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Corporativa REVISTA

ANO IV - EDIÇÃO 15 - JUNHO 2012

CAMPINAS E REGIÃO TÊM DÉFICIT DE 70 MIL IMÓVEIS

VIRACOPOS

PRONTO PARA DECOLAR Sucessão familiar

Como garantir a continuidade da empresa entre a família

www.ini2.com.br


Corporativa REVISTA

Índice EspecialViracopos12

Outra história sobre um dos maiores aeroportos da América Latina começa a ser escrita. A reestruturação aeroportuária promete fazer decolar a economia regional e modernizar o espaço.

08 Entrevista

Marcelo Kfouri, superintendente do Departamento de Economia do Citi Brasil, fala sobre o atual momento econômico do país.

22 Conectividade

Alguém ainda se lembra de como era o mundo sem internet?

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Mercadoimobiliário

20 Recursoshumanos

Dados da construção civil, do mercado imobiliário e as perspectivas para a RMC. “Difícil achar outro lugar melhor para investir”, afirma o presidente da Habicamp em entrevista exclusiva.

26 Holofote

Azul e Trip juntas. Associação entre as companhias aéreas trará mais competitividade ao mercado nacional de aviação.

38 Comportamento

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Espíritoempreendedor

Número de leitores é maior entre os jovens e moradores de zona urbana.

40 Bem-estar

Dia mundial do sono destaca que dormir bem é um dos segredos para a longevidade.

Colunistas

06 18 28 30 32 50 PÁG 04

Korum Você foi demitido. E agora?

36 Palavradoespecialista

Célio Pezza Capital humano Mauro Shira Sustentabilidade Caio Portugal Infraestrutura André Gobbi Liderança Augusto Manarini Incorporadoras imobiliárias

42 ViagemNovaYork CORPORATIVA | JUNHO 2012


Editorial Prezado Leitor;

A

pós o recesso no último trimestre, apresentamos a nova Revista Corporativa, com edição renovada e mais páginas, onde reiteramos o compromisso, realizado em nossa primeira publicação (01/08), de abordar assuntos pertinentes ao ambiente corporativo e à nossa região. Estamos crescendo juntos com a cidade e o país, confiantes de que o trabalho sério e focado, aliado a boa informação, são as bases para este desenvolvimento. Nesta edição abordamos um tema muito importante: a nova fase do Aeroporto de Viracopos, a qual projeta um potencial de crescimento diferenciado para esta área. É certo que a precariedade das atuais instalações admite uma euforia para toda a região, especialmente para nós usuários, que sofremos com a infraestrutura sucateada do atual aeroporto. Porém, precisamos cobrar das autoridades, seriedade no cumprimento do projeto e cronograma estabelecidos, assim como rapidez na realização destes planos. Sofremos com a falta de planejamento e cada vez mais as empresas assumem responsabilidades inerentes ao poder público, incorporando em seus custos todos os encargos de uma crise de

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liderança séria – o que compromete o futuro do País e de nossas cidades. Curiosamente, Campinas representa, em pequena escala, a realidade nacional, sendo exemplo de como uma crise política afeta a vida de todos os cidadãos. Porém, diante da complexidade do tema, vale deixarmos este assunto para, quem sabe, ser abordado em uma próxima edição. Acreditamos que através desta Revista, com boa informação e conteúdo diferenciado, podemos contribuir para a nossa mudança de postura frente a diversos temas contemporâneos. Esperamos que vocês leitores nos ajudem, enviando sugestões e temas que mereçam destaque. Qualquer comunicação pode ser feita através do e-mail revistacorporativa@ini2.com.br. Participem! Desfrutem desta nova Revista. Que através dela e das próximas edições possamos nos aproximar cada vez mais do nosso objetivo: colaborar para que o ambiente corporativo seja mais acolhedor, produtivo e próspero. Boa leitura Carlos Corsini Diretor - INI2 Implantações Imobiliárias.

A revista Corporativa é uma publicação trimestral da INI2 Implantações Imobiliárias. Distribuída gratuitamente com conteúdo desenvolvido pela Gracioli Editora.

Conselho Editorial

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Jornalista Responsável

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Crônica Korum |

A Korum tem 18 anos de atuação em Campinas e região. É a maior empresa de prestação de serviços de outplacement e coaching do interior e está entre as quatro maiores do Brasil. www.korum.com.br

Você foi demitido. E agora? Serviço de outplacement garante suporte e novas oportunidades de emprego

O

utplacement é considerado em algumas fontes de pesquisa como “uma solução profissional, elaborada com o objetivo de conduzir com dignidade e respeito os processos de demissão nas companhias”. Em outras palavras, o outplacement apoia o profissional durante sua transição de carreira, com metodologias específicas, o auxiliando a buscar novas oportunidades no mercado de trabalho e fornecendo apoio para que ele tenha um desempenho mais favorável nos próximos desafios. O psicólogo Adilson Mirante é especialista em recolocação profissional e atua nesse segmento há 18 anos como Diretor Presidente da Korum, empresa de outplacement e coaching que atende cerca de 240 empresas na Região Metropolitana de Campinas, entre nacionais e multinacionais de médio e grande porte, sendo 85% indústrias e 15% serviços. Segundo ele, o outplacement garante um melhor clima organizacional em momentos de demissões, já que o processo de desligamento costuma ser desgastante para todos. “A disponibilização desse tipo de suporte pela companhia mostra respeito ao grupo de duas formas: para quem foi desligado, por estar recebendo o apoio necessário para desenvolver sua carreira com o auxílio de consultores especializados e, também, para os que continuam na empresa, trazendo um ambiente de mais tranquilidade”. Demissão nem sempre é o pior negócio Quem passa por uma demissão seguida do serviço de outplacement já conta com o respaldo de

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um processo de planejamento de carreira que envolve autoavaliação e busca de objetivos pessoais e profissionais; marketing pessoal, com apoio nos processos seletivos; e mercado de trabalho, com a elaboração de estratégia a partir da região e do segmento de atuação do profissional na busca por novas vagas. De acordo com Mirante, o número de empresas que têm investido nessa forma de benefício ao colaborador cresce cerca de 20% ao ano, sem contar os profissionais que estão buscando suporte de carreira como pessoas físicas, independente da ajuda da companhia. “Passamos por duas crises econômicas grandes nos últimos cinco anos, que contribuíram para que as empresas repensassem nos processos de recolocação de forma mais consistente. Quando há uma crise, grande parte das demissões é por redução de custo e não por performance, e bons profissionais acabam ficando disponíveis no mercado, havendo espaço para contratações”, observa o Diretor Presidente da Korum. A afirmação do especialista se deve também ao aumento do número de demissões na RMC, que possui uma grande concentração de indústrias de manufatura voltadas para a exportação. Como as exportações estão em queda, as demissões seguem o mesmo cenário e esses executivos acabam sendo absorvidos pelo segmento de serviço, que está em ascensão. “Profissional qualificado não tem problema de recolocação, pois o mercado dá a ele o retorno do que investiu na carreira. Se estudou, fala idiomas, tem boa experiência e estrutura emocional, o mercado o aceitará mais rapidamente. E o contrário também é verdadeiro”, sintetiza.

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Entrevista Marcelo Kfouri, Superintendente do Departamento de Economia do Citi Brasil, fala sobre o atual momento econômico do país. RC - Qual a sua análise de mercado sobre a redução dos juros no país? Os benefícios são para que setores, e em qual prazo? MK - Essa taxa Selic regula as trocas de dinheiro entre os bancos e o Banco Central no curto prazo e também é importante para balizar o mercado da dívida pública no Brasil. O benefício da queda dos juros é que pode se aumentar a demanda de consumo das famílias (via crédito) e de investimentos das empresas. O risco dos juros muito baixos é de uma subida forte dessa demanda, que não sendo acompanhada pela oferta de produtos, pode gerar inflação. Há outra questão, que complica um pouco a relação entre a Selic e a taxa de juros para a pessoa física e jurídica que pegam empréstimos no Banco. Esses juros dependem de outros fatores e não só da taxa. Também influenciam a inadimplência, o mercado de trabalho, os impostos que incidem sobre o crédito. Portanto, a queda desses juros não segue automaticamente a queda da Selic.

“O risco dos juros muito baixos é de uma subida forte dessa demanda, que não sendo acompanhada pela oferta de produtos, pode gerar inflação.”

O Brasil – econômica e politicamente - pode ficar tranquilo em relação a crise pela qual passa a Europa e, consequentemente, o euro? Nenhum país do mundo pode ficar tranquilo com o que está acontecendo na Europa. Acreditamos que há ferramentas para minimizar os efeitos de um contágio mais forte, com reservas internacionais de U$ 370 bilhões, que pode amenizar uma saída brusca de capitais de um problema mais sério na Europa. Além disso, há um grande colchão de reservas compulsórias, que pode irrigar o sistema financeiro diante de um problema bancário europeu. Podemos também ter mais incentivo fiscal, pois as contas públicas tem espaço para suprir a falta do recursos que viriam de fora para aumentar os investimentos.

É seguro investir no país? O ambiente institucional é positivo, já não há rompimentos de contratos, riscos de nacionalização ou estatização de propriedades como acontece na Venezuela, Argentina e na Bolívia, por exemplo. Investimento sempre envolve riscos, tanto financeiro, como na atividade produtiva. E, geralmente, quanto maior o risco, maior o retorno. Conjunturalmente, temos uma ameaça de agravamento da crise na Europa. Países como a Grécia, Portugal e Irlanda já estão recebendo ajuda do FMI e da União Europeia. Mais recentemente, Itália e Espanha também têm tido dificuldade de financiar as suas dívidas públicas junto ao mercado e fazer os ajustes fiscais necessários, o que está aumentando a tensão nos mercados financeiros. Esses são países que têm bastante envolvimento com o Brasil. Isso pode fazer com que os investimentos europeus no Brasil se reduzam e o próprio ambiente, para inversões, seja prejudicado com a redução generalizada do crédito externo - como aconteceu em 2008 e 2009.

