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IISSN 1679-6659 – ANO 9 – NÚMERO 9 – OUTUBRO DE 2009

Uma empresa do

BOOM

Quebrando todos os recordes de preço, animais inscritos em exposições e comercialização de sêmen em 2009.

DA RAÇA Revista Gir Leiteiro 2009 ||||

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Revista Gir Leiteiro, importante instrumento de comunicação entre a Associação e seus sócios, busca transmitir os mais destacados acontecimentos relacionados com a movimentação da raça aos seus usuários e público em geral. Com fundamento nesta importância, foram introduzidos novos conceitos na formatação e edição desta publicação. Entrevistas com lideranças do meio pecuário e do melhoramento animal, apresentação de casos de sucesso com o uso da raça, opiniões de criadores e outras abordagens técnicas e sociais enriqueceram o conteúdo da revista e, certamente, contribuirão muito com a formação do conhecimento da raça pelos seus usuários e interessados. Agregar valores ao conhecimento sobre o potencial de crescimento e ampliar a visão de futuro sobre a utilização sustentável do Gir Leiteiro como raça produtora de alimento saudável para a população humana fazem parte do escopo da revista. Também com este espírito de agregar valores, reformulamos o site da ABCGIL na internet, buscando maior abrangência de informações e interatividade com o público. Vale a pena conferir. É relevante para a Associação que as pessoas interessadas em Gir Leiteiro tenham acesso rápido e direto às informações que possam contribuir em suas decisões. São meios de comunicação disponíveis, servindo para que sejam expressas opiniões e reflexões tão importantes para o desenvolvimento e consolidação da raça. Com estas fontes permanentes de consulta é possível formar uma visão ampliada quanto ao futuro do trabalho de seleção, focado em produtividade, que se intensifica na raça. Este é o nosso objetivo primordial. É digno de nota o período compreendido entre a 10ª e 11ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro - Megaleite 2008 e 2009, muito rico em experiências e realizações. Foi o período da introdução e validação dos Regulamentos da ABCGIL, que ora passam por revisões decorrentes de experiências já vivenciadas em campo; homologação e ranqueamento de Exposições, introdução do Código de Procedimentos Éticos e exames de ultrassonografia e seus complementos, implantação de critérios


Palavra do PRESIDENTE

técnicos para colocação de touros em Teste de Progênie, com base na avaliação genética de rebanhos participantes do PNMGL; implantação do Certificado de Qualificação Genética, CQG, fundamentada na avaliação genética e de conformação ideal para a raça; ampliação do quadro de juízes, parcerias com a EMATER - MG e a Fazupara ampliação da base de usuários e desenvolvimento de novos projetos. Todas estas, foram ações com as quais buscamos consolidar e ampliar o conhecimento sobre o potencial de produção do Gir Leiteiro. Enfim, muitos são os projetos que, certamente, serão de extrema relevância para o crescimento sustentável da raça. Cabe destacar, também, que esse período foi de eficiente aprendizado para a diretoria e para a equipe de colaboradores da Associação, em que erros e acertos foram contabilizados, avaliados e utilizados como fatores de promoção de ações por aqueles que detêm as atribuições de realizar os anseios da comunidade do Gir Leiteiro. Foram, e continuam sendo, muito significativas as manifestações de interesse do mercado de usuários da raça. Basta observar o crescimento dos quantitativos promovidos pelo Gir Leiteiro. Quantitativos estes, suplantados a cada evento. Seja na comercialização de material genético, em especial a venda de sêmen, que apresentou crescimento superior a 20% no período; seja no número de animais para julgamento em pista, ou mais significativo ainda, animais em Concurso Leiteiro, em quantidade de leilões, em preços. E a qualidade apresentada em pista? Como cresceu! Todos os números são muito positivos, revelando, assim, o grande interesse demonstrado pela raça. Certamente, que tudo isto revela o acerto e o reconhecimento da importância do trabalho de melhoramento e seleção, com foco na medição do desempenho de sua função econômica para produção de leite, que foi realizado com a raça. E de sua significativa importância para a pecuária leiteira tropical. São os frutos do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL. Muitos querem aproveitar este momento somente como oportunidade para incrementar suas atividades com a raça. Mas deve ser, também, o momento para intensificar reflexões, tirar conclusões e, seguramente, encetar ações necessárias à sustentabilidade da seleção, por parte daqueles que têm compromisso com o Gir Leiteiro. Como exemplo para reflexão, em recente conversa com um grupo de pessoas interessadas em Gir Leiteiro, comentávamos a respeito do quanto o mercado está promissor para a produção de orgânicos, quando, então, foi colocada uma pergunta aparentemente simples, mas muito intrigante: Para eu ser criador de Gir Leiteiro preciso tirar leite? A resposta, mais complicada, porém direta e imediata, não poderia ser outra: Certamente que sim. E mais: fazer o controle sistemático da produção de suas vacas. Reflitamos sobre isto de forma a buscar ampliar a visão sobre o futuro que queremos para a raça e procuremos extrair daí nossas conclusões e decisões. Outras perguntas, então, impõem-se: Para onde vamos? Onde queremos chegar? De que forma? São muitas as oportunidades. E as ameaças? A condução deste processo de melhoramento da raça Gir, na sua função econômica para produção de leite, nos impõe comprometimento com o futuro do Gir Leiteiro e não apenas envolvimento. Boa leitura.

Silvio Queiroz Pinheiro Presidente da ABCGIL

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Sumário C

apa

O BOOM

do Gir Leiteiro

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Com uma população estimada entre 22.000 e 25.000 mil animais, dos quais 12.000 a 15.000 são vacas, a expansão do Gir Leiteiro, chamada por alguns criadores de “o grande boom da raça”, tem as melhores expectativas para os próximos anos segundo a ABCGIL.

eite Sustentável

O Leite orgânico

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E

ntrevistas

José Olavo Borges Mendes,

fala sobre as perspectivas para o zebu leiteiro e, principalmente, o crescimento do Gir Leiteiro no cenário nacional.

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Foto: ZznPeres.com

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da Fazenda Malunga Conheça a história do estudante de Ciências Agrárias que, após se intoxicar com defensivos agrícolas, se tornou o maior produtor de orgânicos do Brasil.

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100 Kepler Euclides Filho, dire-

tor da Embrapa, fala sobre a instituição, seu papel no PNMGL e sua contribuição para a pecuária leiteira.

MEGALEITE ENCERRA O 1º RANKING NACIONAL DA RAÇA GIR LEITEIRO 2008/2009

O Ranking premiou 5 categorias: Melhor Expositor, Melhor Criador, Melhor Média de Produção, Melhor Fêmea e Melhor Macho.


ANO 9 – NÚMERO 9 – OUTUBRO DE 2009

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CURTAS DA ABCGIL A ABCGIL não pára. Saiba tudo que acontece com a Associação. PÁGINAS BRANCAS

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ENTREVISTA

José Olavo Borges Mendes, presidente da ABCZ, fala sobre as perspectivas para o zebu leiteiro. CAMPO TÉCNICO

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COMO SERIA A VACA IDEAL?

Técnicos e pesquisadores idealizaram a fêmea perfeita. Conheça a Classificação para Tipo da raça. O PNMGL NA PRÁTICA

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VIVER DE GIR LEITEIRO

Como o PNMGL contribui para as fazendas colaboradoras em sua produção. LEITE AFORA

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GIR LEITEIRO: O GRANDE DESTAQUE DA EXPOZEBU

A raça marcou a exposição com grandes resultados e novidades. CAPA

50

O BOOM DO GIR LEITEIRO

Quebrando todos os recordes de preço, animais em exposições e comercialização de sêmen. PÁGINAS BRANCAS II

58

ENTREVISTA

Kepler Euclides Filho, diretor da Embrapa, fala sobre a contribuição do PNMGL. LEITE SUSTENTÁVEL

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O LEITE ORGÂNICO DA FAZENDA MALUNGA

Conheça a história do maior produtor de orgânicos do país. HORA DA SAÚDE

68

CAUSAS E PREVENÇÃO DE ABORTO NAS FÊMEAS BOVINAS

Profissionais mostram como identificar as causas de aborto e as medidas de prevenção. TECNOLOGIA NO CAMPO

71

ORDENHA MECÂNICA: IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO

A utilização planejada de ordenhadeira auxilia o produtor, reduz custos e tempo. HORA DA GENÉTICA

77

GENOMA BOVINO

O antes e o depois do mapeamento do DNA. HORA DO MANEJO

81

CONFORTO ANIMAL E AMBIÊNCIA

A instalação para o rebanho é imprescindível para o bem-estar, a saúde e produtividade dos animais.

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GALERIA DE FOTOS Quem acontece na pecuária leiteira. HORA DE NUTRIR

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FAZENDO A DIFERENÇA NA PRODUÇÃO DE LEITE

Técnicas garantem melhor produção e lucratividade no processo final. ESPECIAL

Associação inicia ano comemorativo em 2010. LEITE AFORA II

MEGALEITE: A RAÇA EM EXPANSÃO

Evento quebrou todos os recordes e colocou em prática grandes projetos para a raça. ARTIGO TÉCNICO

AVALIAÇÕES GENÉTICAS

Diferenças nas PTAs entre diferentes estimativas. LEITE ENTRE LETRAS

O MERCADO DE SÊMEN NO BRASIL

José de Castro: “O Gir Leiteiro transformou o pecuarista brasileiro e o mercado de sêmen.” BATE- PAPO NA COCHEIRA UM GIGANTE NO GIR LEITEIRO Conversamos com Kinkão, um homem que traz a raça no coração. ENCHENDO O BALDE

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TUDO PRONTO PARA OS 30 ANOS DA ABCGIL

O GIR LEITEIRO DA SANTO HUMBERTO

100 110 118 120 123

José Francisco Junqueira Reis conta sua trajetória. E AINDA:

126 AGENDA DE EXPOSIÇÕES 2009/2010 ............................................................................................................144 LISTA DE ASSOCIADOS DA ABCGIL...................................................................................................................

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Foto: Fato Rural

oram mais de cinco meses de trabalho para fazer chegar às suas mãos esta nova Revista do Gir Leiteiro. Atender ao apelo do presidente Silvio Queiroz Pinheiro e de sua diretoria, no sentido de presentear o Gir Leiteiro, seus usuários, seus criadores e, principalmente, os associados da ABCGIL, com uma revista moderna, antenada com os novos tempos da raça que mais cresce na pecuária brasileira de hoje, foi o que motivou toda a equipe do Grupo Publique em assumir esta publicação e dar a ela todo status que a raça merece. Para levar a cabo esta empreitada mobilizamos muitas pessoas. Tudo começa num bom e preciso planejamento. Comandada por Francisco JB Oliveira, a equipe de planejamento da Publique foi a campo para saber o que poderia interessar em mais profundidade nossos leitores e, ao mesmo tempo, servir de atrativo para anunciantes e o público em geral. O resultado desse trabalho você pode conferir pelo sucesso comercial da revista, com destaque para o trabalho de Vânia Weitzel, nossa correspondente comercial em Uberaba, Karine Oliveira, nossa executiva de contas em Uberaba, responsável pelo atendimento da ABCGIL e também pelo incansável trabalho de Marli Coimbra, executiva de contas aqui em São Paulo. Também daqui de nossa sede, na capital paulista, foram elaboradas as pesquisas de mídia, orçamentos e administração financeira da publicação, sob a responsabilidade de Márcia Miranda, Gleice Boaventura, Mariusa Barro e Andréia Barro. Aprovado nosso planejamento estratégico, era chegada a hora de mandar a campo experientes profissionais para fazer a cobertura in loco de eventos importantes para a raça e para a ABCGIL, casos da cobertura da ExpoZebu e da MegaLeite. Também era fundamental que nossos profissionais conhecessem de perto alguns criadores tradicionais e outros nem tanto, aqueles chamados “tiradores de leite”, que comprovariam, cada um com suas experiências próprias, o acerto da escolha do Gir Leiteiro para alavancar seus negócios e suas vidas. Foi sob esse prisma e com este olhar que destacamos uma equipe completa de reportagem que incluiu as jornalistas Mariana de Vasconcelos Braga,Thais Negri Santi

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Vânia Weitzel

Karine Oliveira

Gleice Boaventura

COMERCIAL

ATENDIMENTO

MÍDIA E PRODUÇÃO GRÁFICA

Mariusa Barro

Rafaela Ferraz

Marli Coimbra

Marcia Miranda

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

COLABORADORA

ATENDIMENTO

MÍDIA E PRODUÇÃO GRÁFICA

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Luciano Penha Bolognesi

APOIO CRIATIVO


ISSN 1679-6659

Uma empresa do

Grupo Publique . +55 (11) 3063.1899 . Al. Itu. 1063 - 2º andar CEP 01421-001 - São Paulo/SP - Brasil www.publique.com . girleiteiro@publique.com

e o traquejado fotógrafo Zezinho Peres. A produção desses trabalhos ficou a cargo da profissional Rafaela Ferraz, especialista em Gir Leiteiro da Publique e do próprio Francisco JB Oliveira. Com o trabalho de campo realizado, entrou em ação um seleto grupo de profissionais de criação e design do Grupo Publique. Do escritório de Uberaba, destaco a participação fundamental de Gustavo Pires, publicitário com anos de experiência e que dedicou horas, dias e meses de seu trabalho para desenvolver este novo projeto visual, que transformou nossa revista em uma das mais bonitas e gostosas de ler do mercado, sem nenhuma falsa modéstia. Não posso deixar de citar também os nomes dos profissionais Juliana Fantato,Gutche Alborgheti, Luciano Penha Bolognesi e Douglas de Oliveira, todos publicitários para lá de motivados em contribuir nessa nossa empreitada chamada Revista do Gir Leiteiro. O resultado de tanto trabalho e do suor de tanta gente está em suas mãos, querido amigo leitor. Esta revista é um tributo ao Gir Leiteiro e a todos os criadores que lutaram e ainda lutam para fazer desta raça sinônimo de produção de leite a baixo custo no mundo tropical. Parabéns à ABCGIL, por acreditar e apoiar nosso projeto inicial. Um obrigado muito especial a todos os criadores anunciantes e às empresas apoiadoras deste novo marco editorial da raça. Eu, particularmente, acredito que o Gir Leiteiro é questão de segurança nacional. Por isso, tenho orgulho de ser o Editor desta publicação e, mais do que isso, ser um criador de Gir Leiteiro. Forte abraço e boa leitura a todos.

Palavra do

EDITOR

DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Presidente: Silvio Queiroz Pinheiro Diretor Vice-Presidente: Lúcio Rodrigues Gomes Diretor de Marketing: Milton de Almeida Magalhães Júnior Diretor Administrativo/Financeiro: José Afonso Bicalho Beltrão da Silva Diretor Técnico: Aníbal Eugênio Vercesi Filho CONSELHO DIRETIVO Presidente: Flávio Lisboa Peres Membros Silvio Queiroz Pinheiro, José João Salgado Rodrigues dos Reis, Rubens Resende Peres, José de Castro Rodrigues Neto, Eduardo Falcão de Carvalho, Ângelo Lucciola Neto, Helbânio Barbosa de Souza, Léo Machado Ferreira

Mariana de Vasconcelos Braga

JORNALISTA

Conselho Fiscal Ademir Lopes Cançado, Joaquim Souza Neto, Vanir Garcia Leão Suplentes João Machado Prata Júnior, José Ricardo Fiúza Horta Conselho Editorial Silvio Queiroz Pinheiro, Lúcio Rodrigues Gomes, André Rabelo Fernandes, Ana Cristina Navarro Andrade, Carlos Alberto da Silva Capa Arte: Gustavo Mineiro Fotos Zzn Peres Publique Banco de Imagens Edição de Imagens Douglas de Oliveira

Francisco JB Oliveira

PLANEJAMENTO

Carlos Alberto da Silva Editor e Presidente do Grupo Publique

Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro Sede: Pç. Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 – Pq. Fernando Costa CEP 38022-330 - Uberaba/MG Escritório Técnico: Av. Edilson Lamartine Mendes, 215 – Pq. das Américas CEP 38045-000 – Uberaba/MG – Brasil . (34) 3331-8400 www.girleiteiro.org.br • girleiteiro@girleiteiro.org.br

Tiragem 7.000 exemplares Editor-Chefe Carlos Alberto da Silva - MTB 20.330 Planejamento Francisco JB Oliveira

Thais Negri Santi

Jornalistas Mariana de Vasconcelos Braga - mariana@publique.com Thais Negri Santi - thais@publique.com

JORNALISTA

Departamento Comercial Karine Oliveira Marli Coimbra Vânia Weitzel

Zzn Peres

Gutche Alborgheti

Gustavo Mineiro

FOTOS

APOIO CRIATIVO

PROJETO GRÁFICO

Juliana Fantato

Douglas de Oliveira

APOIO CRIATIVO

APOIO CRIATIVO

Pesquisa de mídia, orçamento e administração financeira Andréia Barro Gleice Boaventura Marcia Miranda Mariusa Barro Produção Juliana Fantato Gutche Alborgheti Luciano Penha Bolognesi Rafaela Ferraz Projeto Gráfico e Diagramação Gustavo Mineiro - gustavo@publique.com CTP, Impressão e Acabamento Ibep Gráfica A TRIP Editora, consciente das questões ambientais e sociais, A Publique Editora, consciente das questões ambientais utiliza papéis com papéis certificação FSCcertificação (Forest Stewardship Council) e sociais, utiliza com FSC (Forest na impressãoCouncil) deste material. A certificação garante que Stewardship na impressão desteFSCmaterial. A uma matéria-prima florestal de um manejo considerado certificação FSC garante queprovém uma matéria-prima florestal social, ambiental e economicamente adequado. na IBEP provém de um manejo considerado social,Impresso ambiental e Gráfica Ltda. - certifi cada na cadeia de custódia FSC. Gráfica economicamente adequado. Impresso na - IBEP Ltda. - certificada na cadeia de custódia - FSC.

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Curtas da

A ABCGIL, representada por Silvio Queiroz Pinheiro e André Rabelo Fernandes, coordenador operacional do PNMGL, esteve em Patos de Minas, MG, para assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a entidade e a Empresa de Assistência TécO presidente da nica e Extensão Rural do Estado de ABCGIL, Silvio Queiroz Pinheiro, durante asMinas Gerais, EMATER - MG. sinatura do Termo de A partir dessa parceria, a EMACooperação Técnica TER-MG se une à ABCGIL para captação de novos rebanhos colaboradores para o PNMGL. O acordo foi firmado em solenidade na Fazenda Experimental Sertãozinho – Unidade da Epamig Patos de Minas, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, durante dia de campo promovido pela empresa e pela EMATER. Estiveram presentes mais de 1000 participantes.

Fazu e ABCGIL fazem parceria

Foto: Divulgação

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A Fazu, Faculdades Associadas de Uberaba, e sua mantenedora Fundagri, Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias, firmaram convênio com a ABCGIL para o desenvolvimento das áreas de pesquisa, qualificação profissional e prestação de serviços.

Duarte Vilela, Chefe da Embrapa Gado de Leite, Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, Dionir Dias de Oliveira Andrade, diretora da Fazu e Carlos Henrique Cavalari Machado

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ABCGIL tem frota de carros renovada

A frota de carros da ABCGIL a serviço do PNMGL foi renovada. Trata-se do projeto de inclusão social da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que forneceu recursos financeiros para esta finalidade. Os veículos são utilizados pelos técnicos durante as visitas às fazendas, sendo realizados o acompanhamento e supervisão da distribuição de sêmen para o Teste de Progênie do PNMGL. Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, foi recebido por Joe Carlo Viana Valle, secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Foto: ZznPeres.com

Novas parcerias

Embrapa Acre - Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, e com Duarte Vilela, chefe geral da Embrapa Gado de Leite, estiveram em Rio Branco, no Acre, em nome do Programa de Melhoramento do Gir Leiteiro, o PNMGL. A presença se deu pela assinatura do Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Acre. O documento tem como intuito ampliar a base do PNMGL através do aumento de fazendas colaboradoras e, com isso, o número de touros para o Teste de Progênie. Já na Embrapa Rondônia, em Porto Velho, foi apresentado o projeto do PNMGL, bem como o Teste de Progênie, com o objetivo de incentivar a atividade leiteira no país e, principalmente, na região.

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Foto: Divulgação

ABCGIL 1

Emater-MG se une à ABCGIL


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Software de acasalamento entra em vigor a partir de 2010 O programa que permite escolher touros Gir Leiteiro para serem utilizados através da técnica de inseminação artificial estará disponível para consulta a partir do próximo ano. O aplicativo permite que o usuário atribua um peso para as características que se deseja como produtivas, conformação ou manejo. Ao final, os touros serão classificados de acordo com um comparativo gerado desses dados. A base do sistema desse programa é o Sumário de Touros do Teste de Progênie do PNMGL.

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Fazu II - Prova de pré-seleção de touros para o Teste de Progênie Como parte das ações firmadas no convênio com a Fazu, será implantada, a partir deste ano, a prova de pré-seleção de touros para o Teste de Progênie realizado pela ABCGIL. Trata-se de um aprimoramento do PNMGL, que tem como intuito ampliar a gama de características já avaliadas pelo projeto. Com essa prova, o animal, que já passa por vários testes agora será julgado pela sua fertilidade. Realizada anualmente, a prova, totalmente a pasto, será sediada na fazenda de experimento da faculdade, com início em 01 de novembro e término previsto para a segunda quinzena de abril de 2010. “É uma espécie de vestibular que o futuro touro pretendente ao teste passará para ter sua fertilidade avaliada”, afirmou André Rabelo, zootecnista da ABCGIL. Uma vez ao mês, os exames serão realizados e analisados pelo corpo docente da Fazu.

Curtas da

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ABCGIL Informatizada

A partir deste segundo semestre, a ABCGIL trabalhará nas visitas às fazendas totalmente informatizada. Trata-se de um projeto da Embrapa que disponibilizou através de netbooks e um software específico para o PNMGL, a substituição das planilhas atuais. Com isso, o programa terá muito mais agilidade e confiança nos dados gerados, que serão rapidamente transmitidos via internet.

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Curso de Formação em fase de planejamento Parte das atividades da ABCGIL envolve a idealização e execução de projetos que auxiliem o pecuarista e o progresso de sua propriedade. É por isso que a entidade, juntamente com a Fazu, criou um curso de formação voltado para a melhoria da qualificação profissional nas fazendas. Atualmente, o curso está em fase de planejamento.

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Certificado de Qualificação Genética

O CQG ou Certificado de Qualificação Genética chegou para valorizar e auxiliar o pecuarista na mensuração do valor genético do rebanho. Idealizado pela ABCGIL, o certificado avalia e identifica os melhores animais da propriedade de acordo com suas características produtivas, reprodutivas e de conformação.

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www.girleiteiro.org.br

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Novo site

Audiência com o MAPA

No mês de agosto, os presidentes das associações ABCZ, José Olavo Borges Mendes; ABCGIL, Silvio Queiroz Pinheiro; ASBIA, Lino Rodrigues Filho e Girolando, José Donato Dias Filho estiveram em Brasília, DF, em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA, Reinhold Stephanes, para a solicitação de ações governamentais na consolidação dos mercados existentes e abertura de novos mercados para a genética zebuína leiteira. “Nosso pedido foi muito bem recebido e já estão sendo proFoto: Divulgação gramados os eventos. Em breve, veremos os resultados”, afirmou Silvio Queiroz Pinheiro. Abelardo Lupion, José Olavo Borges Mendes, Reinhold Stephanes, José Donato Dias Filho, Silvio Queiroz Pinheiro e

Investimento considerado primordial para a ABCGIL foi a reformulação visual e de conteúdo do portal da entidade. Com uma nova aparência desde o mês de maio, o site, não só ficou mais atraente como também recebeu outras funcionalidades. Muito mais interativo, ele permite o fácil acesso a regulamentos e a informações sobre os produtos e serviços da associação. Também é possível a inserção de anúncios dos criadores na área de classificados, dentre outros recursos que estão por vir como a área de Responsabilidade Social, a Grife do Gir Leiteiro, etc.


Equipe ABCGIL

Formada em Administração Pública. Atua como Secretária Executiva da ABCGIL, trabalhando no gerenciamento da área administrativa/financeira da associação. ana@girleiteiro.org.br

Iraides Aparecida de Souza

Atua no setor financeiro da ABCGIL e administra a parte contábil da associação. financeiro@girleiteiro.org.br

André Rabelo Fernandes

Eduardo Soares Souza

Erika Roncolato

Ivete Galvão Martinez

José Geraldo Oliveira

Márcio Ramos

Zootecnista, coordenador operacional do Programa Nacional do Melhoramento do Gir Leiteiro. Responsável pelo acompanhamento dos rebanhos puros, tanto na execução do sistema linear de avaliação quanto na classificação para tipo. andre@girleiteiro.org.br

Responsável pelo processamento de dados dos Controles Leiteiros do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro. ivete@cnpgl.embrapa.br

Ranielly da Silva Maciel

Médica veterinária, cuida da logística de exposições e dos projetos de certificação da ABCGIL, como o CQG e certificação de propriedade. rany@girleiteiro.org.br

Zootecnista, responsável pela logística de exposições. Trabalha na execução operacional das exposições homologadas e ranqueadas da ABCGIL. eduardo@girleiteiro.org.br

Secretária da presidência. Atua na comunicação interativa com os criadores e demais visitantes do site da ABCGIL. erika@girleiteiro.org.br

Técnico agrícola, trabalha na distribuição de sêmen do Teste de Progênie e realiza o acompanhamento dos rebanhos colaboradores. jgeraldo@cnpgl.embrapa.br

Zootecnista, atua no Certificado de Qualificação Genética, CQG, e nas diversas ações do Teste de Progênie, fazendo a pré-seleção de touros e o acompanhamento de rebanhos colaboradores. marcio@girleiteiro.org.br

Walter Luiz Ferreira Dornelas

Técnico agrícola, trabalha na distribuição de sêmen do Teste de Progênie e realiza o acompanhamento dos rebanhos colaboradores. walterld@cnpgl.embrapa.br

Fotos: Alysson Oliveira

Ana Cristina Navarro

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Entrevista Nós temos a melhor terra, o melhor gado e o melhor pessoal e precisamos unir isso para fazer com que esta seja a marca brasileira na pecuária mundial... disse o presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes, que recebeu a equipe da revista Gir Leiteiro em seu gabinete para uma conversa muito interessante onde falou sobre as perspectivas para o zebu leiteiro e, principalmente, o crescimento do Gir Leiteiro no cenário nacional. |||| Revista Gir Leiteiro: O grande número de animais inscritos na Expozebu, a valorização dos leilões da raça e o aumento do número de animais para o PNMGL, representam o crescimento do Gir Leiteiro. Como o senhor enxerga o atual momento da raça? José Olavo Borges Mendes: É com muita alegria e satisfação que a ABCZ participa desse boom do Gir Leiteiro. Esta proporção que a raça tomou é uma expectativa de longa data. Sempre acreditamos no Gir Leiteiro e no leite do zebu leiteiro. Para nós, isso é muito importante, pois mostra que as raças zebuínas, que se adaptaram tão bem ao clima tropical, não servem

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apenas para o corte, mas, também, para o leite. |||| GL: Que trabalho de divulgação a ABCZ tem fora do Brasil? JO: Em 2003, a ABCZ deu início ao projeto Brazilian Cattle Genetics, com a missão de divulgar a genética zebuína, para gerar negócios e promover um intercâmbio internacional entre fazendeiros, produtores e especialistas na área. Desde então, visitamos as principais feiras de cada país, mostrando o potencial produtivo e econômico do zebu brasileiro. Em julho, estivemos na Colômbia para representar o nosso zebu. São várias as iniciativas para divulgar o nosso

trabalho. Recentemente conseguimos abrir o mercado de carne in natura para o Egito. Também exportamos sêmen para que eles possam melhorar a genética do seu rebanho. Hoje, a ABCZ detém o maior banco de dados de genética de raças zebuínas e, sempre que podemos, intensificamos isso, contribuindo para o melhoramento genético destas raças. |||| GL: O controle leiteiro é o ponto crucial da seleção. Quais são os esforços que vem sendo realizados pela ABCZ no sentido de torná-lo mais eficiente e com mais credibilidade? JO: Nós estamos muito preocupados com a credibilidade dos nossos dados. Por isso, a ABCZ contratou a Price Auditoria para auditar os rebanhos de corte. Esse trabalho também será feito com o Gir Leiteiro, que está precisando de ajustes no controle leiteiro. A primeira providência é que ele seja feito somente por técnicos da ABCZ e pedimos a participação da ABCGIL para alinharmos isto e colocarmos em execução o mais breve possível. Precisamos que todos adotem este sistema, que será bastante rigoroso. |||| GL: Hoje, cada vez mais, nós vemos a importância que é dada aos resultados dos testes de progênie. Existe a possibilidade da uniformização dos dados relativos aos sumários da ABCZ e ABCGIL? JO: Esta convergência dos sumários é de extrema importância. Temos muita vontade que isso aconteça. Fui procurado pelo Duarte Vilela, diretor da Embrapa Gado de Leite, para aproximarmos esta parceria. E isso acontecerá mais rápido que imaginamos. A Embrapa sempre foi o nosso carro chefe e não há motivos para não trabalharmos juntos nisto. Um terá que ceder ali, outro um pouquinho aqui, mas chegaremos a um ponto comum.


