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News

Entre cães e gatos

A convivência saudável é possível! Aprenda a lidar com as diferenças e encontre um espaço para eles em casa

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Editorial

Gerente de Marketing Daniela Bochi Analistas de Marketing Karine Raile Rocha e Carla Storino Sac Cobasi (11) 3831.8999 Televendas (11) 3681.6700 Loja Virtual www.cobasi.com.br facebook.com/CobasiOficial @redecobasi Acompanhe dicas e novidades de produtos para seu melhor amigo no canal TV Cobasi: youtube/TVCOBASI

A revista Cobasi News é uma publicação trimestral distribuída gratuitamente. Criação e produção

Convivência saudável entre cães e gatos “É uma briga de cão e gato” diz-se quando o assunto são duas pessoas entrando em atrito. Embora popular, a expressão não faz total sentido dentro do universo animal. Nessa edição, a Cobasi News apresenta seu novo projeto gráfico e editorial e aborda, na matéria de capa, a convivência amigável entre os cães e os felinos. As dicas são simples e curiosas. Uma delas consiste em criar rotas de fuga, como prateleiras altas, caso o gato sinta-se incomodado com a presença dos cachorros. O melhor amigo do homem pode ser um ótimo companheiro também na hora dos problemas de saúde, como mostra a matéria “Terapia animal”, de Carla Navarro. No tratamento de doenças psíquicas ou decorrentes do envelhecimento, os cães ajudam por promover maior bem-estar aos pacientes. A relação com os cães é o tema da entrevista do ator e modelo Paulo Zulu. Com seus quatro Pastores-alemães, Tupã, Zula, Chiva e Lester, ele viveu uma relação compensadora, tratava-os exatamente como filhos, passeavam na praia e brincavam livremente na pousada em que vive e administra, a Zululand, na Guarda da Embaú, a 40 quilômetros de Florianópolis.

Rua Cotoxó, 608, 05021-000 – São Paulo –­ SP –­ (11) 3674.4400 Direção Cléia Barros Editora-responsável Simone Tavares simone.tavares@dezoitocom.com.br Repórter Thayna Santos Direção de Arte e Projeto Gráfico Catia Herreiro,Vinicius Ferreira Neves, Sandro Silva e Agatha Cristine Colaboradores Bianca Donatto, Carla Navarro, Geisa D’avo, Leonardo Andolini e Suzana Mattos Foto de Capa Shutterstock Atendimento Bruna Pinheiro Produção Gráfica Luana Trentin Revisão Willian Matos e Marcio dos Anjos Comercial Bruna Rubacow Pré-impressão Grupo Rái Impressão Gráfica Margraf Tiragem 30 mil exemplares

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Uma boa leitura! julho 2013

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Índice

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Notas

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Raio X

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Pesquisas, tendências e curiosidades sobre o mundo animal As peculiaridades da raça Pug

Amigo cão Terapia com cães

Felinos

Qual a raça ideal para conviver com crianças e solteiros?

Mundo animal

Peixes que sofrem com a insônia

Úteis e agradáveis Novidades e produtos que estão nas prateleiras da Cobasi

Comportamento

Convivência saudável entre cães e gatos: como fazer?

Bate-papo Paulo Zulu

Saúde e bem-estar Acupuntura para pets

Cobasi responde Filhotes choram à noite: como evitar?

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Notas Poodle, Labrador e Terrier são propensos a diabetes. Redobre os cuidados com a alimentação e as atividades físicas deles

Pássaro de cidade grande tem vida mais atribulada que no campo

Tal pai, tal filho

Um estudo publicado na revista “Proceedings of The Royal Society” revela que, assim como os seres humanos, pássaros que vivem em grandes cidades têm uma vida mais apressada. A pesquisa mostra que os estímulos das áreas urbanas alteram o relógio biológico das aves, fazendo com que acordem mais cedo e durmam mais tarde. Em média, pássaros urbanos começam suas atividades diárias cerca de 30 minutos antes do amanhecer, enquanto aves florestais iniciam o dia junto ao nascer do sol, informa o estudo.

Donos de cães têm personalidade parecida com a do animal É possível prever a personalidade de uma pessoa baseando-se na raça de cachorro que ela tem, sugere um estudo inglês, da Universidade de Bath Spa. Segundo a pesquisa, feita com mil donos de cães, os proprietários se sentem atraídos, inconscientemente, por raças que tenham compor tamento similar ao seu. Confira alguns exemplos: Extrovertidos- costumam escolher cães de pastoreio, como o Pastor-alemão; Amigáveis- tendem a escolher as raças Golden retrivier e Chihuahua; Responsáveis- cachorros de companhia, como o Buldogue; Estáveis- cães de caça, por exemplo, Beagle.