Como essa fase ruim no mercado internacional afeta o Brasil? Pode afetar com a diminuição das exportações brasileiras, com a dificuldade de se obter crédito externo e com a desvalorização do câmbio pela queda do preço das commodities.

Quais são os números de crescimento até agora e a projeção para o fim do ano? A projeção do PIB do primeiro trimestre é de 0,8% contra o quarto trimestre de 2011, bem acima do consenso de mercado, de 0,5%. Para o ano estamos com 3,3% contra 3% do mercado.

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Frases “Meu trabalho não é o de pegar leve com as pessoas. Meu trabalho é torná-las melhores.” Steve Jobs “Onde não há lei, não há liberdade.” John Locke “Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.” Amando de Miguel “Pequenas oportunidades são muitas vezes o começo de grandes empreendimentos.” Demóstenes “Uma amizade criada nos negócios é melhor do que negócios criados na amizade.” John Rockefeller

“No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois.” Harold Genee “O que para um é desperdício, para outro é virtuoso investimento.” Benjamin Franklin

“Não é o empregador que paga os salários. Os empregadores só manipulam o dinheiro. É o freguês quem paga os salários.” Henry Ford PÁG 10

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EspecialViracopos

Viracopos: conexão estratégica dá asas ao futuro

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Outra história sobre um dos maiores aeroportos da América Latina começa a ser escrita. A reestruturação aeroportuária promete fazer decolar a economia regional e modernizar o espaço.

Por Gabriel Santana

E

le surgiu quase sem querer. De um modesto campo de pouso na década de 30 durante a Revolução Constitucionalista (em 1932) transformou-se no segundo maior aeroporto cargueiro da América Latina. Mesmo assim, o feito parece não ser o bastante, nem comportar seu potêncial. Por isso, o sítio aeroportuário de Viracopos se prepara para alçar voos mais altos: privatização administrativa e pacote de obras devem modernizar sua estrutura e, até 2014, conferir capacidade para atender 20 milhões de passageiros anualmente. Situado em Campinas – no interior do estado de São Paulo, a 99km da capital –, o Aeroporto Internacional de Viracopos tem acompanhado as projeções de crescimento e importância política-estratégica da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A ampliação do terminal prevê a demolição do atual prédio para dar espaço a um edifício de seis andares, três hotéis e um centro de convenções. Sua localização já predizia o destino de se tornar referência comercial e logística no país. Desde sua fundação, em outubro de 1960, o ponto incorporava novas demandas e projetava-se para um futuro sem escalas. E não há como falar das perspectivas para o desenvolvimento do aeroporto sem mencionar os impactos e desempenho regional.

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EspecialViracopos Região Metropolitana Responsável pelo PIB de aproximadamente 77,7 bilhões ao ano, a RMC – formada por 19 cidades -, destaca-se ainda como a oitava região no Brasil a atrair eventos nacionais e internacionais, conforme ranking da International Congress and Convetion Association (ICCA). Polo científico, tecnológico e têxtil, também não para de atrair investidores no setor hoteleiro, industrial e empresarial, ocasionando a consequente valorização imobiliária. A Associação Regional de Habitação (Habicamp) estima que em 2011 a RMC encerrou com valorização média de 35% no metro quadrado dos imóveis. O percentual é maior que a alta de 26% no mesmo período em sete capitais do país, conforme divulgou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O panorama de valorização do conglomerado de municípios e a adequação da demanda de Viracopos, que começa a ser executada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), tende a impulsionar o crescimento econômico local. Privatização Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a privatização ajudará diminuir o déficit de infraestrutura, ao propor mudanças no modelo de operação dos terminais. De acordo com a instituição, o aumento da participação do setor privado em áreas estratégicas para o país deve reduzir custos de empresas e garantir a competitividade da indústria brasileira. Concessão dará direito ao Aeroportos Brasil de administrar o terminal por 30 anos – o maior prazo entre as privatizações que têm ocorrido, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos. O leilão feito pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em fevereiro foi ganho pelo consórcio por R$3,821 bilhões, com ágio de 159%. Embora a mudança tenha suscitado inseguranças em funcionário e logistas quanto ao desfecho de suas funções e do espaço comercial, que acordaram o uso junto a Infraero, as expectativas são positivas no que se refere a modernização do aeroporto e da prestação de serviços. A intenção do ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, era que a iniciativa privada assumisse até maio o comando de Viracopos. Mas, questões legais, como a análise da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de recursos impetrados pela concorrente Odebrecht contra o consórcio – formado pelaTriunfo (45%), UTC (45%) e Egis Airport (10%) –, atrasaram a concessão, que acabou acontecendo no dia 14 de junho. Depois que a data vagou no calendário, a assinatura do contrato ocorreu na sede da Anac, em Brasília (DF). Desde então iniciou o período de transição de seis meses – que pode ser prorrogado por mais seis – no qual a gestão do aeroporto será realizada junto à Infraero. PÁG 14

RMC: PIB de R$ 77,7 bilhões ao ano. O que se tem por certo é que o controle do espaço aéreo continuará sob o domínio do Poder Público, mas o terminal será fiscalizado pela Anac, a qual também regulará os contratos. Para o professor e doutor em economia Marcos José Barbieri Ferreira, da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a privatização é necessária para impulsionar o desenvolvimento aereoportuário e de outros segmentos. A consideração que faz é de que o processo não pode ser visto como solução imediata e, tão pouco, realizado sem planejamento conjunto com orgão públicos e privados. “A concessão gera oportunidades e atrai investidores para a região. Mas também demanda investimentos. De nada adianta ter um grande aeroporto sem infraestrutura adequada para atender novas demandas que isso cria. Se não houver organização e mudanças que impulsionem Campinas a ser uma metrópole do futuro, o que aumentará realmente, será os problemas urbanos, de segurança, transporte, saúde”, pondera. Em sua percepção, é nesta


Engenheiro Coelho Artur Nogueira

R$3,821 bilhões

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Cosmópolis

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foi o valor pago pelo consórcio vencedor para administrar o aeroporto durante 30 anos.

Sto. Antônio de Posse

Jaguariúna Americana

7,5 milhões

número de passageiros durante todo o ano de 2011. Em 2010 foram 5 milhões.

Santa Bárbara D’Oeste

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Campinas

Sumaré Hortolândia Monte Mor

Valinhos Itatiba

De um pequeno campo de pouso na década de 30, Viracopos transformou-se no segundo maior aeroporto cargueiro da América Latina.

Vinhedo

Indaiatuba

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EspecialViracopos conjuntura que empresários e a sociedade destacam-se como agentes imprescindíveis para o desenvolvimento. A região, segundo ele, possui condições de ganhar em qualidade de vida, empregabilidade, qualificação profissional, científica e tecnológica, ao preocupar-se com a importância que terá no estado e no país, quando impactada pela alteração de suas funções no cenário nacional e internacional. Obras e expansão Os frequentes recordes na aviação doméstica e externa afirmam a necessidade de reestruturação do projeto predial e logístico. No mês de fevereiro foi registrado aumento no número de desembarques internacionais: 15,37% maior que o anterior – o que corresponde a 798.950. Para suprir a vertiginosa demanda, serão realizados investimentos de quase R$1 bilhão, para a construção de um espaço com capacidade para receber mais 13 milhões de usuários por ano. A previsão é que as obras comecem em outubro. Conforme dados apresentados pela Infraero, em 2011 o aeroporto recebeu 7,54 milhões de passageiros. Para favorecer o país, outras alterações estão programadas, como a implantação de uma linha férrea que ligará a estação do Trem de Alta Velocidade (TAV) ao aeroporto. As principais obras deverão ser concluídas até os eventos esportivos internacionais que o Brasil cediará – Copa do Mundo e Olimpíadas. Caso os prazos sejam descumpridos a multa está prevista em R$150 milhões, mais R$1,5 milhão por dia de atraso. Contratada pela UTC, a empresa holandesa Naco é a responsável por elaborar o plano estrutural e arquitetônico das obras que serão realizadas. A pretensão da empresa que prestará a assessoria é de construir também um shopping nas proximidades do aeroporto, proporcionando aumento das receitas do empreendimento através de atividades não aeroportuárias, passando dos atuais 11% para 35% até 2041. Desenvolvimento econômico “O aumento na demanda do transporte aéreo está vinculada ao da economia brasileira. O crescimento do setor corresponde à cerca de três vezes o do PIB (Produto Interno Bruto). Portanto, se o Brasil mantiver uma taxa de crescimento sustentável em torno de 4% ao ano, o setor, possivelmente, vai crescer 12%”, explica Ferreira. O ano de 2009 começou a delinear-se como um divisor de águas na história de Viracopos. Neste período, mais de 3 milhões de passageiros atravessaram seus saguões. No ano anterior, o número foi de um milhão de usuários. O salto para mais de 200% confirmou o que já se especulava: o aeroporto campineiro pode voar mais alto. Considerando estes e outros dados, o doutor em economia enxerga oportunidades para “mais de vinte, trinta anos” com a reestruturação. “A expansão deve ser pensada de forma contínua e integrada a outras áreas. Sem dúvidas este é um grande momento para Campinas e região. Isso não é um fenômeno que se encerrará em 2014. É evidente que algumas melhoras serão feitas com a intenção de atender necessidades que a Copa do Mundo e as Olimpíadas trarão. Mas, não se encerrará tão logo. É algo maior, para médio e longo prazos, para construção do Brasil. Não se constrói um país em dois anos, e esse PÁG 16


nem é o verdadeiro objetivo”. O cenário que descortina-se, conforme observa o economista, abarca desde a área de prestação de serviços, como da indústria, a imobiliária, de construção civil, ensino profissional e de idiomas, hoteleiro, gastronômico e de transportes. Serviços em geral e de lazer também serão alavancados com a vinda de novas empresas e com o consequente e enevitável deslocamento populacional. Por isso, ressalta Marcos, é necessário considerar a importância da gestão pública eficiente e do dispêndio de recursos que viabilizarão um projeto para o município num longo período. “O aeroporto de Campinas sempre foi elemento estratégico para a aviação. Agora, mais do que nunca passa a ser elemento-chave na reestruturação dos aeroportos. Viracopos se apresenta como alternativa mais viável para resolver o gargalo que o setor enfrenta e que tende a aumentar. A projeção é de que ele se torne um dos mais importantes complexos aeroportuários da América latina. Mas, para isso resultar em progresso econômico, a cidade tem que se preparar” avalia, o professor.

