiro de 2013, as limitações às operações sem contragarantia soberana serão estabelecidas pela Diretoria Executiva, sujeitas ao Plano de Negócios sem Contragarantia soberana do Banco e à política de adequação de capital. Inclui US$ 800 milhões em empréstimos aprovados pelo Programa de Liquidez, cancelados durante o exercício.


Figura 1: EMPRÉSTIMOS APROVADOS, POR TIPO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2006 a 2010 (Em bilhões de dólares dos Estados Unidos)

18 16

Total 15,3

14

1.0 0.5 1.1

12

Total 11,1

Total 7,7

8 6 4

Total 5,4

1.2 0.8

0.6 1.7

3.5

0.9 1.5 10.1

5.7 2

2.6

2.1

10

Total 12,1 0.8

7.8

6.6

3.1

0 2006

2007

2008

2009

2010

Investimentos com contragarantia soberana

Baseados em política com contragarantia soberana

Programa de Liquidez

Empréstimos de emergência

Sem contragarantia soberana

Em 2010, as aprovações de empréstimo totalizaram US$ 12,1 bilhões, em comparação com US$ 15,3 bilhões em 2009. Na Tabela 1, apresentamos um resumo das aprovações por país, em 2010 e 2009. Por tipo de empréstimo, as aprovações em praticamente todas as categorias caíram de seus níveis históricos de 2009. As aprovações de empréstimos de investimento, de emergência, do Programa de Liquidez e sem contragarantia soberana diminuíram em US$ 2,3 bilhões, US$ 1,1 bilhão, US$ 0,5 bilhão e US$ 0,2 bilhão, respectivamente, e as aprovações de empréstimos para reformas políticas aumentaram em US$ 0,9 bilhão.


Tabela 1: EMPRÉSTIMOS APROVADOS POR PAÍS (1) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhões de dólares dos Estados Unidos) PAÍS: Argentina Barbados Belize Bolívia Brasil Chile Colômbia Costa Rica República Dominicana Equador El Salvador Guatemala Guyana Honduras Jamaica México Nicarágua Panamá Paraguai Peru Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Venezuela Regional Total (1)

2010 $1.165 85 10 141 2.260 69 685 92 335 509 435 291 18 250 630 2.952 125 340 152 341 12 140 88 890 60 $12.075

2009 $1.601 80 28 134 2.959 57 1.347 45 992 505 327 645 17 50 401 3.127 92 705 224 447 15 49 326 1.000 95 $15.268

Inclui empréstimos sem contragarantia soberana.

Em 31 de dezembro de 2010, o volume total da carteira de empréstimos somava US$ 63,0 bilhões, US$ 5,0 bilhões acima dos US$ 58,0 bilhões do saldo em 31 de dezembro de 2009. O saldo aumentou principalmente porque os desembolsos (US$ 10,3 bilhões) excederam as amortizações (US$ 5,6 bilhões, incluindo antecipações no valor de US$ 1,3 bilhão). Os saldos a desembolsar em 31 de dezembro de 2010 totalizavam US$ 22,4 bilhões, um aumento de US$ 0,8 bilhão em relação a 31 de dezembro de 2009. Essa mudança resulta, principalmente, do fato de que as aprovações excederam os desembolsos e cancelamentos. Em 2010, a carteira de empréstimos sem contragarantia soberana aumentou para um nível de US$ 3,2 bilhões, em comparação com os US$ 3,1 bilhões em 31 de dezembro de 2009. Além disso, a exposição sem contragarantia soberana se reduziu em US$ 163 milhões, totalizando US$ 671 milhões, em comparação com os US$ 834 milhões do exercício anterior. Em 31 de dezembro de 2010, 6,1% da exposição do saldo de empréstimos e garantias não contavam com contragarantia soberana, em comparação com os 6,6% de 31 de dezembro de 2009. No Anexo I-2 às demonstrações contábeis, é apresentado um resumo da posição do Banco em empréstimos em 31 de dezembro 2010 e 2009, classificado por país. Condições financeiras dos empréstimos Condições financeiras disponíveis atualmente: O Banco atualmente oferece produtos baseados no mercado que proporcionam ao mutuário a flexibilidade de selecionar condições compatíveis com suas próprias estratégias de administração de dívidas. A Tabela 2 apresenta as condições financeiras atualmente disponíveis para empréstimos com contragarantia soberana. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco oferecia dois tipos básicos de empréstimo, ambos denominados na moeda ou moedas de escolha do mutuário, conforme disponíveis sob os programas: empréstimos do MMU baseados na LIBOR e empréstimos do Mecanismo de Financiamento em Moeda Local (MML). O Banco também oferece empréstimos de emergência com contragarantia soberana. A taxa de juros sobre os empréstimos do MMU baseados na LIBOR é reajustada trimestralmente, com base na taxa LIBOR para três meses específica para a moeda utilizada, com a adição de uma margem geral que reflete o custo de captação, bem como a margem do Banco. O Banco também oferece aos mutuários a opção de converter os saldos de empréstimos MMU baseados na LIBOR em empréstimos com taxa fixa.


De acordo com as disposições do MML, os mutuários dos setores público e privado têm a opção de receber financiamentos em moeda local sob três diferentes modalidades: i) empréstimos diretamente em moeda local ou conversão para moeda local de futuros desembolsos e/ou saldos devedores; ii) swaps diretos em moeda local contra dívidas do Banco; e iii) desembolso de garantias exigidas em moeda local. O uso dessas modalidades está sujeito à disponibilidade da respectiva moeda local e do(s) instrumento(s) apropriado(s) de mitigação de risco nos mercados financeiros. Os saldos em carteira do MML são remunerados a uma taxa de juros fixa, flutuante ou atrelada à inflação. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha uma carteira de empréstimos em moeda local com contragarantia soberana que totalizava US$ 2,1 bilhões, que foi objeto de swap para dólares dos Estados Unidos. O Banco oferece empréstimos sem contragarantia soberana a entidades qualificadas, sob várias condições. Os empréstimos sem contragarantia soberana de modo geral podem ser denominados em dólares dos Estados Unidos, ienes, euros, francos suíços ou moeda local, e os mutuários podem optar entre taxas flutuantes ou fixas. No caso dos empréstimos com taxa flutuante, a taxa de juros é repactuada mensal, trimestral ou semestralmente, com base na LIBOR, mais margem de crédito. As margens e encargos de crédito têm determinação separada para cada operação.

Tabela 2: CONDIÇÕES FINANCEIRAS DISPONÍVEIS ATUALMENTE PARA EMPRÉSTIMOS COM CONTRAGARANTIA SOBERANA Mecanismo de Moeda Única

Mecanismo de Financiamento em Moeda Local

Opção de taxa de juros

Empréstimos baseados na LIBOR (3)

Moedas oferecidas

Dólar dos Estados Unidos, euro, iene, francos suíços ou uma combinação delas LIBOR para 3 meses

Custo com base fixa, flutuante, atrelado à inflação, sujeito à disponibilidade do mercado Moeda de qualquer membro mutuário, sujeita a disponibilidade no mercado Equivalente em moeda local do custo projetado em dólares dos Estados Unidos do financiamento ou custo real do financiamento Não aplicável

Base de custo

Margem do custo de financiamento Margem de empréstimos (1) (2) Comissão de Crédito

Margem do custo médio ponderado do endividamento alocado a este projeto 95

Mecanismo de Empréstimos de Emergência Empréstimos baseados na LIBOR USD LIBOR para 6 meses

Não aplicável

95

400

25

25

75

0

0

(1) (2)

Taxa de supervisão e inspeção (1) (2) Comissão inicial (1) Prazo (4) Período de carência (4)

Não aplicável 15-25 anos

Não aplicável 15-25 anos, sujeito à disponibilidade do mercado (5) Para empréstimos para investimento: 6 meses após o período de desembolso original Para financiamento de reformas políticas: 5 anos

Não aplicável 100 5 anos 3 anos

(1)

Encargos sobre empréstimos expressos em pontos-base (pbs). Os encargos sobre empréstimos com contragarantia soberana, excluindo os empréstimos de emergência, são determinados anualmente pela Diretoria Executiva. A comissão de crédito não poderá exceder 0.75%, nem a taxa de inspeção e supervisão poderá exceder, em qualquer período de seis meses, o valor que resultaria da aplicação de 1% ao valor do empréstimo, dividido pelo número de períodos de seis meses inclusos no período de desembolso inicial. (3) Os saldos dos empréstimos do MMU baseados na LIBOR podem ser convertidos em taxas de custo com base fixa, ou MML, respeitadas certas condições. (4) Para "empréstimos paralelos" do MMU (uma combinação de empréstimos do Capital Ordinário e do FOE), o prazo é de 30 anos e o período de carência, 6 anos. (5) O prazo dos desembolsos/conversões é limitado aos prazos disponíveis no mercado. Quando o prazo do financiamento do Banco em moeda local é mais curto do que o prazo original do empréstimo, são oferecidos vencimentos/conversões parciais, de modo que os mutuários tenham a opção de rolar o saldo no vencimento do financiamento original, havendo disponibilidade no mercado e acordo quanto à precificação. Como opção, o Banco oferece a capacidade de alterar o cronograma de amortização original no momento do desembolso/conversão, de modo que (i) a vida média ponderada (VMP) do cronograma de amortização revisto não exceda a VMP original do empréstimo e (ii) o prazo original final dos valores desembolsados/convertidos não exceda o prazo final do empréstimo (2)

Condições disponíveis anteriormente: Até 30 de junho de 2009, o Banco oferecia empréstimos do MMU a taxas reajustáveis com uma taxa de juros repactuada a cada seis meses, para refletir o custo efetivo específico de cada moeda do conjunto de captações alocado a tais empréstimos durante os seis meses anteriores, mais a margem do Banco. No passado, o Banco também ofereceu Empréstimos sob o FCM. Para esses empréstimos, o Banco mantém uma meta de composição de moedas de 50% em dólares dos Estados Unidos, 25% em ienes e 25% em moedas europeias. Os empréstimos aprovados antes de 1989 estão sujeitos a uma taxa de juros fixa, ao passo que os aprovados entre 1990 e 2003 estão sujeitos a taxas reajustáveis. A taxa


de juros reajustável, repactuada semestralmente, reflete o custo, durante os seis meses anteriores, de um conjunto de captações alocado para o financiamento desses empréstimos, mais a margem de empréstimo do Banco. Até junho de 2007, o Banco oferecia também empréstimos com contragarantia soberana no Programa de Guichê em Dólares dos Estados Unidos, com taxas fixas ou baseadas na LIBOR, destinados a repasses para tomadores do setor privado. Além disso, a partir de 2008 e até 31 de dezembro de 2009, o Banco ofereceu empréstimos sob o Programa de Liquidez, um programa para empréstimos dentro da categoria de empréstimos de emergência. Conversão de empréstimos a taxas ajustáveis do MMU e FCM em empréstimos baseados na LIBOR – Segunda execução: Como parte do esforço do Banco para continuar desenvolvendo produtos flexíveis em condições de mercado que permitam aos mutuários gerenciar melhor seu endividamento perante o banco, em janeiro de 2009, a Diretoria Executiva deliberou (i) oferecer aos mutuários a oportunidade de converter em datas específicas, em 2009 e 2010, os saldos de empréstimos desembolsados e a desembolsar dos produtos com taxas reajustáveis do MMU e FCM para taxas de custo com base fixa ou baseada na USD LIBOR, ou mesmo em uma combinação de ambas. Como resultado da segunda execução da Oferta de Conversão foram convertidos US$ 5,7 bilhões de saldos de empréstimos, às taxas vigentes no mercado, com vigência a partir de 1º de agosto de 2010, como segue: US$ 1,4 bilhão do FCM para USD com taxa baseada na LIBOR, US$ 1,3 bilhão do FCM para USD com taxa de custo com base fixa, US$ 0,7 bilhões do MMU para USD com taxa baseada na LIBOR e US$ 2,3 bilhões de MMU para taxa de custo com base fixa. Os futuros desembolsos dos empréstimos convertidos vão ser remunerados à mesma base de custo fixo acima da LIBOR determinada na data em que foi executada a conversão, somada à margem de empréstimo do Banco. Com a segunda execução, o Banco completa sua Oferta de Conversão, que resultou em conversões totais de US$ 32,0 bilhões, como segue: US$ 3,0 bilhões do FCM para USD com taxa baseada na LIBOR, US$ 6,7 bilhões do FCM para USD com taxa de custo com base fixa, US$ 1,9 bilhão do MMU para USD com taxa baseada na LIBOR e US$ 20,4 bilhões do MMU para taxa de custo com base fixa. Além disso, o Banco executou swaps cambiais e de taxa de juros para um total teórico de aproximadamente US$ 10,3 bilhões. A Tabela 3 apresenta uma análise da carteira de empréstimos por produto de crédito. Para mais informações, vide Anexo I-3 às demonstrações contábeis.


Tabela 3: CARTEIRA DE EMPRÉSTIMOS POR PRODUTO(1) 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

MMU – base LIBOR MMU – custo com base fixa MMU – reajustável MML Empréstimos de emergência Programa de Liquidez Fixo sem contragarantia soberana Flutuante sem contragarantia soberana Sistema de cesta de moedas Guichê em dólares dos EUA Outros Total

2010 Total $25.322 28.409 1.305 2.110 500 102 669 2.366 1.603 415 206 $63.007

% 40,2 45,1 2,1 3,3 0,8 0,2 1,1 3,8 2,5 0,7 0,2 100,0

2009 Total % $18.057 31,1 25.629 44,2 4.158 7,2 1.470 2,5 300 0,5 116 0,2 514 0,9 2.369 4,1 4.665 8,0 549 0,9 222 0,4 $58.049 100,0

(1)

O saldo de empréstimos do MMU baseados na LIBOR, do Guichê em Dólares dos EUA e Outros, conforme aplicável, incluem empréstimos sem contragarantia soberana totalizando US$ 189 milhões (2009 – US$ 202 milhões) concedidos a outras instituições de desenvolvimento.

Dos US$ 22,4 bilhões do saldo de empréstimos a desembolsar em 31 de dezembro de 2010, 84% são empréstimos MMU baseados na LIBOR, 5% são empréstimos MMU reajustáveis e 9% pertencem às carteiras de taxa flutuante sem contragarantia soberana. O Banco usa swaps cambiais e de taxa de juros como hedge de exposição de empréstimos quando não se aplica o repasse do custo da captação ou os empréstimos e as captações estão denominados em moedas distintas. Encargos sobre empréstimos com contragarantia soberana (exclusive empréstimos de emergência e do Programa de Liquidez) Os encargos dos empréstimos são estabelecidos anualmente pela Diretoria Executiva, levando em consideração as possibilidades apresentadas no novo Plano Financeiro de Longo Prazo (Veja "Gestão de Risco Financeiro – Estrutura de Adequação de Capital – Modelo de Gestão de Resultado" abaixo). No mínimo, o nível de encargos sobre os empréstimos com contragarantia soberana deve ser suficiente para gerar receita que cubra 90% das despesas administrativas do Capital Ordinário, ajustadas por 90% da receita de operações sem contragarantia soberana do Banco. Nos fins de 2010, a Diretoria Executiva aprovou, para 2011, margem de empréstimos de 0,80% e comissão de crédito de 0,25%, sem taxa de supervisão e inspeção. A Tabela 4 mostra os encargos prevalecentes durante os períodos indicados.

Tabela 4: ENCARGOS SOBRE EMPRÉSTIMOS Margem de empréstimos % 2008: Primeiro semestre Segundo semestre 2009: Primeiro semestre Segundo semestre 2010: Primeiro semestre Segundo semestre

Comissão de crédito %

Taxa de supervisão e inspeção %

0,15 0,30

0,10 0,25

-

0,30 0,95

0,25 0,25

-

0,95 0,95

0,25 0,25

-


Garantias O Banco pode prestar garantias de risco político e garantias de crédito parciais, sem contragarantia soberana, dentro do limite estabelecido para tais operações, ou com contragarantia soberana de um país membro. Essas garantias são denominadas em dólares dos Estados Unidos ou em moeda local. Como parte das atividades de empréstimo sem contragarantia soberana, o Banco prestou garantias de risco político e garantias de crédito parciais, concebidas para encorajar investimentos do setor privado em projetos de infraestrutura, desenvolvimento dos mercados de capitais locais e financiamento ao comércio. As garantias de riscos políticos e garantias de crédito parciais podem ser oferecidas separadamente ou em conjunto com um empréstimo do Banco. As garantias de riscos políticos cobrem eventos de risco específicos relacionados a fatores não comerciais, como conversibilidade de moeda, transferibilidade de moeda para fora do país hospedeiro ou inadimplência do governo. As garantias de crédito parciais cobrem riscos de pagamento de dívidas ou transações de financiamento ao comércio exterior. Os termos de todas as garantias são estabelecidos especificamente nos respectivos contratos e estão vinculados principalmente a um projeto, aos termos de emissões de instrumentos de dívida ou a transações de financiamento ao comércio exterior. Conforme o caso, dependendo dos riscos cobertos e da natureza de cada projeto, o Banco pode ressegurar certas garantias para reduzir sua exposição. A exposição por garantias é medida como os fluxos de caixa garantidos futuros, líquidos de resseguro, quando aplicável, descontados para o período atual. Durante o 2010, foram aprovadas quatro garantias não relacionadas com comércio e sem contragarantia soberana, no valor de US$ 61 milhões (2009 – uma de US$ 10 milhões). Além disso, o Programa de Facilitação do Financiamento do Comércio (PFFC) do Banco presta garantias de crédito plenas sem contragarantia soberana para transações de financiamento de comércio exterior. Esse Programa autoriza linhas de crédito em apoio a bancos emissores aprovados, respeitado o saldo máximo agregado de US$ 1 bilhão em qualquer momento. Durante 2010, foram emitidas 131 garantias para financiamento de comércio exterior, no valor agregado de US$ 239 milhões. Esses dados se comparam com as 105 garantias, no valor agregado de US$ 187 milhões, prestadas em 2009. Em 31 de dezembro de 2010, o saldo de garantias em vigor e sujeitas a exigência totalizava US$ 814 milhões (2009 – US$ 988 milhões), inclusive US$ 153 milhões (2009 – US$ 97 milhões) prestadas pelo PFFC. Jamais foi exigida garantia alguma. O valor líquido atual da exposição de garantia em empréstimos sem contragarantia soberana, líquido de seguro totalizava US$671 milhões em 31 de dezembro de 2010 (2009 – US$ 834 milhões). Assistência técnica. Além de empréstimos e garantias, o Banco também presta assistência técnica aos países membros em conjunto com suas operações de empréstimo ou separadamente. Essa assistência técnica focaliza a transferência de conhecimento e dá apoio à preparação de projetos, estudos de viabilidade, programas regionais e treinamento. As atividades de assistência técnica são financiadas por recursos dos programas especiais do Capital Ordinário, fundos sob a administração do Banco e, até 31 de dezembro de 2010, por recursos do FOE. Em 2010, o Banco prestou assistência técnica num total de US$ 296 milhões (2009 – US$ 266 milhões), incluindo US$ 86 milhões (2009 – US$ 95 milhões) com financiamento do Capital Ordinário.

GESTÃO DA LIQUIDEZ O Banco investe seus ativos líquidos em instrumentos de dívida de renda fixa e depósitos bancários com classificação de crédito elevada. Esses instrumentos incluem obrigações com alta classificação de crédito emitidas por governos, órgãos governamentais, organizações multilaterais, instituições financeiras e entidades com personalidade jurídica própria, incluindo títulos garantidos por ativos. Além disso, o Banco usa derivativos, na sua maior parte swaps cambiais e de taxas de juros, na gestão de suas carteiras de investimento. A liquidez desempenha um papel de capital importância na gestão dos riscos de captação do Banco, por abordar o risco de que o Banco não tenha fundos suficientes para satisfazer obrigações futuras de desembolso e serviço da dívida. O objetivo da gestão de liquidez é garantir a existência de recursos suficientes para satisfazer obrigações contratuais previstas, bem como para assegurar a continuidade das operações financeiras, caso o Banco tenha de se abster de captar recursos em reação a condições de mercado pouco atraentes ou a qualquer outra restrição. Os princípios de gestão de liquidez do Banco são apresentados no Boxe 3.


Boxe 3: Princípios de gestão de liquidez O objetivo principal da gestão dos ativos líquidos do Banco é a preservação do capital e manutenção de uma carteira de porte adequado, investida em ativos de liquidez de alta qualidade, que permita ao banco cumprir suas obrigações financeiras, mesmo nos momentos em que o acesso aos mercados de capitais fique temporariamente prejudicado. O objetivo de investimento secundário é a gestão eficaz das opções de risco e retorno de todas as classes de ativo qualificadas dentro da tolerância de risco definida pelo Banco, de modo a auxiliar na gestão do custo de manutenção da liquidez. O Banco gere sua liquidez por meio de políticas, diretrizes e instrumentos financeiros que servem como regras, procedimentos e ferramentas que definem sua gestão de liquidez. A Resolução sobre Investimentos, aprovada pela Diretoria Executiva, prevê as alçadas básicas para aplicação da liquidez. As Diretrizes de Investimento, aprovadas pela Administração, estabelecem os pormenores das condições operacionais, de conformidade legal e monitoramento para a implementação da gestão de liquidez. Ambos os documentos foram projetados para garantir que o Banco avalie os riscos de crédito e mercado e estabeleça restrições de investimento de acordo com o seu nível de tolerância ao risco. Consulte a seção "Gestão de risco financeiro", abaixo, para obter informações sobre a gestão de exposição ao risco de liquidez.

A nova política de liquidez do Banco (aprovada em dezembro de 2009 e em vigor a partir de 1º de janeiro de 2010) tem o objetivo de construir uma carteira de investimentos suficiente para cobrir entre seis e doze meses de amortizações de dívidas e desembolsos de empréstimos. A nova política permite à Administração dar à liquidez uma gestão mais dinâmica, com base nas necessidades de fluxo de caixa esperadas pelo Banco. Requer um nível de liquidez dentro de uma faixa estabelecida no início do ano e enviada à Diretoria Executiva, como informação. Liquidez, para esse fim, é definida essencialmente como caixa e investimentos em moedas conversíveis de países não mutuários, excluindo os ativos financiados pelo Programa de Notas com Deságio do Banco e ativos com disponibilidade restrita ou limitada. A faixa da política pode ser reexaminada durante o ano, dependendo da ocorrência de mudanças nos componentes que a geraram (isto é, desembolsos de empréstimos e resgate de dívidas, bem como exposição líquida com garantias). Em 31 de dezembro de 2010, a liquidez totalizava US$ 16,2 bilhões, dentro dos limites da política. Durante o exercício, a liquidez, conforme definida, totalizou, em média, US$ 15,6 bilhões, em comparação com os US$ 13,7 bilhões de 2009. O Banco conta com linhas de captação de curto prazo, que consistem em um programa de notas com deságio e mantém linhas de captação não comprometidas com diversos bancos comerciais. O valor mínimo para as notas é de US$ 100.000 e seu prazo máximo é de 360 dias. Essas linhas de curto prazo são usadas para cobrir necessidades de caixa de curto prazo. Até dezembro de 2010, os investimentos líquidos eram mantidos em três subcarteiras distintas: transacional e operacional (carteira de investimentos destinados à negociação) e de posições detidas até o vencimento, cada uma delas com perfis de risco e referenciais de desempenho distintos. Em dezembro de 2010, a carteira de títulos detidos até o vencimento foi encerrada. Veja "Gestão de Risco Financeiro – Risco de Mercado – Gestão de Ativos e Passivos", para mais informações. A carteira transacional é usada para atender a necessidades de fluxo de caixa do dia-a-dia. A carteira operacional detém a maior parte das posições líquidas do Banco. A carteira de títulos detidos até o vencimento consistia, principalmente, de ativos da reserva especial, que atualmente fazem parte da carteira de curto prazo. É permitida a contratação de gestores externos para administrar até 10% do total da carteira de investimentos líquidos. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha sob gestão de firmas externas investimentos um total de US$ 571 milhões, ou 3,4% da carteira de investimentos total (2009 – US$ 566 milhões, ou 2,8%). Os retornos das carteiras de investimento líquido em 2010 e 2009 aparecem na Tabela 5. A queda no retorno da carteira de investimentos de curto prazo em 2010, em comparação com 2009, deve-se, principalmente, a uma desaceleração na recuperação dos mercados financeiros, que resultou em ganhos menores nos ajustes ao mercado e queda nas taxas de juros. O aumento no retorno da carteira de títulos detidos até o vencimento deveu-se ao reconhecimento de ganhos a realizar, como resultado do encerramento da carteira, em Dezembro de 2010. Excluídos esses ganhos, que totalizaram US$ 54 milhões, o saldo da carteira teria sido 2,39% inferior ao do ano anterior, principalmente devido à queda nas taxas de juros.


Tabela 5: CARTEIRAS DE INVESTIMENTO LÍQUIDO (1) 31 de dezembro de 2010 e 2009. (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

2010 Carteira

Saldo final

2009

Retorno financeiro (%) (2) (3)

Saldo final

(4)

Transacional Operacional Detidos até o vencimento Total da carteira

$4.504 11.852 $16.356

Retorno financeiro (%) (2) (3) (4)

0,21 4,51 4,41 3,37

$5.066 11.140 3.756 $19.962

0,40 6,08 2,75 4,29

(1)

Após swaps e líquido dos valores a pagar ou receber por compra ou venda de títulos para investimento. Retorno combinado de todas as moedas em cada carteira. (3) Retornos ponderados pelo tempo e geometricamente conectados. (4) Inclui ganhos e perdas. (2)

Desempenho e exposição da carteira de investimentos de liquidez Durante 2010, a carteira de investimentos líquidos continuou a sua recuperação, uma vez que muitos índices de mercado e indicadores econômicos continuaram a mostrar sinais de melhoras moderadas, embora os sinais tenham se tornado cada vez mais ambivalentes à medida que progredia o ano. A exposição aos ativos estruturados foi reduzida pelo resgate, ao par, de vendas de ativos selecionados. Entretanto, como resultado dos fundamentos econômicos ainda fracos nas principais economias do mundo e do continuo desalavancamento das instituições financeiras, a recuperação dos preços de mercado para os títulos estruturados ficou defasada em relação a outros setores. A liquidez limitada e a volatilidade dos mercados de títulos com garantia de ativos e financiamentos imobiliários continuam a afetar a capacidade do Banco para mitigar seu risco de crédito mediante a venda ou hedge de exposições. Mesmo assim, certos subsetores melhoraram, permitindo a execução de vendas limitadas, assim reduzindo a exposição aos preços mais altos. As avaliações do restante da carteira continuaram a sofrer o impacto de fatores de mercado, tais como as medidas das agências classificadoras de risco de crédito e os preços aos quais as transações se realizaram. O Banco continua a maximizar, na medida do possível, o uso de informações do mercado na avaliação de seus investimentos, incluindo serviços de precificação externos, preços de distribuidoras independentes e curvas observáveis de rendimento de mercado. O Banco continua a monitorar de perto a qualidade dos ativos componentes de sua carteira de investimentos, a analisar e avaliar o valor fundamental de seus títulos, com particular foco nos títulos lastreados em ativos e hipotecas. Em 2010, o Banco reconheceu US$ 396 milhões de ganhos em ajustes ao mercado na carteira de curto prazo (2009 – US$ 528 milhões). Esses ganhos de investimento, em grande parte, se relacionam com a parcela de títulos lastreados em ativos e hipotecas da carteira, no valor de US$ 3,0 bilhões. Entretanto, a liquidez dessa parcela da carteira continua limitada e as avaliações continuam com um grande deságio. Em 31 de dezembro de 2010, 38,4% dessa parcela da carteira ainda contavam com a classificação AAA (2009 – 56,1%), 77,9% com a classificação de grau de investimento (2009 – 85,4%), e, exceto pelos US$ 0,5 milhão em 2009 e US$ 2,1 milhão em 2010 em perdas com o principal, a carteira continua em dia. Durante 2010, as posições do Banco nesses títulos foram reduzidas principalmente por amortizações ao par no valor de US$ 1.012 milhões (2009 – US$ 753 milhões). O Banco realizou perdas de US$ 18 milhões (em relação a preços de compra) em 2010, em comparação com os US$ 32 milhões em 2009. Embora tenha havido alguma migração para patamares inferiores nas notas de classificação, é importante observar que as notas de crédito sempre são dadas depois dos eventos. As quedas de classificação prosseguiram, embora mais lentas, mesmo com a continuação na recuperação dos preços do mercado durante o ano.


Em 31 de dezembro de 2010, a exposição de crédito para a carteira de investimentos como um todo totalizava US$ 16,4 bilhões, em comparação com os US$ 20,0 bilhões apresentados em 31 de dezembro de 2009. A qualidade da carteira continua alta, já que 79,0% da exposição de crédito contam com a classificação AAA ou AA (2009 – 75,3%), 11,6% têm a mais alta classificação para curto prazo (A1+) (2009 – 13,3%), 4% têm classificação A (2009 – 7,2%), e 5,4% estão classificados abaixo de A/A1+ (2009 – 4,2%). A Tabela 6 apresenta os detalhes da carteira de investimentos para negociação em 31 de dezembro de 2010 e 2009 por classes de títulos, juntamente com lucros e perdas a realizar, incluídos em Lucro (perda) com investimentos no fim de cada exercício.


Tabela 6: PRINCIPAIS CATEGORIAS DE TÍTULOS DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS DE CURTO PRAZO 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Obrigações do governo dos Estados Unidos, suas empresas e órgãos Empresas patrocinadas pelo governo dos EUA Obrigações de governos e seus órgãos, exceto governo dos EUA Obrigações de bancos Títulos privados Títulos lastreados em hipotecas Residenciais, EUA Residenciais de fora dos EUA Comerciais, EUA Comerciais de fora dos EUA Títulos lastreados por ativos Obrigações por empréstimos garantidos Outras obrigações de endividamento garantido Outros títulos lastreados por ativos Total dos investimentos de curto prazo

31 de dezembro de 2010 Valor Ganhos justo (1) (perdas) a realizar (2) $822 $-

31 de dezembro de 2009 Valor justo (1) Ganhos (perdas) a realizar (2) $819 $-

505

(7)

540

3

7.045

8

6.574

17

5.054 1.925 573 875 182 295 1.043 633 152

(10) 165 87 21 44 13 106 64 30

4.458 49 2.337 574 1.248 165 350 1.558 1.028 135

57 7 184 62 109 12 1 114 78 (13)

258

12

395

49

$16.394

$262

$16.335

$382

(1)

Inclui juros acumulados de US$ 38 milhões e US$ 31 milhões em 2010 e 2009, respectivamente, refletidos no Balanço Patrimonial em Juros e outros encargos acumulados. (2) Representa ganhos e perdas a realizar incluídos em receita (despesa) de Investimento – Ganhos (perdas) líquidos para o ano correspondente.

Obrigações contratuais Durante o curso de suas operações normais, o Banco assume diversas obrigações contratuais que exigem pagamentos em dinheiro em datas futuras. As obrigações contratuais mais significativas se relacionam com a amortização de captações. A estrutura de vencimento das captações a médio e longo prazo em 31 de dezembro de 2010 é apresentada no Anexo I-4 às demonstrações contábeis. Além disso, o Banco tem várias outras obrigações a serem liquidadas em caixa, as quais são refletidas em suas demonstrações contábeis, inclusive empréstimos a liberar, captações de curto prazo, valores a pagar relacionados a swaps cambiais e de taxa de juros, valores a pagar pela compra de títulos adquiridos para fins de investimento e garantias em dinheiro recebidas, valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID e passivos por benefícios pós-aposentadoria

ORIGENS DOS RECURSOS Patrimônio O patrimônio total, em 31 de dezembro de 2010, somava US$ 21,0 bilhões, em comparação com os US$ 20,7 bilhões de 31 de dezembro de 2009. O aumento de US$ 0,3 bilhão reflete, principalmente, o Resultado operacional para o exercício, de US$ 1.252 milhões, parcialmente compensado pelos Ajustes ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo de US$ 850 milhões, Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores, no valor de US$ 72 milhões e Outros prejuízos abrangentes acumulados, no valor de US$ 44 milhões (essencialmente compostos da queda na posição de financiamento dos planos de pensão e pós-aposentadoria do Banco, totalizando US$ 19 milhões, e ajustes de tradução negativos, no valor de US$ 25 milhões).


Essa base desempenha um papel crucial, garantindo que o Banco atinja seus objetivos financeiros e permitindo que absorva riscos com seus próprios recursos, dessa forma protegendo os países membros contra a possibilidade de uma chamada do capital exigível. A Tabela 7 apresenta a composição da relação entre patrimônio total e empréstimos (TELR, na abreviatura em inglês) em 31 de dezembro de 2010 e 2009. Veja "Gestão de Risco Financeiro – Risco de Crédito – Estrutura de Adequação de Capital" para maiores informações.


Tabela 7: RELAÇÃO ENTRE PATRIMÔNIO TOTAL E EMPRÉSTIMOS 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Patrimônio Capital acionário realizado Lucros retidos: Reserva geral (1) Reserva especial (1) Mais: Provisões para perdas com empréstimos e garantias Menos: Saldos de caixa em moeda local dos países mutuários Ajustes ao valor justo líquido cumulativo das carteiras de longo prazo Patrimônio total, conforme definição Saldo de empréstimos e exposição líquida por garantias Relação entre patrimônio total e empréstimos

2010

2009

$4.339

$4.339

14.055 2.566 20.960

13.766 2.569 20.674

172

148

136

131

(322) $21.318 $63.731 33,4%

528 $20.163 $58.935 34,2%

Como apresentado na Tabela 7, a TELR caiu de 34,2% em 31 de dezembro de 2009 para 33,4% em 31 de dezembro de 2010. A redução se deveu, em grande parte, a um aumento de US$ 4,8 bilhões no saldo de empréstimos e exposição por garantias líquida, parcialmente compensada por um aumento no patrimônio total, conforme definição, de US$ 1,2 bilhão, em sua maior parte devido ao Resultado operacional de US$ 1.252 milhões, menos Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores, no valor de US$ 72 milhões. A Figura 2 apresenta a evolução da TELR nos últimos cinco anos. Até 2007, a TELR aumentou constantemente, como resultado do crescimento no patrimônio total, conforme definição, e do menor saldo de empréstimos. A partir de 2008, a TELR reflete o aumento nos empréstimos concedidos pelo Banco na região.

