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ROYALLE CALÇADO, EMBALAGEM E EMPRESA SUSTENTÁVEL

DEZEMBRO - 2011


FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE BIRIGUI FATEB

CURSO DE DESENHO INDUSTRIAL

HABILITAÇÃO EM PROJETO DE PRODUTO

ROYALLE CALÇADO, EMBALAGEM E EMPRESA SUSTENTÁVEL

GUSTAVO PALMIERI VICENTE MARCELO RAIMUNDO DA SILVA TIAGO RIBEIRO DA SILVEIRA


Folha de Aprovação Gustavo Vicente Palmieri Marcelo Raimundo da Silva Tiago Ribeiro da Silveira

Projeto de Produto apresentado à Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui - FATEB, como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Desenho Industrial. Curso: Desenho Industrial Aprovado em: Banca Examinadora Prof. MS José Eduardo Zago Instituição: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui Assinatura: Prof. MS. Rodrigo Martins de Oliveira Spinosa Instituição: FAI - Faculdades Adamantinenses Integradas Assinaturas: Prof. MS. Marcel Eduardo Marchesi de Oliveira Instituição: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui Assinatura:


Dedicatória Dedicamos este trabalho a todas as pessoas que nos ajudaram, direta ou indiretamente, na conclusão de mais uma etapa de nossas vidas. Em especial, ao Prof. Ms. José Eduardo Zago, Alexandra de Oliveira Santos Silva, Matheus Henrique da Silva, Maria Claride da Silva, Fabiana Menezes Pontes Vicente, Marilda Palmieri Vicente, Dimas Mauro Vicente, Jéssica de Fatima Malheiro Vernassi, Jeni Maria Ribeiro, Nilton Felicio da Silveira, Thainara Ribeiro da Silveira, sem o qual, com paciência e incentivo, não teríamos concluído e também a todos os professores e amigos que nos auxiliaram e colaboraram na realização do desenvolvimento desse projeto.


Agradecimento Agradecemos todos as indústrias que contribuiram para a realizaçao do projeto,Tiptoe Indústria e Comércio de Calçado Ltda, Jofer Embalagens Ltda, Raízen Energia SA, EcoSimple Tecidos Ecológicos, Prisma Prene Montelur, Adesivos Killing, Base Tecido, Bronzart Clicheria, e as pessoas que colaboraram para que esse projeto fosse concluido de forma satisfatória, sendo elas: Alex Silvério (modelista), Alexandre Henrique Lima (modelista), Everton Campanhã Serrano (estilista), Erick Bernado (designer), Fábio

Renato

de

Souza

Fernandes

(estilista),

química),

Leandro

Silva

Santos

(auxiliar

Ferreira

Gilson

Alves

(designer),

(projetista),

modelista),

Prates

Marcio

(engenheiro

elétrico),

(supervisor Leandro

corte

Fernanda e

vinco),

Brito

Tavares Figueiredo

Maurilio

Martins

de

Matias

Menezes

(desenhista),

Cancian Isabel

(engenheiro

Silva

Lia

Mayko

Rosales

Flávia

Junqueira

mecânico),

(projetista), Rosa

(designer), Luiz

(engenheira Roberto

Marciel

Medeiros

Jardim da

Monteiro (engenheira

mecânica), Silvia Maria Laluce (designer) e Valtenir de Alencar e Silva (auxiliar modelista), agradecemos á Deus por todo conhecimento e sabedoria adquirido no decorrer desse projeto.


Resumo Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de um calçado e uma embalagem, focada no Ecodesign, que possibilite a redução de processos de fabricação, resultando em um produto sustentável. No desenvolvimento do calçado foram levantadas propostas sustentáveis como a diminuição do consumo de matéria-prima, menor peso e menos mão de obra, que levaria a uma melhora na produtividade, podendo agregar valores estéticos e com design diferenciado. Juntamente a este produto há uma embalagem constituída de matéria prima ecologicamente correta, sem a presença de impressão ou acabamento químico, que facilitaria o ciclo de reciclagem do material e contribuiria para uma sociedade mais sustentável. Foram analisados alguns critérios de avaliação para definição, pesquisas foram feitas para atender os requisitos da preservação do meio ambiente, sendo por meio de visitas em indústrias, lojas, livros, web sites e informações de pessoas envolvidas no assunto. Diante da coleta de dados, foram encontradas algumas necessidades, com isso, foi desenvolvido um produto inovador, para atender a qualidade e as exigências de possíveis usuários. Todos estes requisitos levantados ajudaram a resolver alguns problemas encontrados, os pontos negativos dos produtos existentes também foram uteis para geração de alternativas, o que contribuiu para o aperfeiçoamento do conceito, valorizando o produto a ser desenvolvido.

Palavras chave: calçado, embalagem, conceito, sustentabilidade, inovador


Abstract The purpose of this Project is to develop a footwear and its package focused on Ecodesign that allows the reductions of manufacturing processes, resulting in a sustainable product. In the development of the footwear, sustainable proposals such as a decrease in consumption of raw materials, lower weight and less manpower, would result a good productivity, and make it possible to add aesthetic value and unique design. Along the product there´s the package, which consists of environmentally friendly raw materials, with no impression or finishing chemicals that would facilitating the cycle of material recycling and contribute to a healthier and more sustainable society. Some evaluation criteria were analyzed; researches to attend the requirements of the environmental preservation were also done over some industries, stores, books and scientific information from people involved with this subject. From the result of the data some needs were found, therefore, was developed an innovative product to attend the requirements of quality from potential users. All these requirements raised helped solve some problems encountered, even the negatives of the existing products were useful for generating alternatives, which contributed to the improvement of the concept. The interfusion of the proposals made it possible to develop a new concept of a sustainable product.

Keywords: footwear, package, concept, sustainability, innovative


Figura 01 - Sapatos Egípcios.........................

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Figura 02 - Sapato de couro.........................

17

Figura 03 - Sapatos Nativos...........................

17

Figura 04 - Sandália de couro......................

17

Figura 05 - Calçado em couro de 1824......

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Figura 06 - Sapatos Norte Americanos.................

18

Figura 07 - Sandálias Romanas.........................

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Figura 08 - Botas para Futebol anos 1890.........

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Figura 09 - Botas com pitons, Puma 1952............

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Figura 10 - Sapato Democrata A...........................

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Figura 11 - Sapato Democrata B..............................

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Figura 12 - Tênis Converse...........................................

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Figura 13 - Sapato Kildare..............................................

20

Figura 14 - Sapato Ferracini A..........................................

20

Figura 15 - Sapato Ferracini B.............................................

20

Figura 16 - Sapato Ferracini C...............................................

20

Figura 17 - Sapato Kildare.......................................................

20

Figura 18 - Sapato Factum.......................................................

20

Figura 19 - Sapatos de corrida Nike 1973..................................

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Figura 20 - Sapato de corrida Asics 1982.....................................

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Figura 21- Sapatos com sola computadorizada..........................

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Lista de Figuras

Figura 22 - Simple Shoes......................................................................

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Figura 23 - New Balance - NewSky......................................................

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Figura 24 - Calçado Biodegradável......................................................

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Figura 25 - Sacolas em papel kraft A..........

24

Figura 26 - Sacolas em papel kraft B...........

24

Figura 27 - Prédio Ecológico.........................

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Figura 28 -Cobertura Ajardinadas...............

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Figura 29 -Painel Estilo de Vida...................

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Figura 30 - Almoxarifado - Empresa Tiptoe A.......

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Figura 31-Almoxarifado - Empresa Tiptoe B.............

32

Figura 32 - Corte - Empresa Tiptoe A.................

