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OUTUBRO/NOVEMBRO • ANO 1 • EDIÇÃO 04

Edição Especial de Aniversário da Cidade

ESPECIAL

Dia das crianças

Homenagem ao Dia do Professor


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O toque perfeito para sua casa.

Acabamento macio, suave e sedoso Melhor cobertura

Sem cheiro

Decora Suave Sensação fica sem cheiro em até 3 horas após a aplicação, seguindo corretamente as instruções de aplicação e mantendo o ambiente ventilado. Segundo pesquisa realizada em junho de 2013, 95% dos consumidores avaliaram a intensidade do cheiro como fraca/sem cheiro. Instituto responsável: Perception Pesquisa em Análise Sensorial Ltda. Relatório #13-38152-01-06-13-V00.

Disponível no Sistema Tintométrico.

www.coral.com.br


CARTA AO LEITOR

Caro Leitor, É com imensa alegria e muitas novidades que chegamos a esta 4ª edição! Uma edição feita com muito carinho e empenho para entregar a vocês um trabalho de qualidade. E a partir desta edição o nosso contentamento é ainda maior pela união com a Editora Circuito das Águas que assumiu a produção, diagramação, impressão e distribuição da revista. Outra novidade é o projeto de expansão da “In Foco” com o lançamento em novembro da revista exclusiva para Artur Nogueira e em 2014 para Jaguariúna. Queremos agradecer aos nossos colaboradores, pois juntos fizemos a In Foco chegar até aqui. Meus sinceros agradecimentos à Agência Raízes Propaganda, à gráfica RioPardense, a jornalista Viviane Cardoso e a todos os nossos amigos, colaboradores e leitores que estão sempre na torcida. Estamos em festa! A edição é especial pelo aniversário da Cidade, Dia das Crianças, Dia do Professor, Dia do Médico e muito mais. Meu convite é que vocês possam se deliciar com as inúmeras matérias e fotos que marcaram esta edição. Um grande abraço e uma ótima leitura! Renny Felicíssimo

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Ficha Técnica Direção: Renny Felicissimo Editor Jonathan de Souza Leite Foto capa: Irani Alves Fotografia Revisão Gramatical: Rina van Schaik Agradecimento Alexandre Macedo Fotografia Irani Alves Fotografia Jerry e Alessandra - Floriada Eventos Grupo Terra Viva Andrea Ricardo e Equipe Inri Model

Holambra In Foco Ano 1 - Edição Nº 4 - 2013 Editor: Ricardo Azevedo Coordenação: Priscila Sardinha Financeiro: Amanda Brisola Diagramação: Serginho Marini

Editora Circuito das Águas Ltda CNPJ 10.963.352/0001-04 R. Paraná, 525 - Jd. Bela Vista Jaguariúna/SP - Tel: (19) 3867.0795

Distribuição A Revista é distribuída gratuitamente na Cidade de Holambra em condomínios, comércios e pontos turísticos e nas cidades de Artur Nogueira, Jaguariúna, Campinas e região. Não é permitido a reprodução total ou parcial sem autorização. Os artigos, crônicas, cartas e informações publicitárias enviados por colaboradores, leitores e anunciantes que foram publicados nesta edição são de total responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da revista Holambra In Foco. Colaboradores Agmon C.Rosa - Bianca van Schaik - Daniela Fernandes Gondim - Débora Sievers - Henricus van Schaik - Isabella Pieroni - Ivonne de Wit - Jonathan de Souza Leite - Julia Canisella - Maritha Domhof - Paco van der Louw - Prefeitura de Holambra - Santa Giulia - Simone van Schaik - Sônia Santos - Therezinha T.M. Hulshof - Vanessa Rocha de Oliveira - Veruska Litjens Errata Edição 03 Na matéria cooperativa de crédito Holambra Sicredi conforme foi veiculado na edição anterior , o nome correto é: Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados de Holambra – Sicredi Holambra SP e não conforme foi divulgado. O número de associados é 6.947 e não 489 conforme foi publicado, sendo associados das cidades de Artur Nogueira, Holambra, Santo Antônio de Posse e Jaguariúna.

Anunciantes A Flor da Pele • A Flor Da Pele Kids • A Orquidea • Alexandre Macedo Fotografia • ASH • Azevedo Tintas • Ball • Casa da Esfiha • Cerimonial Murer • Colégio Participação • Farma Holambra • Garden Center • Giulie Marrie • Holambra Alimentos • Holambrinquedos • Irani Alves Fotografia • José Firmino • Magazine Alcione • Martin Holandesa • Officequip • Oma Beppie • Óticas Guarnieri • Miguel Esperança • Padaria Nonnos • Pronta Flora • Rancho Raizes • Restaurante do Clube • Sabor e Arte • Santa Giulia • Tintas Coral • Top Centrum Hotel • Transweel • Veiling • Vilage Vídeo • Yoyo


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ÍNDICE

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A história da Emancipação de Holambra 22 anos de conquistas!

Roteiro gastronômico Venha saborear!

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Personalidade Entrevista Jaap Kuiper - Tintas Coral

Santo do mês Nossa Senhora Aparecida

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Colégio Participação Uma história de qualidade e sucesso

Famílias de Imigrantes A História da família Hulshof continuação

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Direito In Foco Ser advogado...

Saudades de Holambra Raízes Holambra

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Clube Fazenda Ribeirão Tradição

Saúde Artigo - Nutrição - Obesidade Infantil

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Meio Ambiente Rancho Raízes

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City Tour Gardens Flores e muito mais..

Consultório de Família A importância do brincar

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Turismo Seu desenvolvimento em Holambra

Moda Editorial e ensaio Fotográfico

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Viajando pelo mundo Direto da Letônia

Especial Dia Do Professor Homenagem

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Especial dia das crianças


Holambra

tografia Fotos: Irani Alves fo

22 anos de conquistas

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DA CIDADE

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Emancipação Segundo definição básica do dicionário tem como sinônimos, alforria e libertação. Pois então, imagine viver em um lugar onde suas contas de água são devidas a uma prefeitura, porém a energia elétrica a outra. A coleta de lixo é realizada em um lado da rua, porém, do outro não. E o pior de tudo isso? Para quem reclamar , se aparentemente ninguém irá escutar? Não por acaso emancipar está relacionado a alforriar. Termo referente à situação desejada pelos escravos que sofriam maus tratos, geravam renda a seus senhores, porém, não tinham para quem e

muito menos como questionar tal situação. O termo está também associado a liberdade. Sim, liberdade. Algo tão simples de se falar porém tão complexo de se ter. Para alguns ter liberdade de cobrar por investimentos em suas casas já seria bastante ganho, melhor ainda, se pudesse escolher também quem governaria tal lugar. Seja como for, Liberdade, Alforria ou Emancipação, é desejo e direito de todo homem, que em determinado momento percebe que sua vida só pode continuar a ser vivida se a emancipação vier. Agora imaginemos tudo isso para um pequeno vilarejo. Que em cerca de 30 anos de existência se tornou o maior produtor de flores e plantas do país. Decidir sobre suas próprias ruas e serviços não seria de extrema importância para a conti-


nuidade de sua “Vida”? Mas emancipar não acontece do dia para noite. Na verdade são várias noites sem dormir e dias sem descansar. Porém, sem nenhum exagero, tudo começa com um sonho e correr atrás desse sonho torna-o possível. O processo de Emancipação começou bem antes da data oficial de sua conclusão e contou com o empenho de muitas pessoas interessadas na melhoria da situação da então colônia holandesa diante de um quadro bastante particular. O terreno inicialmente adquirido junto aos frigoríficos norte-americanos Armour pertencia ao município de Mogi-Mirim. Porém, ao longo dos anos surgiram novos municípios, Artur Nogueira, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse e Jaguaríuna

e a fazenda Ribeirão sede da CAPH (Cooperativa Agropecuária Holambra) passou a pertencer a essas quatro novas cidades ao mesmo tempo. O problema é que com o aumento da população e dos gastos para manutenção das atividades na Fazenda Ribeirão, a CAPH, responsável pelas atividades “públicas” ficou cada vez mais sobrecarregada e já não possuía condições de manutenção dos serviços básicos. E para complicar mais ainda os novos municípios responsáveis pela Fazenda Ribeirão não eram tão ativos nas necessidades da população de Holambra, já que também enfrentavam condições complexas em seus processos de formação. Apesar de toda ausência de atividades os impostos da Fazenda Ribeirão eram cobrados com

EMANCIPAÇÃO

Fotos: Irani Alves fotografia

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muito cuidado. A preocupação com as demandas sociais da população levou um grupo de moradores/sonhadores a iniciarem as atividades e os contatos com as diversas prefeituras para procurar melhorar a situação. Para tal, foi criada a “Comissão para Assuntos Urbanos de Holambra”, que já previa em sua gênese a emancipação, mesmo deixando o projeto para outro momento. Com bastante empenho a Comissão foi responsável por várias propostas como a presença de policiamento e a iluminação pública. Porém, era perceptível que para transformações mais ativas era necessário ter representantes nas câmaras municipais das quatro cidades e talvez assim, alcançar o necessário para continuar o desenvolvimento de Holambra. Em duas delas foram eleitos representantes. Em Jaguariúna (Enivaldo Lobo e Oriovaldo Venturini) e em Artur Nogueira (Celso Capato e Iran Daier Brunhani). Mas ainda assim era claro que mudanças na infra-estrutura e aumento dos investimentos dificilmente seriam alcançados junto às prefeituras apesar de todo esforço dos representantes. Desejando a alforria que prendia o crescimento de Holambra, mas sem ver futuro nos caminhos

experimentados, em meados dos anos 80 a agitação pela emancipação ganhou força.