Figura 2: RELAÇÃO ENTRE PATRIMÔNIO TOTAL E EMPRÉSTIMOS 44% 40.8%

40.2%

38%

35.3%

34.2%

33.4%

32%

26% 2006

2007

2008

2009

2010

Capitalização O apoio dado ao Banco pelos seus acionistas se reflete nos aportes de capital recebidos dos membros. Em 31 de dezembro de 2010, o capital subscrito totalizava US$ 105,0 bilhões, dos quais US$ 4,3 bilhões tinham sido realizados e US$ 100,6 bilhões eram exigíveis. As subscrições de capital realizadas e exigíveis são integralizáveis como descrito abaixo: Capital acionário realizado: As subscrições do capital realizado foram pagas, integral ou parcialmente, em dólares dos Estados Unidos ou na moeda do respectivo país membro. Na maioria dos pagamentos feitos na moeda do respectivo país


membro, o país membro tomou providências satisfatórias para o Banco a fim de garantir que, respeitadas as disposições do Convênio, sua moeda seja mantida livremente conversível (ou o país membro comprometeu-se a converter sua moeda em favor do Banco) em moedas de outros países para fins das operações do Banco. O Banco aceitou obrigações à demanda, não negociáveis e não remuneradas, em lugar da integralização imediata, total ou parcial, das subscrições de capital integralizado dos países membros. De acordo com as disposições do Convênio, essas obrigações são aceitas quando as moedas não são necessárias para as operações do Banco. Capital acionário exigível: A parcela exigível das subscrições de capital poderá ser exigida somente quando e na extensão necessária para satisfazer as obrigações do Banco com relação a captações de fundos ou de garantias. Em caso de chamada de capital, o pagamento pode ser feito, à opção do membro, em ouro, dólares dos Estados Unidos, em moeda plenamente conversível do país membro ou na moeda exigida para liquidar as obrigações do Banco que levaram à chamada de capital. As chamadas de capital serão obrigatoriamente uniformes, mas as obrigações dos membros de efetuar pagamentos quando essas chamadas forem feitas são independentes entre si. A falta de um ou mais pagamentos por qualquer dos membros não escusará nenhum outro membro de sua obrigação de integralizar seus pagamentos e são permitidas sucessivas chamadas contra os membros não inadimplentes, se necessário, para satisfazer as obrigações do Banco. Entretanto, não se exigirá de nenhum membro que pague mais do que o saldo a realizar de sua subscrição de capital. Jamais foi feita chamada de capital exigível do Banco. Em 31 de dezembro de 2010, a subscrição total dos Estados Unidos, o maior acionista do Banco, era de US$ 30,3 bilhões, dos quais US$ 1,3 bilhão tinha sido pago como subscrição do capital realizado. Da parcela exigível do capital subscrito pelos Estados Unidos, que totalizava US$ 29.0 bilhões, US$ 3.8 bilhões tinham sido plenamente autorizados e apropriados, sem limitação de exercício fiscal, pela legislação daquele país, e o Secretário do Tesouro dos Estados Unidos não precisa de outras alocações orçamentárias para integralizar esse valor, caso qualquer parcela dele seja exigida com o objetivo de satisfazer as obrigações do Banco. O saldo da subscrição de capital exigível dos Estados Unidos, totalizando US$ 25,2 bilhões, foi autorizado pelo Congresso dos Estados Unidos, mas ainda não foi apropriado. Em 1979, em conexão com a subscrição, pelos Estados Unidos, de um aumento no capital exigível, o Banco obteve um parecer do Departamento Jurídico do Tesouro daquele país, segundo o qual não é necessária nenhuma alocação orçamentária para tais subscrições enquanto os Estados Unidos não tiverem de fazer pagamentos em conexão com uma chamada de capital feita pelo Banco. O parecer afirma ainda não ser necessária alocação orçamentária para tornar as subscrições de capital exigível feitas pelos Estados Unidos, autorizadas por sua legislação, obrigações com plena garantia do governo, e que uma obrigação contraída pelos Estados Unidos de acordo com uma autorização concedida pelo Congresso para fins constitucionais obriga o país, embora possa ser necessária uma alocação futura para seu financiamento. Aumento temporário no capital exigível do Canadá: Em 2009, o Canadá subscreveu 334.887 ações do capital acionário exigível sem direito a voto, aumentando a subscrição total do Canadá para 669.774 ações. Sendo assim, o capital ordinário autorizado do Banco teve um aumento no valor de US$ 4.039.9 milhões, ascendendo agora a um total de US$ 104.980,0 milhões representados por 8.702.335 ações autorizadas e subscritas. O capital ordinário realizado do Banco permanece o mesmo. Os termos e condições da subscrição pelo Canadá estipulam que a subscrição de capital social exigível e sem direito a voto seja temporária e que o Canadá transfira 25% das ações de volta para o Banco anualmente, em datas a cinco, seis, sete e oito anos a contar da data de subscrição. Caso a Assembleia de Governadores venha a aprovar um aumento no capital ordinário autorizado do Banco antes da transferência de ações, o Canadá terá o direito de transferir ao Banco ações em valor igual aos das ações do Capital Ordinário adicional na data de subscrição correspondente. Aumento de capital: Em 21 de julho de 2010, a Assembleia de Governadores deliberou votar uma Proposta de Resolução dispondo sobre um aumento nos recursos do Capital Ordinário do Banco no valor de US$ 70 bilhões, que seria subscrito, em dólares dos Estados Unidos da América, pelos membros do Banco ao longo de um período de cinco anos, iniciado em 2011. Desse valor. US$ 1,7 bilhão estaria em forma de ações integralizadas e o restante na forma de ações ordinárias exigíveis. Captações O Banco capta fundos nos mercados de capitais internacionais principalmente pela emissão de títulos de dívida. Para diversificar suas fontes de captação, o Banco emite instrumentos de dívida denominados em várias moedas, com diversos vencimentos, formatos e estruturas para atender as necessidades dos investidores globais, tanto institucionais como varejistas. De acordo com os termos do Convênio, o Banco pode captar fundos somente com a aprovação do país membro


em cujos mercados os títulos de dívida forem vendidos e do país membro em cuja moeda as captações forem denominadas. Além disso, o Banco é obrigado a obter o compromisso de cada um desses países membros de que os recursos obtidos poderão ser convertidos pelo Banco na moeda de qualquer outro país membro, sem restrição. As políticas de captação do Banco são resumidas no Boxe 4. Boxe 4: Política de captações A política do Banco é limitar o total das Captações líquidas ao capital subscrito exigível dos países não mutuários (Estados Unidos, Canadá, Japão, e os outros membros extrarregionais). A Captação líquida de recursos é o valor das captações (após os swaps) mais exposição bruta por garantias, menos ativos líquidos qualificados (após os swaps), que incluem ativos da reserva especial. Os ativos da reserva especial somente podem ser usados para atender as obrigações do Banco relacionadas com captações e garantias. Em 31 de dezembro de 2010, as Captações líquidas representavam 80,6% do capital exigível subscrito dos membros não mutuários, em comparação com os 74,1% que representavam em 2009. Por isso, a capacidade de captação não utilizada no encerramento do exercício totalizava US$ 10,1 bilhões, em comparação com os US$ 13,5 bilhões de 2009. Os objetivos da estratégia de captação do Banco são obter acesso ao mercado de capitais a longo prazo, com volume e eficácia de custos. O Banco utiliza instrumentos derivativos, principalmente swaps cambiais e de taxas de juros, para fins de hedge, como parte de sua gestão de passivo, com o objetivo de manter a composição de moedas e estrutura de taxa de juros desejadas e de reduzir os custos de financiamento. O Banco atentamente monitora e regula suas atividades com distribuidoras de valores e contrapartes (vide Gestão de Risco Financeiro – Risco de Crédito – Risco de Crédito Comercial, abaixo). O valor e momento das captações do Banco são determinados parcialmente pelos desembolsos de empréstimos, vencimento de obrigações e níveis de liquidez (vide “Gestão de Liquidez”, acima).

Em 2010, as operações passivas a médio e longo prazo envolvendo diretamente os mercados financeiros totalizaram US$ 11,8 bilhões, em comparação com os US$ 16,2 bilhões atingidos em 2009. A queda nas captações deveuse, principalmente, à redução no desembolso de empréstimos líquido de US$ 2.1 bilhões, bem como ao impacto positivo sobre os níveis de liquidez do Banco da conversão de US$ 3.0 bilhões em ativos denominados em moeda de membros não mutuários sujeitos à manutenção de valor. As operações de captação de 2010 e 2009 são resumidas na Tabela 8.

Tabela 8: RESUMO DAS OPERAÇÕES ANUAIS DE CAPTAÇÃO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Captações totais de médio e longo prazo (1) Vida média (anos) (2) Número de transações Número de moedas (1) (2)

2010 $11.789 5,3 85 10

2009 $16.240 4,6 81 10

Representa o produto líquido, com base nas datas das operações. Vida média calculada considerando a probabilidade média ponderada de exercer opções de compra, conforme aplicável.

Os recursos captados em qualquer exercício são usados nas operações gerais, incluindo desembolsos de empréstimos e refinanciamento de dívidas próximas ao vencimento. Em 2010, o Banco fez quatro emissões estratégicas globais de obrigações de referência denominadas em dólares dos Estados Unidos da América com vencimentos de três, cinco, sete e dez anos, com um valor combinado de US$ 6,5 bilhões. Foram emitidas obrigações em moedas de países membros mutuários no valor agregado de US$ 733 milhões (2009 – US$ 303 milhões), nas seguintes moedas: Reais – US$ 707 milhões, pesos mexicanos – US$ 16 milhões e pesos colombianos – US$ 10 milhões (2009 – reais – US$ 246 milhões, colones da Costa Rica – US$ 15 milhões, e pesos mexicanos – US$ 42 milhões). Além disso, o Banco transacionou diversas obrigações denominadas em dólares australianos, rupias indianas, rupias indonésias, dólares neozelandeses, rands sul-africanos, liras turcas e dólares dos Estados Unidos.


As novas captações de recursos de médio e longo prazo em 2010, classificadas por moeda e em comparação com 2009, são apresentadas na Figura 3. Em 2010 e 2009, todas as captações feitas em moedas diferentes do dólar dos Estados Unidos foram permutadas inicialmente por captações em dólares dos Estados Unidos por meio de swaps.

Figura 3: CAPTAÇÕES POR MOEDA (1) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 2010 Moedas da Am. Latina 5%

2009 Moedas da Am. Latina 2%

Outras 2%

Rupias indianas 3% Rupias indonésias Dólares 3%

Dólares dos EUA 73%

Outras 2%

Francos suíços 3% Dólares australianos 9%

Dólares dos EUA 84%

australianos 14% (1)

Inclui captações de médio e longo prazo, exceto swaps, e representa os recusos com base nas datas de negociação.

O Banco recompra, resgata ou paga antecipadamente suas obrigações estrategicamente, com o objetivo de reduzir o custo das captações e a exposição à necessidade de refinanciamento em um determinado exercício ou para atender outras necessidades operacionais. Durante 2010, o Banco resgatou US$ 506 milhões de suas captações (2009 – US$ 176 milhões). Uso de derivativos: O Banco pode firmar swaps de taxa de juros e de câmbio concomitantemente com suas captações, com o objetivo de converter recursos em euros, ienes, francos suíços ou dólares dos Estados Unidos e financiamentos com taxas fixas ou flutuantes, de modo a cumprir suas obrigações de desembolso. Em 2010, todas as captações de renda fixa foram inicialmente objeto de swaps para dólares dos Estados Unidos da América a taxas flutuantes. As Figuras 4 e 5 ilustram o efeito dos swaps tanto na estrutura de taxa de juros como na composição de moedas da carteira de captações a médio e longo prazo em 31 de dezembro de 2010. Nas Notas I, J e K e L no Anexo I-4 às demonstrações contábeis, são encontradas informações mais detalhadas sobre as captações e respectivos derivativos utilizados pelo Banco.

Figura 4: EFEITOS DOS SWAPS SOBRE A ESTRUTURA DE TAXAS DE JUROS DA CARTEIRA DE CAPTAÇÕES (1) 31 de dezembro de 2010 Captações, antes dos swaps Taxas flutuantes e ajustáveis 9%

(1)

Captações de médio e longo prazo apenas.

Captações, depois dos swaps

Taxa fixa 12%

Taxa fixa 91%

Taxa flutuante 88%


Figura 5: EFEITOS DOS SWAPS SOBRE A COMPOSIÇÃO DE MOEDAS DA CARTEIRA DE CAPTAÇÕES (1) 31 de dezembro de 2010 Captações, antes dos swaps Outras 32%

Euros 2%

Captações, após os swaps Euros 4%

Ienes 2% Francos suíços 1% Dólares dos EUA 63%

(1)

Ienes 2% Francos suíços 1%

Dólares dos EUA 93%

Exclusivamente captações a médio e longo prazo.

RESULTADOS DAS OPERAÇÕES Lucro (prejuízo) operacional O Lucro (prejuízo) operacional reflete a receita (despesa) de juros líquida sobre ativos remunerados e a contribuição ao resultado feita pelo capital do Banco, outras receitas de empréstimos, ganhos (perdas) com investimentos, provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias, e despesas líquidas, exceto juros. A Tabela 9 mostra a composição do Lucro (prejuízo) operacional dos últimos três exercícios.

Tabela 9: Lucro (prejuízo) operacional (Em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Receita de juros sobre empréstimos Receita de juros sobre investimentos Outras receitas de juros Menos: Despesas de captação Receita de juros líquida Outras receitas de empréstimos Ganhos (perdas) líquidos com investimentos Outras despesas (créditos): Provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias Despesas líquidas, exceto juros Total Lucro (prejuízo) operacional

2010 $1.764 178 7 1.949

2009 $1.934 303 2.237

2008 $2.301 632 2.933

550 1.399 66 446

951 1.286 68 528

1.764 1.169 54 (1.605)

24

(21)

93

635 659 $1.252

609 588 $1.294

497 590 $(972)

Exercício de 2010 comparado com 2009: O Resultado operacional para 2010 totalizou US$ 1.252 milhões, uma queda de US$ 42 milhões em comparação com o de 2009, que foi de US$ 1.294 milhões. Essa queda se deveu a uma redução nos ganhos líquidos com investimento, que totalizaram US$ 82 milhões, um aumento em despesas que não de juros, totalizando US$ 26 milhões, e uma provisão para perdas com empréstimos e garantias totalizando US$ 24 milhões, em comparação com um crédito de US$ 21 milhões em 2009, parcialmente compensados pela alta na receita de juros líquida, que totalizou US$ 113 milhões, resultante, em sua maior parte, de um aumento na receita líquida de juros sobre empréstimos. Exercício de 2009 comparado com 2008: O Lucro operacional para 2009 totalizou US$ 1.294 milhões, em comparação com o Prejuízo operacional de US$ 972 milhões em 2008, um aumento de US$ 2.266 milhões nos resultados. Esse aumento se deve substancialmente à receita de juros mais alta, totalizando US$ 117 milhões, ganhos de investimento de US$ 528 milhões, comparados com perdas de US$ 1.605 milhões in 2008, e um crédito por perdas com empréstimos e garantias de US$ 21 milhões, comparado com uma provisão de US$ 93 milhões em 2008, parcialmente compensados por um aumento de US$ 112 milhões nas despesas exceto juros. Receita de juros líquida Exercício de 2010 comparado com 2009: O Banco teve uma receita de juros líquida de US$ 1.399 milhões em 2010, comparada US$ 1.286 milhões em 2009. O aumento de US$ 113 milhões deveu-se em grande parte a uma elevação na receita de juros líquida


sobre empréstimos. A margem a maior parte dos empréstimos do Banco aumentou de uma média de 0,63% em 2009 para 0,95% em 2010, ao passo que o saldo médio dos empréstimos aumentou em US$ 5.298 milhões. O efeito desse aumento foi parcialmente compensado por uma redução no retorno sobre a parcela da carteira financiada pelo patrimônio. Exercício de 2009 comparado com 2008: O Banco teve uma receita de juros líquida de US$ 1.286 milhões em 2009, comparada US$ 1.169 milhões em 2008. O aumento se deveu substancialmente ao aumento no saldo e na margem de juros gerada pelos empréstimos normais do banco (resultante do aumento na margem de empréstimo sobre empréstimos soberanos durante o segundo semestre de 2009), com compensação parcial pela redução nas taxas de juros do mercado. Ganhos (perdas) líquidos com investimentos Exercício de 2010 comparado com 2009: A carteira de investimentos de curto prazo do Banco contribuiu com ganhos de ajuste ao mercado de US$ 396 milhões, em comparação com os US$ 528 milhões em 2009, uma queda de US$ 132 milhões, devida, principalmente a uma desaceleração na recuperação dos mercados financeiros. Além disso, o Banco reconheceu ganhos líquidos de US$ 50 milhões da carteira de títulos detidos até o vencimento, substancialmente resultante do seu encerramento. Exercício de 2009 comparado com 2008: Em 2009, o Banco teve ganhos líquidos de ajuste ao mercado totalizando US$ 528 milhões da carteira de investimentos de curto prazo, em comparação com as perdas de US$ 1.605 milhões em 2008, como resultado da recuperação dos mercados financeiros iniciada no segundo trimestre de 2009. Os saldos médios das carteiras de passivos e ativos remunerados, após os swaps, bem como seus respectivos retornos e custos para 2010, 2009 e 2008 são demonstrados na Tabela 10.

Tabela 10: CARTEIRAS DE ATIVOS E PASSIVOS, COM SEUS CUSTOS E RETORNOS (Valores em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Empréstimos (1) Investimentos líquidos (2)(3) Total dos ativos remunerados Captações Margem de juros líquida (4) (1)

2010 Saldo Retorno/ médio custo % $58.732 3,01 19.631 3,37 $78.363 3,10 $57.555 0,96 1,79

2009 Saldo Retorno/ médio custo % $53.434 3,62 19.061 4,29 $72.495 3,80 $53.372 1,78 1,77

Exclui encargos sobre empréstimos. Retornos ponderados pelo tempo e geometricamente conectados. (3) Inclui ganhos e perdas. (4) Representa a receita de juros líquida como porcentagem do saldo médio de ativos remunerados. (2)

2008 Saldo Retorno/ médio custo % $48.589 4,74 16.550 (5,27) $65.139 2,20 $46.007 3,84 1,79


Despesas líquidas, exceto juros Os principais componentes das despesas líquidas, exceto juros, são apresentados na Tabela 11.

Tabela 11: DESPESAS LÍQUIDAS, EXCETO JUROS (Em milhões de dólares dos Estados Unidos)

Despesas administrativas Custos de pessoal Honorários de consultores Viagens operacionais Despesas de realinhamento Outras despesas Total das despesas administrativas brutas Menos: Parcela do Fundo para Operações Especiais Despesas administrativas líquidas Receitas de honorários de serviço Programas especiais Outras receitas Despesas líquidas, exceto juros

2010

2009

2008

$401 78 25 1 79 584 (11) 573 (5) 83 (16) $635

$361 70 24 11 76 542 (12) 530 (5) 94 (10) $609

$332 69 22 5 73 501 (62) 439 (5) 69 (6) $497

Exercício de 2010 comparado com 2009: As despesas líquidas, exceto juros, aumentaram de US$ 609 milhões em 2009 para US$ 635 milhões em 2010. O aumento se deveu substancialmente à elevação nos custos líquidos de benefícios de pensões e pósaposentadoria, totalizando US$ 25 milhões, devidos a uma alteração no período de atribuição para os benefícios médicos em 2009, que está sendo amortizada em dois anos. Exercício de 2009 comparado com 2008: As despesas líquidas, exceto juros, aumentaram em US$ 112 milhões em 2009, principalmente devido a uma redução na porcentagem de despesas administrativas debitadas ao FOE, de acordo com a aprovação da Diretoria Executiva (US$ 50 milhões), um aumento de US$ 25 milhões nos Programas especiais e um aumento de US$ 29 milhões nos custos de pessoal.

GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO Como parte de seus serviços como banco de desenvolvimento, o Banco fica exposto a riscos de crédito (risco de carteira de empréstimos ou risco de crédito de país e risco de crédito comercial), risco de mercado (taxa de juros, spread e taxa de câmbio), risco de liquidez (captação e liquidação) e risco operacional. Governança O Banco conduz suas operações dentro de uma estrutura de políticas de gestão financeira e de risco, usa exclusivamente instrumentos financeiros especificamente autorizados e aplica um processo decisório bem definido à gestão de riscos. O Banco gere seus riscos de acordo com as disposições do Convênio e outras políticas que tenham sido aprovadas pela Assembleia de Governadores, pela Diretoria Executiva e pelo Comitê de Finanças, composto por membros da Administração. Três unidades de gestão de riscos do Banco – adequação de capital/ALM, risco de tesouraria e risco de crédito – foram combinadas para formar o Departamento de Gestão de Riscos, que responde diretamente ao Vice-Presidente Executivo. O Comitê de Gestão de Ativos e Passivos (ALCO, sigla em inglês) é o fórum para analisar questões de gestão financeira e de risco em conformidade com as práticas recomendadas de gestão de risco. Essas questões incluem a gestão de ativos e passivos, adequação do capital, produtos (empréstimos, investimentos, financiamentos, etc.) e planejamento financeiros, gestão de risco de tesouraria, gestão de risco de crédito, mercados de capitais (financiamentos e investimentos), gestão de liquidez, contabilização e gestão de empréstimos.


Risco de crédito Risco de crédito é a perda potencial que pode resultar de inadimplência por parte de mutuários (risco de crédito de carteira de empréstimos ou risco de crédito de país), ou da inadimplência de crédito de uma contraparte em investimentos, operações financeiras ou swaps (risco de crédito comercial). Risco de crédito da carteira de empréstimos: O risco de crédito da carteira de empréstimos é o risco de que o Banco venha a não receber a amortização do principal ou o pagamento de juros de um ou mais empréstimos de acordo com os termos ajustados. Esse risco está diretamente relacionado com o negócio central do Banco e é o maior, entre os riscos financeiros, que ele enfrenta. O Banco usa múltiplas fontes de proteção contra o risco de crédito de sua carteira de empréstimos, inclusive uma limitação geral aos empréstimos, uma estrutura abrangente de adequação do capital (projetada para assegurar que o Banco detenha capital suficiente em qualquer ocasião, consideradas a qualidade e concentração da carteira), uma política para o tratamento de empréstimos em curso anormal e uma política para a manutenção de uma provisão para devedores duvidosos. O risco de crédito da carteira de empréstimos do Banco é determinado pela qualidade do crédito de cada mutuário e pela exposição a ele. A qualidade de crédito da carteira de empréstimos com contragaranta soberana em 31 de dezembro de 2010 e 2009, como representada pelas classificações de crédito em moeda estrangeira a longo prazo atribuídas a cada país mutuário pelas agências classificadoras (geralmente Standard & Poor’s) aparece na Figura 6.

Figura 6: QUALIDADE DE CRÉDITO DA EXPOSIÇÃO POR EMPRÉSTIMOS COM CONTRAGARANTIA SOBERANA REFLETIDA NAS CLASSIFICAÇÕES DOS PAÍSES MEMBROS MUTUÁRIOS 31 de dezembro de 2010 e 2009 2010 B+ a B26% Sem contragarantia soberana 6%

BB+ a BB22%

Grau de investimento 46%

Sem contragaranti a soberana 7%

B+ a B20%

2009 Grau de investimento 44%

CCC+ a C 4% BB+ a BB25%

Em relação a 31 de dezembro de 2009, a Figura 6 mostra que o valor relativo da exposição por empréstimos a mutuários soberanos classificados como investimento e entre os níveis B+ e B- aumentou de 44% para 46% e de 20% para 26%, respectivamente, ao passo que a exposição de empréstimos a mutuários soberanos nas categorias BB+ a BB- e CCC+ a C caiu de 25% para 22% e de 4% para 0%, respectivamente. A exposição por empréstimo na categoria sem contragarantia soberana caiu de 7% para 6%. Nenhum mutuário está em inadimplência seletiva. Observe-se que a média ponderada da qualidade de crédito da exposição do Banco por empréstimos soberanos continua no nível BB. A exposição do Banco reflete o porte e concentração gerais da carteira. A exposição é limitada exclusivamente pela autorização de empréstimos do Banco; não há limites de empréstimo por país. Levando em consideração a natureza regional das suas operações e os portes relativos das economias dos países mutuários, o Banco espera que a concentração da carteira aumente progressivamente. Como mostrado na Figura 7, de 2009 a 2010, a concentração da exposição por empréstimos permaneceu basicamente a mesma. Cerca de 68% da exposição total ainda está nas mãos dos cinco maiores mutuantes.


Figura 7: CONCENTRAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE EMPRÉSTIMOS 31 de dezembro de 2010 e 2009

2010 1-5 68%

6 - 10 14% 16 - 20 2%

Sem contragaranti a soberana 6%

2009 11 - 15 9% 21 - 25 1%

1-5 68%

6 - 10 14%

11 - 15 8% 16 - 20 2% 21 - 25 Sem 1%

contragarantia soberana 7%

Limitação aos empréstimos: O Convênio Constitutivo do Banco limita o valor total das carteiras de empréstimos e garantias ao capital subscrito, somado às reservas e superávits, deduzidas as receitas alocadas a certas reservas. Entretanto, a capacidade do Banco para conceder empréstimos é também limitada por sua política de captações. Estrutura de adequação de capital: Durante o primeiro trimestre de 2010, o Banco adotou uma nova estrutura de adequação de capital, que consiste em uma política de adequação revista e novos sistemas que dão apoio à determinação das necessidades de capital para riscos de crédito e mercado, tanto nas operações de financiamento, como nas de tesouraria. Além disso, a política inclui exigências de capital para os riscos operacionais. A nova política permite que o Banco meça o risco inerente de sua carteira de empréstimos devido à qualidade de crédito de seus mutuários e à concentração de seus empréstimos e tenha a flexibilidade de se ajustar à evolução das condições de mercado. Assim, inclui limites específicos ao risco, em termos de exigências de capital relacionadas investimentos e derivativos, que permitem à Administração definir estratégias de financiamento e investimento mais eficientes, de acordo com a tolerância ao risco estabelecida pela Diretoria Executiva. Modelo de gestão de resultados Como parte do BID-9, a Assembleia de Governadores instruiu o Banco para que adotasse um Modelo de Gestão de Resultados (IMM, na abreviatura inglesa) que relaciona as decisões anuais sobre os usos do resultado do Capital Ordinário com as opções associadas às inter-relações entre os diversos parâmetros, tais como: o nível dos encargos sobre os empréstimos, os programas anuais de empréstimos e desembolsos, o orçamento anual e as transferência de receita anuais. O IMM dá à Diretoria Executiva e à Administração uma metodologia para a análise integrada desses parâmetros. O IMM é implantado por intermédio do Plano Financeiro de Longo Prazo do Capital Ordinário (LTFP, na abreviatura em inglês) utilizado na tomada das decisões anuais relacionadas ao nível de encargos sobre empréstimos, disponibilidade de recursos do GRF, outras alocações e ao seu impacto sobre a capacidade sustentável de concessão de empréstimos de longo prazo do Banco. Com a aprovação do IMM, a Assembleia de Governadores também estabeleceu um valor mínimo para os encargos sobre empréstimos com contragarantia soberana tal que a receita gerada por esses encargos (com ajuste por 90% da receita das operações sem contragarantia soberana do Banco) cubra 90% das Despesas administrativas do Capital Ordinário. Empréstimos em curso anormal: Exceto nos casos de empréstimos sem contragarantia soberana, atrasos no serviço do empréstimo por parte de um mutuário em qualquer país membro impedem a aprovação de novos empréstimos a mutuários no país membro, podem conduzir à suspensão de desembolsos e resultar na contabilização do empréstimo em regime de caixa, podendo fazer também com que o empréstimo seja declarado vencido e exigível. O Banco exerce sua política de acordo com uma abordagem graduada, resumida na Tabela 12. Quando um empréstimo concedido a qualquer país membro com recursos do FOE ou certos outros fundos de titularidade do Banco ou sob sua gestão for colocado em regime de caixa, todos os empréstimos concedidos a esse governo ou garantidos por ele também serão colocados em regime de caixa. O Banco mantém um diálogo contínuo com seus mutuários para garantir que todos os empréstimos sejam prontamente quitados. No caso de empréstimos sem contragarantia soberana, o Comitê sobre Operações Colocadas em Regime de Caixa e Provisão para Perdas, presidido pelo Chefe do Departamento de Gestão de Risco, determina quando a contabilização do empréstimo deve ser colocada em


base de caixa, o que pode acontecer em qualquer momento entre 30 e 90 dias após o vencimento ou, em casos especiais, em qualquer momento antes do decurso dos 30 dias. Provisões para perdas com empréstimos e garantias: Em razão da natureza dos mutuários e garantidores, o Banco espera que todos os empréstimos do Capital Ordinário com contragarantia soberana sejam liquidados. Além disso, o Banco mantém uma carteira de empréstimos com contragarantia soberana essencialmente sem empréstimos em liquidação desde sua fundação. Durante os 51 anos de história do Banco, somente cinco países mutuários foram incluídos no regime de caixa, durante períodos variáveis, entre 1988 e 1992. O saldo máximo agregado dos empréstimos em regime de caixa jamais excedeu 8% do saldo total de empréstimos e o Banco sempre acabou por receber integralmente o valor do principal e juros sobre esses empréstimos. O Banco mantém provisões para créditos de liquidação duvidosa e perdas com garantias para reconhecer as prováveis perdas inerentes a suas carteiras de empréstimos e garantias, relacionadas principalmente a financiamentos sem contragarantia soberana. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha empréstimos sem contragarantia soberana classificados como prejudicados no valor de US$ 140 milhões (2009 – US$ 110 milhões). De acordo com as políticas do Banco, foi reconhecida uma provisão para perdas com empréstimos e garantias de US$ 24 milhões durante 2010 (2009 – crédito de US$ 21 milhões). Em 31 de dezembro de 2010, as provisões totalizavam US$ 172 milhões (2009 – US$ 148 milhões). A provisão para perdas com empréstimos e garantias sem contragarantia soberana totalizava o equivalente a 4,2% do saldo combinado da carteira correspondente (2009 – 3,5%).

TABELA 12: TRATAMENTO DE EMPRÉSTIMOS SOBERANOS DE CURSO ANORMAL 30 dias após a data do O Banco suspende desembolsos sobre o empréstimo em mora e todos os outros empréstimos do vencimento mesmo mutuário. O Banco informa o garantidor de que o mutuário se encontra em mora e solicita o pronto pagamento do valor em mora. O Banco não celebra mais nenhum contrato de empréstimo com mutuários no país em questão e não se aprova mais nenhuma proposta de empréstimo.

120 dias após a data do O Banco suspende desembolsos sobre todos os empréstimos ao garantidor e garantidos pelo vencimento garantidor, caso o garantidor deixe de pagar os valores devidos.

180 dias após a data do O Banco coloca em regime de caixa a contabilização de todos os empréstimos do país cujo vencimento governo, banco central ou qualquer entidade governamental seja mutuário ou garantidor, salvo se ficar determinado que os pagamentos de todos os valores em mora estão em processamento e serão recebidos no futuro imediato. A colocação em regime de caixa implica no estorno da receita acumulada até a data e na cessação de novas acumulações até que os valores pendentes sejam recebidos. Todas as missões do Banco ao país, cujo objetivo seja a programação, preparação ou processamento de empréstimos, são suspensas.

Risco de crédito comercial: Risco de crédito comercial é a exposição a perdas que poderiam resultar da inadimplência de uma das contrapartes do Banco em investimentos, transações de títulos ou swaps. As principais fontes de risco de crédito comercial são os instrumentos financeiros em que o Banco investe suas posições líquidas. De acordo com suas políticas de risco conservadoras, o Banco investe exclusivamente em instrumentos de dívida de alta qualidade emitidos por governos, órgãos governamentais, organizações multilaterais, instituições financeiras e entidades com personalidade jurídica própria, inclusive em títulos lastreados por ativos. O processo utilizado pelo Banco para controlar o risco de crédito comercial inclui: a) especificação de investimentos autorizados; b) estabelecimento de listas aprovadas de contrapartes, emitentes e distribuidoras aceitos; c) definição de limites aceitáveis de classificação de crédito; e d) especificação de limites para exposição e prazo para contrapartes, emitentes e distribuidoras aceitos, com base em seu porte e capacidade creditícia. Como parte de suas atividades regulares de investimento, captação e gestão de ativos e passivos, o Banco usa instrumentos derivativos, principalmente swaps, para fins de hedging. O uso de derivativos é limitado a distribuidoras e contrapartes autorizadas selecionadas com base em políticas conservadoras de gestão de riscos. O Banco estabeleceu limites de exposição para cada contraparte de derivativos e tem contratos mestres de derivativos com disposições de liquidação por compensação obrigatória. Esses contratos também preveem a exigência de garantias para os casos em que a exposição de ajuste ao mercado exceda certos patamares contratuais. Os limites de exposição às contrapartes são calculados e monitorados com base nas exposições de crédito potenciais modeladas durante a vida da carteira de cada contraparte. Para modelar as interações complexas dos fatores de risco de mercado, a dinâmica da carteira e o impacto dos mecanismos de atenuação de riscos, tais como limiares quantitativos para as garantias e gatilhos para a rescisão, são usadas simulações que resultam em estimativas de exposição de crédito potencial. A monitoração das exposições do Banco e a gestão desses riscos são processos contínuos. O Banco não espera que qualquer de suas contrapartes em swaps entre em inadimplência.


O Banco trata a exposição de crédito atual como o custo de reposição do respectivo instrumento derivativo. Esse valor também é conhecido como risco de reposição ou valor da exposição do ajuste ao mercado. A exposição do ajuste ao mercado é a medida, em um determinado momento, do valor de um contrato derivativo no mercado aberto. Quando o ajuste ao mercado é positivo, indica que a contraparte deve ao Banco e, portanto, cria uma exposição para o Banco. Quando o ajuste ao mercado é negativo, o Banco deve à contraparte e não existe risco de reposição. Quando o Banco tem mais de uma transação com derivativos em curso, com a mesma contraparte de derivativo, a exposição "líquida” de ajuste ao mercado representa o valor líquido das exposições positivas e negativas com a mesma contraparte. Se o valor do ajuste ao mercado for negativo, a exposição do Banco à contraparte é considerada nula. A Figura 8 apresenta detalhes sobre a exposição de crédito estimada com relação aos investimentos, de acordo com as classificações de crédito dos emitentes. Em 31 de dezembro de 2010, a exposição de crédito para a carteira de investimentos como um todo totalizava US$ 16,4 bilhões, comparada com US$ 20,0 bilhões em 31 de dezembro de 2009. A qualidade de crédito da carteira de investimentos continua alta, já que 79,0% dos emissores têm a classificação AAA e AA, 11,6% têm a mais alta classificação para curto prazo (A1+), 4,0% têm classificação A, e 5.4% estão classificados abaixo de A/A1+, em comparação com 75,3%, 13,3%, 7,2%, e 4,2%, respectivamente, em 2009. A Figura 9 mostra pormenores da exposição de crédito atual (líquida por contrapartes e após a consideração das garantias) na carteira de swaps, por categoria de nota de classificação de contraparte. Excluindo a garantia, a exposição de crédito dos swaps aumentou de US$ 3,0 bilhões em 31 de dezembro de 2009 pra US$ 4,8 bilhões em 31 de dezembro de 2010. A exposição de swaps de crédito é compensada por garantias (Títulos do Tesouro dos EUA ou disponibilidades) no valor de US$ 4,1 bilhões. A exposição total de swaps sem garantia em 31 de dezembro de 2010 totalizava US$ 0,7 bilhão, comparado com US$ 0,3 bilhão em 2009.

Figura 8: EXPOSIÇÃO DE CRÉDITO DE INVESTIMENTO POR CLASSIFICAÇÃO DE CRÉDITO DO EMITENTE 31 de dezembro de 2010 e 2009

2010

Abaixo de A/A1+ 5,4%

Abaixo de A/A1+ 4,2%

AAA 41,4%

A1+ 11,6%

2009 AAA 52.2%

A1+ 13.3%

A 4,0% AA 37,6%

A AA 7.2% 23.1%

Figura 9: EXPOSIÇÃO DE CRÉDITO EM SWAPS, POR CLASSIFICAÇÃO DE CRÉDITO DA CONTRAPARTE 31 de dezembro de 2010 e 2009

2010

AA 92.4%

2009

A 7.6%

AA 91.4%

A 8.6%

Risco de mercado O Banco enfrenta riscos resultantes das movimentações de mercado, principalmente variações nas taxas de juros e de câmbio, mitigados pela estrutura integrada de gestão de ativos e passivos. Gestão de ativos e passivos: O objetivo da gestão de ativos e passivos é gerir as características de composição de moedas, perfil de vencimentos e sensibilidade às taxas de juros da carteira de captações que dá apoio à liquidez e cada um dos produtos de empréstimo, de acordo com os requisitos específicos daquele produto e dentro dos parâmetros de risco prescritos. O Banco emprega derivativos para gestão de suas exposições de ativos e passivos, alinhando as características de suas dívidas com os ativos que está financiando. Além disso, o Banco


faz uso de derivativos para a gestão do rendimento médio de seu patrimônio ("modified equity duration") dentro de uma banda de política definida. Em 28 de julho de 2010, a Diretoria Executiva aprovou uma nova política de gestão de ativos e passivos. A nova política, entre outras coisas, prevê regras para a gestão ativa do prazo médio do patrimônio e para limitar o agrupamento de resgates dentro de qualquer período de 12 meses. Em dezembro de 2010, havia swaps de gestão de ativos e passivos em carteira, com um valor referencial de US$ 5,5 bilhões, para manter o prazo médio do patrimônio dentro dos limites das políticas do banco. Como parte da nova política de gestão de ativos e passivos, a Diretoria Executiva aprovou a conversão para dólares dos Estados Unidos do patrimônio líquido do Banco em outras moedas. Posteriormente, em 1º de dezembro de 2010, a Diretoria Executiva aprovou a conversão de praticamente todos os ativos em moedas de membros não mutuários do Capital Ordinário sujeitas à manutenção de valor, que estavam investidos na carteira de títulos mantidos até o vencimento. A implantação dessa decisão exigiu a venda ou transferência de títulos da carteira de títulos detidos até o vencimento, o que levou ao encerramento da contabilização dessa carteira ao custo amortizado e ao imediato reconhecimento de ganhos de investimento a realizar. Risco de taxa de juros: O Banco está exposto a duas fontes potenciais de risco de taxa de juros. A primeira é a exposição a alterações na margem líquida entre a taxa auferida sobre os ativos e o custo das captações usadas para financiá-los. A segunda é a exposição a alterações na receita auferida sobre a parcela dos ativos financiada pelo patrimônio. O Banco mitiga sua exposição às alterações líquidas das margens por uma formulação de repasse de custos, calculada em bases reais ou estimadas, incorporada às taxas de juros debitadas, ou por intermédio de hedges de exposições de taxas de juros correlatas. Esses empréstimos com repasse de custos representam aproximadamente 93% da carteira de empréstimos em 31 de dezembro de 2010; os 7% restantes são empréstimos de emergência e do Programa de Liquidez, empréstimos sem contragarantia soberana e empréstimos com taxas fixas. Uma pequena parcela dos empréstimos com repasse de custos (os empréstimos com taxa reajustável) tem algum risco de taxa de juros residual, devido à defasagem de seis meses inerente ao cálculo da taxa de juros sobre os empréstimos. O Banco financia e investe sua liquidez em estruturas de taxas conjugadas, usando restrições às diferenças de prazo médio (duration), de tal modo evitando a exposição excessiva ao risco de taxas de juros. O Banco atenua sua exposição a alterações no resultado induzidas pela gestão do prazo médio de seu patrimônio em uma faixa que vai de quatro a seis anos, usando uma combinação de atribuição de patrimônio para o financiamento de certos ativos (em sua maior parte de taxa fixa) e swaps de taxas de juros especificamente emitidos para esse fim. Conquanto as variações nas taxas de juros, no longo prazo, venham a resultar em variações correspondentes no retorno sobre o patrimônio, o efeito sobre um único exercício é relativamente pequeno, devido ao fato de que o patrimônio financia principalmente ativos de remunerados a taxas fixas e, no caso dos ativos financiados por captações, a maior parte da exposição à taxa de juros é repassada aos mutuários ou protegida por hedge mediante o uso de instrumentos derivativos. Risco de taxa de câmbio: Para minimizar o risco de taxa de câmbio em um ambiente onde são usadas várias moedas, o Banco conjuga as obrigações por captações após os swaps em qualquer moeda com ativos na mesma moeda, de acordo com o que prescreve o Convênio. Além disso, o Banco mantém as moedas dos ativos financiados pelo patrimônio nas mesmas moedas que o próprio patrimônio. A Figura 10 apresenta a composição de moedas em que estão expressos os ativos e passivos do Banco (após os swaps) no fim de 2010 e 2009.


