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SANTA, NÃO SOU

KM Mendes Colaboração: Rhayanne Moreno Copyright © 2018 KM Mendes Todos os direitos reservados.

DEDICATÓRIA À todas as leitoras “Santas”.


Conteúdo Cansei de ser Virgem! Festa para uma Virgem! Uma Virgem em Apuros! Convite para uma Virgem! Um Nude para uma Virgem! Um Paciente para uma Virgem! Uma Virgem fazendo Prova Oral! Uma Banana Para Uma Virgem! Uma Fantasia para uma Virgem! Uma Virgem Apaixonada! Uma (não) Virgem Pegando Fogo! Um final feliz para uma (não) Virgem!

“A virgindade fica na cabeça. Eu, por exemplo, me considero virgem em vários aspectos.” ― Marília Gabriela


Cansei de ser Virgem!

O toque dele era ardente. Enfiou a língua na minha boca, explorando-a vorazmente, pressionando o corpo contra o meu o tempo todo. Ele era selvagem, determinado, voraz. Sem interromper o beijo, sugou os meus lábios. Pousou as mãos nos meus quadris, deslizando os dedos por baixo do fino vestido para então acariciar a minha pele até segurar firmemente minha cintura e descer apertando minha bunda. — Que bunda dura e gostosa! — Ele exclama a apalpando e dando uns tapinhas. A expectativa e a tensão só aumentavam. Pego sua mão e a guiei até seu polegar roçar a curva a baixo do meu seio. — Ahh — gemi de encontro à boca dele, arqueando mais, implorando por um toque mais firme. Sem sutiã, ele facilmente capturou um mamilo entre os dedos e apertou levemente. Cada caricia me causava um calafrio e me fazia gemer. Estremeci, sentindo as pontas dos meus seios enrijecendo. — Chupa... — sussurro com a voz rouca, minha boca mal se desgrudava da dele. Sem pestanejar ele desceu a boca pelo meu pescoço e em um puxão desceu o vestido, deixando os meus seios totalmente a mostra. Em um movimento rápido sua boca foi parar em meu mamilo sugando com força, profundamente. —Ah, chupa bem gostoso — gemi, enredando os dedos em seu cabelo. E apoiando o meu outro braço em seu ombro forte. Cravei os dedos em sua pele musculosa, apertando e arranhando enquanto ele me dava prazer. Ele sugava tão deliciosamente, enquanto a outra mão agarrava firmemente o seio direito. — Você é tão safada — ele arfou contra o seio. Dei um sorriso e mordi os lábios.

— Sim... Santa não sou...

Uma música soa no fundo... E de repente o sonho acaba. Ao acordo, uma camada de suor cobria minha pele e uma umidade quente causava ardência no meu íntimo. Droga! E mais uma vez Alicia Collins teve um sonho quente. Sexo. Sexo. Sexo. Minha mente estava carregada de Sexo, eu pensava em nudez o tempo todo. Suspiro