Holambra possuía condições para emancipar, porém, esbarrava na questão legal de pertencer a quatro municípios e não ser nem mesmo Distrito, requisito básico, segundo a constituição da época. Porém, era um sonho. E o sonho estava cada vez mais próximo de ser realidade, não era hora de desistir. A partir de então foram realizadas várias investidas junto a deputados estaduais e órgãos do governo obtendo como resposta a aprovação em 1990 da lei complementar 651 que definiu como base para emancipação um plebiscito local e decreto direto do governo Estadual. O Caminho estava mais curto. Para não perder o ritmo de lutas, em 1990 foi criada a comissão Pró-Emancipação contando com pessoas ativas ao longo dos anos em função das melhorias sociais


Fotos: Irani Alves fotografia

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Desfrute de momentos únicos em um ambiente super agradável! Aqui você encontra doces e tortas típicos holandeses, almoço executivo, pratos contemporâneos, happy hour e muito mais!

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de Holambra. Dick Schoenmaker, Marcelo Schut, Antônio Brandão de Almeida, Iran Brunhani, Oriovaldo Venturini, Zélia Castanho e Enivaldo Lobo foram escolhidos como titulares na condução do processo de Emancipação. Finalmente, com maioria atingida no plesbicito de outubro de 1991 a situação ficava pronta a ser

transformada. Sendo assim, em Dezembro a Lei 7.664 foi sancionada pelo Governador do Estado Luiz Antônio Fleury e a emancipação se tornou real. Completando o processo, iniciado pelo menos 7 anos antes, no dia 3 de Outubro de 1992 os holambrenses foram às urnas para a primeira eleição municipal da Cidade recém criada. Escolhidos com


investimentos na preservação da história e da cultura, associados ao turismo e ao comércio de flores fizeram da cidade de 22 anos uma das cidades com os índices de qualidade de vida mais altas do País.

Um dia o desejo surgiu. Ele cresceu. Lutou para não ser sufocado. E Aconteceu. Aconteceu aqui, Aconteceu em Holambra. Colaboração: Jonathan de Souza Leite Cientista social, historiador e mestrado em educação.

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DA CIDADE

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Fotos: Irani Alves fotografia

cerca de 200 votos a mais, tomaram posse Celso Capato e Pedro Weel como prefeito e vice respectivamente. A Emancipação (Alforria ou Liberdade) chegou. E além das mudanças políticas do ato, diversas outras alterações foram acontecendo. Transformações de infra-estrutura, ampliação dos serviços públicos, desenvolvimento e investimento na produção agrícola, e principalmente, após alguns anos surgiram os investimentos em Turismo. Holambra é um município novo, tem as mesmas dificuldades de outros tantos pequenos e recentes municípios do país. Porém, os


PERSONALIDADE

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Entrevista com Jaap Kuiper, Presidente da Tintas Coral JaapKuiperé o Presidente da Tintas Coral do grupo holandês AkzoNobel. Cresceu em uma pequena cidade na Holanda, chamada Papendrecht, perto de Rotterdam, e atualmente mora e trabalha em São Paulo , sendo responsável por gerir os negócios da Deco na América Latina. Jaap é uma pessoa muito alegre, otimista e transmite muita energia e confiança aos que o conhecem. Ficamos muito felizes de conseguir um espaço na apertada agenda do executivo para uma entrevista para essa edição de aniversário de Holambra.

Revista Holambra in Foco - Há quanto tempo está no Brasil e como foi que você veio parar aqui? Jaap Kuiper – Cheguei ao Brasil em 1988. Fui enviado pela Matriz da AkzoNobel, o que considero uma escolha muito feliz! Revista – Você teve alguma dificuldade em se adaptar? Jaap – O perfil da população nacional combina totalmente com o meu perfil otimista. Não foco nas dificuldades, mas direciono meus esforços em soluções e benefícios, tanto para meu trabalho quanto para minha vida pessoal. Revista – Você é casado, tem filhos? Jaap – Sou casado há 20 anos. Minha esposa ainda é linda e jovem e uma grande mãe para os nossos três filhos incríveis, Jannick (19), que estuda na Holanda, Luuk (15) que joga tênis em São Paulo e às vezes estuda, e Isabel (12) que esta descobrindo o que significa puberdade.

Revista – O que você mais gosta no Brasil? Jaap – O que mais me atrai é a energia positiva dos brasileiros mesmo diante de dificuldades. Revista – O que você está achando de morar aqui? Jaap – As inúmeras possibilidades e a capacidade de desenvolvimento do Brasil são fatores que me impressionam diariamente. Os brasileiros são empreendedores natos, possuem muita capacidade de evolução, renovação e percebem o grande potencial que têm. Revista –Quais as cidades que você conhece no Brasil e qual delas acha mais interessante? Jaap – O Brasil não é um país convencional, mas, sim, um continente. As regiões são como países diferentes do continente. Cada uma delas tem seu próprio charme e tradições. Difícil comparar a Serra Gaúcha com os Lençóis Maranhenses, não é? Ambos são espetaculares. Embora outros luga-


res, como a praia de Zimbros em Santa Catarina e própria Holambra sejam lugares fantásticos!

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Revista – Quais são os seus planos particulares para o futuro? Jaap - Conciliar vida pessoal e profissional é um dos grandes desafios da minha vida, buscando o equilíbrio em tudo o que faço. Quando o assunto é vida pessoal, sou um esportista e amante das viagens e experiências inspiradoras. Uma delas, a mais recente, foi realizar o trajeto do caminho que leva a Santiago de Compostela, a maior experiência de minha vida. Foi minha mais longa viagem, a do encontro comigo mesmo. Revista – Como foi sua carreira até aqui e qual a sua formação? Jaap – Sou formado em gestão de empresas e especializado em marketing na cidade de Rotterdam, Holanda. Porém, minha maior especialização profissional foi conquistada no dia a dia, com a experiência prática, entendendo as pessoas e vivenciando negócios que me levaram a posição atual. Estou há 15 anos na AkzoNobel onde ingressei na área de tintas decorativas como responsável pelo processo de aquisição da Tintas Coral pelo mesmo grupo. Anteriormente trabalhei na L’Oreal e Quaker Oats. Revista – Entre outros produtos a AkzoNobel é considerada a maior fabricante de tintas do mundo. Aqui no Brasil, com as marcas Coral e Sparlack, além de outras. Como é dirigir a AkzoNobel no Brasil? Jaap – Minha maior satisfação é trabalhar ao lado de uma equipe tão empenhada e alto astral, além de gostar de estar perto do mercado e ajudar as pessoas a crescerem em suas carreiras. Para motivar minha equipe, lidero com respeito mútuo e sinceridade – que é o ponto de partida fundamental. Sendo claro e honesto, você recebe de volta a sinceridade. Além disso, como líder, você precisa demonstrar genuíno interesse nas pessoas e suas

famílias. Você tem que conhecê-los suas paixões, os problemas e medos. Revista – Qual o maior desafio que você enfrenta dirigindo a AkzoNobel? Jaap – Meu maior desafio é tornar o negócio mais lucrativo em um ambiente com alta inflação. Revista – Quais os planos da AkzoNobel para o futuro? Jaap–A AkzoNobel tem planos fortes para o crescimento no país, exemplo disso foram os altos investimentos nos últimos anos. A ambição é dobrar o negócio no período 2010-2015, de R$ 2 bilhões para R$ 4 bilhões, falando em todas as atividades da AkzoNobel no país, não só as da Tintas Coral.