Figura 10: COMPOSIÇÃO DAS MOEDAS DOS ATIVOS E PASSIVOS 31 de dezembro de 2010 e 2009

ATIVOS - 2010 Francos suíços 1%

Francs suíços 1%

Ienes 1% Euros 2%

PASSIVOS - 2010

Ienes 2% Dólares dos EUA 96%

ATIVOS - 2009 Francos suíços 1% Ienes 2%

Euros 3% Dólares dos EUA 94%

Francos suíços 1%

PASSIVOS - 2009

Ienes 2%

Euros 6% Dólares dos EUA 91%

Euros 7%

Dólares dos EUA 90%

Risco de liquidez: O risco de liquidez surge das necessidades gerais de financiamento das atividades do Banco e da gestão de seu ativo e passivo. Inclui o risco de o Banco não conseguir financiar a carteira de ativos com vencimentos e taxas apropriados (risco de financiamento); o risco de não conseguir liquidar uma posição em tempo hábil a um preço razoável (risco de liquidação); e a exacerbação de ambos os riscos resultante de ter uma parcela substancial de uma carteira de ativos ou passivos alocada a um tipo específico de instrumento (risco de concentração). O Banco gere risco de liquidez por meio de sua política de liquidez, política de gestão de ativos e passivos e de seu programa de captações a curto prazo. A política de liquidez do Banco determina uma quantidade mínima de liquidez, projetada para permitir que o Banco possa se eximir de captar fundos durante um determinado período sem deixar de atender as suas obrigações. A política de gestão de ativos e passivos do Banco, além de otimizar a alocação de patrimônio e endividamento para financiar os diversos ativos do Banco, limita os valores de refinanciamento de dívida, dentro de um período dado. Finalmente, dentro do programa de captações a curto prazo, são emitidas notas com deságio, com vencimento inferior a um ano, para a gestão de necessidades de fluxo de caixa. Risco operacional O risco operacional é resultante de processos ou sistemas internos inadequados ou em falha, fatores humanos ou eventos externos que possam causar perdas financeiras ou resultar na incapacidade do Banco para atingir seus objetivos e metas estratégicos. Esses riscos geralmente surgem de eventos que causam rupturas nos negócios, levando a colapsos nos sistemas de informações e desastres naturais, erros ou omissões no processamento de transações e violação de segurança e salvaguardas físicas, incluindo sistemas de informações. Além disso, o risco operacional inclui fraudes e falhas no desempenho, por parte do banco, de suas responsabilidades contratuais, fiduciárias e de agência. Dentro do Banco, estão em vigor políticas e procedimentos que cobrem todos os aspectos significativos do risco operacional. Esses aspectos incluem, acima de tudo, os altos padrões de ética de negócios do Banco e seu sistema estabelecido de controles internos. Esses padrões são suplementados pelo planejamento de recuperação de desastre e para contingência, pela Política de Divulgação de Informações, procedimentos de devida diligência relacionada com a integridade de cliente e projeto, bem como políticas de compras e aquisições. Além disso, o Banco está desenvolvendo uma estrutura para complementar suas práticas atuais e aperfeiçoar a coordenação, avaliação, atenuação e relatório de riscos operacionais em suas diferentes unidades de negócios. Controle interno sobre a preparação de relatórios financeiros: O Banco aplica a Estrutura Integrada de Controle Interno do Comitê das Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway para a preparação de seus relatórios financeiros e estabeleceu um processo anual para que a administração apresente um relatório sobre a eficácia dos controles internos sobre a preparação dos relatórios financeiros e para que os auditores externos avaliem e apresentem um parecer acerca da eficácia dos controles internos sobre a preparação de relatórios financeiros. O


relatório da Administração e o parecer dos auditores externos sobre os controles internos na preparação dos relatórios financeiros de 2010 estão incluídos nas demonstrações contábeis.

DIVULGAÇÕES E INFORMAÇÕES ADICIONAIS Base de apresentação As demonstrações contábeis do Banco são preparadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos, que exigem da Administração estimativas e pressupostos que afetam os valores divulgados (vide Nota B às demonstrações contábeis). Políticas contábeis fundamentais O Banco acredita que algumas das mais significativas políticas contábeis que aplica na apresentação de seus resultados financeiros de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos envolvem um grau de julgamento e complexidade relativamente alto e se relacionam com questões inerentemente incertas. Valor justo dos instrumentos financeiros: O Banco utiliza medidas de valor justo na contabilização da carteira de investimentos de curto prazo, captações escolhidas para a opção de valor justo e todos os derivativos (principalmente swaps cambiais e de taxa de juros) e para as divulgações de instrumentos financeiros. Os valores justos se baseiam em preços cotados pelo mercado, quando disponíveis. Caso contrário, os valores justos são baseados em preços cotados por serviços de precificação externos, se disponíveis, em cotações solicitadas a corretoras ou distribuidoras de valores ou preços derivados de modelos de precificação alternativos, utilizando fluxos de caixa descontados. Os modelos de precificação usam dados de fontes de mercado, tais como curvas de rendimento de taxa de juros, taxas de câmbio e volatilidade de opções. Esses dados podem ter um efeito significativo sobre os valores justos divulgados para os ativos e passivos e as respectivas receitas e despesas. A Administração acredita que as medidas de valor justo sejam razoáveis, dados os processos utilizados para obter e priorizar dados observáveis (isto é, preços e parâmetros externos) bem como a aplicação uniforme dessa abordagem em períodos sucessivos. O componente de juros das alterações no valor justo dos títulos de curto prazo e respectivos derivativos é refletido em Receita (despesa) de investimento, na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. As outras alterações no valor justo desses títulos são apresentadas em Receita (despesa) de investimento – receita (despesa) líquida. O componente de juros das variações no valor justo das captações e dos derivativos de empréstimos, captações e prazo médio de patrimônio é contabilizado como Despesas de captação, Receita de empréstimos e Outras receitas de juros, respectivamente. As alterações no valor justo desses instrumentos são registradas em Ajustes ao valor justo líquido das carteiras de curto prazo. Veja a Nota R às demonstrações contábeis. Provisões para perdas com empréstimos e garantias: O Banco mantém provisões para perdas com sua carteira de empréstimos e garantias em níveis que a Administração acredita adequados para absorver as perdas estimadas inerentes à carteira como um todo na data do encerramento do exercício. O estabelecimento do nível dessas provisões requer um grau de julgamento significativo. O uso de diferentes estimativas ou pressupostos e alterações em fatores externos podem produzir níveis de provisões relevantemente diferentes. Em razão da natureza dos mutuários e garantidores, a expectativa do Banco é que todos os empréstimos com contragarantia soberana sejam liquidados. Sendo assim, o nível das provisões para garantias e devedores duvidosos é relativamente baixo e principalmente relacionado com a carteira de garantias e empréstimos sem contragarantia soberana e garantias. Benefícios de pensões e outros benefícios pós-aposentadoria: O Banco participa, juntamente com a CII, de planos de pensão e benefícios pós-aposentadoria que cobrem praticamente todos os seus funcionários. Todos os custos, ativos e passivos associados aos planos são distribuídos entre o Banco e a CII, com base na participação de seus respectivos funcionários nos planos. Os custos alocados ao Banco são posteriormente distribuídos entre o Capital Ordinário e o FOE, com base em fórmulas de alocação de custos aprovadas pela Diretoria Executiva oi Assembleia de Governadores. As premissas atuariais aplicadas na determinação das obrigações por benefícios projetadas e da posição de financiamento associada a esses planos baseiam-se nas taxas de juros vigentes no mercado financeiro, na experiência e nas melhores estimativas feitas pela Administração quanto às alterações nos benefícios futuros e nas condições econômicas. Para mais pormenores, consulte a Nota S às demonstrações contábeis. Auditores externos Informações gerais: Os auditores externos são nomeados pela Assembleia de Governadores, de acordo com um processo de concorrência. Em 2002, a Ernst & Young LLP (E&Y) foi nomeada auditora externa. Conforme o acordo entre o Banco e a E&Y, as partes anualmente prorrogaram a nomeação daquela empresa até 2006. Em 2007, a E&Y foi a vencedora em um novo processo licitatório e foi nomeada auditora externa do Banco por um segundo período de cinco anos a encerrar-se em 2011. Os honorários contratados para os serviços de auditoria prestados ao Banco pela E&Y em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis e controles internos de 2010 totalizaram US$ 1.272.000. Além disso, durante 2010 a E&Y recebeu US$ 133.000 por serviços relacionados com emissão de obrigações. A E&Y também presta serviços de auditoria a fundos fiduciários administrados pelo Banco e aos planos de aposentadoria do pessoal do Banco, com honorários de US$ 406.000 para 2010. Independência dos auditores externos: O Comitê de Auditoria é responsável por, entre outras coisas, assistir a Diretoria Executiva na supervisão da função de auditoria externa, incluindo a garantia da independência dos auditores externos. Nesse sentido, o Comitê de Auditoria orienta-se pelos seguintes princípios fundamentais:


• • • • • •

O plano de trabalho dos auditores externos, incluindo serviços de auditoria e correlatos, deve ser aprovado pela Diretoria Executiva, com base em recomendação feita pelo Comitê de Auditoria. Quaisquer outros serviços a serem prestados pelos auditores externos em base excepcional podem ser contratados pela Administração de acordo com certos critérios estabelecidos pelo Comitê De Auditoria. Os sócios encarregados do serviço e os revisores devem sofrer rotação, pelo menos a cada cinco anos. O desempenho dos auditores externos é avaliado anualmente. A independência dos auditores externos será confirmada anualmente pelo Comitê de Auditoria. Os auditores externos têm pleno acesso ao Comitê de Auditoria e à Diretoria Executiva.


CAPITAL ORDINÁRIO As demonstrações contábeis do Capital Ordinário do Banco Interamericano de Desenvolvimento foram traduzidas para o português dos textos em inglês. As demonstrações contábeis em inglês e espanhol foram examinadas por auditores independentes do Banco. O relatório dos auditores sobre o exame efetuado e o seu parecer encontram-se nas versões em inglês e espanhol do Relatório Anual.


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO BALANÇO PATRIMONIAL Em milhões de dólares dos Estados Unidos 31 de dezembro 2010 ATIVO Caixa e investimentos Caixa — Notas C e W.............................................................. Investimentos — Notas D, K, L e W....................................... Carteira de curto prazo — Anexo I-1................................... Mantidos até o vencimento……………………………….. Saldo de empréstimos — Notas E, T e W, Anexos I-2 e I-3... Provisão para créditos de liquidação duvidosa........................ Juros e outros encargos acumulados Sobre investimentos………………………………………… Sobre empréstimos…………………………………………. Sobre swaps, líquido……………………………………….. Valores a receber de países membros — Nota G Obrigações não negociáveis e não remuneradas: Obrigações à demanda……………………………………. Notas a prazo......................................................................... Valores necessários para a manutenção de valor de ativos monetários………………………………………. Swaps cambiais e de taxa de juros — Notas K, L e W Investimentos — curto prazo — Anexo I-1............................. Empréstimos…………………………………………………. Captações — Anexo I-4…………………………………….. Outros ativos Ativos de benefícios pós-aposentadoria — Nota S................. Valor a receber sobre venda de títulos para investimento..... Imobilizado, líquido — Nota H…………………………….. Outros....................................................................................... Total do ativo…………………………………………….. PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Passivo Captações — Notas I, J, L e W, Anexo I-4 Curto prazo............................................................................ Médio e longo prazo: Medidas ao valor justo....................................................... Medidas ao custo amortizado............................................. Swaps cambiais e de taxa de juros — Notas K, L e W Investimentos — curto prazo — Anexo I-1........................... Empréstimos........................................................................... Captações — Anexo I-4......................................................... Outros .................................................................................... Valor a pagar sobre compra de títulos para investimento e garantias recebidas em numerário…………………………. Passivos de benefícios pós-aposentadoria — Nota S.............. Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID........... Valores a pagar para a manutenção de valor de ativos monetários — Nota G............................................ Juros acumulados sobre captações………………………….. Contas a pagar e despesas acumuladas.................................... Total do passivo…………………………………………… Patrimônio liquid Capital — Nota O, Anexos I-5 e I-6 Subscrito 8.702.335 ações………………………………... Menos parcela exigível…………………………………… Capital integralizado…………………………………… Lucros retidos — Nota P…………………………………….. Outros resultados abrangentes acumulados — Nota Q.......... Total do passivo e patrimônio líquido................................

$

2009

$

242 16.356 — 63.007 (145) 38 480 347

242

62.862

16.304 3.810 58.049 (116)

865

64 496 335

$16.598

7 38 5.887 163 48 324 47

54

401

5.932

248 3.647

3.895

582

173 306 47

526 $84.006

$ 1.908

30 52.846 10.077 55 693 808 72

104.980 (100.641) 4.339 15.771 850

895

378

$87.217

$

57.933

95 252

90 236 52

$20.356

$62.953

45.493 12.906

$60.307

1.628

11 171 1.037 -

1.219

13 74 72

141 68 -

535 555 427 66.257

556 622 419 63.332

20.960 $87.217

104.980 (100.641) 4.339 15.441 894

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis.

20.674 $84.006


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO E LUCROS RETIDOS Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 Lucro (prejuízo) Empréstimos Juros, depois dos swaps — Notas E e K..................... Outras receitas de empréstimos……………………..

$ 1.764 66 1.830

$ 1.934 68 2.002

$ 2.301 54 2.355

Investimentos — Nota K Juros............................................................................... Ganhos (perdas) líquidos……………………………..

178 446

303 528

632 (1.605)

Outras receitas de juros — Nota K................................... Outras................................................................................ Receitas totais………………………………………….

7 21 2.482

 15 2.848

 11 1.393

523 27  550

929 24 (2) 951

1.740 28 (4) 1.764

24 573 83 1.230

(21) 530 94 1.554

93 439 69 2.365

1.252

1.294

(972)

(850)

(500)

950

(72) 330 15.441  $15.771

 794 14.647  $15.441

Despesas Despesas de captação Juros, depois dos swaps — Notas I, J, K e L............. Custos de captação………………………………… Custos (receita) de recompra de dívida...................... Provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias — Nota F.................................................... Despesas administrativas — Nota B…………………… Programas especiais.......................................................... Despesas totais………………………………………… Lucro (prejuízo) antes dos ajustes líquidos de valor justo realizados nas carteiras exceto as de curto prazo e transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores........................................................... Ajustes líquidos de valor justo realizados nas carteiras exceto as de curto prazo — Notas I, J, K e R.............. Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores — Nota N............................................... Lucro (prejuízo) líquido………………………….……. Lucros retidos, início do exercício.................................. Efeito cumulativo da opção de valor justo.................... Lucros retidos, encerramento do exercício...................

 (22) 14.576 93 $14.647

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE Em milhões de dólares dos Estados Unidos

Lucro (prejuízo) líquido………………………………. Outros lucros (prejuízos) abrangentes — Nota Q....... Ajustes de tradução…………………………………... Reconhecimento de variações em Ativos e passivos de benefícios pós-aposentadoria — Nota S............... Reclassificação como resultado — hedges de fluxo de caixa........................................................................ Total dos outros lucros (prejuízos) abrangentes...... Lucro (prejuízo) abrangente…………………………

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $ 794 $ (22) $330

(25)

(72)

396

(19)

506

(1.371)

2

(4)

(44) $286

436 $1.230

(979) $(1.001)

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis.


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 Fluxos de caixa gerados por atividades de empréstimo e investimento Empréstimos: Desembolsos de empréstimos (líquidos de participações)............ Liquidações de empréstimos (líquidos de participações).............. Caixa líquido aplicado em atividades de empréstimo....................... Compras brutas de investimentos mantidos até o vencimento......... Recursos brutos gerados pelo vencimento ou a venda de investimentos mantidos até o vencimento..................................... Aquisição de imobilizado………………………………………….. Outros ativos e passivos……………………………………………. Caixa líquido aplicado em atividades de empréstimo e investimento

$(10.341) 5.598 (4.743) (4.409)

$(11.424) 4.542 (6.882) (4.232)

$(7.149) 4.740 (2.409) (3.287)

7.373 (33) (30) (1.842)

4.253 (21) (8) (6.890)

3.299 (22) (4) (2.423)

11.726 (9.998)

16.181 (6.086)

10.793 (8.321)

469 (2.349) 12 30 (110)

2.571 (3.752) 1 3 8.918

11.588 (10.707)  5 3.358

(31.865)

(33.542)

(14.210)

32.691 1.864 (373) 251 21 (574) (55) 1.960

30.475 2.152 (1.009) 305 15 (446) (38) (2.088)

12.259 2.412 (1.415) 568 11 (431) (20) (826)

(8)  242 242

1 (59) 301 242

(8) 101 200 301

Fluxos de caixa gerados por atividades de financiamento Captações de médio e longo prazo: Recursos gerados por emissões de títulos....................................... Amortizações................................................................................... Captações de curto prazo: Recursos gerados por emissões de títulos........................................ Amortizações................................................................................... Garantias recebidas em numerário………………………………….. Valores recebidos de países membros.................................................. Caixa líquido gerado por (aplicado em) atividades de financiamento Fluxos de caixa gerados por atividades operacionais Compras brutas de investimentos de curto prazo.................................. Recursos brutos gerados pela venda ou o vencimento de investimentos de curto prazo......................................................... Receita de operações de crédito, após os swaps.................................... Juros e outros encargos sobre captações, após os swaps....................... Receita de investimentos……………………………………………… Outras receitas………………………………………………………… Despesas administrativas……………………………………………… Programas especiais…………………………………………………… Caixa líquido gerado por (aplicado em) atividades operacionais.......... Efeito de flutuações de taxas de câmbio sobre o saldo de caixa.......... Aumento (redução) no saldo de caixa, líquido....................................... Caixa, início do exercício......................................................................... Caixa, encerramento do exercício……………………………………...

$

$

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis.

$


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Nota A – Origem O Banco Interamericano de Desenvolvimento (Banco) é uma organização internacional, constituída em dezembro de 1959. Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe, principalmente através de empréstimos e assistência técnica correlata para projetos específicos e para programas de reforma econômica. As principais atividades do Banco são conduzidas pelo Capital Ordinário, que é suplementado pelo Fundo para Operações Especiais (FOE), pelo Mecanismo de Financiamento Intermediário (MFI) e pelo Fundo Não Reembolsável do BID (GRF). O FOE foi instituído com o objetivo de conceder empréstimos em termos altamente privilegiados nos países membros do Banco menos desenvolvidos. O objetivo do MFI é subsidiar parte dos pagamentos de juros sobre os empréstimos concedidos pelo Capital Ordinário até 31 de dezembro de 2006. O GRF foi instituído em 2007 com a finalidade de fazer doações adequadas para enfrentar circunstâncias especiais em certos países (atualmente apenas o Haiti) ou de certos projetos. Nota B – Resumo das principais práticas contábeis As demonstrações contábeis são preparadas de acordo com os princípios contábeis vigentes nos Estados Unidos. A preparação de tais demonstrações contábeis de acordo com princípios contábeis geralmente aceitos exige da administração estimativas e pressupostos que afetam os valores divulgados dos ativos e passivos, a divulgação dos ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis e os valores divulgados de receitas e despesas durante o exercício. Os resultados finais podem diferir dessas estimativas. Foram feitos julgamentos significativos na avaliação de certos instrumentos financeiros, na determinação da adequação das provisões para perdas com empréstimos e garantias, na determinação de obrigações projetadas por benefícios dos planos de pensões e benefícios pós-aposentadoria, no valor justo dos ativos dos planos e na posição de financiamento e custo líquido de benefícios periódicos associados a esses planos. Certos valores apresentados no Balanço Patrimonial de 2009 foram reclassificados para que se conformem com a apresentação de 2010. Novos pronunciamentos sobre contabilidade Durante 2009, a Comissão de Normas de Contabilidade Financeira (―FASB‖, na abreviatura em inglês) publicou a Atualização da Norma Contábil (―ASU‖, na abreviatura em inglês) Nº 2009-16, ―Transferência e Serviço (Tópico 860) — Contabilização de transferências de ativos financeiros‖. A ASU Nº 2009-16 emendou a norma sobre Transferência e Serviço (FASB ASC 860), com o objetivo de aumentar a relevância e comparabilidade das informações prestadas pela entidade em suas demonstrações contábeis sobre transferências de ativos financeiros; os efeitos de uma transferência sobre sua posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa; e a eventual continuação do envolvimento do cedente com os ativos financeiros cedidos. A ASU Nº 2009-16 vigorou para o Banco para os períodos de relatório anual e intermediário após 1º de janeiro de 2010 e não teve impacto relevante sobre a posição financeira do Banco nem nos resultados de suas operações. Também em 2009, o FASB publicou a ASU Nº 2009-17 ―Consolidações (Tópico 810) – Aperfeiçoamentos nos relatórios financeiros de empreendimentos envolvidos com entidades de participação acionária variável‖. A ASU Nº 2009-17 alterou significativamente os critérios para determinar se é necessária a consolidação de uma entidade de participação societária variável. Também abordou o efeito das alterações exigidas pela ASU Nº 2009-16 sobre a norma a respeito de Consolidação (FASB ASC 810-10-15-12) e as preocupações com a possibilidade de as divulgações e contabilizações sob a norma de Consolidação nem sempre prestarem informações úteis e em tempo hábil sobre o envolvimento de uma entidade com entidade de participação societária variável. A ASU Nº 2009-17 vigorou para o Banco para os períodos de relatório anual e intermediário após 1º de janeiro de 2010. O Banco fez uma avaliação e identificou empréstimos e garantias para entidades de participação societária variável. As novas divulgações aplicáveis foram incorporadas à Nota T – ―Entidades com participação societária variável‖. Em janeiro de 2010, o FASB publicou a ASU Nº 2010 - 06 ―Melhoramentos nas divulgações sobre medições ao valor justo‖. Esta atualização melhora as exigências de divulgação relacionadas com as Medições e divulgações de valor justo, por exigir a divulgação separada de transferências de e para os Níveis 1 e 2, bem como uma descrição dos motivos dessas transferências e divulgação bruta de compras, vendas, emissões e liquidações na conciliação de medições ao valor justo, usando dados não observáveis significativos (Nível 3). Além disso, a ASU Nº 2010 - 06 esclarece as exigências das divulgações de medições ao valor justo para cada classe, em vez de para as principais categorias de ativos e passivos e as exigências da divulgação das técnicas de avaliação e dados significativos empregados para medir o valor justo tanto para as medições de valor justo recorrentes como para as não recorrentes, quer classificadas como Nível 2 ou Nível 3. As novas divulgações e esclarecimentos das divulgações existentes vigoraram para o Banco para os relatórios dos períodos intermediários e anuais iniciados em 2010, exceto para divulgações a respeito de compras, vendas, emissões e liquidações na conciliação de atividades nas medições de valor justo de Nível 3, que vigoram para os períodos iniciados em 2011. As novas divulgações aplicáveis foram incorporadas à Nota L – ―Medições ao valor justo‖. Em julho de 2010, o FASB publicou a ASU Nº 2010-20 ―Divulgações sobre a qualidade de crédito de recebíveis por financiamentos e provisão para perdas com créditos‖. Essa atualização melhora as exigências de divulgação relacionadas com recebíveis e delineia as divulgações específicas necessárias para a provisão para perdas com créditos e todos os recebíveis por financiamentos. As novas diretrizes exigem que a entidade faça divulgações desagregadas, tais como: uma planilha antecipada prevendo a evolução da provisão para perdas com créditos e respectivo saldo dos recebíveis por financiamentos; a qualidade de crédito da carteira de recebíveis; a classificação por datas de vencimento dos recebíveis


em mora, a natureza e extensão das reestruturações de dívidas problemáticas ocorridas e seu impacto sobre a provisão para perdas com crédito; recebíveis por financiamento em regime de caixa e recebíveis prejudicados (―impaired‖), entre outros. As novas divulgações aplicáveis foram incorporadas à Nota E – ―Saldo de empréstimos e garantias‖ e Nota F – ―Riscos de crédito da carteira de empréstimos‖. Contabilização de valores expressos em moeda estrangeira As demonstrações contábeis do Banco são expressas em dólares dos Estados Unidos. Entretanto, o Banco conduz suas operações nas moedas de todos os seus membros, que, em tais circunstâncias, são consideradas funcionais. Os recursos do Capital Ordinário são derivados de capital, captações e resultados acumulados nessas diversas moedas. Os ativos e passivos expressos em moedas funcionais são traduzidos para dólares dos Estados Unidos a taxas de câmbio praticadas pelo mercado nas datas do Balanço Patrimonial. Com exceção dos ativos monetários derivados da integralização de capital social, que contam com manutenção de valor, como descrito abaixo, os ajustes líquidos resultantes da tradução de valores de moedas funcionais1 são debitados ou creditados a Ajustes de tradução e apresentados como componente separado de Outros resultados abrangentes na Demonstração do Resultado Abrangente. Os ganhos e perdas de tradução com captações de moedas não funcionais são registrados como Ajustes líquidos de valor justo de carteiras de longo prazo na Demonstração do Resultado e Lucros retidos. As receitas e despesas são traduzidas às taxas praticadas pelo mercado durante cada mês. Avaliação do capital O Convênio Constitutivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Convênio) estipula que o capital seja expresso em termos de dólares dos Estados Unidos, com peso e título de 1º de janeiro de 1959. A Segunda Emenda ao Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional eliminou as paridades ouro entre as moedas a partir de 1º de abril de 1978. Consequentemente, a Assessoria Jurídica do Banco deu parecer no sentido de que os Direitos Especiais de Saque (DES) tinham se tornado os sucessores do dólar dos Estados Unidos de 1959 como padrão de valor para o capital do Banco e para fins de manutenção de valor dos ativos monetários mantidos pelo Banco. O DES tem um valor igual à soma dos valores de montantes específicos de moedas determinadas, incluindo o dólar dos Estados Unidos. Enquanto não for tomada uma decisão pelos órgãos que governam o Banco e de acordo com o parecer da Assessoria Jurídica, o Banco continuará a prática de usar como base de avaliação o dólar dos Estados Unidos de 1959, como avaliado em termos de 1º de julho de 1974, o qual equivale a aproximadamente 1.2063 dólares dos Estados Unidos atuais. Manutenção de valor (MV) De acordo com o Convênio, cada membro obriga-se a manter o valor dos ativos do Capital Ordinário mantidos em sua moeda, exceto quanto à parcela derivada de captações. Da mesma forma, o Banco obriga-se a restituir a cada membro um valor em sua própria moeda equivalente a qualquer aumento significativo no valor denominado na moeda desse membro, exceto quanto à parcela derivada de captações. O padrão de valor para esses fins é o dólar dos Estados Unidos, com o título e peso em vigor em 1º de janeiro de 1959. O valor relacionado com a MV para recursos em moedas de países membros que não tomaram empréstimos do Banco é apresentado como ativo ou passivo no Balanço Patrimonial, incluído em Valores necessários/a pagar para a manutenção de valor de ativos monetários. Em dezembro de 2010, o Banco converteu praticamente todos os ativos monetários de membros não mutuários sujeitos a MV em dólares dos Estados Unidos da América. Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores De acordo com o Convênio, a Assembleia de Governadores pode exercer sua autoridade para aprovar transferências de resultados do Capital Ordinário para o FOE ou outras contas administradas pelo Banco. Essas transferências, conhecidas como Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores‖ são demonstradas como despesas, quando incorridas, na aprovação. Lucros retidos Os lucros retidos incluem a reserva geral e a reserva especial. A reserva geral consiste em resultados de exercícios anteriores, retidos para fazer face a possíveis excessos anuais de despesas sobre receita. A reserva especial consiste em comissões sobre empréstimos reservadas, de acordo com o Convênio, as quais são mantidas em forma de investimentos. Esses investimentos podem ser usados exclusivamente para cobrir as obrigações do Banco por captações e garantias em caso de inadimplência com relação a empréstimos que o Banco tenha concedido, dos quais participe ou os quais garanta com recursos do Capital Ordinário. A alocação dessas comissões à reserva especial cessou em 1998 e não estão sendo feitas novas adições. Investimentos Os investimentos em títulos são classificados de acordo com as intenções da Administração na data de aquisição e são registrados na data da operação. Em 31 de dezembro de 2010, todos os títulos e respectivos instrumentos derivativos (em sua maior parte swaps de taxa de juros e cambiais) eram mantidos na carteira de curto prazo, contabilizados e apresentados ao valor justo, e as alterações no valor justo são refletidas em Receita de investimentos na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. Até dezembro de 2010, os títulos que a Administração tinha a intenção e capacidade de manter até o vencimento, eram incluídos na carteira de títulos para manutenção até o vencimento e demonstrados ao custo amortizado. 1 As referências a contas e títulos nas demonstrações contábeis são identificadas pelo nome da conta ou título, começando com inicial maiúscula, sempre que aparecerem nas notas às demonstrações contábeis.


Empréstimos O BID concede empréstimos aos países membros em desenvolvimento, a órgãos ou divisões políticas desses países e a empresas privadas que estejam realizando projetos em seus territórios. No caso de empréstimos com contragarantia soberana a mutuários que não sejam governos nacionais ou bancos centrais, o Banco segue a política de exigir uma garantia solidária plena do governo. Empréstimos sem contragarantia soberana e as garantias não soberanas também são concedidos a entidades do setor privado ou a entidades subgovernamentais (―entidades qualificadas‖), com base nos preços vigentes no mercado, e a outras instituições de desenvolvimento. Os custos diretos incrementais associados à colocação de empréstimos são debitados ao resultado quando incorridos, por serem considerados irrelevantes. Os encargos iniciais sobre empréstimos de emergência e empréstimos do Programa de Liquidez são diferidos e amortizados durante os quatro primeiros anos do prazo do empréstimo, usando o método retilinear, que dá resultados semelhantes ao dos juros efetivos. O resultado dos empréstimos é reconhecido em regime de competência. O Banco considera um empréstimo em mora quando as amortizações do principal ou pagamentos de juros não tiverem sido recebidos na dada de vencimento especificada no contrato. É política do Banco contabilizar pelo regime de caixa todos os empréstimos concedidos a um país membro ou por ele garantidos, se as amortizações do principal ou os pagamentos de juros e outros encargos relacionados com esse empréstimo estiverem em mora há mais de 180 dias. Além disso, quando um empréstimo concedido a qualquer país membro com recursos do FOE ou de certos outros fundos de titularidade do Banco ou sob sua gestão for colocado em regime de caixa, todos os empréstimos do Capital Ordinário concedidos a esse governo, ou garantidos por ele, também serão colocados em regime de caixa. Na data em que é suspensa a contabilização de juros sobre os empréstimos a um país-membro, o saldo de juros a pagar e outros encargos acumulados sobre os empréstimos concedidos a esse membro são debitados ao resultado do período. Os juros e outros encargos sobre empréstimos contabilizados em regime de caixa são refletidos no resultado somente quando os respectivos pagamentos forem de fato recebidos pelo Banco. Na data em que um país membro paga o total dos valores vencidos, recomeça a contabilização de juros, o país readquire a qualificação para novos empréstimos e todos os encargos vencidos (inclusive os dos exercícios anteriores) são reconhecidos como receita de empréstimos no período corrente. No caso de empréstimos sem contragarantia soberana, a política geral do Banco é contabilizar pelo regime de caixa todos os empréstimos a um mesmo devedor quando os pagamentos de juros e outros encargos relacionados com esse empréstimo estiverem em mora superior a 90 dias, ou antes, quando a administração tiver dúvidas sobre a possibilidade de recebimento. Desse momento em diante, as receitas são contabilizadas em regime de caixa até que o serviço seja regularizado e a Administração não tenha mais dúvidas sobre o recebimento futuro dos valores envolvidos. Se o risco de inadimplência for considerado particularmente alto no momento da regularização das moras, a contabilização dos empréstimos concedidos ao mutuário não voltará automaticamente ao regime de competência. O Banco considera prejudicado um empréstimo sem contragarantia soberana quando, com base em informações e eventos atuais, parecer provável que o Banco não tenha condições de receber todos os valores previstos pelo contrato de empréstimo original. São constituídas provisões específicas para as perdas relacionadas com empréstimos prejudicados, de acordo com critérios de gestão baseados na opinião da Administração sobre o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados, descontados à taxa de juros efetiva do empréstimo, ou com base no valor justo das garantias. Os empréstimos são divididos em duas carteiras principais: empréstimos com contragarantia soberana e sem contragarantia soberana, que são usados para o fim de determinar a provisão para créditos de liquidação duvidosa. No caso da carteira com contragarantia soberana, o Banco não reescalona e jamais teve de baixar qualquer empréstimo do Capital Ordinário. Além disso, em razão da natureza dos mutuários, a expectativa do Banco é que todos os empréstimos com contragarantia soberana sejam liquidados. Portanto, o Banco determina a natureza e extensão de sua exposição ao risco de crédito considerando a classificação de crédito de longo prazo atribuída a cada país mutuário pelas agência classificadoras (geralmente a Standard & Poor’s), ajustada pelas probabilidades de inadimplência perante o banco. Para a carteira sem contragarantia soberana, o Banco exerce a gestão e efetua a medição do risco de crédito usando um sistema interno de classificação de risco de crédito que leva em consideração três dimensões para refletir o risco do mutuário, o risco do título ou características da transação associada e o risco relacionado com o país, as quais, combinadas, produzem uma classificação final que reflete as perdas esperadas associadas com a transação. Estimase que a classificação de crédito final reflita a escala de classificação de crédito da S&Ps e/ou Moody's ou uma média das duas. O Banco periodicamente examina a viabilidade do recebimento de empréstimos e, se for o caso, debita ao resultado uma provisão para perdas com empréstimos, de acordo com sua determinação do risco de recebimento das carteiras de empréstimos com e sem contragarantia soberana. Essas análises consideram o risco de crédito para cada carteira, de acordo com a definição acima, assim como o potencial de perda resultante da mora na amortização programada. São contabilizadas baixas parciais ou totais sempre que uma perda seja ―realizada‖ por um acordo. liquidação falimentar ou quando o banco tiver determinado, com grau razoável de certeza, que o valor relevante não será recebido. Garantias O Banco pode prestar garantias de risco político e garantias de crédito parciais, sem contragarantia soberana dentro dos limites estabelecidos para tais operações ou com contragarantia soberana de um país membro. Como parte das atividades de empréstimo sem contragarantia soberana, o Banco prestou garantias de risco político e garantias de crédito parciais, concebidas para encorajar investimentos em projetos de infraestrutura, desenvolvimento dos mercados de capitais locais e financiamento ao comércio


exterior. As garantias de riscos políticos e garantias de crédito parciais podem ser oferecidas separadamente ou em conjunto com um empréstimo do Banco. As garantias de risco político cobrem eventos de risco específicos relacionados com fatores não comerciais, como a conversibilidade de moeda, a transferibilidade de moeda para fora do país hospedeiro e a inadimplência governamental. As garantias de crédito parciais cobrem riscos de pagamento de dívidas ou transações de financiamento ao comércio exterior. O Banco também presta garantias de crédito totais para transações de financiamento de comércio sob o Programa de Facilitação do Financiamento do Comércio (PFFC). Os termos de todas as garantias são estabelecidos especificamente nos respectivos contratos e estão vinculados principalmente a um projeto, aos termos de emissões de instrumentos de dívida ou a transações de financiamento ao comércio exterior. Conforme o caso, dependendo dos riscos cobertos e da natureza de cada projeto, o Banco pode ressegurar certas garantias para reduzir sua exposição. As taxas de garantia, líquidas de prêmios de resseguro, são debitadas e reconhecidas como resultado durante a vigência da garantia. As garantias entram em vigor no momento em que o mutuário incorre na obrigação financeira subjacente e são exigidas quando a parte garantida exige pagamento sob os termos da garantia. O valor da garantia em vigor representa o máximo risco potencial no caso de os pagamentos garantidos para essas entidades não serem efetuados. O passivo contingente relacionado com as prováveis perdas relativas às garantias prestadas é refletido em Contas a pagar e despesas acumuladas. O Banco efetua a gestão e medição do risco de crédito sobre garantias sem contragarantia soberana usando o sistema interno de classificação de risco de crédito usado para operações sem contragarantia soberana, como descrito no item Empréstimos, acima. Valores a receber de países membros Os valores a receber de países membros incluem obrigações à demanda, não negociáveis e não remuneradas, aceitas em lugar do pagamento imediato total ou parcial das cotas de contribuição de um membro; notas a prazo, não negociáveis e não remuneradas, recebidas como pagamento de obrigações de Manutenção de Valor, e outras obrigações de Manutenção de Valor. Imobilizado O Imobilizado é contabilizado ao custo. As benfeitorias de valor significativo são capitalizadas, enquanto substituições, manutenção e reparos de rotina são debitados ao resultado do exercício. A depreciação é computada pelo método retilinear de acordo com a estimativa de vida útil dos respectivos ativos (30 a 40 anos para os edificações, 10 anos para as melhorias nas edificações e software capitalizado e 5 a 15 anos para equipamentos). Captações Para assegurar a disponibilidade de fundos para operações de crédito e manutenção de liquidez, o Banco capta recursos nos mercados de capitais internacionais, oferecendo títulos de sua emissão a investidores públicos e privados. O Banco também emite instrumentos de dívida denominados em várias moedas, com diversos vencimentos, formatos e estruturas. Emite também notas com deságio, para gestão de liquidez de curto prazo. Um número substancial de captações, em sua maior parte ativos remunerados a taxas de juros variáveis, é apresentado ao seu valor justo no Balanço Patrimonial. O componente de juros das variações no valor justo das captações é apresentado nas Despesas de captação durante a vigência do contrato de captação. As alterações no valor justo desses instrumentos são registradas no Ajustes ao valor justo líquidos das carteiras de curto prazo na Demonstração do Resultado e Lucros retidos. Certas captações são apresentadas ao seu valor nominal (valor de face), ajustado para refletir os eventuais ajustes ao valor justo ágios ou descontos a amortizar. A amortização desses itens é calculada usando uma metodologia que se aproxima do método de juros efetivos, e é refletida em Ajustes ao valor justo líquidos de carteiras de curto prazo e Juros, sob Despesas de captação, respectivamente, na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. O custo de emissão das captações contabilizadas pelo seu valor justo é debitado do resultado na emissão, ao passo que o custo de emissão das captações contabilizadas pelo custo amortizado é diferido e amortizado pelo método retilinear (que se aproxima do método dos juros efetivos) durante a vida do respectivo título de dívida. O saldo a amortizar dos custos de emissão de captações é incluído em Diversos sob Outros ativos no Balanço Patrimonial e os valores debitados ao resultado ou amortizados são refletidos em Custos de emissão de captações em Despesas de captação na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. As despesas de juros sobre captações são reconhecidas pelo regime de competência de exercícios, líquidas do componente de juros dos derivativos de captação, calculadas de maneira que se aproxima do método do rendimento efetivo, na emissão das captações, e são incluídas em Despesas de captação na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. Derivativos Como parte de sua gestão de ativos e passivos, o Banco usa derivativos, na sua maior parte swaps cambiais e de taxas de juros, em suas operações de investimento, empréstimo e captação. Esses derivativos modificam as características de taxas de juros ou de câmbio das operações, para produzir o tipo de taxa de câmbio ou de juros desejado. Além disso, o Banco usa swaps de gestão de ativos e passivos para manter os prazos médios do patrimônio dentro dos limites impostos pelas políticas. Todos os derivativos são reconhecidos no Balanço Patrimonial ao seu valor justo e classificados como ativos ou passivos, conforme a natureza (devedora ou credora) de seu valor justo líquido.