totalmente frustrada. Eu precisava transar! Eu não aguentava mais ser virgem! Estava tão desesperada a ponto de levantar uma plaquinha: “Vou dar para o primeiro que chegar” É claro que isso era uma brincadeira, eu não iria transar com qualquer um, embora o desejo me consumisse mais a cada dia. O homem dos meus sonhos tinha que ser “O Homem”. Mas, a realidade era outra, não havia encontrado — ainda — um cara bom o suficiente para acabar com o meu fogo, e enquanto não o encontrava teria que me contentar com minhas próprias carícias. Levanto-me da cama e vou até o banheiro. Olho no espelho e avalio meu estado deplorável. Meu rosto estava completamente vermelho e meus cabelos róseos estavam armados, já a minha franja estava grudada na testa. Sim, eu era uma mulher madura de cabelos rosados, simplesmente pelo fato que sonhei a vida toda em ter um cabelo colorido, coisa que minha mãe nunca deixou. Mas, quando saí de casa a primeira coisa que fiz, foi pintar os cabelos. As olheiras debaixo dos meus olhos azuis denunciavam que passei a noite inteira lendo contos eróticos. Suspiro e retiro o pijama, entro embaixo do chuveiro e faço uma lista mental do que teria que fazer durante o dia. Hoje era o meu aniversário de vinte e quatro anos, e o único presente que eu queria era um homem com um belo pênis — grande de preferência. Essa era a única pendência da minha vida. Faltava menos de uma semana para me formar em medicina e há pouco tempo havia conseguido entrar em uma boa clínica, a mais conceituada da Califórnia. Saio do banho e enrolada na toalha, vou até meu guarda roupa, visto o meu uniforme e sigo de volta até o banheiro. Após secar e prender o meu cabelo, passo uma maquiagem básica, somente para esconder as olheiras e nos lábios passo um hidratante labial. Simples, porém, linda. Afinal, autoestima é tudo! Pego minha bolsa e as chaves do carro, tranco a porta do meu apartamento e saio em direção ao elevador. Cumprimento no caminho minha vizinha Taylor. Vejo que a danada havia acabado de chegar, sabia que havia passado a noite toda em uma balada, essa garota sabia viver a vida! Fico imaginando em quantos pênis ela já sentou... Suspiro. Que inveja! Entro no elevador e dou de cara com o outro vizinho: Ethan. Ethan era um alto, magro, os olhos estreitos dourados claro e cabelo castanho que alcançam os ombros. Eu até diria que ele era interessante, se não fosse pelo jeito irritante de ser. — Feliz aniversário médica gostosa... — ele sussurra junto ao meu ouvido. — Obrigada, mas não te dou intimidade para falar comigo desse jeito — Me afastei. — Vamos lá Alicia... Que tal uma festinha particular no meu apartamento? — convidou. Por um momento meu olhar vai direto para o membro dele. Através da calça social eu conseguia ver um belo volume. Era involuntário! Eu não conseguia parar de olhar... Mordi os lábios tentando controlar excitação. Eu queria sexo. Meu Deus, como eu queria transar. É claro que o convite me pareceu tentador por um momento, no entanto, volto rapidamente à realidade quando o elevador para na garagem. Vou até meu carro e vejo que Ethan me segue, esperando uma resposta. — Vai sonhando Ethan — digo por fim, segurando um sorriso zombeteiro nos lábios.


E, com essas palavras irônicas, eu o deixo e entro no meu carro. Vejo meu celular apitar, e percebo que havia várias mensagens desejando “Feliz Aniversário”. Ouço minha caixa postal, minha mãe estava me convidando para um dia em um SPA no sábado e minha melhor amiga Emily Müller me convidava para ir ao bar que ela trabalhava essa noite. É claro que eu não recusei nenhum dos convites. Emily e eu nos conhecemos desde a infância. Nossa amizade tem seus altos e baixos, mas, no final das contas, continuamos sempre uma ao lado da outra. Quando éramos adolescentes prometemos ao padre que nos guardaríamos até o casamento, contudo eu estava louca para romper essa promessa, mas Emily permanecia fiel, ela já namorava há algum tempo e deixava seu namorado subindo pelas paredes determinada a cumprir seu juramento. Que Deus me perdoe, mas essa promessa iria ser quebrada, e se tudo desse certo seria o mais rápido possível. Cansei de ser virgem!

Quando chego no hospital, sou recepcionada pelos meus colegas. Mia Evans da ala de obstetrícia me deu um colar delicado com um pingente de estetoscópio dourado. Apesar de nos conhecermos há pouco tempo havíamos ficado amigas e nos interagíamos entre um plantão e outro. — Alicia, está animada com seu aniversário? — ela me questionou enquanto eu esperava o inicio do meu plantão na sala dos médicos. — Não muito. Só vou conseguir sair no fim da noite. Lá pelas nove horas — suspirei. — E tem planos para hoje? — Pretendo ir ao bar em que minha amiga Emily trabalha com bartender. Somente para cumprimentá-la. Tomar uma dose de tequila e ir embora para casa. Nada de comemoração. — Digo. — Bom, o pessoal aqui me perguntou se você queria comemorar. — Ah não sei. — Penso. O plantão do dia era composto por mim na parte de clínica geral, Mia e Cléo em obstetrícia e ginecologia, Olivia e Michael Jones em cardiologia e nefrologia respectivamente — os dois eram primos, e Christopher em Ortopedia e Traumatologia. E por fim a pediatra Emma — que recentemente saiu para morar fora do país. Desta forma, havia uma vaga para ser preenchida na equipe, que pelos rumores o novo profissional chegaria hoje.