Politicamente é muito fácil, o que precisa ser alinhada é a área técnica. Existem divergências, mas elas, com certeza, serão aproximadas.

anos lutando por isso e nossa expectativa é que esses embriões possam aprimorar ainda mais a qualidade genética do nosso rebanho. Não sei até quando estas portas estarão abertas, por isso, temos que aproveitar o momento.

|||| GL: Tem uma obra gigantesca que está em andamento, o Pavilhão do leite. Qual a prioridade do projeto para a ABCZ? JO: Este é um grande sonho da ABCZ. Fazer uma obra que homenageie, agregue e valorize os torneios leiteiros dentro do Parque Fernando Costa. É um projeto imenso. E, como todo grande projeto, ele precisa ser muito bem analisado e estruturado. Apesar de a pecuária estar indo bem, ainda não é hora de fazermos grandes obras, como esta, estimada em 4 milhões de reais. Para a ABCZ, a viabilidade desse projeto só será possível com a ajuda de todos: empresas e criadores. |||| GL: Como o pavilhão valorizará a pecuária leiteira? JO: Ele será o ápice da pecuária leiteira. Terá refeitório local para os criadores assistirem os torneios, acomodações para os tratadores e animais. O pavilhão será o maracanã do zebu leiteiro. |||| GL: Após quinze anos de negociações, foi liberada a importação de embriões das raças zebuínas. Qual a sua importância para o progresso do rebanho brasileiro? JO: Precisamos de um refrescamento de sangue. Os EUA, América do Sul, América Central e Austrália, todos têm gado de origem brasileira e a Índia é o único lugar que podemos buscar esta genética melhoradora. Fizemos uma visita oficial com o

"...quando assumi a presidência da ABCZ uma de minhas prioridades era trazer a ABCGIL para perto de nós." Ministé da Agricultura para verificar o potencial do gado indiano e chegamos a conclusão de que ou nós trazíamos este material com rapidez ou o mundo inteiro perderia. São 13

|||| GL: A ABCGIL tem uma sala dentro da sede da ABCZ. Como surgiu isso? JO: Na minha disputa eleitoral, apesar da outra candidata ser criadora de Gir, eu tive um apoio muito grande dos criadores de Gir Leiteiro e isso me deu muita força e segurança. Há muitos anos venho observando o trabalho da ABCGIL e quando assumi a presidência da ABCZ uma minhas prioridades Foto: ZznPeres.com de era trazer esta associação para perto de nós. É uma colaboradora da ABCZ e nós estamos muito satisfeitos em tê-la conosco. |||| GL: O Gir Leiteiro tem uma grande avenida pela frente. Que recado o senhor deixa para os criadores desta raça? JO: Não é bem um recado, é mais um pedido. Um pedido para que os pecuaristas não se esmoreçam com as intempéries que estamos enfrentando no país em relação ao meio ambiente e a vários outros preconceitos. Precisamos continuar trabalhando com seriedade, com credibilidade. Nós temos a melhor terra, o melhor gado e o melhor pessoal e precisamos unir isso para fazer com que esta seja a marca brasileira na pecuária mundial.

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Campo Técnico

Como seria a

vaca ideal?

A partir dessa pergunta começou a ser idealizado pelos técnicos e pesquisadores da ABCGIL e da Embrapa o que viria a ser o sonho de todo o criador de Gir Leiteiro: a fêmea perfeita e produtiva. Com base em muita pesquisa e o uso de recursos tecnológicos para edição de imagens, esse animal surgiu. Segundo os técnicos, trata-se da junção de cinco fêmeas que possuem as características consideradas ideais para a raça. A partir daí, nasce a Classificação para Tipo no Gir Leiteiro. Por André Rabelo Fernandes – ABCGIL; Márcio Ramos – ABCGIL; Aníbal Eugênio Vercesi Filho APTA/ABCGIL; Rui da Silva Verneque – Embrapa; Carlos Henrique Cavallari Machado – ABCZ

À

medida que as características de produção foram sendo fixadas na população de Gir Leiteiro era natural que outras, principalmente de caráter funcional e ligadas à conformação, exigissem atenção especial por parte do PNMGL. O tipo, ou exterior do animal, diz respeito à aparência geral relacionada com a função produtiva. Para cada tipo funcional há um número infinito de diferenças em conformação, tamanho, estrutura, etc. A maioria dos genes responsáveis pela conformação não exerce uma função local e sim geral, por isso, a forma de uma parte está intimamente correlacionada com a forma de outras e, por consequência, do todo. A modificação de uma parte pode vir a constituir um novo tipo. Então tipo e conformação são termos intercambiáveis. A definição de conformação ideal deve se aproximar da conformação desejada para os fins comerciais visando aptidão

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Campo Técnico de produção e das mensurações quantitativas e do controle de produção. O “tipo ideal”, termo sugerido para se referir à conformação do corpo associada à produção de leite durante a vida produtiva da vaca, foi amplamente pesquisada, sendo que as duas características, tipo e produção, são independentemente herdadas e, para melhorá-las, é necessário que a seleção seja praticada em ambas. Neste contexto, podemos definir que Classificação para Tipo é a observação das características funcionais pré-estabelecidas dentro de um modelo de vaca ideal, com os seus respectivos índices e pesos para cada região zootécnica de importância relevante na avaliação. Em face da exiguidade de informações disponíveis referentes à consistência dos critérios utilizados e do grau de associação entre avaliações visuais e mensurações feitas no animal com as características de produção leiteira do Gir Leiteiro, uma comissão foi criada para definir os parâmetros ideais a serem observados quanto morfologia, proporções, simetria e equilíbrio nas regiões do corpo das matrizes. Esta comissão descreveu a forma de classificação da vaca Gir Leiteiro ideal com os seus respectivos pesos.

Para que serve a Classificação para Tipo? Para que o animal tenha sua produção otimizada, não só pela produção total de leite em cada lactação, mas, principalmente, ao longo de sua vida útil, é indispensável que ele apresente estrutura morfológica e condição corporal capazes de manter a produção e a permanência no rebanho. Para tanto, é necessário que suas características de conformação estejam adequadas ao propósito a que ele se destina. A longevidade produtiva deve ser levada em consideração no momento da avaliação de uma fêmea produtiva, já que a taxa de reposição elevada gera altos custos para a pecuária leiteira. Informações sobre avaliações para Tipo podem ajudar o criador a conseguir um rebanho mais eficiente, produtiva e economicamente, pela seleção das melhores matrizes.

Como se obtém a Classificação para Tipo? A Classificação para Tipo é obtida por meio da avaliação visual das características pré-estabelecidas dentro do modelo da Vaca Ideal. Ela é realizada pelos técnicos da ABCGIL somente em vacas que estejam em lactação, com controle leiteiro oficial, independentemente do número

Identificar as características mais importantes; Estabelecer uma meta genética realística para cada uma das características; Selecionar um melhor grupo de touros para acasalamento; Planejar o acasalamento, corretivo ou complementar, para cada vaca; Acumular o ganho genético ao longo do tempo.

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Foto: Ilustração ABCGIL

A Classificação para Tipo deve ser amplamente utilizada pelo criador para:


de crias, pois a idade do animal é um fator a ser considerado durante a avaliação. A metodologia utilizada para a Classificação para Tipo será baseada na somatória das avaliações de quatro características (Aparência Geral, Composto Corporal, Composto de Úbere e Composto Pernas e Pés) que serão obtidas por meio de pesos específicos para cada característica morfológica.

TIPO IDEAL (MODELO)

Na figura abaixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Gir Leiteiro, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas.

A 1 2 3 4 5

APARÊNCIA GERAL Racial Pele e Pigmentação Feminilidade Dorso-lombo Garupa

C 1 2 3 4 5 6

SISTEMA MAMÁRIO Úbere Ligamento Central Quarto Posterior Quarto Anterior Tetos Vascularização

25 2 2 8 5 8

B 1 2 3 4

35 10 8 6 5 4 2

CAPACIDADE CORPORAL Tórax Capacidade Digestiva Comprimento Corporal Flanco

25 8 8 6 3

D SISTEMA LOCOMOTOR 15 1 Membros anteriores 6 2 Membros posteriores 9

Uma vez feita a avaliação para as características morfológicas, serão somados os pontos e a Matriz será classificada dentro da seguinte pontuação: Pontuação

Classificação

De 90 a 99 De 76 a 89 De 51 a 75 De 01 a 50

EXCELENTE MUITO BOM BOM REGULAR

Estas pontuações indicam qual é a avaliação que determinada matriz obteve dentro do que foi estabelecido como “Vaca Ideal” para o rebanho nacional.

IMPORTANTE:

Todas estas características e pontuações que foram descritas com seus respectivos pesos e ponderações, poderão ser adequadas ou revalidadas mediante a evolução da raça, principalmente com o aumento do número de avaliações e informações que compõem o banco de dados do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro – PNMGL.

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o PNMGL na Prรกtica Como o PNMGL contribui para as fazendas

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colaboradoras em sua produção

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raulio Pinheiro e Alfredo da Mata já fazem parte da história que vem sen-

do escrita sobre o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro. É a via de mão-dupla da pecuária de

Foto: ZznPeres.com

leite nacional.

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o PNMGL na Prática

V

iver do Gir Leiteiro é um prazer para Braulio Queiroz Pinheiro, da Nova Estiva e Alfredo da Mata, da Fazenda Matinha. Ambos já nasceram com o pé, ou melhor, as mãos na raça. Filhos de tiradores de leite, os pecuaristas deram continuidade ao trabalho da família e hoje fazem parte do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro, o PNMGL, dentre as mais de 400 fazendas colaboradoras inscritas. O senhor Braulio é um colaborador de longa data. Após o trabalho de seu pai com a raça Gir Leiteiro e sua morte em 1982, o criador e seus outros irmãos decidiram registrar os animais como LA em 1986 e participar do controle leiteiro oficial da ABCZ em 1987. Hoje, com essas ações e a introdução no PNMGL colhe os frutos dessa parceria. Com cerca de 200 cabeças de Gir Leiteiro PO, a propriedade localizada em Buritizal no Esta-

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do de São Paulo, a 60 km de Uberaba, MG, produz cerca de 250 a 300 litros de leite/dia, com 25 animais em lactação. Isso, com uma alimentação simples e balanceada. “O PNMGL é muito importante para a fazenda porque com a genética desses touros melhoramos o rebanho e, com certeza, a produção das vacas”, afirma Braulio, que hoje possui filhas de grandes touros em seu plantel. Para ele, trabalhar com a raça é acompanhar de perto. Por isso, todos os dias ele sai de sua residência em Ituverava e dirige até a propriedade. Por volta das 5h30 da manhã o tirador de leite arregaça as mangas e realiza a ordenha manual de todas as vacas e dá início a mais um dia de trabalho. “Ganho o meu dinheiro no braço”, ressalta. Nessas propriedades é comum contar apenas com o trabalho do proprietário e de um ajudante. No

O PNMGL é muito importante para a fazenda porque com a genética desses touros melhoramos o rebanho e, com certeza, a produção das vacas. afirma Braulio, que hoje possui filhas de grandes touros em seu plantel.

caso de Braulio, ele e um peão realizam as atividades da fazenda, sendo o próprio criador quem realiza os partos dos animais. Já na fazenda de Alfredo, o filho, que leva o nome de Rubens em homenagem ao criador e precursor no gir leiteiro Rubens Peres, da Fazenda Brasília, o ajuda com as tarefas diárias e na hora da inseminação, ele mesmo a realiza. Para conseguir organizar o trabalho, Braulio trabalha com o procedimento de Inseminação Artificial em Tempo Fixo, IATF. Com essa técnica, ele pode programar as inseminações no mesmo período e, tão logo, os nascimentos em época favorável, bem como a produção de leite. “Já aconteceu de nascer um bezerro atrás do outro. No começo dá trabalho, mas depois é mais fácil tratar o gado”, afirma o criador que atualmente está com 70 doses de sêmen do programa, realizando a IATF. Resultado de todo esse trabalho é visto pelo controle leiteiro oficial da ABCZ, do qual participa desde a década de 80. A produção média de suas vacas é de 8 kg/dia. “Acredito que a pesagem que vale é aquela que o técnico vem pesar e estou muito contente com a minha produção”, ressalta o pecuarista que tem como intuito


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EM GOTAS O que é o PNMGL? animais médios e equilibrados. A Nova Estiva atingiu reconhecimento por seu trabalho como fazenda colaboradora. Seus animais, que levam a marca BQPF, já foram exportados para Colômbia, Venezuela e Bolívia. A paixão pela raça, a produção de leite e a satisfação pelo PNMGL definem quando as duas histórias se encontram e, para Alfredo da Mata, da Fazenda Matinha, “não poderia estar melhor”, comenta o proprietário que cria cerca de 140 cabeças no município de Frutal, MG. A propriedade existe desde 1941, quando seu pai deu inicio a criação de Gir Leiteiro, mas foi após 1998, quando convidado a participar do PNMGL, que a produção da Matinha passou a render muito mais. Alfredo atua como colaborador do PNGML com sêmen de seis touros. “Com o PNMGL estou 5 ou 6 anos na frente, pois tratam-se de animais que estão sendo provados e do contrário eu teria que esperar os resultados e pagar muito mais para adquirir

essa genética”, afirma Alfredo sobre as vantagens do PNGML e sua contribuição para o plantel. Hoje, são 35 vacas no leite e média de 250 a 300 litros/dia e de 25 a 30 produtos fruto da inseminação com o programa. Segundo Alfredo, “está tudo 100% e melhor que isso só se inseminarem também”, brinca ele que possui a genética dos melhores touros que participaram do programa como C.A. Sansão, Urânio da Silvânia e Modelo TE de Brasília. Com esse crescimento o sistema de balde ao pé substituiu a ordenha manual. “A vaca Gir Leiteiro se adaptou muito bem a esse tipo de ordenha e com o aumento da produção devido ao melhoramento, é ideal para a minha propriedade”, completa Alfredo da Mata. Os pecuaristas aproveitaram a reportagem e agradeceram o trabalho desenvolvido pela ABCGIL e a Embrapa, principalmente de Juca e André Rabelo Fernandes, zootecnista e técnico da Associação.

O Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro é um projeto executado pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite. São objetivos principais do programa: a promoção do melhoramento da raça por meio da identificação e seleção de touros geneticamente superiores para as características de produção (leite, gordura, proteína e sólidos totais), de conformação e de manejo, bem como da avaliação genética dos animais de todos os rebanhos participantes.

O crescimento do PNMGL no Brasil

O PNMGL foi criado em 1985 e vem crescendo a cada dia, sendo difundido entre todas as regiões do país. Exemplo desse crescimento foram as ações desenvolvidas junto a Emater-MG e a Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, realizadas no mês de maio e junho deste ano. Essas parcerias possibilitaram a ampliação de cinco vagas, de 25 para 30, do número de touros em teste, atendendo a demanda, pois aumentou o número de fazendas colaboradoras pelo Brasil.

Foto: ZznPeres.com

“Com o PNMGL estou 5 ou 6 anos na frente,... do contrário eu teria que esperar os resultados e pagar muito mais para adquirir essa genética” afirma Alfredo sobre as vantagens do PNGML e sua contribuição para o plantel.

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Leite Afora

Foto: ZznPeres.com

Regelada TE da Cal Grande Campeã do Torneio Leiteiro da raça Gir Leiteiro.

Gir Leiteiro:

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XPO


A raça marcou a exposição com grandes resultados e novidades.

O

s números do Gir Leiteiro na Expozebu 2009 foram mais que números, mas a concretização de um ideal comum. Com 722 animais, a raça figurou como a segunda em maior número de inscrições, além do faturamento de mais de R$ 12 milhões. Inédito para a raça, o Gir Leiteiro foi um dos grandes expoentes da maior exposição da raça zebuína no mundo. Realizado de 28 de abril a 10 de maio, em Uberaba, MG, o evento recebeu mais de 355 mil pessoas, abrigou 10 leilões da raça, 2 shoppings, além da participação em pista e torneio leiteiro. A Expozebu também foi ponto de encontro entre criadores e a ABCGIL, para discussão e apresentação de importantes eventos e acontecimentos da raça.

O grande destaque da

ZEBU

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Leite Afora

Gir Leiteiro na Expozebu

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Lançamento do Sumário e novas parcerias do PNMGL

N

o dia 05 de maio, a ABCGIL e a Embrapa Gado de Leite lançaram o resultado do Teste de Progênie, com a distribuição do Sumário Brasileiro de Touros de 2009 e a divulgação dos resultados do 17º Grupo de Touros. Este ano, Vaidoso da Silvania, com o PTA de 644 kg, tornouse líder absoluto. Um número inédito para a raça. Durante o acontecimento, também foram divulgadas as mais novas parceiras do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL) com a Fazu e a Embrapa dos Estados do Acre e Rondônia, ampliando a área de atuação do programa. A ocasião também formalizou a entrega das chaves da nova frota de carros para o PNMGL pelo secretário do Ministério de Ciência e Tecnologia Joe Carlo Viana Valle, financiada através do projeto de inclusão social.

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A Cartilha de Avaliação Genética ficação veio para aprimorar ainda mais esse trabalho”, afirmou.

“O CQG permite a identificação do valor genético do rebanho, qualifica, valoriza as matrizes de boa produção e tipo leiteiro, independente do valor absoluto de sua lactação, direciona o acasalamento e ainda agrega valor comercial ao rebanho”, ressaltou Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL. Já no dia 06, aconteceu a Assembléia Geral Ordinária. O lançamento da cartilha de Avaliação Genética e de Conformação de Rebanhos Gir Leiteiro foi o principal assunto abordado. A cartilha responde as mais diversas questões sobre melhoramento, valor genético, endogamia, classificação para tipo e, ainda, apresenta a nova certificação de qualificação genética para a raça. Esta última foi desenvolvida recentemente pela equipe da ABCGIL e da Embrapa com o intuito de unir e balancear as questões de produção e conformação do animal através de seu Valor Genético. Segundo o diretor técnico da ABCGIL, Aníbal Eugênio Vercesi Filho, “é necessário sermos mais criteriosos com o Programa de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro e essa certi-

O Certificado de Qualificação Genética, CQG, é um documento emitido pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite e tem como finalidade identificar dentro do rebanho da própria fazenda animais geneticamente superiores e morfologicamente desejáveis para produção de leite. A partir desse material o criador tem como identificar uma matriz com valor genético e tipo definidos, sendo qualificada dentro do modelo desejado do Gir Leiteiro. No Certificado de Qualificação Genética são avaliadas características produtivas, reprodutivas, endogâmicas e de tipo, bem como todos os dados de genealogia.


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Surpresa nas pistas e no Torneio Leiteiro

Outro animal de destaque no Torneio Leiteiro foi Gemada da Genipapo. A Grande Campeã da raça em pista ficou entre as cinco melhores no concurso, com a marca de 40,06 kg de leite. Então pertencente a Paulo Roberto Andrade Cunha, a fêmea foi arrematada no Leilão Confiança

rio afirma: “Sansão é único, assim como Gigante, que chega com grande potencial para ser mais um touro melhorador da raça e figurar entre os grandes destaques do Gir Leiteiro”.

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4

Proprietário de C.A. Sansão faz Grande Campeão da raça

Joaquim José da Costa Noronha, mais conhecido como Kinkão, da tradicional marca Campo Alegre, fez o Grande Campeão da raça Gir Leiteiro. O touro de central, C.A. Gigante, já trazia em seu currículo o título de Grande Campeão da Megaleite em 2008, quando foi contratado pela CRV Lagoa. Quando comparado a C.A. Sansão, atual líder do Sumário ABCZ/ Unesp há quatro anos e presente na liderança por dois anos no Sumário da ABCGIL/ Embrapa, o proprietá-

Jaguar TE da Gavião é o animal mais valorizado do Gir Leiteiro mundial Valorizado em R$1.320.000,00, o touro foi adquirido 50 % pelo mais novo investidor na raça. Eduardo da Costa, de Visconde do Rio Branco – Zona da Mata Mineira. Assessorado por Rafael Veloso, da G Leite Assessoria, o jovem criador começou seu rebanho de Gir Leiteiro pela prateleira de cima. “Acredito que essa valorização é fruto de um reconhecimento que a pecuária leiteira nacional presta aos grandes selecionadores da raça Gir Leiteiro” afirma Rafael Veloso. Jaguar, filho de S.C. Uaçaí e Umidade Cal, é vice-líder do ranking ABCGIL/ Embrapa, com 167 reprodutores avaliados e PTA de 474,7 kg de leite. O lote foi ofertado por Carlos Roberto Caldeira Brant, da Fazenda Gavião em São Pedro do Suaçui, MG, durante o 1º Leilão Confiança Gir Leiteiro, realizado no dia 07 de maio.

Foto: Divulgação

Aos 6 anos e 6 meses, com 47,25 kg de leite, Regelada TE da Cal (Ver foto no início da matéria), conquistou o prêmio de Grande Campeã do Torneio Leiteiro da raça Gir Leiteiro. Regelada possui lactação de 4.800 kg de leite e é filha de Caju de Brasília na Heresia Abidé Cal, que venceu por duas vezes o Concurso Leiteiro da Expozebu. A fêmea, do criador Gabriel Donato de Andrade, pertence a sua filha, a expositora Marília Furtado de Andrade, ambos da Fazenda Calciolândia, em Arcos, MG. “Sempre nos preparamos para vencer todas as disputas. Para isso, nos planejamos com um ano de antecedência, mas, a cada ano, o concurso fica ainda mais disputado com vários animais de produção acima dos 40 kg de leite. Os resultados da 75ª Expozebu para a Calciolândia superaram nossas expectativas”, afirma Marília. Segundo a criadora, a Calciolândia não só fez a Grande Campeã como também a 2ª, 3ª e a 4ª, que são animais fechados na genética do criatório e foram comercializados através de prenhezes nos leilões virtuais.

Foto: Divulgação

O Concurso Leiteiro

do Gir Leiteiro, realizado durante a exposição no dia 07 de maio, pelo condomínio formado por Luis Evandro Aguiar, Adonias Souza Santos e Leandro Aguiar.

Foto: ZznPeres.com

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Capa

BOOM do

Gir Leiteiro

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Com uma população estimada entre 22.000 e 25.000 mil animais, dos quais 12.000 a 15.000 são vacas, a expansão do Gir Leiteiro, chamada por alguns criadores de "o grande boom da raça", tem as melhores expectativas para os próximos anos segundo a ABCGIL.

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F

Expozebu e a Megaleite tiveram exoram fatores determinancelente repercussão nas mídias. Bates para a ascensão da raça, teram recorde de inscrições tanto nas principalmente, a difusão do pistas como nos torneios. Animais Programa muito mais proNacional dutivos e de alto de Melhoramenvalor genético to do Gir LeiteiRecorde de inscrições nas pisforam observaro, PNMGL, que tas e nos torneios. dos nos julgadesde 1985 avalia mentos. touros por todo A comerterritório nacioAnimais muito mais produtivos cialização de nal, a participae de alto valor genético sêmen foi oução em feiras e tro importante exposições, a vaRaça com a segunda maior mostrador deslorização dos anicomercialização de sêmen do se crescimento. mais em leilões e Segundo dados Brasil o visível aumento divulgados pelo do número de asrelatório da ASsociados da BIA, Associação Brasileira de InseABCGIL. minação Artificial, referente ao ano Neste ano, eventos como a de 2008, foram negociadas 805.152 doses de sêmen, representando um crescimento de 20,59% em relação ao ano de 2007. Entre as raças de leite foi a que teve o maior

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desenvolvimento verificado. Nesse mesmo relatório, também pode ser observada, a continuidade na liderança do Gir Leteiro referente ao aumento da venda de sêmen entre as raças leiteiras nacionais e o segundo lugar no total geral comercializado no Brasil. “Esse resultado é fruto de um apurado trabalho de seleção, da eficiência produtiva e reprodutiva da raça, além do interesse da indústria por um leite com percentual maior de sólidos, que é obtido com o Gir Leiteiro”, afirma o presidente Silvio Queiroz Pinheiro, da ABCGIL.

Novos criadores

Atualmente, são mais de 280 associados da ABCGIL. O número cresceu exponencialmente se comparado aos anos anteriores, que estavam entre 150. Também é expressivo o número de fazendas colaboradoras e o plano de expansão e captação trabalhado pela ABCGIL por todo o território nacional. São mais de 400 propriedades que participam do PNMGL, contribuindo para o crescimento e melhoramento genético da raça, o que também propicia a inclusão do número de touros para o teste de progênie e, consequentemente, o número do rebanho de Gir Leiteiro nacional. Um desses novos investidores é Leandro Fortunato. Já criador da raça Guzerá, incentivado por amigos o pecuarista foi conhecer o Gir Leiteiro. “Fiquei muito impressionado com todas as características que a raça unia e decidi iniciar o meu rebanho. Hoje, a raça Gir Leiteiro, sem sombra de dúvida, está me proporcionando lucro. Posso garantir”, afirma o pecuarista que reconhece a fase positiva da raça, recomendando o investimento com sabedoria e não apenas por impulsividade.


O mercado de leilões

Os leilões são indicados como um dos grandes termômetros do mercado. Exemplo disso é o faturamento destes eventos. De acordo com os dados do Anuário DBO, em 2006, 765 lotes colocados à venda movimentaram um valor de R$ 9,1 milhões. Em 2007, foram 1.758 lotes e R$ 15,9

milhões. Já no ano seguinte, um número bem maior: R$ 32,7 milhões para 2.163 lotes. E neste ano de 2009, até o mês de julho, já foram realizados 58 leilões da raça com 1.829 lotes comercializados e um faturamento de R$ 36,8 milhões. Para Felipe Picciani, um dos promotores do leilão que atingiu os maio-

recorde em animais comercializados e faturamento 2006 765 lotes R$ 9,1 milhões

2007 1.758 lotes R$ 15,9 milhões

2008 2009* 2.163 lotes 1.829 lotes R$ 32,7 milhões R$ 36,8 milhões

*Até julho de 2009.

res lances para a raça, o Gir das Américas, um dos principais fatores para esse crescimento do Gir Leiteiro é a grande necessidade do mercado em buscar proteína do leite a baixo custo. Sobre a grande valorização que vem alcançando preços recordes na raça, Picciani acrescenta, “À medida que criadores colocam à venda grandes animais e o mercado reconhece financeiramente esses produtos, os pecuaristas passam a ter mais coragem de disponibilizar melhores animais, contribuindo para esse crescimento”. Além disso, a raça Gir Leiteiro, dentre as raças leiteiras, é a que vem obtendo as melhores médias. Conforme dados do Anuário DBO, em 2008 o Gir Leiteiro já havia se consagrado a melhor média em leilões de gado leiteiro com R$ 15.126,00, seguido da raça Gir com R$ 13.345,00 e só depois o Simental Leiteiro com R$ 10.496,00.