32

Figura 33 - Corte - Empresa Tiptoe B.....................

32

Figura 34- Embalagem - Empresa Tiptoe A...........

33

Figura 35 - Embalagem - Empresa Tiptoe B............

33

Figura 36 - Painel de Expressão..................................

36

Figura 37 - Painel de Inspirações do Calçado............ Figura 38 - Tênis Concept Puma....................................

37 38

Figura 39 - Tênis Concept D&G........................................

38

Figura 40 - Tênis Concept Puma Ferrari A...........................

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Figura 41 - Tênis Concept Puma Ferrari B...............................

38

Figura 42 - Tênis Converse.........................................................

38

Figura 43 - Painel de Inspirações da Embalagem................................

39

Figura 44 - Embalagem Puma......................................................

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Figura 45 - Embalagem de Produtos Alimentícios....................... Figura 46 - Sacola Papel kraft........................................................... Figura 47 - Embalagem de Lanchonete........................................... Figura 48 - Caixa de micro ondulado.................................................

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Figura 49 - Painel de Inspirações Empresa..

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Figura 50 - Arquitetura A...............................

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Figura 50 - Arquitetura B................................

42

Figura 50 - Arquitetura C................................

42

Figura 50 - Arquitetura D................................

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Figura 50 - Arquitetura E.................................

42

Figura 50 - Arquitetura F...................................

42

Figura 51 - Esboços Calçado.............................

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Figura 52 - Esboços Embalagem..........................

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Figura 53 - Casual Cano Baixo................................

50

Figura 54 - Casual Cano Alto....................................

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Figura 55 - Embalagem sem cola e impressão........

50

Figura 56 - Empresa de Calçados Royalle...................

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Figura 57 - Tecido Algodão.............................................

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Figura 58 - Calçado Ecológico.........................................

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Figura 59 - Adesivo a Base de Água...................................

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Figura 60 - Balancim Hidráulico Empresa Tiptoe A..............

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Figura 61 - Balancim Ponte Empresa Tiptoe B.........................

55

Figura 62 - Máquina Pesponto Empresa Tiptpe........................

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Figura 63 - Máquina Injetora........................................................

56

Figura 64 - Papel cartão..................................................................

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Figura 65 - Clichês macho e fêmea de alto relevo........................

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Figura 66 - Matriz de corte (faca)........................................................

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Figura 67 - Contra Faca..........................................................................

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Figura 68 - Máquina de corte e vinco................

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Figura 69 - Máquina de corte, entrada cartão...

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Figura 70 - Máquina de corte, faca.....................

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Figura 71 - Embalagem final........................

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Figura 72 - Tijolo Ecológico.............................

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Figura 73 - Tijolo convencional........................

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Figura 74 - Tijolo Ecológico................................

62

Figura 75 - Brises.................................................... Figura 76 - Telhado Ecológico...............................

63 64

Figura 77 - Telhas Translúcida A..............................

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Figura 77 - Telhas Translúcida B................................ Figura 78 - Cobertura Retrátil A................................... Figura 78 - Cobertura Retrátil B.....................................

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Sumário 1

[ Introdução ]..................................................................15 2

[ Desenvolvimento ].......................................................16 3

[ Aspectos Históricos ]....................................................17 3.1

[ A Importância das Tecnologias ]...............................19 3.2

[ Calçados no Brasil ].....................................................20 3.3

[ A Força do Marketing ]...............................................22 3.4

[ A Volta as Origens ].....................................................23 4

[ A Procura do conceito/Produto sustentável ].........24 5

[ Aspectos Tecnológicos ].............................................25 6

[ Aspectos do Usuário ].................................................26 6.1

[ Instrumentos DCU ]......................................................28 7

[ Painel Estilo de Vida ]..................................................30 8

[ Problematização ]........................................................31 8.1

[ Quantidade de Matéria Prima em Estoque ]...........32 8.2

[ Serviços Manuais e Desperdícios ].............................32 8.3

[ Embalagem ]................................................................33


Sumário 9

[ Definição do Problema ]............................................33 10

[ Lista de Requisitos ].....................................................34 11

[ Geração de Alternativas ].........................................35 12

[ Painel de Expressão ]...................................................36 13

[ Painel de Inspiraçães Calçado ]...............................37 13.1

[ Similares Calçado ].....................................................38 13.2

[ Painel de inspirações - Embalagens ].......................39 13.3

[ Similares Embalagem ]................................................40 13.4

[ Painel de Inspirações Empresa ]................................41 13.5

[ Similares - Empresa ]....................................................42 14

[ Esboços Calçados ]....................................................43 14.1

[ Esboços Embalagem ]................................................44 15

[ Definição da Melhor - Calçado ]..............................45 15.1

[ Definição da Melhor - Embalagem ]........................47 16

[ Analogias ]...................................................................49


Sumário 17

[ Propostas Escolhidas ].................................................50 18

[ Detalhamneto do Calçado ].....................................51 18.1

[ Tecido Algodão ].........................................................51 18.2 [ Solado Reciclado/ Madeira Triturada ]....................51 18.3 [ Adesivos a Base de Água ]........................................53 18.4 [ InfoGráfico - Calçado ]..............................................54 18.5 [ Processo de Fabricação - Calçado ].......................55 19 [ Processo de Fabricação Embalagem ]...................58 19.1 [ Desenho Técnico Embalagem ]................................60 20 [ Detalhamento da Fábrica ].......................................61 20.1 [ Tijolos e Meio Ambiente ]............................................61 20.1.1 [ Vantagens do Tijolo Ecológico ]................................62 20.2 [ Iluminação Natural ]...................................................63 20.2.1 [ Ventilação ]..................................................................63 20.3 [ Eco - Telhado ].............................................................64


Sumário 20.4 [ Telhas Translúcidas ]....................................................65 20.4.1 [ Cobertura Retrátil ]......................................................65 20.5 [ Cortina Ecológica ].....................................................66 20.6

[ Cisterna ].......................................................................66 20.7

[ Gerador Eólico ]...........................................................66 20.8

[ InfoGráfico ].................................................................67 20.9

[ Desenho Técnico Fábrica ]........................................69 21

[ Protótipos ]....................................................................71 22

[ Conclusão ]..................................................................72 23

[ Referências ]................................................................73


1 Introdução O desenvolvimento do produto , partiu de uma necessidade de contribuir para um planeta mais sustentável, onde os novos conceitos são de preservar o meio ambiente, resultando em valores sociais e econômicos podendo ser utilizado como instrumento de marketing. Nesse conceito de sustentabilidade, também haverá um limite de consumo, buscando por mais qualidade e menos desperdício, assim o produto deverá ser reciclado. Os materiais que compõem o calçado são isentos de alguns compostos químicos, a embalagem não possui impressão e colagem, e o papel cartão utilizado é 100% reciclável. Nas pesquisas realizadas identificamos o perfil do usuário e do produto, referindo - se aos seguintes critérios: faixa etária, funções estéticas, qualidade, processo de fabricação e materiais utilizados, com isso é possível atender o que o consumidor está buscando, um produto inovador e ecologicamente correto. Este projeto tem por objetivo desenvolver uma empresa com um sistema de produção atendendo os requisitos sustentáveis, através da redução no processos de fabricação, energia, mão de obra e matéria prima, explorando o máximo de recursos naturais, resultando em um calçado inovador, com design, conforto e bom desempenho, satisfazendo as exigências do usuário. Para completar o projeto, foi desenvolvido uma embalagem moderna, prática e útil, além de ecologicamente correta, existindo a possibilidade de ser reutilizada para outra finalidade como por exemplo, acondicionar outros objetos. O principal desafio para os designers, consumidores e empresas continua sendo a busca por uma sociedade e uma economia ambientalmente mais sustentável, com isso existe um aumento no mercado de produtos sustentáveis ,pensando em ecologia com qualidade de vida e maior economia.