Eu sonhava que fosse um homem — gostosão é claro. — Nos avise até o fim do plantão. Estou afim de me divertir hoje — Mia disse. Ela era bem disputada no plantão da noite, os médicos Joshua e Daniel concorriam por sua atenção. Particularmente, hoje os seus cabelos ruivos estavam puxados para cima de modo descontraído, apenas simulam espontaneidade com um coque enrolado na parte de trás da cabeça, os olhos verdes eram notáveis e o sorriso de Mia com toda certeza chamava atenção. — Você trouxe roupa para irmos direto? — Questiono. — É claro, estou preparada. — Está bem... Está bem... — dou-me por vencida. — Mas vamos sozinhas. Estou a fim de paquerar hoje, e não quero a equipe médica toda me vendo passar vergonha. Um brilho diabólico surgiu em seus olhos verdes. — Ok, aceito. Até mais tarde então — ela disse. Olho no meu relógio, ainda faltavam quinze minutos para iniciar o meu plantão. Vou até a máquina de café e coloco uma cápsula de expresso. Aperto o botão de ligar e espero pacientemente a máquina encher o meu copo. Sinto o meu celular vibrar e o pego, percebendo que havia uma atualização de um conto que eu lia pela internet.

“A Safada de Nova Iorque – Capítulo 25”

Delicio-me com as novas páginas enquanto faço um café. Assim que fica pronto eu pego a xícara fumegante e tomo um gole do líquido dos deuses enquanto continuo lendo. “E então Conrad passa a mão pelas minhas coxas embaixo da mesa. Tento segurar a excitação, afinal estamos na companhia de seus pais, mas quando Conrad enfia a mão em minha intimidade e acaricia meu clitóris, eu gemo, sim... eu gemi alto, na frente do todo mundo!”

Puta que pariu! Não consigo segurar o riso e quase engasgo com o café quente na boca. Ao terminar o capítulo percebo que estou atrasada. Guardo o celular no bolso e saio em disparada. Abro a porta da sala de descanso e bato de frente com alguém. Fico chocada quando percebo que dei de encontro com um homem desconhecido, cuja figura deliciosa me mantinha estática. Uma pessoa normal iria se afastar e começar a balbuciar um pedido de desculpas. Mas eu não! Permaneci onde estava. Inalei um perfume delicioso. Uma fragrância amadeirada e almiscarada. Meus dedos estavam cravados no tecido branco e macio do seu jaleco sentindo o seu peito firme. Vejo um nome gravado no tecido: Alexandre Pellegrini. Não havia melhor corpo para esbarrar. Topei em algo duro. Algo realmente duro. Meu coração parou quando olhei para cima e vi seu rosto forte, masculino e sedutor. Os


olhos e cabelos negros davam um belo contraste a sua pele branca. Eu quase suspirei tamanha excitação. — Você está bem? — Ele questionou perante minha hesitação. Eu não conseguia desgrudar daquele corpo maravilhoso! Não, eu não estava bem. Estava ávida e com tesão. Muito tesão! Que homão da Porra!


Festa para uma Virgem!

Estava petrificada diante da visão. Nunca tinha o visto nesse hospital e concluo que ele seja o novo pediatra que substituiria a Emma. Foi um choque descobrir que o meu novo colega de trabalho era tão... Lindo. — Você está bem? — ele tornou a perguntar e só agora notei que estava quase abraçada ao novo médico. Meus punhos ainda estavam fechados em torno de seu jaleco branco e a situação estava muito constrangedora. Será que eu deveria fingir um desmaio? Meio sem graça, afasto-me dele e sorrio sedutora em sua direção. — Agora estou — disse e mantive o sorriso. Mas, dando conta de minhas palavras, tento reverter o que eu disse e começo a gaguejar. — Não — minha voz falha —, não foi isso que eu quis dizer. — É claro que eu quis dizer isso, no entanto, ele não precisava saber. —Hm. — Resmungou entortando o canto de seus lábios em um breve sorriso. E que sorriso! Onde esse homem estava esse tempo todo? Nunca vi um sorriso tão belo quanto o dele e agora estou imaginando mil sacanagens diante daquela expressão. — Sou Alexandre Pellegrini, novo pediatra do hospital — o moreno estendeu a sua mão em um cumprimento e eu não hesitei em apertar. E que aperto! Não consigo parar de imaginá-lo me acariciando. Hesito um instante perante meus pensamentos, depois digo: — Alicia Collins, residente hospitalar. — Respondi sem soltar a mão do meu colega. Rapidamente desviei o olhar para o meio de suas pernas e engulo em seco ao notar um belo volume. — É um prazer conhecê-lo — complemento. Coloquei uma mexa atrás da orelha e verifiquei o relógio, notando que eu já estava bastante atrasada. — Igualmente. — Ele diz. O prazer foi todo meu... — Foi bom conhecer você, senhor Pellegrini. Meu plantão vai começar — aviso. Mas ele não pareceu ligar para minha despedida, e assim que dei passagem para a sala de descanso. Ele entra.