A MAIOR MÉDIA EM LEILÕES DE GADO LEITEIRO Simental

Gir

Média de

Média de

R$ 10.496,00

R$ 13.345,00

Gir Leiteiro Média de

R$ 15.126,00

Fonte: Anuário DBO

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Sustentabilidade da raça

Foto: ZznPeres.com

“Não é marketing. O Gir Leiteiro é resultado”, assim define Eduardo Falcão de Carvalho, da Estância Silvania, criatório tradicional da raça desde 1946, sobre o Gir Leiteiro e sua produtividade, ou seja, a capacidade de se manter no mercado. Isso, por toda a atenção que tem sido voltada a esse crescimento. Para o pecuarista, a afirmação acima resume essa sustentabilidade. “O mercado que foi criado para a raça vem sustentado por valores técnicos, baseado no PNMGL e no sistema de lactação de fêmeas, oferecendo uma condição de crescimento para qualquer investidor nessa genética”. Segundo ele, esses são os motivos pelos quais o mercado permanecerá aquecido. Já a comercialização internacional também é outro motivo sustentável apontado. “Com o aquecimento global, o Gir Leiteiro é o que melhor se adapta ao calor. Por isso, as faixas tropical e subtropical já se conscientizaram do que a raça pode oferecer”, finaliza.

Gir Leiteiro NOS ESTADOS

As Vantagens do Gir Leiteiro Capacidade produtiva associada à rusticidade destacam o Gir Leiteiro como alternativa inteligente para o produtor de leite. O mercado exige qualidade a preços baixos. Por ser mais rústico, o Gir Leiteiro apresenta menores infestações de ecto e endoparasitas e menores incidências de doenças do que raças de clima temperado. Isto acaba determinando um menor uso de carrapaticidas, vermífugos e antibióticos, proporcionando um produto final (o leite), livre de resíduos; portanto mais saudável. Fonte: ABCGIL

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Entrevista II O Melhoramento Genético na Pecuária de Leite Kepler Euclides Filho é um

Foto: Divulgação

dos maiores pesquisadores sobre melhoramento genético animal do país. Nesta entrevista, o diretor da Embrapa fala sobre a instituição e o seu papel no Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, o PNMGL, e sua contribuição para a pecuária leiteira.

|||| Revista Gir Leiteiro: O PNMGL é o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro da ABCGIL e da Embrapa. Fale da importância desse programa. Por que apoiar o PNMGL? Kepler: É missão da Embrapa viabilizar soluções por meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite em benefício da sociedade brasileira. O PNMGL está inserido neste contexto. Portanto, é inquestionável a sua importância. Trata-se de trabalho que tem contribuído de forma objetiva para a evolução do Gir Leiteiro no mundo tropical, possibilitado reduzir a dependência do Brasil de genética importada e tem gerado divisas para o país, exportando sêmen, embriões e animais para diversos países. Os resultados do programa contribuem para o aumento da renda dos produtores. Portanto, tratase de programa que, além de impor58

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tante, deve ser apoiado pela Embrapa para garantia de sua sustentabilidade e respaldo técnico. |||| GL: Qual o papel desempenhado pela Embrapa no PNMGL? K: A Embrapa tem desempenhado papel destacado na organização, execução e divulgação do PNMGL. Desde seu início, a empresa procurou dar sua contribuição de forma irrestrita ao programa, apoiando-o tecnicamente e financeiramente, bem como contribuindo muito na captação de recursos financeiros para sua execução. Além disso, tem tido papel ativo na produção de materiais de divulgação, na apresentação de palestras, no estabelecimento de parcerias e, especialmente, realizando estudos com vistas a manter contínua atualização dos procedimentos de melhoramento, imprescindíveis ao sucesso do programa.

|||| GL: Muitas adaptações foram realizadas ao longo do programa para melhor resultado. Existe alguma avaliação ou característica que passou a ser avaliada/estudada que apresentou grande diferença nos resultados e foi importante para o progresso do melhoramento do PNMGL? K: Além da competência da equipe, destaco as inovações que sempre fizeram parte da rotina do programa. O programa teve seu início baseado na avaliação dos dados de produção de leite e teor de gordura do leite. Em seguida, incluiu-se a avaliação linear dos animais, visando à obtenção de animais com alta produção, mas também com boa conformação. Posteriormente, foram incluídas outras características ligadas à composição do leite (proteína, lactose e sólidos totais). Neste mesmo período, procedimentos mais precisos para a avaliação genética, tal como a metodologia dos modelos mistos com modelo animal, foram incorporados. Seguindo essa evolução iniciou-se a extração DNA dos animais, visando associar a genética molecular à genética quantitativa, o que possibilitou realizar a seleção assistida por marcadores moleculares, além de outros procedimentos emergentes. É importante enfatizar que desde a publicação dos primeiros resultados da avaliação, observam-se ganhos genéticos crescentes ao longo dos anos para as principais características de importância econômica no Gir Leiteiro. Queria destacar dois pontos fundamentais que contribuíram para o sucesso do PNMGL. O primeiro é que ele surgiu de uma demanda dos criadores de quem sempre teve o apoio; e com isso, novos criadores passaram a apoiá-lo. O segundo é a aceitação dos resultados alcançados pelo mercado.


|||| GL: Em sua opinião, dentre os programas de melhoramento existentes, qual deles mais se aproxima do ideal? K: Todos os programas apresentam qualidades e defeitos. Acho que o PNMGL apresenta mais qualidades do que defeitos e vejo que a equipe envolvida está e permanecerá a procura de inovações e correções de rumos, sempre procurando aperfeiçoálo. Este é o aspecto mais importante. |||| GL: Quais são as diferenças e pontos em comum dos programas realizados aqui no Brasil e no exterior? K: Metodologicamente não há grandes diferenças entre os programas executados nos diferentes países. Talvez, a grande diferença a ser destacada, especialmente em gado de leite, reside na sua forma de execução. Nos países desenvolvidos os programas de teste de progênie são executados em cooperativas de centrais de coleta e comercialização de sêmen que adquirem os animais e realizam o teste, seguindo as recomendações técnicas. A iniciativa privada tem maior participação na sua execução. A iniciativa pública participa mais na fase de avaliação genética, para dar respaldo técnico aos resultados. No Brasil, os programas são executados via Associação de Criadores, sendo os reprodutores avaliados de propriedade dos associados, e com cada um pagando as taxas para inclusão dos touros em prova. Consequentemente, ao final do processo de avaliação dos animais, temos criadores que lucram mais com o processo. Além disso, a participação da iniciativa pública nos programas é muito maior. Nos países desenvolvidos, os dados de controle zootécnico dos animais são providenciados pelos próprios produtores, e grande parte deles realiza anotações zootécnicas de seus animais. No Brasil, o contro-

le leiteiro é pouco frequente, principalmente nos rebanhos com animais mestiços não registrados. Neste caso, a coordenação dos programas precisa providenciar a coleta dos dados, sob pena de não terem animais suficientes para realizar o teste dos touros. Outro fator limitante é que no Brasil o uso da inseminação artificial é muito baixa, ao contrário do que ocorre nos países de pecuária leiteira desenvolvida. Este fator limita o número de touros que podem ser testados. Outro ponto que merece destaque reside no fato de que nos países desenvolvidos a seleção é baseada em índices que consideram diversas características. No Brasil, a maior ênfase é dada à produção de leite, porque a produtividade ainda é muito baixa, não havendo grandes compensações financeiras pela utilização de outras características como, por exemplo, gordura e proteína do leite.

"Melhoramento genético é como subir uma escada para o infinito. Tem começo, mas não tem fim." |||| GL: Existe um limite para o PNMGL como, por exemplo, quando o animal ideal for encontrado, ou é um projeto eterno? K: Melhoramento genético é como subir uma escada para o infinito. Tem começo, mas não tem fim. |||| GL: Um pecuarista fez a seguinte afirmação: o animal ideal que se busca hoje, não será o mesmo de amanhã. Tal afirmação é válida? Em caso positivo, qual o impacto

para o programa? K: Acho que afirmação é válida, se considerarmos que o amanhã não é tão próximo. É natural e perfeitamente aceitável que ao longo dos anos novas características nos animais passem a ser mais ou menos valorizadas e os programas precisam levar isto em conta. Só para se ter uma idéia, no passado valorizava-se muito a vaca leiteira de grande estatura porque ela produzia mais leite. Hoje, procura-se mais eficiência econômica no processo. Neste caso, a vaca de tamanho médio pode ser favorecida. No passado se valorizavam pouco as características de úbere dos animais e importava mais a quantidade de leite produzida. Hoje, há grande valorização de animal com boa conformação de úbere. Portanto, essas mudanças fazem parte do processo e são perfeitamente aceitáveis. Importante enfatizar que os programas precisam sempre se antecipar a essas mudanças, procurando considerar as novas tendências. Lembramos, também, que a função do programa é oferecer ao criador ferramentas para auxiliá-lo no processo de melhoramento. Essa é a razão pela inclusão contínua de novas características. |||| GL: Até que ponto o melhoramento genético é válido e pode melhorar a produção de leite do animal, visto que boa parte de seu resultado é proveniente da alimentação e manejo? K: O que o animal produz é função da genética e das condições de ambiente que lhe são propiciadas. A alimentação é um componente importante, e muito importante, mas sem a capacidade genética a resposta a uma alimentação melhorada é prejudicada. Portanto, para a eficiência econômica do processo de melhoramento, genética e manejo têm que caminhar juntos.

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|||| GL: O melhoramento dá mais resultados para a pecuária de corte do que a pecuária leiteira? K: Dois importantes parâmetros para medir o ganho genético são a herdabilidade da característica e o intervalo de geração. Em gado de corte, considerando-se o ganho de peso, que tem herdabilidade muito mais alta do que aquela para a produção de leite e o intervalo de geração menor, tem-se tendência mais favorável para o ganho genético por intervalo de geração. Além disso, em gado de corte as medidas de ganho de peso são realizadas diretamente no animal, pois são expressas em ambos os sexos, o que não ocorre em gado de leite, quando a seleção é para produção de leite. Portanto, os resultados para a pecuária de corte, considerando-se características como ganho de peso, são mais favoráveis. No entanto, pelas dificuldades, especialmente porque a principal característica que é a produção de leite não se expressa nos machos, justifica-se os testes de progênie, ou avaliação do touro por meio do desempenho das filhas que constitui trabalho caro e oneroso, mas que traz uma grande valorização e impacto para os produtos provados. |||| GL: O que você acha do melhoramento feito pelo próprio pecuarista (descarte de animais negativos e decisão própria sobre o acasalamento)? O conhecimento empírico é válido? K: O melhoramento genético deve ser realizado pelo criador, que prioriza as características que ele considera mais relevantes. Ele pode fazêlo por si, usando informações fartas na literatura ou pode, também, contar com auxílio técnico. Empirismos não devem ter espaço no processo de melhoramento na atual conjuntura, já que existem inúmeras ferramentas que podem ser facilmente utilizadas 60

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pelos criadores, promovendo ganhos genéticos significativos em seus rebanhos. |||| GL: Até que ponto a PTA de um touro, resultado do teste de progênie, é confiável? K: O grau de confiança na PTA de um touro é medido por um parâmetro chamado confiabilidade, que está presente também nos catálogos. A confiabilidade da prova do touro é tão importante quanto a própria PTA e deve ser encarada como uma medida de risco (ou de utilização) de um touro. Em minha opinião, em gado de leite não existe método mais eficiente que o teste de progênie para se avaliar um touro. Além disso, o teste de progênie é onde se consegue mais filhas de touros, distribuídas em diferentes rebanhos ou ambientes, obtendo-se maiores confiabilidades da prova. |||| GL: Em sua opinião, o Gir Leiteiro é uma raça melhoradora para rebanhos da raça Girolando, efetivamente? K: Falava-se que a raça Gir contribuía nos cruzamentos apenas com resistência e rusticidade. Com o melhoramento genético praticado ao longo dos anos, houve incorporação de variância genética aditiva na produção de leite na raça Gir Leiteiro, que é repassada para as gerações futuras no cruzamento. Deste modo, animais Gir Leiteiro selecionados podem ser melhoradores na ação do Girolando. |||| GL: O que muda para o programa após o genoma bovino? Qual será a sua principal contribuição? K: Durante os estudos do genoma bovino foi disponibilizada uma nova ferramenta que possibilita o uso da chamada seleção genômica. Essa metodologia pode ser bastante útil na seleção de características de baixa herdabilidade, tais como as caracte-

rísticas reprodutivas, aquelas expressas em um só sexo, como produção de leite, ou aquelas que são expressas mais tardiamente na vida do animal. Por meio da seleção genômica, é possível selecionar reprodutores precocemente e com confiabilidades próximas a 70%. |||| GL: Com o genoma bovino e a diversidade de características avaliadas com os marcadores moleculares, em quanto de tempo pode-se dizer que os programas de melhoramento avançarão? K: A evolução no processo de melhoramento deve ser e tem sido contínua. As diferentes metodologias e tecnologias, tais como a seleção genômica, são usadas com o propósito de refinar ou de melhorar sucessivamente a precisão nas avaliações genéticas. Assim, cada nova tecnologia é incorporada com o propósito de se somar ao processo de melhoramento já existente, mantendo avanços genéticos contínuos ao longo das gerações. É importante lembrar que as diferentes ferramentas ou metodologias usadas no melhoramento genético contribuem com uma parte do processo de melhoramento. Nada substitui uma correta identificação e coleta de dados fenotípicos dos animais. |||| GL: Como o senhor vê o melhoramento genético no futuro? K: Acredito que, no futuro, novas ferramentas de melhoramento passarão a ser utilizadas, a quantidade de informações na tomada de decisão será cada vez maior e o uso de dados da genética molecular será crescente. Portanto, haverá ampliação na utilização de métodos mais sofisticados, necessitando-se para isto da utilização de recursos computacionais com maior capacidade de armazenamento e, principalmente, de processamento.


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Leite Sustentรกvel

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Leite orgânico

da Fazenda Malunga

Conheça a história do estudante de Ciências Agrárias que, após se intoxicar com defensivos agrícolas, se tornou o maior produtor de orgânicos do Brasil.

Foto: ZznPeres.com

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paixão pelo agronegócio surgiu quando Joe Carlo Viana Valle, proprietário da Fazenda Malunga e Secretário Geral do Ministério de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, ainda era criança, durrante as reuniões que seu pai, extensionista do Banco do Brasil, realizava com os produtores rurais da região. “Tem criança que quer ser astronauta, outras engenheiro ou médico, eu sempre quis ser produtor rural”, conta. Hoje, aos 44 anos, Valle, engenheiro florestal formado pela Universidade Nacional de Brasília, é exemplo para muitos. Após inúmeras tentativas sem sucesso, se transformou no maior produtor de orgânicos do país. Tudo começou quando, ainda na faculdade, o estudante se intoxicou pulverizando defensivos agrícolas nas hortaliças da propriedade de seu pai, onde tinha o seu laboratório. A partir daí, Joe procurou outras formas de agricultura, sem o uso de venenos. Conheceu na faculdade um grupo que defendia a agricultura alternativa, um sistema que respeitava as pessoas, o alimento. “Era um excelente processo, mas precisava saber se ele era rentável. Aproveitei minhas férias e viajei todo o país para estudar casos de experiências bem sucedidas”. Em uma das viagens, em Atibaia, SP, Valle conheceu uma pequena e organizada propriedade orgânica com produção de ovos e verduras de um dos pioneiros em orgânicos no país. “Foi amor à primeira vista”, brinca. Sr. Suzuki, um ex-agrônomo da Basf no Japão, ofereceu estágio para o grupo de Joe e lá, durante uma semana, eles conheceram uma produção orgânica economicamente viável.

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“O Gir Leiteiro foi a única raça que se adaptou ao sistema orgânico, com pastoreio e homeopatia”, conta Joe.

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De volta para Brasília, na já existente Fazenda Malunga, Valle montou a sua primeira horta e comercializou seus produtos na feira da universidade. Na época, adquiriu algumas cabeças de gado para integrar ao seu sistema produtivo, aproveitando apenas o esterco. “As vacas pariram e começaram a dar leite, do leite, o queijo. E começamos a vender os nossos produtos na feira”, disse. Era o início de uma grande produção. E ele sabia disto. Liquidou o seu plantel de holandês, raça que, segundo ele, trazia muitos problemas de mastite e carrapatos. O ano era de 1997 e uma outra paixão começava. A de Joe com o Gir Leiteiro. Nesta data, comprou três animais da raça e, finalmente, encontrou o que procurava. A produção de leite era muito maior do que eles conseguiam consumir e os queijos fabricados, por mais que aumentassem a produção, não conseguiam suprir a demanda dos clientes da feira. “O Gir Leiteiro foi a única raça que se adaptou ao sistema orgânico, com pastoreio e homeopatia”. Hoje, a Fazenda Malunga possui 120 vacas Gir Leitei-


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do rebanho, as instalações e o manejo, a escolha de animais, a sanidade e até o processamento e empacotamento do leite. Todos os produtos orgânicos passam por uma rigorosa vistoria realizada por certificadoras habilitadas, fornecendo ao consumidor um produto isento de contaminação química e garantindo o resultado de uma agricultura capaz de assegurar qualidade do ambiente natural, propriedades nutricional e biológica de alimentos e

“Precisamos conscientizar as pessoas de que o agrotóxico faz muito mal à saúde. Para cada caso relatado de intoxicação, temos cinco não referidos, isso é uma questão de saúde pública. Saí do privado e fui para o coletivo para defender isto”, diz Valle qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades. A fiscalização consiste em reunir informações, checar documentos de compra de insumos, venda de produ-

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ro PO, com produção média de 500 a 600 litros de leite orgânico por dia e meta para que daqui cinco anos esta produção seja de 5.000 litros. “Todas as minhas vacas produzem de 3.000 a 4.000 kg de leite em 305 dias de lactação e um bezerro por ano. Este é o animal economicamente viável. Buscamos um animal equilibrado e o Gir Leiteiro é esta raça”, declarou. Segundo estudo realizado por pesquisadores ingleses, o leite produzido em fazendas orgânicas por vacas que pastam naturalmente e têm uma dieta à base de feno é mais rico em antioxidantes, vitaminas, carotenóides e ácidos gordurosos que fazem bem à saúde, como o ômega 3 e o ácido linoleico. Essas substâncias ajudam no combate ao câncer e aos problemas cardíacos. A pesquisa indica que os níveis desses nutrientes são 60% maiores em algumas amostras de leite orgânico. Fabricar este produto não é tão oneroso como parece. Com o Gir Leiteiro, que é uma raça que se adapta perfeitamente às condições de produção, de pastagem e de ambiente e técnicas corretas de manejo, é certa a satisfação do produtor. No entanto, apesar de constituir um subnicho do mercado que cresce em torno de 30% ao ano no país, o leite orgânico ainda é um produto raro. São produzidos cerca de 10 milhões de litros por ano do produto em relação aos mais de 27 bilhões de litros de leite convencional no Brasil. Para implantar um sistema orgânico de produção, somente a troca de insumos químicos por insumos orgânicos, biológicos e ecológicos não é o suficiente. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabelece uma série de procedimentos para que o leite de uma propriedade seja considerado orgânico. Esses procedimentos regulamentam a alimentação

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tos, operações de campo e o sistema de condução orgânica. Também são avaliadas instalações, sacarias e embalagens, além da situação geral social e empregatícia de funcionários, favorecendo a questão social. De acordo com dados do Organics Brasil, a produção nacional de orgânicos, a maior do mundo, movimenta anualmente US$ 300 milhões, envolvendo 14 mil famílias de produtores agrícolas. Deste total, 70% correspondem a vendas externas. Dentre os principais produtos destacam-se algodão, arroz, soja, milho, trigo, tapioca, café, cacau e cana de açúcar; frutas (goiaba, papaya, manga, maracujá, banana, uva, morango, cítricos); e produtos do extrativismo (pupunha, castanha do pará, nozes, açaí, babaçu e palmito). Todo o sistema de produção rea-

FAZENDA MALUNGA. Todo o sistema de produção realizado em seus 129 hectares é sustentável.

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lizado nos 129 hectares da Fazenda Malunga é sustentável. Os animais são alimentados com a sobra das hortaliças e o esterco é usado na adubação, minimizando o impacto da ação produtiva sobre o meio ambiente. É um modelo economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto, que se fundamenta no emprego de tecnologias limpas e sustentáveis, estabelecendo parcerias com a natureza. São 150 toneladas de alimentos por mês que abastecem os mercados de Goiânia e Brasília. Segundo Joe, há uma entrada muito grande de consumidores e os produtores não conseguem suprir esta demanda. “A perspectiva para este mercado é maravilhosa. O mundo será orgânico. Não tem saída. As grandes redes de supermercado têm

gôndolas de orgânicos, com crescimento de 40% ao ano”. “Precisamos conscientizar as pessoas de que o agrotóxico faz muito mal à saúde. Para cada caso relatado de intoxicação, temos cinco não referidos, isso é uma questão de saúde pública. Saí do privado e fui para o coletivo para defender isto” diz Valle que, desde maio de 2007, integra o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Quanto ao diferencial dos preços dos produtos, Valle foi categórico. “O produtor orgânico assume uma série de responsabilidades que o convencional não tem. Responsabilidade com o meio ambiente, com as pessoas, com custos ambientais. Isto não está na etiqueta, mas está no bolso. Por isso não é um preço caro, é um preço justo”.


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Hora da Saúde

Causas e prevenção de

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aborto nas fêmeas bovinas

Beatriz Cordenonsi Lopes

médica veterinária, gerente executiva do polo de excelência em genética bovina (ABCZ/SECTES) e professora do curso de Zootecnia da Fazu.

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bortos sempre representam prejuízos ao sistema de produção, impedindo a produção de leite e de bezerros, aumentando o intervalo de partos e comprometendo a eficiência produtiva dos rebanhos. Segundo a médica veterinária, gerente executiva do polo de excelência em genética bovina (ABCZ/SECTES) e professora do curso de Zootecnia da Fazu, Beatriz Cordenonsi Lopes, vários são os fatores que podem ocasionar o aborto nas fêmeas bovinas.

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Dentre os mais comuns, estão os fatores ambientais, normalmente associados à perdas embrionárias precoces, à ingestão de plantas tóxicas, deficiências de vitaminas e minerais e causas infecciosas. "No caso de abortos por ingestão de plantas tóxicas, destacam-se o Tamboril da Mata, o Timbó, o Cipópreto, o Cipó-ferro, o Barbatimão do Piauí ou do Nordeste e o Barbatimão", informa a professora. Motivos infecciosos também são causas frequentes do problema e são apresentados em qualquer estágio da

Profissionais mostram como identificar as causas de aborto nos animais e as medidas de prevenção para este problema que afeta, cada vez mais, a produção nos rebanhos

gestação. Dentre eles, estão a brucelose, leptospirose, diarréia bovina a vírus (BVD), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), campilobacteriose, tricomonose e neosporose. A brucelose e a leptospirose, explica Beatriz, são doenças causadas por bactérias e constituem-se importantes zoonoses. A presença da doença nos animais representa riscos para a saúde humana, sobretudo para aqueles que convivem com o rebanho e os acostumados a ingerir leite cru e seus derivados, como, por exemplo, o queijo frescal. No homem, a brucelose poderá causar a esterilidade através da inflamação no testículo e do aborto nas mulheres contaminadas durante a gestação, além de outros sinais como artrite, bursite, dores de cabeça e febre.


Os abortos na brucelose ocorrem, principalmente, quando se introduz animais não vacinados em rebanhos contaminados ou animal contaminado em rebanhos sadios. De acordo com a professora, as fêmeas não vacinadas costumam abortar somente uma vez (65 a 70% abortam na primeira gestação e de 15 a 20% na segunda), porém constituem-se foco de contaminação para o rebanho. Já a leptospirose ataca todo o organismo do animal, manifestando-se por febre alta, perda repentina na produção de leite e eliminação de urina escura. A contaminação do ambiente se dá, principalmente, pela urina de bovinos infectados, visto que as leptospiras podem sobreviver de meses a anos protegidas nos rins se o tratamento adequado não for efetuado. A BVD e a IBR são causadas por vírus e, apesar de estarem associadas a doenças do sistema digestivo e respiratório, respectivamente, podem causar problemas reprodutivos nos rebanhos, incluindo o aborto. Fêmeas infectadas pelo vírus da BVD, antes ou após a cobertura, podem manifestar perdas embrionárias com repetição de cio, morte fetal, abortos, fetos mumificados ou malformados ou o nascimento de crias fracas que podem morrer nas primeiras semanas de vida. A manutenção da doença nos rebanhos está associada ao nascimento de bezerros imunotolerantes persistentemente infectados, cujas mães foram infectadas quando estavam entre o 40º e 120º dia de gestação. Estes bezerros não irão apresentar a doença, no entanto possuirão o vírus, constituindo fonte de infecção para o rebanho. “Identificar estes bezerros no rebanho e eliminálos é de extrema importância para o controle e erradicação da doença”, declara. A neosporose tem sido frequente-

mente associada a falhas reprodutivas em vários rebanhos bovinos leiteiros. Causada por um protozoário denominado neospora caninum que é transmitido via transplacentária, tem proporcionado a infecção do gado por várias gerações. A tricomonose (protozoário) e a campilobacteriose (bactéria) são doenças sexualmente transmitidas. Na tricomonose, o aborto pode ocorrer até o quarto mês de gestação, no entanto, a repetição de cios a intervalos irregulares, decorrente da reabsorção embrionária precoce, costuma ser o sinal mais frequente nos rebanhos contaminados. Na campilobacteriose, os abortos podem ocorrer entre o 4º e o 7º mês de gestação e os sinais apresentados assemelham-se ao da tricomonose. Os machos contaminados representam o perigo potencial para as fêmeas, tanto na tricomonose quanto na campilobacteriose. Para evitar o problema, explica a professora, medidas profiláticas são essenciais para manter os rebanhos livres de doenças. “Higienizar as instalações, promover a limpeza e desinfecção do local onde ocorreu o aborto, eliminar corretamente os restos do aborto, incinerando-os, fazendo compostagem ou enterrando-os em vala profunda, vacinar o rebanho contra agentes específicos - brucelose – fêmeas de 3 a 8 meses, leptospirose, BVD e IBR - e realizar a avalia-

ção sorológica dos animais são ações fundamentais para prevenir, controlar e erradicar agentes causadores de doenças abortivas”, informa. Outro fator que merece atenção é o sêmen utilizado. “A utilização da inseminação constitui-se de ferramenta para restringir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, no entanto, é necessário utilizar sêmen de centrais idôneas que selecionam reprodutores livres de doenças e executam procedimentos no sêmen que o torna livre de patógenos”, diz. Após o aborto, informa Beatriz, a fêmea deverá ser isolada do rebanho, assistida pelo médico veterinário para que seja identificada a causa do problema e realizado o tratamento específico. “Se o motivo for brucelose, deve-se efetuar a sorologia de todo o rebanho e encaminhar os animais para o abate sanitário, já que a doença é transmissível ao homem e está incluída no PNCEBT (Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, ressalta. Com todas as informações em mãos, os pecuaristas devem investigar as causas dos abortos em seus rebanhos para ter uma rapidez do diagnóstico e fortalecimento da resposta imune dos animais pela vacinação, evitando assim, maiores prejuízos para a fazenda.

Previna, controle e erradique doenças abortivas Brucelose Leptospirose BVD e IBR Neosporose Tricomonose Campilobacteriose

Higienizar as instalações Promover a limpeza e desinfecção do local do aborto Eliminar corretamente os restos do aborto, incinerando-os, fazendo compostagem ou enterrando-os Vacinar o rebanho contra agentes específicos Realizar a avaliação sorológica dos animais

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Tecnologia no Campo A tecnologia avança. Não fique aí chupando dedo.

rdenha mecânica Implantação e Operação

A utilização de ordenhadeira auxilia o produtor, reduz custos e tempo. Mas, tudo isso, só se for aliado a um bom planejamento e manutenção.