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2 DESENVOLVIMENTO Existem no mercado uma extensa variedade de modelos e cores de calçados fabricados a partir de laminados sintéticos e embalagens carregadas de impressão e cola, após o descarte não temos como definir qual o destino ou finalidade desses materiais, com isso desenvolvemos uma estrutura sustentável com melhorias nos processos de fabricação do calçado e da embalagem, com o objetivo se produzir consciente de que não agredirá o meio ambiente, com um layout de fábrica moderno, aproveitando energias alternativas.

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3 Aspectos Históricos O uso do calçado sempre esteve vinculado ao conforto, a vaidade, ao poder aquisitivo e também a moda. Há mais de 5.000 anos é possível encontrar inscrições chinesas e de outras civilizações que já utilizavam algum tipo de calçado, historiadores encontraram vestígios de uso de calçados antes do ano 10.000 AC, ou seja, no período paleolítico pinturas em cavernas na Espanha e no sul da França, fazem referência ao uso do calçado (SEBRAE, 2008) Na idade média já se utilizavam artigos de couro como formas de proteção aos pés. Eram confeccionadas à mão e com pele de vaca, e algumas vezes também eram produzidas (para os mais abastados) em pele de cabra (Chiaramonte, 2005).

Figura 01 - Sapatos Egípcios 10.000 a.C.

Figura 03 - Sapatos Nativos 7000 a.C.

Figura 02 - Sapato de couro de 800 a 400 a.C no Museu Hallstatt, Áustria.

Figura 04 - Sandália de couro de 72 d. C.

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Figura 05 - Calçado em couro de 1824

Figura 06 - Sapatos Nativos Norte Americanos 8000 a.C.

Os sapatos mais antigos conhecidos datam de 8.000 a.C., tratando-se de um par de sapatos de nativos Norte Americanos, onde se pode verificar diferenciação entre sapato esquerdo e direito.

Figura 07 Sandálias Romanas

As primeiras olimpíadas, os atletas que participavam nos jogos, faziam-no descalços, era tão vasto que muitos atletas vinham participar nos jogos desde climas mais frios e faziam-no com calçado que não passava de sandálias de couro, no entanto quando alguns atletas calçados começaram a ganhar as provas, a opinião do publico alterou-se; primeiro desconfiando de batota, mais tarde quando se aperceberam que a sola em couro oferecia maior tração, todos os atletas passaram a utilizá-las. Os Etruscos introduziram as tachas de metal na sola das sandálias, oferecendo maior tração e durabilidade.

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Apesar do calçado evoluir com o passar dos tempos os atletas continuavam a utilizar calçado que pouco mais fazia que cobrir os pés. Alguns desses tipos de calçado eram engenhosos, por exemplo na civilização Maia existia um desporto (uma mistura de futebol e basquetebol), o ressurgir da prática desportiva obrigou ao desenvolvimento de calçados leve e flexível com capacidade de tração, tendo surgido o sapato em couro com bicos e tachas para tração.

Figura 08 - Botas para Futebol anos 1890

3.1 A Importância das Tecnologias A recuperação econômica pós guerra permitiu a aplicação de novos materiais e tecnologias, como as primeiras botas de futebol com "pitões" travas substituíveis com rosca, ou a primeira sola intermédia em espuma para amortecimento de impactos.

Figura 09 -Botas com pitons substituíveis; Puma 1952

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Figura 11 - Sapato Democrata B Figura 10 - Sapato Democrata A

3.2 Calçados no Brasil No Brasil a história do calçado começa no Rio Grande do Sul com a chegada dos primeiros imigrantes alemães em 1824, que tinha forte tradição com artesanato de artigos de couro. A primeira cidade que se destacou com a fabricação de calçados foi a do Vale dos Sinos, onde esses imigrantes alemães trabalhavam na agricultura e na criação de animais. Produziam arreios para montaria de forma artesanal e caseira, e também a produção de calçados. Em 1888 surgiu a primeira fábrica de calçados brasileira no Vale dos Sinos, tornando a região em um pólo de manufatura de calçados com uma infra-estrutura muito bem sucedida, com instalação de atividades como: indústrias de máquinas e equipamentos para calçados, indústria de componentes, prestadores de serviços formando um complexo produtivo intenso.

Figura 12 - Tênis Converse

Figura 13 - Sapato Kildare

Figura 14 - Sapato Ferracini A

Figura 15 - Sapato Ferracini B Figura 16 - Sapato Ferracini C

Figura 17 - Sapato Kildare

Figura 18 - Sapato Factum

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3.3

A Força do Marketing

Nos anos 70, o exercício físico continuou a ganhar popularidade, este crescente público de novos praticantes de corrida surgiram sapatos e marcas novas com materiais e tecnologias mais leves e inovadores.

Figura 19 - Sapatos de corrida com sola "Waffle" e corte em poliéster; Nike 1973

Nos anos 80 surgiram algumas das inovações mais importantes, como a sola intermédia de dupla densidade, aumentando a estabilidade. Ao mesmo tempo foi uma época de experimentação tecnológica, cada marca via-se obrigada a apresentar novidades, especialmente novas tecnologias e materiais.

Figura 20 - Primeiro sapato de corrida com sola de dupla densidade para controle de pronação; Asics Tiger 1982

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Uma área que tenderá a evoluir cada vez mais é a área da 1 acomodação, na medida que a geração baby boom envelhece, também querem sapatos cada vez mais confortáveis, forçando a indústria a procurar novas soluções, como novos materiais ou várias larguras. A durabilidade das solas foi melhorada na década 80 do século passado e a estrutura superior é cada vez mais constituída por materiais mais leves e com mais apoio. A sola intermédia é o componente que tem que evoluir mais, as solas intermédias atuais são o elo mais fraco do calçado

Figura 21 - Primeiros sapatos com sola computadorizada que ajusta a firmeza da sola automaticamente, Adidas 2004

3.4

A Volta ás Origens

No inicio do século assistimos a uma grande tendência; a volta às origens, impulsionada em parte pela grande crise econômica mundial de 2008 a sustentabilidade é uma das forças que guia a maioria das marcas, não só por razões ecológicas, mas igualmente por razões econômicas, ser ecológico ajuda a poupar o planeta, e em última análise a ganhar dinheiro, assim surgiram marcas cujo foco é a sustentabilidade como a End Foot wear, outras marcas repensaram ou reposicionaram o seu foco com grande ênfase no calçado ecológico ou sustentável, como por exemplo a Brooks Footwear. Adicionalmente surgiram os defensores da chamada corrida natural com calçado desenvolvido para os adeptos desse tipo de corrida como as marcas Vibram Five Fingers ou a Newton. 1

Baby Boom é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional.

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4 A Procura do Conceito/Produto Sustentável Materiais biodegradáveis e reciclados, como PET reciclada ou fibra de bambu, são usados em sapatos, cada vez mais, o consumo ganha moldes sustentáveis. Assim, até mesmo os produtores começam a criar produtos verdes, que não poluem o meio Figura 22 - Simple Shoes

Figura 24 - Calçado Biodegradável Figura 23 - New Balance - NewSky

A análise do ciclo de vida da embalagem é muito útil para compreender o ciclo de vida de um produto. Felizmente, nesse ciclo as embalagens não são as vilãs, pro-teger e entregar um produto de forma eficiente é fundamental para a sustentabilidade. Os principais vilões desse processo são os componentes, a fabricação, a distribuição e o uso, a impressão e o acúmulo de cola usado para fechar as caixas.

