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MA2016 | E T 42/ º n.
“Oposicionamento
mundial Portugal de
tem que passar pela
valorização
do
comércio e serviços”
TEXTO Carina Rodrigues FOTOS Sara Matos
Há mais de seis anos na liderança da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes faz um balanço positivo do tempo que leva na presidência do organismo. No ano em que a CCP assinala o seu 40.º aniversário, o presidente da confederação aponta ao futuro e destaca a importância da valorização do comércio e serviços para a afirmação mundial do país. Disposto a discutir métricas e metodologias de subida do salário mínimo, alerta para a necessidade de repensar o modelo da Segurança Social, ao mesmo tempo que considera ser crucial um acordo de médio prazo entre os parceiros sociais e o sistema político que defina os parâmetros necessários para reformular a economia portuguesa e adaptá-la ao século XXI. O presente e futuro do sector do comércio e serviços em Portugal pela voz do presidente da CCP, João Vieira Lopes.
Grande Consumo - Está há seis anos e meio no comando dos destinos da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. Que balanço pode fazer deste período enquanto presidente da CCP? João Vieira Lopes - Foi um período complicado, com a crise, a intervenção da Troika, uma situação muito complexa para a economia portuguesa, as empresas e as pessoas em geral. Durante este período, trabalhámos fundamentalmente em duas vertentes. A primeira foi, naturalmente, responder às necessidades de compromissos com o Governo, a Assembleia da República, todo o poder político e até a Troika, no sentido de garantir que as consequências da crise fossem menorizadas para as empresas portuguesas. O que não foi fácil, até porque, ao contrário da nossa visão da economia, principalmente da parte da Troika mas também do Governo, houve uma desvalorização do mercado interno. Pelo