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Roer as unhas indica sinais de estresse em cachorros Parque V Endereço illa-Lobos : fonsec a av. professor ro alto de p drigues, 2001inheiros - São Paulo

Parque Villa-Lobos

Uma boa e bem estruturada opção de lugar para passear com seu pet é o Parque Villa-Lobos, na região oeste da capital, mais precisamente no Alto de Pinheiros. A área de 732 mil m2 conta com quadras, pista de cooper, ciclovias, playground e um bosque com espécies da Mata Atlântica, onde seu animal poderá andar e correr livremente. As áreas planas com caminhos nivelados tornam o passeio ainda mais tranquilo e agradável. Aos sábados e domingos, estima-se que passam entre 15 e 20 mil pessoas pelo parque. Não raro você verá crianças fazendo piqueniques junto aos pais e aos pets e se surpreenderá com a oportunidade de conferir grandes eventos esportivos que acontecem no local.

Fumaça de cigarro pode causar câncer em cães e gatos Atenção, donos de pets: gatos e cachorros expostos à fumaça de cigarro têm o dobro de chances de desenvolver algum tipo de câncer, informou um relatório publicado na Buckinghamshire SmokeFree Support Service, entidade britânica sem fins lucrativos e que ajuda fumantes a abandonarem o vício. Um estudo prévio da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, já havia constatado que o fumo passivo aumentava o risco de gatos desenvolverem o linfoma felino, doença no sangue que afeta o sistema imunológico, e o câncer de nariz e pulmão no caso dos cães.

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Seu cão não para de roer as unhas? Fique atento: pode ser sinal de estresse, ansiedade ou tédio. Deixar o animal sozinho por muito tempo ajuda a desencadear essa atitude. Para reverter o quadro, basta dar mais atenção ao pet. Levá-lo para passear em lugares amplos, parques e praças é uma ótima sugestão, assim como fazer carinho. O segredo é mostrar o quanto ele é importante para você.

Cor vermelha aumenta apetite dos peixes Sinal vermelho significa “pare” certo? Não para o peixe tilápia, que tem maior apetite ao ver a cor. O experimento, realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu, preparou aquários cobertos por papel celofane em diversas cores. Como resultado, os peixes mantidos nos aquários com luz vermelha começaram a se alimentar rapidamente e consumiram maiores quantidades de ração. Os pesquisadores ainda não conseguiram identificar o motivo dessa relação. Novos estudos serão realizados.

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Raio

Por Leonardo andolini

De origem chinesa, o Pug se espalhou pelo mundo a partir do século 16, quando a China começou a negociar com países europeus, como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra – aos quais era levado pelos comerciantes e dado como presente. Sua história se confunde com a da raça Pequinês, também de origem asiática. Fisicamente, tem como características rugas na cabeça, olhos saltados, pelagem lisa e fina e cauda enrolada no dorso. É extramente dócil, sociável e rapidamente se adapta a pessoas estranhas. Fiel ao dono, acompanha-o em todo lugar. Além disso, late pouco, é silencioso, gosta de crianças e se dá bem com outros animais de estimação. Sua pelagem deve ser escovada pelo menos uma vez por semana, e as rugas na cabeça, limpas a cada três dias. Na fase adulta, mede entre 25 e 30 centímetros de altura, pesa entre seis e 10 quilos e pode viver por 15 anos em média. De acordo com o livro “A inteligência dos cães,” de Stanley Coren, o Pug ocupa a 57ª posição no ranking entre as raças pesquisadas nos quesitos adestramento, inteligência, obediência e comando.

É extramente dócil, sociável e se adapta rapidamente a pessoas estranhas. Fiel ao dono, acompanha-o em todo lugar

Fiéis companheiros Cães da raça Pug são dóceis, adoram companhia, adaptam-se facilmente a pessoas estranhas e latem bem pouco 8

Na fase adulta, mede entre 25 e 30 centímetros de altura, pesa entre seis e 10 quilos e vive por 15 anos em média

Late pouco, é silencioso, gosta de crianças e se dá bem com outros animais de estimação

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Amigo

cão

Por Carla Navarro

É

sabido que a interação entre o homem e o animal faz bem à saúde. Um estudo publicado no “American Journal of Cardiology”, jornal científico norte-americano que atua no campo da cardiologia, mostrou que o convívio com pets ajuda a controlar o estresse, diminui a pressão arterial e reduz o risco de problemas no coração. Outra pesquisa desenvolvida pelo “Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian” revelou que a relação entre humanos e cães libera por pelo menos 15 minutos altas doses de endorfina em ambos – substância que diminui a ação do cortisol, o hormônio do estresse, provocando sensações de bem-estar.