COLÉGIO PARTICIPAÇÃO

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Colégio Participação Sucesso e Felicidade. Essas palavras, que em sua gênese apresentam certa associação com o futuro e com a esperança, são para alguns aspectos fundamentais da vida humana e, para um colégio de Holambra, estão intimamente ligadas a um ensino de qualidade. Para as sócias-proprietárias Rina van Schaik e Márcia van Schaik essa é a base do sucesso do Colégio Participação. Iniciando suas atividades em 1994, ainda com o nome de Centro de Educação Infantil Aprender Brincando, o Colégio foi progressivamente ampliando sua oferta de salas e suas atividades ao longo dos anos.

Com uma proposta inovadora para a cidade e com bases pedagógicas associadas ao Construtivismo e, ao Sócio-interacionismo mais tarde, o Colégio encontrou espaço para iniciar o ano de 1994 com 61 alunos divididos em 5 turmas. Mas ano a ano os pedidos dos pais fizeram a proposta inicial, de Educação Infantil, ser alterada e série após série o Colégio passou a oferecer os níveis de Ensino Fundamental I e Fundamental II, o que por sua vez, exigiu mudanças na estrutura do Colégio. Assim, entre os anos de 2000 e 2001 uma nova unidade foi construída. Com uma área total de 11000 m² a Unidade II oferece além dos prédios


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do Ensino Fundamental e Direção do Colégio, pátios amplos, quadra poliesportiva, campos de futebol e muita área verde. Atualmente cerca de 250 alunos fazem parte da família Participação. Que, mais do que aprender as disciplinas da base nacional comum de ensino, recebem a oferta de aulas de Inglês, Espanhol, Ciências Sociais e Música. Segundo Márcia e Rina o objetivo do Colégio Participação além de oferecer um ensino de excelente qualidade, é formar jovens conscientes e críticos com base em um estudo Humanista e bastante completo e para esse fim a leitura é valorizada e incentivada realizando rodas de leitura e ciranda de livros além de ter o cuidado de combinar o material didático sistematizado com as diversas atividades lúdicas, projetos e experimentos desenvolvidos todos os anos. O resultado não podia ser outro, alias representa bem a escolha do nome do Colégio. O nome Participação está associado à preocupação da escola em ser ativa em sua inserção na sociedade

Partifildo

ao mesmo tempo em que incentiva os pais a participarem da vida educacional de seus filhos. Tendo essa preocupação a escola colabora na manutenção da cultura e de algumas tradições da cidade, como as danças folclóricas holandesas, bate-papos com imigrantes holandeses e antigos moradores brasileiros, além da tradicional comemoração de São Nicolau. Com tudo isso, o aluno do Colégio Participação é diferenciado. Ele é conduzido a elaborar seus aspectos cognitivos e também sociais, se tornando crítico, solidário e bastante proativo. Os resultados podem ser comprovados no ótimo índice de aprovação nos “vestibulinhos” para o Ensino Médio e escolas técnicas. E o que mais chama a atenção é que realizando as atividades do “Partifildo” ou correndo nas quadras da escola os alunos demonstram muita alegria e satisfação em estudar no Colégio Participação. Portanto, no “Colégio Participação a qualidade se comprova pela felicidade e pelo sucesso de seu filho!”

No Colégio Participação a tarefa de casa, muitas vezes vista como cansativa e “chata” ganhou uma forma mais divertida para as crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais. Isso porque os alunos têm a companhia de um simpático boneco nas atividades. O “Tarefildo” foi criado para aliviar a tensão envolvendo a tarefa e ganhou espaço no Colégio. Por sugestão de alunos nos primeiros anos do Colégio, ele recebeu o nome de Partifildo e é responsável por deixar as lições de casa muito mais animadas e divertidas.


DIREITO IN FOCO

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Ser advogado ... Colaboração: Vanessa Rocha de Oliveira

É vocação, pois para mim o Direito veio como uma grande paixão quando eu menos esperava, não foi sugestionado, muito menos imposto (embora eu venha de uma família com tradição no mundo jurídico), pois eu esperava traçar meu próprio caminho, e fazendo um curso eu me deparei com uma matéria específica do Direito, contava com 18 anos. Percebi que ali eu iria me encontrar, assim ingressei na faculdade aos 19 anos, e não parei mais de viver o Direito. É pautar em qualquer campo da vida os mesmos princípios de ética, moral, cidadania, honestidade, justiça social, zelando pela reputação e pelo nome. Sendo advogados o tempo todo e como figuras públicas, penso que de certa forma somos meio plantonistas, sem hora nem lugar, mas quando se vive uma paixão pelo Direito tudo vem para somar. É estudar e ler muito sobre tudo, estar antenado com as tendências do mundo, pois o Direito está presente em todos os lugares, é também ensinar e compartilhar, e não perder nunca o foco da sua função social. É defender com consciência e convencimento, para que se tenha paz interior, sobretudo não le-

var para o lado pessoal, pois é comum vermos colegas que tomam para si o processo e viram inimigos mortais um do outro. Devemos tomar para conosco o direito e a defesa, mas jamais interiorizar para a vida pessoal. Minha experiência enquanto residi fora do Brasil acrescentou-me muito na vida e na carreira, onde constatei essa posição latina e pessoal que norteia nossos hábitos, já que há um limite discreto entre essa entrega desmedida a um caso e uma distância segura, pois quando o emocional disputa lugar com o racional certamente a visão do advogado fica desfocada. É, ao contrário do que muitos pensam, buscar a conciliação, seja qual for o assunto, mas principalmente quando envolve família, e questões delicadas ou muitos pessoais, pois cada acordo celebrado é uma vitória e uma realização, que vale mais do que qualquer honorário. Logicamente que o profissional faz jus aos mesmos, e deles obtém sua subsistência, mas é importante ressaltar o lado humanitário dessa questão e do acesso à justiça, pesando os dois lados da balança. Necessitamos ver num cliente, antes de tudo uma pessoa com possibilidade de defesa e tentar diminuir a distancia existente muitas vezes entre


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cliente, advogado, a lei e a justiça, como se esses três últimos fossem inatingíveis aos mais necessitados economicamente. É humanizar a justiça e aproximá-la o mais possível do povo. Quebrar barreiras culturais e sociais, já que enquanto profissionais do Direito, estamos numa carreira que nos possibilita reduzir conflitos e ver a humanidade em toda sua grandeza. É difundir e defender ideias, não temer discordâncias, ser corajoso, estar preparado para críticas, já que por vezes incomodaremos alguns, pois ser advogado é ser contemporâneo, estar sempre à frente, buscar o novo, mas mantendo uma tradição sábia e segura, com bases e princípios consolidados. É ser realista no sentido de que não existe causa ganha, mas sim causas em que deve se direcionar todos os esforços e recursos legais, tendo em conta que a obrigação é sempre de meio para que se chegue a um melhor resultado. É trazer para o cidadão comum, simples, muitas vezes da área rural , como de pequenas cidades do interior o acesso ao Direito. Muitos deles trabalham em condições insalubres ou regimes ilegais, ou não tem acesso à saúde, a tratamentos, medicação, e a essas pessoas precisamos oferecer possibilidades de que tomem consciência dos seus direitos, e, à medida que divulgamos em informativos e artigos, essas pessoas e familiares vão se esclarecendo e: informação é poder. É traçar metas, nem sempre fáceis, pois há uma longa estrada de muito trabalho a ser percorrida. Mas, uma delas, para mim, sempre foi de onde quer que eu estivesse fazer a minha parte para tentar mudar a realidade das minorias. Sobretudo por questões econômicas, raciais, credos, opção sexual, para que possam sentir-se acolhidas socialmente e integradas, com possibilidade de interagir da melhor forma no ambiente onde vivem, sem qualquer tipo de segregação. É ser de tudo um pouco, confessor, psicólogo, mediador, desbravador, é um desafio constante mas que vale muito à pena.

Vanessa Rocha de Oliveira é advogada formada na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro e com especialização em Processo Civil e Empresarial pela Universidade Candido Mendes e Universidade Gama Filho. Vanessa, nasceu em Niterói e começou a advogar em grandes escritórios da Capital Fluminense. Morou nos Estados Unidos e teve experiência em escritórios de Miami. Possui um currículo bastante vasto e diversificado e atualmente procura utilizar toda qualidade adquirida em Holambra. Segundo a Advogada uma de suas preocupações é aproximar as pessoas da figura do Advogado, desmistificando uma série de preconceitos e falsas ideias sobre as leis e sobre a prática jurídica. Nesse propósito, Vanessa colabora com um novo espaço de debate sobre temas do Direito Nacional em nossa sessão Direito In Foco.