PRONTO PARA DECOLAR... Números positivos chamam a atenção para a logística e potêncial do aeroporto a serem explorados.

Pontualidade:

quase 90% dos voos têm saída no horário previsto.

Movimentação de passageiros:

em 2010, mais de 5 milhões de usuários levaram Viracopos ao segundo lugar no ranking do relatório do Airports Council Internacional, como aeroporto que mais cresceu em todo o mundo. No ano passado, novo recorde: 7,5 milhões de passageiros.

Importação e exportação:

a movimentação de cargas em 2011 foi histórica: 183.164 toneladas de produtos importados; 109.228 toneladas de cargas exportadas.

Localização privilegiada:

a 14 quilômetros do centro campineiro e pouco mais de importantes centros de tecnologia e renomadas universidades, o acesso é facilitado pelas rodovias Santos Dumont, Bandeirantes e Anhanguera.

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Capitalhumano e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, e o Célio Pezza | éseuescritor mais recente A Palavra Perdida. Saiba mais em www.celiopezza.com

Igualdade e competência

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o início de março, o Senado aprovou um projeto de lei que obriga as empresas a pagarem os mesmos salários para homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo e o enviou para sanção da presidenta Dilma. Acho justo que assim seja, não só para homens e mulheres, mas para brancos, negros e quaisquer outros que façam exatamente a mesma coisa. O problema é saber quem é igual, visto que não existem dois seres idênticos em eficiência, comprometimento e resultados. Podemos ter a mesma nomenclatura e descrição do cargo, mas sempre teremos um funcionário mais dedicado ou comprometido que outro, independente de sexo, cor, credo ou preferências sexuais. Como premiar a competência, se tudo ficar nivelado por lei? Na verdade, esta lei pode premiar a incompetência e desestimular aquele que busca sair da mediocridade. Mesmo que o cargo seja igual, não existem ocupantes que desempenhem a função da mesma forma. É aí que a lei entra, premiando aquele que não faz por merecer. Torno a dizer, que não se trata de homens ou mulheres e sim de competência. Temos que ter uma fórmula clara de premiar a competência, pois desta forma vamos incentivá-la. Hoje vemos o contrário.

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Podemos ter a mesma nomenclatura e descrição do cargo, mas sempre teremos um funcionário mais dedicado ou comprometido que outro, independente de sexo, cor, credo ou preferências sexuais. Para que vou me esmerar em fazer um bom serviço, se outro, ao meu lado, não dá a mínima e ganha igual só porque tem o mesmo cargo? Isto é um agente desmotivador. Se usarmos o apelo da igualdade, por que os homens precisam ter 65 anos de idade e 35 anos de contribuição e as mulheres 60 anos e 30 de contribuição para terem o mesmo benefício da aposentadoria? Ora, se vamos passar a régua da igualdade no país, que seja para tudo. Na verdade, esta nova lei cria dificuldades, mais burocracia e possibilidades de multas para deleite dos sempre presentes fiscais, burocratas e advogados de porta de fábricas. Os cargos podem estar descritos e formalizados, mas o desempenho, este é totalmente diferente. Defendo sim, uma diferenciação por mérito e não uma equiparação por lei. Um sistema leva o funcionário a crescer e o outro o desestimula. Este projeto é mais um marketing político do que uma solução para diminuir as desigualdades. Vamos premiar a competência, quer seja de um homem, mulher, branco, negro, velho ou moço. Milton Friedman, economista norteamericano e prêmio Nobel em 1976, disse uma vez que “a sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e sem liberdade”. Isto é o que queremos?

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Recursoshumanos

Gestão de Pessoas

O sucesso da empresa começa em sua equipe

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alta competitividade e o desenvolvimento somados a globalização contribuem para que o profissional de Recursos Humanos ganhe destaque no mundo corporativo. A palavra de ordem é gestão de pessoas. Com as rápidas mudanças no cenário político e econômico no Brasil e no mundo, para se manter em crescimento, as em-

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presas devem investir mais em tecnologia e pessoal. Mas, como fazer tudo isso funcionar bem? O profissional de recursos humanos surge como a pessoa responsável em colocar em prática essa visão estratégica focada na gestão de pessoas, pois suas habilidades são as de atrair, reter e desenvolver talentos.

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A

Revista Corporativa conversou com Marisa Maria Giareta Schmitt, atual coordenadora da ADM & RH Tradecorp do Brasil Ltda. para saber um pouco mais sobre o trabalho deste profissional que está em todas frentes da empresa, que se destaca e torna-se peça-chave dentro das corporações de sucesso.

O que faz o profissional de recursos humanos e quais suas funções diretas? O profissional de RH se ocupa em desenvolver programas de treinamentos em geral, retenção de talentos, atendimento aos colaboradores com necessidades básicas, para desenvolvimento de suas tarefas e atividades com segurança. Tudo isso deve acontecer sob os cuidados do profissional de recursos humanos que precisa preservar o bom ambiente de trabalho, a estrutura física adequada com as ferramentas de trabalho atualizadas e disponíveis, além de alinhadas à todas as leis trabalhistas, processos seletivos e desenvolvimento de políticas e procedimentos para promoções internas. As tarefas são muitas, e os resultados positivos fazem a diferença. Toda empresa pode, ou deve, ter um profissional de RH? Com certeza, deve ter. É importante um profissional de RH dentro da empresa, pois diariamente acontecem fatos que envolvem colaboradores e PÁG 21

o profissional de recursos humanos torna-se um consultor dentro das mais diversas áreas de atuação. Além disso, este profissional será a pessoa que entenderá da estratégia, missão e valores da empresa e passará tais informações para os demais colaboradores. Como esse profissional colabora com o sucesso e a produtividade de uma empresa? Diretamente o profissional de recursos humanos se envolve com os programas de benefícios, remuneração e treinamentos. Ele é a pessoa que sugere alternativas justas para que a empresa retenha seus talentos, e torna-se um ponto seguro de referência e diálogo entre os colaboradores e a empresa. Além de ter experiência na contratação de profissionais capacitados para atuar nas diversas vagas que a empresa dispõe, é também quem faz as contratações e, por isso, contribui diretamente para o sucesso e a produtividade.

O profissional de recursos humanos tem uma posição estratégica e de destaque nas empresas. Deve participar e opinar sobre os negócios, ações, planejamento e investimentos. Cabe a ele encontrar as melhores soluções de acordo com o perfil da empresa, sempre visando o desenvolvimento intelectual e emocional de seus colaboradores. Como escolher o RH, quem o seleciona? O profissional de recursos humanos deve ser selecionado pelos diretores da empresa, pois ele atenderá a demanda de todas as áreas. Desta forma, a afinidade ou sinergia entre os diretores e ele precisa ser 100%, para que a empresa seja bem representada. Só assim o sucesso das contratações e projetos futuros de melhoria poderão atender as necessidades da companhia. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Conectividade

Conecte-se já! Use a web como sua aliada.

A

lguém ainda se lembra como era o mundo sem a internet? Pessoas só se conheciam pessoalmente, se comunicavam através de cartas ou telefonemas. As compras eram feitas apenas em lojas físicas e pesquisas realizadas em livros ou enciclopédias. No entanto, esse quadro vem mudando graças a internet que apareceu para reinventar a forma de comunicação, passando de pura diversão para um meio de comunicação. Agora, pessoas tem amizade virtualmente, fazem compras por sites, ganham dinheiro na web e outras nem imaginam mais como seria o mundo sem o Google.

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ão tem jeito, está todo mundo se rendendo aos encantos da maior rede do mundo. Realmente não tem como resistir e não compartilhar informações na web que só aumenta nosso leque de opções, sem precisar nos deslocar. Esse grande universo permite filtrar o que queremos saber, talvez seja essa a primeira lição e a mais importante quando nos conectamos. Por isso, vale ter cautela e observar algumas possibilidades.

O candidato na web

Está comprovado que empresas buscam o perfil dos candidatos à uma vaga após verificar o conteúdo postado por eles nas redes sociais. O que seria apenas uma integração com seus amigos, pura brincadeira ou ingenuidade pode se tornar um importante aliado ou adversário na hora da contratação. Também não são raros os casos de pessoas que foram descobertas na rede. Portanto, além de servir como forma de trocar ideias, a internet pode ajudar na autopromoção. Há casos considerados clássicos, como daqueles que postam: “odeio segunda-feira”, “que bom que é sabado”, “meu chefe é um chato”, e por aí vai. A questão é encontrar o equilíbrio de cada meio de comunicação, usando todos a seu favor. Selecionamos alguns mais utilizados - e a dica é sim se valer das ferramentas da internet para alcançar o sucesso profissional.

Linked in

É possível encontrar redes sociais específicas para quem está interessado em mostrar apenas seu lado profissional na web. A maior entre elas é o Linked in, que já conta com 120 milhões de pessoas cadastradas e mais de 7,4 milhões de empregos entre os usuários. As empresas que mais procuram novos profissionais pertencem aos segmentos de saúde, educação, marketing e tecnologia da informação. PÁG 22

Twitter

Considerado o “SMS virtual”, funciona como um micro blog, com posts de até 140 caracteres cada, distribuídos em ordem cronológia inversa – do mais atual para o mais antigo. A ideia é responder a pergunta: “O que você está fazendo?”, porém, ultimamente partilham de tudo. Além de empresas que criam um perfil no Twitter para solucionar dúvidas de clientes e postar novidades, a ferramenta conquistou artistas, celebridades e o público que não perde um ‘buxixo’.