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Terapia animal O uso de cães como parte da terapia em tratamentos convencionais promove o bem-estar dos pacientes, a maioria deles com doenças psíquicas ou decorrentes do envelhecimento

Pacientes que cuidam de cães consomem

16%

a menos de medicamentos do que outros doentes. Fonte: Revista Isto É

Também há experimentos médicos realizados na Austrália e nos Estados Unidos que concluíram que os donos de bichos fazem consultas com menor frequência a clínicos gerais e requerem menos medicação do que as outras pessoas. Alguma dúvida quanto ao benefício dos pets para os seres humanos? Com base no resultado dessas pesquisas, surgiu a terapia assistida por animais (TAA), em 1792, na Inglaterra, como parte de um processo de cura e melhora do quadro de saúde dos pacientes. Na época, era utilijulho 2013

zada apenas no tratamento de doenças mentais. De lá para cá, a prática se tornou tão comum, que, hoje em dia, já existem alas específicas em hospitais para sua aplicação, principalmente em casos de doenças psíquicas e das decorrentes do processo de envelhecimento, como o mal de Alzheimer. “Quando o idoso é acometido por doenças cerebrais, o animal pode funcionar como um grande estímulo para amenizar as sequelas e acelerar a recuperação da fala e dos movimentos”, conta a médica veterinária Célia Fernandes Montenado, da Universidade Metodista de São Paulo.

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Amigo

cão

Amigos do bem-estar “A TAA tem como objetivo a interação entre pessoas e animais, visando melhorar a autoestima, as respostas às terapias convencionais, a saúde física, social, emocional e funções cognitivas”, afirma o médico veterinário Roberto Benevides, que há oitos anos trabalha com o uso da terapia em hospitais públicos. No Brasil, uma das pioneiras no uso da TAA é a psicóloga e médica veterinária Hannelore Fuchs, fundadora da Associação Brasileira de Zooterapia (Abrazoo). Ela lidera o projeto Pet Smile, com 20 animais de estimação treinados para fazer companhia aos portadores de necessidades especiais em hospitais, creches e asilos. De acordo com informações do programa, já foram realizadas mais de seis mil visitas desde sua criação. Outra boa notícia é que, com exceção de quadros alérgicos, não há contraindicação para o uso da TAA. “A terapia faz com que o paciente participe mais do tratamento e ainda ajuda em uma diminuição temporária da dor, pois ela tira o foco da doença”, conta. Benevides diz que os cães, animal preferido pela equipe médica no auxílio de tratamentos, podem contribuir de duas formas dentro dos hospitais. A primeira é o paciente receber a visita do próprio animal de estimação (menos convencional). A outra, e mais comum, é a presença periódica dos pets treinados para isso. Mas não se engane: essas visitas devem ser autorizadas pelo médico, e o canino precisa ter atestado veterinário. Há, inclusive, raças específicas que auxiliam nos tratamentos. Cães agitados, como o Poodle e o West white terrier, por exemplo, são ideais para ajudar em fisioterapia. Já cachorros de grande porte, como o Golden retriever, são melhores em tratamentos de pacientes com dificuldades motoras. Além disso, essa última raça também é indicada em casos de depressão. Mas alto lá. Nem todos os cachorros podem participar da TAA. Como pré-requisitos, Célia afirma que o cão deve ser dócil, confiante, gostar de receber carinho, estar vacinado e vermifugado, ter mais de dois anos de idade e ser castrado, além de participar de um treinamento com testes de comportamento e para entreter o paciente. “Isso garante tanto o bem-estar da pessoa quanto do cão”, pontua.

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Exemplos de sucesso Desde 2006, um projeto realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) leva cães para relacionar-se com idosos do asilo São Vicente de Paula, em Pirassununga, interior de São Paulo. As visitas são feitas a cada 15 dias, e os responsáveis garantem o aumento da capacidade de comunicação entre os idosos. Outro projeto de sucesso é o Cão Terapeuta, realizado pela Cão Cidadão, do zootecnista Alexandre Rossi, com a qual são realizadas visitas em instituições que cuidam de crianças, idosos ou portadores de alguma deficiência física ou intelectual.

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Felinos

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Por Geisa D’Avo

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Em boa companhia Independentes e facilmente adaptáveis, os gatos são uma ótima opção para a convivência com crianças e adultos que moram sozinhos. Confira as raças mais indicadas nesses casos

em 47%

das casas que têm gatos mora pelo menos uma pessoa com ensino superior completo Fonte: Universidade Bristol

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á quem diga que os gatos são temperamentais. Por outro lado, há os apaixonados por seu jeito independente e equilibrado. Quando bem cuidados, os felinos tornam-se uma ótima companhia para pessoas de qualquer idade. A convivência com crianças, por exemplo, ajuda no desenvolvimento dos pequenos. “Qualquer relação entre animal e homem é baseada em respeito, e isso deve ser ensinado na infância”, explica Carla Storino, da Cobasi. No caso dos gatos, como eles apreciam o próprio espaço, as crianças logo aprendem a respeitá-los. Por sua vez, a facilidade de a espécie se adaptar em qualquer ambiente torna esses animais uma ótima opção para adultos, especialmente os que moram sozinhos. “Como o gato não requer cuidados extremos, ele se ajusta facilmente à vida do proprietário”, diz a especialista. Conheça as raças ideais para crianças e adultos que moram sozinho!