Tratei de ir logo para o meu consultório e espantar os pensamentos sujos com o novo colega de trabalho. Como sou uma residente, tenho que focar e trabalhar arduamente, pretendo seguir na área neurológica. Lembro-me como se fosse ontem à primeira vez que pisei na faculdade. Naquela época eu não pensava em perder minha virgindade ou frequentar as inúmeras festas que tinham. Passei minha vida estudando e dedicando-me a medicina. Contudo, após ter conquistado tudo que sonhei, algo me incomodava muito. Algo que me não me deixava mais dormir a noite. Ser virgem se tornou um grande problema em minha vida. Os pensamentos sujos iam e voltavam em minha mente com frequência. E eu precisava resolver brevemente essa situação ou acabaria enlouquecendo. Fui em direção ao consultório sete, onde eu começaria minhas consultas dos meus pacientes. Durante quase todo a manhã eu fiz os atendimentos e, antes de ir para o meu almoço, eu terminei de atender uma idosa de sessenta e oito anos anos com Alzheimer. — Senhorita Mariah, o caso de sua mãe é extremamente delicado, contudo posso lhe receitar algumas medicações que ajudarão a melhorar — disse para a filha da paciente. — Infelizmente essa doença ainda não tem cura total, mas eu sugiro que ela tenha acompanhamento psicológico, uma alimentação balanceada e atividades complementares para a Senhora Palmer não ficar sem fazer nada. Às vezes uma boa atividade física pode ajudar no tratamento. — Ponderei. — Obrigada, doutora Collins. — Agradeceu e apertou minha mão. — De nada. E Senhora Palmer... Cuide-se. As duas foram embora e eu aproveitei os minutos para ir almoçar e conversar com a Mia sobre o nosso novo colega de trabalho. Só de pensar naquele homem os pelos da minha nuca ficaram arrepiados. Entrei no refeitório e não demorei muito para notar minha amiga acenando para mim. Peguei o almoço e logo me juntei a Mia. — E então, você não quer mesmo convidar mais gente para hoje à noite? — questionou no momento que eu sentava em um banco à sua frente. Parei para pensar se seria uma boa ideia ir só nós, e novamente aquele médico inundou meus pensamentos, então percebo que não seria de todo mal convidar alguns de nossos colegas para a minha festa de aniversário. — Acho que não seria de má ideia convidar nossos colegas — Digo, os olhos da de Mia brilharam. — Seria ótimo. Mas por que essa mudança repentina? — perguntou e logo depois, tomou um gole de seu suco de laranja. Eu não iria entregar que me interessei pelo Alexandre, não por enquanto. — Talvez um pouco mais de gente fosse divertido. — Dei de ombros mexendo em meu prato. — Bom, se esse for o caso, posso chamar o resto do pessoal. — Perfeito!


— Mas e aí? Já viu o novo pediatra? — Mia tocou no assunto que estava me fazendo subir pelas paredes. — Sim. — Limito a dizer. — Você diz só isso? Alicia, o cara é um tremendo de um gostosão. Fiquei sabendo que ele estava morando na Itália, aliás, a família dele é italiana por parte de pai. — Uau, você está bem informada Mia! Têm algum interesse por ele? — Já questionei com medo de ter concorrência, embora saiba que há muita concorrência por aí, ele era bonito demais para não ser cobiçado. — Não. Só achei bonitão. Acho que serve totalmente para você. — Para mim? Não sei — Desconverso. — Provavelmente o número de pacientes infantis irá aumentar absurdamente com a beleza extrema daquele pediatra. — Ela abanou as mãos como se estivesse com calor. — Mas por que o número de pacientes infantis? — Querida, as mães daquelas crianças terão um orgasmo só de olhar para aquele homem. Consequentemente voltarão mais vezes apenas para olhar o médico bonitão. O tão sonhado orgasmo, eu estava louca para atingir o ápice do prazer com ele. O homem fazia-me derreter apenas por ouvir sua voz rouca de tirar o fôlego. Por um momento imagino o doutor Pellegrini retirando aquele jaleco devagarzinho e mordendo o lábio inferior de uma maneira provocativa. — Alicia, eu vou te mostrar o que é sentir prazer — imagino-o dizendo com aquela voz sexy. — Alicia? —Mia me tira do meu devaneio. — Não me diga que está sonhando com ele? — ela ri com a constatação. — Não, eu só estou muito atarefada — mudo de assunto. Mia continua rindo, pois não se convenceu com minha desculpa. Eu desejava aquele médico, e estava disposta a pega-lo de jeito.