Figura 25 - Sacolas

em papel kraft A

Figura 26 - Sacolas

em papel kraft B

A forte tendência à urbanização da origem a um modelo de crescimento indefinido onde os projetos alternativos para a construção de cidades e edificações são baseados na sustentabilidade, na reabilitação ecológica, e na responsabilidade social, mas agora é prepr ciso que incorporem também, requisitos de r responsabilidade ecológica.

Figura 27 - Prédio Ecológico

Figura 28 -Cobertura Ajardinadas

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5 Aspectos Tecnológicos O Layout da empresa foi planejado de forma que facilidate o processo fabril do calçado. A arquitetura moderna da fábrica dispõe de paredes e cobertura que proporciona iluminação e ventilação adequada para a execução de um bom trabalho, disponibilizando de sistema de captação de elementos naturais. Podemos destacar a máquina de corte automático que tem um melhor rendimento no encaixe da matéria prima, na injeção do solado terá melhorias de tempo, pois o material é monocolor não havendo a necessidade de troca de cor e bico de injeção e a embalagem com redução nos processos de fabricação e matérias-primas.

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6 Aspectos do Usuário Design Centrado no Usuário Para se projetar é necessário conhecer de forma indireta os possíveis futuros usuários, buscando saber suas preferências através de dados coletados, podendo ser por meio de pesquisas ou questionários, definindo assim seus gostos, hábitos e costumes, com o objetivo de auxiliar o designer na compreensão do perfil e necessidades do usuário, de modo que este possa projetar objetos mais adequados ao indivíduo ou sociedade, criando condições que permitam a verificação e validação da proposta do projeto. O banco de dados dos consumidores tem como objetivo agrupar as características, transformá-las em fichas que possam ser consultadas pelo designer no início do projeto, definir assim as propostas desejáveis para o usuário em estudo, permitindo entender como o sujeito se comporta e quais são suas prioridades, melhorando o processo projetual e facilitando a abordagem centrada no indivíduo. As pesquisas e os questionários devem ser feitas com vários sujeitos diferentes escolhidos aleatoriamente, ou seja, pessoas comuns da sociedade sem nenhum privilégio entre eles.

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Todo produto deve estabelecer vínculos emocionais com o consumidor e sempre buscar uma melhor adequação dos objetos em seu corpo e ao desempenho de suas funções, referênciais provenientes da psicologia também são de extrema importância, afim de se estabelecer comportamentos que privilegiem o consumo de produtos, o conhecimento e a aproximação do indivíduo com o projetista tem a finalidade de se entender o que as pessoas buscam em relação a determinado produto. A persona inclui os papéis sociais, estilo, costumes e expressões pessoais. O personagem deve ser interpretado por várias pessoas diferentes, possuindo características de personalidade bastante definidas que permitam a compreensão do seu Eu, assim o usuário corresponde ao personagem, ao se identificar com seu perfil e este o representa. O entendimento do real problema que se apresenta no sujeito e no seu mundo circundante, o objeto será a resposta óbvia e única a esse problema bem definido, a elaboração do banco de perfis de personagens é uma etapa imprescindível para que possa ocorrer a aplicação correta do instrumento proposto.

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6.1 Instrumentos DCU

Algumas técnicas para a análise da vida cotidiana que tornam possível a construção do cenário e personagem, são quatro métodos, onde a escolhida foi a terceira: Uma Semana com Você.

01

- Preconceitos: tem como objetivo preparar o terreno para a coleta de dados, afastados deste processo, pois não permitem, a partir da sua generalização superficial, um bom conhecimento do sujeito e seu cotidiano. Conhecer o que possam vir a ser esses elementos na realidade nos permitirá afastá-los do processo de vivência. Isso se dá a partir da elaboração de texto descritivo acerca das impressões que o observador tem do sujeito, considerando as informações do cotidiano, superficiais ou aparência física.

02

- Sobre mim Mesmo: está definida a partir da entrevista com pessoas diferentes, estabelecendo diversos perfis. Para essa atividade devem ser utilizadas entrevistas não diretivas a partir de um roteiro pré-estabelecido. A vantagem da utilização desta técnica esta na participação do indivíduo de forma livre, de modo que se minimizam os efeitos indesejáveis que podem vir do direcionamento, utilizar questionários estruturados, criando présuposições a respeito do sujeito, também entrevistas a partir de questionário estruturado não disfarçado principalmente no que diz respeito aos dados relativos a valores culturais e hábitos e costumes.

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03

- Uma Semana com Você: tem como objetivo permitir a construção do perfil do personagem a partir da vivência de situações cotidianas, onde todos os aspectos possam ser mais bem contemplados. No decorrer do projeto esta a técnica escolhida como a principal para auxílio no desenvolvimento até o produto final. A pessoa entrevistada deverá participar desta segunda parte de coleta de dados, que parte do princípio de que a principal diferença entre o existir cotidiano imediato e sua teorização ,não conseguindo abranger a totalidade dos aspectos contrastantes vivenciados. Assim a vivência permite entender como o sujeito se comporta e organiza sua vida, suas prioridades, podendo ser identificados também seus hábitos e costumes sócios - culturais.

04

- Meu Diário Ilustrado: tem como principal objetivo a organização dos dados obtidos na vivência e sua formalização para a consulta e apresentação. Os dados obtidos pelo pesquisador na técnica “Uma Semana com Você” deverão ser organizados de modo a permitir consulta simples às informações coletadas, podendo ser feita uma análise e uma seleção das principais características do sujeito.

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7 Painel Estilo de Vida

O painel de estilo de vida procura mostrar um conceito do estilo de vida dos futuros consumidores, no caso os usuรกrios do produto.

Figura 29 -Painel Estilo de Vida

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8 Problematização Atualmente uma empresa de calçados tem vários problemas em sua produção, apesar de ser uma época onde as máquinas evoluirão, mas vários processos são manuais necessitando de mão de obra em abundância, diante disso foi identificado problemas de organização de layout operacional, que dificultam o processo na fabricação do calçado, acarretando em falhas, desperdício de matéria prima e perda de tempo. O alto consumo de energia é um outro fator desfavorável para uma empresa. No pólo calçadista de Birigüi – SP, 90% das empresas uti-lizam na fabricação de um calçado laminados sintéticos, adesivos a base de solvente, cadarços, linhas de costura e sola compostos a base de PVC, e sem um descarte correto desses produtos no meio ambiente, sendo assim de difícil decomposição na natureza. A maioria das embalagens de calçado no mercado, são constituídas de impressão, utilizando de grande cargas de tintas, matérias primas não certificadas e uso de cola, sendo sua produção mais complexa, dificultando o processo de montagem no cliente e a reciclagem de seus compostos.

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8.1 Grande Quantidade de Matéria Prima em Estoque

Figura 30 - Setor Almoxarifado - Empresa Tiptoe A

Figura 31 - Setor Almoxarifado - Empresa Tiptoe B

8.2 Serviços Manuais geram Desperdício

Figura 32 - Setor Corte - Empresa Tiptoe A

Figura 33 - Setor Corte - Empresa Tiptoe B

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8.3 Embalagem Embalagens com excesso de impressão desnecessária e processo de colagem geram mais custos para o consumidor final, mais lixo, mais emissão de gases poluentes, mais gastos de transporte e mais poluição. Tanto o calçado como a

Figura 34 - Embalagem Setor Expediçao - Empresa Tiptoe A

embalagem não possuem um devido descarte.