O componente de juros das alterações no valor justo de investimentos, empréstimos, captações e derivativos de prazo médio de ações é registrado em Receita (despesa) de investimentos – Juros; Receita de empréstimos – Juros, após swaps; Despesas de captação – Juros, após swaps; e Outras receitas de juros, respectivamente, durante a vida do contrato de derivativo, e as alterações remanescentes no valor justo são incluídas em Receita (despesa) de investimentos – Ganhos (perdas) para derivativos de investimento e Ajustes líquidos de valor justo em carteiras de longo prazo, para os instrumentos derivativos de prazo médio de ações, captações e empréstimos. O Banco ocasionalmente emite instrumentos de dívida com derivativos embutidos. Esses títulos são alocados ao financiamento de ativos remunerados a taxas variáveis e contabilizados pelo seu valor justo. Despesas administrativas Como parte do realinhamento de suas operações, o Banco incorreu em despesas no valor de US$ 1 milhão durante 2010 (2009 – US$ 11 milhões; 2008 – US$ 5 milhões), que foram incluídos em Despesas administrativas, na Demonstração do Resultado e Lucros retidos. Todas as Despesas administrativas do Banco, excluindo as despesas de realinhamento (que são totalmente absorvidas pelo Capital Ordinário), são distribuídas entre o Capital Ordinário e o FOE, de acordo com fórmulas de alocação aprovadas pela Diretoria Executiva ou Assembleia de Governadores. Durante 2010, as proporções efetivas de alocação de despesas administrativas foram de 98.0% para o Capital Ordinário e 2.0% para o FOE (2009 – 97.7% e 2.3%, 2008 – 87.3% e 12.7%). Programas especiais Os programas especiais financiam auxílio a fundo perdido e para recuperação contingente aos países membros mutuários. Os projetos individuais participantes desses programas são contabilizados como Despesas com programas especiais no momento da aprovação. Os cancelamentos de saldos não desembolsados e as recuperações de financiamentos de recuperação contingente são compensados contra Despesas com programas especiais no período em que ocorrerem. Impostos O Banco, seus bens, outros ativos, resultados e as operações e transações executadas de acordo com o Convênio são imunes a toda tributação e todos os direitos aduaneiros nos seus países membros. Planos de pensão e pós-aposentadoria A posição de financiamento dos planos de benefício do Banco é reconhecida no Balanço Patrimonial. A posição de financiamento é medida como a diferença entre o valor justo dos ativos do plano e das obrigações por benefícios em 31 de dezembro, a data da medição. Os planos de benefícios sobrefinanciados, nos casos em que o valor justo dos ativos do plano excede o das obrigações por benefícios, são agregados e registrados como Ativos por planos de benefícios, ao passo que os planos de benefícios subfinanciados, nos quais as obrigações por benefícios excedem o valor justo dos ativos dos planos, são agregados e registrados como Passivos por planos de benefícios. Os ganhos e perdas atuariais líquidos e custos de serviços anteriores que não forem reconhecidos como componentes do custo líquido de benefícios periódicos, no momento em que surgirem, serão reconhecidos como componentes de Outras receitas (despesas) abrangentes na Demonstração do resultado abrangente. Esses ganhos e perdas atuariais líquidos e custos de serviços anteriores são posteriormente reconhecidos como componente do custo líquido de benefícios periódicos, segundo as disposições referentes a reconhecimento e amortização das normas contábeis aplicáveis. O custo líquido de benefícios periódicos é registrado como Despesa administrativa na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos e inclui custo do serviço, custo de juros, retorno esperado sobre os ativos do plano, amortização de custos de serviços anteriores e ganhos/perdas anteriormente reconhecidos como componentes de Outros resultados abrangentes remanescentes em Outros resultados abrangentes acumulados. Nota C – Moedas sujeitas a restrições Em 31 de dezembro de 2010, o Saldo de caixa incluía US$ 136 milhões (2009 – US$ 131 milhões) em moedas emitidas por mutuários regionais. Esses valores podem ser utilizados pelo Banco nas operações de empréstimo do Capital Ordinário e para o pagamento de despesas administrativas. O valor de US$ 23 milhões (2009 – US$ 20 milhões) estava sob restrição de um membro, de acordo com as disposições do Convênio, no que se refere ao uso para o pagamento de bens e serviços em seu território. Nota D – Investimentos Como parte de sua estratégia geral de gestão de carteira, o Banco investe em obrigações emitidas por governos, órgãos governamentais, bancos e empresas, títulos lastreados por ativos e hipotecas, e instrumentos derivativos correlatos, particularmente swaps cambiais e de taxas de juros. No caso de títulos públicos e de órgãos governamentais, incluindo os emitidos por uma entidade da administração indireta ou qualquer outra entidade oficial de um governo, o Banco investe em títulos emitidos ou incondicionalmente garantidos pelos governos de certos países com classificação mínima de qualidade de crédito equivalente a AA- (os títulos lastreados por ativos e hipotecas exigem uma classificação equivalente a AAA). As obrigações de organizações multilaterais requerem qualidade de crédito equivalente a uma classificação AAA. Além disso, o Banco investe em obrigações bancárias emitidas ou garantidas por


uma entidade com classificação de pelo menos A+ para títulos de renda fixa sênior e em empresas com qualidade de crédito mínima equivalente à classificação AA- (títulos privados lastreados por ativos ou hipotecas requerem qualidade de crédito equivalente à classificação AAA). O Banco também investe em títulos de curto prazo das classes de ativos de investimento qualificado, acima mencionadas, exclusivamente quando tiverem a mais elevada classificação de crédito de curto prazo. As receitas (despesas) líquidas a realizar sobre instrumentos da carteira de curto prazo em 31 de dezembro de 2010 totalizavam US$ 262 milhões (2009 – US$ 382 milhões; 2008 – US$ (1,596) milhões), e são refletidos em Resultados de investimentos – Receitas (despesas) líquidas. Os ganhos e perdas a realizar reconhecidos se relacionam substancialmente com a parcela da carteira de curto prazo constituída pelos títulos lastreados por ativos e por hipotecas, que totalizava US$ 3.0 bilhões, US$ 3.9 bilhões, e US$ 4.2 bilhões em 31 de dezembro de 2010, 2009, e 2008, respectivamente. Em 2010, a carteira de investimentos continuou a sua recuperação da crise financeira, porque muitos índices de mercado e indicadores econômicos continuaram a mostrar sinais de melhoras moderadas, embora os sinais tenham se tornado cada vez mais ambivalentes à medida que progredia o ano. A liquidez limitada e a volatilidade dos mercados de títulos com garantia de ativos e hipotecas continuam a afetar a capacidade do Banco para mitigar seu risco de crédito mediante a venda ou hedge de exposições. Mesmo assim, certos subsetores melhoraram, permitindo a execução de vendas limitadas, assim reduzindo a exposição aos preços mais altos. As avaliações do restante da carteira continuaram a sofrer o impacto de fatores de mercado como as medidas das agências classificadoras de risco de crédito e os preços aos quais as transações se realizaram. O Banco continua a maximizar, na medida do possível, o uso de informações do mercado na avaliação de seus investimentos, incluindo serviços de precificação externos, preços de distribuidoras independentes e curvas de rendimento de mercado observáveis. Como parte da nova política de gestão de ativos e passivos, em 1º de dezembro de 2010, a Diretoria Executiva aprovou a conversão em dólares dos Estados Unidos da América de praticamente todos os ativos em moedas de membros não mutuários do Capital Ordinário sujeitas à MV, que foram investidos na carteira de títulos mantidos até o vencimento. A implantação dessa decisão exigiu a venda ou transferência de títulos da carteira de títulos detidos até o vencimento, o que levou ao encerramento da contabilização dessa carteira ao custo amortizado e ao imediato reconhecimento de ganhos de investimento de US$ 54 milhões, incluídos em Receita (despesa) de investimento – Ganhos (perdas) líquidos na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. Títulos com um valor escritural de US$ 1,758 milhões foram vendidos e títulos com um valor escritural de US$ 754 milhões foram transferidos da carteira de títulos detidos até o vencimento para a carteira de curto prazo. Além disso, durante o primeiro trimestre de 2010, o Banco transferiu um título com valor escritural de US$ 52 milhões da carteira de títulos detidos até o vencimento para a carteira de curto prazo, devido à continuação da deterioração do crédito do emissor. Como resultado dessa transferência, o resultado reflete uma perda de US$ 4 milhões. Um resumo da posição do Banco em instrumentos da carteira de curto prazo em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é apresentado na Demonstração Resumida dos Investimentos de Curto Prazo e Swaps, no Anexo I-1. A carteira de títulos detidos até o vencimento e a estrutura de vencimento da carteira em 31 de dezembro de 2009 são mostradas abaixo (em milhões).

Categoria de investimento / anos de vencimento Obrigações de governos e seus órgãos, exceto governo dos EUA 2010 2011 a 2014 Obrigações de bancos 2010 2011 a 2014 Títulos lastreados por ativos 2010 2011 a 2014 Total 2010 2011 a 2014 (1) Exclui juros acumulados.

DETIDOS ATÉ O VENCIMENTO 31 de dezembro de 2009 Valor escritural Ganhos brutos a Perdas brutas a líquido(1) realizar realizar $3.521 $76 $6

1.369 2.152 167 143 24 122 88 34 $3.810 1.600 2.210

6 70 1 1 2 1 1 $79 7 72

6 $6 6

Valor justo (1)

$3.591

1.375 2.216 168 143 25 124 89 35 $3.883 1.607 2.276

Em 31 de dezembro de 2009 , o Banco não tinha, na carteira de investimentos mantidos até o vencimento, nenhum investimento classificável como prejudicado não temporariamente. Os investimentos mantidos até o vencimento com perdas a realizar acumuladas que não foram considerados prejudicados senão temporariamente em dezembro de 2009 são resumidos abaixo (em milhões de dólares dos Estados Unidos):


Categoria de investimento Obrigações de governos e seus órgãos, exceto governo dos EUA Obrigações de bancos Total

Menos de 12 meses Valor Perdas a justo realizar $552 $3

111 $663

$3

31 de dezembro de 2009 12 meses ou mais Valor Perdas a justo realizar $51 $3

$51

$3

Valor justo $603

Total Perdas a realizar $6

111 $714

$6

Nota E – Saldo de empréstimos e garantias Os empréstimos aprovados são desembolsados de acordo com as necessidades do projeto financiado; entretanto, os desembolsos somente começam quando mutuário e eventual garantidor satisfazem certas condições suspensivas exigidas por contrato. A carteira inclui os seguintes tipos de empréstimos com contragarantia soberana: i) empréstimos de fundo comum denominados em uma só moeda (empréstimos do Mecanismo de Moeda Única (MMU) baseados na LIBOR, MMU Ajustáveis e do Guichê em Dólares dos Estados Unidos) bem como empréstimos do fundo comum em múltiplas moedas (empréstimos do FCM), e ii) empréstimos em moeda única não feitos pelos conjuntos (MMU e FCM – empréstimos a taxas ajustáveis convertidos em empréstimos em US$ com base na LIBOR e com taxas de custos fixas, empréstimos com taxas baseadas em custo fixo do MMU, empréstimos do Programa de Liquidez e de emergência, e empréstimos do Mecanismo de Moda Local (MML). Em 31 de dezembro de 2010, somente havia disponibilidade de novos empréstimos do MMU baseados na LIBOR, do MML e de empréstimos de emergência. Além disso, a carteira inclui empréstimos sem contragarantia soberana. Os empréstimos do MMU baseados na LIBOR são denominados em uma dentre quatro moedas: dólares dos Estados Unidos da América, euros, ienes ou francos suíços, ou em uma combinação dessas moedas, e são remunerados a uma taxa de juros repactuada trimestralmente, com base na LIBOR para três meses específica para a moeda, mais uma margem, baseada no conjunto de moedas, que reflete os custos de captação do Banco e sua margem de concessão de empréstimos. Os saldos dos empréstimos MMU baseados na LIBOR podem ser convertidos em taxas de custo com base fixa, respeitadas certas condições. Os empréstimos do MMU a taxas reajustáveis são remunerados a uma taxa de juros repactuada a cada seis meses, para refletir o custo efetivo específico de cada moeda do conjunto de captações alocado a tais empréstimos durante os seis meses anteriores, mais a margem do Banco. Para os empréstimos do FCM, o Banco mantém uma meta de composição de 50% em dólares dos Estados Unidos, 25% em ienes e 25% em moedas europeias. Os empréstimos aprovados antes de 1989 são remunerados a uma taxa fixa, ao passo que os empréstimos aprovados entre 1990 e 2003 têm suas taxas repactuadas duas vezes ao ano, para refletir o custo efetivo do conjunto de captações alocado a tais empréstimos durante os seis meses anteriores, mais a margem do Banco. Em 2009, a Diretoria Executiva decidiu oferecer aos mutuários a oportunidade de converter em datas específicas, em 2009 e 2010, os saldos de empréstimos desembolsados e a desembolsar dos produtos com taxas reajustáveis do MMU e FCM para taxas de custo com base fixa ou baseada na US$ LIBOR, ou mesmo em uma combinação de ambas (―Oferta de Conversão‖). Como resultado da segunda execução da Oferta de Conversão, foram convertidos US$ 5.7 bilhões de saldos de empréstimos, às taxas vigentes no mercado, com vigência a partir de 1º de agosto de 2010, como segue: US$ 1.4 bilhão do FCM convertido para USD com taxa baseada na LIBOR, US$ 1.3 bilhão do FCM para USD com taxa de custo com base fixa, US$ 0.7 bilhão do MMU para USD com taxa baseada na LIBOR e US$ 2.3 bilhões do MMU para taxa de custo com base fixa. Os futuros desembolsos dos empréstimos convertidos vão ser remunerados à mesma base de custo fixo acima da LIBOR determinada na data em que foi executada a conversão, somada à margem de empréstimo do Banco. Com a segunda execução, o Banco completa sua Oferta de Conversão, que resultou em conversões totais de US$ 32.0 bilhões, como segue: US$ 3.0 bilhões do FCM convertidos para USD com taxa baseada na LIBOR, US$ 6.7 bilhões do FCM para USD com taxa de custo com base fixa, US$ 1.9 bilhão do MMU para USD com taxa baseada na LIBOR e US$ 20.4 bilhões do MMU para taxa de custo com base fixa. Como resultado do Alívio da Dívida Multilateral e Reforma Financeira Concessional aprovados pela Assembleia de Governadores em 2007, o Banco oferece empréstimos concessionais que combinam empréstimos do Capital Ordinário e do FOE (―empréstimos paralelos‖). A parcela dos empréstimos paralelos que compete ao Capital Ordinário se constitui de operações com taxas fixas do MMU, com vencimentos de 30 anos e 6 anos de carência. Sob o Mecanismo de Empréstimos de Emergência, o Banco também fornece fundos para enfrentar emergências financeiras na região, num valor rotativo agregado máximo de US$ 3 bilhões. Os empréstimos são denominados em dólares dos Estados Unidos, seu prazo não pode exceder cinco anos e a amortização do principal tem de começar após três anos. Os juros sobre esses empréstimos são calculados à taxa LIBOR para seis meses, mais uma margem de 400 pontos-base. O MML oferece aos mutuários a opção de receber empréstimos em moeda local em três modalidades diferentes: i) empréstimos diretamente em moeda local ou conversão para moeda local de futuros desembolsos e/ou saldos devedores; ii) swaps diretos em moeda local contra dívidas do Banco; e iii) desembolso de garantias exigidas em moeda local. O uso dessas


modalidades está sujeito à disponibilidade da respectiva moeda local e do(s) instrumento(s) apropriado(s) de mitigação de risco nos mercados financeiros. Os saldos em carteira do mecanismo em moeda local são remunerados a uma taxa de juros fixa, flutuante ou atrelada à inflação. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha feito conversões cumulativas em moeda local de desembolsos de empréstimos e saldos devedores no valor de US$ 1.1980 milhões (2009 – US$ 1.438 milhões). Até junho de 2007, o Banco oferecia também empréstimos com contragarantia soberana no Programa de Guichê em Dólares dos Estados Unidos, com taxas fixas ou baseadas na LIBOR, destinados a repasses para mutuários sem contragarantia soberana. Além disso, a partir de 2008 e até 31 de dezembro de 2009, o Banco ofereceu empréstimos sob o Programa de Liquidez, um programa para empréstimos dentro da categoria de empréstimos de emergência. O Banco oferece empréstimos sem contragarantia soberana a entidades qualificadas, sob várias condições. Os empréstimos sem contragarantia soberana podem ser denominados em dólares dos Estados Unidos, ienes, euros, francos suíços ou moeda local, e os mutuários podem optar por taxas flutuantes, fixas ou atreladas à inflação. No caso dos empréstimos com taxa flutuante, a taxa de juros é repactuada mensal, trimestral ou semestralmente, com base na LIBOR, mais margem de crédito. As margens e encargos sobre essas operações são calculados separadamente para cada empréstimo. Esses financiamentos estão sujeitos a certos limites, incluindo um teto equivalente ao menor entre: (i) US$ 200 milhões ou 50% do custo total no caso de projetos de expansão e garantias de crédito, independente de país, contanto que o financiamento não passe de 25% (ou 40%, no caso de certos países menores) da capitalização total da entidade em termos da relação entre endividamento e patrimônio, e (ii) 25% do custo total (40%, no caso de certos países) para novos projetos. O Banco também pode prestar garantias de risco político, dentro do limite de US$ 200 milhões ou 50% do custo total do projeto, o que for menor. Em condições excepcionais, a Diretoria Executiva pode aprovar financiamentos de projetos no valor de até US$ 400 milhões. Além disso, a exposição máxima do Banco a qualquer devedor por operações sem contragarantia soberana não pode exceder o menor entre (i) 2.5% do patrimônio do Banco e (ii) US$ 500 milhões no momento da aprovação. Além disso, o Banco concedeu certos empréstimos sem contragarantia soberana a outras instituições de desenvolvimento, incluindo a Corporação Interamericana de Investimentos, para fins de repasse. As operações sem contragarantia soberana atualmente estão limitadas a um valor tal que as necessidades de capital de risco para essas operações não excedam 20% do patrimônio, calculado de acordo com a política de adequação de capital do Banco. Para 2010, os encargos sobre empréstimos do Banco consistiram de uma margem de 0.95% ao ano sobre o saldo em carteira, mais uma comissão de crédito de 0.25% ao ano sobre o valor a desembolsar em moeda conversível, sem taxa de supervisão e inspeção. Esses encargos se aplicam a empréstimos com contragarantia soberana, exceto empréstimos de emergência e empréstimos concedidos pelo Programa de Liquidez, abrangendo aproximadamente 93% da carteira de empréstimos e estão sujeitos à aprovação e análise anual pela Diretoria Executiva. A receita de empréstimos caiu em US$ 475 milhões (2009 – US$ 221 milhões; 2008 — US$ 16 milhões) que representam o componente de juros líquidos das transações de swap de empréstimo correlatas. Um resumo da posição do Banco em empréstimos, por país, é apresentado no Anexo I-2 e um resumo do saldo de empréstimos concedidos pelo Banco, por moeda e tipo de produto, juntamente com o cronograma de vencimento em 31 de dezembro de 2010 e 2009, é apresentado no Anexo I-3. Corporação Interamericana de Investimentos (CII) O Banco aprovou um empréstimo no valor de US$ 300 milhões para a CII (uma organização internacional separada, cujos 44 países membros também são membros do Banco). Os desembolsos sob esse empréstimo são feitos em dólares dos Estados Unidos e vencem juros baseados na LIBOR. Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o saldo desse empréstimo totalizava US$ 100 milhões. Garantias e participações de empréstimos Segundo as provisões dos contratos de empréstimo com seus mutuários, o Banco pode vender participações em seus empréstimos a bancos comerciais ou outras instituições financeiras, mas reserva-se a administração dos empréstimos. Em 31 de dezembro de 2010, havia US$ 3,135 milhões (2009 - US$ 3,130 milhões) em participações em empréstimos sem contragarantia soberana não refletidas no Balanço Patrimonial. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha aprovado garantias que não se referiam a operações de financiamento de comércio, sem contragarantias soberanas, líquidas das canceladas e expiradas, no valor de US$ 1,179 milhões (2009 – US$ 1,404 milhões). Além disso, o Banco aprovou uma garantia com contragarantia soberana no valor de US$ 60 milhões. Durante 2010, foram aprovadas quatro garantias não relacionadas com comércio, sem contragarantia soberana, no valor de US$ 61 milhões (2009 – uma, por US$ 10 milhões). Sob o Programa de Facilitação do Financiamento do Comércio (PFFC) sem contragarantia soberana, além de empréstimos diretos, o Banco oferece garantias de crédito em transações de curto prazo relacionadas com o comércio. O PFFC autoriza linhas de crédito em apoio a bancos emissores aprovados e instituições financeiras não bancárias, respeitado o saldo máximo agregado de US$ 1 bilhão em qualquer momento. Em 2010, o Banco emitiu 131 garantias, totalizando US$ 239 milhões, sob este programa (2009 – 105 garantias, com um total de US$ 187 milhões).


Em 31 de dezembro de 2010, o saldo de garantias em vigor e sujeitas a exigência totalizava USD 814 milhões (2009 – US$ 988 milhões), inclusive US$ 153 milhões (2009 — US$ 97 milhões) prestadas pelo PFFC. Esse valor representa o potencial máximo não descontado de pagamentos futuros que, de acordo com essas garantias, poderiam ser exigidos do Banco. Para reduzir a exposição do Banco, US$ 45 milhões (2009 - US$ 50 milhões) em saldos de garantias foram ressegurados. As garantias têm prazos de vencimento remanescentes que variam de 3 a 15 anos, com exceção das garantias relacionadas com comércio, cujo prazo máximo é de três anos. Jamais foi exigida garantia alguma das prestadas pelo Banco. Em 31 de dezembro de 2010, a exposição do Banco em garantias sem contragarantia soberana, líquida de resseguro, totalizava US$ 671 milhões e estava classificada como (em milhões): Classificação de risco de crédito interna Excelente Muito sólido Sólido Satisfatório Justo Fraco Possibilidade de perda Total

Total $115 95 58 17 253 118 15 $671

Subsídio do MFI O MFI foi constituído em 1983 pela Assembleia de Governadores do Banco, com o propósito de subsidiar parte dos pagamentos de juros sobre os empréstimos do Capital Ordinário concedidos a certos mutuários. O subsídio para juros concedido pelo MFI foi descontinuado para empréstimos aprovados depois de 2006. Em 2010, o MFI pagou US$ 34 milhões (2009 – US$39 milhões; 2008 — US$ 50 milhões) em juros em favor dos mutuários. Nota F – Risco de crédito da carteira de empréstimos O risco de crédito da carteira de empréstimos é o risco de que o Banco venha a não receber a amortização do principal ou o pagamento de juros de um ou mais empréstimos de acordo com os termos ajustados. Esse risco está diretamente relacionado com o negócio central do Banco e é o maior entre os riscos financeiros que ele enfrenta. O Banco usa múltiplas fontes de proteção contra o risco de crédito de sua carteira de empréstimos, inclusive uma limitação geral aos empréstimos, uma estrutura abrangente de adequação do capital (projetada para assegurar que o Banco detenha capital suficiente em qualquer ocasião, considerada a qualidade e concentração da carteira), uma política para o tratamento de empréstimos em curso anormal e uma política para a manutenção de uma provisão para devedores duvidosos. O risco de crédito da carteira de empréstimos é determinado pela qualidade do crédito de cada mutuário e pela exposição a ele. O Banco gere duas principais fontes de risco de crédito de suas atividades de empréstimos: empréstimos com e sem contragarantias soberanas. Cerca de 95% dos empréstimos contam com contragarantia soberana. Empréstimos com contragarantia soberana: Quando o Banco concede empréstimos a mutuários do setor público, em geral exige uma contragarantia soberana plena ou equivalente do Estado membro mutuário. Ao conceder crédito a entidades soberanas, o Banco se expõe ao risco de país, que inclui possíveis perdas decorrentes da incapacidade ou falta de vontade de um país para cumprir suas obrigações junto ao Banco. Para o Banco, a probabilidade de passar por um evento de crédito em sua carteira de empréstimos com contragarantia soberana é diferente da de mutuantes comerciais. O Banco não renegocia ou reescalona seus empréstimos com contragarantia soberana e, historicamente, sempre recebeu as amortizações do principal e pagamentos dos juros devidos totais na resolução de um evento de crédito soberano. Assim, a probabilidade de inadimplência junto ao Banco relacionada com cada país é ajustada para refletir a expectativa do Banco de recuperar totalmente seus empréstimos com contragarantia soberana. O Banco se expõe ao risco através de suas operações de empréstimo com contragarantia soberana de duas maneiras: Primeiro, mesmo com a amortização do principal e pagamento dos juros completos no fim de um evento de crédito, o Banco sofre uma perda econômica por não cobrar juros sobre juros vencidos enquanto o evento dura. Segundo, o Banco fica economicamente exposto enquanto o evento de crédito ocorre. Entretanto, considerando que o Banco tem uma carteira de empréstimos com contragarantia soberana quase totalmente em curso normal desde a sua constituição e a natureza de seus mutuários e garantidores, o Banco espera que cada empréstimo com contragarantia soberana seja quitado. A qualidade de crédito da carteira de empréstimos com contragarantia soberana em 31 De Dezembro de 2010, como representada pelas classificações de crédito em moeda estrangeira de longo prazo atribuídas a cada país mutuário pelas agências classificadoras é (em milhões):


Classificação dos países A BBB+ – BBBBB+ – BBB+ – BCCC – C Total

Saldo em 31 de dezembro de 2010 $ 1,085 28,400 13,950 16,194 154 $ 59,783

As classificações apresentadas acima foram atualizadas em 31 de dezembro de 2010. Empréstimos sem contragarantia soberana: O Banco não se beneficia de contragarantias soberanas plenas quando concede empréstimos a mutuários sem contragarantia soberana. O risco e desempenho desses empréstimos são avaliados pontuando fatores de risco individuais, de acordo com as dimensões de cada mutuário e transação. Os principais fatores de risco avaliados no nível da transação consideram a prioridade que os empréstimos concedidos pelo Banco têm em relação às outras obrigações do mutuário, o tipo de título que garante o contrato e a natureza e extensão das cláusulas restritivas que o mutuário deve cumprir. Os principais fatores de riscos considerados no nível do mutuário podem ser agrupados em três categorias principais: risco político, risco comercial ou de projeto e risco financeiro. Os riscos políticos podem ser definidos como os riscos ao financiamento de um projeto que emanou de fontes governamentais, tanto de uma perspectiva regulatória quanto jurídica. Os riscos de projeto ou comerciais são relativos à viabilidade financeira ou econômica de riscos de projeto e operacionais. Os riscos financeiros dizem respeito à exposição do projeto à volatilidade de taxas de juros e câmbio, risco de inflação, risco de liquidez e risco de financiamento. A avaliação de risco de crédito relacionada às transações com instituições financeiras segue um sistema de classificação uniforme, que considera os seguintes fatores: adequação de capital, qualidade dos ativos, políticas e procedimentos operacionais e estrutura de gestão de riscos; qualidade da gestão e tomada de decisões; ganhos e posição no mercado, liquidez e sensibilidade ao risco de mercado; qualidade dos regulamentos e órgãos reguladores; e apoio potencial do governo ou acionistas. A classificação do país é considerada um substituto do impacto do ambiente macroeconômico na capacidade do mutuário de reembolsar o Banco e, como tal, é considerado um teto para a classificação de risco na dimensão da transação. A qualidade de crédito da carteira de empréstimos sem contragarantia soberana em 31 de dezembro de 2010, excluindo empréstimos a instituições de desenvolvimento, conforme representada pela classificação interna de risco de crédito, é a seguinte (em milhões): Classificação de risco Excelente Muito sólido Sólido Satisfatório Justo Fraco Possibilidade de perda Prejudicado Total

Saldo em 31 de dezembro de 2010 $215 1.059 823 312 163 261 62 140 $3.035

Equivalente à classificação da S&P/Moody BBB–/Baa3 ou superior BB+/Ba1 BB/Ba2 BB–/Ba3 B+/B1 B/B2 B–/B3 CCC–D/Caa-D

Além disso, em 31 de dezembro de 2010, o Banco tem empréstimos para outras instituições no valor de US$ 189 milhões (2009 – US$ 202 milhões), com classificações AAA, A+ e A-. Empréstimos em mora e em regime de caixa Em 31 de dezembro de 2010, não existem empréstimos considerados em mora, e um empréstimo sem contragarantia soberana, com saldo de US$ 92 milhões, estava em regime de caixa. Empréstimos prejudicados (―impaired‖) Em 31 de dezembro de 2010, certos empréstimos sem contragarantia soberana estavam classificados como prejudicados. Os investimentos em empréstimos prejudicados contabilizados em 31 de dezembro de 2010 totalizavam US$ 140 milhões (2009 – US$ 110 milhões), e o investimento registrado médio durante 2010 totalizava US$ 128 milhões (2009 – US$ 300 milhões). Durante 2010, a receita de juros reconhecida sobre empréstimos prejudicados totalizou US$ 7 milhões (2009 – US$ 14 milhões; 2008 – US$ 0 milhão). Se esses empréstimos não estivessem prejudicados, a receita reconhecida teria sido de US$ 7 milhões (2009 – US$ 14 milhões; 2008 – US$ 0 milhão). Todos os empréstimos prejudicados estão cobertos por provisões específicas para perdas com empréstimos que totalizavam US$ 55 milhões (2009 – US$ 29 milhões).


Provisões para perdas com empréstimos e garantias Carteira com contragarantia soberana: Uma avaliação coletiva da viabilidade do recebimento é feita para empréstimos e garantias com contragarantia soberana. O desempenho de tal carteira foi excelente, em especial devido às classificações de crédito de mercado de muitos dos países mutuários do Banco. Entretanto, no passado, o Banco passou por atrasos no recebimento de pagamento de serviço de dívida, às vezes por mais de seis meses. Já que o Banco não cobra juros sobre juros em mora sobre esses empréstimos, esse atraso no serviço da dívida é visto como prejuízo potencial, porque o cronograma dos fluxos de caixa não é cumprido de acordo com os termos do contrato de empréstimo. Carteira sem contragarantia soberana: Para empréstimos e garantias sem contragarantia soberana, determina-se uma provisão coletiva para créditos de liquidação duvidosa baseada na classificação interna de risco de crédito discutida acima. O primeiro passo para calcular a provisão coletiva para créditos de liquidação duvidosa é estimar a expectativa da taxa de transição de projetos de categorias sem risco de prejuízo para a categoria prejudicada/inadimplente. A taxa de prejuízo/inadimplência é aplicada a cada categoria de risco. As transições dos instrumentos de dívida das várias categorias de risco para o estado prejudicado/inadimplente são modeladas usando dados sem contragarantia soberana do mundo todo, reunidos a partir de experiências documentadas da emissão de títulos de dívida sem contragarantia soberana classificados com níveis de risco similares. Uma estimativa adequada de taxa de perda com projetos já prejudicados é determinada com base na experiência do Banco com a avaliação de perdas resultantes de prejuízos da sua própria carteira sem contragarantia soberana. Com base (i) na taxa de prejuízo/inadimplência para cada categoria de risco, (ii) na distribuição da carteira sem contragarantia soberana em cada uma dessas categorias e (iii) na taxa de perda em caso de inadimplência, determina-se o nível exigido para a provisão coletiva para créditos de liquidação duvidosa. O Banco tem provisões específicas para perdas com empréstimos prejudicados, que são avaliados e descritos um a um na Nota B. A evolução da provisão para perdas com empréstimos e garantias para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 é demonstrada abaixo (em milhões):

2010

2009

2008

Saldo, início do exercício Provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias Recuperações Saldo, encerramento do exercício

$148 24 $172

$169 (21) $148

$70 93 6 $169

Composto de: Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão para perdas com garantias (1) Total

$145 27 $172

$116 32 $148

$136 33 $169

(1)

A provisão para créditos de liquidação duvidosa está em Contas a pagar e despesas acumuladas no Balanço Patrimonial.

A provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias inclui créditos de US$ 2 milhões, US$ 4 milhões e US$ 1 milhão relacionadas a empréstimos com contragarantia soberana em 2010, 2009 e 2008, respectivamente. Em 2010, não foram feitas alterações na política do Banco, no que diz respeito à provisão para créditos de liquidação duvidosa do ano anterior. Com exceção de uma pequena quantidade de empréstimos prejudicados na carteira sem contragarantia soberana, todos os empréstimos e garantias foram examinados coletivamente para determinar se havia algum prejudicado. A provisão coletiva para perdas com empréstimos e garantias em 31 de dezembro de 2010 somava US$ 117 milhões (2009 – US$ 119 milhões; 2008 – US$ 114 milhões), incluindo cerca de US$ 109 milhões (2009 – US$ 109 milhões; 2008 – US$ 100 milhões) relacionados à carteira sem contragarantia soberana. Reestruturações de dívidas problemáticas Um empréstimo reestruturado é considerado prejudicado quando não tem desempenho de acordo com os termos do contrato de reestruturação. Um empréstimo reestruturado sob a reestruturação de dívidas problemáticas é considerado prejudicado até a sua extinção, mas não é divulgado como tal a não ser que os termos do contrato de reestruturação não sejam cumpridos. O Banco não reescalona empréstimos com contragarantia soberana. Em 2010, não houve nenhuma reestruturação de dívida problemática de empréstimos sem contragarantia soberana. Nota G – Valores a receber de (a pagar a) países membros A composição de valores líquidos a receber de (a pagar a) países membros em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é a seguinte (em milhões de dólares dos Estados Unidos):


Países membros regionais em desenvolvimento Canadá Países membros extrarregionais Total

2010 $364 (234) (287) $(157)

2009 $393 (199) (349) $(155)

Esses valores são representados no Balanço Patrimonial como segue (em milhões):

Valores a receber de países membros Valores a pagar para a manutenção do valor de ativos monetários Total

2010 $378 (535)

2009 $401 (556)

$(157)

$(155)

Devido à natureza dos valores a receber dos países membros, o Banco espera receber todos eles integralmente. Em 16 outubro de 2009, o Banco fez um acordo com um de seus países membros mutuários, para consolidar o saldo de suas obrigações de Manutenção de Valor para com o Capital Ordinário no valor de US$ 252 milhões e aceitou um cronograma de pagamentos que previa dezesseis prestações anuais, a partir de 2010. Nota H – Imobilizado Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o Imobilizado líquido consistia no seguinte (em milhões):

Imobilizado de uso, ao custo Menos: depreciação acumulada

2010 $588 (264) $324

2009 $555 (249) $306

Nota I – Captações de recursos As capta��ões do Banco de médio e longo prazo, em 31 de dezembro de 2010, consistem de empréstimos, promissórias e obrigações emitidos em diversas moedas, com taxas de juros contratuais que variam entre 0.0% e 11%, antes dos swaps, e entre (1.19)% (equivalente à LIBOR-USD para 3 meses menos 148 pontos-base) e 8,69%, após os swaps, com várias datas de vencimento até 2040. Um resumo da carteira de captações de médio e longo prazo do Banco e do respectivo cronograma de vencimento até 31 de dezembro de 2010 e 2009 é apresentado no Anexo I-4. O Banco tem um sistema de captações de curto prazo que consiste de um programa de notas com deságio e linhas de captação não comprometidas com diversos bancos comerciais. O valor mínimo para as notas é de US$ 100,000 e seu prazo máximo é de 360 dias. Em 31 de dezembro de 2010, a taxa média ponderada das captações a curto prazo era de 0.18% (2009 – 0.31%). As despesas de captação foram reduzidas por juros líquidos recebidos das respectivas transações de swaps de captação no valor de US$ 1,972 milhões durante 2010 (2009 – US$ 1,493 milhões; 2008 – US$ 750 milhões). Nota J – Opção de valor justo O tratamento contábil dado anteriormente pelo Banco, que reconhecia todas as captações ao custo amortizado e ajustava ao mercado os respectivos swaps, reconhecendo as variações no valor justo no resultado do exercício, levava à informação de uma volatilidade nos resultados que não representava o lado econômico das transações, já que o Banco geralmente mantém as captações e swaps até o vencimento. A Administração aprovou, para entrada em vigor em 1º de janeiro de 2008, a opção de valor justo prevista nos PCGA dos Estados Unidos para a maior parte de seus instrumentos de dívida de médio e longo prazo (em sua maior parte captações para o financiamento de ativos remunerados a taxas flutuantes) com o propósito de reduzir a volatilidade de receita resultante da assimetria contábil anterior, já que as variações no valor justo das captações que fizerem a opção também serão registradas como receita. O Banco não optou pelo valor justo para outras captações que se encaixam na mesma categoria de balanço, por não contribuírem para atenuar nem produzir a volatilidade de receita. As variações no valor justo das captações para as quais tenha sido feita a opção de valor justo são refletidas na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 como segue (em milhões):

Despesas de captações – Juros, após os swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Variações totais no valor justo refletidas em Lucro (prejuízo) líquido

2010 $(2,082) (2,785) $(4,867)

2009 $(1,773) (1,825) $(3,598)

2008 $(1,644) 1,766 $122


A diferença entre o valor justo e o saldo a amortizar do valor do principal de captações ao valor justo em 31 de dezembro de 2010 e 2009 era o seguinte (em milhões): 2010 $53,302(1) 51,133 $ 2,169

Valor justo Saldo do principal a amortizar Valor justo sobre saldo do principal a amortizar (1)

2009 $45,898(1) 44,813 $ 1,085

Inclui juros acumulados de US$ 456 milhões e US$ 405 milhões em 2010 e 2009, respectivamente.