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eja balde ao pé, canalizada, com transferidor de leite ou robotizada, a função da ordenha mecânica é auxiliar o produtor.

Mas é na hora da escolha da ordenha que chegam as dúvidas. Qual delas utilizar? O Gir Leiteiro se adapta realmente à ordenha mecânica? Qual é a mais fácil para realizar a manutenção?

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Tecnologia no Campo Para Norberto Viégas, gerente comercial da Sulinox, “deve-se observar, principalmente, fatores como disponibilidade e custo de mão-deobra”, afirma. Já sobre a adaptação da raça, o criador de Gir Leiteiro, José Mário Miranda Abdo, da Fazenda Coqueiro, em Góias, que desde o início de 2009 trabalha com ordenha mecânica em sua propriedade afirma, “É uma realidade e os criadores têm que se atualizar.” Para o pecuarista, um dos principais fatores que o motivaram para a instalação da ordenha foi a observação feita na Expozebu, onde o Gir Leiteiro é a raça que mais cresce, mas ao mesmo tempo ainda não está utilizando tudo o que a tecnologia lhe oferece, contrário das outras raças leiteiras. José Mário também diz que se trata da ruptura de um paradigma. Para o pecuarista, a eficiência do Gir Leiteiro é totalmente compatível com a tecnologia que a ordenha proporciona, além da redução nos custos, produção controlada, melhor higienização das instalações e cuidados com o animal. “É só uma questão de adaptação”, ressalta.

IMPLANTAÇÃO

Para quem deseja investir menos, a ordenhadeira balde ao pé não requer nenhuma infra-estrutura sofisticada e normalmente é instalada no próprio galpão onde as vacas são alimentadas. Já para a instalação de uma ordenhadeira canalizada é ideal que seja construída uma sala de ordenha projetada especificamente para esse fim. Também é recomendada a construção do fosso na sala de ordenha. O fosso proporciona uma excelente ergonomia para os ordenhadores, além de facilitar o manejo na hora da ordenha, fazendo com que o tempo de preparo dos animais e o tempo de ordenha sejam reduzidos. Segundo o gerente da Sulinox, é uma lógica simples. Com essa medida, as vacas ficarão mais tempo no pasto se alimentando e, conDimensionar corretamente o equipamento na hora da aquisição, levando em consideração o tasequentemente, promanho do rebanho, a média de leite por vaca e a capacidade e intenção de aumento da produção; duzindo mais leite. O procedimento de entrega técnica do equipamento é muito importante para o produtor de leite, pois Outro ponto imé nesse momento que ele vai receber todas as informações sobre o produto adquirido. Dessa forma, o portante apontado produtor deve ficar muito atento e procurar esclarecer todas as dúvidas sobre seu correto uso; na instalação da orExecutar as manutenções preventivas recomendadas pelo fabricante; denha mecânica é a grande vantagem Manter a energia elétrica estável na propriedade; da padronização dos Usar corretamente os produtos químicos recomendados para a higienização do equipamento, usando processos, pois a mánas dosagens indicadas. Vale lembrar que essas dosagens variam de acordo com cada marca de quina vai retirar o leiproduto oferecido no mercado. Por isso, ao comprar um químico de outra marca que não esteja hate sempre da mesma bituado a usar, leia atentamente o rótulo; forma. Já a ordenha manual pode sofrer Para a correta higienização é fundamental a utilização de água de boa qualidade, ou seja, potável. variações em relação às formas com que

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icas para a escolha da ordenha mecânica e seu perfeito funcionamento:


cada ordenhador usa para extrair o leite. “O ordenhador nunca conseguirá exercer a mesma “força” de retirada com todas as vacas”, afirma. Além dessas observações, segundo o pecuarista e a empresa consultada, a ordenha mecânica que possui contato do bezerro com a fêmea no momento da ordenha através de uma portinhola, é a mais indicada. “É muito importante, também, que um mês antes do início do funcionamento do equipamento, os animais sejam habituados com o local, passando pela sala diariamente, mesmo que não seja ordenhado”, afirma José Mário. Outra ação tomada foi a de iniciar com as novilhas quando próximas ao parto. “Separo um lote e passo apenas pela contenção”, comenta. Para a propriedade que atualmente ordenha entre 50 vacas da raça Gir Leiteiro e 50 da raça Girolando e a produção de 1.500 litros por dia, a ordenhadeira linha média central foi escolhida. Com fosso, ela conta com 6 conjuntos de teteiras, bem como o sistema de balde ao pé separadamente que foi adquirido por sua portabilidade. “Futuramente, esperamos levar o sistema para os torneios leiteiros que, conforme o regulamento da ABCGIL, já contempla sua utilização”. A ordenha é feita praticamente sem contato humano, apenas com o auxílio de duas pessoas, assim como a lavagem das tubulações e do tanque de resfriamento de 4.000 litros. Além disso, cada conjunto de teteira possui marcadores digitais que computam a quantidade de leite produzido na ordenha, propiciando um controle leiteiro diário para o criador. “Agora, ficou ainda mais fácil de acompanhar o controle leiteiro e melhorar a produção”, finaliza.

OPERAÇÃO

Além das instalações adequadas, do treinamento específico para os ordenhadores e do manejo com os animais realizado de maneira correta, a higienização é essencial para a produção com qualidade e uma ordenha perfeita. Existem vários protocolos para sua realização. Veja o exemplo:

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Pré-enxágüe: Utilizar água potável com temperatura entre 30ºC a 45°C até que a mesma saia limpa;

B

Limpeza: Utilizar uma solução de detergente alcalino clorado seguindo as dosagens recomendadas pelo fabricante com temperatura de 70°C a 80ºC, durante 10 a 15 minutos;

C

Enxágüe: Utilizar água potável em temperatura ambiente até que a mesma saia limpa;

D

Limpeza ácida: Utilizar uma solução de detergente ácido seguindo as dosagens recomendadas pelo fabricante com temperatura de 50°C, durante 10 a 15 minutos;

E

Enxágue (opcional): Utilizar água potável em temperatura ambiente até que a mesma saia limpa;

F

Sanitização: Deve ser feita minutos antes do início da ordenha. Utilizar uma solução sanitizante clorada seguindo as dosagens recomendadas pelo fabricante em temperatura ambiente durante 2 a 3 minutos.

Fonte: Sulinox

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Hora da Genética

enoma bovino

O antes e o depois do mapeamento do DNA e sua contribuição para a pecuária leiteira

C

om o mapeamento do DNA, o genoma bovino foi então decifrado e, com ele, suas mais variadas aplicações. Segundo Rui Verneque, chefe adjunto de P&D da Embrapa Gado de Leite e coordenador técnico do

Programa Nacional de Melhoramento do Zebu Leiteiro, "uma delas é a descoberta de genes ligados às características de importância econômica ou identificação de reprodutores a idade mais jovem ou precocemente”, afirma. Já como vantagens, Rui cita a redução no tempo para identificação de genótipos superiores e maior confiabilidade das estimativas dos valores genéticos dos reprodutores. Também, dentre os principais benefícios que o genoma trouxe para a pecuária estão o aumento do ganho genético por geração e a redução dos custos de teste de progênie por meio da pré-seleção de touros mais jovens.

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Hora da Genética Além disso, poderão ser trabalhadas características individuais dos animais, principalmente, naquelas de baixa herdabilidade, como as reprodutivas entre outras mais complexas e de difícil avaliação como a resistência a doenças. As doenças genéticas recessivas como as DUMPS (Deficiência de Uridina Monofosfato Sintetase), BLAD (Defiência de Adesão Leucocitária Bovina e a CVM (Complexo de Mal Formação Vertebral Cervical), já são identificadas a partir dessa análise. Já sobre a precisão das informações que o genoma pode oferecer “depende grandemente da quantidade de informações disponíveis para realizar os estudos de associação. Na raça Holandesa, a precisão da seleção genômica está em torno de 80 - 90%, devido à grande quantidade de informações oriundas de controles leiteiros realizados por longos anos. No Gir Leiteiro, devido à menor disponibilidade de informações de controle leiteiro, a precisão da seleção genômica pode chegar a 30 - 40% se um grande número de animais for analisado”, ressalta Verneque. Atualmente, com a tecnologia genômica, é possível identificar o genótipo de mais de 50.000 marcadores moleculares para um animal em apenas sete minutos.

I

nformações Genéticas que podem ser avaliadas na Pecuária Leiteira (Raças Zebuínas)

Produção total de leite (kg); Produção de gordura (kg); Produção de proteína (kg); Produção de proteínas do queijo (caseínas e lactoglobulinas); Doenças recessivas (BLAD, DUMPS e CVM); Paternidade. Fonte: Merial Igenity

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Análise Genética no PNMGL

A análise genética do animal já é feita pelo PNMGL, realizado pela ABCGIL, onde é possível, por exemplo, ver se um touro possui ou não alelo favorável para a beta lacto-globulina e se poderá transferir para suas filhas a capacidade de produzir leite com maior capacidade de coagulação e teor de caseínas, significando maior rendimento em queijo. Outra questão importante é compreender a sua diferença com os testes de progênie. O genoma não substituirá os programas de melhoramento. Conforme informações da Merial, os marcadores moleculares, ou a análise do DNA, é um importante complemento às PTAs e outras ferramentas de seleção, que juntas podem resultar em maior precisão na seleção dos animais. As PTAs, como instrumento qualitativo de seleção, engloba algumas características (como conformação, cascos, pernas, úberes, etc.) que não são contempladas pelos perfis IGENITY, (marca que leva a análise realizada pela empresa). Assim, os produtores deverão continuar selecionando touros para suas vacas através das PTAs disponíveis nos diversos sumários de touros.

Perspectivas para o Genoma Bovino

Segundo o pesquisador, ainda é cedo para afirmar algo, pois o processo está em fase inicial. “Não devemos ser afoitos, mas otimistas. Depois do genoma poderemos realizar avaliações mais precoces nos indivíduos, possibilitando reduzir o intervalo de geração, aumentando o ganho genético dos animais para um dado período”. Sobre o custo da avaliação gené-

tica do animal, ainda é relativamente alto, cerca de 180 a 200 dólares por animal para a genotipagem de 50.000 marcadores moleculares. No entanto, as perspectivas são de redução no preço de genotipagem a curto prazo, com o desenvolvimento de chips de baixa densidade, com custos mais baratos. Rui também nos lembra que os estudos de associação (marcador/ fenótipo) devem ser realizados continuamente, pois a utilização da seleção genômica provocará um aumento na frequência dos alelos desejáveis a cada geração, até a fixação, onde a seleção genômica não traria mais vantagens. E finaliza, “A seleção genômica traz muitas vantagens ao processo, no entanto, as informações de produção precisam continuar sendo coletadas porque o fenótipo do animal depende da interação do genótipo com o ambiente.”

O genoma bovino pelo mundo

Os países desenvolvidos, principalmente EUA e Canadá, já incorporaram a seleção genômica ao processo de avaliação genética de bovinos leiteiros, cujos primeiros resultados foram publicados em janeiro de 2009. Outros países, como França, Itália, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, já possuem número razoável de informações genotípicas dos touros. Em breve,deverão publicar as provas genômicas dos reprodutores.


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Hora do Manejo

onforto animal

e ambiência a instalação para o rebanho é fator imprescindível para o bem-estar, saúde e produtividade dos animais... ...diz Alexandre Lúcio Bizinoto, professor e coordenador do curso de Zootecnia da Fazu.

Foto: ZznPeres.com

P

or ser o Gir Leiteiro uma raça que se adapta com facilidade ao clima tropical, quente e úmido, é comum o pecuarista não proporcionar um ambiente confortável para estes animais. No entanto, o desconforto térmico também assola as raças adaptadas ao nosso clima, como é o caso do Gir Leiteiro, e são precisos cuidados para evitar os gastos energéticos e alterações fisiológicas nos animais. Pesquisas realizadas no Brasil e no mundo demonstram que o estresse calórico provocado por altas temperaturas e umidade relativa do ar, pode causar perdas significativas na produção de leite e na redução da eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros. Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, estas perdas podem variar de 10% a 30% na produção de leite e de 20% a 50% na taxa de concepção.

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Hora do Manejo Para o professor e coordenador do Para o Gir Leiteiro, as instalações anexas deverão ser localizadas curso de Zootecnia da Fazu, Alexandre na cabeceira da sala de ordenha, facilitando a passagem dos ventos Lúcio Bizinoto, a instalação para o e a circulação do ar pelas laterais da sala de ordenha. rebanho é fator imprescindível para o bem-estar, saúde e produtividade dos com cochos para volumosos, sal micocho saleiro. “Neste caso o custo de animais. neral e água para a adequada nutrição produção é baixo, porém imobiliza A temperatura e a umidade elevados animais, potencializando a manimaior área útil/animal, o que impacta das geram um desconforto térmico festação da carga genética. negativamente a atividade devido ao que altera o comportamento alimen“Bovinos mantidos nestas condivalor da terra e gera maior passivo tar, modificando os horários de pasções terão menor descarga de hormôambiental”, esclarece Bizinoto. tejo e reduzindo a ingestão de matéOutro fator importante para criar nios do estresse e menor efeito deleria seca. Estas mudanças interferem um ambiente correto para os animais tério sobre o sistema imunológico, no metabolismo e aproveitamento é o piso. Ele deve ser calçado na sala reduzindo a nedos nutrientes de ordenha e nas mangas associadas, cessidade do uso ingeridos, imcom acabamento em cimento rústico de medicamentos plicando em PERDAS POR ESTRESSE CALÓRICO: ou emborrachado, favorecendo a hie garantindo meimpactos negienização do ambiente e a redução lhor qualidade ao gativos na prodos riscos de queda das matrizes. produto final. A dução de leite e na produção de leite associação destas Para o Gir Leiteiro, o professor na reprodução indica uma sala de ordenha com pécondições gera das fêmeas. direito mínimo de 3,10m para telhas maior produtiviPara prevena taxa de concepção. dade”, declarou cerâmicas e 4,10m para telhas metálinir o problecas e de fibrocimento. As instalações Fonte: Embrapa Gado de Leite Bizinoto. ma, informa anexas deverão ser localizadas na ca“São três os siso professor, a beceira da sala de ordenha, facilitando temas de criação principal estraa passagem dos ventos e a circulação adotados: Intensivo, Semi-intensivo e tégia é permitir ao bovino a busca por do ar pelas laterais da sala de ordenha. Extensivo”, explica. área sombreada, que poderá contar Atualmente estão disponíveis no No Intensivo, sistema que gera também com a boa disponibilidade mercado equipamentos eletrônicos maior custo ao produtor, os animais de água, facilitando as trocas térmicas bastante acessíveis à capacidade de ficam confinados em ambientes com com sua ingestão. compra dos produtores rurais para área útil pequena, recebendo a raCaso haja alteração no comportamedir a temperatura. ção total no cocho. Neste sistema, as mento dos animais, como horário de “Estes equipamentos podem ser matrizes andam pouco, acumulanpastejo e tempo de permanência à mini-estações climatológicas ou equido energia para convertê-la em leite, sombra, índices de fertilidade, propamentos portáteis que permitem mobem como evitando possíveis lesões dutividade e no nível de doença do nitorar a temperatura do ar, umidade do sistema mamário em acidentes plantel o pecuarista deve se atentar às relativa do ar e a velocidade dos venque podem ocorrer em ambientes de condições das instalações do gado. tos, os quais possibilitarão a determipastejo com as matrizes com grande As fazendas produtoras de leite nação dos índices de conforto térmivolume de úbere. necessitam de acomodações apropriaco no ambiente, proporcionando um Já no sistema Semi-intensivo, os das para as matrizes em lactação que ambiente agradável para o animal”, animais são mantidos em pastagens, devem ser acondicionadas em uma esclarece. propiciando o pastejo seletivo aos manga de espera (pré-ordenha), calCom a escolha do sistema de criaanimais, com suplementação alimençada e confortável, sombreada e com ção, o pecuarista deve colocar em tar, volumoso e concentrado, em parte bebedouro, que antecede à sala de orexercício as boas práticas de bem esdo dia. denha. tar animal, promovendo um ambienNo terceiro, o Extensivo, os aniJá as propriedades que trabalham te adequado que propicie o conforto mais são mantidos exclusivamente a com rebanho elite e participam de expara o gado, obtendo assim a sua mápasto com suplementação mineral no posições e leilões necessitam de baias xima produtividade.

10% a 30% 20% a 50%

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Galeria Galeria DE DEFOTOS FOTOS

Leonídio Machado,

Camila Almeida, Eduardo Falcão,

da Fazenda Mutum.

Kinkão e Marta.

José de Castro, Kinkão, Geraldo Marques e Ângelo.

Duarte Vilela, Silvio Queiroz Pinheiro e Carlos Henrique Cavalari Machado.

Marcelo Palmério, João Machado Prata Júnior e Norival Bonamichi.

Márcio Palma Leal, Volmer Cerqueira e Marcus Moraes.

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Renato da Cunha com sua

Dalila Galdeano Lopes,

esposa Ilza Helena.

Adir do Carmo Leonel e Wander Azevedo.

Antônio Paulo Abate As Mulheres do Gir Leiteiro.

com seu filho Júnior.


Milton de Almeida Magalhães Júnior, Joaquim Lima, Milton

Marco Aurélio Grilo e Rafael Veloso.

DE FOTOS

de Almeida Magalhães Neto e Vicente Nogueira Netto.

Fotos: ZznPeres.com / Publique Banco de Imagens

Galeria

Fábio Costa com Marcos Rasi. Amilcar Farid Yamin, Carlão e Leandro Fortunato.

Andréia e Milton Nunes com Arthur Souto Maior Filizzola.

Zezão, Thiago e Ciça. Márcio Ramos, Erick Carbonari e Silvio Queiroz Pinheiro.

Flávio Peres e sua esposa Maria do Carmo Peres.

João Machado Prata Júnior

André Rabelo Fernandes com Tatiane Almeida Drummond Tetzner.

Aníbal Eugênio Vercesi Filho

com sua esposa, Luciene Oliveira Prata.

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Galeria DE FOTOS

José Olavo Borges Mendes, Lúcio Rodrigues Gomes e Silvio Queiroz Pinheiro.

Eduardo Falcão entrega troféu para Léo Machado e suas filhas Ana Paula e Ana Luiza.

José Olavo Borges Mendes e Jorge Matsuda.

Carlão com Paulo Roberto Andrade Cunha e seu filho Caio.

Dilson Cordeiro, Gerson Filho e José Ricardo Fiuza.

Joaquim Domingos Roriz e Wander Azevedo. Amilcar Farid Yamin com José Coelho Victor.

Silvio Queiroz Pinheiro com Meire Ferreira, da Fazenda Mutum.

Márcio Ramos, Tiago Leite e Silvio Queiroz Pinheiro.

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Lúcio Rodrigues Gomes e

Gabriel Donato de Andrade e

Pastor Lino.

Marília Furtado de Andrade.


DE FOTOS

Fotos: ZznPeres.com / Publique Banco de Imagens

Galeria

José Mario Miranda Abdo. Aline Rodrigues com Fábio André e sua esposa Neuza.

Miguel, filho de Jordane, comemorando o troféu da Fazenda Calciolândia.

Luiz Ronaldo, Angelus Cruz Figueira e Eduardo Falcão de Carvalho.

Maria Tereza Lemos Costa Calil com profissionais da ABCGIL: Márcio Ramos, Ana Cristina e Anibal Eugênio Vercesi Filho.

Jordane com sua esposa Márcia.

Jovelino Carvalho Mineiro e Carlão da Publique.

Carlos Wallauer com Carlão.

Roney Quirino.

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Galeria DE FOTOS

Felipe Picciani, Janine, Luis Evandro Aguiar, Murilo Benício e Tico Cardoso.

Nelson, Lecy Ribas, Carlão e Antônio Lopes Batista.

Carlão com Augusto Nascimento. Onofre Eustáquio Ribeiro e Juscelino Kubitschek Riachuelo

Antônio Paulo Abate Júnior e Paulo Vagnini.

José Nunes e sua esposa Izamar.

Carlão e Paulo Garcia.

Márcio Ramos, Silvio Queiroz Pinheiro e

Patrick Villa Nova Pereira com sua esposa.

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Bruno Machado e Henrique Pinheiro.

Paulo Horta.


DE FOTOS

Fotos: ZznPeres.com / Publique Banco de Imagens

Galeria Adonias Souza Santos com Euclides Prata e Fernando Duran.

sua esposa Rosania.

Daniel Silvano.

Rafael Veloso e Luiz Fernando Taranto Neves.

Paulo Horto, Eugênio Holanda, Gabriel Silvio Queiroz, José de Castro,

Donato de Andrade, Dirceu Borges e

Gabriel Donato de Andrade e Angelo Lucciola Neto.

João Machado Prata Jr.

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Foto: ZznPeres.com

Hora de Nutrir

azendo a diferença

na produção de leite A mineralização realizada de maneira dirigida e adequada às necessidades dos animais garante melhor produção e lucratividade no processo final.

Foto: ZznPeres.com

J

á é sabido que manter uma alimentação adequada dos animais é de fundamental importância, tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico. Os volumosos (pasto, silagem e feno), quando se busca maior produção de leite, são essenciais. No entanto, além dessa alimentação, o gado de leite deve receber também uma mistura de concentrados. É aí que está a diferença. Atualmente, existem diversos trabalhos científicos que comprovam a relação da alimentação com a produção de leite, sendo que o fornecimento de alimentos de melhor qualidade e a correta mineralização contribuirão efetivamente para o aumento na produção de leite. Para alcançar bons resultados e apontar a dieta mais adequada para as vacas em lactação com todos esses nutrientes, profissionais do departamento técnico de Nutrição Animal da Serrana indicam que primeiramente é necessário analisar o nível de produção desses animais como o estágio da lactação, a idade da vaca, o consumo esperado de matéria seca, a condição corporal, tipos e valor nutritivo dos alimentos a serem utilizados, entre outros fatores. “A dieta adequada será aquela que atenda as exigências nutricionais destes animais utilizando alimentos de qualidade, além de água à vontade, já que esta

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Hora de Nutrir é consumida em grande quantidade, principalmente em vacas de alta produção”, afirmaram. Outros fatores também devem ser observados para se fazer a diferença na produção de leite. A nutrição, o manejo e a genética são pontos importantes para a obtenção de uma pecuária produtiva. Segundo os profissionais, “pouco adianta melhorar a alimentação, por meio de pastagens bem manejadas e suplementação concentrada e mineral, se o rebanho não possuir potencial genético capaz de responder a esse investimento. No entanto, um animal de alta genética não produzirá o esperado se houver uma deficiência nutricional”, ressaltaram.

A mineralização para a produção de leite

O uso de uma mistura mineral de boa qualidade proporciona bons resultados na atividade leiteira, entre eles na produção de leite. A mineralização feita de forma adequada permite que o animal utilize com maior eficiência todos os outros nutrientes disponíveis presentes nos alimentos fornecidos, aumentando assim as suas resistências orgânicas, melhorando a produção de leite, o crescimento e a reprodução. Os minerais são fundamentais para o bom funcionamento do rúmen, por exemplo. Na falta deles, a digestão da fibra, a degradação da uréia e a síntese de proteína serão afetadas, reduzindo a disponibilidade de nutrientes para o animal e, consequentemente, sua predisposição para produzir leite. Da mesma forma, uma dieta com quantidades deficientes de minerais vai ocasionar redução do peso corporal dos animais, pois uma das consequências é a diminuição do apetite, reduzindo desta forma, a produção de leite. A qualidade do leite no que diz

respeito à concentração de células somáticas também é influenciada positivamente (diminuição na contagem de células somáticas) pela correta mineralização. Conforme dados da Embrapa Gado de Leite, trabalhos realizados no Brasil, com o fósforo, mostraram que o índice de nascimento de bezerros pode ser aumentado de 50% para cerca de 70%, apenas com o uso da suplementação. Ainda assim, as exigências de minerais do gado leiteiro são dependentes de muitos fatores, entre eles, o estágio fisiológico destes animais, nível de produção, entre outros. O fornecimento dessa suplementação também difere entre vacas secas e as fêmeas em produção (especialmente as primíparas jovens, que somam as demandas da gestação e de crescimento). Essas exigências também são diferenciadas pelo nível de produção, sendo as de menor produção menos exigentes quando comparadas com as de alta produção. O estágio de lactação também influencia esta quantidade a ser fornecida. Levando em consideração essas afirmações, a quantidade de sal a se fornecer a um animal dependerá de suas necessidades em macro e microminerais, assim como do teor desses elementos no sal utilizado.

Analisando os custos

Os maiores custos envolvidos na suplementação de gado leiteiro são os alimentos utilizados. De maneira geral, para ser compensadora, a suplementação tem que melhorar o retorno sobre o custo de alimentação, ou seja, com o investimento feito nos concentrados, o aumento de produção tem que resultar em mais lucro. Não adianta produzir mais leite se o dinheiro que se gastou com o concentrado for maior que a receita gera-

da pelo leite adicional. Na maior parte das vezes, sempre que o custo do concentrado for até 80-85% do preço do leite, a suplementação compensa desde que o manejo das vacas e do pasto seja muito bom. Além do ganho direto, se a suplementação for bem feita, também pode permitir o aumento na taxa de lotação dos pastos, produzindo um maior volume de leite na mesma área. Se isso for feito com eficiência, certamente significa receita maior, com lucratividade mais alta. Manejando bem os pastos, de forma que a forragem tenha alto valor nutricional e formulando concentrados de custo otimizados, a competitividade na produção de leite será favorecida. De acordo com os dados do departamento de nutrição, vários trabalhos realizados com diversas raças leiteiras, entre elas a raça Gir Leiteiro, demonstram que em sistemas de produção de leite em pastagem de alta qualidade a eficiência de suplementação (kg de leite a mais por kg de concentrado fornecido) variou de 0,6 a valores acima de 1,0. Ainda, segundo os profissionais do departamento, para garantir a eficiência no custo/benefício da mineralização, é imprescindível a utilização de produtos com elevada biodisponibilidade, cientificamente elaborados, específicos para a categoria animal em questão e para a época do ano. “Isso, aliado às boas práticas de manejo e ao correto controle sanitário, garante índices elevados e maior rentabilidade. O pasto/energia representa em torno de 70% do custo da dieta. Suplementos de boa qualidade, com boa biodisponibilidade, pureza e correto balanceamento, permitem aproveitarmos o máximo possível dos nutrientes da pastagem, melhorando significativamente a conversão alimentar do volumoso”, finalizaram.

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E special Tudo pronto para os

30 ANOS da ABCGIL

Associação inicia ano comemorativo em 2010

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ara o próximo ano, a ABCGIL está programando uma série de atividades em comemoração aos 30 anos de sua fundação. Foi no ano de 1980, no dia 17 de setembro, que a ABCGIL iniciava a sua busca por um projeto único. Diferente das outras associações que se uniram para a realização de exposições e leilões, o grupo de criadores estava interessado em fazer melhoramento. Para tornar esse objetivo possível, a união de todos foi fundamental. Somente após visita à Embrapa Gado de Leite, no final da década de 70, e as indicações e orientações do pesquisador Mário Luiz Martinez que o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, o PNMGL, teve início. O pesquisador foi quem adaptou e cuidou da implantação do PNMGL, que passou a vigorar em 1985. Hoje, quem nos conta essa história é o zootecnista André Rabelo Fernandes, profissional que acompanhou o trabalho de Martinez por 3 anos, até o seu falecimento em 2006.