ROCHA OLIVEIRA ADVOGADOS SP- Rua Rota dos Imigrantes nº 425, Piso superior - sala 209- Galeria Hulshof, Centro, Holambra - SP. +55-19-3902-4073 / 9552-1533


CLUBE FAZENDA RIBEIRÃO

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Diversão é muito mais que necessária! Nem só de trabalho pode viver o homem! Parafraseando o versículo bíblico, a diversão e o lazer fazem parte da vida coletiva humana. O que seria da humanidade se não tivesse momentos para rir e se alegrar entre amigos? Pois bem, e que melhor lugar para ter isso senão um espaço onde de quebra é possível praticar esportes e alcançar melhor qualidade de vida? Em Holambra, esse espaço é o Clube Fazenda Ribeirão! Criado em 29 de Setembro de 1988, pela CAPH (Cooperativa Agropecuária Holambra) tem em sua base a procura por oferecer serviços de qualidade para diversão das famílias de Holambra. Criado como uma associação para servir aos cooperados da CAPH, o clube foi se tronando ao longo dos anos um dos pontos de encontro mais importantes da pequena cidade e além

dos esportes passou a ser uma das instituições responsáveis por apoiar os mais diversos eventos culturais. Em um espaço de aproximadamente 11 Hectares o Clube Fazenda Ribeirão oferece um amplo complexo aquático, campos de futebol, quadras de tênis, ginásio poliesportivo, salas de ginástica, espaço de ballet, parque de diversões infantil, campo de mini-golf, área de eventos, salão de festas, teatro e restaurante, tudo em completa harmonia com a natureza. Além de tudo isso os aproximados 1700 associados ainda possuem no terreno do Clube o museu histórico cultural, a sede dos escoteiros e podem se integrar às várias atividades e grupos que se preocupam com a manutenção da cultura de Holambra. Entre essas Comissões vale salientar


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as tradicionais: Ons Genoegen (Clube dos Idosos) e Vrouwengilde (Clube das Senhoras) e o famoso e destacado grupo de danças folclóricas. Entre suas variadas atividades as comissões atuantes se dividem nas mais diversas atividades como organizar o Carnaval de Rua e o Dia da Rainha em parceria com a prefeitura ou ainda o Zeskamp (Jogos inter-colônias holandesas) em conjunto com outras cidades de colonização holandesa. Segundo o atual presidente, Paco van der Louw, em sua estrutura administrativa já fica evidente que o objetivo do Clube Fazenda Ribeirão é servir aos seus associados, visto que todas as funções dos Conselhos Administrativo e Fiscal do Clube são exercidas por voluntários, sem remuneração alguma. E as novidades estão chegando! Paco apontou que entre os projetos futuros do Clube estão a ampliação e reestruturação do estacionamento, ampliação da secretaria, construção de quadras de society e squash. Além das mudanças físicas a preocupação da atual gestão é procurar apresentar eventos culturais, aproveitando o belo salão social e trazer os jovens frequentadores também no período noturno para participarem dos eventos. Outra questão salientada por Paco é que o clube é para todos. Aliás, essa é mais uma das metas da atual administração. Trabalhar bastante a integração Brasileiros e Holandeses dentro das atividades do clube.

Enfim, ao comemorar seus 25 anos o Clube Fazenda Ribeirão, através de seu presidente, procura apresentar um espaço excelente com todo o cuidado e manutenção para todas as famílias de Holambra. “Venha conhecer a nossa estrutura e tenha uma opção de lazer em Holambra” Convida com bastante felicidade Paco van der Louw! Colaboração: Jonathan de Souza Leite-Cientista Social,historiador e mestrando em educação.


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MEIO AMBIENTE

12 de Outubro Dia do AGRÔNOMO ,Parabéns!

Rancho Raízes

Atualmente fala-se muito em preservação do meio ambiente e sustentabilidade. Em Holambra, cidade desenvolvida por conta da natureza, uma empresa de origem familiar leva bastante a sério essas questões e procura viver em sintonia com a natureza. Criado em 1984, o Rancho Raízes se tornou uma das mais significativas empresas da cidade das flores. Inicialmente, o casal Maritha Domhof & Francisco Gunnewiek desenvolviam culturas variadas, principalmente em função da herança cultural de seus pais, porém, a partir de 1991 novas metas foram estabelecidas e novos projetos criados levando os proprietários a selecionar três produtos de trabalho, mantidos até hoje. São eles: Ovos de Galinha, Feno e Crisântemos em Vaso. Com uma área aproximada de 58 hectares, o Rancho Raízes, que demonstra a ligação com a terra e o amor à natureza até em seu nome, se

destaca principalmente pelo trabalho de integração Homem/Natureza que procura desenvolver com muito cuidado. Tendo essa preocupação em mente, a empresa realiza diversas atividades sócio-ambientais, entre elas as curvas de nível para evitar erosão do solo e a captação de água utilizada em suas construções além da água da chuva evitando assim o desperdício do recurso, uma das principais causas do racionamento de água. Além disso, a área do Rancho Raízes é marcada pela preservação da mata ciliar nativa e por grandes atividades de reflorestamento organizadas e acompanhadas pelos próprios fundadores da empresa, o que destacadamente permitiu a ampliação da fauna nativa local. A empresa ainda realiza o tratamento de esgoto e resíduos das estruturas e casas de seus funcio-


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nários se aproveitando do material orgânico para compostagem e fertilização do solo. Outro cuidado é com o lixo. Para isso é realizada com frequência a coleta seletiva em todas as casas do complexo do Rancho Raízes, permitindo a redução de 1/3 do que era jogado fora. Segundo Maritha, a preocupação com o meio ambiente ultrapassa as ações práticas e também são trabalhadas de modo a construir uma consciência ambiental em todos os colaborados e visitantes do Rancho Raízes. Para esse fim são organizadas palestras e cursos para todos. Dessa forma, integrando todos os funcionários na prática diária de cuidado ambiental se torna possível almejar o sucesso, declara Maritha, bastante satisfeita. Atualmente o Rancho Raízes fornece Feno para regiões do Estado de São Paulo e Minas Gerais e ovos de galinha, gerados sob o máximo de controle inclusive com ração sem ingredientes nocivos, para todo estado de São Paulo.

E, o produto que leva o nome da empresa para todo país é o crisântemo em vaso. Que alias, tem no vaso uma de suas particularidades. Os vasos utilizados não são de plástico, como a maior parte dos produtores utiliza, eles são de barro. São mais caros do que os de plástico, porém, conservam a humidade das raízes por mais tempo e representam bem a filosofia de preservação ambiental não sendo poluente. São cerca de 50 variedades de crisântemos, sendo que as últimas 6 tiveram destaque no último ENFLOR (Encontro Nacional de Floristas) em julho desse ano. Sendo na produção de ovos, feno ou dos belos crisântemos, todos os produtos carregam com eles a mensagem principal da empresa. Rancho Raízes em Harmonia com o meio Ambiente Colaboração: Jonathan de Souza Leite Cientista social, historiador e mestrando em educação.


City tour gardens 24

ParaĂ­so Garden

Rodovia SP 107 - Holambra - SP (19) 3802.1404

Garden Center Cidade das Flores Rodovia SP 107 - Km 29,9 Holambra - SP - (19) 3802.9636


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Pronta Flora

Rua Campo de Pouso, 1444 - Centro Holambra - SP - (19) 3802.8080

A OrquĂ­dea

Rua Campo de Pouso, 1126/1162 - Centro Holambra - SP - (19) 3802.1759


TURISMO

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História do Turismo de Holambra No mês em que comemoramos o aniversário da cidade e em que paramos para nos recordar de sua história, não poderíamos deixar de lembrar os fatos marcantes que tornaram Holambra a Capital Nacional das Flores! Essa jornada teve início no começo da década de 80, quando a Cooperativa Agropecuária Holambra organizou a 1ª edição da Expoflora (1982) – uma exposição de plantas e arranjos florais. O evento, realizado em apenas um final de semana, atraiu mais de 12 mil visitantes e teve sucesso imediato, forçando a Cooperativa a realizá-lo anualmente. Durante muitos anos a festa foi organizada pela Cooperativa em parceria com as entidades e associações da cidade. Entretanto, com seu expressivo crescimento, acabou sendo privatizada. Hoje, a festa recebe aproximadamente 300 mil visitantes todos os anos e foi graças a ela que o nome da cidade foi levado para além das fronteiras brasileiras. Desde então, diversos outros eventos foram criados para atender a um público cada vez mais ávido por novidades do mercado de flores e plantas, além de outras festividades que resgatam e fortalecem a cultura e as tradições holandesas, ainda muito presentes entre os moradores. Em 1996, a sociedade civil organizada criou