Facebook

A maior rede social do mundo é um site com uma história fascinante que virou filme e tem um brasileiro como um dos fundadores. Nele cada indivíduo pode ter seu perfil com fotos, dados pessoais, publicações, preferencias culturais, políticas e religiosoas, onde os membros se comunicam entre si, podendo comentar, curtir e enviar mensagens uns para os outros. Uma febre que conquista o Brasil, inclusive no mundo corporativo, uma vez que muitas empresas criam contas para divulgar seus produtos.

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Mercadoimobiliário

Os números não mentem Dados da Construção Civil, do mercado imobiliário e de perspectivas para a RMC desafiam: difícil achar outro lugar melhor para investir. Por Gabriel Santana

“D

entro de uma casa está toda economia de um país. Energia, tecnologia, alimentos, vestuário, tudo está lá. Por isso, desde que percebida a importância da Construção Civil no governo Lula e que houve a ampliação do crédito no setor, o crescimento do segmento imobiliário foi retomado.

Depois de anos engessado, o aumento de investimentos neste segmento, impulsionou toda economia brasileira”. O pensamento é de Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Associação Regional de Habitação (Habicamp) e entusiasta do Programa Minha Casa Minha Vida. Em 2011 a Construção Civil teve

crescimento de 5,65%. No ano anterior a alta foi de 7,36%. Os dados do Índice Nacional do setor (Sinapi) – calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal -, são mais que a constatação de um crescimento acima do PIB nacional (2,7% em 2011). Estes números refletem a projeção positiva no ramo habitacio-

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Crescimento mais estável, mas ainda com poucos recursos direcionados ao desenvolvimento do setor.

2005 a 2007

Crescimento oscilante e poucos investimentos (se comparado aos dispêndios atuais).

2000 a 2004

Década de 90

A trajetória ascendente do setor de Habitação no Brasil: crédito farto e juros em queda deram força ao mercado. Aumento contínuo do crescimento do mercado da Construção Civil, com mais investimentos governamentais.

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O que eles provam... Para saber mais, confira alguns números: Valor Geral de Venda (VGV) – potencial de crescimento

R$5,7 trilhões

é o número da projeção para 2012 em relação à RMC.

R$5,79 bilhões

é o VGV do mercado para o município de Campinas. FONTE: Habicamp.

*No ano de 2012 o cálculo aferiu queda de R$1,45 trilhões no VGV da RMC e de R$2 bilhões em Campinas. Cálculo evidência reflexo dos problemas políticos que se iniciaram no ano anterior: aproximadamente 250 mil metros quadrados não deixaram de ser aprovados no prazo.

2008

Medidas governamentais visam conter a crise econômica mundial e manter desenvolvimento deste campo. Há redução do crescimento, mas não houve estagnação e nem dificuldades para continuar os projetos.

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1º trimestre representam 41,9% em 2012 em relação ao mesmo período do ano anterior. O representante da Habicamp – organização que visa encontrar soluções para as demandas imobiliárias, ao analisar o mercado e atuar como entidade provedora de alternativa para a RMC, está otimista. “Campinas não pode parar. Precisa retomar o crescimento. Aqui temos crescimento sustentável e muitas oportunidades”, afirma Lima Filho. Ele destaca ainda que a infraestrutura da cidade, polo científico e tecnológico que contará com o Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando Campinas

2009 a 2012

nal e das áreas vinculadas. A projeção é de crescimento em torno de 6% em 2012 – conforme estudo da Fundação Getúlio Vargas, encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo. Ante este panorama em Campinas e região o ano também deve ser positivo, embora a crise política e administrativa pela qual o município passou recentemente reduziu a perspectiva de crescimento. Apurações de denúncias de corrupção no sistema público, mudança de prefeito, embargos e morosidade no desembaraço de obras imobiliárias já dão sinais do déficit: áreas aprovadas em Campinas no

Presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho: “Na região Metropolitana de Campinas há um déficit habitacional de cerca de 70 mil imóveis”. – Aeroporto Internacional de Viracopos, São Paulo e Rio de Janeiro, é outro diferencial que favorece e valoriza empreendimentos na região. “A estabilidade do segmento foi provada frente à crise econômica mundial de 2008. Não tivemos problemas, porque temos demanda”, pondera. Avaliando também as possibilidades de investimentos devido às competições esportivas que serão realizadas no Brasil em 2014, 2016, o presidente sintetiza: a Região Metropolitana de Campinas continuará a surpreender com seu potencial e a desfrutar de excelentes resultados no que se refere a imóveis.

Lançamento do Programas e medidas de estímulo impulsionaram a Construção Civil – que tem projeções positivas e de contínuo crescimento para os próximos anos.

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Holofote

Azul e Trip juntas Associação trará mais competitividade ao mercado

D

avid Neeleman, presidente do Conselho da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, juntamente com Renan Chieppe e José Mário Caprioli, respectivamente presidente do Conselho e presidente-executivo da Trip Linhas Aéreas, anunciaram a assinatura de um acordo de investimento visando combinar as duas empresas. A partir do acordo foi criada uma nova holding controladora, a Azul Trip S.A., que terá como presidente do Conselho de Administração, David Neeleman. Com o objetivo de coordenar a integração das duas ‘aéreas’, haverá na holding um comitê, presidido por José Mário Caprioli. A associação entre as empresas tem que ser aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Se aceita, a união confere força para a terceira empresa da aviação brasileira se consolidar no mercado. A nova instituição atenderá 96 cidades no país. O grupo de colaboradores chega a 8.700 pessoas.

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“A Trip é uma empresa notável, que teve um crescimento vigoroso nos últimos anos até chegar a posição que ocupa como uma das maiores companhias regionais da América do Sul. Estamos muito felizes em ter no Conselho de Administração de nossa nova controladora, Azul Trip S.A, José Mário Caprioli, Renan Chieppe e Décio Chieppe. Juntos, formaremos um grupo com possibilidades ainda maiores de continuar prestando serviços de transporte aéreo cada vez mais acessíveis e de alta qualidade”, afirma David Neeleman, fundador e presidente do Conselho da Azul. Tanto a Trip como a Azul, bem como suas respectivas divisões de carga, Trip Cargo e Azul Cargo, que igualmente têm um acelerado crescimento nos últimos meses, continuarão operando suas frotas, equipes e marcas de forma independente, até a aprovação da transação pelas autoridades que regulam o mercado e o setor aéreo no Brasil.

A nova empresa:

√ 112 aeronaves √ 837 voos diários √ 316 rotas √ 96 cidades atendidas

Esse ano a expectativa é:

R$4,2 bilhões de faturamento

15 milhões de passageiros transportados

Market Share

(Mercado doméstico brasileiro)

39,9% 34,8% 14,24% FONTE: ANAC - ABRIL 2012

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Sustentabilidade Mauro Shira |

é consultor da Franquality Consultoria em RH

Os desafios da liderança em época de sustentabilidade

S

ustentabilidade é a palavra do momento. Todos os dias nos deparamos com ela nos jornais, TV, rádio, e-mails, na empresa, em conversa com os amigos e até com as crianças. Desde o aquecimento global, o dilema das sacolinhas plásticas, passando pelo programa corporativo de apoio à comunidade, área de segurança, ambiental, e o índex “verde” na bolsa, tudo se mistura dentro desse novo e tão comentado conceito. Mas o que realmente podemos fazer? Como isso nos afeta e quais responsabilidades temos? O que nós, líderes organizacionais, podemos fazer de concreto, além de doações para as ONGs e deixar de consumir copos de plástico? Um grande número de empresas tem implementado uma área de Responsabilidade Social Corporativa, que “toma conta desses assuntos”, produz bonitos relatórios, websites e campanhas que enfatizam as ações sustentáveis que têm feito. Eu me pergunto: será que estamos repetindo o mesmo fenômeno do ‘boom’ da liderança, décadas atrás, quando se divulgava a quatro ventos a importância de cuidar das pessoas, e criaram-se os modelos de competências e os programas de desenvolvimento de líderes? Movimento que foi capitaneado por Recursos Humanos, e que gerou uma série de frases como: “temos que fazer essas coisas de RH, avaliar pessoas, reconhecer performance, dar feedback e discutir a carreira”. É uma eterna discussão sobre qual é o papel do gestor de pessoas e qual o papel de recursos humanos. Deixar uma única área da organização responsável por sustentabilidade é a estratégia mais inteligente? Será que esta é uma alternativa que se sustentará?

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Na minha opinião, sustentabilidade deveria estar na mente de todos nós. Mais do que isso, deveria estar presente nas nossas ações. Deveria fazer parte dos valores organizacionais e poder ser percebida em nossos comportamentos e decisões diárias. Independentemente do processo ou departamento em que trabalhamos. Sustentabilidade deveria ser uma competência incorporada por todos. Aqueles líderes que demonstrarem sua utilização, identificando oportunidades de negócio no seu dia-a-dia, que tragam benefícios econômicos, sociais e ambientais, e que conseguirem implementar mudanças e projetos sustentáveis, serão rapidamente identificados como talentos altamente cobiçados. Algumas empresas e indivíduos já saíram na frente. Outras tantas estão tentando achar um caminho. E muitas ainda não acordaram para como lidar com essas questões de uma forma séria e ética. Está na hora de pró-ativamente nos interessarmos, aprendermos sobre, e implementarmos os conceitos de sustentabilidade nas nossas vidas pessoais e profissionais, nas esferas individuais e coletivas.