Figura 35 - Embalagem Setor Expediçao - Empresa Tiptoe B

9 Definição do Problema Na empresa de calçado pode-se constatar que no seu processo de fabricação, o trabalho manual é ainda muito intenso, com isso gera-se desperdício de matéria prima e posteriormente acúmulo de estoque. As indústrias crescem cada dia mais e estão acima do planejado, com isso o acúmulo de estoque pode significar queda no ritmo da produção. Certamente, as empresas de calçado reduzirão o ritmo de crescimento da produção para que os estoques voltem a se ajustar ao planejado. O foco principal é a utilização do sintético, sendo o PVC a principal entre elas.

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OS

IT S I U Q E R E 10 LISTA D

Calçado * design diferenciado; * conforto; * leveza; * qualidade; * cabedal tecido 85% de algodão e 15% de PET reciclável; * adesivo acrílico para forração a base d´agua; * adesivo para o solado a base d´agua; * solado de TR com madeira triturada; * gorgorão e cadarço 100% algodão; Embalagem: * papel cartao certificado com FSC²; * ausência de impressão; * ausência de colagem; * facilidade de montagem da embalagem na linha do cliente; * embalagem pode ser utilizada para outras finalidades.

Layout Fábrica * disposição das paredes para um melhor ambiente de trabalho; * equipamentos localizados em seqüência facilitando o processo de fabricação; * áreas verdes com jardins para um ambiente mais agradável. * utilização de telhas translúcidas; * Teto retrátil parcial; * Janelas mais amplas; * Uso de maiores áreas envidraçadas; * Venezianas para maior circulação de ar; * Aproveitamento e bombeamento de água; * Energia alternativa (energia eólica); ² Conselho Brasileiro de Manejo Florestal

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11 Geração de Alternativas

35


12 Painel de Express達o

Figura 36 - Painel de Express達o

36


13 Painel de Inspirações Calçado

Figura 37 - Painel de Inspirações do Calçado

37


13.1 Similares Calçados

Idéia do tecido tricê e a abertura em ‘V’

Idéia de cano alto modelo mais alongado

Figura 38 - Tênis Concept Puma

Figura 39 - Tênis Concept D&G

Abertura da ferradura em ‘V’, o cabedal alongado sem costura (economia de pesponto)

Idéia de sola flat (plano) para ter leveza ao caminhar

Figura 40 - Tênis Concept Puma Ferrari A

Peças sem costura e linha com movimento.

Figura 41 - Tênis Concept Puma Ferrari B

Tecido ecológico (100% algodão) design despojado

Figura 42 - Tênis Converse

38


13.2 Painel de Inspirações Embalagem

Figura 43 - Painel de Inspirações da Embalagem

39


13.3 Similares Embalagem

Figura 44 Embalagem Puma

Inovação, substituição da tampa da caixa por uma capa com alça acoplada. Idéia de fazer travas nao necessitando de cola para montagem da embalagem.

Figura 45 - Embalagem de Produtos Alimentícios

Embalagem com alça, sistema de travamento, - idéia de nao é necessitar de uma sacola para o consumidor levar o produto.

Figura 46 Sacola Papel kraft

Sacola com alça feita em papel kraft, impressão suave, baixa carga de tinta, desenvolver a marca somente em alto relevo.

Figura 47 Embalagem de Lanchonete Embalagem com alça, sistema de travamento, impressão carregada, grande carga de tinta. Idéia de sair um do estilo quadrado, tomando um outro formato mais despojado.

Figura 48 Caixa de micro ondulado

Embalagens sem impressão feitas em micro ondulado, compostas de papel de kraft 100% reciclável

40


13.4 Painel de Inspirações Empresa

41 Figura 49 - Painel de Inspirações Empresa


13.5 Similares Empresa

Figura 50 - Arquitetura A

Abertura para entrada de luz e o telhado ecológico

Figura 50 - Arquitetura C

Brises, ajuda a evitar a entrada direta de luz, podendo fazer a regulagem manual.

Figura 50 - Arquitetura E

Fonte de enrgia renovável e inesgotável, 100% de energia pura e limpa através de aerogeradores.

Figura 50 - Arquitetura B

Cortina ecológica para diminuir conforto térmico

Figura 50 - Arquitetura D

Eco-telhado é um jardim suspenso, também conhecido como telhado verde.

Figura 50 - Arquitetura F

Mecanismo permite a entrada de ar e iluminação através da abertura do teto.

42


14 Esboรงos Calรงados

Figura 51 - Esboรงos Calรงado

43


14.1 Esboรงos Calรงados

Figura 52 - Esboรงos Embalagem

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15 Definição da Melhor ( Matriz Descisória) CALÇADO CRITÉRIOS

CONFORTO

LEVEZA

VISUAL

CUSTO

ALTERNATIVAS

45


MATÉRIA PRIMA

INOVAÇÃO

PRODUÇÃO

RESULTADO

46


15.1 Definição da Melhor ( Matriz Descisória) Embalagem CRITÉRIOS

MONTAGEM ALTERNATIVAS

AUSÊNCIA DE COLAGEM

AUSÊNCIA DE IMPRESSAO

VISUAL

47


MATÉRIA PRIMA FSC

MULTIFUNCIONAL

INOVAÇÃO

PRODUÇÃO

RESULTADO

48


16 Analogias +

=

+

=

+

=

+

= 49


17 Propostas Escolhidas Casual cano baixo com abertura lateral

Casual cano alto com pala superior Figura 53 - Casual Cano Baixo com Abertura Lateral

Figura 54 - Casual Cano Altol

Figura 55 - Embalagem sem cola e impressĂŁo

Figura 56 - Empresa de Calçados Royalle

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18 Detalhamento do Calçado 18.1 Tecido Algodão Tecido 100% ecológico, sustentável e reciclado seguindo todo processo de consciência ambiental, o algodão reciclado é produzido de forma totalmente ecológica e sustentável, o processo é muito simples, depois que todos os resíduos de fiações e aparas são separados e catalogados, aproveita-se as cores naturais de suas próprias fibras, fazendo as listras no pró-prio tecido, ou seja, não é um tecido estampado, mas sim um tecido entrelaçado, mantendo suas características naturais em suas diversas nuances e tonalidades, evitando a utilização de corantes, água e produtos químicos, preservando desta forma nosso ecossistema. Diariamente busca-se novas tecnologias de sustentabilidade para obter o máximo de desempenho dos produtos sem agredir a natureza e o meio ambiente, contribuindo mais uma vez com a vida e o planeta. Desta forma as empresas procuram desenvolver tecidos 100% sustentável, de toque macio, grande resistência e aceitaçao do consumidor, totalmente pré lavado e selecionado, além de não desbotar, mantendo desta forma a qualidade do produto.

Figura 57 - Tecido Algodão

18.2 Solado Reciclado/ Madeira Triturada Atualmente são muitos os fatores que comprovem a real necessidade das empresas em se adaptarem aos novos mecanismos de fabricação de seus produtos, utilizando ferramentas e processos inovadores que sejam eficazes no combate à degradação do meio ambiente e sustentavelmente praticáveis, aliado ao bem-estar social e na responsabilidade para com o planeta. As empresas preocupadas com essas mudanças sempre buscam se comprometer em adotar medidas que possam contribuir para a sustentabilidade, ao mesmo tempo gerar condições de ganho de forma ética e transparente, na busca de iniciativas simplificadas e inovadoras.