o Comtur (Conselho Municipal de Turismo) com o objetivo de discutir a atividade turística no município. Neste mesmo ano, Holambra recebeu da EMBRATUR o Selo de Município com Potencial Turístico, e consolidou sua vocação por meio da Lei Estadual nº 9.955 de 27 de abril de 1998, quando foi elevada à categoria de Estância Turística. Graças a esse título, Holambra passou a receber recursos de um fundo destinado às estâncias – o DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias), com o qual tem investido em obras de infraestrutura pública e de interesse turístico para fortalecer cada vez mais o setor. Outras importantes realizações para o turismo de Holambra foram a construção do Grande Portal Turístico, em 2004, e do Moinho Povos Unidos, em 2008. Essas obras resgataram as raízes holandesas do município, tornando a experiência dos visitantes em Holambra muito mais lúdica e sólida, uma vez que ilustram alguns aspectos da cultura holandesa: a arquitetura típica e o moinho de vento. Em 2011, por meio de uma iniciativa conjunta dos governos brasileiro e holandês, foi instituído o ano da Holanda no Brasil, não apenas para celebrar o centenário da imigração holandesa (iniciada em Carambeí, no Paraná), mas também


para consolidar as relações de amizade e a interação cultural entre os dois países. A ação, é claro, foi muito benéfica para Holambra e para todas as colônias holandesas instaladas no Brasil. Neste mesmo ano, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Federal no. 12.428, de 17 de junho, que conferiu à nossa cidade o título de Capital Nacional das Flores – uma enorme conquista e um grande reconhecimento da importância do município perante a nação! Para coroar, até aqui, o sucesso da trajetória turística de Holambra, a cidade foi oficialmente incluída no roteiro do Circuito das Águas Paulista, composto até então pelas cidades de Águas de Lindóia, Amparo, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. Juntos, esses municípios recebem, todos os anos, cerca de 7 milhões de visitantes vindos de todo o país. A entrada no consórcio proporcionará ainda mais visibilidade aos municípios e ajudará Holambra a conquistar mais benefícios junto ao Governo do Estado e do Governo Federal. Perfil do Turista de Holambra No início, o turista que visitava Holambra com o intuito de conhecer seus encantos passava em média apenas um dia na cidade. Ele chegava de carro, passeava o dia todo e depois voltava para sua cidade (ou seguia para outra, onde se hospedava). Isso acontecia porque havia poucos pontos turísticos e hotéis. Havia também as excursões que levavam os turistas para conhecer a Expoflora. Com o surgimento das feiras técnicas, como o Enflor (1992), a Hortitec (1994) e o Garden Fair (2004), Holambra deixou de ser apenas um destino de lazer e passou a receber pessoas interessadas em fazer negócios nos mais diversos ramos que envolvem o mundo das flores e plantas ornamentais. Muitos cursos de arte floral e paisagismo foram se instalando na cidade, trazendo os mais renomados profissionais do segmento a Holambra.

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Entre os anos de 2004 e 2007, diversos hotéis foram inaugurados, aumentando a oferta de leitos disponíveis. Foi nesse período que o perfil do turista de Holambra começou a mudar. Empresários que trabalham ou prestam serviços nas empresas da cidade e dos municípios da região começaram a utilizar estes meios de hospedagem, atraindo esse novo público a Holambra. A inauguração do Espaço Ypê também trouxe novas possibilidades. Além de aumentar o espaço físico do recinto de exposições da Expoflora (onde também acontecem a Hortitec, Enflor e Garden Fair), o espaço abriu suas portas para shows, formaturas e outros grandes eventos, como a Aviestur (Feira de Turismo do Estado de São Paulo), organizada pela Aviesp e voltada aos agentes de viagens. A feira foi organizada pela primeira vez em Holambra em 2013. Até então, ela era realizada em Campos do Jordão. O perfil do turista de Holambra é hoje o mais variado, tanto em faixa etária como classe social. Existem as pessoas que vêm a lazer, para simplesmente conhecer a cidade, desfrutar de sua tranquilidade ou para participar de eventos como formaturas e a Expoflora. Há também quem venha a negócios, para prestar serviços ou visitar as feiras técnicas. E não podemos nos esquecer dos cursistas, que continuam procurando a cidade para aperfeiçoar suas técnicas. Segundo dados fornecidos pelo hotel Holambra Garden em 2013, a maior quantidade de turistas mora no Estado de São Paulo (51%), seguido pelos mineiros (9%) e cariocas (8,8%). Os estrangeiros estão em sexta posição, com cerca de 3% das reservas. Já as cidades mais emissoras são São Paulo (22,60%), Rio de Janeiro (4,68%), Belo Horizonte (2,38%) e Curitiba (2,12%). Colaboração: Ivonne de Wit - Bacharel em Turismo e MBA em Marketing pela FGV Diretora do departamento de turismo da Prefeitura de Holambra Contato:ivonnedewit@hotmail.com

garden center


VIAJANDO PELO MUNDO

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Letônia e seus muitos encantos

Seguindo minha vida com liberdade e coragem, depois de passar dois meses em Pantelleria trabalhando fui à Letônia visitar minha amiga e colega de trabalho Marija. Latvija is amazing

Destino pouco conhecido entre os turistas brasileiros, a Letônia (Latvija na língua local) está localizada no leste Europeu e reserva muitas boas surpresas para quem tem curiosidade de conhecer. Não quero me prender em informações históricas do país, já que pra isso temos nosso querido google, mas acho importante expor que estou falando de um país de apenas 64.589 km2 de área (para se ter uma ideia o Brasil tem mais de 8.515.767 km2, a Letônia corresponde mais ou menos ao estado da Paraíba), e possui pouco mais de 2 milhões de habitantes (só Campinas já tem mais do que isso!). E esse paisinho teve sua independência proclamada só em 1990, antes pertencia à União Soviética e era comunista. Como resultado disso, vemos nas ruas muitas lojas de roupas de segunda

mão ou “brechós”, as tradições e costumes das famílias locais, como o cultivo de legumes, frutas e hortaliças nos quintais; a produção artesanal de mel, tapetes, roupas; a caça de animais selvagens; a produção de compotas no verão, para consumo no inverno... Vale lembrar que no inverno as temperaturas chegam a -43ºC, portanto todos se preparam bem durante o verão. Enquanto eu estive lá (Julho) era verão e o tempo estava muito bom, de 23º a 31ºC, os dias são muito longos, o sol se põe por volta de 11 da noite e nasce às 4 da manhã. Com isso pude aproveitar muito tudo que o país oferece. Os lagos, rios, praias... Banhadas pelo Mar Báltico, as praias são muito diferentes de tudo que já vi. É tudo muito preservado e a água do mar é esverdeada, sempre rodeada de pinheiros (mais de 50% do território do país é coberto por florestas), porem oferece tudo que podemos precisar, banheiro, ducha, pelo menos um bar, ou um supermercado para comprar comida. A culinária típica é muito saborosa e variada, sempre com muitas saladas (geralmente à base de pepino, tomate e especiarias típicas), carnes


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estudantes que têm interesse em praticar o inglês e conhecer gente. O acolhimento com os turistas em geral é típico europeu do norte, um pouco frio mas muito educado. Tive a grande honra de assistir o Dziesmu, um festival de dança e música que acontece a cada cinco anos e é uma das coisas mais incríveis que eu já vi. São 15 mil pessoas dançando perfeitamente coordenadas em um estádio feito só para isso. De longe os dançarinos formam símbolos com diferentes significados e de perto vemos lindos dançarinos de todas as idades dançando com brilho nos olhos com suas roupas típicas. Não tem como descrever a emoção de estar ali e ver tudo ao vivo. Depois de conhecer tudo isso eu só tenho uma coisa a dizer: visitem a Letônia. Next stop: Cannes. Colaboração: Isabella Pieroni Modelo internacional

de todos os tipos, como pato, cervo, veado, javali, sempre acompanhado de batatas e muito tipos diferentes e saborosos de queijos e derivados do leite, até mesmo doce de leite e leite condensado são muito consumidos lá. Não existe tanta variedade de frutas, mas as cerejas e morangos são os mais doces que eu já comi na vida! Riga, a capital, é uma cidade maravilhosa. Flores em todos os lugares, nos parachoques dos táxis, enfeitando as sacadas, no cabelo das mulheres. A arquitetura é Art Nouveau, tem muito verde, muitos parques e lagos, os meios de transporte funcionam muito bem e as pessoas são lindas! Para o nosso padrão de beleza, todo mundo é lindo: olhos azuis, cabelos claros, narizes pequenos e afinados, lábios bem desenhados. Durante o verão todos os jovens trabalham, nos restaurantes, lojas, em obras, com o táxi-bicicleta, cantando nas ruas, vendendo doces ou frutas, fazendo qualquer coisa simples que dê pra juntar um dinheiro, o que é ótimo para a economia local e para os turistas, é bom ser atendido por jovens