Quando o horário do meu plantão chegou ao fim, troquei de roupa na área de descanso do hospital. — Uau, está querendo impressionar quem? Está maravilhosa — me virei assim que escutei Mia me elogiar. Eu estava trajando um vestido vermelho, levemente decotado. — Obrigada — agradeci colocando um par de brincos —, eu só queria ficar bonita, não é todo dia que se faz vinte e quatro anos... Apenas isso. — Desconverso. — É melhor irmos logo. Chamou o pessoal? — Claro! Todos já estão esperando. Saímos do vestiário e fomos para fora do hospital. O frio da noite atingiu meu corpo quente e esfreguei um pouco os braços. Do lado de fora, estavam alguns dos nossos colegas de


trabalho e quase caio para trás ao ver um moreno no meio deles. De repente, pareceu que o frio tinha ido embora, dando lugar a uma quentura sem igual. Alexandre vestia uma camiseta social azul marinho, com as mangas dobradas até o cotovelo, cujos braços musculosos se arqueavam contra o tecido da camisa. Suspirei... Balancei a cabeça e tentei afastar os pensamentos nada convenientes à medida que nos aproximávamos do grupo. Michael, Daniel, Olivia e Alexandre estavam me aguardando. Os meus outros colegas iriam ficar no plantão da noite. — A aniversariante finalmente deu as caras. — Daniel começou falando e em seguida recebo um abraço apertado. — Parabéns! — Obrigada, Daniel. — Respondi e depois fui abraçada pelos outros. — Alicia — Michael me abraçou — esse é o novo pediatra, Alexandre — ele nos apresenta. O Pellegrini está com as mãos no bolso ligeiramente irritado — Eu o convidei para vir com a gente. Não tem problema, não é? Foi a melhor coisa que Michael podia fazer por mim, ele trouxe um belo presente de aniversário. — Quem disse que eu aceitei? — Alexandre disse um pouco irritado. — Ah, qual é?! Você disse que viria. — Contestou o loiro. — Eu disse que iria pensar. — Bufou. — Parabéns — Alexandre diz olhando brevemente para mim. — Obrigada, doutor Pellegrini. — Então, Alexandre? Você vai? — tornou a perguntar dando um tapinha em seu ombro. Alexandre o olhou pelo canto do olho antes de suspirar e confirmar com a cabeça. — Beleza! — o Jones comemorou e apertou mais o braço em torno de seu pescoço. — Vamos beber até cair! — Idiota. Temos trabalho amanhã, não vou beber para acordar com ressaca na manhã seguinte. — Retrucou ainda um tanto irritado. — Mas é só um pouquinho. — Tentou novamente, mas recebeu um olhar ainda mais irritado do Pellegrini. Será que ele é bruto assim na cama? Meus pensamentos estavam apenas e unicamente em Alexandre. Chegamos ao bar onde a Emily trabalhava e recebi um abraço apertado da loira. Ironicamente o nome do bar que Emily trabalhava era “Bar das Virgens” — Feliz aniversário minha maluquinha! — a loira desfez o abraço e prestou atenção nos meus amigos. — Acho que vou ter que reservar uma mesa a mais para esse pessoal. Vocês vão querer alguma bebida para começar a noite? —Um balde de Heineken. — Sugeriu Olivia. Essa ruiva não é fraca. Emily anotou em seu bloquinho e nos levou para uma mesa ao lado da parede, a poltrona era na forma oval e o estofado era confortável. Todos nós sentamos um ao lado do outro esperando Emily trazer o balde cheio de bebida. Uma banda tocava Rock e o local àquele horário estava bem cheio, mas isso não iria atrapalhar meus planos, pois eu direcionava meu