“Martinez proporcionou ao Gir Leiteiro um crescimento jamais visto em raça nenhuma no mundo. Em apenas 21 anos à frente do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro ele fez com que a raça saísse da condição de marginalidade que se encontrava no início da década de 80, para uma posição privilegiada dentro da pecuária leiteira mundial. Com dinamismo, conhecimento e espírito de equipe, ele assimilou todos os anseios dos pioneiros fundadores da ABCGIL em prol do melhoramento genético do Gir Leiteiro”, afirma André. No início, muitas foram as dificuldades de implantação do PNMGL, que avaliou a sua primeira bateria com 9 touros, cerca de 50 fazendas colaboradoras e investimento dos próprios fundadores, além de muita paciência: o primeiro resultado só veio em 1992, bem como seus frutos. Atualmente, com o sucesso do Programa, a comprovação de sua eficiência no melhoramento do rebanho, e em sua nova fase de expansão,

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SC GABARRA CACHIMBO Recordista na época de fundação da ABCGIL - 7.052 KG de leite

C.A. EVEREST E C.A. HEURECA Dois animais pilares do Gir Leiteiro Moderno

Criadores de Gir Leiteiro e Diretores da ABCGIL durante a 1ª Nacional do Gir Leiteiro 1999

m sonharia? uem diria? Que Q . os an 30 e persistentes “ABCGIL os visionários uc po ns gu al fiéis à aptidão Poucos, apenas determinação e , m ge ra co m co ir e criar uma criadores que, tiva de se reun ia ic in a am er tiv questionados natural do Gir, interesses, tão us se er nd fe de associação para época. e combatidos à fu nd ar am ss oc ia çã o qu e A à e es el a de público e H oj e, gr aç as cesso absoluto su é o ir ite Le ir ô, Francisco ABCGIL, o G s, como meu av orar vitóto ui M l. ve ná renda, inquestio puderam comem tre outros, não en ), mais de 600 B (F tto re Bar julgamento com de a st pi a um 74 fêmeas em ria e presenciar eio leiteiro com rn to um ou s ta cabeças inscri se ros, que não a. ut disp adores, pionei nd fu s se es a Reverencio ao modismo.” ções injustas e je ob às pre fez, só que am ar curv faz o que sem cê vo do an qu “Sucesso é sconhecido). ebe.” (autor de rc pe do un José de Castro m todo

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Carlão com Mário Luiz Martinez: Idealizador do Teste de Progênie e seu coordenador até 2006

Atual diretoria da ABCGIL, Conselho Diretivo com o Coordenador Operacional do PNMGL.

Fotos: Arquivo ABCGIL

a ABCGIL vive um momento de prosperidade. São mais de 280 associados, cerca de 400 fazendas colaboradoras participantes do PNMGL, a ampliação de 25 para 30 touros no Teste de Progênie só em 2009 e, também, recorde em número de animais inscritos nas pistas e torneios leiteiros, bem como o aumento das exposições homologadas em vários municípios pelo país. Novas parcerias com importantes entidades como EMATER, Embrapa, Fazu, entre outras, trouxeram ainda mais conquistas para a ABCGIL. O PNMGL passou por aperfeiçoamentos e hoje o Certificado de Qualificação Genética, o CQG, chegou para agregar ainda mais credibilidade. A partir dos dados de produção obtidos junto ao Programa, da análise do Valor Genético do animal, de sua conformação e genealogia, o documento é emitido e permite identificar matrizes superiores e realizar os acasalamentos com muito mais assertividade. Outros projetos como o Pavilhão do Leite, a Certificação de Propriedade, o Curso de Formação para melhoria da mão-de-obra nas fazendas de Gir Leiteiro também fazem parte dos objetivos da associação.

Alguns dos fundadores da ABCGIL com criadores de Guzerá

o um marco na tou no passad en es pr re IL G C leite, tanto na “A AB ra produção de pa ir G ça ra entífica, como marcha da pírica para a ci em o e çã le se da or daqueles qu transição forço realizad es do ão aç id na consol de. asta possibilida esmo tempo pl acreditaram ne o seguro e ao m rt to po ui m um é m te a el a Hoje, e aind de uma raça qu óão tr ns s pa no ex ite de de le taforma para a pecuária ir bu ri nt co e com o qu picos”.

o de Andrade

Gabriel Donat


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Leite Afora II

Planta TE da Cal

Grande Campeã do Torneio Leiteiro da Exposição Nacional 2009.

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EGA LEITE A raça em expansão

Evento foi sinônimo de realização para o Gir Leiteiro que, em 2009, quebrou todos os recordes e colocou em prática grandes projetos para a raça.

Foto: ZznPeres.com

A

Megaleite deste ano, mais que uma exposição do Gir Leiteiro, foi o palco de uma grande conquista para a raça com o encerramento do 1º Ranking Nacional da Raça Gir Leiteiro. Ao todo foram 553 animais em pista, 85 participações no Concurso Leiteiro e 7 leilões, reunindo vários criadores de Gir Leiteiro em 6 dias de evento. Neste ano, a raça quebrou todos os recordes tanto na participação em pista como no Torneio Leiteiro. O evento sediou a 11ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro e também a final do ranking nacional, promovido pela ABCGIL. No dia 04 de julho, o julgamento, que só terminou no final da tarde, deixou todos os criadores ansiosos pelos resultados do grande campeonato, trazendo os principais destaques das pistas.

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Foto: ZznPeres.com

Leite Afora II

BICAMPEÃO

Foto: Jadir Bison

"...a satisfação foi dobrada em razão do bicampeonato", afirma o criador Léo Machado que, em 2008, venceu a competição com a fêmea Condessa FIV Mutum."

Fase TE F. Mutum foi a Grande Campeã. Para seu criador, Léo Machado Ferreira, da Fazenda Mutum, “a satisfação foi dobrada em razão do bicampeonato”, afirma o criador que em 2008 venceu a competição com a fêmea Condessa FIV Mutum. Para ele, os principais motivos que levaram a escolha por parte dos juízes “inclui a excelente morfologia e característica leiteira incontestável, além da produtividade”. Atualmente, a Grande Campeã, que também levou o título de Campeã Fêmea Jovem da Megaleite 2009 foi a Recordista Nacional da categoria Fêmea Jovem no Torneio Leiteiro, ultrapassando a casa dos 35 kg de leite de média. A Reservada Grande Campeã foi Gemada da Genipapo. A fêmea, Grande Campeã da Expozebu 2009, levou ainda os títulos de Campeã Vaca Adulta e o prêmio de Melhor Fêmea do Ranking Nacional do Gir Leiteiro 2008/2009.

Foto: Divulgação

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GRANDE CAMPEÃO

Na categoria macho, o Grande Campeão foi Escol da Silvania (Foto), da Estância Silvania e o Reservado Grande Campeão foi Galio TE F. Mutum, o mesmo plantel que fez a Grande Campeã da raça, dentre outras importantes premiações. Já no julgamento Gir Leiteiro Mocho levou o título como Grande Campeã a

Foto: Jadir Bison

1 GRANDE CAMPEÃ

fêmea Ucrânia JMMA, de José Mário Miranda Abdo, que também fez a Reservada Grande Campeã com a Escalada F. Mutum e o Grande Campeão com Tarô FIV JMMA. O título de Reservado Grande Campeão Mocho foi para o animal Eciano B. Pastor, de Erick Carbonari.


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TORNEIO LEITEIRO

Foto: ZznPeres.com

Neste ano, o evento trouxe para a história do concurso e da raça mais um número recorde: a participação de 85 vacas, contra 42 inscrições em 2008. Na Expozebu 2009, quando o Gir Leiteiro reuniu 722 animais inscritos, o número de 70 animais para o Torneio Leiteiro já era expressivo em relação aos anos anteriores. “Ficamos muito felizes com essa marca que demonstra e reafirma o grande interesse pela raça e a repercussão que o programa de melhoramento propiciou”, afirmou Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL. O grande destaque do Torneio Leiteiro foi a fêmea Planta TE da Cal, que levou o prêmio de Grande Campeã. De propriedade da Fazenda Calciolândia, Planta teve produção total de 126,010 kg de leite e média de 42,003 kg de leite. Planta é filha de Herdeiro de Brasília em vaca Florida Raposo Cal, irmã de Benfeitor. Para Gabriel Donato de Andrade, da Calciolândia, “A vaca veio para ganhar”, afirma muito contente pelo resultado alcançado. Segundo ele, a fêmea já foi Reservada Campeã em 2006 e agora retorna, ocupando o primeiro lugar. Cadência, de Angelo Lucciola Neto, da Fazenda Bom Pastor, levou o prêmio de Reservada Grande Campeã com a marca de 124,900 kg de leite e média de 41,633 kg.

MELHOR EXPOSITOR DO RANKING

Léo Machado Ferreira, seu pai Leonídio e seu filho Bruno, comemoram o título.

Planta TE da Cal alcançou uma produção total de 126,010 kg de leite e média de 42,003 kg de leite.

Foto: ZznPeres.com

4 ENCERRAMENTO DO RANKING

O evento de encerramento aconteceu na noite de sábado antevendo o Leilão Nobrezas do Gir Leiteiro, na Chácara Nelore Nacional. Foi Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da entidade, quem anunciou os nomes dos criadores que conquistaram a liderança do ranking. Durante a ocasião, Silvio agradeceu a participação de todos os criadores e também aproveitou para reforçar o atual momento de crescimento da raça. O Ranking premiou 5 categorias: Melhor Expositor, Melhor Criador, Melhor Média de Produção, Melhor Fêmea e Melhor Macho. Confira a tabela na próxima página.

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1º RANKING NACIONAL DA RAÇA GIR LEITEIRO 2008/2009 MELHOR FÊMEA 2008-2009 ORDEM 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

FÊMEA GEMADA DA GENIPAPO - PRAC 9 FASE TE F. MUTUM - MUT 735 FITA F.MUTUM - MUT 650 ALTEZA TE SILVANIA - EFC 474 FARTA FIV F. MUTUM - MUT 708 UTOPIA FIV JMMA - JMMA 619 DINA TE B. PASTOR - ABP 545 FOLIA FIV F. MUTUM - MUT 710 REGELADA TE DA CAL - CAL 5535 AMAZONA ALTO ESTIVA - SQP 687

PONTOS 5319 3539 3463 2660 2630 2467 2462 2060 1972 1861

MELHOR MACHO 2008-2009 MELHOR EXPOSITOR 2008-2009 ORDEM PARTICIPANTE 1º LÉO MACHADO FERREIRA 2º EDUARDO FALCÃO DE CARVALHO 3º GABRIEL DONATO DE ANDRADE 4º MARÍLIA FURTADO DE ANDRADE 5º FAZENDA BRASÍLIA AGROPEC. LTDA. 6º JOSÉ MÁRIO MIRANDA ABDO 7º JOAQUIM JOSÉ DA COSTA NORONHA 8º BRUNO DE SOUZA MACHADO FERREIRA 9º JOÃO MACHADO PRATA JÚNIOR 10º HENRIQUE CAJAZEIRA FIGUEIRA

PONTOS 25940 20218 19260 18189 15609 13402 10880 9962 9921 9045

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MACHO ESCOL TE SILVANIA - EFC 714 GALIO TE F. MUTUM - MUT 922 HÁBIL FIV MUTUM - MUT 992 VAZÃO TE CAL - CAL 7405 C.A GIGANTE - KCA 1511 TWISTER DE OG. - OGM 161 ÚNICO TE CAL - CAL 7108 FIGO POEMA FIV - HCFG 37 C.A GLADIADOR - KCA 1581 LADAR FIV KUBERA - ACFG 2035

MELHOR MÉDIA DE PRODUÇÃO 1º REGELADA TE CAL - CAL 5535 - MÉDIA: 47,23 KG EXPOSITOR: MARÍLIA FURTADO DE ANDRADE

MELHOR CRIADOR 2008-2009 ORDEM PARTICIPANTE 1º GABRIEL DONATO DE ANDRADE 2º LÉO MACHADO FERREIRA 3º EDUARDO FALCÃO DE CARVALHO 4º FAZENDA BRASÍLIA AGROPEC. LTDA. 5º JOAQUIM JOSÉ DA COSTA NORONHA 6º JOAQUIM DOMINGOS RORIZ 7º JOÃO MACHADO PRATA JÚNIOR 8º JOSÉ MÁRIO MIRANDA ABDO 9º ÂNGELUS CRUZ FIGUEIRA 10º HENRIQUE CAJAZEIRA FIGUEIRA

ORDEM 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

PONTOS 45583 38303 23208 15068 11097 11012 10970 10695 10586 8805

2º PLANTA TE CAL - CAL 4961 - MÉDIA: 42,003 KG EXPOSITOR: MARÍLIA FURTADO DE ANDRADE 3º DINA TE B. PASTOR - ABP545 - MÉDIA: 41,65 KG EXPOSITOR: AGROPECUÁRIA BOM PASTOR 4º CADÊNCIA - RRP534 – MÉDIA: 41,33 KG EXPOSITOR: ÂNGELO LUCCIOLA NETO 5º DALILA TE - HMQ 29 - MÉDIA: 41,11 KG EXPOSITOR: HÉLIO MACHADO DE QUEIROZ

PONTOS 5272 3257 2708 2580 2141 1982 1879 1770 1674 1620


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Artigo Técnico

AVALIAÇÕES GENÉTICAS Diferenças nas PTAs entre diferentes estimativas Ivan Luz Ledic - Médico Veterinário, M.Sc. Melhoramento Animal, D.Sc. Produção Animal João Cruz Reis Filho – Engenheiro Agrônomo, M.Sc., MAPA Aníbal Eugênio VerCesi Filho – Médico Veterinário, D.Sc., Pesquisador da SAA/APTA-SP Rui da Silva Verneque – Zootecnista, D.Sc., Pesquisador da Embrapa Gado de Leite

“Uma razão por que a matemática goza de especial estima sobre todas as demais ciências é que suas leis são absolutamente certas e indiscutíveis, enquanto que as das outras são, até certo ponto, debatíveis e com o perigo constante de serem derrotadas por fatos recém descobertos.” (Albert Einstein) 1. Introdução

O

trabalho de seleção em rebanhos leiteiros inicia-se com a criteriosa escrituração zootécnica, especialmente a mensuração da produção de leite e correta identificação de dados de genealogia ou de pedigree. As avaliações genéticas consistem no processamento das informações de genealogia, de produção, de reprodução, de características de conformação e comportamento, com o objetivo principal de se predizer o valor genético dos animais. Deriva-se daí a Capacidade Prevista de Transmissão (PTA), que equivale a metade do valor genético dos animais avaliados naquele conjunto de dados, removendo-se da variação total da característica todos os efeitos de origem não genética, como: idade ao parto, efeito do rebanho, mérito genético dos acasalamentos (quando utiliza informações de filhas dos touros puros em vacas mestiças), época do parto (estação do ano), etc. Com isso, removem-se todos esses efeitos que afetam a produção, com a finalidade de compará-las com base no julgamento do genótipo do animal, isentas dos fatores ou fenômenos de meio ambiente e/ou manejo que causam erros de estimativa e interferem nas variações observadas entre as lactações dos animais. Por constituir-se de um procedimento com recursos algébricos complexos, a avaliação genética permite levar em conta, num único processamento, todos os efeitos identificados, sejam eles de origem genética ou não. Assim, muitas vezes, os resultados encontrados ou os valores genéticos previstos podem parecernos surpreendentes pela dificuldade de que se possa prevê-los,

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uma vez que visualizamos o processo de forma isolada, ou seja, normalmente observamos o desempenho de filha ou filhas de um touro num rebanho, de outro touro em outro rebanho e, assim, criamos certas expectativas. Não conseguimos, normalmente, ver o processo de forma conjunta, o quê os sistemas de avaliação o fazem. Com o avanço observado na área de informática, as metodologias usadas para avaliação genética dos animais são cada vez mais complexas, requerendo recursos computacionais poderosos, fazendo os resultados das avaliações serem mais precisos. As bases de dados usadas nas avaliações genéticas são normalmente muito dinâmicas, ou seja, quase que diariamente as informações são atualizadas pela inclusão de novos controles leiteiros dos animais. Alguns animais parem, outros secam, outros são eliminados, há muitas vezes correção de algum erro de genealogia, etc. O correto é que estamos tratando de uma base de informações cuja análise pode, a cada dia, apresentar alguma alteração e todo esse dinamismo do processo de avaliação pode provocar alterações importantes na classificação dos animais avaliados. A PTA é um índice relativo e serve para classificar os animais. Os procedimentos utilizados nas avaliações genéticas são essencialmente comparativos e os indivíduos são parte de uma população. Contudo, grupos de animais avaliados pertencentes a uma mesma raça frequentemente não compõem uma única população, ou seja, são aglomerados de indivíduos, cada um com


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suas particularidades. A descrição de uma população pode ser feita por meio da estatística inferencial. Com um volume de dados suficientemente grande, essa população pode ser representada por uma série de fenômenos próprios e particulares a cada uma delas, assumindo uma distribuição dita normal, o que permite construir uma curva de erros ou curva de probabilidades de Gauss. Assim, cada população de animais avaliados assume uma distribuição de frequência específica (com média μ e desvio padrão σ próprios), resultante do registro dos valores das medidas X (por exemplo, produção de leite) na abscissa, enquanto na ordenada se assinala a frequência fx em que o mesmo resultado ocorre (Gráfico 1).

GRÁFICO 3

GRÁFICO 1 Curvas de distribuição de populações com médias iguais, mas com desvios diferentes.

2. A importância da conexidade

Na Curva de Gauss, a maioria dos dados tem distribuição em torno da média, sendo que entre μ – σ e μ + σ compreende a frequência de 68,3% das medidas e entre μ - 2σ e μ +2σ compreende 95,4 % dos resultados medidos de todos os animais.

Entretanto, para amostras ou grupos de animais distintos pode-se ter médias diferentes (Gráfico 2), causadas por diferenças de manejo e/ou genéticas.

Como os valores genéticos e as PTAs são obtidas comparativamente, ou seja, em relação à média, a curva de distribuição das PTAs assemelha-se à curva normal. Portanto, para se realizar comparações entre grupos distintos é condição fundamental que os animais avaliados pertençam a uma mesma população. Este requisito é chamado conexidade e permite a prática da seleção pela comparação entre indivíduos na mesma base em que foram avaliados (Figura 1). Conexidades (EM PRETO) de filhas de touros (NÚMEROS) nascidas em diferentes rebanhos (LETRAS)

GRÁFICO 2

Curvas de distribuição de populações diferentes cujas médias não são as mesmas.

Filhas de touros em rebanhos de ALTO MANEJO estão também em rebanhos de BAIXO MANEJO Figura 1 - Diagrama de distribuição de touros em diferentes rebanhos para avaliação de suas filhas.

Eventualmente, as populações ou amostras da população podem possuir médias iguais, mas com variâncias diferentes (calculada em função dos desvios - σ), alterando a distribuição dos animais dentro de cada população (Gráfico 3).

Observando a Figura 1, pode-se comentar: os animais dos rebanhos A, B, C, D, E, F podem ser avaliados conjuntamente porque as filhas dos touros 3, 4, 5, 6, 9 e 12 fazem as ligações neces-

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Artigo Técnico sárias para se comparar e ajustar os dados. Da mesma forma, os animais dos rebanhos H, I, J têm as filhas dos touros 17 e 19 que permitem a comparação entre eles. Entretanto, os animais dos rebanhos de A até F não podem ser comparados com os animais dos rebanhos de H até J porque não existe conexidade entre eles. Portanto, o valor genético previsto, apesar de ser um número relativo, ele só pode ser usado para comparar animais conexos.

3. O modelo animal nas avaliações genéticas MODELO ANIMAL

Figura 2 - Estrutura de informações utilizadas para avaliar animais pelo Modelo Animal

As avaliações genéticas identificam o valor reprodutivo dos touros essencialmente a partir de informações de suas filhas em relação às suas contemporâneas de rebanho, além de considerar as informações de todos os animais que constam em seus pedigrees (Figura 2). Todas as informações adicionadas à base de dados contribuem para alterar, em maior ou menor grau, os desvios de produção para determinado touro. Na avaliação pelo Modelo Animal todos os parentes afetam a predição da PTA. O nível de influência depende do grau de parentesco entre os indivíduos. Filhas, filhos e pais têm um efeito maior sobre a avaliação do que avós, primos, tios e outros parentes mais distantes. Por outro lado, a base genética varia de acordo com o modelo estatístico empregado para a avaliação e de diversas características dos dados. A base pode ser escolhida de forma arbitrária como, por exemplo, a PTA de um determinado touro; a PTA média das fêmeas nascidas em determinado ano; e outros. Ela pode ser fixa ou móvel (quando muda após determinado número de anos). A confiabilidade das avaliações genéticas dos animais mede a associação entre o valor genético predito de um animal e o seu valor genético verdadeiro. Depende do número de informações do animal (número de filhas ou de irmãs de dado touro ou número de lactações aferidas da vaca, etc.) e da distribuição dessas

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informações nos diferentes rebanhos. É, assim, uma medida de risco do valor predito. Desta forma, touros com grande número de filhas, bem distribuídas nos diferentes ambientes, sofrem pouca interferência nos valores de PTA pela inclusão de novos parentes ou informações de produção. No entanto, como as PTAs são valores relativos (ou comparativos), a inclusão de novos touros e/ou novos animais parentes, no conjunto de dados da população considerada, pode reduzir ou aumentar a estimativa da PTA de touros avaliados anteriormente. É importante ressaltar que em populações ou amostras diferentes, existem indivíduos com bom e mau desempenho e uma amostra com média inferior a outra pode conter indivíduos com medidas mais altas do que aquela de média mais elevada. Usando informações de parentesco entre todos os animais que estão distribuídos nas diversas populações com médias e desvios diferentes, pode-se conseguir conexidade entre grupos contemporâneos e também entre gerações, por meio de genes comuns, desde que haja animais em comum representados nas diferentes populações (conforme visto na Figura 1). Assim, a conexidade permite a comparação entre animais jovens e antigos e entre amostras de populações da mesma raça. Desta maneira, consegue-se um novo conjunto global dos diversos animais desses variados rebanhos e se descreve uma nova curva de normalidade sobre uma mesma base das diversas sub amostras das populações, formando uma nova distribuição em uma única população, envolvendo os diversos animais (Gráfico 4). GRÁFICO 4

Os melhores animais do conjunto de dados dos rebanhos da população ‘a’ são inferiores aos da população ‘b’, que são inferiores ao da população ‘c’, ‘d’ etc., se vistos separadamente. No conjunto global dos diversos animais desses vários rebanhos, quando existe conexidade, se consegue descrever uma nova curva de normalidade dos diversos animais desses vários rebanhos, em que os animais são redistribuídos e se calcula novamente a superioridade genética de cada animal em relação ao outro e à nova base, alterando seus valores e distribuição na nova avaliação (‘E’).


Somente assim é possível utilizar informações de diferentes avaliações para se fazer comparações entre animais, pois as PTAs foram recalculadas em um mesmo conjunto de dados, utilizando a mesma base para suas estimativas.

4. Avaliações genéticas no Gir Leiteiro A qualidade dos dados é a base de uma boa avaliação genética. Infelizmente, são encontradas muitas falhas na geração de dados de Zebu, em geral, e do leiteiro em particular. Desde problemas de genealogia, passando pelo controle leiteiro de apenas alguns animais superiores (controle seletivo), manejo diferenciado de contemporâneos sem a devida anotação (alimentação diferenciada, uso de hormônios, etc.), erros de aferição e anotação, etc. Mesmo que casos de ‘má fé’ sejam raros, problemas de descuido, de desconhecimento ou falta da devida orientação para se gerar dados de alta qualidade que viabilizem avaliações genéticas de elevada confiabilidade são muito frequentes. Não tem geneticista ou estatístico, por melhor que trabalhe os dados que recebe, ou procedimento estatístico que sejam capazes de eliminar completamente eventuais vícios ou erros das informações enviadas pelas fazendas. Portanto, a qualidade dos dados é um item que merece ser muito trabalhado com vistas a obterem

estimativas de valores genéticos precisas. As variações nos valores genéticos ou nas PTAs de touros podem ocorrer por diversos motivos. Os principais são: Alteração no número de filhas e na distribuição das mesmas nos diferentes ambientes (rebanho, ano e época); Inclusão de parentes do indivíduo na base de dados; Inclusão de filhas de novos touros (melhores ou piores) na base de dados; Mudanças de genealogia por algum erro no arquivo de pedigree; Inclusão de colegas contemporâneas; Valor da estimativa de herdabilidade; etc. Como a grande maioria dos rebanhos recebe sêmen a mais de um grupo de touros, pois participam do programa por vários anos, isto faz com que todas as informações estejam conectadas ou amarradas de algum modo. Assim sendo, quando as filhas de alguns touros se sobressaem, fazendo com que a média delas seja superior à de suas colegas contemporâneas, faz com que outros touros se façam negativos ou tenham PTAs reduzidas, ou viceversa. Como há essa conexão, esse efeito pode refletir nos touros avaliados em qualquer outro grupo, inclusive nos pertencentes aos grupos iniciais. Atualmente existem duas avaliações de touros da raça Gir com resultados liberados no Brasil. O primeiro, resultante do Teste de Progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro - PNMGL (ABCGIL/Embrapa Gado de Leite) e, o

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Artigo Técnico segundo, o Sumário de Touros (ABCZ/Unesp Jaboticabal). O Teste de Progênie do PNMGL segue um delineamento estatístico e prediz a PTA de touros jovens, cujo sêmen codificado é distribuído de forma aleatória, cuidando para garantir que os acasalamentos sejam aleatórios (não direcionados) e possibilitando conexidade total entre os diversos animais nos vários rebanhos colaboradores. Utiliza apenas a primeira lactação das filhas dos touros, sejam estas puras e/ou mestiças, para evitar tratamentos diferenciados a posterior. No caso da matriz de parentesco essa é completa porque inclui todos os animais e controles leiteiros oficiais efetuados por diversas entidades, constante do Arquivo Zootécnico Nacional, de posse da Embrapa Gado de Leite. O Sumário de Touros da ABCZ contempla apenas as informações do Serviço de Controle Leiteiro Oficial efetuado pela ABCZ em rebanhos a ela associados, que participam do Programa de Melhoramento coordenado pela entidade e são avaliadas lactações apenas de animais puros. Muitos rebanhos Gir Leiteiro (cerca de 30%) não efetuam controle leiteiro pela ABCZ e assim sendo, as informações de lactação destes rebanhos não entram para o banco de dados utilizado para se realizar a avaliação genética do sumário. Além disso, como não há um pré-planejamento, não se consegue distinguir ou retirar das análises as informações dos acasalamentos dirigidos, controles seletivos e tratamentos preferenciais, os quais poderão causar ‘vícios’ nas avaliações efetuadas, alterando de alguma forma os valores das PTAs de alguns animais. Em resumo, o conjunto de dados utilizados nas diversas avaliações é desigual, com diferenças nas médias e nos desvios padrão dos rebanhos, bem como no valor da base genética, mesmo que contenham filhos em comum, de alguns touros. Esquematicamente estas diferenças encontram-se no Gráfico 5, demonstrando algumas causas das diferenças entre as PTAs dos mesmos touros nas avaliações genéticas.

GRÁFICO 5

Diferentes populações, com médias e desvios diferentes, alterando a distribuição e valores de produção dos animais em cada grupo.

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Todos os sumários têm, assim, suas limitações, ou pela origem dos dados ou pelo tamanho da amostra. O fato é que todos eles trabalham com populações animais diferentes. Do ponto de vista técnico e prático, quando se trabalha com duas bases de dados distintas, espera-se que os valores genéticos dos touros sejam também diversos, pois são estimados em populações com animais e famílias dessemelhantes e com número de filhos por touro discrepante, etc. Boa parte dos dados de filhas de alguns touros não está geneticamente conectada e, por isso, resultados de avaliações genéticas usando bases de dados diferentes não são comparáveis. Sendo assim, essas informações não são as mesmas, cada uma não sendo uma sub amostra aleatória da outra e, por certo, gerarão valores genéticos muito diferentes, podendo ser muito divergentes para certos touros. A metodologia usada em ambos, no Sumário e no Teste de Progênie, é rigorosamente a mesma e, deste modo, do lado técnico, não existe qualquer divergência ou crítica aos sumários. Ambas utilizam a mesma (modelo animal BLUP), que é moderna, robusta e completamente adequada. Muito menos nas equipes técnico-científicas, ambas devidamente treinadas para execução das avaliações genéticas citadas. Porém, para elaboração dos mesmos, além da falta de conexão entre as bases de dados, diversos fatores podem concorrer para que os resultados das avaliações genéticas, do Sumário e do Teste de Progênie, produzam PTAs ou valores genéticos diferentes. Dentre eles, citam-se: a produção e o número das filhas de cada touro, a produção e o número de companheiras contemporâneas, a distribuição das filhas nos diversos rebanhos, a produção das mães dos diferentes touros, o sistema de manejo praticado nos rebanhos, o tamanho da base de dados, etc.