Pequenos amigos Para garantir a amizade entre bichanos e crianças, vale a pena selecionar animais mais dóceis e carinhosos, que aceitem a afetividade e interajam bem. Nesse caso, as melhores opções são os das raças British shorthair e Exótico. Amistosos e recatados, os gatos British shorthair costumam ser ótimos companheiros para a família e chegam a viver por 15 anos. “Eles brincam com crianças e convivem com cães sem problemas. Só não gostam de ficar muito tempo no colo”, conta Carla. Recomenda-se cuidado especial com sua alimentação, porque a raça, uma das mais antigas do mundo, tende a engordar.

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Felinos

Cinco dicas para os sete vidas

Meigos e inteligentes, os Exóticos também alcançam 15 anos de idade. São extremamente brincalhões e não perdem a oportunidade de receber carinho. Ainda assim, reforça a especialista, é importante estipular limites aos pequenos na hora de lidar com qualquer espécie.“As crianças, às vezes, exageram na quantidade de mimos. Devemos ensinar que os gatos são seres vivos, sentem dor e, embora gostem de carinho, não podem ser apertados ou irritados”, indica Carla.

Dietas balanceadas previnem o surgimento de doenças. Entre outros problemas, rações pouco nutritivas prejudicam o funcionamento

Vida a dois Para quem mora sozinho, os gatos das raças Ragdoll e Siberiana são mais sociáveis e adaptáveis. Os Ragdoll podem completar até 14 anos de vida e costumam ser mansos, brincalhões e receptivos com as visitas.Trata-se de felinos criados em ambiente interno e totalmente indefesos quando soltos – a menos que seja em um local fechado, como, por exemplo, um jardim ou um quintal. Da mesma forma, os Siberianos, resultado do cruzamento entre gatos selvagens das florestas siberianas com o felino comum europeu, são ótimos na interação e se ajustam facilmente às mudanças. “Com cuidados básicos, os animais dessa raça ultrapassam os 15 anos de idade e se adaptam bem a todos os lares”, conclui a especialista.

do sistema urinário e circulatório dos felinos;

Conhecidos por sua higiene, os gatos não precisam de banhos frequentes, mas é necessário realizá-los com certa periodicidade, a cada 20 dias, por exemplo, para que se mantenham saudáveis;

Escovações regulares favorecem a limpeza e previnem a ingestão de pelos no momento em que se lambem;

Caixas de areia devem ser limpas diariamente;

Bigodes e unhas não devem ser aparados, pois são as defesas naturais do animal.

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Mundo animal

Por Suzana Mattos

De olhos bem abertos Assim como os seres humanos, peixes também sofrem de insônia. Conheça o estudo que pode ajudar a entender a evolução do sono nos animais e a necessidade de dormir

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uando cai a noite, os peixes ficam imóveis no fundo do aquário e com as nadadeiras relaxadas – é a hora do sono. Mas nem todas as espécies dormem bem. Os ornamentais, por exemplo, sofrem de insônia. A descoberta partiu de um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Caso do Danio rerio, conhecido popularmente como paulistinhas, peixe-zebra, zebra danio ou dânio. No estudo, os pesquisadores descobriram que, quando adormece, o paulistinha mantém o sono apenas pela metade do tempo habitual em comparação a outras espécies.“De forma geral, a insônia tende a causar alterações na fome e na atividade sexual”, explica a bióloga e médica veterinária Greyce Lousana, de São Paulo. Isso acontece porque o peixe em questão não possui receptores da hipocretina – neuropeptídeos

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encontrados em neurônios do hipotálamo lateral que regulam os hábitos cotidianos. “Eles sofreram mutação genética e, por isso, apresentam falha em alguns receptores de hormônios cerebrais reguladores do sono”, explica o médico veterinário Eduardo Reinert Barros. Para o líder do estudo, Emmanuel Mignot, essas informações ajudam a entender a evolução do sono em animais e seres humanos e a necessidade de dormir. Greyce concorda. “É possível que a alteração de determinados receptores seja responsável pelo distúrbio; desse modo, definir formas de recompô-los é o melhor caminho”, explica. O que fazer para que comecem a contar carneirinhos? De acordo com Barros, é possível reduzir o desencadeamento do distúrbio. “Evite manter as

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luzes do aquário acesas no período da noite. Existem espécies que gostam de água calma; portanto, elimine as bombinhas de ar, pois elas fazem barulho e movimentam demais o líquido”, destaca.