olhar de vez em quando para Alexandre que conversava com o Michael. Toda vez que ele movimentava o seu braço, seu músculo contraia na camisa, a fazendo ficar mais apertada. — Pega um guardanapo, pois você está quase babando pelo novo médico. — Escutei o sussurro de Mia ao pé de meu ouvido. — O homem não é de se jogar fora. — O que é bonito é para ser admirado. — Cochichei de volta. A Evans sorriu maliciosa ao passo que Emily trazia as bebidas em um balde de gelo. Michael foi o primeiro a se servir, seguido dos outros médicos que erguiam as garrafas para comemorar meu aniversário. — Pelos vinte e quatro anos de Alicia Collins, a médica residente do Hospital da Califórnia Medical & Surgical Clinic. — disse Daniel brindando mais um ano de vida para mim. Tomei um pouco da bebida e fiz uma leve careta por causa do gosto amargo, contudo, nada iria atrapalhar de me divertir essa noite. O pediatra está na minha mira. Percebo que diferente de todos, Alexandre havia pedido uma água. — Então, doutor Pellegrini, conte-nos sobre o seu trabalho como pediatra. — Olivia começou e eu notei um leve interesse em suas palavras, o que fez meu sangue ferver um pouco. Pegando seu copo de água, Alexandre bebeu um gole e então disse: — É uma área difícil, mas eu gosto bastante de cuidar das crianças. — O Alex é muito bom com as crianças, não é? — Michael bateu em suas costas sorrindo e eu fiquei curiosa com essa proximidade tão íntima. — Você falando assim parece até que o conhece intimamente. — Apontei. — Conheço mais do que deveria, nós moramos juntos. Congelei por um segundo. Percebo Daniel pigarrear, e todos ficam tensos. Ostentando um olhar sereno para esconder a frustração que eu sabia estar no meu rosto, não pude deixar de questionar: — Vocês são gays? — Arquejei surpresa. — Quê? — foi à vez de Alexandre responder. A expressão assustada dele foi quase cômica. — Nós só moramos juntos. Somos amigos, não sou gay. —Concluiu um pouco irritado. Se eu me aliviei em descobrir sobre isso? Mas é claro! Meu interior se contorceu de alegria e minha mente levou-me para o Alexandre comigo em uma cama. Ele me segurando em seu colo e batendo em meu bumbum, dizendo que eu deveria ser castigada por chamá-lo de gay. A mesa, antes em silêncio, foi recheada de risos dos meus amigos de trabalho. Olho para Alexandre e decido que definitivamente iria seduzi-lo. Esse pau é meu!


Pouco tempo depois, tínhamos esgotado o primeiro balde de bebida. Eu não poderia exagerar, já que tinha trabalho no dia seguinte, porém, me sentia levemente alterada, principalmente depois de uma dose de tequila. Vibro de felicidade ao perceber que estava sozinha com Alexandre. Michael havia ido ao banheiro, Daniel e Mia começaram a dançar ao ritmo da música ao vivo e Olivia estava conversando com um rapaz de cabelos loiros, sobrando apenas eu e o Alexandre na mesa. Era hora de chamar a atenção dele. Suspirei e esfreguei as mãos suadas ao lado de meu corpo e me aproximo de Alexandre. — Você é solteiro? — perguntei na maior cara de pau. Se não fosse pela bebida eu não iria chegar assim nele nunca. — Acho que isso não lhe diz respeito — respondeu ríspido e eu engoli em seco. —Não queria ser intrometida... — me desculpo. Ele estalou a língua num “tsc”. —Não? Mas já está sendo. — Interrompeu ainda me olhando. — Só me diz se é ou não. — Insisti no assunto. Ele respirou fundo. E então disse: — Sim. Devo confessar que depois dessa afirmação meu coração deu um salto no peito. Sem pensar mais para não perder a coragem, digo: — Então, você quer sair qualquer dia desses? — Questiono. Grande erro. Ele examinou meu corpo de forma minuciosa, obviamente conseguindo enxergar meus seios perante o decote. A peça me caía bem. Eu estava com muito, muito calor e estava louca para tirar aquele vestido. Senti um rubor em minha face. — Não. — Ele responde curtamente. Havia um pouco de tenacidade em sua expressão. Merda. Duas vezes merda. Em choque não consigo dizer mais nada. Não conseguia aceitar um não como resposta, mas no momento eu precisava recuar, até descobrir mais sobre ele. Pego a minha bolsa, e passo por ele. Atravesso o corredor um pouco tonta, mas não a ponto de cair bêbada no chão. Emily servia algumas pessoas, tanto que nem notou quando passei por ela. Entro no banheiro e abro a porta. Encaro minha expressão derrotada no espelho. Eu nunca havia sido rejeitada! Quer dizer, eu não paquerava com frequência, afinal, os homens sempre me procuravam. Jogo água em minha face para tentar ficar mais sóbria. Suspiro e um pouco melhor, pego um batom e passo em meus lábios.