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Direitodoconsumidor

A discussão é antiga Planos de saúde devem informar o descredenciamento de médicos e hospitais

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descredenciamento das instituiçoes de saúde e seus médicos pelos planos de saúde vem gerando inúmeros problemas aos pacientes. Em muitos casos, a entidade hospitalar se recusa a atender o paciente com cobertura do plano de saúde do qual é beneficiário, na afirmativa de que a instituição fora descredenciada. A discussão é antiga. A forma para realização do descredenciamento das instituições de saúde e dos médicos deve obedecer a três critérios: substituição da entidade hospitalar ou de serviços médicos por equivalente, comunicação aos consumidores/ beneficiários com antecedência de 30 dias e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Estes critérios encontram-se na previsão legal do artigo 17, §1º da Lei 9.656/98 e no Código de Defesa do Consumidor (CDC) em seus artigos 30, 48 e 5º, incisos XIII e §1º. Apesar da normativa de exigência de aviso aos consumidores, a interpretação da normas era distorcida ou mesmo descumprida. Os planos de saúde deixam de comunicar seus consumidores, fazem alterações em sites oficiais ou se pronunciam por meio de cartazes afixados em seus estabelecimentos. Dessa forma, o paciente acaba surpreendido com a informação quando chega no local. Foi o que ocorreu em São Paulo, onde a família de um paciente ao procurar uma unidade hospitalar em estado de urgência, foi informada de seu descredenciamento, levando ao pagamento de uma conta no valor de R$14 mil reais. O paciente faleceu. A família procurou o Poder Judiciário para de-

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monstrar que não tivera conhecimento do descredenciamento. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os planos de saúde têm a obrigação de comunicar individualmente os consumidores acerca do descredenciamento, evitando que eles procurem por estas instituições. A decisão da relatora Ministra Nancy Andrighi deixou claro o entendimento da Corte Superior quanto à interpretação do artigo 17, §1º da Lei 9.656/98, que o aviso deve ser realizado de forma individual, possibilitando o conhecimento de todos. Comunicação genérica ou mesmo a ausência dela é infração legal e pode gerar punição ao plano de saúde, especialmente o ressarcimento dos gastos do paciente na instituição desvinculada. A questão agora é identificar qual o melhor meio de informar o descredenciamento de médicos, a todos os beneficiários com trinta dias de antecedência. Cada qual deve explorar a forma de acessar seus clientes: SMS, meio eletrônico, carta. Cabe ao usuário manter seus dados sempre atualizados e a ANS fiscalizar o cumprimento da norma, aplicando penalidades aos planos descumpridores da lei. *Sandra Franco é consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde – drasandra@sfranconsultoria.com.br **Nina Neubarth é advogada na Sfranco Consultoria Jurídica em Direito Médico e da Saúde, especialista em Direito Público – nneubarth@sfranconsultoria.com.br


Infraestrutura Caio Portugal |

é vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e presidente da Aelo – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano.

A obrigação de cada um Modelo de atuação do Estado por meio das agências reguladoras é frágil

A

exemplo do ocorrido há pouco mais de 50 anos, quando Juscelino Kubitschek privilegiou o desenvolvimento da indústria automobilística, então em fase de implantação, o Brasil de hoje insiste no apoio a esse setor de grande importância para a economia e para a qualidade de vida. Desde 1995, época do início das privatizações, as gestões do governo federal têm apoiado a produção de veículos, levando em conta a expressiva participação dessa indústria na geração de empregos, renda e impostos. Apesar do evidente desenvolvimento da economia brasileira nos últimos anos e da opção governamental de conceder uma série de serviços públicos à iniciativa privada, percebe-se um grave problema: o modelo de atuação do Estado por meio das agências reguladoras é frágil. Os seguidos casos de conflitos e paralisia demonstram que tal modelo não atinge o objetivo de garantir a equiparação de investimento, preço, qualidade e responsabilidades. Exemplos claros são os setores de eletricidade, saneamento e transportes. Na área de transportes, em que o Brasil, já nos tempos de JK, abandonou a alternativa das ferrovias e se concentrou nas rodovias, a situação é gravíssima. Como se sabe, a concessão de exploração e manutenção de estradas por empresas concessionárias exige contrapartida por parte das detentoras dos serviços. Ao serem assinados contratos entre governos e empresas, fica estabelecida a obrigação das concessionárias de conservar, ampliar e desenvolver as importantes artérias, tanto no âmbito federal quanto no estadual. Nem sempre tal compromisso é cumprido. Não bastasse isso, governos estaduais e municipais relegam a segundo plano o investimento em modais públicos de transporte. O Estado de São Paulo, tão populoso e desenvolvido, sofre com os problemas de mobilidade urbana. Hoje em dia, temos ruas e estradas congestionadas, PÁG 30

implicando, inclusive, na perda de atratividade de empresas. Diante dessas barreiras, municípios paulistas chegam a ser preteridos quando da aplicação de investimentos por novas empresas da indústria e do comércio. O setor de desenvolvimento urbano, ao qual estão integrados o Secovi e a Aelo – entidades que representam os empreendedores formais –, vem suprindo, há muito tempo, investimentos públicos ou de concessionárias. Por parte das concessionárias, esses investimentos são deficitários, quando não inexistentes nos serviços de saneamento e de eletricidade. A ser seguida a lógica de transferência de responsabilidades, tudo indica que será exigida do setor imobiliário a solução pela falta de investimentos em transporte público ou mesmo nas estradas de acesso às cidades. Já passou da hora de cada um assumir suas responsabilidades: ao governo, cabe fiscalizar as concessionárias e cobrar a aplicação de investimentos nos serviços; a União, Estados e Municípios devem exigir o cumprimento daqueles compromissos; e a iniciativa privada deve manter estreita cooperação com a administração pública. O setor de desenvolvimento urbano é baseado em leis e sofre intenso aparato de fiscalização para a consecução de suas obrigações. Os prazos são expressos e transparentes, inclusive com garantias de ordem penal. Os números demonstram que esse setor é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da economia e, portanto, tem o direito de manifestar à sociedade sua posição diante de distorções e graves riscos. Somos a favor da participação da iniciativa privada na resolução dos gargalos de investimentos em serviços públicos essenciais, mas o atual panorama mostra um modelo de regulação que fugiu do propósito inicial de universalização, concorrência e preços justos aos consumidores. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Tecnologia

Luz branca ou amarela?

N

a hora de comprar uma lâmpada, é comum verificar aspectos como tensão (127V ou 220V) e potência, que é medida em Watts – e está diretamente ligada ao consumo. No entanto, nem sempre o consumidor se atenta à temperatura de cor da mesma. Com unidade expressa em graus Kelvin (K), a temperatura de cor corresponde à tonalidade aparente da luz, que popularmente é conhecida como luz branca e luz amarela. Para aproveitar os recursos dos modelos, a Revista Corporativa buscou respostas para três perguntas básicas na hora de escolher a melhor opção.

Como escolher a melhor cor? Deve ser escolhida de acordo com o tipo de ambiente ou de acordo com as atividades realizadas nestes locais. As necessidades de uma casa são completamente diferentes do ambiente de trabalho. A casa precisa de um espaço acolhedor, em contrapartida, o corporativo de uma luz que mostre eficiência. Sempre que possível a consulta a um profissional, arquiteto ou decorador contribui para a melhor compra.

O que é preciso levar em conta? As lâmpadas que emitem fachos de luz amarelados, ou mais quentes, geralmente tornam os ambientes mais aconchegantes e confortáveis, estimulando a pessoa a relaxar. Elas têm temperatura de cor entre 2.700K e 3.100K e são mais indicadas para quartos, salas e áreas de estar em geral. As lâmpadas que emitem luz branca, ou branca-azulada, habitualmente chamadas de frias, causam exatamente o efeito oposto. Podem superar os 6.000K, elas são mais estimulantes, portanto, mais in-

dicadas para ambientes de trabalho, como escritórios e indústrias, e ambientes residenciais como cozinhas, banheiros e áreas de serviço. O usuário deve ter em mente que a cor da luz tem influência direta no seu estado emocional e pode ser uma grande aliada para o seu bem-estar. A iluminação amarelada no quarto, por exemplo, irá ajudá-lo a relaxar depois de um dia de trabalho. Da mesma forma que a luz fria, branca, facilitará a visualização de alimentos e utensílios na cozinha, onde se requer mais atenção.

Ambientes grandes e pequenos influenciam na escolha da cor? Não. A escolha da temperatura de cor das lâmpadas está ligada ao ambiente e atividade exercida no local. Algumas pessoas têm a impressão de que quanto mais branca a iluminação, mais potente é a lâmpada ou que ilumina mais que a lâmpada amarela. Mas, isso não é verdade. Sob o prisma luminotécnico e quantidade de luz exposta no ambiente temos a mesma intensidade luminosa. Todavia, para a percepção visual, o olho humano, essa observação é verdadeira já que tudo o que vemos é reflexo da luz emitida. E no espectro luminoso a luz branca é a que se destaca pela luminosidade, oferecendo maior conforto visual já que se exige menos esforço para visualizar o objeto comparada a luz amarela que é mais escura. Fonte: Avant

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Liderança André Gobbi |

é escritor e consultor. www.andregobbi.com.br

Você sabia que as micro e pequenas empresas são responsáveis por 60% das contratações em nosso país? E que 96% dessas empresas fecham as portas nos primeiros anos? Quais são os fatores que deixam esses índices se apresentarem de formas tão alarmantes? Se você analisar cuidadosamente os números poderá concluir que o brasileiro é um povo de natureza empreendedora. Ele realmente “se vira nos trinta”, mas esse é apenas um lado da moeda. O outro lado que vem sendo desconsiderado, o preço – muitas vezes –, é o fracasso.