Cardume de paulistinhas Por sua resistência e porte pequeno (chega a medir seis centímetros), a espécie de origem asiática apresenta coloração verde-oliva com listras brancas e é bastante indicada para criadores iniciantes. Além disso, gosta de viver na parte superior do aquário e se exercita dando pequenos saltos para fora d’água. Sua sobrevivência e a boa qualidade de vida (dura em média de três a cinco anos) dependem da convivência com, pelo menos, mais dez paulistinhas, pois são animais de cardume e precisam de companhia.

Ajuda do fundo do mar Segundo a Sociedade Brasileira do Sono (SBS), 43% da população brasileira sofre com algum tipo de transtorno do sono. As medicinas tradicionais e alternativas avançam a ponto de oferecer terapias que amenizam o problema. A solução, porém, parece vir do fundo do mar. A ictioterapia é um sucesso em spas americanos e veio para cá com a promessa de relaxar e tratar os pés. Funciona assim: em um tanque, pequenos peixes de origem turca, chamados de ciprinídeos, se alimentam das células mortas da pele, eliminando áreas ásperas. Esses beliscos melhoram a circulação sanguínea, relaxam e ajudam em casos de insônia.

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Úteis e agradáveis

Aqui tem de tudo! Cobasi apresenta as novidades para o seu pet

Bebedouro, Pet Flex evita que os animais de pelagem longa, de orelhas grandes ou com pregas ao redor dos lábios molhem os pelos em excesso na hora de beber água.

Capinha Europa, Zetavet confeccionada em soft e com um estilo moderno, é perfeita para dias frios.

Jaqueta, Bichinho Chic® feita em nylon impermeável, forrada e com detalhe em pelúcia na gola.

Cesto para pets, Pet Bike ideal para passear de bicicleta com o pet de forma confortável e segura. Serve em qualquer modelo de bike, inclusive com suspensão.

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Tigela vermelha, Happy pode ser usada tanto como comedouro quanto bebedouro.Tem base antiderrapante, o que evita o movimento da tigela enquanto o pet se alimenta.

Frisbee, Hurricane leve, compacto e não tóxico. A estrutura é totalmente projetada em PVC SOFT com design aerodinâmico, resistente e flexível.

Spray, Pet corrector emite um sinal sonoro para interromper comportamentos indesejáveis em cães, como saltar em móveis ou pegar alimentos.

Cabana Matelassê, Urban Puppy feita com fibra siliconizada, o que deixa a cama aconchegante e fofinha.

Guia Ruff Matilda, Zee dog para cachorros grandes com gancho reforçado, pegada macia, nylon super premium e absorção de impacto.

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Imagens meramente ilustrativas.

Banheiro Iglu, Petmate para gatos, com formato fechado, a fim de não espalhar o excremento, e com filtro especial para não disseminar o mau cheiro. No interior há uma escada de acesso e um pequeno muro que separa a areia.

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Com porta mento

Por Bianca Donatto

Parceria de sucesso

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Cães e gatos dividindo o mesmo teto em plena harmonia: difícil de acreditar? Especialistas garantem que a convivência é possível e mostram o passo a passo para tal façanha 22

les brigam feito cão e gato”, já diz a expressão popular. A frase tem suas razões para existir, afinal, falamos de dois animais territorialistas, que muitas vezes defendem seu espaço com unhas e dentes. Além disso, são excelentes caçadores naturais: detêm visão e audição apuradas. E as coincidências acabam por aí. “Há uma grande diferença comportamental entre esses dois bichos, o que causa confusão no seu relacionamento”, pontua a médica veterinária Ceres Faraco, especialista em comportajulho 2013


mento animal. O cão, por exemplo, abana o rabo quando está feliz ou satisfeito. O mesmo gesto feito por um gato significa ansiedade e irritação. Vai entender. Mas nem tudo está perdido. De acordo com Ceres, o bom relacionamento entre caninos e felinos é possível. Com os estímulos adequados, que devem vir acompanhados de uma boa dose de paciência, os queridinhos do ser humano podem compartilhar a vida doméstica numa boa e, por que não, serem grandes amigos. julho 2013

Para o sucesso da relação, saiba que a idade na qual os bichinhos são apresentados faz toda a diferença. Um estudo do Departamento de Zoologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, concluiu que o ideal é fazer a apresentação, de um para o outro, antes que atinjam a maturidade, ou seja, até os seis meses do gato e o primeiro ano do cachorro. Nessa fase, eles aprendem a tolerar estímulos como sons, cheiros, afagos, a presença de pessoas e outros animais. “Como tudo é novo, eles são mais flexíveis e abertos”, explica Ceres.