Nota K – Instrumentos derivativos Estratégia de gestão de riscos e uso de derivativos: A estratégia utilizada pelo Banco para a gestão de riscos financeiros foi projetada para reforçar a capacidade do Banco para cumprir seus objetivos. Essa estratégia inclui principalmente o estabelecimento, implementação, atualização e acompanhamento do conjunto de políticas e diretrizes financeiras interrelacionadas do Banco, bem como a utilização de instrumentos financeiros e estruturas organizacionais adequados. O Banco enfrenta riscos resultantes das movimentações de mercado, principalmente variações nas taxas de juros e de câmbio, atenuados pela estrutura integrada de gestão de ativos e passivos. O objetivo da estrutura de gestão de ativos e passivos é alinhar as características de composição de moedas, perfil de vencimentos e sensibilidade às taxas de juros dos ativos e passivos de cada carteira de produtos de liquidez e empréstimo, de acordo com as necessidades particulares do produto e dentro dos parâmetros de riscos prescritos. Quanto necessário, o Banco usa derivativos para alcançar esse alinhamento. Esses instrumentos, em sua maioria swaps de taxas de juros e cambiais, são usados principalmente para fins de hedge econômico, mas não são designados como instrumentos de hedge para fins contábeis. Além disso, o Banco utiliza derivativos para a gestão do prazo médio de seu patrimônio dentro de uma faixa prescrita de quatro a seis anos. Uma parte significativa das operações de captação atuais inclui swaps como hedge econômico de um passivo-objeto específico, produzindo a captação necessária (isto é, moeda e tipo de taxa de juros adequados). As operações do Banco também incluem swaps de empréstimos como hedge econômico para empréstimos remunerados a taxas fixas, taxa de custo de base fixa e em moedas locais, bem como swaps de investimentos para hedge de um título-objeto usado como investimento e produzem o veículo apropriado para o investimento de caixa. Além disso, o Banco utiliza swaps de taxas de juros para manter a duração de seu patrimônio dentro dos limites da política. Apresentação nas demonstrações contábeis: Todos os instrumentos derivativos são divulgados ao valor justo. Os instrumentos derivativos do Banco e os respectivos ganhos e perdas são apresentados no Balanço Patrimonial, na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos e na Demonstração do Resultado Abrangente como segue (em milhões): Balanço patrimonial

Derivativos não designados como instrumentos de hedge Swaps cambiais

Swaps de taxa de juros

(1)

Localização no Balanço Patrimonial Swaps de taxa de juros e cambiais Investimentos – Carteira de curto prazo Empréstimos Captações Juros e outros encargos acumulados Swaps de taxa de juros e cambiais Investimentos – Carteira de curto prazo Empréstimos Captações Outros Juros e outros encargos acumulados

31 de dezembro de 2010(1 Ativo Passivo

31 de dezembro de 2009(1) Ativo Passivo

$-

$29

$-

$3

10 4,596 182

249 640 (12)

51 2,810 142

106 848 (65)

7

26

-

8

28 1,291 189

444 168 72 36

197 837 117

65 189 (11)

$6,303

$1,652

$4,154

$1,143

Os saldos refletidos são brutos, antes da liquidação da contraparte, de acordo com os contratos mestre de derivativos de liquidação vigentes.


Demonstração do Resultado e Lucros Retidos e Demonstração do Resultado Abrangente

Derivativos não designados como instrumentos de hedge Swaps cambiais Investimentos – Carteira de curto prazo

Empréstimos

Captações

Swaps de taxa de juros Investimentos – Carteira de curto prazo

Empréstimos

Captações

Outros

Localização de ganhos ou (perdas) com derivativos

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009

Receita (despesa) de investimentos: Juros Receita (despesa) líquida Receita de empréstimos – Juros, após swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Despesas de captação – Juros após swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Outros resultados abrangentes (prejuízos) - Ajustes de tradução

$(2) 1 (70)

$(2) (32)

(152)

(76)

1,154

915

2,153

2,009

9

25

(21) (8) (5)

(6) (2)

(405)

(189)

(552)

239

818

578

493

(782)

(4)

3

7 (72)

-

(1)

2

$3,343

$2,682

Receita (despesa) de investimentos: Juros Receita (despesa) líquida Outros resultados abrangentes (prejuízos) – Ajustes de tradução Receita de empréstimos – Juros, após swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Despesas de captação – Juros após swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Outros resultados abrangentes (perda) – Ajustes de tradução Receita de juros líquida Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo

Futuros Resultados de investimentos – Ganhos (perdas) líquidos

O Banco não está obrigado a prestar garantias sob os contratos de instrumentos derivativos enquanto mantiver sua classificação de crédito como AAA. Se a classificação do crédito for rebaixada do atual nível AAA, aplicar-se-ão as exigências de prestação de garantia que o Banco teria de atender, previstas nos contratos de swap, por contraparte. O valor justo agregado de todos os instrumentos derivativos com características contingentes relacionadas com risco de crédito que estavam em posição passiva em 31 de dezembro de 2010 totaliza US$ 185 milhões (2009 – US$ 97 milhões) (após consideração dos contratos mestre de liquidação de derivativos). Se a classificação de crédito do Banco caísse de AAA para AA+, ele teria que prestar garantias no valor de US$ 33 milhões e US$ 0 milhão em 31 de dezembro de 2010 e 2009, respectivamente. O quadro abaixo apresenta informações sobre os valores teóricos e contratuais dos instrumentos derivativos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (em milhões): Swaps cambiais são demonstrados ao seu valor de face e swaps de taxas de juros, ao valor teórico de cada ponta a pagar ou receber. O Banco utiliza swaps de empréstimo para converter empréstimos em moedas locais para dólares dos Estados Unidos, e empréstimos com taxas fixas e taxas de custo com base fixa em taxas flutuantes. Inclusos na outra categoria estão os swaps de taxas de juros usados para manter a duração do patrimônio dentro dos limites da política. Para maiores informações sobre swaps de investimento e captação, confira os Anexos I-1 e I-4.


Tipo de derivativo/Tipo de taxa

Investimentos Fixa Ajustável Empréstimos Fixa Ajustável Captações Fixa Ajustável Outras Fixa Ajustável

31 de dezembro de 2010 Swaps cambiais Swaps de taxa de juros A A A A receber pagar receber pagar

31 de dezembro de 2009 Swaps cambiais Swaps de taxa de juros A A A A receber pagar receber pagar

$611

$618 -

$1,867

$1,867 -

$35

$36 -

$986

$986 -

2,007

889 1,228

183 13,316

13,316 183

1,438

783 679

12,206

12,206 -

21,456 7,573

217 24,491

30,188 5,815

349 35,071

20,427 6,958

645 23,971

24,561 5,198

415 28,880

-

-

5,495 -

5,495

-

-

-

-

Nota L – Medições pelo valor justo A estrutura de medição do valor justo cria uma hierarquia de valor justo que prioriza os dados utilizados pelas técnicas de avaliação no estabelecimento do valor justo. Essa hierarquia dá a mais alta prioridade aos preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos, sem ajustes (Nível 1), e a mais baixa prioridade aos dados não observáveis (Nível 3). Os três níveis da hierarquia do valor justo são: Nível 1 – Preços (sem ajuste) cotados em mercados ativos acessíveis no momento da medição, para ativos ou passivos idênticos e sem restrições à negociação; Nível 2 – Preços cotados em mercados não ativos ou em dados observáveis, direta ou indiretamente, durante praticamente toda a vida do ativo ou passivo; Nível 3 - Preços ou técnicas de avaliação que exijam dados ao mesmo tempo significativos para a medição ao valor justo e não observáveis (quer dizer, que contem com o apoio de pouca ou nenhuma atividade de mercado). Os instrumentos de investimento do Banco avaliados exclusivamente com base em preços de mercado cotados em mercados ativos, uma técnica de avaliação condizente com a abordagem de mercado, incluem obrigações dos governos dos Estados Unidos e do Japão. Esses instrumentos são classificados dentro do Nível 1 da hierarquia de valor justo. Conforme exigido pela estrutura para a medição do valor justo, o Banco não ajusta o preço cotado para esses instrumentos. Praticamente todos os outros instrumentos de investimento do Banco são avaliados com base em preços cotados em mercados não ativos, em cotações externas, quando disponíveis, preços solicitados a corretoras ou distribuidoras de valores ou preços derivados de modelos de precificação alternativos, utilizando fluxos de caixa descontados. Essas metodologias se aplicam a investimentos que incluem títulos emitidos por órgãos governamentais, títulos da dívida privada, títulos lastreados por ativos e hipotecas, obrigações bancárias e instrumentos derivativos financeiros correlatos (principalmente swaps de câmbio e taxa de juros). Esses instrumentos são classificados no Nível 2 da hierarquia de valor justo e medidos pelo valor justo usando técnicas de avaliação condizentes com as abordagens de mercado e rendimento. A principal metodologia dos precificadores externos envolve uma ―abordagem de mercado‖ que exige um volume de atividade de preços mercado predeterminado para o desenvolvimento de um preço composto. Os preços de mercado utilizados são fornecidos por transações em boa ordem executadas no mercado relevante; as transações que não forem executadas em boa ordem ou forem executadas em mercados externos são excluídas do preço composto por filtragem. Outros precificadores externos usam modelos de precificação avaliada que variam por categoria de ativo e, na preparação de avaliações, usam informações disponíveis no mercado por intermédio de curvas de referencial, de títulos similares usados como referências, agrupamento por setores e precificação por matrizes. Os títulos usados como investimento também são avaliados pelos preços obtidos de corretoras e distribuidoras. Os preços das corretoras e distribuidoras podem se basear em diversos tipos de dados, que vão de preços observados a modelos de avaliação exclusivos. O Banco analisa os preços fornecidos pelas corretoras / distribuidoras, para verificar se são razoáveis, por meio da determinação de estimativas de valor justo com o uso de técnicas de avaliação internas. As captações de médio e longo prazo escolhidas para a opção de valor justo e todos os swaps cambiais e de taxa de juros são avaliados pelo uso de modelos quantitativos, incluindo modelos de fluxo de caixa descontados, bem como técnicas de modelagem com opções mais avançadas, quando necessário, dependendo das estruturas específicas, que exigem o uso de múltiplos grupos de dados do mercado, incluindo curvas de rendimento do mercado e/ou taxas de câmbio, taxas de juros e margens, para gerar curvas de preços ou rendimento contínuas e o preço à vista da volatilidade dos ativos objeto e correlação. Os dados de mercado significativos são observáveis durante o prazo total dos instrumentos. A correlação e itens com prazos maiores são, em geral, menos observáveis. O Banco, de acordo com as exigências da estrutura para a medição de valor justo, considera o impacto de sua própria classificação de crédito sobre a avaliação de seus passivos. Esses instrumentos são classificados no Nível


2 da hierarquia de valor justo, tendo em vista a observabilidade de dados significativos refletidos nos modelos e medidos pelo valor justo usando técnicas de avaliação condizentes com as abordagens de mercado e rendimento. Investimentos de Nível 3, instrumentos de swaps e captação, se houver, são avaliados com as melhores estimativas da Administração, que usam as informações disponíveis, incluindo (i) precificadores externos, se existirem, ou preços de corretoras/distribuidoras; quando houver menos liquidez, um preço cotado estiver desatualizado ou os preços entre corretoras e distribuidoras tiverem uma variação muito grande, outras técnicas de avaliação podem ser usadas (como uma combinação de abordagem de mercado e de rendimento) e (ii) curvas de rendimento de mercado de outros instrumentos, substituindo as curvas de rendimento do instrumento, para captações e os respectivos swaps. Essas metodologias representam técnicas de avaliação condizentes com a abordagem de rendimento e mercado. Os quadros abaixo apresentam os ativos e passivos financeiros do Banco contabilizados ao seu valor justo em 31 de dezembro de 2010 e 2009 por nível, dentro da hierarquia de valor justo (em milhões). De acordo com as exigências da estrutura de medição do valor justo, os ativos e passivos financeiros são sempre classificados com base no mais baixo nível de dados significativos para sua medição ao valor justo. Ativos financeiros: Ativo

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2010(1)

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Investimentos – Carteira de curto prazo: Obrigações do governo dos Estados Unidos, $822 $822 $$suas empresas e órgãos Empresas patrocinadas pelo governo dos EUA 505 505 Obrigações de governos e seus órgãos, 7,045 430 6,615 exceto governo dos EUA Obrigações de bancos 5,054 5,054 Títulos lastreados por hipotecas 1,925 1,916 9 Residencial dos EUA 573 573 Residencial de fora dos EUA 875 866 9 Comercial dos EUA 182 182 Comercial de fora dos EUA 295 295 Títulos lastreados por ativos 1,043 952 91 Obrigações de empréstimos com garantia 633 633 Outras obrigações de dívida com garantia 152 62 90 Outros títulos lastreados por ativos 258 257 1 Investimentos – Carteira de curto prazo 16,394 1,252 15,042 100 Swaps de taxa de juros e cambiais 6,303 6,303 $22,697 $1,252 $21,345 $100 Total (1) Representa o valor justo dos ativos referidos, incluindo os juros acumulados, como apresentado no Balanço Patrimonial em Juros e outros encargos acumulados – Sobre investimentos, de US$ 38 milhões para investimentos de curto prazo, e em Juros e outros encargos acumulados – Sobre swaps, líquido de US$ 371 milhões para swaps cambiais e de taxa de juros.


Ativo

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2009(1)

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Investimentos – Carteira de curto prazo: Obrigações do governo dos Estados $819 $819 $$Unidos, suas empresas e órgãos Empresas patrocinadas pelo governo 540 540 dos EUA Obrigações de governos e seus 6,574 330 6,244 órgãos,exceto governo dos EUA Obrigações de bancos 4,458 4,458 Títulos privados 49 49 Títulos lastreados por hipotecas 2,337 2,328 9 Residencial dos EUA 574 574 Residencial de fora dos EUA 1,248 1,239 9 Comercial dos EUA 165 165 Comercial de fora dos EUA 350 350 Títulos garantidos por ativos: 1,558 1,463 95 Obrigações de empréstimos com 1,028 1,028 garantia Outras obrigações de dívida com 135 54 81 garantia Outros títulos lastreados por ativos 395 381 14 Investimentos – Carteira de curto 16,335 1,149 15,082 104 prazo Swaps de taxa de juros e cambiais 4,154 4,134 20 $20,489 $1,149 $19,216 $124 Total (1) Representa o valor justo dos ativos referidos, incluindo os juros acumulados, como apresentado no Balanço Patrimonial em Juros e outros encargos acumulados – Sobre investimentos, de US$ 31 milhões para investimentos de curto prazo, e em Juros e outros encargos acumulados – Sobre swaps, líquido de US$ 259 milhões para swaps cambiais e de taxa de juros.

Passivos financeiros: Passivo Captações medidas ao valor justo Swaps de taxa de juros e cambiais Total (1)

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2010(1) $53.302 1.652 $54.954

Nível 1 $$-

Nível 2 $53,302 1,652 $54,954

Nível 3 $$-

Representa o valor justo dos passivos referidos, incluindo juros acumulados, como apresentado no Balanço Patrimonial em Juros acumulados sobre captações de US$ 456 milhões para captações e em Juros e outros encargos acumulados – Sobre swaps, líquido de US$ 24 milhões no caso de swaps cambiais e de taxa de juros.


Passivo Captações medidas ao valor justo Swaps de taxa de juros e cambiais Total

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2009(1) $45.898 1.143 $47.041

Nível 1

Nível 2 $$-

Nível 3

$45,616 1,116 $46,732

$282 27 $309

(1)

Representa o valor justo dos passivos referidos, incluindo juros acumulados, como apresentado no Balanço Patrimonial em Juros acumulados sobre captações de US$ 405 milhões para captações e Juros e outros encargos acumulados – Sobre swaps, líquido de US$ (76) milhões no caso de swaps cambiais e de taxa de juros.

Os quadros abaixo mostram uma conciliação dos saldos iniciais e finais de todos os ativos e passivos financeiros medidos ao seu valor justo recorrentemente usando dados não observáveis significativos (Nível 3) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões). Além disso, os quadros mostram os ganhos e perdas totais refletidos em Lucro (prejuízo) líquido, bem como o valor desses ganhos e perdas atribuíveis à evolução em ganhos e perdas a realizar relacionados com ativos e passivos ainda em mãos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões) e uma descrição de onde esses ganhos e perdas são refletidos na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos. Em 2010, certos títulos foram transferidos do Nível 3 para o Nível 2, devido ao uso mais refinado dos dados de mercado observáveis nos modelos de avaliação internos do Banco. A política do Banco para transferências entre níveis é refletir essas transferências como vigentes no início do período.

Ativos financeiros

Saldo, início do exercício Ganhos (perdas) totais incluídos em: Lucro (prejuízo) líquido Outros resultados abrangentes (perdas) Liquidações Transferência de/para Nível 3 Saldo, encerramento do exercício Ganhos (perdas) totais para o exercício refletidas em Lucro (prejuízo) líquido atribuível à alteração em ganhos ou perdas a realizar relacionados com ativos ainda detidos no final do exercício

Medições de valor justo usando dados não observáveis significativos (Nível 3) Exercício encerrado em 31 de Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 dezembro de 2009 Investimentos Swaps de Total Investimentos Swaps Total – Carteira de taxa de juros - Carteira de cambiais e curto prazo e cambiais curto prazo de taxa de juros $104 $20 $124 $110 $71 $181 24 (4) (24) $100 $21

Saldo, início do exercício Ganhos (perdas) totais incluídos em: Lucro (prejuízo) líquido Outros resultados abrangentes (perdas) Liquidações Transferência de/para Nível 3 Transferência de/para passivos financeiros Saldo, encerramento do exercício Ganhos (perdas) totais para o exercício refletidos em Lucro (prejuízo) líquido atribuível à alteração em ganhos ou perdas a realizar relacionados com ativos ainda detidos no final do exercício

(20) $$-

24 (4) (24) (20) $100 $21

(3) 2 (25) 20 $104 $(9)

(32) 1 (6) (14) $20 $(39)

(35) 3 (31) 6 $124 $(48)

Medições de valor justo usando dados não observáveis significativos (Nível 3) Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2008 Investimentos – Swaps de taxas de Total Carteira de curto juros e cambiais prazo $ 68 $ 89 $ 157 (106) (5) (30) 183 $ 110 $ (84)

32 (4) (15) (31) $ 71 $6

(74) (9) (45) 183 (31) $ 181 $(78)


Os ganhos e perdas são refletidos na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos como segue (em milhões).

Receita (despesa) de investimentos Despesas de captação – Juros após swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Total

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 Ganhos Variações em (perdas) Ganhos (perdas) totais a realizar incluídos em relacionados Lucro com ativos ainda (prejuízo) detidos no fim líquido do do exercício exercício $ 24 $ 21

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009 Ganhos Variações em (perdas) Ganhos (perdas) totais a realizar incluídos em relacionados Lucro com ativos ainda (prejuízo) detidos no fim líquido do do exercício exercício $ (3) $ (9)

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2008 Ganhos Variações em (perdas) Ganhos (perdas) totais a realizar incluídos em relacionados Lucro com ativos ainda (prejuízo) detidos no fim líquido do do exercício exercício $ (106) $ (84)

-

-

8

-

26

-

-

-

(39)

(39)

6

6

$ 24

$ 21

$ (34)

$ (48)

$ (74)

$ (78)

Passivos financeiros

Saldo, início do exercício Ganhos (perdas) totais incluídos em: Lucro (prejuízo) líquido Outros resultados abrangentes (perdas) Emissões e liquidações, líquidas Transferência do Nível 3 Saldo, encerramento do exercício (Ganhos) perdas totais para o ano refletidos em Lucro (prejuízo) líquido atribuível à variação em ganhos ou perdas a realizar relacionados com passivos ainda em carteira no encerramento do exercício

Medições de valor justo usando dados não observáveis significativos (Nível 3) Exercício encerrado em 31 de dezembro de Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 2009 Captações Swaps cambiais Total Captações Swaps cambiais Total medidas ao valor e de taxa de medidas ao valor e de taxa de justo juros justo juros $ 282 $ 27 $309 $ 540 $ 42 $582

-

-

-

78 5

(14) -

64 5

-

-

-

(151)

(1)

(152)

(282) $-

(27) $-

(309) $-

(190) $ 282

$27

(190) $309

$-

$-

$-

$ 70

$ (14)

$ 56


Saldo, início do exercício Ganhos (perdas) totais incluídos em: Lucro (prejuízo) líquido Outros resultados abrangentes (perdas) Emissões e liquidações, líquidas Transferência de/para ativos financeiros Saldo, encerramento do exercício (Ganhos) perdas totais para o ano refletidos em Lucro (prejuízo) líquido atribuível à variação em ganhos ou perdas a realizar relacionados com passivos ainda em carteira no encerramento do exercício

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2008 Captações medidas Swaps cambiais e Total ao valor justo de taxa de juros $ 533 $ 39 $572 (16) (9) 32 $ 540

44 (10) (31) $ 42

28 (9) 22 (31) $582

$ (56)

$ 39

$(17)

Os (ganhos) perdas são refletidos na Demonstração do Resultado e Lucros Retidos como segue (em milhões):

Despesas de captações – Juros, após os swaps Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Total

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 (Ganhos) Variações em perdas totais (Ganhos) perdas incluídos em a realizar Lucro relacionadas com (prejuízo) passivos ainda líquido do em carteira no exercício fim do exercício $$-

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009 (Ganhos) (Ganhos) perdas totais perdas totais incluídos em incluídos em Lucro Lucro (prejuízo) (prejuízo) líquido do líquido do exercício exercício $8 $-

Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2008 (Ganhos) Variações em perdas totais (Ganhos) perdas incluídos em a realizar Lucro relacionadas com (prejuízo) passivos ainda líquido do em carteira no exercício fim do exercício $ 45 $-

-

-

56

56

(17)

(17)

$-

$-

$ 64

$ 56

$ 28

$ (17)

Nota M – Risco de crédito comercial Risco de crédito comercial é a perda potencial que pode resultar tanto da inadimplência por parte de uma das contrapartes do Banco em investimentos, negociações ou derivativos. As principais fontes de risco de crédito comercial são os instrumentos financeiros em que o Banco investe suas posições líquidas. O principal objetivo da gestão dos ativos líquidos do Banco é a manutenção de uma exposição conservadora a riscos de mercado, crédito e liquidez. Consequentemente, o Banco somente investe em instrumentos de dívida de alta qualidade emitidos por Estados soberanos, órgãos públicos, bancos e entidades com personalidade jurídica própria, incluindo títulos garantidos por ativos e hipotecas. Além disso, o Banco limita suas atividades no mercado de capitais a contrapartes, emissores e distribuidores autorizados, selecionados com base em políticas conservadoras de gestão de riscos, e estabelece limites de exposição e prazo para essas contrapartes, emissores e distribuidores, com base em seu porte e classificação de crédito. Como parte de suas atividades regulares de gestão de investimento, cempréstimo, captação, ativos e passivos, o Banco usa instrumentos derivativos, principalmente swaps cambiais e de taxa de juros, para fins de hedging. O Banco estabeleceu limites de exposição para cada contraparte de swap e tem contratos mestres de derivativos, com disposições de liquidação por compensação obrigatória. Esses contratos também preveem a exigência de garantias para os casos em que a exposição de ajuste ao mercado exceda certos limites contratuais. O Banco não espera que qualquer de suas contrapartes em instrumentos derivativos entre em inadimplência. Em 31 de dezembro de 2010, o Banco tinha recebido garantias qualificadas no valor de US$ 4,130 milhões (2009 – US$ 2,765 milhões) em obrigações do Tesouro dos EUA e recursos líquidos, em conexão com seus contratos mestres de swap. As exposições de risco de crédito com derivativos apresentadas abaixo representam o potencial de perda máximo, com base no valor justo bruto dos instrumentos financeiros, exclusive de disposições de compensação na liquidação em contratos mestres de derivativos, em que o Banco incorreria se as partes dos instrumentos financeiros derivativos totalmente descumprissem os termos dos contratos e se a garantia ou outra eventual caução para o valor devido demonstrasse ser desprovida de valor. Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, essas exposições de risco de crédito, antes da consideração dos eventuais contratos mestres de derivativos ou garantia, totalizavam (em milhões):


Investimentos – Carteira de curto prazo Swaps de taxa de juros Carteira de crédito Swaps cambiais Swaps de taxa de juros Carteira de captações Swaps cambiais Swaps de taxa de juros Outras Swaps de taxa de juros

2010

2009

$

$

6

-

9 6

48 149

4,780 1,513

2,962 1,014

1

-

Nota N – Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores Como parte no nono aumento geral de recursos do Banco, em andamento, em 21 de julho de 2010, a Assembleia de Governadores aprovou uma transferência de US$ 72 milhões da receita do Capital Ordinário para o Fundo Não Reembolsável, para doações ao Haiti. A Assembleia de Governadores também aprovou, em princípio e sujeito a aprovações anuais, o fornecimento de US$ 200 milhões anuais, entre 2011 e 2020. Tais transferências são reconhecidas como despesa quando aprovadas pela Assembleia de Governadores e financiadas de acordo com as exigências de financiamento do GRF. A parcela a desembolsar das transferências aprovadas é demonstrada em Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID no Balanço Patrimonial. Nota O – Capital social e poder de voto Capital O capital do Banco consiste em ações ―realizadas‖ e ―exigíveis‖. O capital subscrito e ―realizado‖ foi integralizado, ao todo ou em parte, em dólares dos Estados Unidos ou na moeda do respectivo país membro, que, em certos casos, foi tornada plenamente conversível, de acordo com os termos do respectivo aumento de capital. Obrigações à demanda, não negociáveis e não remuneradas, foram aceitas em lugar do pagamento imediato total ou parcial das subscrições do membro ao capital ―realizado‖. A parcela do capital subscrito ―exigível‖ somente pode ser exigida quando necessária para satisfazer obrigações assumidas pelo Banco com respeito à captação de fundos para inclusão nos recursos do Capital Ordinário do Banco ou garantias debitáveis a esses recursos, e é integralizável, segundo opção do país membro, em ouro, dólares dos Estados Unidos, na moeda do país membro ou na moeda exigida para liquidar as obrigações do Banco para os fins pelos quais o pagamento é exigido. O Anexo I-5 traz uma Demonstração de subscrições do capital social em de 31 de Dezembro de 2010 e 2009. Em 21 de julho de 2010, a Assembleia de Governadores concordou em votar uma Proposta de Resolução que estipularia um aumento de US$ 70 bilhões nos recursos do Capital Ordinário do Banco. Esse aumento seria subscrito pelos membros do Banco em parcelas anuais fixas, pelo período de cinco anos, a partir de 2011. Desse valor, US$ 1.7 bilhão seria na forma de capital integralizado, e o restante, como capital exigível. As subscrições seriam feitas em dólares dos Estados Unidos e o poder de voto de cada país membro permaneceria o mesmo. Em 12 de janeiro de 2009, a República Popular da China ingressou no Banco como seu 48º membro e subscreveu oito ações do capital acionário realizado e 176 do Capital acionário exigível. Em 17 de agosto de 2009, o Banco recebeu do Canadá uma carta de subscrição para 334.887 ações do capital acionário exigível sem direito a voto, dessa forma aumentando a subscrição total do Canadá para 669.774 ações. Sendo assim, a partir desta data, o capital autorizado do Banco teve um aumento no valor de US$ 4.039,9 milhões, ascendendo agora a um total de US$ 104.980 milhões, representados por 8.702.335 ações autorizadas e subscritas. O capital realizado permanece o mesmo. Os termos e condições da subscrição pelo Canadá estipulam que a subscrição seja temporária e que o Canadá deve transferir 25% das ações para o Banco anualmente, entre 2014 e 2017. Se a Assembleia de Governadores aprovar um aumento no capital ordinário autorizado do Banco antes da transferência de ações, o Canadá terá o direito de transferir ao Banco uma quantidade de ações igual, em valor, a essas ações adicionais do capital ordinário, na data de subscrição equivalente. Poder de voto De acordo com o Convênio, cada membro tem direito a 135 votos, mais um voto por ação do Capital Ordinário com direito a voto detida pelo país. O Convênio também estipula que nenhum aumento nas subscrições a ações do capital por qualquer país membro poderá reduzir o poder de voto dos países membros regionais em desenvolvimento para menos de 50,005%, dos Estados Unidos para menos de 30% e do Canadá para menos de 4% do total dos direitos de voto, deixando disponível para os membros extrarregionais o poder de voto de até 15,995%, incluindo 5%, aproximadamente, para o Japão. As subscrições totais a ações do capital e o poder de voto dos países membros em 31 de dezembro de 2010 são apresentados na Demonstração das subscrições de capital e poder de voto, no Anexo I-6.


Nota P – Lucros retidos A composição de Lucros retidos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 é a seguinte (em milhões):

Reserva geral Reserva especial Total

2010 $ 13,106 2,665 $ 15,771

2009 $ 12,776 2,665 $ 15,441

2008 $ 11,982 2,665 $ 14,647

Nota Q – Outros resultados abrangentes acumulados O saldo de Outros resultados abrangentes de modo geral compreende os efeitos da contabilização de benefícios pósaposentadoria e ajustes de tradução de valores em moeda estrangeira. Esses itens são apresentados na Demonstração do Resultado Abrangente. Segue um sumário das variações em Outros resultados abrangentes acumulados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões):

Saldos em 1º de janeiro de 2008 Ajustes de tradução Reclassificação para resultado – hedges de fluxo de caixa Reconhecimento de variações em ativos e passivos de benefícios pós-aposentadoria: Perda atuarial líquida Reclassificação para resultado – amortização do custo líquido de serviço anterior Saldo em 31 de dezembro de 2008 Ajustes de tradução Reclassificação para resultado – hedges de fluxo de caixa Reconhecimento de variações em ativos e passivos de benefícios pós-aposentadoria: Ganho atuarial líquido Custo do serviço anterior Reclassificação para resultado – amortização do custo líquido de serviço anterior Saldo em 31 de dezembro de 2009 Ajustes de tradução Reconhecimento de variações em ativos e passivos de benefícios pós-aposentadoria: Perda atuarial líquida Reclassificação para resultado – amortização do custo líquido de serviço anterior Saldo em 31 de dezembro de 2010

Alocação dos ajustes de tradução Reserva geral Reserva especial $ 746 $ (122) 376 20

Outros ajustes $ 813 -

Total $1,437 396

-

-

(4)

(4)

-

-

(1,375)

(1,375)

1,122 (78)

(102) 6

4 (562) -

4 458 (72)

-

-

2

2

-

-

579 (77)

579 (77)

1,044 (21)

(96) (4)

4 (54) -

4 894 (25)

-

-

(58)

(58)

$ 1,023

$ (100)

39 $ (73)

39 $ 850


Nota R – Ajustes ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo Os ajustes ao valor justo líquido das carteiras de longo prazo para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 compreendem (em milhões): 2010 2009 2008 Variação no valor justo de instrumentos derivativos devida a movimentos em: Taxas de câmbio $1,730 $2,953 $(3,980) Taxas de juros 140 (1,563) 2,900 Variação total no valor justo de derivativos 1,870 1,390 (1,080) Variação no valor justo de captações devida a movimentos em: Taxas de câmbio (1,764) (2,783) 3,727 Taxas de juros (1,021) 958 (1,961) Variação total no valor justo das captações (2,785) (1,825) 1,766 Ganhos (perdas) com transações de câmbio sobre captações e empréstimos, ao custo 65 (77) 241 amortizado Amortização de ajustes nas bases de captações e empréstimos 14 19 Reclassificação para resultado – hedges de fluxo de caixa (2) 4 Ganho (perda) líquido total $ (850) $ (500) $ 950

Os ganhos líquidos com valor justo sobre os derivativos detidos pelo Banco sem fins de negociação devido à variação das taxas de juros somaram US$ 140 milhões em 2010, devido a uma queda geral nas taxas de juros sobre swaps de longo prazo nos mercados globais, em comparação com os níveis do fim de 2009. Esses ganhos foram compensados por perdas com o valor justo de captações no valor de US$ 1,021 milhões. A volatilidade da receita relacionada à movimentação das taxas de juros, que totaliza uma perda de US$ 881 milhões, aconteceu principalmente devido a perdas sobre o valor justo de swaps de empréstimo (US$ 614 milhões) e swaps de duração do patrimônio (US$ 72 milhões) e perdas associadas a alterações nas margens de crédito do Banco sobre a carteira de captações (aproximadamente US$ 213 milhões), parcialmente compensados por ganhos em mudanças de margens de base de swaps (cerca de US$ 33 milhões). As perdas líquidas a realizar sobre os derivativos detidos pelo Banco sem fins de negociação devido a variações nas taxas de juros somaram US$ 1,563 milhões em 2009 (2008 – ganhos de US$ 2,900 milhões), devido a um aumento geral nas taxas de juros sobre swaps de longo prazo nos mercados globais, em comparação com os níveis do fim de 2008. Essas perdas foram parcialmente compensadas pelos ganhos líquidos sobre captações medidas pelo seu valor justo, totalizando US$ 958 milhões (2008 – perdas de US$ 1.961 milhões). Essa volatilidade de resultados, que totalizou uma perda de US$ 605 milhões em 2009, em comparação com um ganho de US$ 939 milhões em 2008, deveu-se, principalmente, a perdas associadas com um uma redução nas margens de crédito do Banco sobre sua carteira de captações (aproximadamente US$ 460 milhões) e mudanças nas margens base de swaps (aproximadamente US$ 210 milhões), que foram parcialmente compensadas por ganhos de valor justo sobre swaps de empréstimo (US$ 216 milhões). Praticamente toda a volatilidade da renda em 2008 foi causada pelo aumento nas margens de crédito do Banco, resultante do turbilhão no mercado financeiro naquele ano. As captações do Banco em moedas não funcionais são totalmente convertidas em moedas funcionais por meio de swaps, de modo a proteger o Banco contra flutuações de taxas de câmbio. Durante 2010, as alterações nas taxas de câmbio aumentaram os valores de captações e empréstimos, o que resultou em uma perda líquida de US$ 1,699 milhões (2009 – perdas de US$ 2,860 milhões; 2008 — ganhos de US$ 3,968 milhões), que foram compensados por ganhos líquidos com as mudanças no valor dos swaps de captação e empréstimo num total de US$ 1,730 milhões (2009 – ganhos de US$ 2,953 milhões; 2008 — perdas de US$ 3,980 milhões). Nota S – Planos de pensão e benefícios de pós-aposentadoria O Banco mantém dois planos de aposentadoria com benefícios definidos (Planos), que proporcionam benefícios de pensão a funcionários do próprio Banco e da CII: o Plano de Aposentadoria dos Funcionários (PAF), para seus funcionários internacionais, e o Plano de Aposentadoria dos Funcionários Locais (PAFL), para os benefícios de pensão aos funcionários das representações nos diversos países. Os Planos são financiados por contribuições dos funcionários, do Banco e da CII, de acordo com as disposições dos próprios Planos. Todas as contribuições aos Planos feitas pelo Banco e pela CII são irrevogáveis e são mantidas separadamente em fundos de aposentadoria, exclusivamente para o pagamento dos benefícios concedidos pelos Planos. O Banco também presta assistência médica e hospitalar aos aposentados, além de certos outros benefícios. Todos os funcionários que se aposentam e recebem uma pensão mensal do Banco ou da CII e que atendem a certas exigências, fazem jus a um benefício pós-aposentadoria. Os aposentados contribuem para o plano de saúde do Banco com base em uma tabela de prêmios estabelecida. O Banco e a CII contribuem com o restante dos custos futuros dos benefícios de pós-aposentadoria em valores de acordo com o Plano de Benefícios Pós-Aposentadoria (PBPA). Embora todas as contribuições e todos os outros ativos e receitas do PBPA sejam propriedade do Banco, esses valores são mantidos e administrados separadamente dos outros ativos do Banco, exclusivamente para fins de pagamento dos benefícios sob as disposições do plano do PBPA. Como tanto o Banco quanto a CII participam do PAF e do PBPA, cada empregador apresenta sua própria parte desses planos. Os valores apresentados abaixo refletem a participação proporcional do Banco nos custos, ativos e obrigações dos Planos e do PBPA.