Anote alguns erros que merecem destaque e distância. 1. Falta de um objetivo principal definido: É preciso ter um plano bem claro, objetivo e detalhado antes de qualquer ação ou investimento. 2. Tempo: Considere que o retorno de um investimento é sempre após um período de médio prazo, ou até em longo prazo, por tanto, desistir não é fracassar. 3. Capital: É o principal assunto. Ao construir uma ponte, por exemplo, o engenheiro usa algo chamado “fator de segurança”, ou seja: se a ponte tiver de suportar 10T ele construirá de forma a suportar 50T assim ele tem uma margem segura para a deterioração de materiais, excesso de cargas, tensões e esforços repentinos, além de imprevistos. 4. Adiar decisões: Se é verdade que colhemos o que plantamos, vale lembrar que se demorar a plantar vai demorar a colher. 5. Funcionários: Ter o suficiente e também o necessário, pois ninguém será grande líder se quiser fazer tudo sozinho ou ter todos os louros por o ter feito. 6. Divisão de lucros: O dia que as empresas resolverem distribuir uma pequena parcela de seus lucros aos funcionários, elas não terão mais empregados desobedientes e sim colaboradores de primeira linhagem. PÁG 32

7. Comandar com nobreza, respeito e autocontrole: Isso lhe dará um perfeito funcionamento do organismo “Empresa”, mesmo quando tiver que chamar atenção de funcionário, você perceberá apoio e respeito dos demais colaboradores. 8. Trabalhe muito e descanse bastante: Essa dica merece um artigo, mas o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário, portanto faça e aconteça – mas trabalhe por prazer, não se torne um *workaholic ou sua mente se embotará. 9. Desenvolver a autoestima: Tomar posse de você é se dar força, confiança e otimismo. Nenhum líder consegue gerir negócios com um estado de espírito arruinado. Os desafios são diários e a diferença está apenas em como os enfrentamos. 10. Você tem duas orelhas e uma boca: Aprenda a escutar mais os clientes, fornecedores, se atualizar e se aperfeiçoar continuamente, buscando ajuda profissional para agregar valor business à operação da empresa. *Workaholic é uma expressão americana que designa, coloquialmente, uma pessoa viciada em trabalho. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra). CORPORATIVA | JUNHO 2012


Espíritoempreendedor

Características de

sucesso

Ter um espírito criativo e pesquisador é uma das qualidades fundamentais de um empreendedor

O

empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto. O tempo não para.

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Relativas à REALIZAÇÃO Busca oportunidades e toma a iniciativa - O empreendedor faz o que deve ser feito antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias. - Age para expandir o negócio à novas áreas, produtos ou serviços. - Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio, obter financiamentos, equipamentos, terrenos, local de trabalho ou assistência. Corre riscos calculados - O empreendedor avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente. - Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados. - Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados. Exige qualidade e eficiência - O empreendedor encontra maneiras de fazer as coisas melhores, mais rápido ou mais barato. - Age de maneira a realizar ações, serviços e produtos que satisfaçam ou excedam padrões de excelência.

Relativas ao PLANEJAMENTO Busca de informações - O empreendedor dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes. - Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço. - Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial. Estabelecimento de metas - O empreendedor estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal. - Define metas de longo prazo, claras e específicas. - Estabelece objetivos de curto prazo, mensuráveis. Planejamento e monitoramento sistemático - O empreendedor planeja dividindo tarefas de grande porte em sub-tarefas com prazos definidos. - Constantemente revisa seus planos levando em conta os resultados obtidos e mudanças circunstanciais. - Mantém registros financeiros e os utiliza para tomar decisões.

- Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja concluído a tempo e que atenda padrões de qualidade previamente combinados. É persistente - O empreendedor age diante de um obstáculo significativo. - Age repetidamente ou muda de estratégia a fim de enfrentar um desafio ou superar um obstáculo. - Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário para atingir metas e objetivos. É comprometido - O empreendedor faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para completar uma tarefa. - Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para terminar um trabalho. - Se esmera em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa vontade a longo prazo, acima do lucro a curto prazo.

Relativas ao PODER Persuasão e rede de contatos - O empreendedor utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir pessoas. - Trabalha com pessoas-chave na posição de agentes para atingir seus objetivos. - Age para desenvolver e manter relações comerciais. Independência e autoconfiança - O empreendedor busca autonomia em relação a normas e controles de terceiros. - Mantém seu ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores. - Expressa confiança na sua própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio.

Fonte: SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas) www.sebrae.com.br

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Palavradoespecialista

Sucessão familiar

Como garantir a continuidade da empresa entre a família Por Glauco Pinheiro da Cruz Consultor contábil

É

esperado que a maioria das empresas consolidadas no mercado passe por processos de sucessão. Mas o que está em jogo nas companhias familiares é muito mais do que escolher uma nova figura de liderança. É a manutenção da fonte de renda para sustentar a família, é a continuidade do sonho do empreendedor que fundou. Ao chegar o momento de transferir a empresa para os filhos, independentemente dos motivos que causaram essa decisão, duas situações são fundamentais. Primeiro, no caso de os filhos quererem dar continuidade ao negócio e gostarem do que o pai e a mãe fizeram durante tantos anos, basta planejar a transferência e deixar bem definido quem fará o quê, com os devidos percentuais de participação. Segundo, no caso de não haver quem toque o empreendimento – apenas herdeiros não interessados na administração – o ideal é profissionalizar a gestão e deixar para eles apenas a ta-

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refa de fiscalizar. Sem a ocorrência de uma dessas duas situações, o melhor será vender a empresa. Em geral, o fundador da empresa é um homem centralizador, que gosta de estar presente em todas as decisões, o que é natural, já que ele começou tudo do zero. A sucessão, no entanto, não é algo empírico, mas essencialmente técnico e a preparação do sucessor que irá concorrer ao cargo de principal executivo não é um processo rápido, muito pelo contrário, pode exigir um determinado tipo de educação formal. A presença do fundador durante o processo de ‘passagem do bastão’ é muito importante, porque ele conhece todos os bastidores da companhia, já que foi o responsável por definir seus valores e políticas de gestão. Logo, sua avaliação é fundamental para ajudar a identificar o herdeiro mais bem preparado para assumir o comando. Para isso, é preciso levar em conta não só suas habilidades e os bons

laços familiares, mas principalmente sua capacidade de dar continuidade ao modelo cultural estabelecido. Nessas situações não é raro o acirramento das relações que aparentavam ser estáveis, já que o escolhido para estar à frente do negócio pode não ser unanimidade entre os sócios. São casos de protecionismo e paternalismo, CORPORATIVA | JUNHO 2012


Em geral, o fundador da empresa é um homem centralizador, que gosta de estar presente em todas as decisões. O que é natural, já que ele começou tudo do zero. A sucessão, no entanto, não é algo empírico, mas essencialmente técnico.

às vezes existentes nessas organizações, que debilitam seu crescimento, visto que muitas vezes o pretenso sucessor não tem a mesma capacidade técnica para gerir, que os executivos ou funcionários da casa. É arriscado apostar que a sucessão possa acontecer naturalmente e sem erros, então o primeiro passo para PÁG 37

essa mudança é designar um profissional ou escritório especializado para facilitar o diálogo sobre a sucessão da empresa. É ele quem irá identificar quais são os pontos fortes e fracos dos possíveis sucessores e também da própria sociedade. A profissionalização é um bom instrumento para diferenciar os interesses da

família e os da empresa, diminuindo possíveis conflitos. Isso significa estabelecer critérios gerais para nortear as decisões dos diretores, além de criar regras para definir os papéis corporativos e dividir as tarefas dentro da companhia. O profissional será o responsável por redigir os documentos que possibilitarão a sucessão e definirá regras claras entre os sucessores e seus pais – os antigos proprietários –, incluindo mudanças em contratos e estatutos sociais, código de conduta, regimentos internos e acordos societários, entre outros. Ele apontará quais os caminhos mais seguros e econômicos para a sucessão: compra, cessão, doações de ações, cotas ou redução, aumento do capital, entre outros. Para muitos, profissionalização é sinônimo de substituir todos os membros da família que trabalham na empresa por profissionais do mercado, mas esse é um pensamento equivocado. Na realidade, profissionalizar a empresa significa adotar as melhores práticas de administração, sabendo que, apesar da proximidade e interdependência dos sistemas “família” e “empresa”, é fundamental estabelecer limites claros e bem definidos entre eles. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Comportamento

O Brasil que lê Número de leitores é maior entre os jovens e moradores de zona urbana Por Amanda Cieglinski, Agência Brasil

P

esquisa divulgada mostrou que o maior percentual de leitores na população está entre os jovens. A renda familiar, o lugar onde se vive e a escolaridade também são fatores que influenciam o gosto pela leitura. O estudo Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, identificou que 50% da população pode ser considerada leitora. O critério é ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses. “Os leitores do Brasil são pessoas que têm acesso a bibliotecas, a livros diversificados, que não são aqueles comprados ou oferecidos pelas escolas. Os leitores são aqueles que têm incentivo dentro de casa, dos pais e dos familiares”, disse a presidenta do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa. Dos 5 anos de idade até os 24, o índice de leitores verificado na pesquisa é sempre superior ao de não leitores. Na faixa etária de 14 a 17 anos, por exemplo, estão 14% do total de leitores e apenas 5% dos considerados não leitores. O quadro muda à medida que avança a idade: no grupo entre 50 e 69 anos, por exemplo, encontram-se 23% dos não leitores e apenas 12% da população que lê. A zona rural concentra 66% do total de não leitores no país e as capitais, 22%. A renda também é fator determinante no hábito da leitura. Na classe A, os entrevistados responderam ter lido, em média, 3,6 livros nos últimos meses. Na classe C, o índice foi 1,79 e na D/E , 0,99. Entretanto, o preço do livro não é apontado como um fator que dificulta a leitura. Entre as principais razões apontadas por aqueles que não leram nenhum exemplar nos últimos três meses, a principal é a falta de tempo, citada por 53%, seguida pelo desinteresse, admitido por 30%. Apenas 4% dizem que não leem porque o livro é caro e 6% porque não têm bibliotecas perto de casa. “Às vezes, questionamos se o livro é caro, mas isso não aparece como fator de impedimento na pesquisa. Percebemos que é falta de conhecimento do prazer da leitura mesmo. Quando a pessoa diz que não tem tempo para ler, na verdade, ela tem tempo para outras coisas, como ver televisão”, afirmou Karine.