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Roteiro Gastron么mico Restaurante do Clube Fazenda Ribeir茫o

Alameda Mauricio de Nassau, 894 Centro - Holambra - SP (19) 3802.1691


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Zoet en Zout

Rua dos Girass贸is, Vila Lantanas, 90f Holambra - SP - (19) 3802.1293

Martin Holandesa

Rua D贸ria Vasconcelos, 144 - Centro Holambra - SP - (19) 3802.1295


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Casa da Esfiha

Rua Centรกures, 384 - Jd. Morada das Flores Holambra - SP - (19) 3802.4401

Sabor e Arte

Av. Rota dos Imigrantes, 470 - Loja 111 Centro -Holambra - SP (19) 3802.2122


Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal , Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto - MG. Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, apesar do momento não ser apropriado para pesca, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornouse pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha). No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missioná-

rios Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. Vinte e quatro anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI. Com o passar do tempo, o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. E em 11 de novembro de 1955 teve inicio a construção da atual Basílica, considerada a partir de 1984, Santuário Nacional; “o maior Santuário Mariano do Mundo” O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando em meio à reza de um terço as velas se apagaram sem motivo aparente e de repente todas voltaram a se acender milagrosamente. Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre todos esses fatos. Mas todas procuram demonstram a forma milagrosa e poderosa que a padroeira do Brasil demonstrou seu amor e carinho por todos. Colaboração: Elisangela e Fred Equipe Santa Giulia

SANTO DO MÊS

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FAMÍLIA DE IMIGRANTES

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A História de Bernardo e Tereza Hulshof (continuação) O sr. Bernardo tornou-se oficialmente o cooperado 202 da Cooperativa Agro-Pecuária Holambra em 10 de outubro de 1952. Para tanto teve que assinar um contrato de compra e venda, com reserva de domínio, de um lote de 15,4 ha, situado no bairro Palha Grande. Esta foi sua primeira propriedade rural. Ele assinou também um contrato de abertura de crédito em conta corrente, no valor de 32 mil Cruzeiros, além de uma escritura particular de confissão de dívida. Estes contratos com a Cooperativa eram devidamente selados, com firmas reconhecidas em cartório. Com o crédito liberado para construções na propriedade, ele fez sua casa e também um barracão com um tanque de alvenaria para armazenar água para os animais e para a irrigação da lavoura. Junto com este pacote veio um crédito para maquinários importados, e ele precisava de um trator para destocar, enleirar, arar, catar (tocos), gradear e nivelar a terra. Porém, o crédito destinado ao maquinário era insuficiente e então ele e mais 4 cooperados compraram um trator em sociedade. Até a chegada desse trator, importado da Holanda, a terra era arada, gradeada, plantada e adubada manualmente e normalmente utilizava-

se um cavalo para puxar a maior parte dos implementos agrícolas. Quando chegou o tão esperado trator, um Landsbuldog, juntamente com alguns equipamentos de arrasto (arado, grade niveladora, etc) além de uma carreta, os sócios primeiramente contrataram o tratorista Piet Nijssen, para arar a terra de outros cooperados durante o dia, pois precisavam de dinheiro. À noite eles aravam a terra em suas propriedades, mas como este trator não tinha luz traseira, a qualidade do serviço noturno era inferior. Enfim, a produção melhorou, mas não foi um grande progresso. O trator também não tinha motor de partida, esquentava-se o cabeçote com uma bomba tipo maçarico. Em seguida acionava-se, na lateral do trator, a roda de partida, pois o trator era de um pistão só. Quando era dado um contragolpe, o motor virava com rotação ao contrário. Vários anos depois o sr. Bernardo trocou sua parte nesse trator por um jipe. Em janeiro de 1953 chegou na Faz. Ribeirão o sr. Wim Domhof, casado com a irmã do sr. Bernardo, Riek Hulshof. Como esse casal de imigrantes ainda não havia sido beneficiado pelo programa de assentamento da Cooperativa Holambra, eles foram recebidos e acomodados na casa do sr. Bernardo e de dona Tereza. E para que o casal pudesse ter


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uma vida privada, o sr. Bernardo adaptou parte da casa, de forma simples, quarto, sala e cozinha independentes, sendo que a lavanderia e o banheiro eram comunitários, já que o acesso era por fora, pela varanda. Foi um período de convívio intenso e grande aprendizado, com muitas aventuras para as duas donas de casa. Em outubro de 1954, o casal Domhof pleiteou, junto à cooperativa, o lote vizinho do sr. Bernardo, também com 15,4 ha, alegando economia de custos na implantação, pois assim dividiriam as instalações já existentes. Seria economicamente viável conduzir as duas propriedades lado a lado e não haveria necessidade de investimentos extras em implementos agrícolas e construções, mas o pedido foi recusado. No entanto, depois de 2 anos, o sr. Wim acabou sendo contemplado com uma outra propriedade e então a família se mudou. Todo cooperado também tinha direito ao crédito para criação de animais, porém, o sr. Bernardo não fez uso dele. Mas ele tinha galinhas, porcos e algumas vacas, somente para consumo próprio. Para a dona Tereza e todas as famílias pioneiras da Faz. Ribeirão, além de uma boa horta, esses animais eram essenciais, pois forneciam leite, ovos e carne. Naquele tempo, as donas de casa não iam ao supermercado como é comum nos dias de hoje, elas se viravam com a produção própria. Os artigos necessários para complemen-

tar a despensa, eram relacionados num papelzinho e uma vez por semana, um dos filhos do sr. Piet Wagemaker, que tinha uma mercearia, vinha recolher a lista de compras. Nesta lista constavam itens como sal, açúcar, farinha, fermento, soda cáustica, querosene, fósforos, cigarros, temperos, entre outros. Era uma festa para as crianças quando ouviam o barulho da camionete tipo ximbica Ford 29, com carroceria fechada, em cujo baú de lata, com abertura dos três lados, eram trazidas as compras da família. Sempre havia alguma guloseima para os pequenos. A família foi aumentando e assim, para aumentar a renda, em 20 de junho de 1953, o sr. Bernardo arrendou, por 2 anos, o lote K-22, bem de frente com sua propriedade. Como a maioria dos imigrantes, o sr. Bernardo também tinha uma produção diversificada. Ele cultivou mamão, arroz, milho, abacaxi, mandioca e batata doce. Paralelamente ele continuou prestando serviços para o departamento de construção da Cooperativa, pois sempre se interessou pela área de construção civil. Nas horas vagas, além de se dedicar à família, ajudava o movimento escotista, organizando diversas atividades para os rapazes de 11 a 20 anos, com o único objetivo de contribuir com a formação sociocultural dos jovens escoteiros de Holambra. O espírito comunitário entre os imigrantes era grande e havia muitos voluntários que, juntos, faziam a diferença. Tudo o que os mais velhos sabiam, era ensinado aos mais jovens através de jogos e brincadeiras, de forma humilde e responsável, pois acreditavam na força jovem. Dona Tereza sentia saudades de sua família, mas ao mesmo tempo era feliz com o sr. Bernardo. Adaptou-se bem ao país Brasil, convivia bem com os vizinhos e aprendeu o português para se comunicar com os amigos brasileiros. Foi uma mãe exemplar, dedicando-se integralmente aos filhos, amamentando-os e cuidando deles com muito carinho. Em sete anos, o casal teve seis filhos, três meninos e três meninas: Tonny,


Hans, Maria Tereza, Valter, Liduina e Margarida. Os partos eram feitos em casa, com a ajuda de uma enfermeira-obstetra que trabalhava no departamento médico da Cooperativa. No período pós-parto, a Cooperativa também providenciava uma pessoa para ajudar as mães nos serviços domésticos, conforme manda a tradição holandesa. O casal levava uma vida agitada, mas ao mesmo tempo tranquila. Aos domingos aproveitava para passear de charrete pelas estradas de Holambra e fazer visitas a amigos e familiares. Os filhos adoravam ir brincar com os primos das famílias Krabbenborg e Domhof. No dia a dia, dona Tereza sempre arrumava um tempinho para cantar com os filhos ou para fazer joguinhos, e à noite ela lia uma historinha, dos Irmãos Grimm, por exemplo. Em casa, o idioma falado era o holandês, pois todos da comunidade falavam. O português era ensinado na escola, a partir dos seis anos de idade. Em dezembro de 1959, o casal solicitou um financiamento para adquirir uma nova propriedade da Cooperativa, desta vez no bairro Fundão. Após a aprovação, construíram ali uma casa e duas granjas, uma para aves poedeiras e outra para suínos. Depois de 8 anos no bairro Palha Grande, o casal se mudou para a nova propriedade no