5 - Conclusão O valor genético diz respeito à superioridade ou inferioridade genética de um animal em relação à base. Serve para comparar e classificar animais em relação à população em que foi calculado, auxiliando no processo de seleção e, consequentemente, o uso dessas informações afeta o progresso genético dos rebanhos. Como as bases de cada programa de avaliação são diferentes, assim como a estrutura dos dados, não é possível comparar os valores genéticos de animais avaliados em diferentes programas de melhoramento, especialmente para animais não conexos. A população de Gir Leiteiro não é grande o suficiente para que haja dois ou mais programas de Avaliação Genética. Além disso, o esforço e dimensão para se conduzir um Programa de Teste de Progênie demandam tantos recursos humanos e materiais que é um desperdício sua pulverização em ações isoladas, quando se poderia atuar de maneira conjunta e unificada em benefício dos criadores e selecionadores.


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leite entre Letras O MERCADO DE

SÊMEN NO BRASIL ...o Gir Leiteiro e sua prova de Teste de Progênie, em apenas 14 anos, mudaram o perfil do pecuarista brasileiro de raças leiteiras,...

JOSÉ DE CASTRO,

criador de Gir Leiteiro e Presidente da Axelgen, empresa de Inseminação Artiricial

V

amos começar a comentar o mercado de sêmen no Brasil com uma frase de efeito: “O Gir Leiteiro transformou o pecuarista brasileiro e o mercado de sêmen das raças leiteiras.” Parece forte a afirmação, talvez pretensiosa para ser dita por um criador apaixonado pela raça, mas não é, e explico. O Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, ou o popularmente conhecido Teste de Progênie, teve início em 1985, com a distribuição das primeiras doses de sêmen codificadas e seu primeiro resultado publicado em 1993. Até então, as raças leiteiras chamadas de especializadas, como Holandesa e Jersey, comercializavam mais de 60% do seu sêmen de reprodutores nacionais, oriundos dos mais renomados criadores brasileiros, porém sem provas. Os pedigrees e as lactações de mães falavam mais alto que o apelo das provas estrangeiras, embora estas já existissem e o todo sêmen importado disponível no mercado brasileiro fosse de touros provados. Ainda assim vendia pouco. O que houve então? Curiosamente, com a divulgação do primeiro grupo de touros provados da raça Gir Leiteiro em 1993, parece que o criador/selecionador brasileiro de raças leiteiras acordou para a importância das provas e o ganho genético que trariam a seus rebanhos. Aprendeu-se o significado de siglas

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mundialmente utilizadas nas provas, como PTAM e PTAF (no Brasil passaram a ser PTAL e PTAG), como também se aprendeu a leitura e interpretação dos lineares. Com isso, as raças ditas especializadas passaram a vender bem mais o sêmen importado, portanto de touros com prova, do que o nacional, de touros apenas de bons pedigrees, invertendo uma prática de mercado que há muito perdurava. Hoje, não só a venda de sêmen de Gir Leiteiro disparou, crescendo 542% nos últimos 20 anos, de 125 mil para 803,4 mil doses, como a raça Holandesa vende 91,5% de sêmen de touros com prova, portanto importado, e a raça Jersey, seguindo o mesmo caminho, 78,3% também de sêmen importado. Justificando, então, a frase de efeito, podemos concluir que o Gir Leiteiro e sua prova de Teste de Progênie, em apenas 14 anos, mudaram o perfil do pecuarista brasileiro de raças leiteiras, que passou a escolher os reprodutores para aquisição de sêmen, prioritariamente, através de provas e não somente por pedigree e lactação de mães.


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Bate-papo na Cocheira

m gigante

no Gir Leiteiro

EP

ram exatamente 5 horas da manhã quando a equipe daorRevista Gir Leiteiro Leiteiro uma partiuraça rumo ser o Gir quea Vargem se adap-Grandetadocom Sul,facilidade a 345 quilômetros da agitada capital pauao clima tropical, quente lista. Com éa estrada somente o nascer do e úmido, comum tranquila, o pecuarista não proporsol tomou conta da viagem e nos ofereceu um belo dia cionar um ambiente confortável para estes ensolarado e muito agradável. animais. Chegamos nosso destino às 10 horas da manhã, No entanto, ao o desconforto térmico também assola onde nos esperava Joaquim José da Costa Noronha, famoso as raças adaptadas ao nosso clima, como é o casoo do Kinkão, apelido dado pelo seu avô, o saudoso João Gir Leiteiro, e são precisos cuidados para evitar osBatista Figueiredo Costa. A recepção não poderia melhor: gastos energéticos e alterações fisiológicas nosseraniMarta, sua companheira nosderecebeu mais. Pesquisas realizadas de nolongos Brasil e28noanos, mundo com um delicioso café da manhã. monstram que o estresse calórico provocado por altas Durante oebate-papo varanda muitas retemperaturas umidade na relativa doda ar,fazenda, pode causar cordações. Todas retratadas com um brilho de orgulho perdas significativas na produção de leite e na redu- no olhar de um dos mais conceituados criadores de Gir Leição da eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros. teiro do Brasil. Na lembrança, voltamos ao ano de Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, estas per-1932, quando C.A. (Campo iniciava sua trajedas podema marca variar de 10% a 30%Alegre) na produção de leite tória no cenário da pecuária brasileira através das mãos de e de 20% a 50% na taxa de concepção. João Batista, um dos pioneiros da raça no país. Em 1929, contava Kinkão sem esforços para se lem-

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DE GOTA EM GOTA MOMENTO INESQUECÍVEL: 1992, quando voltei a par ticipar dos Torneios Leiteiros da Expozebu e conquis tei uma premiação. MOMENTO ENGRAÇADO: Todos os momentos que passo com o pessoal do Gir Leiteiro durante as exposições merecem destaque. GIR LEITEIRO: hoje está exatamente no lugar que merece. MARTA: Marta é companheirismo, é amor, é força, é estímulo. Não chegaria até aqui se ela não estivesse ao meu lado.

mos atônitos para escutar a história. Segundo o criador, durante a gestação de C.A. Heureca vários exames acusaram o sexo feminino no ultrassom. “Levamos um grande susto quando nasceu um macho. Já tínhamos até um nome para a bezerra”, contou aos risos. E é com este modo simples e tranquilo de ver a vida que o pecuarista, pai de dois filhos, João Lúcio, 10, e Ana Cecília, 9, já soma mais de 19 anos à frente da Terra Vermelha, zelando por uma marca que fez história no Gir Leiteiro e levou a raça para os quatro cantos do país. A nossa prosa durou um dia inteiro e temos certeza que se tivéssemos mais tempo, mais histórias inspiradoras, contadas por um homem que traz a raça no coração, seriam relatadas nesta revista.

KINKÃO POR KINKÃO: perseverança. PAIXÃO: minha família. SONHO: ver meus filhos criados. BRASIL: um país do presente e do futuro. Acredito muito nele. LEITE: essencial. CIDADE GRANDE: para passear. UM MEDO: viajar de avião. TERRA VERMELHA: ganha pão, dia-a-dia, minha vida. MAIOR ALEGRIA: viver. FUTEBOL: santista de coração. GANHAR TORNEIO LEITEIRO: é a recompensa de um trabalho sério e dedicado. O GIR LEITEIRO EM 10 ANOS: um gir cada vez mais produtivo, adequando às produções.

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brar das histórias de seu avô, Gaiolão chegava para integrar o rebanho da Campo Alegre e lá ficou até meados de 38, quando a fazenda iniciava o seu controle leiteiro nas mais de 600 vacas Gir Leiteiro. “No início de 50, vovô comprou Astuto, um bezerro filho da campeã Camélia. Em 62, Torres, Rubico e Nenê Costa foram à Índia e trouxeram Naidu, que em 1965 foi adquirido pela nossa fazenda”, relatou Kinkão com detalhes que vão muito além destas linhas. Após a morte de seu avô, no mesmo ano de 65, as terras passaram a ser conduzidas pelo seu tio Lúcio até 1978, quando o gado foi dividido entre os 5 filhos e filhas de seu João. Kinkão e seus 3 irmãos herdaram a parte de sua mãe, aproximadamente 300 cabeças, que deram início ao plantel da Fazenda Terra Vermelha. Ao longo dos anos, Kinkão se dedicou totalmente à atividade, adquirindo quase em sua totalidade os animais da marca C.A., que pertenciam aos seus tios. E foi durante a visita que conhecemos toda essa estrutura, que gerou grandes matriarcas da raça. Vasco, seu fiel funcionário há mais de 20 anos, ordenhou algumas vacas para vermos de perto a produção da fazenda. E, como já esperávamos, faltou balde para tanto leite. No escritório, que já não cabe mais as centenas de troféus e premiações das mais conceituadas pistas do país, Kinkão nos mostrou uma foto de uma vaca que havia acabado de parir e seu bezerro ao lado. Era ele, o líder Sansão, touro que fez história no cenário da pecuária brasileira. “Sansão era para ter nascido fêmea” falou Kinkão. Já estávamos prontos para ir embora quando para-

A Terra Vermelha não é só Gir Leiteiro, é comida gostosa também. O casal, Kinkão e Marta, nos preparou um saboroso almoço com direito a sobremesa. A receita do delicioso arroz doce que degustamos lá, Marta revela aqui, com o segredo de sua avô.

ARROZ DOCE Uma medida de arroz para 15 de leite e uma de açúcar. Cozinhe o arroz no leite e depois adicione o açúcar. O segredo, conta Marta que herdou a receita há anos, é usar leite gordo da fazenda.

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Enchendo o Balde

O Gir Leiteiro da Santo Humberto

José Francisco Junqueira Reis é criador de Gir Leiteiro de longa data. Aos 94 anos, a pedido da revista Gir Leiteiro, o seo Zé, com as suas palavras e jeito próprio, nos conta o início e a trajetória do Gir Leiteiro Santo Humberto e suas experiências de vida com a raça. É em Araxá quando tudo começa. Foto: ZznPeres.com

M

eu pai fazia estação balneária anualmente em Araxá – certa vez, visitando uma fazenda de Gir, escolheu uma vaca com característica leiteira e comprou-a, criando um macho. Mais tarde cruzou o touro Araxá com holandesas, principalmente as mais sentidas, com sequelas de aftosa. O resultado foi espetacular e ficou gravado em minha lembrança.

Em Lins, onde resido desde 1943, as matas foram escasseando e, consequentemente, diminuindo os veados. Transferi minhas caçadas para Avanhandava, em fazendas de amigos, onde havia muito veado em terras de cerrado – Em 1954, comprei uma propriedade à qual dei o nome de Santo Humberto, santo dos caçadores, que viu uma cruz entre a galhada de um cervo quando ia atirá-lo. Para tratar dos meus 30 cães, precisava de bastante soro de leite. Comprei vacas em Curvelo, Marca EVA -, Franca, Tenente Jacinto, já em segunda mão, 67 vacas. Em Araxá, Geraldo Pereira. Posteriormente, escolhi da cabeceira da Fazenda Faroeste, que o Dr. Roberto, irmão do Dr. Gabriel, havia

vendido a Tarso Assunção. Ainda, o Dr. Maurício da Fazenda São Miguel, também em Arcos. Assim fui selecionando, fazendo controle particular e posteriormente oficial – Usei linhagens dos touros da época: White – Hazan – Bombaim – Demenso – Naidu – Krishna Sakina Virbay - 6566 - e comprei dois bezerros de D.Olinda, mãe do Torres, filhos dos importados por ele, Subud, cuja mãe era Sanóssara, campeã da Índia e filho de Hindostan que veio ao pé com sua mãe Sara Hindostani, campeã nacional em Nova Deli. A partir da Fundação da ABCGIL, com touros provados, a seleção tem sido feita de ano para ano. Hoje, fazemos FIV com os melhores touros testados – genética – genética Conversão de Santo Humberto – genética – Se um reprodutor tiver um galho seco em sua árvore genealógica, evitamo-lo. Em clima tropical, gado com ascendência de zebu leiteiro é a solução.

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Associados

ABCGIL BAHIA ALMIR MENDES DE CARVALHO NETO Fazenda Utinga II - CABACEIRAS - BA Fazenda Caracol - ITAPETININGA - BA Tel.: (71) 3245-5008 Com.: (71) 3413-8422 Cel. Almir (71) 9982-5526 harascarvalho@uol.com.br almircarvalhoneto@hotmail.com www.condominiobahia.com.br

ANGELO LUCCIOLA NETO Fazenda São George - TERRA NOVA - BA Tel.: (71) 3674-1529 Cel.: (71) 9998-7941 / (71) 9223-3181 Fax: (71) 3674-2173 augustolucciola@ig.com.br BEIRA RIO AGROPECUÁRIA LTDA Faz. Beira Rio RAFAEL JAMBEIRO - BA Tel.: (71) 2105-2500 / (71) 9167-3408 fazendabeirario@fazendabeirario.com.br arturpinho@atarde.com.br www.fazendabeirario.com.br CONTABRÁS AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Taquipe SÃO SEBASTIÃO DO PASSÉ - BA Tel.:(71) 3241-1400 Joaquim Souto (71) 9172-0610 / (71) 3245-2714 jsoutobr@yahoo.com.br EBDA - EMPRESA BAIANA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA S.A Estação Experimental de Itaberaba SALVADOR - BA Tels.: (71) 3375-1688 (71) 3375-1693 (71) 3116-1800 EDVALDO BRITO FILHO Fazenda Murundu SÃO GONÇALO DOS CAMPOS - BA Telefax: (71) 3281-4900 Res.: (71) 3353-0910 Cel. Edvaldo (71) 9132-699 efilho@uol.com.br edvaldobritoadvogados@edvaldobrito. com.br EVANDRO PEREIRA DE SANTANA Fazenda Granja Axé JEQUIÉ - BA

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Tel.: (73) 3526-1235 granjaaxe@hotmail.com EVILÁSIO BASTOS CHAVES Fazenda Vila Rica - IRECÊ - BA Tel.:(74) 3641-2059/ Esc:(74) 3641-7401 Eduardo (filho): (74) 9971-6020 evilarica@ig.com.br GENEBALDE MOREIRA DE MACEDO Faz. Diamante MUNDO NOVO - BA Tel. Res.:(75) 3625- 7527 Com.:(75) 3625-7001 Cel.: (75) 9129-3072 bade@atarde.com.br GERALDO PINTO CORREIA Fazenda Haras do YôYô ITAJÚ DO COLÔNIA - BA Tel: (73) 3212-3212 Res.: (73) 3211-3503 Fax: (73) 3212-3029 Cel.: (73) 9983-1365 harasdoyoyo@hotmail.com JAYMILTON GUSMÃO CUNHA FILHO Fazenda Santa Helena VITÓRIA DA CONQUISTA - BA Tel.: (77) 9979-3369 Com.: (77) 3421-3508 jaymiltonfilho@hotmail.com JOSÉ ERIVAN DE CARVALHO FEITOSA Fazenda Bom Viver ALAGOINHAS - BA Tel. Res.: (71) 3341-1148 Com.: (71) 3604-2552 Cel.: (71) 9613-9579 erivancarvalho@uol.com.br JOSÉ GERALDO VAZ ALMEIDA Fazenda Belo Horizonte AMARGOSA/BA Tel: (75) 3634-1077 / 9981-8877 geraldovaz@tellecom.com.br JOSÉ NUNES FILHO Fazenda Reunidas SALVADOR - BA Tel: (71) 3367-1011 Com: (71) 3358-4613 Cel. (71) 9964-5274 jnfi@ig.com.br LOURENÇO NASCIMENTO NETO Fazenda Malhadinha INHAMBUQUE - BA Tel: (71) 3389-3465 LUTZ VIANA RODRIGUES Fazenda Cinelândia - LAJEDÃO - BA Tel.Esc.: (33) 3621-4111 Fax: 3621-5376 André (Filho) (33) 9979-1621 cinell@superig.com.br MORENA AGROPECUÁRIA Fazenda Região do Mel - CATU - BA Tel: (11) 2133-0033 Cel.: (11) 9190-1431 morena@consdon.com.br

PAULO EDUARDO GUIMARÃES DE FREITAS E DAVI CORREIA DE FREITAS Agropecuária Santa Terezinha - Fazenda Laranjeiras - ITANAGRA - BA Tel.: (71) 3336-5396 Com.: (71) 3331-4246 Davi Cel.: (71) 9978-0808 Paulo Eduardo (71) 9978-1085 davifreitas1@yahoo.com.br environmed@gmail.com RUBÉM SÉRGIO SANTOS DE OLIVEIRA Fazenda Morada dos Ventos I e II ALAGOINHAS - BA Tel.Res:(75) 3421 -1451 Cel.: (75) 9971-4747 Faz.: (75) 3423-6561 alunor@oi.com.br SANDRA MARIA DEITOS Fazenda Saquinho - CAMAÇARI - BA Tels: (71) 3379-3024 / (71) 3674-7529 SÍLVIO ROBERTO TAVARES DE ARAÚJO Fazenda Santa Rosa - ITAPÉ - BA Tel.: (73) 3211-2470 Fax.: (73) 3613-4127 Cel.: (73) 8105-3095 profetaaof@gmail.com

CEARÁ FRANCISCO ROBERTO PINTO LEITE Fazenda Água Preta SURURU - CE Tels. Res.: (85) 3248-2829 Com.: (85) 3254-2464 Fax: (85) 3253-7060 Cel.: (85) 9981-2285 / (85) 9149-4774 rol_leite@hotmail.com

DISTRITO FEDERAL JOE CARLO VIANA VALLE Fazenda Malunga - BRASÍLIA - DF Tel.Esc. Faz.: (61) 3500-0554 Com.: (61) 3039-1030 / (61) 3275-2003 Alberto (61) 9267-0042 joe.carlo@terra.com.br faleconosco@malunga.com.br www.malunga.com.br PAULO HORTA BARBOZA DA SILVA Fazenda Hermínia - PLANALTINA - DF Faz.: (61) 3501-4040 Tel.Res.:(61) 3366-1544 Fax (61) 3366-4769 Cel. Paulo Horta (61) 9244-5659 paulohorta@terra.com.br RAIMUNDO MARTINS MESQUITA Estância e Haras Jacurutu - BRASÍLIA - DF Tel.:(61) 3386 7555 / Fax: (61) 3386 7556 Cel.: (61) 9618-3556 / (61) 9649-9774 / William (61) 8405-0810 demetriusdf@uol.com.br RICARDO ALVES DA CONCEIÇÃO Fazenda Santa Terezinha

PLANALTINA - DF Tel: (61) 3468-3443 / (61) 3202-6820 Cel.: (61) 8105-3000 / (61) 9146-0099 ra.conceicao@hotmail.com lucicom@globo.com www.girsantaterezinha.com.br SÉRGIO MOREIRA CAMPOS Fazenda Tangará - BRASILIA - DF Tel.Res.: (61) 3244-0602 Faz: (61) 3501-2257 Cel.: (61) 9974-8967 sergiomcampos@uol.com.br www.fazendatangara.com.br

ESPÍRITO SANTO ELIO VIRGINIO PIMENTEL Fazenda Jabaquara - ANCHIETA - ES Tel. Res.: (27) 3329-7632 Com.: (27) 3229-5300 Fax: (27) 3339-5717 elio@mercofood.com.br FÁBIO FARAH LUCINDO LIMA Fazenda Barro Branco - GUAÇUI - ES Tel.: (21) 2704-4263 Fax.: (21) 2605-8885 MARCOS CORTELETTI Fazenda Santo Antônio - SERRA - ES Tel.Res.: (27) 3259-6138 PAULO CÉZAR GALLO Fazenda São Francisco - COLATINA - ES Tel..: (27) 3722-3350 Fax: (27) 3721-2288 / (27) 3743-3155

GOIÁS ADEMIR LOPES CANÇADO Faz. Santa Cruz da Trilha - LUZIÂNIA - GO Tel.Res.: (61) 3468-1926 Faz (61) 3502-1118 Ademir (61) 9984-1049 girdatrilha@gmail.com AGROPECUÁRIA PALMA LTDA. Fazenda Palma - LUZIÂNIA - GO Tel. Faz.:(61) 3209-1940 Esc. Brasília.: (61) 3362-0191 Erasmo (61) 9984-4311 lucia-de-sa@hotmail.com eraleles@hotmail.com www.fazendapalma.com.br ANDREIA MARIA PEREIRA NUNES DE CARVALHO SOUZA Estância São José TRINDADE - GO Tels: (62) 3093-4015 Cel.: (62) 9971-5095 / (62) 9962-6141 ATHOS MAGNO COSTA E SILVA Fazenda Piracanjuba NOVA CRIXÁS - GO Tel.: (62) 3522 4218 / (62) 3522 4285 Cel.: (62) 8477-2000 athos.magno@hotmail.com


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BRAITNER MATIAS PAREIRA Fazenda Corredeira - ALEXANIA - GO Tel.: (61) 3367-2146 Cel.: (61) 8138-8134 braitnermp@hotmail.com BRUNO DE SOUZA MACHADO FERREIRA Fazenda Mutum ALEXÂNIA - GO Fax.: (62) 3336-1228 CAIO SANDRO DE ARAÚJO Fazenda Arca - CALDAS NOVAS -GO Tel.: (64) 3453-6669 Cel.: (64) 8415-1018 caiogir@gmail.com CARLOS EDUARDO DE AZEVEDO BEZERRA Fazenda Positiva Ponte Alta CORUMBÁ - GO Tels: (61) 3427-1096 / (61) 9984-3823 Com.: (61) 3399-3941 Fax.: (61) 3399-3045 dudubezerra@uol.com.br DANIEL ANTONIO SILVANO Fazenda Santo Antônio - BELA VISTA - GO Tel: (62) 9976-9250 DEMÉTRIUS MARTINS MESQUITA Fazenda Jacurutu PADRE BERNARDO - GO Tel: (61) 3386-7555 Fax: (61) 3386-7556 Res: (61) 3344-1824 Cel.: (61) 8116-0718 demetriusdf@uol.com.br DILSON CORDEIRO MENEZES Fazenda Vila Rica - COCALZINHO - GO Tel.: ( 61) 3367-3465 Esc.: (61) 3363-8575 Cel.: (61) 9975-6709 / (61) 9951-3650 fazendavilarica@terra.com.br engeagro@terra.com.br EMÍLIO DA MAIA DE CASTRO Fazenda Fantasia - URUANA - GO Tel.: (62) 3241-4248 Cel.: (62) 9972-4246 emiliomaia@yahoo.com.br ENI CABRAL Fazenda são João Bosco SILVÂNIA - GO Tel.: (62) 3215-1973 Cel. Com.: (62) 9973-8254 Fax: (62) 3215-5749 - Marcos enicabral@terra.com.br FÁBIO ANDRÉ Estância Royal HIDROLÂNDIA - GO Tel.Res.: (62) 3215-1858 / Fax: (62) 3214-1444 - Faz.: (62) 3057-1804 Cel.: (62) 9972-9870 girfan@estanciaroyal.com www.estanciaroyal.com FERNANDO RODRIGUES FERREIRA LEITE Fazenda São Pedro da Barra PADRE BERNARDO - GO

Tel.Esc: Renata (61) 3213-7178 Tel.Res.: (61) 3368-8005 Faz: (61) 3503-3232 Cel.: Thiago (61) 9654-9112 / (61) 8422-8322 mfcleite@hotmail.com fernandoleite@caesb.df.gov.br www.saopedrodabarra.com.br JANSSEN PEDROSA Fazenda Serra Azul - ÁGUA FRIA - GO Tel.:(61) 3366-3175 / (61) 9981 1576 janssen@senado.gov.br fazendaserraazul.go@gmail.com JOÃO DOS REIS DIAS Fazenda Santa Izabel - LUZIÂNIA - GO Tel.: (61) 3346-5410 Cel.: (61) 8409-8113 joao.reisdias@hotmail.com JOAQUIM DOMINGOS RORIZ AGROPECUÁRIA PALMA Fazenda Palma LUZIÂNIA - GO Tel.:(61) 3502-2222 Fax: (61) 3209 1940 - (61) 3209-1941 Ismael (61) 9984 1291 Wesliana Roriz (61) 3362-9497 agropecuariapalma@02.net.br laticio.palma@rudah.com.br JORGE AGOSTINHO CALIL Fazenda Colarinho Branco MARA ROSA - GO Tel.: (62) 3366-1260 / Hosp.Fax: (62) 3366-1643 / Res.:(62) 3366-1304 marlycalil@yahoo.com.br ; calil_jorge@yahoo.com.br JOSÉ MARIO MIRANDA ABDO Fazenda Coqueiro - ALEXÂNIA - GO Tel. Esc.: (61) 3323-4199 (61) 9994-5756 (Murilo) Cel.: (61) 9989-5854 / (61) 8124-2801 jose.abdo@uol.com.br LEO MACHADO FERREIRA Fazenda Mutum ALEXÂNIA - GO Fax: (62) 3336-1228 / (62) 9268-0787 Res.:(62) 3336-1442 fazendamutum@hotmail.com MURILO DE OLIVEIRA ABDO Fazenda Barreiro - ALEXÂNIA - GO Tel.Res.:(61) 3225-5756 Cel.: (61) 9994-5756 murilo.abdo@uol.com.br

JULIO RODRIGUES DOS SANTOS Fazenda Pequizeiro - SANTA RITA - MA Tels.: (98) 3235-1217 Fax: (98) 3227-4383 Esc.: (98) 3235-4905 lithografsl@ig.com.br lithografsl@gmail.com fazendapequizeiro@gmail.com www.fazendapequizeiro.com.br

MATO GROSSO DO SUL

ABCGIL

ANTÔNIO CARLOS ALVES Faz. Santa Inês APARECIDA DO TABOADO - MS Tel. Res.: (17) 3231-9839 Com.: (17) 3231-2743 Fax: (17) 3234-3926 DENILSON LIMA DE SOUZA Prop.Rural Gir Pantanal Fazenda Cachoeirinha TERENOS - MS TELS: (67) 3341-7835 Cel.: (67) 9906-8098 dlsouza@uol.com.br HELBÂNIO BARBOSA DE SOUZA Fazenda Fortaleza LAGUNA CARAPÁ - MS Tel.: (17) 3227-3993 Cel.: (17) 9772-3255 Ana Paula (67) 9905-4384 helbanio@gmail.com HÉLIO MARTINS COELHO (espólio) Fazenda Remanso RIO BRILHANTE - MS Tel. Com.: (67) 3321-5166 hcfilhos@terra.com.br

phyade@uol.com.br www.girleiteiro.net ADRIANO MAIA SOARES Fazenda Bom Sucesso PASSOS - MG Tel: (35) 9162-7988 Cel.: (18) 9149-6859 adrianomaia@passosnet.com.br AGROPASTORIL DOS POÇÕES E PART. LTDA Fazenda dos Poções - JEQUITIBÁ - MG Tels.Escr.: (31) 3281-1800 Fax Faz: (31) 3717-6271 Arthur Souto (31) 9631-2880 arthur.souto@uol.com.br radarpocoes@yahoo.com.br

ORESTES PRATA TIBERY JR. Fazenda São João TRÊS LAGOAS - MS Tel. (67) 3521-2200 Contato Rose: (67) 3521-2002