Fonte: www.brasilquele.com.br PÁG 38

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Leitura Força de Vontade – a Redescoberta do ma ior Poder Humano

O professor da Universidade Estadual da Flórida, Roy F. Baumeister, e o colunista de ciências do New York Times, John Tiernney, desenvolvem técnicas e métodos para o leitor superar a preguiça, a procrastinação, os impulsos desmotivadores e os hábitos desnecessários ou inúteis. Editora Lafonte, R$34,90

O Projeto Longevidade

Sugestões comuns para quem quer melhorar a saúde funcionam para alguns, mas não são eficazes ou econômicas para muitos. Os possíveis hábitos e comportamentos que levam, de fato, a uma vida longa e mais saudável são apontados no livro: O Projeto Longevidade, feitas pelos especialistas Howard S. Friedman e Leslie R. Martin, têm como base uma importante pesquisa realizada nos EUA. Editora Prumo Conhecimento, de Howard S. Friedman e Leslie R. Martin, 288 páginas, R$37,90

ÁREAS DE ATUAÇÃO E SERVIÇOS DA

ATHROS ASPR

Auditoria das Demonstrações Contábeis, Due Diligence e Auditoria Interna Auditoria de Tiragem, Circulação e Eventos Consultoria em Normas Internacionais de Contabilidade – IFRS Empresas regulamentadas pela ANS Consultoria em Tributos Diretos e Indiretos Planejamento Tributário, Societário e Sucessório Fórum Empresarial: Boletins, Palestras, Seminários e Cursos In Company Avaliação de ativos e negócios;

O que Steve Jobs faria?

O segredo do sucesso da Apple e de seu criador são analisados no livro. A partir do famoso slogan da Apple (think different), o autor Peter Sander captura o que você, leitor, pode pensar e fazer diferente em sua empresa, sempre contrastando os pontos críticos de uma visão convencional de mercado com o estilo arrojado e inovador de Steve Jobs. De Peter Sander, tradução de Luis Protásio, editora Universo dos Livros, 168 páginas, R$29,90

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Bem-estar

Noites mais saudáveis Dormir bem é um dos segredos para a longevidade

O

Dia Mundial do Sono foi comemorado em 16 de março, com atividades que lembraram a importância de uma noite bem dormida. O dia provocou a discussão de várias possibilidades que contribuem para as noites mal dormidas, como os novos costumes e a vida moderna. Ações como a do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor) que, através da equipe do Laboratório do Sono, distribuiu panfletos e ficou à disposição da população em São Paulo para orientar sobre as doenças relacionados ao sono. A apneia obstrutiva do sono, tão comentada ultimamente, é quando o paciente tem dificuldades para respirar durante a noite. O principal sinal é que incomoda quem está proximo. Ao acordar muitas vezes durante a noite a pessoa fica com cansaço e sonolência durante todo o dia, uma doença que cresce e já está presente na vida de aproximadamente 30% dos paulistanos. Acaba de ser divulgada uma pesquisa internacional, em San Antonio, no Texas, na 24ª reunião anual da

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Associated Professional Sleep Societies, que revelou que pessoas com insônia crônica apresentam um risco elevado de morte. Tais resultados apontam que a taxa de risco para causas de mortalidade é três vezes maior em pessoas com insônia crônica, em comparação a pessoas que não sofrem com o problema. As causas vão desde ajustes no travesseiro ou colchão até uma mudança alimentar e a pratica de atividades físicas. Segundo Renata Federighi, consultora do sono da Duoflex, a ansiedade, vida estressante e falta de exercícios físicos são as variáveis que podem causar insônia. Um fator pouco considerado, mas que também pode prejudicar o sono, é o travesseiro, que além de alinhar a coluna cervical com o tronco, melhora a circulação sanguínea facilitando os estímulos elétricos enviados pelo cérebro aos demais órgãos. “Às vezes, o travesseiro que escolhemos não se adéqua ao nosso tipo físico”. A especialista defende que é preciso considerar a posição em que se dorme e a altura do travesseiro, que deverá

preencher o espaço entre a cabeça e o colchão, formando um ângulo de 90 graus no pescoço. O uso do travesseiro em altura e suporte apropriados faz com que a postura favoreça a anatomia fisiológica da coluna vertebral. Dormir de forma inadequada, interfere no rendimento das atividades diárias, pode agravar processos como contraturas, osteoporose e má circulação sanguínea. Além disso, com o tempo, o travesseiro acumula em seu interior microrganismos que se alimentam das secreções que eliminamos durante o sono, como suor e peles mortas. Um travesseiro repleto de impurezas torna-se ambiente propício para proliferação de ácaros, fungos e bactérias, se transformando em fontes prováveis de diversos tipos de alergia. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Mesmo cansada muitas pessoas não conseguem dormir. As noites de insônia ou mal dormidas são mais comuns aos indivíduos que não se desligam dos problemas, sofrem com estresse, ansiedade e transtornos de humor.

O sono é um sinal de bem-estar e saúde. Por isso, aqueles que não se sentem revigorados após uma noite de sono devem procurar um especialista, realizar exames e descobrir as causas para resolver o problema. Destacamos algumas dicas abaixo: 1 Evite luz intensa a noite, pois o cérebro entende que ainda é dia e desta forma atrasa a produção de melatonina, o hormônio do sono. 2 Vá para a cama no mesmo horário e leia um livro leve, não vá para a cama sem sono.

10 Faça atividades físicas diariamente, mas não se exercite perto da hora de deitar.

3 Apague a luz ou use luz baixa. 4 Bebidas alcoólicas atrapalham a qualidade do sono. 5 Deixe o ambiente tranquilo com música relaxante. 6 Fique longe de cafés e refrigerantes. Até alguns chás estimulam a atenção. 7 No jantar coma moderadamente. As sopas são recomendadas. 8 Para deixar as preocupações de lado, procure organizar as ideias e até mesmo escrevê-las. 9 Se puder, massageie os pés.

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Viagem

New York Mais de oito milhões de pessoas habitam a cidade considerada um centro global de negócios. A conexão com a ‘capital do mundo’ pode ser uma boa oportunidade para trabalhar e relaxar.

O

s Estados Unidos têm mais de 20 milhões de pequenas empresas. A maior concentração delas está em Nova Iorque. O comércio internacional diversificado, as efervescências culturais e financeiras fazem da cidade um dos três centros de comando da economia mundial - junto com Londres e Tóquio. A maior economia regional do país norte-americano impulsiona a prosperidade e desenvolvimento de seu mercado imobiliário, de seguros, transportes e do setor de comunicação. Propagando conhecimento, dispondo de uma infraestrutura

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logística primorosa e estimulando manifestações artísticas, atualmente o município é referência entre as megalópoles mundiais. Em 2010 os investimentos geraram à Região Metropolitana de Nova Iorque um produto bruto de aproximadamente 1,28 trilhões de dólares. Sinônimo dos negócios de sucesso, muitas empresas estrangeiras escolhem a região do estado nova-iorquino para sediarem suas empresas e estabelecerem contato com outros empreendimentos globalizados. O intercâmbio profissional continua a consolidar novas ideias e a proporcionar oportunidades para aqueles

que querem “fazer a América” trabalhando, entretendo a si ou outros. A presença de transnacionais na cidade é tão intensa que acaba por empregar no setor privado um a cada dez trabalhadores. Vinculados a história, as artes e a moda, os principais pontos turísticos da cidade estão entre os serviços financeiros e as exportações que fazem dela um lugar inesquecível – a trabalho ou a passeio. E por que não aproveitar e fazer os dois? Conheça alguns lugares que valem a pena visitar e saiba mais sobre pontos que não podem ficar de fora em sua agenda para inspirar suas férias e sua carreira. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Empire State Building

O edifício foi por muito tempo o mais alto do mundo. Com 102 andares, de arquitetura Art Deco e construído em 1931, seu 86º é o observatório da cidade. Desde que foi aberto, aproximadamente 100 milhões de pessoas estiveram no investimento de quase 41 milhões de dólares. No prédio, o que chama a atenção não são apenas seu requinte decorativo e sua imponência comercial, mas o clima romântico. Se não acontecer um bom negócio por lá, ao menos poderá conhecer o ícone dentre os ousados empreendimentos de New York.

Rockfeller Center

Inaugurado em 2005, após 20 anos fechado, é mais um lugar para ter uma visão de 360° de Manhattan – o distrito dos serviços financeiros. Do terraço envidraçado do 70º andar é possível ver, do Empire State e Chrysler Building, a Brooklin Bridge, East River e Hudson. O Central Park também pode ser admirado deste símbolo de poder e empreendedorismo, considerado patrimônio histórico nacional. Nos elevadores de vidro, as luzes se apagam e projetam imagens. Dentre as funções comerciais que desempenha hoje, tem em sua história o legado de ser o local que serviu como base às operações da inteligência britânica durante a Segunda Grande Guerra.

Central Park

Cada cantinho que confere o ar cosmopolita da cidade revela também o quanto a riqueza proveniente de seu espírito empreendedor está presente como cartão-postal. Mais de 10 milhões de dólares foram disponibilizados para projetar seu Parque Central. Da rua 59th ele desponta a 110, divide a cidade em East & West: de um lado a 5ª Avenida e do outro o Central Park West. Planejado em 1850, acompanha a concepção visionária e diversa de nova-iorquinos e residentes. Com áreas para patins, bicicleta, tênis, pesca, futebol, basquete, programas de recreação, lagos, congrega vários concertos ao ar livre, da New York Philarmonic Orchestra, à jazz, e óperas, conta com uma vasta programação. Certamente é onde the business men vão para se distrair, cuidar do corpo e da mente.

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Viagem

Essex Street Market

Um conto de homens de negócios. Criado em 1940 para os comerciantes de rua se instalar, era frequentado principalmente pelos judeus e italianos que viviam no Lower East Side. Com a chegada dos porto-riquenhos, ele cresceu e expandiu seus negócios. Perdeu espaço para os supermercados, mas foi recuperado pelo valor histórico e passou a oferecer produtos gourmets, queijos, pescados, frutas, verduras, entre outros. Funciona de segunda a sábado das 8h às 19h, e aos domingos, das 9 às 18h.