Obrigações e posição de financiamento O Banco usa o dia 31 de dezembro como data de medição para os Planos e para o PBPA. O quadro abaixo resume a parcela do Banco da movimentação nas obrigações por benefícios, da movimentação dos ativos do Plano e da posição de financiamento dos Planos e do PBPA, bem como os valores reconhecidos no Balanço Patrimonial nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões):

Benefícios de pensão 2010 2009 2008 Variação nas obrigações por benefícios Obrigações por benefícios, início do exercício Custo do serviço Custo dos juros Transferências líquidas para o plano Contribuições dos participantes Subsídio de medicamentos para aposentados recebido Emenda do plano Benefícios pagos Perda (ganho) atuarial Obrigações por benefícios, encerramento do exercício

Benefícios de pós-aposentadoria 2010 2009 2008

$2,414 55 145 1 22

$2,419 63 139 22

$2,264 54 142 20

$1,116 30 68 -

$1,068 35 60 -

$996 29 62 -

(105) 126

(96) (133)

(93) 32

1 (29) 40

1 79 (28) (99)

1 (25) 5

2,658

2,414

2,419

1,226

1,116

1,068

2,587 1 255 55 22 (105)

2,204 418 39 22 (96)

3,038 (785) 24 20 (93)

1,048 109 30 (29)

873 178 25 (28)

1,195 (314) 17 (25)

2,815

2,587

2,204

1,158

1,048

873

Posição de financiamento, encerramento do exercício

$157

$173

$(215)

$(68)

$(68)

$(195)

Os valores reconhecidos em Outros resultados abrangentes acumulados consistem em: Perda (ganho) atuarial líquido Custo do serviço anterior Valor líquido reconhecido

$12 3 $15

$(38) 5 $(33)

$339 6 $345

$16 45 $61

$8 82 $90

$212 3 $215

Variações no patrimônio do plano Valor justo do patrimônio do plano, início do exercício Transferências líquidas para o plano Retorno real sobre o patrimônio do plano Contribuições dos funcionários Contribuições dos participantes Benefícios pagos Valor justo do patrimônio do plano, encerramento do exercício

A posição de financiamento do Plano é de US$ 157 milhões em 31 de dezembro de 2010, inclui o PAF em uma posição superfinanciada em US$ 163 milhões e o PAFL em uma posição subfinanciada em US$ 6 milhões, que foram somados à posição subfinanciada do PBPA em US$ 68 milhões, totalizando uma posição passiva subfinanciada de US$ 74 milhões, como demonstrado no Balanço Patrimonial. As obrigações de benefícios acumuladas para os Planos, que excluem o efeito de futuros aumentos salariais, totalizavam US$ 2,326 milhões, US$ 2,130 milhões e US$ 2,150 milhões em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008, respectivamente. O custo líquido de benefícios periódicos, reconhecido em Despesas Administrativas, e outras variações nos ativos do plano e obrigações por benefício reconhecidas em Outros resultados (perdas) abrangentes para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 consistem nos seguintes componentes (em milhões):


Componentes do custo líquido de benefícios periódicos:

Custo do serviço Custo dos juros Retorno esperado sobre os ativos do plano Amortização de custo de serviços anteriores Custo periódico líquido do benefício Composto de: Parcela do Capital Ordinário Parcela do FOE

Benefícios de pensão 2010 2009 $55 $63 145 139 (179) (173)

2008 $54 142 (171)

Benefícios de pós-aposentadoria 2010 2009 2008 $30 $35 $29 68 60 62 (77) (75) (68)

2

2

2

37

4

2

$23

$31

$27

$58

$24

$25

$22 1

$30 1

$23 4

$56 2

$23 1

$21 4

Outras variações em ativos do plano e obrigações por benefícios reconhecidas em Outros resultados (perdas) abrangentes:

Perda (ganho) atuarial líquido Amortização de custo de serviço anterior Emenda do plano Total refletido em Outros resultados (perdas) abrangentes Total reconhecido no Custo de benefício periódico líquido e Outros resultados (perdas) abrangentes

Benefícios de pensão 2010 2009 2008 $50 $(377) $987 (2) (2) (2) -

Benefícios de pós-aposentadoria 2010 2009 2008 $ 8 $(202) $388 (37) (2) (2) 77 -

$48

$(379)

$985

$(29)

$(127)

$386

$71

$(348)

$1.012

$ 29

$(103)

$411

O Banco aloca os custos líquidos de benefícios periódicos ao Capital Ordinário e ao FOE, de acordo com as fórmulas de alocação aprovadas pela Diretoria Executiva ou Assembleia de Governadores para despesas administrativas. O custo estimado dos serviços anteriores a ser amortizado de Outros resultados abrangentes acumulados contra custo líquido de benefícios periódicos em 2011 é US$ 2 milhões para os Planos e US$ 37 milhões para o PBPA. Pressupostos atuariais Os pressupostos atuariais utilizados se baseiam em taxas de juros do mercado financeiro, experiência histórica e na melhor estimativa das variações em benefícios futuros e condições econômicas por parte da administração. As eventuais variações nesses pressupostos afetarão as obrigações e custos dos benefícios futuros. Quando os resultados efetivos diferem dos esperados, ocorrem ganhos ou perdas atuariais. Os ganhos e perdas atuariais não reconhecidos que excederem 10% do maior entre a obrigação por benefício ou o valor relacionado com o mercado dos ativos do plano no início do exercício são amortizados durante o período de serviço médio remanescente dos funcionários ativos que deverão receber benefícios sob o PAF, PAFL e PBPA, o que se aproxima de 11.6, 12.8 e 12 anos, respectivamente. O custo do serviço anterior não reconhecido é amortizado em 10,5 anos para o PAF, 13,0 anos para o PAFL e 3,0 anos para o PBPA. As médias ponderadas dos pressupostos levados em consideração para o cálculo das obrigações por benefício e custo líquido de benefícios periódicos eram as seguintes:


Médias ponderadas dos pressupostos levados em consideração para o cálculo das obrigações por benefício em 31 de dezembro de Taxa de desconto Taxa de aumento salarial PAF Taxa de aumento salarial PAFL

Benefícios de pensão 2010 5.75% 5.50% 7.30%

Médias ponderadas dos pressupostos levados em consideração para o cálculo dos custos líquido de benefícios periódicos nos exercícios findos em 31 de dezembro de Taxa de desconto Retorno de longo prazo esperado sobre o ativo do plano Taxa de aumento salarial PAF Taxa de aumento salarial PAFL

2009 6.25% 5.50% 7.30%

Benefícios de pósaposentadoria 2010 2009 2008 6.00% 6.25% 5.75%

2008 5.75% 5.50% 7.30%

Benefícios de pensão 2010

2009

2008

Benefícios de pósaposentadoria 2010 2009 2008

6.25% 6.75%

5.75% 6.75%

6.25% 6.75%

6.25% 7.25%

5.50% 7.30%

5.50% 7.30%

6.00% 7.80%

5.75% 7.25%

6.25% 6.75%

O retorno de longo prazo esperado sobre os ativos do plano representam a melhor estimativa por parte da Administração, após conduzir uma pesquisa com especialistas em investimentos externos, das taxas de retorno prospectivas de longo prazo (dez anos ou mais) sobre as categorias de ativos usadas pelos planos, ponderada pela alocação de ativos da política de investimentos do plano. As taxas de desconto utilizadas na determinação das obrigações por benefícios são selecionadas por consulta às taxas aplicáveis aos títulos de renda fixa privados com classificações AAA e AA no encerramento do exercício. Para os participantes que se presume venham a aposentar-se nos Estados Unidos, a obrigação de benefícios pós-aposentadoria acumulada foi determinada usando-se as seguintes taxas de tendências de custo de assistência à saúde em 31 de dezembro:

Taxas de tendências de custos de assistência à saúde para o próximo ano: Médica Medicamentos Odontológica Taxa à qual se presume que a taxa de tendência de custos venha a se reduzir (taxa de tendência final) Ano em que a taxa atinge a taxa de tendência final

2010

2009

2008

8.00% 8.00% 5.50% 4.50%

8.00% 8.00% 5.50% 4.50%

8.50% 8.50% 6.00% 4.50%

2018

2017

2017

No caso dos participantes cuja aposentadoria presumivelmente ocorrerá fora dos Estados Unidos, foi utilizada uma taxa de tendência de custo de saúde de 7,50 % para 2010 (2009 – 8,00%; 2008 – 8,50%), com uma taxa de tendência final de 4,50% em 2018. As taxas de tendências de custos de assistência médico-hospitalar presumidas têm um efeito significativo sobre os valores divulgados para o PBPA. Uma variação de um ponto percentual nas taxas de tendência de custos de assistência médicohospitalar presumidas em 31 de dezembro de 2010 teria os seguintes efeitos (em milhões): Aumento de 1 ponto percentual Efeito no total de serviços e componentes de custo de juros Efeito sobre a obrigação por benefício de pósaposentadoria

$ 16

Diminuição de 1 ponto percentual $ (12)

175

(135)

Ativos dos planos Os ativos dos Planos e do PBPA são administrados, principalmente, por gestores de investimentos ligados ao Banco por vínculo empregatício, aos quais são fornecidas diretrizes de investimento que levam em conta as políticas de investimentos dos Planos e do PBPA. Tais políticas de investimentos com alocações de ativos estratégicas de longo prazo foram desenvolvidas de modo tal que haja uma expectativa de retornos suficientes para atender às necessidades de financiamento de longo prazo. As políticas incluem investimentos em títulos de renda fixa e atrelados à inflação dos EUA, para fins de hedge parcial da exposição a taxas de juros e inflação dos passivos dos Planos e do PBPA, além de proteção contra a desinflação.


Os ativos dos Planos estão investidos com uma meta de alocação entre 53% e 56% para um conjunto bem diversificado de ações de mercados desenvolvidos e em desenvolvimento e exposições de 3% a títulos de dívida de mercados emergentes, 3% a futuros de índices de commodities, de 0% a 2% a títulos imobiliários privados e de 0 a 2% a títulos de renda fixa de alto rendimento. Os ativos dos Planos também estão investidos com exposições de 20% a títulos de renda fixa e 15% a títulos atrelados à inflação dos EUA. Os ativos do PBPA estão investidos com uma exposição de 70% a um conjunto bem diversificado de ações de mercados desenvolvidos, 20% a títulos de renda fixa e 10% a títulos atrelados à inflação dos EUA. As alocações da política de investimentos para o PAF e PAFL foram alteradas em 2010. AS alocações do PAF para títulos imobiliários públicos e de renda fixa de alto rendimento e as alocações do PAFL para ações e títulos de dívida de mercados emergentes e futuros de índices de commodities dependem da busca e seleção de gestores de investimentos externos. O financiamento para os investimentos pendentes virá principalmente das ações de mercados desenvolvidos dos Planos. As metas de alocação das políticas de investimento em 31 de dezembro de 2010 eram:

Ações de empresas dos EUA Ações de empresas de outros países Ações de mercados emergentes Títulos de dívida dos mercados emergentes Futuros de índices de commodities Renda fixa de alto rendimento Títulos imobiliários públicos Títulos imobiliários privados / Infraestrutura Títulos do Tesouro dos EUA protegidos contra a inflação Obrigações de longa duração (―duration‖) Núcleo de renda fixa Caixa / Renda fixa de curto prazo

PAF 25% 24% 4% 3%

PAFL 28% 24% 4% 3%

PBPA 40% 30% 0% 0%

3% 2% 2% 2%

3% 0% 0% 3%

0% 0% 0% 0%

15%

15%

10%

15%

15%

0%

5% 0%

5% 0%

20% 0%

A gestão de risco é realizada pelo contínuo monitoramento de cada nível de categoria de ativos e cada gestor de investimentos. Os investimentos são rebalanceados em direção às alocações-meta das políticas na medida do permitido pelos fluxos de caixa. Caso os fluxos de caixa não sejam suficientes para manter os pesos-meta, serão feitas transferências entre as contas dos gestores, pelo menos uma vez ao ano. Os gestores de investimento, de modo geral, somente têm permissão para investir mais do que 5% de suas carteiras em títulos de um único emissor se este for o governo dos Estados Unidos. O uso de derivativos por um gestor de investimentos deve ser especificamente aprovado pelo Comitê de Investimentos do Banco. Para os Planos e o PBPA, as classes de ativos incluem:  Ações de empresas dos EUA: fundos combinados que investem, apenas comprados, em ações ordinárias de empresas dos EUA. A gestão dos fundos replica ou otimiza o S&P 500 Index para alta capitalização (cap), o Russell 3000 Index para todas as capitalizações, o Russell 2000 Index para baixa capitalização e o Wilshire 4500 Index para média e baixa capitalização;  Ações de empresas de outros países: fundos combinados que investem, apenas comprados, em ações ordinárias de empresas de outros países. A gestão dos fundos otimiza o MSCI EAFE Index para média e baixa capitalização;  Ações de mercados emergentes: um fundo combinado com gestão ativa que investe, apenas comprado, em ações ordinárias de mercados emergentes. A administração do fundo seleciona ações, com base em características fundamentais, em geral encontradas no MSCI Emerging Markets Free Index para média e baixa capitalização;  Renda fixa de longa duração: um fundo mútuo que investe, apenas comprado, em títulos de crédito e de governos de longo prazo. A gestão do fundo investe em títulos normalmente encontrados no Barclays Capital U.S. Long Government/Credit Bond Index;  Núcleo de renda fixa: um fundo mútuo que investe, apenas comprado, em títulos de crédito e de governos de prazo médio. A administração do fundo seleciona ações, com base em características fundamentais, em geral encontradas no Barclays Capital U.S. Aggregate Bond Index;  Obrigações do governo dos Estados Unidos indexadas pela inflação: Títulos individuais do Tesouro dos EUA protegidos contra inflação;  Títulos de dívida de mercados emergentes: inclui um fundo combinado com gestão ativa que investe, apenas comprado, em títulos de renda fixa de mercados emergentes. O fundo investe em títulos de dívida soberana e subsoberana denominados em dólares dos EUA e moedas locais. A gestão do fundo investe em títulos em geral encontrados no J.P. Morgan EMBI Global Diversified Index. Os quadros abaixo mostram os investimentos dos Planos e do PBPA em 31 de dezembro de 2010 e 2009, medidos ao seu valor justo e apresentados junto com sua alocação média ponderada, por nível dentro da hierarquia de valor justo (em milhões). Como exigido pela estrutura de medição pelo valor justo, esses investimentos são classificados integralmente com base no mais


baixo nível de dados significativos para a medição pelo valor justo, exceto no caso de certos fundos de investimento, cuja classificação dentro da hierarquia de valor justo depende da capacidade para resgatar suas cotas ao valor patrimonial líquido no curto prazo. Ativos dos planos: Categoria de investimento

Ações e fundos de renda variável: Ações de empresas dos EUA Ações de empresas de outros países Ações de mercados emergentes Obrigações do governo e fundos de renda fixa diversificados: Fundos de renda fixa de longa duração Fundos de núcleo renda fixa Títulos do governo dos EUA indexados pela inflação Títulos de dívida dos mercados emergentes Fundos de investimento de curto prazo Fundos de investimentos imobiliários Títulos imobiliários privados Total Categoria de investimento

Ações e fundos de renda variável Ações de empresas dos EUA Ações de empresas de outros países Ações de mercados emergentes Obrigações do governo e fundos de renda fixa diversificados: Fundos de renda fixa Títulos do governo dos EUA indexados pela inflação Títulos de dívida dos mercados emergentes Fundos de investimento de curto prazo Fundos de investimentos imobiliários Total

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2010

Alocações médiasponderadas

$160 304 -

$648 384 109

$-

$808 688 109

29% 24% 4%

429 123 424

-

-

429 123 424

15% 4% 15%

-

77

-

77

3%

92

6

98

3%

$1,532

$1,224

59 $2,815

2% 100%

Nível 1

Nível 2

59 $59 Nível 3

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2009

Alocações médias ponderadas

$275 267 -

$645 365 66

$-

$920 632 66

36% 24% 2%

512 284

-

-

512 284

20% 11%

-

68

-

68

3%

13 $1,351

34 $1,178

58 $58

47 58 $2,587

2% 2% 100%


Ativos do PBPA: Categoria de investimento

Ações e fundos de renda variável: Ações de empresas dos EUA Ações de empresas de outros países Obrigações do governo e fundos de renda fixa diversificados: Obrigações e fundos de núcleo de renda fixa Títulos do governo dos EUA indexados pela inflação Fundos de investimento de curto prazo Investimentos totais Outros ativos Total (1)

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2010

Alocações médias ponderadas

$-

$445 312

$-

$445 312

39% 27%

226

-

-

226

20%

131

-

-

131

11%

(5)(1) $352

36 $793

$-

31 1.145 13 $1,158

3% 100%

Inclui contratos de futuros.

Categoria de investimento

Ações e fundos de renda variável Ações de empresas dos EUA Ações de empresas de outros países Obrigações do governo e fundos de renda fixa diversificados: Obrigações e fundos de núcleo de renda fixa Títulos do governo dos EUA indexados pela inflação Fundos de investimento de curto prazo Investimentos totais Outros ativos Total

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Medições de valor justo em 31 de dezembro de 2010

Alocações médias ponderadas

$-

$379 264

$-

$379 264

37% 25%

205

-

-

205

20%

128

-

-

128

12%

2 $335

58 $701

$-

60 1,036 12 $1,048

6% 100%

Os títulos mantidos como investimento medidos ao seu valor justo com base em preços de mercado cotados em mercados ativos, uma técnica de avaliação condizente com a abordagem de mercado, incluem ações de empresas sediadas nos Estados Unidos da América e em outros países, fundos de renda fixa e obrigações do Tesouro dos EUA indexadas pela inflação. Esses títulos são classificados como Nível 1 na hierarquia de valor justo. Como exigido pela estrutura de medição de valor justo, o preço cotado para esses títulos não sofre ajustes. Fundos que combinam ações e renda fixa de mercados emergentes e fundos de investimento de curto prazo que não sejam negociados publicamente são medidos ao valor justo com base no valor patrimonial líquido dos fundos de investimento e classificados como Nível 2, visto que podem ser resgatados no curto prazo ao seu valor patrimonial líquido por cota na data da medição. Esta técnica de avaliação é condizente com a abordagem de mercado. Os fundos de investimento em imóveis são medidos ao seu valor justo com base no valor patrimonial líquido dos fundos de investimento e são classificados como Nível 3, porque o tempo necessário para resgatar esses investimentos é incerto. Os pressupostos de avaliação usados por esses fundos de investimento incluem i) valor de mercado de propriedades similares, ii) fluxos de caixa descontados, iii) custo de reposição e iv) endividamento sobre imobilizado (capitalização direta). Essas metodologias constituem-se em técnicas de avaliação condizentes com as abordagens de mercado e custos. Os quadros abaixo mostram uma conciliação dos saldos iniciais e finais dos investimentos dos Planos medidos ao seu valor justo em bases recorrentes, usando seu valor patrimonial líquido por cota e os prazos de resgate incertos (Nível 3) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (em milhões):


Saldo, início do exercício Ganho (perda) líquido total Distribuição de vendas e receita Saldo, encerramento do exercício Ganho (perda) total do exercício atribuível à variação nos ganhos (perdas) a realizar relativas a investimentos ainda detidos em 31 de dezembro

2010 $58 8 (7) $59

2009 $86 (23) (5) $58

$8

$(30)

Fluxos de caixa Contribuições As contribuições do Banco aos Planos e ao PBPA durante 2011 devem somar aproximadamente US$ 60 milhões e US$ 34 milhões, respectivamente. Todas as contribuições são feitas em numerário. Pagamentos de benefícios futuros estimados Os quadros abaixo apresentam os pagamentos de benefícios, que refletem o serviço futuro esperado, como apropriado, que o Banco espera pagar em cada um dos próximos cinco anos e seu valor agregado para os cinco anos subsequentes (em milhões). Esses valores se baseiam nos mesmos pressupostos usados para medir as obrigações por benefícios em 31 de dezembro de 2010.

Exercício 2011 2012 2013 2014 2015 2016 - 2020

Planos $113 120 124 130 136 776

PBPA $37 40 43 46 49 295

Nota T – Entidades de participação acionária variável Uma entidade tem participação acionária variável se não tiver: (i) patrimônio suficiente para permitir que a entidade financie suas atividades sem apoio financeiro subordinado adicional de outras partes; (ii) investidores em ações com direitos de tomada de decisão sobre as operações da entidade; ou (iii) se tiver investidores em ações que não absorvam as perdas esperadas ou recebam os retornos esperados da entidade proporcionalmente aos seus direitos de voto. Uma entidade desse tipo é consolidada por seu beneficiário principal, que é a parte envolvida com a entidade que tem o poder de direcionar as atividades que têm mais impacto em seu desempenho econômico, e tem a obrigação de absorver a maior parte das perdas esperadas ou o direito de receber a maior parte dos retornos residuais esperados, ou ambos. Um empreendimento pode ter participações variáveis significativas nessas entidades, que não são consolidadas porque o empreendimento não é o beneficiário principal. O Banco identificou empréstimos e garantias em entidades de participação societária variável nas quais não é o beneficiário principal, mas nas quais se considera que tivesse uma participação societária variável significativa em 31 de dezembro de 2010. A maioria dessas entidades não envolve securitizações ou outros tipos de financiamento estruturado. Essas entidades são, principalmente: (i) fundos de investimento, nos quais o sócio comanditado ou gestor do fundo não tem capital substancial em risco; (ii) entidades operacionais nas quais o investimento de capital total é considerado insuficiente para permitir que tal empresa financie suas atividades sem apoio financeiro subordinado adicional; e (iii) entidades nas quais as atividades operacionais são tão estreitamente definidas por contrato (p. ex., contratos de concessão) que se considera que os investidores em ações não têm capacidade de tomar decisões. O envolvimento do Banco com essas entidades limita-se a empréstimos e garantias, que são refletidas como tal nas demonstrações contábeis do próprio Banco. Com base nos dados disponíveis mais recentes a respeito dessas entidades, seu tamanho medido pelos ativos totais, dos quais se considera que o Banco tenha participações societárias significativas, somava US$ 6,058 milhões em 31 de dezembro de 2010. O saldo total de empréstimos e garantias do Banco para essas entidades era de US$ 609 milhões e US$ 157 milhões,respectivamente. Os valores comprometidos e ainda não desembolsados relativos a tais empréstimos e garantias somam US$ 58 milhões que, combinados com o saldo em carteira, resultam em um total US$ 824 milhões em exposição do Banco, Em 31 de dezembro de 2010. Nota U – Conciliação entre resultado (prejuízo) líquido e caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais Segue-se uma conciliação entre Resultado (prejuízo) líquido e Caixa líquido gerado por (aplicado em) atividades operacionais, como aparece na Demonstração de Fluxos de Caixa (em milhões):


Lucro (prejuízo) líquido Diferença entre valores acumulados e valores pagos ou recebidos por: Receita de empréstimos Receita de investimentos Outras receita de juros Perda (ganho) líquida a realizar sobre investimentos de curto prazo Juros e outros custos de captações, após os swaps Despesas administrativas, incluindo depreciação Programas especiais Ajustes ao valor líquido das carteiras de longo prazo Transferências para o Fundo Não Reembolsável do BID Diminuição (aumento) líquida em investimentos de curto prazo Provisão (crédito) para perdas com empréstimos e garantias Caixa líquido gerado por (aplicado em) operações

Divulgação suplementar de itens que não afetam caixa Aumento (redução) resultante de flutuações na taxa de câmbio: Investimentos de curto prazo Investimentos mantidos até o vencimento Saldo de empréstimos Captações Valores a receber de países membros, líquidos Transferência de títulos usados como investimento da carteira mantida até o vencimento para a carteira de curto prazo

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $330 $794 $(22)

33 (111) (7) (262)

150 (143) (382)

57 (54) 1,596

178 (1) 28 850 72 826

(58) 84 55 500 (3,067)

350 7 48 (950) (1,951)

24 $1,960

(21) $(2,088)

93 $(826)

$(180) (46) 123 (137) 28 754

$73 210 (41) (27) (203) -

$(199) (237) 806 272 260 -

Nota V – Informações sobre segmentos A Administração determinou que o Banco tem somente um segmento para fins de relatório, já que não administra suas operações alocando recursos com base na determinação das contribuições ao resultado líquido feitas pelas operações individuais. O Banco não distingue entre a natureza dos produtos fornecidos ou serviços prestados, o processo de preparação ou o método usado para prestar esses serviços aos diversos países. No exercícios de 2010, 2009 e 2008, os empréstimos feitos a quatro países ou garantidos por eles individualmente geraram mais de 10% da receita de operações de crédito:

Argentina Brasil Colômbia México

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $367 $357 $411 469 494 579 233 231 253 294 209 190

Nota W – Valor justo dos instrumentos financeiros Os seguintes métodos e pressupostos foram usados pelo Banco para medir o valor justo dos seus instrumentos financeiros: Caixa: o saldo de caixa apresentado no Balanço Patrimonial é aproximadamente igual ao valor justo. Investimentos: Os valores justos dos títulos mantidos como investimento são baseados nos preços praticados no mercado, quando disponíveis, ou em informações de serviços de precificação externos, distribuidoras independentes ou fluxos de caixa descontados. Empréstimos: O Banco é uma das pouquíssimas instituições que concedem empréstimos para financiar o desenvolvimento na América Latina e no Caribe. A falta de um mercado secundário para empréstimos de desenvolvimento dificulta a estimativa do valor justo da carteira de empréstimos do Banco, a despeito da flexibilidade oferecida pela estrutura de valor justo. Entretanto, o


Banco continua a explorar as possíveis ferramentas de avaliação para estimar o valor justo de sua carteira de empréstimos sem incorrer em custos excessivos. Swaps: Os valores justos dos swaps cambiais e de taxas de juros são baseados nos fluxos de caixa descontados ou modelos de precificação. Captações: O valor justo das captações se baseia em fluxos de caixa descontados ou modelos de precificação. O quadro abaixo apresenta os valores justos dos instrumentos financeiros, juntamente com os respectivos valores escriturais, em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (em milhões):

Caixa Investimentos Carteira de curto prazo Detidos até o vencimento Saldo de empréstimos, líquido Swaps de taxa de juros e cambiais a receber Investimentos – Carteira de curto prazo Empréstimos Captações Outros Captações Curto prazo Médio e longo prazo: Medidas ao valor justo Medidas ao custo amortizado Swaps de taxa de juros e cambiais a pagar Investimentos – Carteira de curto prazo Empréstimos Captações Outras

2010 (1) Valor Valor justo escritural $242 $242

2009 (1) Valor Valor justo escritural $242 $242

16,394 63,342

16,394 N/D

16,335 3,843 58,429

16,335 3,916 N/D

6 11 6,285 1

6 11 6,285 1

186 3,968 -

186 3,968 -

30

30

1,908

1,908

53,302 10,176

53,302 11,046

45,898 13,123

45,898 13,878

77 759 750 66

77 759 750 66

19 191 933 -

19 191 933 -

N/D = Não disponível (1) Inclui juros acumulados

Nota X – Eventos subsequentes A Administração avaliou os eventos subsequentes até 7 de março de 2011, data em que as demonstrações contábeis foram publicadas. Como resultado dessa avaliação, não há eventos subsequentes que exijam reconhecimento ou divulgação nas demonstrações contábeis do Banco em 31 de dezembro de 2010.


CAPITAL ORDINÁRIO ANEXO I-1 BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DOS INVESTIMENTOS E SWAPS DE CURTO PRAZO (1) – NOTA D 31 de dezembro de 2010 Em milhões de dólares dos Estados Unidos

Euros

Ienes

Francos suíços

Dólares dos Estados Unidos

Outras

Todas as moedas

Obrigações do governo dos Estados Unidos, suas empresas e órgãos Valor escritural 1,328 1,328(2) Saldo médio durante o exercício 2,948 2,948 Perdas líquidas no exercício (3) (3) Obrigações de governos e seus órgãos, exceto dos EUA Valor escritural 843 431 200 5,200 340 7,014 Saldo médio durante o exercício 551 454 79 4,025 28 5,137 Perdas líquidas no exercício (6) (10) (16) Obrigações de bancos: Valor escritural 164 12 32 4,754 88 5,050 Saldo médio durante o exercício 345 11 73 4,495 7 4,931 Ganhos líquidos no exercício 1 2 3 Títulos lastreados por hipotecas e ativos: Valor escritural 1,217 1,747 2,964 Saldo médio durante o exercício 1,315 2,064 3,379 Ganhos líquidos no exercício 85 333 418 Total dos investimentos de curto prazo: Valor escritural 2,224 443 232 13,029 428 16,356 Saldo médio durante o exercício 2,211 465 152 13,532 35 16,395 Ganhos líquidos no exercício 80 322 402 Swaps de taxa de juros líquidos: Valor escritural (3) (2) (17) (19) Saldo médio durante o exercício (2) (23) (25) Perdas líquidas no exercício (1) (6) (7) Swaps cambiais a receber: (3) Valor escritural 629 629 Saldo médio durante o exercício 85 85 Ganhos líquidos no exercício 1 1 Swaps cambiais a pagar: Valor escritural (3) (439) (219) (658) Saldo médio durante o exercício (69) (18) (87) Ganhos (perdas) líquidos no exercício Total dos investimentos de curto prazo e swaps: Valor escritural 1,783 443 232 13,641 209 16,308 Saldo médio durante o exercício 2,140 465 152 13,594 17 16,368 Ganhos líquidos no exercício 79 317 396 Retorno no exercício (%) 4.48 0.16 0.11 2.86 2.80 3.16 (1) Exclui juros acumulados. (2) Inclui obrigações emitidas ou garantidas por Empresas Patrocinadas pelo Governo (GSE, na sigla em inglês), tais como títulos de dívida e títulos lastreados por ativos e hipotecas, no valor de US$ 505 milhões. As obrigações das GSE não são lastreadas pela garantia plena do governo dos Estados Unidos. (3) O valor escritural dos swaps cambiais representa o valor justo de cada ponta individual a receber (pagar), classificada pela sua moeda. Swaps cambiais e de taxas de juros são representados no Balanço Patrimonial como ativos ou passivos, de acordo com a natureza (débito ou crédito) do valor justo líquido dos contratos.


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-1

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DOS INVESTIMENTOS E SWAPS DE CURTO PRAZO (1) – NOTA D 31 de dezembro de 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Euros

Ienes

Francos suíços

Dólares dos Estados Unidos

Todas as moedas

Obrigações do governo dos Estados Unidos, suas empresas e órgãos: Valor escritural 1,357 1,357(2) Saldo médio durante o exercício 1,669 1,669 Perdas líquidas no exercício (7) (7) Obrigações de governos e seus órgãos, exceto dos EUA: Valor escritural 1,028 361 96 5,068 6,553 Saldo médio durante o exercício 686 276 69 3,930 4,961 Ganhos (perdas) líquidos no exercício 6 (1) (3) 2 Obrigações de bancos: Valor escritural 695 7 99 3.652 4,453 Saldo médio durante o exercício 1,122 2 146 4,233 5,503 Ganhos líquidos no exercício 31 46 77 Títulos privados: Valor escritural 49 49 Saldo médio durante o exercício 79 79 Ganhos líquidos no exercício 1 1 Títulos lastreados por hipotecas e ativos: Valor escritural 1,600 2,292 3,892 Saldo médio durante o exercício 1,579 2,221 3,800 Ganhos líquidos no exercício 43 418 461 Total dos investimentos de curto prazo: Valor escritural 3,323 368 195 12,418 16,304 Saldo médio durante o exercício 3,387 278 215 12,132 16,012 Ganhos (perdas) líquidos no exercício 80 (1) 455 534 Swaps de taxa de juros líquidos: Valor escritural (3) (8) (8) Saldo médio durante o exercício (6) (6) Perdas líquidas no exercício (6) (6) Swaps cambiais a receber: Valor escritural (3) 35 35 Saldo médio durante o exercício 35 35 Ganhos (perdas) líquidos no exercício Swaps cambiais a pagar: Valor escritural (3) (38) (38) Saldo médio durante o exercício (37) (37) Ganhos (perdas) líquidos no exercício Total dos investimentos de curto prazo e swaps: Valor escritural 3,285 368 195 12,445 16,293 Saldo médio durante o exercício 3,350 278 215 12,161 16,004 Ganhos (perdas) líquidos no exercício 80 (1) 449 528 Retorno no exercício (%) 4.34 0.19 0.21 4.97 4.65 (1) Exclui juros acumulados. (2) Inclui obrigações emitidas ou garantidas por Empresas Patrocinadas pelo Governo (GSE, na sigla em inglês), tais como títulos de dívida e títulos lastreados por ativos e hipotecas, no valor de US$ 538 milhões. As obrigações das GSE não são lastreadas pela garantia plena do governo dos Estados Unidos. (3) O valor escritural dos swaps cambiais representa o valor justo de cada ponta individual a receber (pagar), classificada pela sua moeda. Swaps cambiais e de taxas de juros são representados no Balanço Patrimonial como ativos ou passivos, de acordo com a natureza (débito ou crédito) do valor justo líquido dos contratos.


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-2

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DE EMPRÉSTIMOS – NOTA E 31 de dezembro de 2010 e 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Moeda em que o saldo devedor deve ser recebido País em cujo território foram concedidos empréstimos Argentina Bahamas Barbados Belize Bolívia Brasil Chile Colômbia Costa Rica El Salvador Equador Guatemala Guyana Honduras Jamaica México Nicarágua Panamá Paraguai Peru Regional República Dominicana Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Venezuela Empréstimos sem contragarantia soberana Total para 2010 Total para 2009

Saldo de 2010

(1)

$10,149 130 184 104 150 14,480 612 6,438 278 1,628 1,671 1,772 21 91 1,269 8,918 134 1,256 848 3,294 205 1,757 89 473 1,962 1,870 3,224

Saldo de 2009(1)

Moedas de países não mutuários (2) $10,113 130 184 104 150 14,442 612 6,421 278 1,628 1,671 1,772 21 91 1,269 8,918 134 1,256 848 3,294 205 1,757 89 473 1,962 1,858 3,224

Moedas de países mutuários $36 38 17 12 -

A desembolsar $4,092 76 168 45 302 4,459 314 946 700 325 960 796 48 367 132 2,303 165 498 451 308 314 74 142 486 1,636 2,250

$9,530 106 153 103 124 13,544 632 6.152 255 1,610 1,608 1,451 7 54 707 7,089 102 1,040 717 4,046 252 1,398 68 376 2,370 1.470 3,085

$62.904 $57,931

$103 $118

$22,357 $21,555

$58,049

$63,007

Este quadro exclui o saldo de empréstimos sem contragarantia soberana participado, de US$ 3.135 milhões, em 31 de dezembro de 2010 (2009 – US$ 3,130 milhões). Também exclui o saldo de garantias de US$ 814 milhões em 31 de dezembro de 2010 (2009 – US$ 988 milhões). (2) Inclui US$ 2,155 milhões em empréstimos em moedas de países mutuários, que foram transformados, através de swaps, em dólares dos Estados Unidos. (1)

A carteira de empréstimos sem contragarantia soberana inclui empréstimos aos seguintes países (em milhões):

Argentina Bolívia Brasil Chile Colômbia Costa Rica El Salvador Equador Guatemala

Honduras

31 de dezembro 2010 2009 $ 105 $90 57 67 1,255 1,342 21 14 111 125 177 178 50 50 104 99 69 69

9

12

31 de dezembro 2010 México Nicarágua Panamá Paraguai Peru Regional República Dominicana Suriname Corporação Interamericana de Investimentos

2009 131 6 80 25 654 235 31 4 100

81 75 536 241 6 100

$3,224

$3,085


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-3

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DOS EMPRÉSTIMOS — MOEDA E PRODUTO (1) – NOTA E 31 de dezembro de 2010 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Empréstimos em várias moedas (2) Total Taxa média ponderada (%)

Moeda/Tipo de taxa

Euros Custo com base fixa Ajustável Ienes Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Francos suíços Custo com base fixa Ajustável Dólares dos Estados Unidos Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Outras Custo com base fixa Saldo de empréstimos Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Total

Empréstimos em moeda única Taxa média Vencimento ponderada médio (anos) (%)

Total

Total de empréstimos Total Taxa média ponderada (%)

$29 154

6.94 3.19

$-

-

-

$29 154

6.94 3.19

64 335 -

6.92 3.19 -

94

0.80

6.62

64 335 94

6.92 3.19 0.80

35 175

7.06 3.19

-

-

-

35 175

7.06 3.19

130 684 -

6.94 3.19 -

29,149 1,305 28,595

5.24 3.52 1.69

6.66 7.66 9.44

29,279 1,989 28,595

5.25 3.41 1.69

103

4.00

2,155

5.51

8.00

2,258

5.44

361 1,348 -

6.11 3.19 -

31,304 1,305 28,689

5.26 3.52 1.68

6.75 7.66 9.43

31,665 2,653 28,689

5.27 3.35 1.68

$1,709

3.81

$61,298

3.55

8.02

$63,007

3.56

ESTRUTURA DE VENCIMENTO DE SALDOS DE EMPRÉSTIMOS 31 de dezembro de 2010 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Ano de vencimento 2011 2012 2013 2014 2015 2016 a 2020 2021 a 2025 2026 a 2030 2031 a 2035 2036 a 2039 Total Vencimento médio (anos) (1)

Empréstimos em várias moedas (2) Custo com base Ajustável fixa (4) $102 $172 87 164 67 156 46 154 20 150 32 424 7 113 15 $361 $1,348 2.44

4.93

Empréstimos em moeda única Custo com Ajustável (3) base fixa (4) $2,722 $1,161 2,649 1,405 2,572 1,717 2,500 1,982 2,243 1,743 9,354 9,042 5,508 7,469 3,069 4,479 666 956 21 40 $31,304 $29,994 6.75

9.35

Todos os empréstimos Custo com Ajustável (3) base fixa (4) $2,824 $1,333 2,736 1,569 2,639 1,873 2,546 2,136 2,263 1,893 9,386 9,466 5,515 7,582 3,069 4,494 666 956 21 40 $31,665 $31,342 6.70

9.16

Total $4,157 4,305 4,512 4,682 4,156 18,852 13,097 7,563 1,622 61 $63,007 7.92

Informações apresentadas após swaps cambiais e de taxas de juros. Vencimento médio de empréstimos em várias moedas: a seleção de moedas que o Banco faz com objetivos de cobrança não permite a determinação da média de vencimento por moeda para empréstimos em várias moedas. Sendo assim, o Banco divulga os períodos de vencimento de seus empréstimos em várias moedas e o vencimento médio do total da carteira de empréstimos em várias moedas em uma base combinada equivalente em dólares dos Estados Unidos. (3) Inclui empréstimos flutuantes com base na LIBOR. (4) Inclui um total de US$ 1,146 milhões em empréstimos com taxa fixa. (2)


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-3

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DE EMPRÉSTIMOS POR MOEDA E PRODUTO (1) – NOTA E 31 de dezembro de 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Moeda/Tipo de taxa Euros Custo com base fixa Ajustável Ienes Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Francos suíços Custo com base fixa Ajustável Dólares dos Estados Unidos Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Outras Custo com base fixa Saldo de empréstimos Custo com base fixa Ajustável Flutuante com base na LIBOR Total

Empréstimos em várias moedas (2) Total Taxa média ponderada (%)

Empréstimos em moeda única Total Taxa média ponderada (%)

Total de empréstimos Total Taxa média ponderada (%)

Vencimento médio (anos)

$43

7.00

$-

-

-

$43

7.00

501

4.14

-

-

-

501

4.14

94

6.99

-

-

-

94

6.99

1,104 -

4.14 -

88

0.99

7.13

1,104 88

4.14 0.99

52

7.09

-

-

-

52

7.09

578

4.14

-

-

-

578

4.14

181

7.01

26,295

5.36

6.84

26,476

5.37

2,116 -

4.14 -

4,158 21,245

4.66 1.77

7.27 9.18

6,274 21,245

4.48 1.77

118

4.00

1,476

552

13.28

1,594

5.41

488

6.28

27,771

5.37

7.18

28,259

5.38

4,299 -

4.14 -

4,158 21,333

4.66 1.76

7.27 9.17

8,457 21,333

4.40 1.76

$4,787

4.36

$53,262

3.87

7.99

$58,049

3.91


ESTRUTURA DE VENCIMENTO DE SALDOS DE EMPRÉSTIMOS 31 de dezembro de 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Empréstimos em várias moedas (2) Ano de venciment o 2010 2011 2012 2013 2014 2015 a 2019 2020 a 2024 2025 a 2029 2030 a 2034 2035 a 2039 Total Vencimen to médio (anos) (1)

Custo com base fixa (4)