AGROBILARA COMERCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA Fazenda Monte Verde - UBERABA - MG Tel. Alencar: (21) 7897-3857 Dirceu (34) 7811-3677 Faz. (34) 9676-8700 / (34) 9676-9100 agrobilara@hotmail.com

RAVISIO ISRAEL DOS SANTOS Fazenda Los Angeles NOVA ANDRADINA - MS Tel.: (67) 3441-1237 ravisiojr@terra.com.br

AGROEXPORT LTDA. Faz. São Sebastião CAMPO FLORIDO - MG Tel.: (34) 3313-7100 agroexport@agroexport.agr.br

MINAS GERAIS

MARANHÃO

ADELMO CARNEIRO LEÃO Sítio Paraíso CONQUISTA - MG Tel.: (34) 3333-0201 Rural: (34) 9989-2150 Cel.: (31) 9198-8407 / (31) 3335-8335 paulofleao@ig.com.br opaulofernando@yahoo.com.br pedrovocl@yahoo.com.br

ANTÔNIO JOSÉ DOURADO DE OLIVEIRA Fazenda Rancho do Ipê - COLINAS - MA Tel.: (98) 3226-9532 / (98) 8125-4443 / (98) 8125-4441 (Sara/esposa) s-dourado@hotmail.com

ADEMAR BARBOSA GUIMARÃES Sitio da Ponte Preta CORONEL PACHECO - MG Tel.: (32) 9975-4842 Cel.: (32) 9945-2188

WAGNER LÚCIO JACINTO Fazenda Taquari - BELA VISTA -GO Tel.: (62) 3514-2400

Associados

AGROPECUÁRIA BOM PASTOR LTDA Fazenda Salobo - VAZANTE - MG Tel.: (34) 3813-1052 Fax (34) 3813-1032 agrobompastor@yahoo.com.br andre@fazendasalobo.com.br www.fazendasalobo.com.br AGROPECUÁRIA SANTA BARBARA XINGUARA S/A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A - UBERABA - MG Tel: Esc. Financ.(11) 3167-3561 Fazenda: (34) 2103-8600 Cel. Luciene: (34) 9144-7618 / (34) 8408-3306 luciene.paiva@agrosb.com.br nilo@agrosb.com.br

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Associados

ABCGIL

AGROVILLE AGRICULTURA E EMPREENDIMENTOS LTDA. Fazenda Curralinho MORADA NOVA DE MINAS - MG Tel.: (31) 2191-7889 / (31) 2191-7895 / (31) 2191-7868 fabiane@villefort.com.br ALBERICO DE SOUZA CRUZ Fazenda Alto Tangará ABAETÉ - MG Tel: (37) 3541-2215 dione.tangara@gmail.com ALESSANDRO DE OLIVEIRA GUERRA AOG Agropecuária - AIMORÉS - MG Tel: (33) 3267-1442 aogpecuaria@yahoo.com.br ALFREDO DA MATA Fazenda Matinha - FRUTAL - MG Tel.: Sogro: (34) 3421-0296 Faz: (34) 3421-8281 Alfredo (34) 9974-0595 fazendamatinha@bol.com.br

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ARAPORÃ - MG Tel. Res.: (34) 3281-4592 Tel. Com.: (34) 3218-2905 Cel.: (34) 9666-2017 antomar@netsite.com.br antomar@eseba.ufu.br ANTÔNIO DA APARECIDA ARAÚJO Sítio Kalangal - UNAÍ - MG Tel.: (38) 3676-4073 Cel. Antônio Araújo: (38) 9928-2771 sindruralunai@yahoo.com.br ANTÔNIO EUSTÁQUIO ANDRADE FERREIRA Fazenda Salobo Lugar Lagoa Feia VAZANTE - MG Telefax: (34) 3813-1032 Cel.: (61) 8185-1515 fazendasalobo@yahoo.com.br ANTÔNIO GOMES LEMOS Fazenda Alcântara GOVERNADOR VALADARES - MG Tel.: (33) 3272-1260 3272-1238 Fax.: (33) 3271-3060 harasalcantara@harasalcantara.com.br antoniolemos@harasalcantara.com.br agrotara@trimeisp.com.br ANTÔNIO PAULO ABATE Fazenda Santa Albertina CAMPO FLORIDO - MG Tel.: (11) 2905-3123 Faz.: (34) 3322 1437 Cel. Antônio (34) 9634-5007 apangenetica@terra.com.br

ALS PARTICIPAÇÕES LTDA. Fazenda Santa Rosa PIRAPETINGA - MG Tel.: (32) 3465-1298 / (22) 3855-1267 / (22) 3855-1263 agrocenter@megazip.com.br

CARLOS FERNANDO FERRAREZI GUIMARÃES Fazenda Esperança GUANHÃES - MG Com.: (33) 3421-1598 / (33) 3421-1527 Fax.: (33) 3421-1011 cf.ferra@bol.com.br

ALTA GENETICS DO BRASIL LTDA Central UBERABA - MG Tel.:(34) 3318-7777 Fax: (34) 3318-7701 brasil@altagenetics.com.br www.altagenetics.com.br

CARLOS ROBERTO CALDEIRA BRANT Fazenda Gavião SÃO PEDRO DO SUAÇUÍ - MG Tel.: (31) 3221-9349 Fax: (31) 3227-4707 Cel.: (31) 8669-5393 fazendagaviao@ig.com.br

ÂNGELUS CRUZ FIGUEIRA Fazenda Terras de Kubera UBERABA - MG Telefax: (34) 3359-0660 terrasdekubera@voiler.com.br

CELSO AUGUSTO RIBEIRO DE CARVALHO Fazenda Nossa Senhora Aparecida PARAISÓPOLIS - MG Tel.: (35) 3651-1054 / (35) 8431-4347 drcelso@sbs-net.com.br

ANIBAL EUGÊNIO VERCESI E FILHOS Fazenda Bela Vista e Morro D'Agua GUAPÉ - MG Tel.:(19) 3233-8606 Faz (35) 9953-5013 Cel. Anibal Filho (19) 9172-2223 joaopinheirobr@yahoo.com.br

CELSO LUIS MIZIARA DINIZ Faz. Nossa Senhora Aparecida PERDIZES - MG Tel.: (16) 3811-0498 Cel.: (16) 9176-9190 celsodiniz@netsite.com.br

ANTOMAR ARAÚJO FERREIRA Faz. Nossa Senhora da Abadia

CÉSAR AUGUSTO GOMES GASPAR Sítio Nossa Senhora da Penha

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ANDRELÂNDIA - MG Tel.: (21) 7634-2616 Raila (esposa) (24) 8811-0371 girleiteironsp@ig.com.br girleiteironsp@hotmail.com CÉSAR HENRIQUE BASTOS KHOURY Fazenda São Geraldo - POTÉ - MG Tel.: (33) 3522-3886 Fax.: (33) 3521-1767 Cel.: (33) 9985-1767 CHRISTINA DO VALLE TEIXEIRA LOTH Fazenda São Vicente MAR DE ESPANHA - MG Rua Enéas Câmera, 46 Apto. 101 Cep:36640-000 Tel: (32) 3276-1159 Fax: (32) 3276-2381 Cel. Christina: (32) 9972-5480 amandagribel@yahoo.com.br CLAÚDIO SEVERINO LARA Fazenda Pontal - BALDIM - MG Tel.Res: (31) 3661-3124 Fax.: (31) 3661-1090 Cel.: (31) 9951-7410 claudio@cenatte.com.br DIRCEU AZEVEDO BORGES Fazenda Milenium Paticipações S/C Ltda. UBERABA - MG Tel.: (34) 3319-1144 novaindia@novaindia.com.br EDUARDO JORGE MILAGRE Estância Milagre UBERLÂNDIA - MG Tel.Res.: (34) 3234-7323 Fax: (34) 3236-4409 Cel. Eduardo (34) 9971-3168 eduardo@milagrefomentomercantil. com.br EDVALDO ANTÔNIO BUENO Fazenda Sítio Nossa Senhora de Fátima INCONFIDENTES - MG Tel.: (35) 3464-1020 Fax.: (35) 3464-1168 ENIR GOMES BARBOSA Fazenda Estiva - BRUMADINHO - MG Tel.Res.: (31) 3394-1079 / Fax: (31) 3394-9728 EPAMIG EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERAIS Fazenda Experimental Getúlio Vargas UBERABA - MG Tel.Escr.:(34) 3321-6699 Fax: 3321- 6734 Retiro dos animais (34) 9998 9201 xavier@epamiguberaba.com.br cttp@epamig.br ERICK CARBONARI Fazenda Terra Alegre - BRASILÂNDIA DE MINAS - MG Tel.: Com.:(11) 4538-6436 Tel. Com.:(11) 4538-6814 Cel. Erick: (11) 8325-6934 fazterraalegre@hotmail.com

ERNESTO CHRISTÓFARO DE ANDRADE Fazenda Celina SÃO JOÃO DEL REY - MG Tel.Res:(31) 3287-7216 / (31) 3389-5555 Cel.: (31) 9278-0120 ernestoandrade@uol.com.br andrade@epa.com.br EVANDRO DO CARMO GUIMARÃES Fazenda das Boas Lembranças LEOPOLDINA - MG Tel: (11) 3097-0545 FABIANO SANTOS JUNQUEIRA Fazenda Califórnia - FLORETAL - MG Tel. (37) 3232-2800 Cel.: (37) 9932-3459 fabianojunq@nwm.com.br FÁBIO ANTÔNIO POZZI Fazenda Santo Antônio ARAGUARI - MG Tel: (34) 3256-9630 Fax: (34) 3256-9614 diagro@nacionalexpresso.com.br FAZENDA BRASÍLIA AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Brasília SÃO PEDRO DOS FERROS - MG Tel.:(33) 3352-1272 / (33) 3352-1376 / (31) 9211-0018 girleite@uai.com.br flaper@uai.com.br FLAVIO AUGUSTO SALIM NOGUEIRA Fazenda Egito - CRUCILÂNDIA Rua Alzira Rocha Saliba, 102 Cep: 32632-020 - Betim - MG Tel. (31) 3531-4929 Cel.: (31) 9828-6789 salim@pucminas.br GABRIEL DONATO DE ANDRADE Fazenda Calciolândia - ARCOS - MG Tel.:(37) 3359-7400 Fax: (37) 3359-7425 Cel. Jordane (37) 9981-7481 girleiteiro@calciolandia.com jordane@calciolandia.com www.calciolandia.com GARÇA DO OURO FINO EMPREENDIMENTOS Fazenda Rancho Santo Antônio SERRO- MG Telefax: (38) 3541-1253 Fabrício (31) 9117-5447 / (31) 8488-1214 Túlio (irmão) (38) 9131-4943 / (31) 8479-7203 fabricio@gofe.com.br tulio@gofe.com.br www.gofe.com.br GERALDO ANTONIO DE OLIVEIRA MARQUES - Estância Bom Retiro SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - MG Fazenda Três Barras VIRGÍNIA - MG Tels: (11) 3672-0417 / (11) 3933-7805 / (11) 3933-7801 gmarques@jhg.com.br


GERSON DIAS FILHO Fazenda Vereda do Tarin PRUDENTE DE MORAIS - MG Telefax: (31) 3291-0064 Cel.: (31) 9983-1519 Faz: (31) 9614-5371 fazendavereda.tarin@terra.com.br GUILHERME DE MELO MASCI Fazenda do Ipê - CURVELO - MG Tel.Res.:(31)3225-3848 Telefax:(31) 3335 8835 Cel.:(31) 9972-4998 gmmasci@hotmail.com HEDA BORGES MACHADO Fazenda Santa Bárbara UBERABA - MG Tel. Res.: (34) 3312- 3226 Cel. Luiz Fernando (34) 9979-1403 / (34) 3338-7419 HÉLIO MACEDO DE QUEIROZ Sítio Vale Azul - BR 381 KM 164 À Margem do Rio Doce GOVERNADOR VALADARES - MG Cel.: (33) 9989-3022 HENRIQUE CAJAZEIRA FIGUEIRA Fazenda Figueira - UBERABA - MG Tel.: (16) 3911-7314 Cel. Henrique (16) 7812-3231 hfigueira@hotmail.com ISOMÉRIO FERREIRA DOS REIS FAZENDA JJC PASSOS - MG Tel: (35) 3522-8040 / (35) 3521-6484 IVAN SCALON CORDEIRO Fazenda Ouro Branco SACRAMENTO/MG Tel: (34) 3351-1406 Com: (34) 3351-2706 Cel.: (34) 8403-1434 is@onda.net.br JAMIL GANAN ALEY Sítio Duas Águas CRISTINA - MG Tel.: (35) 3281-1328 Cel.: (35) 9122-7740 jgaaley2@netpoint.com.br JEFERSON MENDES NASCIMENTO Fazenda Promove PARACATU - MG Tel.: (38) 3672-1992 Fax: (38) 3671-3215 Cel.: (38) 9946-4124 jefersonmnascimento@hotmail.com JOÃO CORRÊA PINHEIRO FILHO Fazenda Paraíso CARMO DE MINAS - MG Tel.: (11) 3228-3577 (11) 3313-2933 Faz.: (35) 3274-1373 JOÃO CRUZ REIS FILHO Fazenda Sumaúma MIRADOURO - MG

Tel.: (61) 8187-1187 sumauma@fazendasumauma.com.br www.fazendasumauma.com.br JOÃO FRANCISCO DE FREITAS COSTA Fazenda Arantes Brejauba CAMPINA VERDE - MG Tel.Res.: (34) 9962-0500 / Cel. Esposa (34) 9944-5557 fjoaofrancisco@gmail.com JOÃO MACHADO PRATA JÚNIOR Fazenda Aprazível ÁGUA COMPRIDA - MG Tel: (34) 3318-4188 Ramal 4109 Fax: (34) 3318-4108 Cel.: (34) 9972-7623 / (34) 9995-5500 jmachado@fazu.br fazendaaprazivel@hotmail.com JOAQUIM BATISTA FILHO Fazenda Lapa PARACATU - MG Tel.Res: (38) 3671-5316 Cons.: (38) 3671-5363 / (38) 9962-5363 docjb@bol.com.br JOAQUIM ROSSI Fazenda São José - COQUEIRAL - MG Tel.: (35) 9971-5174 Carlo Rossi (34) 9984-0919 carlonrossi@terra.com.br cassiofrossi@hotmail.com JORGE LUIZ CAIXETA DA CUNHA Fazenda Douradinho - UBERLÂNDIA - MG Tel.Res.: (34) 3219-5450 Com.: (34) 3216-7857 JORGE PAPAZOGLU E OUTRO Fazenda Santa Lúccia INHAÚMA - MG Tel: (31) 3774-5800 / (31) 3772-2504 JOSÉ AFONSO BICALHO BELTRÃO DA SILVA Fazenda Cachoeira - FERROS - MG Telefax: (31) 3292-2415 Cel.: (31) 8888-3452 Adriano (31) 9697-2957 Luciana (31) 3277-4462 jabsilva@uol.com.br lucianacaricatte@gmail.com adrianofbicalho@uol.com.br JOSÉ ANTÔNIO DE OLIVEIRA Fazenda Jaó - FRUTAL - MG Tel.: (34) 3421-8179 Cel.: (34) 9155-8346 falar com Jorge JOSÉ COELHO VITOR Fazenda São José do Can Can PASSOS - MG Tel.:(35) 3529-0600 Cel.: Maurício (filho): (35) 9133-1825 Cel. José Coelho: (35) 9133-1840 mauricio@josecaboverde.com.br passos@josecaboverde.com.br www.josecaboverde.com.br

JOSÉ JOÃO SALGADO RODRIGUES DOS REIS Faz. Criciúma CARMO DO RIO CLARO - MG Tel.: (35) 3561-1399 Fax: (35) 3561-1357 Cel. José João (35) 9135-0630 JOSÉ JOAQUIM MELO LEMOS Fazenda Alexandria (Fazenda Vargem Alegre) PASSOS - MG Tel.:(35) 3521-1360 Cel.: (35) 8818-0101 fazendavargemalegre@yahoo.com.br

Associados

ABCGIL

JOSÉ LÚCIO REZENDE Fazenda Santo Antônio MATOZINHOS - MG Telefax: (31) 3516-7922 Cel. José Lúcio (31) 9304-7067 ecb@ecbsa.com.br fazendasantoantonio@ecbsa.com.br JOSÉ LUIZ SOARES Fazenda da Mata e Nossa Senhora Aparecida PASSOS - MG Tel: (35) 3521-4782 Cel. José Luiz: (35) 9981-0456 Cel. Jean (filho): (35) 9162-7995 JOSÉ MÁRCIO CASARIN HENRIQUES Fazenda Agropecuária Novo Horizonte GUARANI - MG Tel.: (32) 3575-1708 Fax.: (32) 3575-1527 Cel.: (32) 9958-3369

JOSÉ RICARDO FIUZA HORTA Fazenda Fundão PAINS - MG Cons.:(31) 3335-9033 Res.:(31) 3337-5993 Faz.:(37) 3323-1126 Fax:(31) 3335-8426 j.horta@terra.com.br JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS MOREIRA Fazenda Santa Terezinha NOVA UNIÃO - MG Tel.: (31) 3297-5222 / (31) 3273-3838 Fax.: (31) 3273-9780

JOSÉ MARCIO E CARLOS DE SIMONI Fazenda Limeira PASSOS - MG Tel.: (35) 3521-3159 / 9133-0919 jose.marcio@agnet.com.br carlos@zbrlimeira.com.br www.zbrlimeira.com.br

JOVELINO CARVALHO MINEIRO FILHO Fazenda Sant'Anna UBERABA-MG Tel: (34) 3319-0700 / (34) 3319-0707 delamar@fazendasantama.com.br www.fazendasantana.com.br

JOSÉ MARIA DE SOUZA Fazenda Santa Edwiges NAQUE - MG Tel.:(31) 3826 1651 Cel.: (31) 9988 1653 Faz.:(31) 9109-1073 Marmoraria Telefax: (31) 3826-5001 Martinho (31) 8872-2965 souzatim@uol.com.br

JULIZAR DANTAS Fazenda Estrela do Sul NOVA MÓDICA - MG Tels: (31) 3224-3228 / (31) 3222-2851 Cel. Julizar: (31) 9992-2851 julizardantas@taskmail.com.br julidantas@cardial.br http://sites.br.inter.net/fazendaestreladosul/

JOSÉ PATRÍCIO DA SILVEIRA NETO Fazenda Santa Isabel PIRAPORA - MG Faz: (38) 3741-2712 Esc.: (38) 3741-3011 Cel.: (38) 9982-0273 patriciopirapora@gmail.com

LEANDRO DE AGUIAR Fazenda Esperança IBIÁ-MG Fazenda Bela Vista Caixa Postal: 571 38.183-971 ARAXÁ-MG Tel: (34) 3662-7774 fazendaengenho@terra.com.br

JOSÉ RENATO FONSECA OLIVEIRA Agropecuária Mackllani SANTA BÁRBARA - MG TEL: (31) 3832-1187 Cel.: (31) 8647-1060 melsb@melsantabarbara.com.br

LEANDRO RODRIGUES DE SOUZA Fazenda Córrego do Imbé IMBÉ DE MINAS - MG Tels: (31) 3779-2700 / (31) 8787-1711 leandro.rodrigues@faculdadepromove.br

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Associados

ABCGIL LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ Fazenda Estiva ITAPECERICA - MG Telefax: (31) 3293-3536 Cel.: (31) 9981-1533 ferrazadv@terra.com.br LUCIANO LUZES BORGES / LEONARDO LIMA BORGES Fazenda Badajós - UBERABA - MG Tel.:(34) 3312-1188 Cons.:(34) 3333-7181 Cel.:Luciano (34) 9145-0100 Cel.: Leonardo (11) 8132-8462 leonardolborges@yahoo.com.br www.badajos.hpg.com.br LUIS FERNANDO RABELO BARROS Fazenda Lamarão - UNAÍ - MG Tel. Res.:(61) 3964-5549 Com.:(61) 3245-5159 Faz.: (32) 9952-0886 Cel.: (61) 8117-8854 luisfrbarros@hotmail.com www.inbol.com.br LUÍS GUSTAVO RABELO XAVIER Fazenda Três Barras - POMPEÚ - MG Tel.: (31) 3372-7550 Cel.: (31) 8428-0870 LUIZ ANTÔNIO DE ALMEIDA NORONHA Fazenda Fabel e Bonsucesso LAMBARI - MG e JESUÂNIA - MG Cel.: (35) 9989-1718 / (35) 9989-1419 (Secretária) Fax Hospital (35) 3235-1888 Cons.: (35) 3271-1419 isabela-noronha@hotmail.com hospsaolucastc@yahoo.com.br

LUIS EVANDRO AGUIAR Fazenda Boa Esperança VERISSÍMO - MG Tel.: (34) 3313-0058 Cel. (34) 9122-9556 luizevandroaguiar@terra.com.br LUIZ RONALDO DE OLIVEIRA PAULA Sítio Jubahy - UBERABA - MG Tel.Esc.:(34) 3322-3522 Cel.: (34) 9192-9291 (34) 9976-0986 (34) 3311-1674 leitegir@leitegir.com.br

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MARCELO AUGUSTO CARVALHO DE OLIVEIRA Fazenda Querência - UBERABA - MG Tel.Res: (34) 3312-4041 Fax (34) 3312-2342 / (34) 3338-4041 Cel.: (34) 9972-5855 racoadvogado@bol.com.br MARCELO DA SILVA Fazenda São José CHIADOR - MG Tel.: (21) 2438-8123 / (21) 3861-7300 MARCIO DINIZ CRUZ Fazenda Campo Verde JABOTICATUBAS- MG Tel. Res. (31) 3227-7908 Tel.Com. (31) 3217-6920 marcio@frforte.com.br MÁRCIO FERREIRA PINTO Fazenda Córrego Fundo ARAXÁ - MG Tel: (34) 3351-1558 Cel.: (34) 9156-4252 marcioferreirapinto@hotmail.com MARCO ANTONIO ANDRADE BARBOSA Fazenda India UBERABA - MG Tel.: (34) 3333-7788 / 9972-1555 Faz.: (63) 3415-1606 maab1@terra.com.br joana@maab.com.br www.maab.com.br MARCOS AMARAL TEIXEIRA Fazenda Pão de Açúcar ARAXÁ - MG Tel. Faz: (34) 3661-4594 Cel. Marcos (34) 8835-7014 Alessandra (fazenda) (34) 8835-7016 Tel. Com.: (34) 2108-2200 Ramal 245 marcosamaral@mataboi.com MARIANGELA MUNDIM TEIXEIRA Fazenda Cocho D'Água PEDRO LEOPOLDO - MG Tel.: (31) 3661-1033 Cel.: (31)9984-5837 mariangelalmt@yahoo.com.br MARILIA FURTADO DE ANDRADE Fazenda Engenho Nogueira IGUATAMA - MG Tel. (37) 3359-7400 Fax. (37) 3359-7401 girleiteiro@calciolandia.com MATEUS GIANNINI SILVA Agropecuária Giannini SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA - MG Tel. Faz.: (35) 9981-4075 Cel.Mateus: (35) 9802-9893 Com.: (35) 3522-0879 Cel. Lucas: (35) 8805-3017 mateusgiannini@hotmail.com MICHEL SILVA KORKMAZ (Falecido) Fazenda Vivenda Mariana MARIPA DE MINAS - MG Tel. (32) 3213-1442 / (32) 3224-3547 /

(32) 3224-3547 / (32) 9122-0989 / (32) 3234-1153 ( Rozeli) michelk@acesso.com.br MILLER CRESTA DE MELO SILVA Faz. Ribeirão Grande SÃO JOÃO BATISTA DA GLÓRIA - MG Tel.:(35) 3521-2721 Cel.:(35) 8819-2600 Faz: (35) 3526-2626 / (35) 8845-2500 contato@fazendaribeiraogrande.com.br MILTON DE ALMEIDA MAGALHÃES JÚNIOR E MILTON DE ALMEIDA M. NETO Fazenda Preciosa UBERLÂNDIA -MG Tel.:( 34) 3235-7174 Cel. Milton Jr (34) 9813-1990 Cel. Milton Neto (34) 9812-1990 miltonamneto@terra.com.br miltonmagalhaes@terra.com.br MOISÉS FERNANDES CAMPOS Fazenda Cerrado Velho ARTINHO CAMPOS - MG Tel.: (31) 3773-9926 Cel.: (31) 8857-1255 ONOFRE EUSTÁQUIO RIBEIRO Estância Jasdan - PARAOPEBA - MG Tel: (31) 3714-7427 Cel.Onofre (31) 9633-0049 onofreer@uai.com.br www.joaofeliciano.com.br ORLANDO DE OLIVEIRA VAZ FILHO Fazenda Santa Isabel - PARAOPEBA - MG Com.:(31) 3714-3191 / (31) 3273-1234 santaisabel@uai.com.br ORLANDO GIORDANI DE MOURA Fazenda Vitória - SETE LAGOAS - MG Tel.: (31) 3773-1557 Cristina (31) 9986-0046 Cel.: (31) 9986-0046 orlandogiordani@retificadieselsete. com.br OSVALDO XAVIER GONÇALVES Fazenda Oxygênio - COROACI - MG Tel.:( 31) 3342-2775 Cel.: (31) 9991-2773 irsf@terra.com.br PAULO AFONSO FRIAS TRINDADE JR. Faz. Nova Trindade - UBERABA - MG Tel.: (21) 2272-5000 Faz. (34) 3359-0121 PAULO CÉSAR BARREIRA Fazenda Vista Alegre CARMO DA MATA - MG Tel.: (31) 3291-6773 Cel.: (31) 9959-6317 Faz.: (37) 9981-3290 pcbarreira@uol.com.br PAULO RICARDO DE CASTRO MIOTTO Estância Triângulo - Uberaba - MG Tels:(34) 3311-5054 Cel.: (11) 4016-5567 / (11) 7890-0131 /

(34) 9135-8763 estanciatriangulo.girpo@yahoo.com.br PAULO RICARDO MAXIMIANO Cabanha Corrego Branco CAPETINGA - MG Faz: (35) 3543-1623 Cel.: (35) 9126-9070 (Josué) / (35) 9126-9066 (Paulo) elenaide@carthoms.com.br www.dacabanha.com.br PAULO ROBERTO ANDRADE CUNHA Fazenda Genipapo UBERLÂNDIA - MG Tel: Com. (34) 3226-6384 Res. (34) 3219-4801 / (34) 9971-1692 PECPLAN ABS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Fazenda Santo Inácio UBERABA - MG Tel.:(34) 3319-5400 mnery@absnet.com.br PEDREIRA PRODUZIR GENÉTICA Fazenda Pedreira - BOM DESPACHO - MG Res.: (37) 3522-6342 /(37) 3799-4109 / (37) 3521-3153 / Cel.:(37) 9985-1827 pedreira@produzirgenetica.vet.br dario@produzirgenetica.vet.br www.produzirgenetica.vet.br PEDRO VENÂNCIO BARBOSA Fazenda Querência ONÇA DE PITANGUI - MG Tel: (31) 3394-7505 RAFAEL BASTOS TEIXEIRA Fazenda Mato Dentro VIÇOSA - MG Tel. (31) 3891-6746 Cel.: (31) 9812-3435 (31) 8865-6746 rafaelzootecnia@yahoo.com.br www.fazendamatodentro.com.br RAFAEL CORRÊA FONTOURA Fazenda Agua Santa CONQUISTA - MG Tel.: (34) 3313-9305 Cel.: (34) 9939-9309 REGINALDO JOSÉ DA SILVA Fazenda 5R UBERABA - MG Tel.Res.:(34) 3314-8167 Com.: (34) 3332-6880 Fax: (34) 3313-6766 Cel.: (34) 9909-2922 epsilva1@terra.com.br fazenda_5r@yahoo.com.br RENATO DA CUNHA OLIVEIRA Fazenda Baixadinha CONCEIÇÃO DA ALAGOAS - MG Tel.: (34) 3312-1722 Res.: (34) 3332 4733 Cel.: (34) 9960-4952 Faz.: (34) 3359-0202 rcko@terra.com.br fazendabaixadinha@terra.com.br