Soho

Soho, forma abreviada de South of Houston, é a área situada no limite do Village. Lá moram artistas, entre empreendimentos luxuosos, lofts e famosas galerias de arte. Para quem se interessa em negócios vinculados à moda é preciso saber que Soho é considerada a Meca da moda de vanguarda, com lojas movimentadas e famosas internacionalmente - como a Comme Des Garçons (116 da Woorster St.) ou mesmo os restaurantes Balthazar e Nobu. Não é apenas o setor de vestuário que é referência econômica na região. Móveis e objetos de decoração também consolidam o lugar como excelente para negócios de design.

Village

É o bairro boêmio de Manhattan. Dividido em East Village e West Villlage é propício para relaxar depois de longas convenções, ou mesmo para estimular a criatividade empreendedora. O lado East é punk e boêmio e, o West, mais residencial. Vale à pena começar a visita pela Washington Square, no final da 5ª Avenida. Lá está o campus da New York University, a maior universidade particular dos EUA. A vista da 5ª Avenue através do Washington Arch, desenhado pelo arquiteto Stanford White, é classificada como imperdível por aqueles que já passaram pelas redondezas. No parque há um belo carvalho, The OAK, a mais antiga árvore de NY. A Washington Square é cercada de edifícios universitários e todas as ruas da parte sul estão cheias de bares e clubes de jazz. PÁG 44

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Logística

GR Campinas Infraestrutura de excelência

C

idades interioranas sempre viveram em função de suas capitais. De fato “viveram”, pois esse panorama está mudando e alguns municípios têm se transformado em metrópoles. Agora, não são mais coadjuvantes no cenário econômico: são polos turísticos, científicos e tecnológicos, onde o esboço do futuro chama-se desenvolvimento e inovação.

E

mpresas de grande porte estão de olhos atentos nas pequenas cidades – ou que, ao menos, um dia foram. O potencial logístico, industrial, manufatureiro, tecnológico, de pesquisa e insumos primários fazem de metrópoles interioranas e mesmo pequenos municípios, cobiçados territórios em vertiginosas expansões. Ao suprirem o que estas companhias empreendedoras buscam, investimentos estão reestrurando as cidades do interior brasileiro. O mesmo fenômeno que também ocorre em outras regiões do globo, tem contribuído com geração de emprego, aumento de renda e consumo, além de acelerar o crescimento das cidades. Campinas é um bom exemplo destes centros urbanos futuristas. Concentrando 50 mil empresas e o terceiro maior parque industrial do país, congrega uma região

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metropolitana formada por 19 cidades e uma população de aproximadamente 2,6 milhões de habitantes. Está a menos de 100km da capital e possui um aeroporto internacional, Viracopos – o maior em cargas da América Latina. Neste cenário, o segmento de condomínios de galpões modulares – que está em ascensão no país –, expande sua atuação e chega à Campinas. A ideia é oferecer infraestrutura completa com galpões prontos, de excelente padrão. Estes edifícios possuem estrutura ideial para armazenamento, distribuição, manufatura e pesquisa, e são indicados para instalar indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras. O GR Campinas, centro industrial, comercial e logístico, conta com um empreendimento modular diferenCORPORATIVA | JUNHO 2012


Empreendimento modular diferenciado. São 16 módulos, que permitem ocupação flexível de áreas de 1.496 m² a 23.936 m².

Ideal para indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras. ciado, em 16 módulos que permitem a ocupação de áreas de 1.496m² a 23.946m², com possibilidade de operação cross docking. O projeto conta com espaço de manobra para caminhões, estacionamento de funcionários e visitantes, portaria blindada com controle de acesso, sala de espera, segurança 24 horas, área para coleta seletiva de lixo, depósito para manutenção e jardinagem, paisagismo, fachada corporativa, distruibuição de energia elétrica subterrânea e caixa d’água central de grande volume. Além do prédio administrativo com cozinha e refeitório para 160 lugares, sala de reunião, sala de treinamento completa para 50 pessoas, sala de administração e de segurança interna, ambulatório, banheiros femininos e masculinos, área de convivência e outra de apoio ao motorista com vestiário. PÁG 49

Pé direito livre de até 12,40 metros. Flexibilidade de ocupação é um dos principais diferenciais do empreendimento, além do rateio de custos com segurança, manutenção e jardinagem, sistema de combate a incêndio com sprinklers, e oportunidade para negociar melhores tarifas de dados e voz. A demanda por imóveis industriais perto de grandes cidades tende a aumentar - uma vez que problemas de trânsito são ampliados com o número de caminhões nas ruas. Caso o governo decida restringir a circulação de caminhões dentro da capital ou até estender tal medida nas rodovias que ligam ao Rodoanel, é fundamental estar preparado. Assim, a localização privilegiada do GR Campinas, próximas as estradas, confirma seu potencial de sucesso para facilitar a acessibilidade de empresas. Saiba mais sobre o empreendimento em www.grcampinas.com.br. CORPORATIVA | JUNHO 2012


Investimento Augusto Manarini | é engenheiro civil e diretor da QOPP Incorporadora.

Para investir certo no mercado imobiliário

A

s incorporações imobiliárias têm aumentado no Brasil. O fenômeno segue projeções positivas do setor habitacional, impulsionadas pela Construção Civil num período de valorização do setor. No entanto, há termos ainda causam confusão e dificultam que consumidores e investidores compreendam como funcionam e de que maneira podem usufruir destes empreendimentos. Para esclarecer algumas dúvidas, Augusto Manarini, engenheiro civil e diretor da QOPP incorporadora, explica o que são e de que maneira é possível se beneficiar do movimento econômico no mercado de imóveis. O que faz uma incorporadora imobiliária? A incorporadora procede empreendimentos imobiliários. Ela é responsável por detectar uma demanda de mercado, escolher um terreno, estudar o melhor produto que se adeque à demanda e à localização, prover o funding do empreendimento, efetuar o lançamento, contratar as obras e entregar os imóveis aos clientes finais. Qual a diferença entre uma incorporadora e uma construtora? A incorporadora é responsável pelo empreendimento como um todo, conforme explicado anteriormente. Já a construtora é responsável exclusivamente pela execução das obras. Existe certa confusão no mercado, uma vez que muitas incorporadoras também acumulam a atividade de construtora. Mas, nem toda construtora é incorporadora. Incorporadoras também investem? Cada incorporadora tem uma estrutura própria de captação de recursos para seus projetos, o que pode ser um misto de investimentos próprios, recursos de investidores e financiamentos. A criação de fundos de investimentos imobiliários também tem sido uma tendência no Brasil. Quais são os formatos de vendas de imóveis na planta? O modelo de incorporação mais comum é o de venda de unidades a preço fechado, no qual a incorporadora garante o preço final do imóvel, plano de parcelamento e cronograma de entrega, independente das eventuais PÁG 50

variações de custos que a execução da obra possa apresentar. A incorporação também pode ser feita pelo sistema de “preço de custo”, no qual o cliente compra uma fração ideal do terreno (a proporção da unidade imobiliária no todo do condomínio) e arca com os custos de construção. Neste caso, o cliente final assumirá o risco de o imóvel ter custo maior ou menor que o orçamento estimativo inicialmente. Como funciona uma incorporação a “preço de custo” e quais são as vantagens? O incorporador vende uma fração do terreno ao comprador final (a preço pré-determinado) e se compromete a administrar todo o desenvolvimento do empreendimento, inclusive das obras, mediante remuneração que, geralmente, é uma taxa sobre os gastos previstos. Pelo sistema de preço de custo não há financiamento bancário, ou seja, os próprios clientes finais é que financiam a construção. Assim, o custo financeiro com juros não existe e é revertido em benefício do comprador. Prazos de pagamentos e preços do imóvel pelo regime de “preço de custo” são semelhantes ao sistema convencional (preço fechado)? Como o sistema de preço de custo não utiliza financiamento bancário para a produção, todo o pagamento do cliente deve coincidir com o prazo da obra. No sistema de preço fechado habitualmente o cliente paga entre 20% e 40% do valor do imóvel até as chaves, com a possibilidade de financiar

o saldo em vários anos em uma instituição bancária. Porém, devido ao sistema de tributação e a ausência de custos financeiros, o preço final do imóvel a “preço de custo” poderá ser bem mais atrativo. Grandes empresas oferecem o sistema de preço de custo? Empresas com capital aberto e outras com atuação em grande escala normalmente não oferecem esta modalidade. Isso porque o mercado demanda um sistema de prestação de contas e uma relação muito mais próxima com o cliente final. As empresas com atuação local se adequam muito mais a esse cenário, justamente por estarem mais próximas do cliente. A QOPP oferece oportunidades de investimentos? Sim, oferece em projetos pelos sistemas de preço fechado e preço de custo, atendendo investidores de médio e grande porte. Para eles, há investimentos sofisticados e retornos atraentes, baseados em produtos diferenciados. Uma das estruturas existentes, que já vimos praticada com sucesso, é a do “clube de investimentos imobiliários” – na qual o investidor tem a possibilidade de entrar logo no início da criação do empreendimento e participar, em conjunto com a QOPP, dos resultados. Qual é o ticket mínimo para os investidores? Atualmente trabalhamos com investidores com ticket a partir de R$400 mil. Lembrando que esse valor é desembolsado ao longo do desenvolvimento do projeto. CORPORATIVA | JUNHO 2012


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GRP GP7 Empreendimentos Ltda. O empreendimento só será comercializado após o registro do Memorial de Incorporação no Cartório de Imóveis. Todas as imagens são meramente ilustrativas, as perspectivas são preliminares e podem sofrer alterações. LPS Campinas Consultoria de Imóveis Ltda, Rua General Osorio, 2160 – Cambui – Campinas – SP, Creci J20207.

Revista Corporativa  

Tudo sobre o mundo corporativo de Campinas e RMC