Os lábios são a marca chamativa da mulher, e é ótimo para borrar outros lábios. E eu desejo borrar aqueles lábios carnudos de Alexandre Pellegrini. Mesmo que, houvesse surgido um pequeno contratempo chamado rejeição. Quando saí do banheiro, vi Michael indo em direção a nossa mesa, então tratei de alcançálo e trazê-lo para uma parte mais afastada. Mesmo com a música alta, consegui sussurrar em seu ouvido para que ele escutasse. — Preciso saber qual é o tipo de mulher que Alexandre gosta — perguntei sem rodeios. Seu sorriso foi gigante e ele acabou por entender rápido a minha situação. Se eu parecia estar desesperada? Talvez. Mas não estava me importando muito com isso. — Está a fim do Alex, Alicia? — Questionou malicioso. — Talvez — respondi. — Preciso é o tipo de mulher que o Alexandre gosta. Ele colocou a mão no queixo como se buscasse lá no fundo qual tipo de mulher que seu amigo se interessaria. Depois do que pareceram horas, o loiro encontrou a resposta que eu queria, ou não. — Ele gosta das mais santinhas. — respondeu dando dois tapinhas em meu ombro. — Tenho certeza que ele vai gostar de você, Alicia. — Sorriu se afastando. Meu queixo caiu. Alexandre gostava das santinhas! Mas, Santa, não sou...


Uma Virgem em Apuros!

O

“ hhhh isso. Vai Alex, com tudo agora”. Eu gemia. “Você quer mais? Você o quer todinho dentro de você?” Ele questionou. “Sim... Oooh vem com tudo...” Peço, arfando de encontro à boca dele. Com meu coração batendo descontroladamente e meu corpo quase tremendo de expectativa, envolvi os braços em torno de seu o pescoço. E então ele acata meu pedido. Estava úmida, excitada. O pico de sensação ao me abrir completamente para ele era incendiário, aquilo era bom demais para ser verdade... E não era. Novamente acordo transpirando após o sonho erótico. Passou-se um mês desde que conheci o grande, forte, grosso e viril pediatra. E noite após noite esse sonho erótico me assombrava. Agora o homem misterioso de meus sonhos tinha rosto, corpo e cheiro. Saltando da cama, estremeci quando meus pés tocaram o piso frio. Desde que Alexandre Pellegrini entrou na clínica, nós não tivemos muito contato, depois do fora que eu levei dele, decidi que era melhor recuar. É claro que eu não havia desistido, só queria conhecê-lo um pouco mais, a fim de encontrar algo em comum que nos aproximássemos. Sabia que não ia acontecer qualquer coisa entre nós. Não tão cedo, pelo menos. E isso estava me matando. Vou ao banheiro, escovo os dentes e lavo o rosto. Hoje era o meu dia de folga e planejava ficar o dia todo de pijama. Precisava estudar, afinal, era residente e tinha que me especializar. Seco meu rosto com uma toalha e vou até a cozinha, preparo um café bem forte e faço um sanduíche. Estava com muita fome, era como se realmente eu tivesse feito exercícios à noite inteira.