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RENATO ROCHA LAGE Fazenda Córrego Frio SANTA MARIA DO ITABIRA - MG Tel.: (31) 3241-1832 Fax.: (31) 3241-1832

Com.: (31) 3295-7720 / (31) 3295-6144 Cel.: (31) 9982-1878 Faz: (31) 9726-0997 tomazar@uai.com.br

Cel.: (91) 9996-3839 hiltonpeixoto@ig.com.br

RICARDO MIZIARA JREIGE Fazenda Nossa Senhora de Lourdes UBERABA - MG TEL: (34) 3321-7229 / (34) 3336-6707

TORRES LINCOLN PRATA CUNHA FILHO Estância Poty UBERABA - MG Tel: (34) 3312-4977 Fax: (34) 3312-4916

EMEPA-EMPRESA ESTADUAL DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DA PARAÍBA S/A Estação Experimental "João Pessoa" UMBUZEIRO - PB Tel.:(83) 3395-1001 / (83) 3221-4504 eejp.@uol.com.br

ROBERTO DIAS DE CARVALHO Fazenda Juá ARCOS - MG Tel.:(37) 3351-2857 / (37) 3359-7230 / Res.: (37) 3351-1443 Cel.: (37) 9983-4610 robertodias49@yahoo.com.br RONALDO COSTA DA SILVA Fazenda Recanto do Sol PARACATU - MG Com.: (38) 3671-3990 / (38) 3672-3200 Cel.: (38) 9960-2370 / (38) 9959-6534 girleiteirorcsol@uol.com.br RONEY MÁRCIO QUIRINO Fazenda Rayputana DIVINOPÓLIS - MG Tel. Res.:(37) 9987- 9927 Com.: (37) 3229- 7604 Fax: (37) 3229- 7784 roneyquirino@ig.com.br SALVADOR MARKOWICZ NETO Fazenda São Paulo PATOS DE MINAS - MG Tel..: (11) 3875-3207 Cel.: (11) 8160-8883 Faz.: (34) 9167-0818 smarkz@uol.com.br SENHORA DE FÁTIMA S/C LTDA. Fazenda Chácara e Retiro NOVA SERRANA - MG Tel.: (31) 3221-6548 Cel.: (31) 9991-6548 com Luiz Felipe SÍLVIO QUEIROZ PINHEIRO Fazenda Arapoema - UBERABA - MG Tel.: (61) 3233-2848 Cel.: (61) 9989-4632 Faz.: (34) 9665-6030 Henrique (filho) (34) 9978 4470 silviop@solar.com.br SOCIEDADE EDUCACIONAL UBERABENSE Fazenda Escola Alexandre Barbosa UBERABA-MG Tel: (34) 3319-8760 3319-8763 / 3319-8818 / 3319-8834 zebu@uniube.br zebu2@uniube.br fazenda.escola@uniube.br TOMAZ DE AQUINO RESENDE Fazenda Rancho Fundo das Grotadas SANTO ANTÔNIO DO MONTE - MG Tel. Res.: (31) 3426-8873

VANIR GARCIA LEÃO Fazenda Xanadú - IGUATAMA - MG Tel.Res.: (31) 3292-7673 Com.Telefax: (31) 3337-4528 luciano.leao@yahoo.com.br adtec@gold.com.br VERA LÚCIA DIAS Fazenda Dias Vialactea ENGENHEIRO CALDAS - MG Tel. Res.: (33) 3221-9341 Cel. (33) 9904-5552 veradias@comcast.net VITOR CÉSAR CALDAS MACHADO Fazenda Santana 2 - UBERABA - MG Tel.: (34) 3312-1690 Com. (34) 3315-4670 Cel.: (34) 9166-9545 zebuleite@hotmail.com www.zebuleite.com.br WILSON CARNEIRO SILVA JUNIOR Fazenda Berço da Lua SANTA JULIANA - MG Tel.: (34) 3332-0101 WILSON ERNESTO MARTINEZ BOLIVAR Sítio Alvorada - UBERABA - MG Tel.Res: (34) 3336-6089 / (34) 3316-7820 Cel.: (34) 9106-1256 wilsonmar012000@yahoo.com

PARÁ ANTÔNIO ABÍLIO MARQUES CORDERO Fazenda Fiel Agropecuária Ltda. CASTANHAL - PA Tel.: (91) 4005-3445 Fax.: (91) 4005-3440 Cel.: (91) 8147-2323 abiliocordero@fiel.srv.br HILTON DA CUNHA PEIXOTO Fazenda Joaíma e Uraím PARAGOMINAS - PA Telefax: (31) 3223-3942 Cel.: (31) 9605-0780 Faz.: (91) 3729-4388

PARAÍBA

Associados

ABCGIL

PARANÁ JOÃO SALA Fazenda Bom Pastor - UMUARAMA - PR Tel.Res.: (44) 3622-5816 Com.: (44) 3621-3700 Fax: (44) 3621-3737 VALDO HENRIQUE MANDEGAN FAVORETO Rancho Serrano - LONDRINA - PR Tel.: (43) 3321-6082 Cel.: (43) 9151-9000

PERNAMBUCO FERNANDO ANTÔNIO MAIA RODRIGUES DE ALMEIDA Fazenda Santana VITÓRIA DO SANTO ANTÃO - PE Tel.: (81) 3445-1145 Cel.: (81) 8751-1620 / (81) 9133-9090 fazendasantana@gmail.com SUPRANOR - IND. E COM. LTDA Fazenda Sanharó ARCOVERDE - PE Tel. (81) 2122-1855 Fax: (81) 2122-1844 Cel.: (81) 9972-0678 supranor@supranor.com.br carlos.alberico@supranor.com.br

RIO DE JANEIRO ARISTEU RAPHAEL LIMA DA SILVEIRA Sítio Gabriel CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel.: (21) 2713-5993 Cel.: (21) 9584-8524 EMERSON TEIXEIRA DE OLIVEIRA Rancho Sagrada Família CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel.:(21) 2487-0912 Com.: (21) 2401-6627 (21) 2401-5942 (21) 2419-4206 Cel.: (21) 9626-4465 gir@ranchosagradafamilia.com elizabetholiveira@jpi.com.br www.ranchosagradafamilia.com

FERNANDO FIUZA DIZ Fazenda Santana CACHOEIRA DE MACACU - RJ Esc.: (22) 2793-1250 Fax: (22) 2793-1268 Faz.: (21) 2745-3160 Cel. Fernando: (21) 9986-1173 fernando@seaflux.com.br FILIPE ALVES GOMES Fazenda Volta Fria - Raposo ITAPERUNA - RJ Tel. Res. (22) 3847-2284 Telefax: ( 22) 3847-2133 Cel.: (22) 9963-2284 fazendavoltafria@hotmail.com FRANCINIR ANTÔNIO SANCHES Fazenda Ouro Branco GUAPIMIRIM - RJ Com.Fax: (21) 2221-1665 Cel.: (21) 9110-4900 Cel. Francinir (21) 9983-1868 francinirsanches@uol.com.br JAYME DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Fazenda Ouro Branco CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel: (21) 9480-1274 linharense2007@hotmail.com JOBSON DE ASSIS SALGADO Rancho Cerro Azul CACHOEIRA DA MACACU - RJ Tel.: (21) 2745-0756 / (21) 9489-7014 JOSÉ ANTÔNIO LOPES DE NORONHA Fazenda Rancho Paraty CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel.: (21) 9612-4131 JOSÉ ANTÔNIO SILVA LINO Fazenda Acalanto CAHOEIRAS DE MACACU - RJ Telefax.: (21) 2548-8845 Cel.: (21) 9466-1800 jalagel@gmail.com www.fazendaacalanto.com.br

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Associados

ABCGIL JOSÉ ARLEY LIMA COSTA Fazenda Parahy CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Telefax:(21) 3974-3030 Faz.:(21) 2745-4063 Cel.: (21) 9140-7266 / (21) 9144-0321 Cel. Cecília (Secretária) (21) 9619-8555 arley@arcoly.com.br parahy@arcoly.com.br www.fazendaparahy.com.br JOSÉ LUÍS NEVES DE CARVALHO Fazenda Macabú -MARICÁ-RJ Tel:(21) 2634-2553 / (21) 2222-0553 rurturaresp@uol.com.br JOSÉ MOACIR SILVEIRA DE SOUZA Fazenda Caieira BARRA DO PIRAÍ - RJ Tel.: (24) 8117-6261 moacirfazenda@yahoo.com.br

LERENO NUNES NETO Sítio do Holandês CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tels: ( 21) 2745-7114 / (21) 2745-4064 / (21) 2745-4102 / Cel.: (21) 8881-4318 LUIZ CARLOS BANDOLE GOMES Fazenda Morro Alto - NATIVIDADE - RJ Tel.Res.: (22) 2722-3211 / Com.: (22) 2733-1079 / Cel.: (22) 9981-8707 micromedcom@terra.com.br LUIZ EUTÁLIO RODRIGUES DE ALMEIDA Fazenda Santa Luzia CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel: (21) 2745-4096 Com.: (21) 2745-4102 / (21) 2745-4064 / Cel.: (21) 9272-6562 / (21) 9217-5529 (Ana Paula) eutalio@yahoo.com.br paulademarque@yahoo.com.br MANOEL ARTHUR VILLABOIM DA COSTA LEITE Fazenda das Pitangas RIO DE JANEIRO - RJ Tel.: (21) 2512-3635 Fax.: (21) 3232-8631

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MANUEL SALGADO RODRIGUES DOS REIS Fazenda da Derrubada RIO DAS FLORES - RJ Tel.: (24) 2458-1188 MARCÍLIO FIGUEIREDO RODRIGUES Fazenda Quero Vê SÃO JOSÉ DE UBÁ - RJ Tel. Res.: (21) 2704-4304 Com.: (21) 2717-8142 Cel.: (21) 9913-5025 (22) 9896-8008 MÁRCIO PALMA LEAL Fazenda São José TRAJANDO DE MORAIS - RJ Tel.:(22) 2551- 1573 (22)2551-1917 Cel.: (22) 8111-2457 marcioleal.ratinho@gmail.com MARCO AURÉLIO GRILLO DE BRITO Fazenda Terra Nova RIO DE JANEIRO - RJ Tel. Res.: (21) 3325-8872 Com.: (21) 3251-7000 denise.grillo@terra.com.br MARCOS SERRA SEPEDA Fazenda dos Arcos CACHOEIRAS DE MACACÚ - RJ Tel: (21) 2521-3742 / (21) 2221-3830 Cel.: (21) 9857-2916 girleite@mundorural.org MARCUS SILVEIRA DE MORAES Sitio Macapá SANTA MARIA DE MADALENA - RJ Tel.Res.:(22) 2551-0085 Fax: (22) 2551-9000 Cel.: (22) 8823-6169 marcusmarcao@ig.com.br OTTO SOUZA MARQUES JUNIOR FAZENDA BABITONGA CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel (21) 2612-0031 Com. (21) 2745-4044 Fax: (21) 2612-0859 Cel.: (21) 9478-5169 ciadoleitemarapora@ig.com.br PAULO MARCIO CONANGIA Fazenda Mico-Leão-Dourado SILVA JARDIM - RJ Tel.: (21) 2266-3748 RENATO GUIMARÃES Fazenda Indaiá - PIRAÍ - RJ Tel.:(21)2502-7495 Cel.: (24) 2431-1274 / (24) 2431-1387 fazendaindaia@girdepirai.com.br www.girdepirai.com.br

RIBAMAR MACEDO COELHO Fazenda Sítio Santa Luzia CORDEIRO - RJ Tel.: (21) 2611-2286 Fax: (21) 3637-3131 Cel.: (21) 9987-3200 RODRIGO MARTINS BRAGANÇA Fazenda Novo Destino APERIBÉ -RJ Tel.Res:(22) 3864-1106 Cel.: (22) 9977-0001 rodrigobraganca@okinternet.com.br SÉRGIO LESSA Fazenda Las Horas - VASSOURAS - RJ Tel.: (21) 2492-5524 / (21) 2259-1245 Fax.: (21) 2259-0099 VOLMER CERQUEIRA DOS SANTOS São Geraldo - CORDEIRO - RJ Tel: (22) 2551-1582

RIO GRANDE DO NORTE EMPARN - EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DO RIO GRANDE DO NORTE S/A Campo Experimental Felipe Camarão SÃO GONÇALO DO AMARANTE - RN Tel.: (84) 3232-5864 emparn@rn.gov.br www.emparn.rn.gov.br

RONDÔNIA GEOVANI NUNES BARROSO Fazenda Curralinho - JARÚ - RO Tel. (69) 3521-1661 Cel.: (69) 9221-5384 geovani.dogirleiteiro@hotmail.com geovani@barroso@hotmail.com JOSÉ ELIAS DOS SANTOS Fazenda Dalas - CACOAL - RO Tel.Res.:(66) 8404-8248 Com.:(69) 3441-5222 Fax.:(69) 3441- 5222 Cel. José Elias (69) 9224-0331 acearensekcoal@hotmail.com

SÃO PAULO ACCELERATED GENETICS DO BRASIL LTDA - AXELGEN Faz. Santo Antônio da Alegria MOCOCA - SP Telefax (16) 2137-7700 Cel.Adm.: (16) 9131-8719 José de Castro (16) 9128-2010 Carlos Vivacqua (16) 9262-3018 jcastro@axelgen.com.br

secretaria@axelgen.com.br vivacqua@axelgen.com.br www.axelgen.com.br ADONIAS SOUZA DOS SANTOS Estância Vale dos Veredas JUQUITIBA - SP Tel. Res.: (11) 4667-2127 Com.: (11) 5823-3017 AGROPECUÁRIA E IMOBILIÁRIA MARIPÁ LTDA Fazenda Castelo - JAGUARIUNA - SP Tels.: Depto. De Agronegócios (11) 3156-0859 / (11) 3156-0853 Fax: (11) 3120-4984 otavio01@terra.com.br agromaripa@protege.com.br www.harasmaripa.com.br AMILCAR FARID YAMIN Fazenda São Judas Tadeu do Chapadão PORTO FELIZ - SP Tel. Esc.: (11) 2131-7755 Fax: (11) 2131-7778 Faz. (15) 3262-6050 (Adriana) nair@corona.com.br ANTÔNIO CESAR FERREIRA Agropecuária H2O - PALESTINA - SP Com.: (17) 3563-1705 Res.: (17) 3281-1154 Cel.: (17) 8112-1076 acesarf@attglobal.net ANTÔNIO JOSÉ L. DE OLIVEIRA COSTA Fazenda Tabarana STA. CRUZ DAS PALMEIRAS - SP Du (Contabilidade) (19) 3672-1295 Fax (19) 3672-2538 Res.: (19) 3633-5827 Cel. Du (19) 9268-1868 dcmendes@terra.com.br julio.marangon@uol.com.br ANTÔNIO LOPES BATISTA Fazenda Albalat - ATIBAIA - SP Tel.: (11) 2423-2800 .Cel.:(11) 93309619 Fax: (11) 2421-7902 Faz (11) 4402-9016 Res.: (11) 2452-7615 alopes@superlopes.com.br paula.renesto@superlopes.com.br APIL AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda São José BAURU - SP Tel: (14) 3236-1900 Falar com Karina


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BOM JARDIM DA SERRA AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Quebra Cuia - MOCOCA - SP Tel. Faz.:(19) 3665-3634 Faz.: (19) 3667-8446 Tel. Esc. Mococa: (19) 3665-5059 Adilson (19) 3656-7618 bomjardim@terra.com.br fazendaquebracuia@uol.com.br gquintella@uol.com.br www.fazendabomjardim.com.br BRÁULIO QUEIROZ PINHEIRO Fazenda Nova Estiva - BURITIZAL - SP Tel.: (16) 3729-3870 CARLOS ALBERTO DA SILVA Rio Vale Agronegócios - PORANGABA - SP Tel.: (11) 3063-1899 Res.: (11) 3889-0507 / (11) 9105-2030 cliente@riovale.com carlos@publique.com www.riovale.com CRV LAGOA DA SERRA LTDA Fazenda CRV Lagoa da Serra SERTÃOZINHO - SP Tel.: (16) 2105-2299 / (16) 2105-6677 adriana.zaia@crvlagoa.com.br www.crvlagoa.com.br DALILA GALDEANO LOPES Sítio São João - MARÍLIA - SP Tel: (14) 3425-2944 / (14) 2105-7777 Fax: (14) 2105-7758 DANIEL COSTA MENDES Rancho Campo Alegre SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP Com.: (19) 3622-2959 Cel. Daniel (19) 9100-7555 (19) 8109-5551 Cel. Mãe Beatriz (19) 9144-3443 dcmendes@terra.com.br www.campoalegredcad.com.br DUARTE QUEIROZ PINHEIRO Fazenda Santa Rita da Estiva BURITIZAL -SP Tel.: (16) 9998-7842 EDUARDO FALCÃO DE CARVALHO Estância Silvania - CAÇAPAVA - SP Tel.:(12) 3302-3077 Cel.:( 12) 9713-7144 Amélio (12) 9761-2237 girleiteiro@estanciasilvania.com.br www.estanciasilvania.com.br FÁBIO PINTO DA COSTA Fazenda Betel - IBITINGA - SP Cel.: ( 16) 9227-0079 fazbetel@terra.com.br FERNANDO AUGUSTO REHDER QUINTELLA Fazenda Angolinha - SÃO PAULO - SP Tel.: (11) 3034-3084 Rosângela (11) 3854-1774 Cel.Guto Quintella (11) 9660-2562 gquintella@uol.com.br

GERALDO LEMOS COSTA BITTAR E OUTRA Fazenda Aliança - FRANCA - SP Tel. (16) 3722-2583 Cel. (16) 9221-4552 / (16) 9237-7243 soniameleti@terra.com.br GERSON MIRANDA MOREIRA FAZENDA RIO GUATINGA JACAREÍ - SP Tel.Res.(12) 3962-1004 Com.(12) 3962-1047 Cel.: (12) 9164-7483 gersonmmoreira@hotmail.com clinicacaruana@ig.com.br INSTITUTO DE ZOOTECNIA DO ESTADO DE SÃO PAULO Estação Experimental de Zootecnia de Ribeirão Preto Tel.: (19) 3656-0200 Ramal 26 / (19) 3466-9400 JOÃO ANTÔNIO GABRIEL Estância Santa Maria TAQUARITUBA - SP Tel.Res.: (14) 3762-4349 Com.: (14) 3672-1830 Fax: (14) 3762-2164 Contato Flávio: (14) 9148-6258 JOÃO CARLOS DE ANDRADE BARRETO Fazenda Adriana VALENTIM GENTIL - SP Faz: (17) 3485-7451 Esc.: (17) 3485-1356 Cel. João Carlos (17) 9113-8433 Gilberto (Gerente) (17) 9136-8728 fazendaadriana@grupobarreto.com.br carlinhosbarreto@grupobarreto.com.br JOÃO CARRIJO DA CUNHA Fazenda Chaminé da Cachoeira RESTINGA - SP Tel. Res. (16) 3722-2922 Cel.: (16) 9967-5122 joao.carrijo@gmail.com JOAQUIM JOSÉ DA COSTA NORONHA Fazenda Terra Vermelha VARGEM GRANDE DO SUL - SP Tel.Faz.:(19) 3643-7033 Cel. Kinkão (19) 9105-6660 Res. São João da Boa Vista: (19) 3631-6575 girleiteiro_campoalegre@yahoo.com.br JORGE NUNES PEREIRA FILHO Chácara Santa Helena JACAREÍ - SP Tels: (12) 3962-6264 / (12) 3951-2000 Cel.: (12) 9713-2296 JOSÉ DE CASTRO RODRIGUES NETTO Fazenda Santana da Serra - CAJURU - SP Tel.Faz.:(19) 3667-9404 Cel.: (16) 9128-2010 Fax:(16) 2137-7700 jcastro@axelgen.com.br contato@girleiteirofb.com.br www.girleiteirofb.com.br

JOSÉ FRANCISCO JUNQUEIRA REIS Fazenda Sta. Fausta - LINS - SP Tel.Esc.: (14) 3522-2247 Fax: (14) 3522-2948 Faz.: (14) 3523 6233 Cel. Alberto (14) 9745-1470 santafausta@uol.com.br JOSÉ LUIZ JUNQUEIRA BARROS Fazenda Café Velho - CRAVINHOS - SP Tel: (16) 3625-2323 / (16) 3625-2174 joseljbarros@terra.com.br JOSÉ ORLANDO BORDIN Fazenda Araquá - CHARQUEADA - SP Tel.Res.: (11) 3813-7187 Fax: (11) 5571-5494 Cel.: (11) 9614-2644 Faz.: (19) 3486-4601 jobordin@hemato.epm.br www.geneticagir.com.br

Associados

ABCGIL Tel.Res.: (11) 4521-5949 Com.: (11) 4039-4070 Cel.: (11) 7205-8447 lrl.moraes@bol.com.br www.thermoprat.com.br

KENYTI OKANO Fazenda Santo Antônio - ITUVERAVA - SP Tel. Faz.:(16) 3729 3391 Cel. Kenyti Okano: (16) 8118 0056 Tel.Res:(16) 3729-3646 Cel. Adriano Okano: (16) 8118-0012 adrianookano@carol.com.br

MANOEL IZIDORO DO CARMO Sítio Passagem da Servidão SANTO ANDRÉ - SP Tel.:(11) 4451 6803 / (11) 8515-8717 construtoraccs@ig.com.br vitalconstru@uol.com.br

LEANDRO FORTUNATO SÍTIO VO DUBETO - PORTO FELIZ - SP TEL: (11) 4393-6363 leandro@prodemol.com.br

MARCELO COSTA CENSONI E OUTROS Fazenda Amazonas - LEME - SP Tel:(19) 3633-2680 / (19) 35727463 Cel.: (19) 9775-1640

LEANDRO MARINHO DE ANDRADE Sitio São Judas Tadeu - GUARAREMA/SP Tel Res: (11) 6749-6521 Sitio (11) 4695-1924 sitiosaojudastadeu@bol.com.br LÚCIO RODRIGUES GOMES Fazenda Valão do Cedro - TAUBATÉ - SP Tel.:(12) 3631-6329 / (12) 3632-6575 / (12) 3653-2037 Cel.: (12) 9719-7219 / (12) 9156-6330 valaodocedro@ig.com.br LUIS ISIDORO FELIPE Estância Nova Avanhadava ZACARIAS - SP Cel.:(11) 9766-9932 luizisidorofelipe@yahoo.com.br LUIZ FERNANDO TARANTO NEVES Fazenda Santa Maria da Barra Grande ITATINGA - SP Res.: (11) 3287-8361 Esc.: (11) 3289-4122 Fax: (11) 3289-5808 Faz.: (14) 3847-3678 Cel.: (14) 8128-9990 lfernando@fcl.com.br LUIZ ROBERTO LIMA DE MORAES Sítio Água da Mata PONGAÍ - SP

MARCOS ANTÔNIO DE OLIVEIRA Fazenda Oliveira - ICÉM - SP Tel.Faz.:(17) 3282-2003 / (17) 3282-2604 Res.: (17) 3282-2107 Cel. Marcos Antônio (17) 9128-9751 MARIA TEREZA LEMOS COSTA CALIL Fazenda Paraiso FRANCA - SP Tel.Res.: (16) 3625-6253 Com.: (16) 3977-2700 Cel.: 8155-4444 Cel.Faz.: (16) 8155-5667 mariatereza@fazendaparaiso.com.br MARIO ROBERTO EWBANK SEIXAS Fazenda Estância Mário Roberto PATROCÍNIO PAULISTA - SP Tel:(16) 3145-1727 / (16) 3723-1515 Cel.: (16) 9999-9200 postomarioroberto@hotmail.com www.postomarioroberto.com.br MB AGRÍCOLA E PECUÁRIA LTDA Fazenda Boa Esperança da Serra MOCOCA - SP Tel.: (19) 3666-5500 / (19) 3656-2850 / Cel. Estela (16) 9791-1090 / (16) 9775-6949 sbsantos@dglnet.com.br

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Agenda EXPOSIÇÕES

2009/2010

Associados

ABCGIL

NELSON ARIZA Sítio Monte Alegre - NOVA GRANADA - SP Tel.:(17) 2136-9013 / Res.: (17) 3234-2086 Cel.: (17) 8122-2175 / Cel. Boi (17) 8115-7651 nelsonariza@riopretopetroleo.com.br / boi.assessoria@terra.com.br

2ª Exposição Internacional do Gir Leiteiro FEILEITE 2009 – São Paulo/SP. (Ranqueada)

03/11 a 07/11/2009

6ª Exposição Estadual Baiana do Gir Leiteiro FENAGRO 2009 - Salvador/BA. (Ranqueada)

28/11 a 06/12/2009

2º Exposição Interestadual do Gir Leiteiro do Rio de Janeiro/RJ. (Ranqueada)

Fevereiro/2010 NOÉ ARAÚJO Fazenda Santo Antônio da Bela Vista - PARAIBUNA - SP Tel: (11) 3549-4990 / Fax: (11) 3288-5458 noearaujo@neoaraujoadoadv.com

Março/2010

OURO FINO GENÉTICA ANIMAL LTDA. Faz. Sítio Haras Vitória - BRODOWSKI - SP Tel. Esc.: (16) 3512-2109 (Osmar) / Tel. Faz.: (16) 3664-5008 (Clodoaldo) osmar.junior@ourofino.com

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Vitória da Conquista/BA. (Ranqueada)

PAULO ROBERTO CURI E RODRIGO CURI Fazenda Clarão da Serra - PARDINHO - SP Tel.Res:(14) 3882 2889 / Cel. Rodrigo (14) 9713 6841 rodcuri@lpnet.com.br

8ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Passos/MG. (Ranqueada)

PEDRO NELSON LEMOS DE OLIVEIRA Fazenda Santa Clara - TAUBATÉ - SP Tel.:(12) 3626-1138 / Cel.:(12) 9113-7593 / Faz.:(12) 3626-1138 girleiteiropl@hotmail.com

76ª Expozebu Uberaba/MG. (Ranqueada)

SÉRGIO LUIZ NEVES DE OLIVEIRA ANDRADE Fazenda São Francisco - PARAIBUNA - SP Tel Res: (12) 3941-6156 / Com. (12) 3974-0434 Fax. (12) 3941-6156 / Cel.: (12) 9719-5266 sergiolona@bol.com.br WALDIR JUNQUEIRA DE ANDRADE Fazenda Iracema - LINS - SP Res.: (14) 3522-1196 / (14) 3522-1094 Fax: (14) 3522-2705 / Cel. André (14) 9118-5362 waldirja@linsnet.br / andreandrade@linsnet.br

TOCANTINS COM. EVANGÉLICA LUTERANA S.PAULO Campo Experimental Santa Cruz II - PALMAS - TO Tel.: (63) 3219-8044 / Cel.: (63) 8112-9973 agricola@ulbra-to.br

SÓCIO CORRESPONDENTE INTERNACIONAL - PERU PEDRO HUAMAN QUISPA Cabanha Canete - PERU Tel: (51) 14-2780580

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2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Avaré/SP. (Ranqueada)

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Março/2010

Março/2010 Maio/2010

2ª Exposição Regional da Raça Gir Leiteiro de Patos de Minas/MG – 53ª FENAMILHO. (Ranqueada)

Maio/2010

4ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Franca/SP. (Ranqueada)

Maio/2010

2ª Exposição Regional da Raça Gir Leiteiro de Morrinhos/GO. (Ranqueada)

Junho/2010

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Santa Helena/GO. (Ranqueada)

Junho/2010

12ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro - Uberaba/MG MEGALEITE 2010 (Ranqueada)

Junho/Julho/2010 Encerramento do Ranking: 2009/2010


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Revista Gir Leiteiro | Ed. Outubro 2009