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Com porta mento Com o passar do tempo, porém, os animais adquirem hábitos e manias difíceis de mudar – assim como os humanos. Mas isso não exclui a possibilidade de cachorros e gatos mais idosos se darem bem. O processo de adaptação é que pode ser mais trabalhoso. Devagar e sempre Boa parte do sucesso dessa relação se constrói nos primeiros encontros, que pedem muita cautela. “Para evitar que algum animal saia ferido, é importante um contato gradual e bem monitorado, pelo menos no início”, alerta o biólogo Ricardo Mazarro, consultor de comportamento animal de São Paulo. Para isso, deixe os animais em ambientes separados, sem que tenham contato visual. O cheiro dos animais age como um “mistério a ser desvendado” dentro de casa e desperta a curiosidade – mas sem os perigos da exposição. Mantenha o processo durante vários dias. Depois, permita que eles se vejam de longe e separados por uma grade vazada – aquelas usadas para isolar escadas. Em seguida, faça um encontro efetivo com ambos no mesmo local. Evite conflitos mantendo o cão na coleira e o gato numa caixa aberta, daquelas próprias para animas. “Aos poucos, o que é inusitado vira comum e eles perdem o interesse em se confrontar um com o outro”, diz a médica veterinária. É difícil precisar o tempo de duração de cada etapa. Não ter pressa e sentir a resposta dos animais no dia a dia são dicas que valem ouro. “Se estão nervosos, os cães rosnam, mostram os dentes e se arrepiam; os felinos, por sua vez, miam alto, movem a calda e se espicham”, diz Mazarro. É importante que os bichos associem a presença do companheiro com ações positivas. Nesse ponto, o dono tem participação especial. Por exemplo, tratar um animal com menos carinho que o outro é desaconselhável – os animais também sentem ciúme, sentimento capaz de gerar crises e até briga entre eles. “Premiá-los quando tiverem bom comportamento em frente ao outro também é uma atitude bacana”, sugere o biólogo. Os petiscos são excelentes para incentivar.

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O bê-á-bá da convivência Faça com que os animais se habituem ao cheiro do companheiro: passe um paninho no corpo do gato e deixe-o na cama do cão, e vice-versa; Ofereça rotas de fuga para o gato caso sinta-se incomodado ou inseguro com a presença do cão. Para isso, instale prateleiras altas em alguns pontos da casa; De preferência, escolha cães e gatos com portes parecidos. Se optar por animais de raça, vale a pena fazer uma pesquisa prévia sobre suas características comportamentais; A comida pode ser alvo de disputa e estresse, por isso, mantenha-a em potes separados, um para cada animal e distantes um do outro. Isso evita que fuçem a comida do amigo; Apresente-os antes que atinjam a maturidade, ou seja, até os seis meses para o gato e um ano para o cachorro.

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Por Leonardo Andolini

Rede Globo / Divulgação

Bate-papo

Modelo de bem-estar Aos 50 anos, Paulo Zulu mantém a forma e vive pertinho da natureza. Com a Cobasi, falou sobre os animais de estimação que marcaram sua vida

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aulo Cezar Fahlbusch Pires, também conhecido como Paulo Zulu, já desfilou em passarelas nacionais e internacionais (em Nova York e Paris, por exemplo), atuou em novelas da Rede Globo, fez filmes publicitários e muitos editoriais de moda. Carioca e ex-surfista profissional, hoje mora na Guarda do Embaú, a 40 quilômetros de Florianópolis, onde administra sua própria pousada, a Zululand, ao lado da esposa e dos seus dois filhos. Projetos futuros? “Continuar vivendo desse jeito porque sou muito feliz”, conta. Aos 50 anos, além de cuidar do negócio da família e dos trabalhos como modelo, Zulu tem como rotina a pesca, principalmente do peixe tainha.“É um dos carros-chefes da minha alimentação há 20 anos”, revela. O modelo mantém uma alimentação baseada em peixes, frutos do mar, alimentos integrais, legumes e verduras que colhe em uma horta própria. Ao longo dos anos, já teve quatro cachorros, animais amorosos que marcaram sua vida e a de sua família. Em entrevista para Cobasi News ele falou sobre a sua relação com os caninos e o apreço pela natureza. Confira: Cobasi: Quais animais de estimação você tem? Paulo Zulu: Eu já tive quatro cachorros. Eles se chamavam Tupã, Zula, Chiva e Lester. Eram da raça Pastor-alemão, um branco, um preto e dois mantos negros. Cobasi: Como era sua relação com eles? P.Z.: Minha relação com todos os tipos de animais sempre foi muito boa e compensadora. Eram praticamente meus filhos. Passeava com eles na praia, vivíamos como uma família. Todos muito amorosos, carinhosos e que adoravam brincar na pousada e em qualquer lugar em que estivéssemos. Cobasi: Alguma história engraçada ou curiosa para contar sobre eles? P.Z.: Curiosa, sim. Uma vez eu viajei e deixei-os com a minha mãe. Aí entrou um ouriço-cacheiro