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As empresas fabricante de sistemas de colagens, compostos termoplásticos e solados em TR, desenvolve composições inovadoras obtida a partir de fontes renováveis. Trata-se do TR verde, que permite produzir solados e palmilhas totalmente recicláveis, em sua formulaçao contém até 40% de matérias-primas de fonte renovável em sua composição, diminuindo a dependência de petróleo. O principal diferencial do produto são as características como flexibilidade, resistência e conforto, que até então não vinham sendo alcançadas em componentes provenientes de fontes vegetais. Estudos comprovam que borrachas sintéticas demoram de 500 a 600 anos para se decompor, o acúmulo de resíduos e materiais descartados gera sérios problemas sócios-ambientais quando enumerados aos graves riscos que estes proporcionam aos solos que são diretamente ligados às comunidades. Para amenizar este problema, a solução no desenvolvimento de um solado ecológico, tendo como diferencial a utilização de uma borracha biodegradável. Neste projeto, a utilização de 60% de látex natural extraído de seringueira em sua composição, evitando a poluição dos solos e conseqüente degradação do meio ambiente. Outro objetivo é propiciar inovação na construção de um produto contempletando a melhor utilização das matérias-primas e que tivesse como intuito atender ao mercado com uma nova tecnologia que contribua com a natureza e agregue valor aos calçados. Benefícios e vantágens são notáveis a esta iniciativa: *Utilização de materiais de borracha com 60% látex natural, extraído da seringueira; *Utilizaçao de 40% de madeira triturada, substituindo o composto PVC (cloreto devinila); *Borracha biodegradável, decompondo na natureza mais rápido que um solado convencional, evitando a poluição dos solos e conseqüente degradação do meio ambiente; *Envolvimento e comprometimento em ações sócio-responsáveis; *Menor impacto ao meio ambiente; *Desenvolvimento de uma produção limpa e que traga benefícios diretos ao meio ambiente, contribuindo para maior consciência ecológica; *Trazer ao mercado produtos ecologicamente corretos; *Inovação tecnológica na construção de calçados ecologicamente corretos.

Figura 58 - Calçado Ecológico

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18.3 Adesivos a Base de Água Empresas apostam no sistema verde de produção, conceituado na fabricação de componentes para calçados, fornecedores desenvolveram em sua linha adesivos a base de água com o objetivo de eliminar dos processos de colagens os Compostos Orgânicos Voláteis, também conhecidos como "VOC", grandes causadores de problemas sócio-ambientais, ou seja, agridem o meio ambiente e contribuem para a instabilidade no sistema nervoso central dos indivíduos em caso de inalação. O adesivo a base de água, uns dos componentes mais importante no processo para construçao do calçado, é biodegradável, ou seja, se decompõe na natureza em um tempo significativamente menor que as colas comuns, transformando-se em água e CO². O adesivo biodegradável possui cargas orgânicas naturais em sua composição e, portanto não é agressivo ao meio ambiente, diferente dos adesivos a base de solventes, o que o torna ecologicamente correto. Nesta linha o fator sustentabilidade está inserido também na acessibilidade e manipulação do produto, pois existe uma melhor qualidade de vida para os envolvidos na aplicação.

Figura 59 - Adesivo a Base de Água - Empresa Artecola

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Empresas que colaboraram com os materiais para o desenvolvimento desse protótipo:

18.4 Infográfico Calçado

Palmilha de acabamento compressado de madeira e composto TR, fachetado com tecido 85% algodão e 15% de PET reciclado na cor Royal, empresa EcoSimple.

Para colagem da sola no cabedal foi utilizado o adesivo a base de água causando menos problemas ao meio ambiente e contribuem para a instabilidade no sistema nervoso central dos indivíduos em caso de inalação.

Forração Interna feita com tecido xadrez tartan, desenvolvido com fios de algodão separados por cor livres de tratamento químico (coloração a base d’água).

Produto com design diferenciando dos con vencionais, abertura lateral para dar mais leveza e transpiração aos pés.

Cabedal construido com Tecido Tricô, o material já separados por cor, não é necessário a adição de qualquer espécie de tinta ou corante, as tonalidades desejadas são obtidas através das cores originais dos tecidos, aproveitando a coloração natural das fibras e suas diversas nuances, composto de 85% algodão e 15% PET reciclado. Calçado desenvolvido com redução de colagem, pesponto e aplicação de metais, facilitando o processo de fabricação.

Cabedal construido com Tecido plano composto de 85% algodão e 15% PET reciclado, na cor Royal.

O material do solado foi utilizado uma borracha biodegradável (látex natural extraído de seringueira, injetado com 60% de TR e 40% de madeira triturada, diminuindo a dependência do pretóleo. Principais diferenciais e características como flexibilidade, resistência e conforto ao produto . A matriz do solado foi doada pela empresa Tiptoe, injetado pela mesma.

Cadarço Royal e gorgurões compostos com 40% de algodão (enchimento interno) e 60% de Poliéster (externo).

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18.5 Processo de Fabricação do Calçado O processo de produção de calçados combina o emprego intensivo de mão de obra qualificada, uso de equipamentos e matéria-prima, constantes são os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação de novas tecnologias para garantir performance, conforto e custo acessível a novos produtos. Pesquisa e Desenvolvimento Primeira Etapa no Processo de Fabricação – Almoxarifado/ Corte/ Pesponto t d

*Inicia – se com uma ampla pesquisa de tendências (neste caso o tema Sustentabilidade), onde engloba estilo do produto, matérias-primas, cor, tipo de sola e por fim o custo do produto; *O outro passo seria a modelagem técnica, o design/estilista passa o desenho a ser produzido, virar realidade; *Posterior a concepção do produto, é feito as amostras e escolha de jogo de cores, enviados para o PCP (Programação e Controle de Produção) para cadastramento do produto e também enviado para o laboratório onde passara pelos devidos testes, verificando qualidade e conforto do produto; *Iniciado a produção, começa a chegada da matéria prima no almoxarifado, sendo separada aos devidos modelos a ser produzido; *O processo de fabricação da o inicio no setor de corte, feito de acordo com as especificações definidas na modelagem, utilizam desde facas e balancins hidráulicos, balancins ponte (usado para grandes lâminas de corte, utilização de maior força mecânica), até equipamentos sofisticados de precisão como mesa automática de corte; *Após as peças serem cortadas, elas serão separadas e conferidas que irá passar por um primeiro processo de preparação para o pesponto; *No setor de pesponto inicia-se a colagem de peças (serviço manual, depois de coladas o cabedal começa a ser pespontado, costurando as peças coladas, passando pela revisão do cabedal, conclui a primeira parte do processo de fabricação;

Figura 60 - Empresa Tiptoe Balancim Hidráulico

Figura 61 - Empresa Tiptoe Balancim Ponte

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*No setor de pesponto inicia-se a colagem de peças (serviço manual, depois de coladas o cabedal começa a ser pespontado, costurando as peças coladas, passando pela revisão do cabedal, conclui a primeira parte do processo de fabricação;

Figura 62 - Empresa Tiptoe Máquina de pesponto

Segunda Etapa no Processo de Fabricação - Injetora *Na próxima etapa os solados (borrachas TR misturado com madeira triturada) são formulados e misturados, conforme as especificações técnicas para cada dureza e coloração do tipo de calçado, são preparadas as solas e entressolas, sendo produzidas na injetora através de injeção em matrizes; *Depois será feito uma separação de solado de acordo com cada modelo e cores, conforme cadastro realizado anteriormente;