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bairro Fundão no dia 10 de janeiro de 1960. Dona Tereza estava radiante, pois a casa nova era bem maior, tinha quatro quartos em vez de dois, e o sonho do sr. Bernardo era seguir os passos de seu pai: ter um time de futebol em casa. na próxima edição de Holambra In Foco o último capítulo... Colaboração: Therezinha T.M Hulshof-Filha do casal Bernardo e Tereza, Tradutora e Interprete comercial. Bacharel em letras, tradução e interpretação


SAUDADES DE HOLAMBRA

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Raízes Holambra Holanda

Estou na Holanda há sete anos. Vim logo após terminar o Ensino Médio, com a intenção de ficar um ano para trabalhar, aprender a língua e a cultura. Como me adaptei bem, apesar de achar aqui mais frio, acabou que esse tempo se estendeu. Fiz muitos amigos holandeses, brasileiros e também de outras nacionalidades. No local de trabalho, conheci a Bárbara, que é Polonesa, começamos a namorar e hoje estamos noivos. Desde que vim para a Holanda, trabalho na mesma empresa, e que, para não fugir das raízes holambrenses/holandesas, também é do ramo de flores e plantas, onde comecei como serviços gerais e hoje em dia, sou assistente de encarregado de produção, sempre procurando me atualizar através de cursos. Um ano depois de conhecer a Bárbara fomos passar férias na Polônia, que por sinal é um belo país, com muita história e uma ótima culinária. No ano seguinte, fomos juntos ao Brasil, foi a primeira vez que a Bárbara veio ao país, ela

gostou muito das pessoas, do calor humano, da família, visitamos também outros estados, e ela se encantou com as praias. Já estávamos com saudades antes mesmo de voltar. Apesar de gostar da Holanda e de ter me adaptado, tenho muitas saudades do Brasil, do churrasco brasileiro, dos amigos, dos encontros em família, do sítio e de andar de trator. Henricus van Schaik


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SAÚDE

Dia 18 de Outubro

Dia do Médico, Parabéns!


SAÚDE

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TRATAMENTO DO CÂNCER COM MAQUIAGEM E CORTE DE CABELO Colaboração: Veruska Litjens

Valéria Baraccat empresária conta: “Já tive câncer de mama e após 7 anos de todo tratamento ele voltou. Após duas semanas de primeira quimioterapia a queda de cabelo já começou e meu médico já adiantou que em breve todo o cabelo cairia. Dessa vez parei tudo que fazia e me concentrei em fazer os exames e assim após a cirurgia, já fiz a primeira quimioterapia. Hoje vim para o salão raspar meu cabelo, fazer maquiagem para me sentir bem e visualmente me sentir como estou interiormente, estou muito tranquila e vou superar.” O cabeleireiro Mauro Freire que cuidou do embelezamento capilar de Valéria diz que a intenção é amenizar essa forma radical de raspar diretamente todo o cabelo, por isso antes de raspar por completo, fez algumas sugestões; por ela ter um cabelo que me permite cortes diferentes começou a mostrar vários estilos de cortes e penteados antes de raspar, dizendo que após o tratamento, quando o cabelo começasse a crescer novamente ela teria essas formas de “brincar” com os cortes e penteados. Quando cuido da beleza de uma mulher que está passando por essa fase, mostro a ela que existem possibilidades de valorizar-se após a perda do cabelo. Valorizar sua beleza como um todo e não o foco só nos cabelos. Mostro maneiras de usar lenços, acessórios.

O Maquiador Fernando Torquatto que também esteve cuidando da beleza de Valéria ressalta que se para as mulheres a maquiagem é um recurso que ajuda a recuperar a autoestima então no caso de um tratamento é fundamental, porque além do processo de correção (amenizar olheiras, corrigir pele mais amarelada) há a reconstrução da sobrancelha e o uso de cores pode trazer o aspecto de cuidado. Valéria diz que é muito comum mulheres entrando em depressão durante o tratamento porque é hormonal e mexe com o símbolo dela, primeiro as mamas e depois também o cabelo. Tudo isso faz parte da autoestima da mulher e de repente você perde tudo isso. “Reparei que existe outra Valéria e que não vou perder a beleza e a autoestima porque estou careca.” Para quem se interessou pelo assunto pode acessar pelo Facebook em um grupo aberto: Quimioterapia e Beleza. A página é administrada por Flávia Flores Fly que diz em sua biografia: “Autoestima elevada para mim é o segredo de um tratamento quimioterápico bem sucedido, sem sofrimento, sem pena de si mesmo, com feminilidade, sensualidade, bom humor e muita vaidade. Com minhas fotos, vídeos e mensagens quero inspirar outras pacientes e juntas não deixarmos a bola cair. Uma ajuda a outra. A gente se encontra e fala no skype, troca lenços e perucas umas com as outras, além da experiência que vamos adquirindo”

WebSite: https://www.facebook.com/QuimioterapiaEBeleza Telefone para contato: (48) 99939479 // (11) 959352183 Veruska Litjens formada em Estilismo e Coordenação de Moda, Graduando em Estética e Cosmética com Ênfase em Maquiagem Profissional na Universidade Anhembi Morumbi - Contato: veruska.litjens@gmail.com Facebook: Maquiadora e Consultora de Moda Veruska Litjens Telefone: (11) 9-5436-8040


NUTRIÇÃO

Obesidade Infantil

Segundo dados estatísticos, infelizmente existe um crescimento acentuado do excesso de peso em crianças, o que resultará, no futuro, em adultos obesos se nada for feito em relação à mudança de hábitos alimentares. O excesso de peso na infância pode levar ao aumento dos níveis de gordura no sangue, hipertensão arterial, problemas ortopédicos, diabetes e doenças cardiovasculares. Veja as características da criança sem controle na hora de se alimentar: • Come vorazmente • Limpa o prato rapidamente • Geralmente, repete a refeição • Come escondido • Só se satisfaz com 02 a 03 copos de suco ou refrigerante • Pede lanches fora de hora • Uma hora e meia após a refeição já está com fome novamente Se o tratamento da obesidade às vezes já é difícil para o adulto, para a criança as dificuldades podem ser maiores, por isso é muito importante o apoio dos pais e familiares e evitar a repreensão em público ou na hora das refeições. Seguem algumas orientações práticas para o diaa-dia: • Estabeleça horário para as refeições. A alimentação da criança deve ter de cinco a seis refeições por dia, com intervalos de 2 a 3 horas entre elas. • Comer devagar: quando se come muito rápido, geralmente comemos mais do que precisamos.

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• Não comer vendo TV: quando a criança

está vendo televisão, não presta atenção a o que está comendo e se alimenta de forma automática, comendo mais do que deveria. • Diminuir aos poucos a quantidade de alimentos. Exemplo: se a criança come 02 pãezinhos no café da manhã, trocar para 1,5, para depois trocar por 01. • Diminuir a quantidade de alimentos gordurosos como bacon, chantilly, creme de leite, manteiga, margarina, maionese, óleo e requeijão. • Cuidado com o consumo de alimentos embutidos como salsicha, mortadela, presunto, salame, pois são ricos em gordura. Uma alternativa são os embutidos de aves, com menor quantidade de gordura e calorias. • Evite o consumo de salgadinho tipo “chips”, além de conter quantidade elevada de gordura, apresentam alto teor de sódio. Outro alimento a ser evitado são os biscoitos recheados. • Estimular a prática de atividade física, evitando que a criança fique muitas horas na frente da televisão também é essencial. De qualquer forma, é fundamental que a família toda tenha hábitos saudáveis para auxiliar a criança e evitar a compra de alimentos não recomendados.

Colaboração: Daniela Fernandes Gondim Nutricionista . CRN 10332 Extensão em nutrição clinica


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Dica de Filme:

Vilage Video Locadora 19-3802-4052 Av.Rota dos Imigrantes, 281 Centro - Holambra SP

Em plena era pré-histórica, escondidos na maior parte do tempo dentro de uma caverna, vivem Grug (Nicolas Cage), a esposa Ugga (Catherine Keener), a vovó (Cloris Leachman), o garoto Thunk (Clark Duke), a pequena e feroz Sandy (Randy Thom) e a jovem Eep (Emma Stone). Eles são os Croods, uma família liderada por um pai que morre de medo do mundo exterior. Só que grandes transformações estão para acontecer, pois a adolescente Eep acaba conhecendo o também jovem Guy (Ryan Reynolds) e ele vai apresentar um incrível mundo novo, para o desespero do paizão protetor. Agora, juntos, eles vão enfrentar grandes desafios e se adaptar a uma nova e divertida era.