Ajustável

Empréstimos em moeda única Custo com Ajustável (3) base fixa

Todos os empréstimos

$130 100 86 66 45 48

$465 460 448 414 389 1,566

$2,491 2,487 2,376 2,214 2,161 8,515

$1,249 1,398 1,549 1,766 1,910 7,513

Custo com base fixa (4) $2,621 2,587 2,462 2,280 2,206 8,563

12

492

4,731

6,024

1

65

2,243

-

-

$488 2,64

(4)

Ajustável (3)

Total

$1,714 1,858 1,997 2,180 2,299 9,079

$4,335 4,445 4,459 4,460 4,505 17,642

4,743

6,516

11,259

3,241

2,244

3,306

5,550

541

811

541

811

1,352

-

12

30

12

30

42

$4,299 5.47

$27,771 7.18

$25,491 8.86

$28,259 7.11

$29,790 8.37

$58,049 7.75

Informações apresentadas após swaps cambiais e de taxas de juros. Vencimento médio de empréstimos em várias moedas: a seleção de moedas que o Banco faz com objetivos de cobrança não permite a determinação da média de vencimento por moeda para empréstimos em várias moedas. Sendo assim, o Banco divulga os períodos de vencimento de seus empréstimos em várias moedas e o vencimento médio do total da carteira de empréstimos em várias moedas em uma base combinada equivalente em dólares dos Estados Unidos. (3) Inclui empréstimos flutuantes com base na LIBOR. (4) Inclui um total de US$ 1,160 milhões em empréstimos com taxa fixa. (2)


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-4

DEMONSTRAÇÃO DE CAPTAÇÕES E SWAPS DE MÉDIO E LONGO PRAZOS – NOTAS I, J E K 31 de dezembro de 2010 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Captações diretas

Moeda/Tipo de taxa

Contratos de swap cambial

Vencimento médio (anos)

2.98 3.12

$(804) 804 -

4.26 0.70 -

5.24 0.05 0.61

4.06 0.72 3.55

37 (37)

(696) 1,017 (548)

2.63 (0.06)

7.55 1.43 1.34

217 19,876 (4,242)

6.19 0.33 0.19

3.74 -

(20,107) (222)

6.15 5.33

4.58 1.41 4.30

5.07 3.17 4.90

217 (21,456) 24,491 (7,573) (4,321)

-

-

$804

4.26

2.54

Ajustável

593

5.03

6.22

Ienes Fixa

838

5.39

3.68

Ajustável

433

1,69

8.00

Francos suíços Fixa

696

2.63

7.55

-

-

-

35,514

3.71

5.18

4,250

0.67

2.22

20,107

6.15

4.95

222 -

5.33 -

57,959 5,498 63,457 1,799

Dólares dos Estados Unidos Fixa Ajustável Outras Fixa Ajustável

Total Fixa Ajustável Principal ao valor de face Ajustes no valor justo Desconto líquido a amortizar Total

(2,333)

$62,923

4.30

4.90

Valor (2) a pagar (receber)

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos)

$2,257 (1,565)

0.80 2.35

(653) 1,341 (996)

Obrigações cambiais líquidas

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos)

Ajustável

Contratos de swap de taxa de juros

Valor (2) a pagar (receber)

Custo méd. pond. (%)

Euros Fixa

Total

Valor (2) a pagar (receber)

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos)

2.54 2.54 -

$804 (804) 3,654 (1,565)

4.26 4.26 1.46 2.35

2.54 2.54 3.41 3.12

(0.40) 1.23

7.83 7.83

838 (653) 1,811 (1,033)

5.39 5.24 0.43 0.63

3.68 4.06 2.60 3.70

-

-

-

696 (696) 1,017 (548)

2.63 2.63 (0.06)

7.55 7.55 1.43 1.34

3.85 4.76 2.04

349 (29,384) 34,230 (5,778)

5.25 3.43 0.33 0.60

6.96 5.19 4.55 3.64

36,080 (29,384) 58,356 (10,020)

3.74 3.43 0.36 0.43

5.19 5.19 4.45 2.96

4.95 3.74

-

-

-

20,107 (20,107) 222 (222)

6.15 6.15 5.33 5.33

4.95 4.95 3.74 3.74

349 (30,188) 35,071 (5,815) (583)

58,525 (51,644) 65,060 (13,388) 58,553

4.59 4.52 0.43 0.73 0.91

5.08 5.07 4.29 2.99 4.69

(651)

(1,123)

25

1,016

(3)

(734)

$(1,123)

$57,844

0.91

4.69

583

$(3,956)

(1)

(1)

Em 31 de dezembro de 2010, o prazo médio de repactuação das obrigações de câmbio líquidas por captações a taxas ajustáveis era de 3.8 meses. Swaps cambiais são demonstrados em seu valor de face e swaps de taxas de juros, ao valor teórico de cada ponta a pagar ou (receber), classificados pela moeda. Tanto os swaps cambiais quanto os de taxas de juros são ajustados, no total, ao valor justo, como indicado. O valor justo líquido a receber de swaps cambiais e de taxas de juros de US$ 3,956 milhões e US$ 1,123 milhões, respectivamente, mostrados no quadro acima, são representados pelos ativos de swaps cambiais e de taxas de juros ao valor justo de US$ 5,887 milhões e passivos de swaps cambiais e de taxas de juros ao valor justo de US$ 808 milhões, inclusos no Balanço Patrimonial. (3) Representa o desconto a amortizar sobre swaps de taxas de juros de cupom zero. (2)

ESTRUTURA DE VENCIMENTO DO SALDO DE CAPTAÇÕES DE MÉDIO E LONGO PRAZO 31 de dezembro de 2010 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Ano de vencimento 2011 2012 2013 2014 2015

$7,869 10,589 7,074 10,547 7,666

Ano de vencimento 2016 a 2020 2021 a 2025 2026 a 2030 2037 a 2040 Total

$14,311 2,096 2,019 1,286 $63,457


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-4

DEMONSTRAÇÃO DE CAPTAÇÕES E SWAPS DE MÉDIO E LONGO PRAZOS – NOTAS I, J E K 31 de dezembro de 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Captações diretas

Moeda/Tipo de taxa

Euros Fixa Ajustável

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos)

Valor (2) a pagar (receber)

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos)

Valor (2) a pagar (receber)

Custo méd. pond. (%)

Vencimento médio (anos) (1)

$2,293 746 -

5.08 5.06 -

1.48 6.15 -

$(1,107) 2,845 (898)

5.57 0.44 4.26

0.24 3.44 5.95

$(860) 860 -

4.26 0.38 -

3.54 3.54 -

$2,293 (1,967) 4,451 (898)

5.08 5.00 1.20 4.26

1.48 1.69 3.91 5.95

920 424 -

4.98 2.28 -

3.81 8.06 -

(462) 1,250 (764)

5.51 0.11 1.16

4.74 1.63 4.73

(161) 193 (32)

2.52 0.12 1.23

0.46 1.85 8.83

920 (623) 1.867 (796)

4.98 4.74 0.61 1.16

3.81 3.63 3.11 4.89

628 -

2.63 -

8.55 -

(628) 1,035 (349)

2.63 0.09 0.04

8.55 2.21 2.34

-

-

-

628 (628) 1.035 (349)

2.63 2.63 0.09 0.04

8.55 8.55 2.21 2.34

31,334 5,300 -

4.21 0.55 -

5.38 2.47 -

645 18,841 (4,821)

5.42 0.43 0.15

0.67 5.07 2.72

415 (23,540) 27,827 (5,166)

5.02 3.77 0.30 0.60

6.69 5.57 4.89 3.91

32,394 (23,540) 51,968 (9,987)

4.25 3.77 0.37 0.38

5.30 5.57 4.71 3.34

18,231 126 -

6.41 6.05 -

5.18 5.73 -

(18,231) (126)

6.41 6.05

5.18 5.73

-

-

-

18,231 (18,231) 126 (126)

6.41 6.41 6.05 6.05

5.18 5.18 5.73 5.73

53,406 6,596 60,002

4.99 1.28 4.59

5.15 3.31 4.95

645 (20,427) 23,971 (6,958) (2,769)

415 (24,561) 28,880 (5,198) (464)

54,465 (44,988) 59,446 (12,155) 56,768

5.00 4.89 0.45 0.77 1.23

5.11 5.26 4.56 3.63 4.74

(308)

(648)

(197)

1,115

(3)

(781)

$(648)

$55,790

1.23

4.74

Francos suíços Fixa Ajustável

Outras Fixa Ajustável Total Fixa Ajustável Principal ao valor de face Ajustes no valor justo Desconto líquido a amortizar Total

Obrigações cambiais líquidas

Valor (2) a pagar (receber)

Ajustável

Ajustável

Contratos de swap de taxa de juros

Vencimento médio (anos)

Ienes Fixa

Dólares dos Estados Unidos Fixa

Contratos de swap cambial

Custo méd. pond. (%)

Total

759 (2,361)

$58,400

4,59

4.95

464

$(1,962)

(1)

Em 31 de dezembro de 2009, o prazo médio de repactuação das obrigações de câmbio líquidas por captações a taxas ajustáveis era de quatro meses. Swaps cambiais são demonstrados em seu valor de face e swaps de taxas de juros, ao valor teórico de cada ponta a pagar ou (receber), classificados pela moeda. Tanto os swaps cambiais quanto os de taxas de juros são ajustados, no total, ao valor justo, como indicado. O valor justo líquido a receber de swaps cambiais e de taxas de juros de US$ 1,962 milhões e US$ 648 milhões, respectivamente, mostrados no quadro acima, são representados pelos ativos de swaps cambiais e de taxas de juros ao valor justo de US$ 3,647 milhões e passivos de swaps cambiais e de taxas de juros ao valor justo de US$ 1,037 milhões, inclusos no Balanço Patrimonial. (3) Representa o desconto a amortizar sobre swaps de taxas de juros de cupom zero. (2)

ESTRUTURA DE VENCIMENTO DO SALDO DE CAPTAÇÕES DE MÉDIO E LONGO PRAZO 31 de dezembro de 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Ano de vencimento 2010 2011 2012 2013 2014

$9,759 7,361 9,634 4,704 8,880

Ano de vencimento 2015 a 2019 2020 a 2024 2025 a 2029 2037 a 2039 Total

$14,369 1,761 2,406 1,128 $60,002


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-5

DEMONSTRAÇÃO DE SUBSCRIÇÕES DO CAPITAL – NOTA O 31 de dezembro de 2010 e 200 Em milhões de dólares dos Estados Unidos(1)

Países membros

Alemanha Argentina Áustria Bahamas Barbados Bélgica Belize Bolívia Brasil Canadá (2) Chile China Colômbia Coreia, República da Costa Rica Croácia Dinamarca El Salvador Equador Eslovênia Espanha Estados Unidos Finlândia França Guatemala Guyana Haiti Honduras Israel Itália Jamaica Japão México Nicarágua Noruega Países Baixos Panamá Paraguai Peru Portugal Reino Unido República Dominicana Suécia Suíça Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Venezuela Total para 2010 Total para 2009 (1)

Ações

158,638 900,154 13,312 17,398 10,767 27,438 9,178 72,258 900,154 669,774 247,163 184 247,163 184 36,121 4,018 14,157 36,121 48,220 2,434 158,638 2,512,529 13,312 158,638 48,220 13,393 36,121 36,121 13,126 158,638 48,220 418,642 578,632 36,121 14,157 28,207 36,121 36,121 120,445 4,474 80,551 48,220 27,268 39,347 7,342 36,121 96,507 482,267 8,702,335 8,702,335

Parcela realizada do capital subscrito Moedas Outras moedas livremente conversíveis(3) 82.3 $361.1 $104.1 6.9 7.5 4.1 3.9 1.8 14.2 3.6 3.6 29.0 8.4 361.1 104.1 173.7 99.1 28.6 0.1 99.2 28.6 0.1 14.5 4.2 2.1 7.3 14.5 4.2 19.3 5.6 1.3 82.3 1,303.0 6.9 82.3 19.3 5.6 5.2 2.6 14.5 4.2 14.5 4.2 6.8 82.3 19.3 5.6 217.1 232.1 66.9 14.5 4.2 7.3 14.6 14.5 4.2 14.5 4.2 48.3 14.0 2.3 41.8 19.3 5.6 14.1 20.4 3.5 14.5 38.7 216.0 $3,870 $3,870

2.2 4.2 11.2 33.3 $469 $469

Parcela exigível do capital subscrito

Total para 2010

Total para 2009

1,831.4 $10,393.8 153.7 198.3 124.3 316.8 103.5 834.4 10,393.8 7,906.1 2,853.9 2.1 2,853.9 2.1 417.1 46.4 163.4 417.1 556.8 28.1 1,831.4 29,006.7 153.7 1,831.4 556.8 153.8 417.1 417.1 151.5 1,831.4 556.8 4,833.2 6,681.3 417.1 163.4 325.6 417.1 417.1 1,390.7 51.7 929.9 556.8

1,913.7 $10,858.9 160.6 209.9 129.9 331.0 110.7 871.7 10,858.9 8,079.8 2,981.6 2.2 2,981.6 2.2 435.7 48.5 170.8 435.7 581.7 29.4 1,913.7 30,309.7 160.6 1,913.7 581.7 161.6 435.7 435.7 158.3 1,913.7 581.7 5,050.3 6,980.3 435.7 170.8 340.3 435.7 435.7 1,453.0 54.0 971.7 581.7

1.913,7 $10.858,9 160,6 209,9 129,9 331,0 110,7 871,7 10.858,9 8.079,8 2.981,6 2,2 2.981,6 2,2 435,7 48,5 170,8 435,7 581,7 29,4 1.913,7 30.309,7 160,6 1.913,7 581,7 161,6 435,7 435,7 158,3 1.913,7 581,7 5.050,3 6.980,3 435,7 170,8 340,3 435,7 435,7 1.453,0 54,0 971,7 581,7

314.8 454.2 82.9 417.1 1,114.3 5,568.5 $100,641 $100,641

328.9 474.7 88.6 435.7 1,164.2 5,817.8 $104,980

328,9 474,7 88,6 435,7 1.164,2 5.817,8 $104.980

Dados arredondados; devido ao arredondamento, a soma das parcelas pode diferir dos subtotais e dos totais. Inclui 334,887 ações de capital exigível temporárias e sem poder de voto, com valor nominal de US$ 4,039.9 milhões. Em dezembro de 2010, o Banco converteu praticamente todas as posições cambiais de membros não mutuários do Capital Ordinário para dólares dos Estados Unidos, incluindo o capital originalmente integralizado em moedas de países membros de conversão livre. (2) (3)


CAPITAL ORDINÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO I-6

DEMONSTRAÇÃO DE SUBSCRIÇÕES AO CAPITAL E PODER DE VOTO 31 de dezembro de 2010 Países membros

Países membros regionais em desenvolvimento Argentina Bahamas Barbados Belize Bolívia Brasil Chile Colômbia Costa Rica El Salvador Equador Guatemala Guyana Haiti Honduras Jamaica México Nicarágua Panamá Paraguai Peru República Dominicana Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Venezuela Total dos membros regionais em desenvolvimento Canadá (2) Estados Unidos Membros extrarregionais Alemanha Áustria Bélgica China Coreia, República da Croácia Dinamarca Eslovênia Espanha Finlândia França Israel Itália Japão Noruega Países Baixos Portugal Reino Unido Suécia Suíça Total dos países membros extrarregionais Total geral (1) (2)

Ações subscritas com poder de voto

Número de votos

% do número total de votos (1)

900,154 17,398 10,767 9,178 72,258 900,154 247,163 247,163 36,121 36,121 48,220 48,220 13,393 36,121 36,121 48,220 578,632 36,121 36,121 36,121 120,445 48,220 7,342 36,121 96,507 482,267

900,289 17,533 10,902 9,313 72,393 900,289 247,298 247,298 36,256 36,256 48,355 48,355 13,528 36,256 36,256 48,355 578,767 36,256 36,256 36,256 120,580 48,355 7,477 36,256 96,642 482,402

10.751 0.209 0.130 0.111 0.865 10.751 2.953 2.953 0.433 0.433 0.577 0.577 0.162 0.433 0.433 0.577 6.912 0.433 0.433 0.433 1.440 0.577 0.089 0.433 1.154 5.761

4,184,669 334,887 2,512,529

4,188,179 335,022 2,512,664

50.015 4.001 30.006

158,638 13,312 27,438 184 184 4,018 14,157 2,434 158,638 13,312 158,638 13,126 158,638 418,642 14,157 28,207 4,474 80,551 27,268 39,347 1,335,363

158,773 13,447 27,573 319 319 4,153 14,292 2,569 158,773 13,447 158,773 13,261 158,773 418,777 14,292 28,342 4,609 80,686 27,403 39,482 1,338,063

1.896 0.161 0.329 0.004 0.004 0.050 0.171 0.031 1.896 0.161 1.896 0.158 1.896 5.001 0.171 0.338 0.055 0.964 0.327 0.471 15.979

8,367,448

8,373,928

100.000

Dados arredondados; devido ao arredondamento, a soma das parcelas pode diferir dos subtotais e dos totais. Exclui 334,887 ações de capital exigível temporárias e sem poder de voto.


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS

As demonstrações contábeis do Fundo para Operações Especiais do Banco Interamericano de Desenvolvimento foram traduzidas para o português dos textos em inglês. As demonstrações contábeis em inglês e espanhol foram examinadas por auditores independents do Banco. O relatório dos auditores sobre o exame efetuado e o seu parecer encontram-se nas versões em inglês e espanhol do Relatório Anual.


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO BALANÇO PATRIMONIAL Em milhões de dólares dos Estados Unidos 31 de dezembro 2010

2009

ATIVO Caixa e investimentos Caixa — Nota C……………………………………………

$ 400

Investimentos — Notas D, E e Anexo II-1..........................

1.013

$ 369 1.041

$1.413

$1.410

Saldo de empréstimos — Nota F e Anexo II-2.....................

4.004

4.317

Juros e outros encargos acumulados sobre empréstimos...

18

20

Valores a receber de países membros — Nota H Obrigações não negociáveis e não remuneradas: Obrigações à demanda………………………………….

454

458

Notas a prazo.....................................................................

133

146

Valores necessários para a manutenção de valor de ativos monetários..........................................................................

89

98

676

702

Outros ativos............................................................................

1

Total do ativo.......................................................................

$6.112

$6.449

PASSIVO E SALDO DO FUNDO Passivo Contas a pagar e despesas acumuladas.................................. Projetos de cooperação técnica e outros financiamentos a desembolsar — Nota I........................................................ Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID — Nota J.................................................................................. Valores a pagar para a manutenção de valor de ativos monetários — Nota H.........................................................

$

$

4

4

86

89

384

154

292

$ 766

295

Saldo do fundo Cotas de contribuição autorizadas e subscritas — Nota K e Anexo II-3............................................................ Reserva (déficit) geral — Nota L...........................................

10.000

9.762

(4.758)

(3.966)

Ajustes de tradução acumulados — Nota M..........................

104

Total do passivo e saldo do fundo....................................

5.346 $6.112

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis.

111

$542

5.907 $6.449


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO E RESERVA (DÉFICIT) GERAL Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 Lucro (prejuízo) Empréstimos Juros............................................................................................ Outras receitas de empréstimos..................................................

$

$

75 8 83 57 140

2008

$

80 11 91 (18) 73

Investimentos — Nota D................................................................ Receitas totais..............................................................................

69 5 74 17 91

Despesas Despesas administrativas — Nota B................................................ Despesas totais..............................................................................

11 11

12 12

62 62

Lucro antes da cooperação técnica, alívio da dívida e transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores............................................................................. Despesa com cooperação técnica................................................... Despesa com alívio da dívida — Nota G....................................... Transferências para o Fundo Não Reembolsável do BID aprovadas pela Assembleia de Governadores — Nota L....... Prejuízo líquido...............................................................................

80 24 484

128 23 (3)

11 33 -

364 (792)

122 (14)

50 (72)

Reserva geral (déficit), início do exercício.......................................

(3.966)

(3.952)

(3.880)

Reserva geral (déficit), encerramento do exercício.......................

$(4.758)

$(3.966)

$(3.952)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE Em milhões de dólares dos Estados Unidos

2 Prejuízo líquido................................................................................... Ajustes de tradução — Nota M......................................................... Prejuízo abrangente............................................................................

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2 2009 2 $(14) $(792) 9 (7) $ (5) $(799)

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis.

2008 $(72) (16) $(88)


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 Fluxos de caixa gerados por atividades de empréstimo Desembolsos de empréstimos................................................ Liquidações de empréstimos.................................................. Participações em empréstimos, líquidas................................ Caixa líquido aplicado em atividades de empréstimo............ Fluxos de caixa gerados por atividades de financiamento Valores recebidos de países membros..................................... Cotas de contribuição de países membros............................... Restituição de cotas de contribuição para países membros.... Caixa líquido gerado por atividades de financiamento........... Fluxos de caixa gerados por atividades operacionais Compras brutas de investimentos............................................. Recursos brutos gerados pela venda ou o vencimento de investimentos.................................................................... Receita de operações de crédito................................................ Receita de investimentos........................................................... Despesas administrativas.......................................................... Financiamentos de cooperação técnica e outros....................... Transferências de caixa para o Fundo Não Reembolsável do BID................................................................................... Caixa líquido gerado por (aplicado em) atividades operacionais...........................................................................

2

2009 20

2008

$ (398) 214 (4) (188)

$ (414) 220 (2) (196)

$ (415) 229 (5) (191)

30 236 266

49 125 174

22 (1) 21

(1.847)

(886)

(586)

1.867 74 19 (10) (26)

872 80 31 (13) (25)

730 91 23 (63) (27)

(134)

(41)

(15)

(57)

18

153

Efeito de flutuações de taxas de câmbio sobre o saldo de caixa......................................................................................

10

8

8

Aumento (redução) no saldo de caixa, líquido........................... Caixa, início do exercício.................................................................

31 369

4 365

(9) 374

Caixa, encerramento do exercício...................................................

$400

$369

$365

As notas explicativas e anexos são parte integrante das demonstrações contábeis


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Nota A – Origem O Banco Interamericano de Desenvolvimento (Banco) é uma organização internacional, constituída em dezembro de 1959. Seu principal objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe, principalmente através de empréstimos e assistência técnica correlata para projetos específicos e para programas de reforma econômica. O Fundo para Operações Especiais (FOE) foi instituído de acordo com o Convênio Constitutivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Convênio) com o objetivo de conceder empréstimos em termos altamente privilegiados aos países membros do Banco menos desenvolvidos. O FOE também presta assistência técnica relacionada com projetos e sem conexão com empréstimos específicos. O FOE complementa as atividades do Capital Ordinário, do Mecanismo de Financiamento Intermediário (MFI) e do Fundo Não Reembolsável do BID (GRF). O objetivo do MFI é subsidiar parte dos pagamentos de juros sobre os empréstimos concedidos pelo Capital Ordinário a certos mutuários. O GRF foi instituído em 2007, com a finalidade de fazer doações adequadas para enfrentar circunstâncias especiais em certos países (atualmente apenas o Haiti) ou de certos projetos. Nota B – Resumo das principais práticas contábeis As demonstrações contábeis do FOE são preparadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América. A preparação de demonstrações contábeis exige da administração estimativas e pressupostos que afetam os valores divulgados dos ativos e passivos, a divulgação dos ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis e os valores divulgados para as receitas e despesas do exercício. Os resultados finais podem diferir dessas estimativas. Foram feitos julgamentos significativos na avaliação de certos instrumentos financeiros e na determinação da adequação da provisão para créditos de liquidação duvidosa. Novos pronunciamentos sobre contabilidade Em janeiro de 2010, a Comissão de Normas de Contabilidade Financeira (FASB, na sigla inglesa) publicou a Atualização da Norma Contábil (ASU, na sigla em inglês) Nº 2010-06 ―Melhoramentos nas divulgações sobre medições ao valor justo‖. Esta atualização melhora as exigências de divulgação relacionadas com as Medições e divulgações de valor justo, por exigir a divulgação separada de transferências de e para os Níveis 1 e 2, bem como uma descrição dos motivos dessas transferências e divulgação bruta de compras, vendas, emissões e liquidações na conciliação de medições ao valor justo, usando dados não observáveis significativos (Nível 3). Além disso, a ASU Nº 2010-06 esclarece as exigências das divulgações de medições ao valor justo para cada classe, em vez de para as principais categorias de ativos e passivos e as exigências da divulgação das técnicas de avaliação e dados significativos empregados para medir o valor justo tanto para as medições de valor justo recorrentes como para as não recorrentes, quer classificadas como Nível 2 ou Nível 3. As novas divulgações e esclarecimentos sobre as divulgações existentes aplicáveis ao FOE entraram em vigor em 2010 e foram incorporadas à Nota E – "Medições ao valor justo". Em julho de 2010, o FASB publicou a ASU Nº 2010-20 "Divulgações sobre a qualidade de crédito de recebíveis por financiamentos e provisão para perdas com créditos". Essa atualização melhora as exigências de divulgação relacionadas com recebíveis e delineia as divulgações específicas necessárias para a provisão para perdas com créditos e todos os recebíveis por financiamentos. As novas diretrizes exigem que a entidade faça divulgações desagregadas, tais como: uma planilha antecipada prevendo a evolução da provisão para perdas com créditos e respectivo saldo dos recebíveis por financiamentos; a qualidade de crédito da carteira de recebíveis; a classificação por datas de vencimento dos recebíveis em mora, a natureza e extensão das reestruturações de dívidas problemáticas ocorridas e seu impacto sobre a provisão para perdas com crédito; recebíveis por financiamento em regime de caixa e recebíveis prejudicados ("impaired"), entre outros. As novas exigências de divulgação aplicáveis foram incorporadas à Nota F – ―Saldo de empréstimos e provisão para créditos de liquidação duvidosa". Tradução de valores expressos em moeda estrangeira As demonstrações contábeis são expressas em dólares dos Estados Unidos; entretanto, o Banco conduz suas operações nas moedas de todos os seus membros, consideradas funcionais. Os recursos do FOE provêm das cotas de contribuição e lucros acumulados nessas várias moedas. Os ativos e passivos expressos em outras moedas são traduzidos para dólares dos Estados Unidos da América a taxas de câmbio praticadas pelo mercado nas datas do Balanço Patrimonial. As receitas e despesas nessas moedas são traduzidas pelas taxas praticadas pelo mercado durante cada mês. As flutuações das taxas de câmbio não afetam os equivalentes em dólar dos Estados Unidos de valores em moedas sujeitas à manutenção de valor (MV) descrita abaixo. Os ajustes líquidos resultantes da tradução de ativos e passivos em moedas que não contam com a proteção da MV, derivadas dos aumentos nas cotas de contribuição de 1983, 1990 e 1995, para dólares dos Estados Unidos estão refletidos em Prejuízo abrangente1 na Demonstração de resultado abrangente.

1

As referências a contas e títulos nas demonstrações contábeis são identificadas pelo nome da conta ou título, começando com inicial maiúscula, sempre que aparecerem nas notas às demonstrações contábeis.


Investimentos As transações com títulos detidos para fins de investimento são registradas na data da operação. Todos os títulos detidos para fins de investimento são mantidos em uma carteira de curto prazo e contabilizados ao seu valor justo, com as variações no valor justo refletidas em Receita de investimentos. Empréstimos O Banco usa recursos do FOE para conceder empréstimos altamente privilegiados, denominados em moedas de países membros não mutuários, aos países membros mutuários menos desenvolvidos, seus órgãos ou subdivisões políticas. Em anos anteriores, o Banco também concedeu empréstimos privilegiados em moedas locais a membros mutuários. O Banco tem seguido a política de exigir que, quando o mutuário não for um governo nacional, banco central ou outra entidade governamental ou intergovernamental, o empréstimo goze de plena garantia do governo. De acordo com o contrato com os mutuários, o Banco vende participações em certos empréstimos para o Fundo Fiduciário de Progresso Social, conservando para si a administração de tais empréstimos. O resultado dos empréstimos é reconhecido em regime de competência. O FOE considera um empréstimo em mora quando as amortizações do principal ou pagamentos de juros não tiverem sido recebidos na dada de vencimento especificada no contrato. É política do Banco contabilizar pelo regime de caixa todos os empréstimos concedidos a um governo membro quando o serviço relativo a qualquer empréstimo concedido para tal governo, ou garantido por ele, por qualquer fundo de titularidade do Banco ou certos fundos sob sua gestão, estiver em mora por mais de 180 dias. Na data em que um empréstimo a um país membro é colocado em regime de caixa, todos os empréstimos a esse país membro são colocados no mesmo regime. Quando um empréstimo é colocado em regime de caixa, os encargos que tiverem sido acumulados e permanecerem em aberto são deduzidos da receita do período corrente. Os encargos sobre empréstimos contabilizados em regime de caixa são refletidos no resultado somente quando os respectivos pagamentos forem de fato recebidos pelo Banco. Na data em que um país membro paga o total dos valores vencidos, recomeça a contabilização de juros, o país readquire a qualificação para novos empréstimos e todos os encargos vencidos (inclusive os dos anos anteriores) são reconhecidos como receita de empréstimos no período corrente. Os custos diretos incrementais associados à colocação de empréstimos são debitados ao resultado quando incorridos, já que os valores são considerados irrelevantes para os resultados financeiros. O FOE não reescalona seus empréstimos. Além disso, em razão da natureza de seus mutuários, o FOE tem a expectativa de que todos os seus empréstimos sejam liquidados. A natureza e extensão da exposição do FOE ao risco de crédito é determinada considerando a classificação de crédito em moeda estrangeira de longo prazo atribuída a cada país mutuário pelas agências classificadoras (geralmente a Standard & Poor’s), ajustada pelas probabilidades de inadimplência perante o Banco. O Banco periodicamente examina a viabilidade do recebimento de empréstimos e, se for o caso, debita ao resultado uma provisão para perdas com empréstimos, de acordo com sua determinação do risco de cobrança da carteira de empréstimos. Essas análises consideram o risco de crédito, de acordo com a definição acima, assim como o potencial de perda resultante da mora na amortização programada. Reconhecimento de alívio da dívida: O Banco participou de iniciativas de alívio da dívida criadas por organizações internacionais para tratar dos problemas de dívida dos países membros identificados como países pobres muito endividados (HIPC) com o perdão total ou parcial do pagamento de encargos futuros sobre os saldos de empréstimo do FOE. O principal componente dos empréstimos afetado pelas iniciativas de alívio de dívida do Banco é reconhecido como Despesa de alívio de dívida na Demonstração de Resultado e Reserva Geral (Déficit) e como redução em Saldo de empréstimos, por intermédio de uma Provisão para alívio da dívida, quando o compromisso do FOE for provável e o valor do alívio da dívida for estimável. Valores a receber de países membros Os valores a receber de países membros incluem obrigações à demanda, não negociáveis e não remuneradas, aceitas em lugar do pagamento imediato total ou parcial das cotas de contribuição de um membro; notas a prazo, não negociáveis e não remuneradas, aceitas em pagamento por obrigações de Manutenção de Valor; e outras obrigações de Manutenção de Valor. Cotas de contribuição Reconhecimento: O nono aumento geral de recursos do Banco (BID-9) prevê um aumento nos recursos do FOE. Se aprovado, cotas de contribuição adicionais serão pagas pelos membros do Banco em uma parcela ou em cinco parcelas fixas anuais, com início em 2011. Essas cotas de contribuição serão registradas na data do pagamento da parcela correspondente. Contribuições antecipadas podem ser recebidas pelo total do aumento nas contribuições de um membro ou pela primeira parcela de tal aumento. Essas contribuições antecipadas seriam consideradas efetivas e registradas no ato de recebimento do pagamento em numerário. Avaliação: O Convênio estipula que as cotas de contribuição sejam expressas em termos de dólares dos Estados Unidos com o peso e título de 1º de janeiro de 1959. A Segunda Emenda ao Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional eliminou as paridades ouro entre as moedas a partir de 1º de abril de 1978. Consequentemente, a assessoria jurídica do Banco deu parecer no sentido de que os Direitos Especiais de Saque (DES) tinham se tornado os sucessores do dólar dos Estados Unidos de 1959 como padrão de valor para as contribuições dos membros e para fins de manter o valor dos ativos monetários detidos pelo FOE. O DES tem um valor igual à soma dos


valores de montantes específicos de moedas determinadas, incluindo o dólar dos Estados Unidos. Enquanto não for tomada uma decisão pelo órgão que governa o Banco e de acordo com o parecer da Assessoria Jurídica, o Banco continuará a prática de usar como base de avaliação o dólar dos Estados Unidos de 1959, como avaliado em termos de 1º de julho de 1974, o qual equivale a aproximadamente 1,2063 dólares dos Estados Unidos da época. Manutenção de valor (MV) De acordo com o Convênio, cada membro obriga-se a manter o valor dos ativos do FOE detidos em sua moeda, até o ponto estabelecido pelos termos dos respectivos aumentos nas cotas de contribuição. Da mesma forma, e de acordo com os mesmos termos de aumento de cotas de contribuição, o Banco obriga-se a restituir a cada membro um montante em sua própria moeda equivalente a qualquer aumento significativo no valor denominado na moeda desse membro detido pelo FOE. O padrão de valor para esses fins é o dólar dos Estados Unidos, com o título e peso em vigor em 1º de janeiro de 1959. Os ativos monetários derivados dos aumentos nas cotas de contribuição em 1983, 1990, 1995 e 2010 não contam com a manutenção de valor. O valor relacionado com a MV para recursos em moedas de países membros não mutuários é apresentado como ativo ou passivo no Balanço Patrimonial, incluído em Valores necessários/a pagar para a manutenção de valor de ativos monetários. Despesas administrativas Todas as despesas administrativas do Banco, excluindo as despesas de realinhamento, são distribuídas entre o Capital Ordinário e o FOE, de acordo com fórmulas de alocação aprovadas pela Diretoria Executiva ou pela Assembleia de Governadores. Durante 2010, as proporções efetivas de alocação de despesas administrativas foram de 2,0% para o FOE e 98,0% para o Capital Ordinário (2009 – 2,3% e 97,7%; 2008 — 12,7% e 87,3%). Cooperação técnica Os projetos de cooperação técnica a fundo perdido, bem como certos financiamentos cuja recuperação depende explicitamente de eventos que podem não ocorrer, são contabilizados como Despesas de cooperação técnica quando de sua aprovação. Os cancelamentos de parcelas não desembolsadas e recuperações de financiamentos recuperáveis contingentemente são compensados contra Despesas de cooperação técnica no exercício em que ocorrerem. A partir de 31 de dezembro de 2010, os projetos de cooperação técnica não mais serão financiados com recursos do FOE. Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores A Assembleia de Governadores pode aprovar transferências de reserva geral do FOE para o GRF. Essas transferências são reconhecidas como despesa quando aprovadas pela Assembleia de Governadores e financiadas de acordo com as exigências de financiamento do GRF. A parcela a desembolsar das transferências aprovadas é demonstrada em Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID no Balanço Patrimonial.


Valor justo dos instrumentos financeiros Os seguintes métodos e pressupostos foram usados pelo Banco para medir o valor justo dos seus instrumentos financeiros: Caixa: O saldo de caixa apresentado no Balanço Patrimonial é aproximadamente igual ao valor justo. Investimentos: Os valores justos dos títulos mantidos como investimento são baseados nos preços praticados no mercado, quando disponíveis, ou em informações de serviços de precificação externos, distribuidoras independentes ou fluxos de caixa descontados. Empréstimos: O Banco é uma das pouquíssimas instituições que concedem empréstimos para financiar o desenvolvimento na América Latina e no Caribe. A falta de um mercado secundário para empréstimos de desenvolvimento dificulta a estimativa do valor justo da carteira de empréstimos do Banco, a despeito da flexibilidade oferecida pela estrutura de valor justo. Entretanto, o Banco continua a explorar as possíveis ferramentas de avaliação para estimar o valor justo de sua carteira de empréstimos sem incorrer em custos excessivos. Nota C – Moedas sujeitas a restrições Em 31 de dezembro de 2010, o Saldo de caixa incluía US$ 375 milhões (2009 – US$ 355 milhões) em moedas emitidas por mutuários regionais. O valor de US$ 20 milhões (2009 – US$ 12 milhões) estava sob restrição de um membro, de acordo com as disposições do Convênio, no que se refere ao uso para o pagamento de bens e serviços em seu território. Nota D – Investimentos Como parte de sua estratégia geral de gestão de carteira, o Banco investe os recursos do FOE em títulos de alta qualidade, de acordo com diretrizes de investimento estabelecidas. Esses investimentos incluem obrigações emitidas por governos, órgãos governamentais, bancos e empresas, e títulos lastreados por hipotecas e ativos com praticamente todas as classificações de crédito entre AAA e A (os títulos de curto prazo têm a mais elevada classificação de crédito de curto prazo). O Banco limita as atividades de investimento em títulos a uma lista de distribuidoras e contrapartes autorizadas. Foram estabelecidos limites de crédito para cada contraparte. O Banco administra dois conjuntos de investimentos para o FOE e MFI. Durante 2010, a parcela do FOE dos ganhos com investimentos a realizar desses dois fundos totalizou US$ 5 milhões (2009 – perdas a realizar no valor de US$ 28 milhões). Um resumo da posição em títulos de curto prazo em 31 de dezembro de 2010 e 2009, incluindo a participação do FOE nos ativos desses conjuntos de investimentos, é apresentado na Demonstração Resumida de Investimentos - Anexo II-1. O retorno médio sobre os investimentos, incluindo ganhos e perdas realizados e a realizar, durante 2010, foi de 1,64% (2009 — 5,09%; 2008 — (1,68%)). Nota E – Medições pelo valor justo A estrutura de medição do valor justo cria uma hierarquia de valor justo que prioriza os dados utilizados pelas técnicas de avaliação no estabelecimento do valor justo. Essa hierarquia dá a mais alta prioridade aos preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos, sem ajustes (Nível 1), e a mais baixa prioridade aos dados não observáveis (Nível 3). Os três níveis da hierarquia do valor justo são: Nível 1 – Preços (sem ajuste) cotados em mercados ativos acessíveis no momento da medição, para ativos ou passivos idênticos e sem restrições à negociação; Nível 2 – Preços cotados em mercados não ativos ou em dados observáveis, direta ou indiretamente, durante praticamente toda a vida do ativo ou passivo; Nível 3 – Preços ou técnicas de avaliação que exijam dados ao mesmo tempo significativos para a medição ao valor justo e não observáveis (quer dizer, que contem com o apoio de pouca ou nenhuma atividade de mercado). Os instrumentos de investimento do FOE são avaliados ao valor justo com base em preços cotados em mercados que não são ativos, serviços de precificação externos, quando há, em cotações solicitadas a corretoras ou distribuidoras de valores ou preços derivados de modelos de precificação alternativos, utilizando fluxos de caixa descontados. Essas metodologias constituem-se em técnicas de avaliação condizentes com a abordagem de rendimento e mercado. Esses títulos para investimentos são classificados como Nível 2 na hierarquia de valor justo. Para mais detalhes sobre a carteira de títulos mantidos como investimento de curto prazo por classe, consulte o Anexo II-1. Nota F – Saldo de empréstimos e Provisão para créditos de liquidação duvidosa Os empréstimos aprovados são desembolsados de acordo com as necessidades do projeto financiado; entretanto, os desembolsos somente começam quando mutuário e eventual garantidor satisfazem certas condições suspensivas exigidas por contrato. Os empréstimos aprovados até 2007 normalmente tinham até 40 anos de prazo e até 10 anos de período de carência para as amortizações do principal, e normalmente têm uma taxa de juros de 1% durante o período de carência e de 2% após esse período. Desde 2007, o Banco oferece uma combinação de empréstimos do FOE e do Capital Ordinário (os ―empréstimos paralelos‖). A parcela do FOE nos empréstimos paralelos é composta por empréstimos com parcela única, vencimento em até 40 anos e taxa de juros de 0,25%. O principal dos empréstimos é amortizável e os juros acumulados são pagáveis nas mesmas moedas do empréstimo.