Figura 63 - Empresa Tiptoe Máquina Injetora

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Terceira Etapa no Processo de Fabricação – Montagem *Na montagem o cabedal começa a tomar formas cada passo no decorrer da esteira; *Separação do cabedal com a sua devida sola (cor e numeração); *Moldar o contra forte para melhorar a montagem do mesmo e melhor conforto, pois passará por um processo de reativação e posterior um resfriamento brusco do contra forte copiando o formato do calcanhar; *Passa pela máquina de waster onde será unida a palmilha de montagem com o cabedal; *É colocado o cabedal já com a palmilha em um charuto de vapor para aquecer e reativar a couraça da biqueira, para copiar o formato da forma; *O cabedal é ensacado na forma e posterior é riscado marcando a altura da sola, onde será aplicado o adesivo a base de água no cabedal e na sola; *Após alguns segundos o cabedal e a sola passam por um forno para reativar o adesivo aplicado, então é feito a junção, dado o nome de encostar sola (operação manual); *Após encostar a sola, o calçado ainda com a forma é prensado e passa por uma geladeira para dar um choque térmico, pois o adesivo irá cristalizar mais rápido ajudando no processo produtivo, garantindo melhor qualidade; *É feito uma revisão do calçado pronto, uma forma de garantir a qualidade exigida; *Após a revisão o calçado é colocado em sua caixa, separado conforme o relatório a ser faturado, e irá para expedição até sair para o destinatário;

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19 Processo de Fabricação Embalagem O principal objetivo no desenvolvimento da embalagem, é a sustentabilidade, através da redução dos processos de fabricação e a utilização de papel cartão certificado pelo FSC. O papel cartão utilizado foi o Vitacarta de gramatura 375 do fornecedor Papirus, a embalagem possui corte a corte (área) de 703 x 881mm, o formato do cartão para a produção deve ser de 720 x 895mm, sendo comprado em resma nesta medida. Os ferramentais necessários para a execução do produto são: * matriz de corte (faca), madeira serrada a laser (maior precisão) ou em serras convencionais (menor precisão, sujeitas a variações); * contra faca, chapa de aço; * clichês macho e fêmea para a gravação do alto relevo; Não existindo processo de impressão e colagem, somente uma máquina de corte e vinco automática é necessário para a fabricação da caixa, onde serão feitos: os cortes, os vincos e o alto relevo.

Figura 64 - Papel cartão no formato ideal para a entrada em máquina formato 720 x 895mm

Figura 66 - Matriz de corte (faca), composta por lâminas de corte, vinco e o clichê de alto relevo fêmea.

Figura 65 - Clichês macho e fêmea de alto relevo

Figura 67 - Contra Faca, onde é colado o clichê macho do alto relevo.

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Figura 68 - Máquina de corte e vinco automática

Figura 69 - Máquina de corte e vinco, entrada de cartão

Figura 70 - Máquina de corte e vinco, faca

Figura 71 - Embalagem final após o processo.

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19.1 Desenho Técnico Embalagem 703mm

ALÇA SEM NECESSIDADE DE COLA

ENCAIXE DA CAIXA DO PAINEL FRONTAL

IMAGEM EM ALTO RELEVO

220 mm

881,50 mm

DEDEIRA

TRAVAS DAS LATERAIS AUSÊNCIA DE COLAGEM PARA FECHAMENTO

220 mm

320 mm

ENCAIXE DA CAIXA DAS LATERAIS

PAPEL CARTÃO CERTIFICADO FSC VITACARTA 375G FORNECEDOR PAPIRUS

IMAGEM EM ALTO RELEVO

TRAVA REFORÇADA PARA GARANTIR ÓTIMO FECHAMENTO

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20 Detalhamento da Empresa 20.1 Tijolos e Meio Ambiente Para se fabricar o tijolo convencional (alvenaria) é preciso ser cozido em fornos nas olarias e dessa forma é necessário queimar muita lenha. A título de exemplificação, para cada milheiro de tijolos, são necessárias aproximadamente cinco a dez árvores, que além de poluir a atmosfera e aumentar os desmatamentos, os tijolos convencionais agravam o efeito estufa. O tijolo ecológico é diferente do tijolo convencional porque não precisa ser cozido em fornos, eliminando a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento. Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia em relação ao sistema construtivo convencional, um dos motivos é que não há desperdício. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”.

Figura 72 - Tijolo Ecológico

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20.1.1 Vantagens do Tijolo Ecológico 1. Diminui o tempo de construção em 30%; 2. Estrutura - As colunas são embutidas em seus furos; 3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero; 4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento; 5. Economia de 50% de ferro; 6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas; 7. Durabilidade 6 vezes maior do que o tijolo comum; 8. Alivia o peso sobre a fundação evitando; 9. Fácil acabamento; 10. Revestimento é simples usando direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato; 11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos; 12. Obra mais limpa e sem entulhos; 13. Acústica - o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento, di-minuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa; 14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando que calor que está do lado de fora penetre no interior da resi-dência; 15. Isolamento Térmico (frio) – Com o frio acontece ao contrario, a temperatura da casa fica mais quente do que a externa; 16. Proteção de Umidade - Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitan-do a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais; 17. Instalações Hidráulicas - Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando

Figura 73 - Tijolo convencional

Figura 74 - Tijolo Ecológico

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20.2 Iluminação Natural Utilização de vidro como fonte de Iluminação: O vidro tem um comportamento ecológico alinhado ao conforto, leveza e beleza dos ambientes. Devido a crise energética e a limitação dos recursos, cada vez mais o mundo vem buscando soluções funcionais e sustentáveis de forma que economizem os recursos do planeta, além de trazer benefícios a saúde e ao seu bolso. O vidro utilizado no projeto é o temperado combinado com o Brises, ajuda a evitar a entrada direta de luz.

Figura 75 - Brises

Brises são barras horizontais feitas de madeiras instaladas próximas as vidraças sendo uma forma de controlar a incidência solar reduzindo a potência do ar condicionado, consumo de energia não perdendo a ventilação.

20.2.1 Ventilação

Grandes vidraças, telhado retrátil e o lanternim contribuem para uma ventilaçao e uma troca de ar para o ambiente.

LANTERNIM Elementos para ventilação e iluminação de galpões, proporciona segurança, bom acabamento, economia na obra e na conta de energia elétrica. Nas estruturas providas de lanternim duplo, as venezianas industriais se encaixam perfeitamente com as peças de acabamento da cobertura e permiti um acabamento contra infiltrações. Projetada para ser aplicada de maneira mais prática possível, dado o seu dimensionamento, as venezianas industriais proporcionam principalmente melhores condições de trabalho, com a uniformização do fluxo de ventilação, além de um acaba-mento perfeito e seguro.

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20.3 Eco - Telhado O Eco-telhado é um jardim suspenso, também conhecido como telhado verde, essa cobertura foi instalada na parte superior do escritório da fábrica. Esse telhado é feito através de grama e plantas e tem uma grande importância para o local instalado e seus arredores, abaixo alguns exemplos de benefícios: * Diminuição da temperatura do micro e macro ambiente externo; * Conforto térmico e acústico para ambientes internos; * Aumento da retenção da água da chuva na fonte (drenagem urbana); * Limpeza da água pluvial, contribuindo para redução da poluição; * Redução da emissão de carbono, atenuante da poluição do ar; * Contribuir para a maior durabilidade dos prédios, pois diminui a amplitude térmica;

Cobertura vegetal de forrações rasteiras

Camada de substrato

Manta de impermialização

Laje Captação de água da chuva com tubo de dreno Colméia suporte para substrato Camada de estabilzação das raizes Manta geotêxtil Camada drenante

Figura 76 - Construção Telhado Ecológico

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20.4 Telhas Translúcidas O telhado da produção é composto por 40% de telhas de fibra de vidro translúcidas. A redução de energia elétrica é bastante considerável devido a grande incidência de luz natural.