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no meu terreno e eles avançaram. Ficaram cheios de espinho. Tiveram de tomar anestesia geral para tirar os espinhos. Foi bem complicado, mas no final deu tudo certo. Cobasi: Você não come carne vermelha. Seus animais de estimação também seguiam esse estilo de vida? P.Z.: Não, eu dava carne moída batida no liquidificador com verduras, legumes e ração. Cobasi: Qual animal de estimação você ainda gostaria de ter? P.Z.: Os animais de estimação que gostaria de ter são muito selvagens, como tigre branco e leopardo-das-neves. Cobasi: Você cultiva uma horta em sua casa. Hoje, o que tem em suas plantações? P.Z.: Cultivo hortaliças para fazer a minha própria salada, entre eles, alface, rúcula, espinafre, couve, cenoura, beterraba e berinjela. Gosto bastante de plantar batata-doce, mandioca e milho. Também tenho pés de fruta, como caqui, figo, laranja, banana, acerola, pitanga, abacate etc. Cobasi: Não sente saudade dos grandes centros urbanos? P.Z.: Sou carioca e já morei em São Paulo, Milão e Paris. Em Paris cheguei a ficar por quatro anos. Eu prefiro a simplicidade. Gosto de ficar de bermuda, pé na areia, descalço e à beira do mar. Cobasi: Como é ver seus filhos crescerem em meio à natureza? P.Z.: Maravilhoso. Eles brincam de tudo, inclusive com videogames e outros aparatos tecnológicos. Acredito que não sentem falta das atrações das grandes cidades porque estamos perto dessas opções, só não as frequentamos com tanta frequência porque preferimos a natureza.

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Saúde e bem-estar

Por Suzana Mattos

Agulhas do bem Benefícios da acupuntura em casos de artrite, doenças degenerativas e neurológicas são comprovados na vida dos bichinhos

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s primeiros documentos sobre o uso da acupuntura no tratamento de doenças datam de 1027 a.C., na era da Dinastia Zhou, na China Antiga. De lá para cá, a terapia milenar viajou por continentes, chegando ao Brasil em 1908 por meio dos imigrantes japoneses. A técnica, que consiste na inserção de agulhas de aço inoxidável em pontos específicos do corpo, chamados de acupontos, hoje já é utilizada em animais e tem dado bons resultados, como explica Dra. Mariana Gabrielle, médica veterinária. Para se ter ideia, o primeiro relato da aplicação dessa técnica na medicina veterinária foi descrito em 1825, mas apenas em meados dos anos 1970 começou a ser usada amplamente nos animais. Atualmente, centenas de médicos veterinários optam pela acupuntura para diferentes casos de atendimento. De acordo com a médica veterinária Joyce Martins Coelho, de São Paulo, o método ameniza dores em geral, alterações hormonais, artrite, doenças degenerativas, neurológicas e crônicas, além de aprimorar o desempenho de animais atletas e auxiliar na recuperação de pós-operatórios, aumentando a

imunidade. A acupuntura, inclusive, é uma alternativa contra alguns medicamentos que causam mal-estar nos pets, por exemplo, os antibióticos. O mais interessante é que a acupuntura pode ser utilizada em diferentes tipos de animais, como cães, tartarugas, cobras, pássaros, gatos, cavalos e bois.

Como funciona A técnica considera a existência de uma energia que percorre todo o corpo, chamada de Qi. Seu desequilíbrio (excesso ou carência) causa problemas emocionais. “Quando a agulha é aplicada, a energia flui mais para determinados pontos e menos para outros, liberando neurossubstâncias relaxantes”, conta. Durante a aplicação, o animal deve se manter imóvel e em uma posição confortável para não estressá-lo. “Existem áreas que são mais sensíveis à aplicação que outras, causando sensação de formigamento ou choque”, explica. Joyce ressalta que as agulhas não são extremamente desagradáveis ao pet. O tratamento tem duração de 15 a 45 minutos e pode ser feito semanalmente, com intervalos quinzenais ou mensais, dependendo da melhora apresentada.

Acupuntura em cães Uma pesquisa desenvolvida por alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) analisou a acupuntura para distúrbios comportamentais em cães. No estudo, o tratamento foi dividido em nove sessões, sendo uma a cada semana, com duração média de 20 minutos, e com a presença dos donos. Dos 14 animais estudados, 12 obtiveram mudanças expressivas. A conclusão se deu pelos relatos dos donos, que acompanharam a evolução dos pets no dia a dia. Dentre as alterações, destacam-se a diminuição na agressividade em relação à entrada de pessoas estranhas em casa e o ciúme com a chegada de um novo membro na família. A acupuntura, desde que realizada por profissionais competentes, é de grande valia como única opção ou como terapêutica adicional à medicina convencional.