Um resumo da posição de empréstimos por país é apresentado na Demonstração Resumida do Saldo de Empréstimos – Anexo II-2. A taxa de juros média para o saldo de empréstimos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 era de 1,63% e 1,65%, respectivamente, e o prazo médio era de 13,4 anos em 2010 e 12,8 anos 2009. Para o FOE, a probabilidade de passar por um evento de crédito em sua carteira de empréstimos com contragarantia soberana é diferente da de mutuantes comerciais. O FOE não renegocia ou reescalona seus empréstimos e, historicamente, sempre recebeu as amortizações do principal e pagamentos dos juros devidos totais na resolução de um evento de crédito. Assim, a probabilidade de inadimplência junto ao FOE relacionada com cada país é ajustada para refletir a expectativa do FOE de recuperar totalmente todos os seus empréstimos. O FOE se expõe ao risco através de suas operações de empréstimo de duas maneiras: Primeiro, mesmo com a amortização do principal e pagamento dos juros totais no fim de um evento de crédito, o FOE sofre uma perda econômica por não cobrar juros sobre juros vencidos enquanto o evento dura. Segundo, o FOE fica economicamente exposto enquanto o evento de crédito ocorre. Entretanto, considerando que o FOE tem uma carteira de empréstimos quase totalmente em curso normal desde a sua constituição e a natureza de seus mutuários e garantidores, o FOE espera que todos os empréstimos sejam quitados. A qualidade de crédito da carteira de empréstimos em 31 de dezembro de 2010, como representada pelas classificações de crédito em moeda estrangeira de longo prazo atribuídas a cada país mutuário pelas agências classificadoras é (em milhões): Classificação dos países A BBB – BBBBB+ – BBB+ – BCCC+ – CCC Total

31 de dezembro de 2010 $6 254 758 2.012 974 $4.004

As classificações apresentadas acima foram atualizadas em 31 de dezembro de 2010. Empréstimos em mora e em regime de caixa Em 31 de dezembro de 2010 não havia empréstimo algum considerado em mora ou em regime de caixa. O Banco realiza avaliações coletivas da possibilidade de recebimento da carteira de empréstimos do FOE. Em 31 de dezembro de 2010 e 2009 a provisão para créditos de liquidação duvidosa era insignificante. Além disso, não foram feitas alterações na política do FOE, no que diz respeito à provisão para créditos de liquidação duvidosa durante o ano. Nota G – Provisão para alívio da dívida A evolução da Provisão para alívio da dívida para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 é demonstrada abaixo (em milhões):


Saldo em 1º de janeiro Despesa com alívio de dívida – componente principal Alívio da dívida durante o exercício: Iniciativa HIPC Reforçada Iniciativa Multilateral de Alívio da Dívida (IMAD) BID-9 (Nota – O) Saldo em 31 de dezembro Composto de: Provisão para a Iniciativa HIPC Reforçada Provisão para a Iniciativa de Alívio da Dívida Multilateral

2010 $484

2009 $423 (10)

-

(10) (403)

(484) $-

2009 $433 -

(10) -

$-

$423

$-

$-

$10 413

$-

$-

$423

Nota H – Valores a receber de países membros A composição de valores líquidos a receber de países membros em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é a seguinte (em milhões):

Países membros regionais em desenvolvimento Canadá Países membros extrarregionais Total

2010 $617 10 (243) $384

2009 $647 15 (255) $407

Esses valores são representados no Balanço Patrimonial como segue (em milhões):

Valores a receber de países membros Valores a pagar para a manutenção do valor de ativos monetários Total

2010 $676 (292) $384

2009 $702 (295) $407

Em 16 de outubro de 2009, o Banco celebrou um acordo com um de seus países membros mutuários para consolidar o saldo de suas obrigações de Manutenção de Valor para com o FOE, no valor de US$ 146 milhões, e aceitou um cronograma de pagamentos que previa dezesseis prestações anuais, a partir de 2010. Devido à natureza dos Valores a receber dos países membros, o Banco espera receber todos eles integralmente. Nota I – Projetos de cooperação técnica e outros financiamentos a desembolsar Segue um resumo das variações em Projetos de Cooperação Técnica e Outros Financiamentos a desembolsar para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (em milhões):

Saldo em 1º de janeiro Aprovações Cancelamentos Desembolsos Saldo em 31 de dezembro

2010 $89 36 (8) (31) $86

2009 $91 33 (6) (29) $89


Nota J – Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID A seguir, um resumo das variações nos Valores devidos ao Fundo Não Reembolsável do BID para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões):

Saldo em 1º de janeiro Transferências aprovadas pela Assembleia de Governadores Desembolsos Saldo em 31 de dezembro

2010 $154 364 (134) $384

2009 $73 122 (41) $154

2008 $38 50 (15) $73

Nota K – Quotas de contribuição autorizadas e subscritas Foram aceitas obrigações à demanda, não negociáveis e não remuneradas, em lugar do pagamento imediato total ou parcial das cotas de contribuição dos membros em reposições anteriores. O pagamento das cotas de contribuição depende dos processos orçamentários dos membros e, em alguns casos, de seu processo legislativo. A cota de contribuição do Canadá está sendo aumentada por recebimentos de principal, juros e encargos de serviço sobre empréstimos concedidos pelo Fundo Fiduciário Canadense, administrado pelo Banco (2010 – US$ 1 milhão; 2009 – US$ 1 milhão). Para uma Demonstração de Cotas de Contribuição em 31 de dezembro de 2010 e 2009, consulte o Anexo II-3. Nono aumento geral dos recursos Em 21 de julho de 2010, a Assembleia de Governadores deliberou votar uma Proposta de Resolução que prevê um aumento nos recursos do FOE composto de US$ 479 milhões adicionais (em termos de valores líquidos atuais) de novas cotas de contribuição. Todas as contribuições para o FOE devem ser feitas em dólares dos Estados Unidos. Se a Assembleia de Governadores aprovar o aumento nos recursos do FOE, um membro poderá fazer sua contribuição para o aumento do FOE em um pagamento único (isto é, sua parcela dos US$ 479 milhões), a partir de 31 de outubro de 2011, ou em cinco parcelas fixas anuais da sua parcela do valor não descontado dos US$ 479 milhões, estabelecido em US$ 517,3 milhões, a cada 31 de outubro no período entre 2011 e 2015. Contribuições antecipadas podem ser recebidas pelo total do aumento nas contribuições de um membro ou na primeira parcela de tal aumento, e se tornarão efetivas no momento do recebimento do pagamento em numerário. Em 2010, o FOE recebeu contribuições antecipadas no valor de US$ 236 milhões, refletidas no Anexo II-3, Demonstração das cotas de contribuição. Poder de voto Na tomada de decisões com respeito a operações do FOE, o número de votos e o poder de voto percentual de cada país membro são os mesmos aplicáveis a decisões que envolvem o Capital Ordinário. Aumento no número de membros do Banco Em 12 de janeiro de 2009, a República Popular da China ingressou no Banco como seu 48º membro. Como parte de sua participação no Banco, a China contribuiu com US$ 125 milhões em espécie para o FOE.


Nota L – Reserva geral (déficit) A Reserva geral (déficit) consiste dos lucros e perdas em exercícios anteriores. A seguir, um resumo das variações na Reserva geral (déficit) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões):

Saldo em 1º de janeiro de 2008 Prejuízo líquido Saldo em 31 de dezembro de 2008 Lucro (prejuízo) líquido Saldo em 31 de dezembro de 2009 Prejuízo líquido Saldo em 31 de dezembro de 2010

Alívio da dívida

Receita (despesa), exceto alívio de dívida

Total da reserva geral (déficit)

$(4.698)  (4.698) 3 (4.695) (484)

$818 (72) 746 (17) 729 (308)

$(3.880) (72) (3.952) (14) (3.966) (792)

$(5.179)

$421

$(4.758)

Em 2007, a Assembleia de Governadores aprovou a criação do GRF para doações ao Haiti. O GRF deveria ser financiado por transferências da reserva geral do FOE (calculadas com exclusão do valor principal acumulado perdoado como parte das Iniciativas HIPC e outros alívios de dívida), e possíveis contribuições diretas de países doadores. Como parte do BID-9, a Assembleia de Governadores aprovou transferências adicionais da reserva geral do FOE para o GRF no valor de US$ 236 milhões, representando contribuições antecipadas recebidas até o momento, aumentando o total de transferências em 2010 para US$ 364 milhões (2009 - US$ 122 milhões; 2008 - US$ 50 milhões). A expectativa é de que US$ 45 milhões sejam transferidos da reserva geral em 2011, depois do que as transferências do FOE para o GRF cessarão. Nota M – Ajustes de tradução acumulados Segue um resumo das alterações dos Ajustes de tradução acumulados para os anos findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões): 2010 2009 2008 Saldo em 1º de janeiro $111 $102 $118 Ajustes de tradução (7) 9 (16) Saldo em 31 de dezembro $104 $111 $102


Nota N – Conciliação do Prejuízo líquido com o Caixa líquido gerado por (aplicado em) operações Segue-se uma conciliação entre Prejuízo líquido e Caixa líquido gerado por (usado em) operações, como aparece na Demonstração de fluxos de caixa (em milhões):

Prejuízo líquido Diferença entre valores acumulados e valores pagos ou recebidos por: Receita de empréstimos Perda (ganho) líquida a realizar sobre investimentos Despesas administrativas Financiamentos de cooperação técnica e outros Transferências para o GRF Redução (aumento) líquida em investimentos Alívio da dívida Caixa líquido gerado por (aplicado em) operações Divulgação suplementar de itens que não afetam caixa Aumento (redução) resultante de flutuações na taxa de câmbio: Investimentos Saldo de empréstimos Valores a receber de países membros, líquidos

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $(792) $(14) $(72)

2 1 (2) 230 20 484 $(57)

$(6) (19) 7

(3) (26) (1) (2) 81 (14) (3) $18

$11 10 (20)

41 (1) 6 35 144 $153

$(16) (56) 49

Nota O – Alívio da Dívida e Reforma Financeira Concessional O Banco participou das Iniciativas HIPC Original e Reforçada, iniciativas internacionais coordenadas pelo Grupo dos Sete (G-7), o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional, para tratar dos problemas de endividamento de um grupo de países identificados como países pobres muito endividados. Além disso, em 2007, o Banco aprovou a IMAD e a Reforma Financeira Concessional, proporcionando alívio de 100% das dívidas de empréstimos qualificados do FOE para países membros pobres altamente endividados e reestruturando as operações do FOE. De acordo com a IMAD, países do grupo HIPC, a Bolívia, Guyana, Honduras e Nicarágua, se tornaram qualificados para o alívio de dívida no momento em que chegaram ao Ponto de Conclusão sob a Iniciativa HIPC Reforçada. No final de 2009, os cinco países qualificados tinham alcançado o Ponto de Conclusão e o Banco forneceu US$ 4.695 milhões no total para o alívio de dívidas sob as três iniciativas. A participação do Banco nessas iniciativas culminou com o Haiti chegando ao Ponto de Conclusão em junho de 2009. Como parte do BID-9, a Assembleia de Governadores aprovou, mediante recebimento de contribuições antecipadas ao FOE, (i) o cancelamento total da dívida do Haiti com o FOE e (ii) a transferência de todo o saldo a desembolsar do FOE para o GRF e a consequente conversão em doações. Com o recebimento de contribuições antecipadas de certos países membros em 2010, a dívida do Haiti com o FOE, no valor de US$ 484 milhões, foi cancelada e os saldos a desembolsar, no valor de US$ 144 milhões, foram transferidos ao GRF e , em seguida, convertidos em doações. Nota P – Eventos subsequentes A Administração avaliou os eventos subsequentes até 28 de março de 2011, data em que as demonstrações contábeis foram aprovadas pela Assembleia dos Governadores. Como resultado dessa avaliação, não há eventos subsequentes, como foi definido, que exijam reconhecimento ou divulgação nas demonstrações contábeis do FOE em 31 de dezembro de 2010.


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO II-1

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DOS INVESTIMENTOS – NOTA D 31 de dezembro de 2010 e 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Investimentos Fundos comuns de investimento (1): Obrigações dos Governo dos Estados Unidos e seus órgãos e corporações Empresas patrocinadas pelo governo dos EUA Obrigações de governos e seus órgãos, exceto governo dos EUA Títulos privados Obrigações de bancos Títulos lastreados por hipotecas Residencial dos EUA Residencial de fora dos EUA Títulos lastreados por ativos Investimentos diretos: Obrigações do governo dos Estados Unidos, suas empresas e órgãos Obrigações de governos e seus órgãos, exceto governo dos EUA Obrigações de bancos

2010

2009

$91 9 342 177

$94 10 284 5 222

13 60 48 740

6 124 85 830

20 220 33 $1.013

141 70 $1.041

(1)

Detalhes dos investimentos por categorias, representando a parcela proporcional do FOE dos ativos de fundos comuns de investimento. Para mais detalhes, consulte a Nota D.

As moedas dos investimentos acima são as seguintes: Moedas Libras esterlinas Dólares canadenses Coroas dinamarquesas Euros Coroas suecas Dólares dos Estados Unidos

2010 $21 56 2 143 5 786 $1.013

2009 $19 45 4 119 4 850 $1.041


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO II-2

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA DE SALDO DE EMPRÉSTIMOS – NOTA F 31 de dezembro de 2010 e 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos

País em cujo território foram concedidos empréstimos Argentina Barbados Bolívia Brasil Colômbia Costa Rica El Salvador Equador Guatemala Guyana Haiti Honduras Jamaica México Nicarágua Panamá Paraguai Peru República Dominicana Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Regional Total para 2010 Total para 2009

Moeda em que o saldo devedor deve ser recebido Moedas de países Moedas de países não mutuários mutuários

Saldo de 2010(1) $71 6 476 167 68 29 362 407 290 296 494 23 4 678 13 261 21 274 1 6 7 50 $4.004

$6 448 2 27 352 364 251 295 465 19 658 11 245 3 266 3 49 $3.464 $3.697

A desembolsar

$71 28 167 66 2 10 43 39 1 29 4 4 20 2 16 18 8 1 6 4 1 $540 $620

Saldo de 2009(1)

$297 8 30 121 304 231 43 4 $1.038 $1.290

$80 7 392 195 80 37 386 437 310 252 447 396 28 7 576 19 271 28 298 1 6 10 54 $4.317

(1)

Exclui as participações vendidas ao Fundo Fiduciário de Progresso Social no total de US$ 27 milhões (2009 – US$ 31 milhões), incluindo US$ 3 milhões (2009 – US$ 3 milhões) para a Costa Rica, US$ 5 milhões (2009 – US$ 5 milhões) para a República Dominicana, US$ 5 milhões (2009 – US$ 6 milhões) para o Equador, US$ 8 milhões (2009 – US$ 10 milhões) para El Salvador, US$ 3 milhões (2009 – US$ 4 milhões) para a Guatemala, US$ 2 milhões (2009 – US$ 2 milhões) para o Panamá e US$ 1 milhão (2009 – US$ 1 milhão) para o Paraguai.

Segue o cronograma de recebimento dos empréstimos denominados em moedas de países não mutuários: Moedas Libras esterlinas Dólares canadenses Coroas dinamarquesas Euros Ienes

2010 $25 118 20 370

2009 $35 145 22 439

123

117

Moedas Coroas norueguesas Coroas suecas Francos suíços Dólares dos Estados Unidos da América

2010

2009 $9 7 26

$11 8 25

2.766 $3.464

2.895 $3.697


ESTRUTURA DE VENCIMENTO DE SALDOS DE EMPRÉSTIMOS 31 de dezembro de 2010 e 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos Ano de vencimento 2011 2012 a 2015 2016 a 2020 Posteriores Total

2010 $201 801 916 2.086 $4.004

Ano de vencimento 2010 2011 a 2014 2015 a 2019 Posteriores Total

2009 $215 819 976 2.307 $4.317


FUNDO PARA OPERAÇÕES ESPECIAIS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO

ANEXO II-3

DEMONSTRAÇÃO DAS COTAS DE CONTRIBUIÇÃO – NOTA K 31 de dezembro de 2010 e 2009 Em milhões de dólares dos Estados Unidos (1)

Países membros Alemanha Argentina Áustria Bahamas Barbados Bélgica Belize Bolívia Brasil Canadá Chile China Colômbia Costa Rica Croácia Dinamarca El Salvador Equador Eslovênia Espanha Estados Unidos Finlândia França Guatemala Guyana Haiti Honduras Israel Itália Jamaica Japão México Nicarágua Noruega Países Baixos Panamá Paraguai Peru Portugal Reino Unido República Dominicana Suécia Suíça Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Venezuela Total para 2010 Total para 2009 (1)

Cotas de contribuição autorizadas e subscritas Sujeitas à manutenção de valor Não sujeitas à Antes dos ajustes manutenção de Total para 2010 (2) Ajustes valor 136,7 93,3 230,0 $402,8 $29,5 $73,1 $505,4 11,0 9,0 20,0 8,8 1,8 10,6 1,4 0,4 1,8 27,1 15,4 42,5 7,6 7,6 32,5 9,7 8,9 51,1 402,8 62,2 79,4 544,4 227,2 12,6 86,5 326,3 111,4 24,0 22,3 157,7 125,0 125,0 111,4 20,1 22,2 153,7 16,2 4,0 3,2 23,4 3,1 2,8 5,9 11,7 8,3 20,0 16,2 2,0 3,2 21,4 21,7 4,2 4,4 30,3 1,8 1,6 3,4 133,4 93,0 226,4 4.100,0 243,7 699,3 5.043,0 11,0 8,0 19,0 133,4 87,7 221,1 21,7 6,8 4,3 32,8 7,0 1,7 8,7 16,2 2,4 4,3 22,9 16,2 7,1 4,5 27,8 10,8 7,2 18,0 133,4 82,3 215,7 21,7 2,7 4,4 28,8 148,8 443,1 591,9 259,2 15,0 54,8 329,0 16,2 4,8 4,4 25,4 11,7 8,3 20,0 20,3 16,6 36,9 16,2 5,9 3,3 25,4 16,2 8,5 3,2 27,9 54,5 14,3 11,0 79,8 5,0 2,8 7,8 133,4 41,9 175,3 21,7 7,9 4,3 33,9 23,7 16,4 40,1 39,0 24,4 63,4 5,3 1,0 6,3 16,2 1,5 3,2 20,9 43,5 3,7 8,7 55,9 250,1 12,1 53,1 315,3 $7.229 $505 $2.266 $10.000 $7.228 $505 $2.029

Total para 2009 230,0 $505,4 20,0 10,6 1,8 42,5 7,6 48,7 544,4 310,2 157,7 125,0 153,7 23,4 5,9 20,0 21,4 30,3 3,4 215,8 4.839,0 19,0 221,1 32,8 8,3 21,8 26,5 18,0 215,7 28,8 591,9 329,0 24,2 20,0 36,9 25,4 27,9 79,8 7,8 175,3 33,9 40,1 63,1 6,3 20,9 55,9 315,3 $9.762

Dados arredondados; devido ao arredondamento, a soma das parcelas pode diferir dos subtotais e dos totais. Representa a manutenção de ajustes de valor resultantes de variações nos valores das moedas em 1972 e 1973, devido à desvalorização do dólar dos Estados Unidos naqueles anos. (2)


MECANISMO DE FINANCIAMENTO INTERMEDIÁRIO

As demonstrações contábeis do Mecanismo de Financiamento Intermediário do Banco Interamericano de Desenvolvimento foram traduzidas para o português dos textos em inglês. As demonstrações contábeis em inglês e espanhol foram examinadas por auditores independentes do Banco. O relatório dos auditores sobre o exame efetuado e o seu parecer encontram-se nas versões em inglês e espanhol do Relatório Anual.


MECANISMO DE FINANCIAMENTO INTERMEDIÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO BALANÇO PATRIMONIAL Em milhões de dólares dos Estados Unidos 31 de dezembro 2010

2009

ATIVO Caixa……………………………………………………… Investimentos — Notas C, D, e Anexo III-1……......……

$  200

$ 1

Total do ativo…………………………………………..

$200

$228

Passivo: Valores devidos ao Capital Ordinário ………………

$ 7

$ 7

Saldo do fundo……………………………………………

193

221

Total do passivo e saldo do fundo…………………….

$200

$228

227

PASSIVO E SALDO DO FUNDO

DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES NO SALDO DO FUNDO Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro Acréscimos Receita de investimentos — Nota C………………………

2010

2009

2008

$

5

$ 12

$ —

5

12

7

33

39

50

Total dos acréscimos …………………………………… Deduções Perda com investimentos — Nota C …………..…….... Juros pagos em nome dos mutuários do Capital Ordinário Total das deduções……………………………………

33

39

57

Variação no saldo do fundo……………………………....

(28)

(27)

(57)

Saldo do fundo, início do exercício……………………....

221

248

305

Saldo do fundo, encerramento do exercício………….....

$193

$221

$248

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro

Fluxos de caixa gerados por atividades operacionais Receita de investimentos………………………………….

2010

2009

2008

$

$

$

4

1

3

Juros pagos em nome dos mutuários do Capital Ordinário

(33)

(35)

(47)

Redução em investimentos, líquida………………………

28

34

43

Caixa líquido aplicado em operações e redução líquida no saldo de caixa…………………………………………

(1)

(1)

1

 1

$ 

$ 1

$ 1

Caixa, início do exercício………………………………… Caixa, encerramento do exercício …………………………

As notas explicativas e anexo são parte integrante das demonstrações contábeis.

2


MECANISMO DE FINANCIAMENTO INTERMEDIÁRIO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Nota A – Origem O Banco Interamericano de Desenvolvimento (Banco) é uma organização internacional, constituída em dezembro de 1959. Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe, principalmente através de empréstimos e assistência técnica correlata para projetos específicos e para programas de reforma econômica. O Convênio Constitutivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Convênio) prevê que suas operações sejam conduzidas pelo Capital Ordinário e pelo Fundo para Operações Especiais (FOE). O Mecanismo de Financiamento Intermediário (MFI) foi constituído em 1983 pela Assembleia de Governadores do Banco, com o propósito de subsidiar parte dos pagamentos de juros sobre os empréstimos do Capital Ordinário concedidos a certos mutuários. Até 31 de dezembro de 2006, o MFI era financiado principalmente por transferências do FOE. Em 2007, o Banco cancelou as transferências do FOE para o MFI. Na tomada de decisões com respeito a operações do MFI, o número de votos e o poder de voto percentual de cada país membro são os mesmos aplicáveis a decisões que envolvem o Capital Ordinário, exceto pelo fato de que a autoridade de voto para decisões de premiar os subsídios de empréstimos do MFI é determinada de acordo com a contribuição proporcional de cada país membro ao FOE. Nota B – Resumo das principais práticas contábeis As demonstrações contábeis são preparadas de acordo com os princípios contábeis vigentes nos Estados Unidos. A preparação de tais demonstrações contábeis exige da administração estimativas e pressupostos que afetam os valores divulgados dos ativos e passivos, a divulgação dos ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis e os valores informados das receitas e despesas durante o período. Os resultados finais podem diferir dessas estimativas. Novos pronunciamentos sobre contabilidade Em janeiro de 2010, a Comissão de Normas de Contabilidade Financeira (FASB, na sigla inglesa) publicou a Atualização da Norma Contábil (ASU, na sigla em inglês) Nº 2010-06 ―Melhoramentos nas divulgações sobre medições ao valor justo‖. Esta atualização melhora as exigências de divulgação relacionadas com as Medições e divulgações de valor justo, por exigir a divulgação separada de transferências de e para os Níveis 1 e 2, bem como uma descrição dos motivos dessas transferências e divulgação bruta de compras, vendas, emissões e liquidações na conciliação de medições ao valor justo, usando dados não observáveis significativos (Nível 3). Além disso, a ASU Nº 2010-06 esclarece as exigências das divulgações de medições ao valor justo para cada classe, em vez de para as principais categorias de ativos e passivos, e as exigências da divulgação das técnicas de avaliação e dados significativos empregados para medir o valor justo tanto para as medições de valor justo recorrentes como para as não recorrentes, quer classificadas como Nível 2 ou Nível 3. As novas divulgações e esclarecimentos sobre as divulgações existentes aplicáveis ao MFI entraram em vigor em 2010 e foram incorporadas à Nota D – "Medições ao valor justo". Investimentos Todos os títulos para fins de investimento são registrados na data da operação e mantidos em uma carteira de curto prazo contabilizados ao seu valor justo, com as alterações no valor justo refletidas em Receita (prejuízo) de investimentos 1. Os valores justos dos títulos para fins de investimento são baseados nos preços praticados no mercado, quando disponíveis, ou em informações de serviços de precificação externos, distribuidoras independentes ou fluxos de caixa descontados. Despesas administrativas Todas as despesas administrativas do MFI são pagas pelo Banco e distribuídas entre o Capital Ordinário e o FOE, de acordo com fórmulas de alocação aprovadas pela Diretoria Executiva ou Assembleia de Governadores. Nota C – Investimentos Como parte de sua estratégia geral de gestão de carteira, o Banco investe os recursos do MFI em títulos de alta qualidade, de acordo com diretrizes de investimento estabelecidas, por meio de dois fundos comuns de investimentos administrados pelo Banco, que beneficiem o MFI e o FOE. Esses investimentos incluem obrigações emitidas por governos, órgãos governamentais, bancos e empresas, e títulos lastreados por hipotecas e ativos com praticamente todas as classificações de crédito entre AAA e A (os títulos de curto prazo têm a mais elevada classificação de crédito de curto prazo). O Banco limita as atividades de investimento em títulos a uma lista de distribuidoras e contrapartes autorizadas. Foram estabelecidos limites de crédito para cada contraparte. A parcela proporcional do MFI dos fundos comuns de investimentos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é apresentada na Demonstração Resumida de Investimentos - Anexo III-1. Todos os investimentos são mantidos em dólares dos Estados Unidos. Durante 2010, a parcela do MFI dos ganhos com investimentos a realizar desses fundos totalizou US$ 1 milhão (2009 –

1

As referências a contas e títulos nas demonstrações contábeis são identificadas pelo nome da conta ou título, começando com inicial maiúscula, sempre que aparecerem nas notas às demonstrações contábeis.


US$ 6 milhões). O retorno médio sobre os investimentos em 2010, incluindo ganhos e perdas realizados e a realizar, foi de 2.13% (2009 – 5.26%; 2008 – 2.30%). Nota D – Medições pelo valor justo A estrutura de medição do valor justo cria uma hierarquia de valor justo que prioriza os dados utilizados pelas técnicas de avaliação no estabelecimento do valor justo. Essa hierarquia dá a mais alta prioridade aos preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos, sem ajustes (Nível 1), e a mais baixa prioridade aos dados não observáveis (Nível 3). Os três níveis da hierarquia do valor justo são: Nível 1 – Preços (sem ajuste) cotados em mercados ativos acessíveis no momento da medição, para ativos ou passivos idênticos e sem restrições à negociação; Nível 2 – Preços cotados em mercados não ativos ou em dados observáveis, direta ou indiretamente, durante praticamente toda a vida do ativo ou passivo; Nível 3 – Preços ou técnicas de avaliação que exijam dados ao mesmo tempo significativos para a medição ao valor justo e não observáveis (quer dizer, que contem com o apoio de pouca ou nenhuma atividade de mercado). Os instrumentos para fins de investimento do MFI são avaliados com base em preços cotados em mercados que não são ativos, serviços de precificação externos, se houver, em cotações solicitadas a corretoras ou distribuidoras de valores ou preços derivados de modelos de precificação alternativos, utilizando fluxos de caixa descontados. Essas metodologias constituem-se em técnicas de avaliação condizentes com a abordagem de rendimento e mercado. Esses instrumentos são classificados dentro do Nível 2 da hierarquia de valor justo. Para mais detalhes sobre a carteira de títulos mantidos como investimento de curto prazo por classe, consulte o Anexo III-1. Nota E -- Compromissos O pagamento pelo MFI de parte dos juros devidos por mutuários depende da disponibilidade de recursos. Em 31 de dezembro de 2010, os valores de desembolsos e saldos e a desembolsar, classificados por país, dos empréstimos de que o MFI pagaria parte dos juros são os seguintes (em milhões): País Barbados Bolívia Costa Rica El Salvador Equador Guatemala Jamaica Nicarágua Panamá Paraguai República Dominicana Suriname Trinidad e Tobago Uruguai Regional

Desembolsados em carteira $25 42 50 361 469 414 210 53 45 196 288 54 42 8 26 $2,283

A desembolsar $35 37 21 95 11 10 $209

O subsídio das taxas de juros sobre certos empréstimos do Capital Ordinário é ajustado duas vezes ao ano pela Diretoria Executiva. O subsídio não pode exceder 3.62% por ano (5% por ano para empréstimos selecionados com subsídio maior, de acordo com a Iniciativa para Países Pobres Muito Endividados (HIPC)). Os empréstimos aprovados depois de 31 de dezembro de 2006 não estão mais qualificados para o subsídio. Espera-se que, com o tempo, o Banco distribua todos os recursos do MFI para subsidiar parte dos pagamentos de juros pelos quais os mutuários do Capital Ordinário são responsáveis. Nota F – Conciliação entre Varaição no saldo do fundo e o Caixa líquido aplicado em operações Segue-se uma conciliação entre Variação no saldo do fundo e Caixa líquido aplicado em operações, como aparece na Demonstração de Fluxos de Caixa (em milhões):


Alteração no saldo do fundo Diferença entre valores acumulados e valores pagos ou recebidos por: Receita de investimentos Perda (ganho) líquida a realizar sobre investimentos Juros pagos em nome dos mutuários do Capital Ordinário Redução em investimentos, líquida Caixa líquido aplicado em atividades de empréstimo e investimento

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $(28) $(27) $(57)

(1)

(11)

10

-

4

3

28 $(1)

34 $-

43 $(1)

Nota G – Eventos subsequentes A Administração avaliou os eventos subsequentes até 28 de março de 2011, data em que as demonstrações contábeis foram aprovadas pela Assembleia dos Governadores. Como resultado dessa avaliação, não há eventos subsequentes, como foi definido, que exijam reconhecimento ou divulgação nas demonstrações contábeis do MFI em 31 de dezembro de 2010


FUNDO NÃO REEMBOLSÁVEL DO BID

As demonstrações contábeis do Fundo Não Reembolsável do Banco Interamericano de Desenvolvimento foram traduzidas para o português dos textos em inglês. As demonstrações contábeis em inglês e espanhol foram examinadas por auditores independentes do Banco. O relatório dos auditores sobre o exame efetuado e o seu parecer encontram-se nas versões em inglês e espanhol do Relatório Anual.


FUNDO NÃO REEMBOLSÁVEL DO BID BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO BALANÇO PATRIMONIAL Em milhões de dólares dos Estados Unidos 31 de dezembro 2010

2009

ATIVO Valores a receber do Fundo para Operações Especiais…

$384

$154

Valores a receber do Capital Ordinário………………......

72

Total do ativo ……………………………………………....

$456

$154

$415

$154

41

$456

$154

PASSIVO E SALDO DO FUNDO Passivo: Financiamentos não reembolsáveis a desembolsar — Nota D………………………………………………… Saldo do fundo ……………………………………………. Total do passivo e saldo do fundo………………………... DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES NO SALDO DO FUNDO Em milhões de dólares dos Estados Unidos

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010

2009

2008

Acréscimos Transferências do Fundo para Operações Especiais……

$364

$122

$50

Transferências do Capital Ordinário………………….....

72

Total dos acréscimos………………………………...

436

122

50

Deduções Financiamentos não reembolsáveis………………….…

395

122

50

Variação no saldo do fundo………………………………

41

Saldo do fundo, início do exercício ……………………..

Saldo do fundo, encerramento do exercício ……………

$ 41

$ 

$ 

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Em milhões de dólares dos Estados Unidos Exercícios encerrados em 31 de dezembro Fluxos de caixa gerados por atividades operacionais Transferências de caixa do Fundo para Operações Especiais. Desembolsos de financiamentos não reembolsáveis………..

2010

2009

2008

$134

$ 41

$ 15

(134)

(41)

(15)

Fluxos de caixa gerados por atividades operacionais, líquido….…………………………………………………..... Caixa, início do exercício……………………………………....

 

 

 

Caixa, encerramento do exercício………………………….....

$ 

$ 

$ 

As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstrações contábeis.


FUNDO NÃO REEMBOLSÁVEL DO BID BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Nota A – Origem O Banco Interamericano de Desenvolvimento (Banco) é uma organização internacional, constituída em dezembro de 1959. Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe, principalmente através de empréstimos e assistência técnica correlata para projetos específicos e para programas de reforma econômica. O Convênio Constitutivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Convênio) prevê que suas operações sejam conduzidas pelo Capital Ordinário e pelo Fundo para Operações Especiais (FOE). Em junho de 2007, a Assembleia de Governadores aprovou a criação do Fundo Não Reembolsável do BID (GRF), cuja finalidade é fazer doações adequadas para enfrentar circunstâncias especiais em certos países (atualmente apenas o Haiti) ou de certos projetos. O GRF é financiado por transferências do FOE, do Capital Ordinário e por possíveis contribuições diretas de países doadores. Nota B – Resumo das principais práticas contábeis As demonstrações contábeis são preparadas de acordo com os princípios contábeis vigentes nos Estados Unidos. A preparação de tais demonstrações contábeis exige da administração estimativas e pressupostos que afetam os valores divulgados dos ativos e passivos, a divulgação dos ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis e os valores informados das receitas e despesas durante o período. Os resultados finais podem diferir dessas estimativas. Doações As doações são registradas como dedução do saldo do fundo, no momento da aprovação. Os cancelamentos das parcelas não desembolsadas das doações aprovadas são registrados como uma compensação de Doações no período em que ocorrerem 1. Transferências do FOE e do Capital Ordinário As transferências do FOE e do Capital Ordinário são reconhecidas quando aprovadas pela Assembleia de Governadores. No entanto, essas transferências são financiadas de acordo com as exigências de financiamento do GRF. A parcela de transferências pendentes aprovadas a serem recebidas é refletida em Valores a receber do Fundo para Operações Especiais e Valores a receber do Capital Ordinário, respectivamente, no Balanço Patrimonial. Despesas administrativas Todas as despesas administrativas do GRF são pagas pelo Banco e distribuídas entre o Capital Ordinário e o FOE, de acordo com fórmulas de alocação aprovadas pela Diretoria Executiva ou Assembleia de Governadores. Nota C – Transferências do FOE e do Capital Ordinário Como parte do nono aumento geral dos recursos do Banco (BID-9), a Assembleia de Governadores aprovou transferências adicionais da reserva geral do FOE para o GRF no valor de US$ 236 milhões, aumentando o total de transferências em 2010 para US$ 364 milhões (2009 – US$ 122 milhões; 2008 – US$ 50 milhões). A expectativa é de que US$ 45 milhões sejam transferidos da reserva geral do FOE em 2011, depois do que as transferências do FOE para o GRF cessarão. Além disso, a Assembleia de Governadores aprovou a transferência de US$ 72 milhões do resultado do Capital Ordinário para o GRF e concordou, em princípio, e sujeito a aprovações anuais pela Assembleia de Governadores e de acordo com o Convênio, em fornecer US$ 200 milhões anualmente em transferências do resultado do Capital Ordinário para o GRF, a partir de 2011 e até 2020. Nota D – Doações a Desembolsar Como parte do BID-9, em 2010 a Assembleia de Governadores aprovou o cancelamento total da dívida do Haiti com o FOE e a transferência de todo o saldo a desembolsar do FOE para o GRF, no valor de US$ 144 milhões, e a sua consequente conversão em doações. O total de doações aprovadas para o Haiti em 2010, incluindo os saldos a desembolsar do FOE convertidos, chegou a US$ 395 milhões (2009 – US$ 122 milhões; 2008 – US$ 50 milhões). A seguir, um resumo das variações nas Doações a desembolsar para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 (em milhões):

1

As referências a contas e títulos nas demonstrações contábeis são identificadas pelo nome da conta ou título, começando com inicial maiúscula, sempre que aparecerem nas notas às demonstrações contábeis.


Saldo em 1º de janeiro Aprovações Desembolsos Saldo em 31 de dezembro

Exercícios encerrados em 31 de dezembro 2010 2009 2008 $154 $73 $38 395 122 50 (134) (41) (15) $415 $154 $73

Nota E – Eventos subsequentes A Administração avaliou os eventos subsequentes até 28 de março de 2011, data em que as demonstrações contábeis foram aprovadas pela Assembleia dos Governadores. Como resultado dessa avaliação, não há eventos subsequentes, como foi definido, que exijam reconhecimento ou divulgação nas demonstrações contábeis do GRF em 31 de dezembro de 2010.


Relatório Anual 2011 - Demonstrações financieras