Figura 77 - Telhas Translúcida A

Figura 77 - Telhas Translúcida B

20.4.1 Cobertura Retrátil Sistema mecânico através de roldanas e trilhos acionados por por moto-redutor instalados no teto central do lanternim da fábrica, esse mecanismo permite a entrada de ar e iluminação.

Figura 78 - Cobertura Retrátil A

Figura 78 - Cobertura Retrátil B

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20.5 Cortina Ecológica Devido as grandes janelas amplas a incidência de luz é muito alta, uma forma de diminuir essa incidência e o calor excessivo é a utilização de uma cortina ecológica que diminui em até 7°C.

20.6 Cisterna Utilização da água da chuva para fins não potáveis: Através de calhas instaladas no telhado da fábrica é possível a captação de águas que são direcionadas para dois reservatórios, um na parte superior dos banheiros que é devido a pressão e a altura instalada não necessita de bombeamento para utilização na descarga de bacias sanitárias, lavagem de pisos externos, calçadas e ainda na irrigação dos jardins. O outro reservatório já é maior, instalado no solo próximo a caixa d´agua ao lado do poço semi-artesiano, sendo necessário o bombeamento. Os primeiros instântes da chuva, a água deve ser descartada devido as grandes impurezas arrastadas do telhado.

20.7 Gerador Eólico O vento é fonte de energia renovável e inesgotável e com esse pensamento a empresa produz 100% de energia pura e limpa através de cinco aéro geradores que produzem 4.000kw/h mês.

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Gerador eólico O vento é fonte de energia renovável e inesgotável, 100% de energia pura e limpa através de cinco aerogeradores que produzem 4.000kw/h mês. ‘

TELHADO ECOLÓGICO Diminuição da temperatura do micro e macro ambiente externo, conforto térmico e acústico para ambientes internos, redução da emissão de carbono, atenuante da poluição do ar, funciona como um jardim externo, mas no telhado ou cobertura, contribui significativamente na pontuação de certificações como LEED.

BRISES Barras horizontais feitas de madeiras instaladas próximas as vidraças, sendo uma forma de controlar a incidência solar reduzindo o calor interno do ambiente, sem perder a ventilação natuaral.

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TELHAS TRANSLÚCIDAS O telhado da produção é composto por 40% de telhas de fibras de vidro translúcidas, a redução de energia elétrica é bastante considerável devido a grande entrada de luz natural.

LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é uma das certificações existentes concedidas para edifícios verdes. Teve início nos Estados Unidos, mais precisamente, com a ONG USGBC (U. S. Green Building Council). Na verdade, LEED é um sistema de certificação, feito por meio de avaliação de alguns critérios do edifício: Sustentabilidade da localização; Eficiência no uso da água;

TELHADO RETRÁTIL Sistema mecânico através de roldanas e trilhos acionados por moto-redutor instalados no teto central do lanternim da fábrica, esse mecanismo permite a entrada de ar e iluminação.

CISTERNA As calhas instaladas no telhado da fábrica direciona a água para uma cisterna, instalada próxima a caixa d’água, essa água é utilizada para fins não potáveis.

RESERVATÓRIO INTERNO DE ÁGUA Instalado na laje do prédio a 3,2m do solo, o reservatório interno coleta a água do telhado ecológico e devido a altura e a pressão, não é necessário o bombeamento para utilização na descarga de bacias sanitárias lavagem de pisos externos, calçadas e ainda na irrigação dos jardins.

CORTINA ECOLÓGICA Devido as grandes janelas amplas a incidência de luz é muito alta, é uma forma de diminuir essa incidência e o calor excessivo é utilizando uma cortina ecológica que diminuir em até 7°C.

ILUMINAÇÃO NATURAL Janelas amplas contribuem para a entrada de luz solar e a ventilação continua.

TIJOLO ECOLÓGICO A base de água, terra e cimento o tijolo ecológico é diferente do tijolo convencional pois, não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e sem essa lenha não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Existe uma economia considerável do tempo de construção das paredes, devido aos encaixes facilitando assim a montagem.

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21 Prot贸tipos Casual Cano Baixo

Casual Cano Alto

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22 Conclusão O design influencia no desenvolvimento de um produto buscando atender a responsabilidade social e ambiental, através da criação de novos conceitos que atendam as necessidades atuais de uma sociedade moderna, resultando assim em um projeto sustentável. O desenvolvimento da empresa foi projetado para proporcionar um ambiente agradável focado na sustentabilidade, através da redução nos processos de fabricação, energia, mão de obra e matéria prima, aproveitando recursos naturais. Como resultado, obteve-se um calçado ecologicamente correto com processo de fabricação simples e ágil, utilizando matéria prima 100% ecológica, agregando valores estéticos e econômicos. A embalagem completa o cliclo do produto final, sendo desenvolvida em papel cartão certificado pelo FSC e processos reduzidos contribuindo pela preservação do meio ambiente. O principal foco do design é unir novas tecnologias e repensar em novos conceitos para a economia no processo produtivo. Portanto, conclui-se de forma satisfatória a proposta de um projeto sustentável, onde os principais objetivos de atitudes ecologicamente corretas e redução de processos foram realizadas com o foco na sustentabilidade, contribuindo assim para o futuro das novas gerações.

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23 Referências THACKARA, John. Plano B: O Design e as Alternativas Viáveis em um Mundo Complexo. São Paulo: Editora Saraiva, 2010 KAZAZIAN, Thierry. Haverá Idade das Coisas Leves. Design e Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: SENAC, 2005 MORAES, Dijon De. Limites do Design. São Paulo: Studio Nobel, 1999 GUILLERNO, Álvaro. Design do Virtual ao Digital. São Paulo, Fortaleza e Maceió: Rio Books, 2002 MANZINI, Ezio. Design para Inovação Social e Sustentabilidade. Comunidades Criativas, Organizações Colaborativas e Novas Redes Projetuais. Rio de Janeiro: E-papers Serviços Editoriais Ltda, 2008 MANZINI, Ezio; VEZZOLI, Carlo. O Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis. Os Requisitos Ambientais dos Produtos Industriais. São Paulo: Edusp, 2008 PERFIS DE USUÁRIOS, métodos e procedimentos de elaboração aplicados ao design de produtos, texto do 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design. DESIGN CENTRADO NO USUÁRIO, Disponível em http://www.slideshare.net/karinedrumond/o que-design-centrado-no-usuario Acesso em Setembro de 2011 A NECESSIDADE DO DESIGN CENTRADO NO USUÁRIO, Disponível em http://webinsider.uol.com.br/2003/10/15/a-necessidade-do-design-centrado-no-usuario Acesso em Setembro de 2011 DESIGN CENTRADO NO USUÁRIO, Disponível em http://www.ufmg.br/online/web/arquivos/012768.shtml Acesso em Setembro de 2011 ORGÂNICO, Disponível em http://vi.sualize.us/owakachangchang/organic/ Acesso em Outubro de 2011 DESIGN HOUSE ORGANIC TELHADO VERDE, Disponível em http://trendhousedesign.com/green-organic-roof-house-design/ Acesso em Outubro de 2011 MANOLO BLAHNIK: PARCERIA SUSTENTÁVEL, Disponível em http://www.exclusivo.com.br/Noticias/60610/Manolo-Blahnik:-parceria-sustent%C3%A1vel.eol Acesso em Outubro de 2011 SHOWDOWN DESIGN SIMPLES IDENTIDADE, Disponível em http://studiompdx.blogspot.com/2010/11/simple-identity-design-showdown.html Acesso em Outubro de 2011


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