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Publieditorial

Doenças articulares Osteoartrite e as doenças articulares são muito frequentes nos animais, e as suas causas são as mais variadas. O sintoma mais comum e que mais chama a atenção do proprietário, é a dor, que normalmente se manifesta em forma de dificuldade para caminhar, para se levantar e em casos mais graves, pode impedir completamente a movimentação. Estas doenças ocorrem tanto em cães como em gatos. Um dos principais fatores primários que deve ser observado pelo proprietário é a idade, pois 50% dos casos de artrite são constatados em cães entre 8 e 13 anos e gatos com mais de 12 anos. Em raças que têm predisposição, os primeiros sintomas podem surgir a partir dos 3,5 anos. O tamanho do cão também tem grande importância como fator predisponente, pois em média 50% dos casos ocorrem em cães de raças grandes e gigantes, 28% são de tamanho médio e o restante de cães toy e mini. Nos felinos a maior incidência acontece na maturidade. Estudos revelam que cerca de 90% dos gatos com mais de 12 anos apresentam problema articular. A obesidade, hoje é um dos maiores causadores dos problemas articulares, principalmente devido à proximidade dos cães e gatos com seus donos, que, querendo agradá-los, fornecem comida em excesso. A doença articular mais associada ao excesso de peso é a displasia coxo-femoral. Esta doença em particular também pode ser associada a características genéticas, pois alguns cães, apresentam uma predisposição maior a displasia coxofemoral, como o Labrador e o Pastor Alemão, por isso é importante pedir informações sobre os pais dos filhotes. Outro fator de grande importância entre as causas da doença articular é o trauma provocado por atro-

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pelamentos, quedas ou até por excesso de exercício, principalmente em animais em fase de crescimento. Os cães de raças de porte pequeno apresentam com maior frequência luxação de patela, que é uma lesão no joelho dos cães que pode ocorrer em diferentes graus de intensidade e que provoca muita dor e dificuldade de locomoção. Em algumas raças ocorre com maior frequência como no Yorkshire Terrier, Pug, Poodle, Lulu da Pomerânia etc. Nos felinos muitas vezes o diagnóstico da doença articular é mais difícil e nem sempre o animal recebe tratamento, pois como surge em uma idade mais avançada, os sintomas são normalmente relacionados com a idade. Como o gato fica menos ativo, não sobe mais nos móveis, faz as necessidades fora da caixa de areia ou come menos, o proprietário considera normal a mudança de comportamento e nem sempre o leva ao médico veterinário. Sempre que o proprietário perceber algum sintoma como dificuldade para caminhar, levantar, comportamento mais quieto ou falta de apetite, o pet deve ser levado ao médico veterinário. Porém manter uma alimentação correta, a fim de evitar sobrepeso, prevenir cruzamentos de cães que apresentem doenças articulares hereditárias e proteger os animais de possíveis acidentes são excelentes iniciativas para prevenir a degeneração das articulações e consequentemente evitar a dor e o sofrimento, promovendo uma vida mais saudável. Gilséia Peixoto da Rosa-CRMV-RS 8633 Coordenadora Técnica Agrolife

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Cobasi Responde

Filhotes choram à noite: como evitar?

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choro do filhote tem finalidade muito clara: chamar a atenção da mãe em momentos de estresse causados pela solidão, fome ou frio. A mãe, por sua vez, procura confortar prontamente o filhote que chora. O novo proprietário, ao levar o cãozinho para casa, separa-o da mãe e dos irmãos, colocando-o num ambiente completamente diferente, com outros cheiros e barulhos. Para piorar, na hora de dormir, muitas vezes, o filhote é deixado sozinho,

Prepare o lugar em que seu cão passará a noite, colocando objetos, cheiros e sons dos membros do grupo dele. Acostume-o com o local, brincando e interagindo com ele nesse espaço.

Deixe-o e encontre-o sem manifestações de euforia, ignorando-o por alguns minutos antes de deixá-lo sozinho e ao chegar.

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isolado de todos na área de serviço ou em um quartinho. É natural que se sinta inseguro e chore, tentando chamar a mãe. O procedimento é gradual. Quando, alguns dias depois da chegada à nova casa,  o filhote estiver familiarizado com os novos cheiros e os barulhos, pode ser levado para dormir em seu espaço definitivo. Já ambientado, ele não estará mais tão inseguro. E, se reclamar quando deixado sozinho, o dono deve ser mais firme para conseguir silêncio. Uma técnica é usar uma lata cheia de moedas e sacudi-la sempre que o filhote iniciar os latidos ou o choro. As broncas precisam ser rápidas e secas, para evitar que ele se sinta recompensado por latir ou chorar. Selecionei algumas dicas para solucionar esse problema:

Acostume seu cão a ficar sozinho e aumente o tempo de isolamento gradativamente. Procure não voltar, nem para confortá-lo, nem para lhe dar uma bronca, quando estiver chorando ou latindo. Para os cães cujo choro da noite já se tornou um vício, as punições despersonalizadas ajudam a eliminar o problema. Por Karine Raile Rocha, médica veterinária da Cobasi julho 2013


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