Coração de Menino! A lembrança sempre volta; A infância não! Infância, doce infância, Bons tempos de criança!

Que importa, se me ama, Me respeita e me estima. Sou eu que existo no menino, É o menino que existe em mim.

O andar descalço na grama, Na terra molhada e na lama, Comer goiaba, caqui e jabuticaba, De manga me lambuzar.

Nos sonhos que a vida leva, Na vida que os sonhos traz, Acredite... ainda há esperança, Quando crescer, quero ser criança!

O alegre e bom menino, Que num gesto de humor Apelidou-me de geração “Condor”! (com dor aqui, com dor ali) Dos meus trejeitos ele ri.

Agmon Carlos Rosa Poeta, Autodidata em jornalismo e comunicação, Literatura Brasileira e Contemporânea. Contatos: agmoncarlos@gmail.com www.facebook.com/agmoncarlos

Fotos : Alexandre Macedo

ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS

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CONSULTÓRIO DE FAMÍLIA

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A importância do brincar O dia das crianças está chegando e muitos adultos entram em conflito com o presente para essa data comemorativa. A pergunta é sempre a mesma: “Mas qual o presente para dar a uma criança?”

E de fato a escolha desse presente deve ser muito bem adequada, pois o brincar é uma fase importantíssima no desenvolvimento da criança, não só pelo fato de desenvolver habilidades, mas pelo fator criativo e educativo que irá prepará-la para a vida adulta. A criança e o brincar são contextos inseparáveis. O brincar é tão essencial à criança quanto o trabalho é para o adulto e fundamental para um desenvolvimento psicossocial saudável. É inconcebível a ideia de uma criança sem tempo de ser e de se sentir criança. A criança que não brinca não aprende, não tem interesse, não tem entusiasmo, não trabalha criatividade, não demonstra sensibilidade e não desenvolve afetividade. O brincar é uma ferramenta necessária onde se trabalha a linguagem infantil, uma maneira que as crianças pequenas utilizam para falar não convencionalmente, mas para se expressar e demonstrar seus sentimentos, suas vontades, suas inquietudes, além de uma maneira como ela também vai elaborar todas essas situações. Brincando a criança expressa suas mais profundas emoções, expõe seus conflitos e dificuldades mostrando assim aquilo que ela ainda não é capaz de articular em palavras. Os pais e a escola tem participação ativa nessa fase, permitindo que ela tenha um tempo amplo e planejado para o brincar. Além do brincar, existem também outras situações extremamente benéficas e importantes no desenvolvimento de nossas crianças, como o simples ato de almoçar ou jantar em conjunto e procurar saber mais da vida delas, procurar ativida-

des externas que elas queiram fazer e que você possa ir junto (cinema, parques, museus, jogos, viagens, etc) ,se você não for amigo dos seus filhos enquanto eles são crianças, dificilmente os conquistará na adolescência. Aprenda o que ele está aprendendo ou pelo menos, peça para ele te explicar alguma coisa. Só de ver que você se interessa genuinamente já é uma grande abertura. Pretende-se com tudo isso reavaliar nossas concepções acerca da criança, do brincar, do participar da vida deles ativamente. É através de toda essa interação que a criança expande seu mundo e amplia seus conhecimentos, nesse sentido escreve Montessori, “façamos de conta que a criança é um operário e que a finalidade de seu trabalho é produzir o homem. Porque o trabalho das crianças não produz um objetivo material, mas cria a mesma humanidade; não uma raça, uma casta, um grupo social, mas a humanidade inteira”. Colaboração: Débora Sievers Psicóloga clínica e empresaria,pratitioner em neurolinguística,facilitadora na empresa onde dá consultoria e treinamentos motivacionais.


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ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS

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Aprendendo brincando Material Officequip Papelaria


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MODA

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MODA

Primavera em puro romance O clima romântico dessa estação atravessa o dia para a noite e a moda acompanha essa transição focando as emoções através das cores, estampas e de modelos delicados e marcantes, como as fendas que voltaram dando um toque feminino e sensual. By Andréa Ricardo

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Loja A flor da pele Ă“ticas Guarnieri


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Até pouco tempo o dourado não era uma cor muito presente no guarda-roupa feminino. Mas os looks, acessórios e sapatos com essa cor foram repaginados e prometem ser a sensação da primavera, principalmente por ter passe livre para brilhar durante o dia e ser destaque nas noites.


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Anos se passaram e o xadrez continua a todo vapor, e ao que parece, será incorporado definitivamente pela moda masculina. Quando formado nas cores fortes, como o azul, deixa o visual bastante casual e elegante.

A verdade é que moda, arquitetura e decoração andam de mãos dadas. Interessante é ver que por tempos não se via nas passarelas e vitrines um casamento tão feliz entre uma inspiração decorativa e uma estampa. A estação pede.... assim não deixe de ter uma peça dessas em seu guarda-roupa.


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Apoio :Água Leve

Laranja, a cor da época. Apesar de impactante, essa é uma cor chique e fácil de combinar. Ao apostar em cores neutras para compor o visual, ela reforça a ideia de sofisticação. Compondo-a em um longo se torna peça perfeita para uma tarde quente.

Modelos INRI Model: André e Vinicius Lima, Bianca van Schaik e Julia Canisella; Fotógrafo: Alexandre Macedo ; Make/Cabelos: Mário Sérgio Hair; Produção e Consultoria de moda: Andréa Ricardo


HOMENAGEM - DIA DO PROFESOR

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Diagnóstico nada médico. Outra sexta-feira chega ao fim, e essa foi 13, para muitos, um dia de azar, para mim, apenas o fim de mais uma semana corrida, mas gratificante. Gratificante porque depois de 50 aulas e muito cansaço, percebo que não conseguiria fazer outra coisa além de ser professora. Creio que existe uma espécie de vírus que ataca as pessoas que ousam entrar em uma sala de aula de peito aberto pela primeira vez. Resultado: uma moléstia da qual não queremos nos curar e insistimos, loucos que somos, em mantê-la em nós (doenças do coração são as mais perigosas). Mesmo quando sabemos que o caminho não é fácil, que existem dificuldades diversas, que vão desde salários baixos, falta de estrutura, cobranças, desinteresse, não só dos alunos como muito apregoam, mas de todo um sistema, insistimos em permanecer incuráveis. E não, não precisamos de médico, ou remédios, talvez porque sejamos insistentes em acreditar que é possível fazer algo para mudar, ao menos um pouco, esse mundo que nos cerca. Por sabermos que é preciso mexer de alguma forma com a cabeça das pessoas, mostrando para elas não a importância do ponto de chegada, mas da travessia (parafraseando Guimarães Rosa). Tenho muitos amigos professores que conheci nessa minha pequena grande jornada de oito anos de sala de aula. Pessoas com as quais compartilhei e compartilho angústias e alegrias, e em cujos olhos sempre vejo aquele brilho peculiar que só existe no olhar de quem ama o que faz. Além deles, tenho também, muitos amigos que foram alunos, com quem encontro na rua ou na universidade e que vêm eufóricos, com seus arroubos de juventude, contar-me como estão felizes com o curso que escolheram, mas me dizem também que sentem falta da escola

e de tudo que viveram nela. Cada vez que isso acontece, eu tenho certeza de ter escolhido o caminho certo, falo em escolha, porque vejo por aí o discurso clichê de que “ser professor é dom”, argumento com o qual não concordo. Não, não somos divinos, santos ou mártires, somos profissionais querendo fazer nosso trabalho com dignidade. Para muitos talvez não tenhamos o valor de um médico ou advogado, por exemplo, ocupações que nossa sociedade tratou de “classicizar”, ao ponto de chamar seus membros de “doutores”, quando, muitas vezes, estes não o são. Queremos ter direitos e condições de trabalho, além do respeito que merecemos, como qualquer profissional que cumpre seu papel na sociedade. Talvez por não construirmos pontes, ou tecnologia, ou produtos vendáveis, mas pensamentos é que fomos deixados um pouco de lado nessa realidade do produto. Apesar disso, não desistimos e acreditamos que tudo vai melhorar, porque somos loucos, febris, apaixonados. Olho o relógio, a sexta-feira 13 já está chegando ao fim, para a felicidade dos supersticiosos e dos gatos pretos e acho que já filosofei demais. Peço um desconto, sou professora, gente que tem sempre um turbilhão na cabeça e uma moléstia incurável no coração. Que sabe que não é fácil, mas que não desiste porque foi contaminada por escolha com um amor incomensurável e uma vontade de ferro de prosseguir. Colaboração: Sônia Santos, graduada em letras pela Unicamp e professora de cursinho pré-vestibular e ensino médio.



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