Como o sanduíche e coloco café em um corpo térmico, levo até a minha escrivaninha e abro meu notebook. Estava preparada para ficar o resto do dia mofando em casa. Respondo algumas mensagens e e-mails, depois abro o PDF sobre cirurgias neurológicas, e começo a fazer anotações. E assim passei o dia, da cozinha para o escritório. Até que às cinco da tarde minha campainha toca. Vejo pelo olho mágico que era minha vizinha, Taylor. Abro a porta e sou atingida por sua animação. — Eai Nerd — ela se joga no meu sofá —, quais são seus planos para hoje? — Estou estudando — respondo. Taylor e eu não éramos tão amigas, porque eu realmente não tinha tempo. Mas, de vez em quando ela me chamava para umas festas. Consegui ir uma vez e bom, esse dia foi louco. Taylor revirou os olhos e bufou. — É sábado Alicia, vamos nos divertir um pouco! — ela exclamou jogando uma almofada em mim. — Eu tenho muita coisa para estudar — rebati jogando a almofada de volta nela. — Para de ser careta. Vai ter uma balada hoje. — Mas eu realmente preciso focar nos meus estudos. — É Open bar — Taylor usou um bom argumento. Desde a minha festa de aniversário eu não tive tempo algum para sair. Talvez uma balada de leve não me mataria. — Pode ser que eu vá... — falo. Taylor levanta do sofá e me abraça. — Passo aqui as nove, vamos com seu carro, ok? — Safada! Ela só me convidou para ganhar uma carona. Desde que seu pai confiscou seu carro, na semana retrasada, ela estava sem condução. — Ok... — dou-me por vencida. Minha cabeça estava quase explodindo antes dela chegar. Taylor sai sorrindo e cantarolando. Decido deitar um pouco para ficar descansada para a balada. Coloco o celular para despertar às oito da noite. O fato de eu estar sonhando tanto me dava à percepção de que eu não estava dormindo bem. E, neste pequeno cochilo, não foi diferente. Eu acordava ao lado de Alexandre. Ele estava nu e esboçava um belo sorriso pra mim. — Bom dia Alicia. Gostou da noite anterior? E eu sem pudor, respondia: — Gostei tanto que gostaria de repetir. — E novamente, fazemos sexo. Era tão gostoso, e parecia tão real. Será que esses sonhos eram uma premonição do que iria acontecer? Após levantar, vou tomar banho. Logo após, escolho um vestido preto e justo um palmo acima do joelho. Seco meus cabelos e deixo-os soltos. Faço uma maquiagem mais dramática do que o habitual, pálpebras esfumados, delineado marcante, e na boca um tom marrom puxado para o rosado. Às nove da noite, a campainha toca. Prontamente Taylor apareceu. Ela estava com os cabelos longos e negros soltos e sua maquiagem era bem parecida com a minha, o preto combinava com seus olhos castanhos escuros.


O vestido azul de Taylor era curto, e ela usava um decote bem generoso. Os seios dela — ao contrário dos meus — eram bem grandes. Baladinha com a Taylor aí vou eu...

Ficamos na fila da balada até as dez. Entramos com pulseira vip, já que Taylor tinha muitos contatos. Logo vou para o bar e peço um Móvito, um drink a base de rum. Taylor — que não é fraca — já pede uma dose de Tequila. Eu devia estar muito velha, pois as luzes da balada piscando estavam me causando tontura. — Vai com calma — falo pra Taylor que estava pegando a segunda dose. Ela era jovem, nos auge dos dezenove anos e estudava administração. Seu pai bancava tudo, mas a garota era baladeira demais e, estava prestes a reprovar na faculdade. Bem diferente de mim, naquela idade. Tento seguir seu ritmo e tomo rápido o meu drink. — Relaxa, estamos aqui para nos divertir — ela toma a segunda dose de uma vez e me puxa para pista. Estava tocando Oops!... I Did It Again da Britney Spears. O tema da balada era: “Sucessos dos anos 2000”. Tentei seguir o ritmo da música. No meio dela um rapaz começou a se aproximar. Ele sorrateiramente se aproximou de mim e eu não protestei. Sem avisar, o cara passou a mão na minha nuca. Ele parecia atraente, era moreno, alto e tinha cabelos curtos. E o físico era até que interessante. Animada e levemente interessada eu rocei nele. Aquilo foi um ponto delicado, e ele sussurrou em meu ouvido: — Você é muito gostosa — disse. Isso me deu um tesão. Eu fiquei com fogo naquele momento. Mas não podia me entregar, apenas me afastei e me fiz de difícil.

Oops! ... I did it again Oops! ... Eu fiz isso de novo... I played with your heart Eu brinquei com seu coração...

O cara não quis desistir. Neste momento já percebo que Taylor está dançando com um cara


desconhecido. Começo a rir, ela sabia viver a vida mesmo!

I'm not that innocent Eu não sou aquela inocente.

Então a música acaba. Com calor, vou até o bar e sou seguida pelo cara. Ele era insistente. — Sou Jayden Scott — ele se apresenta. Penso por um momento, ele era gostosinho, porém, eu tinha planos melhores. Alexandre era mil vezes melhor que ele. Mas, uns beijos não matariam ninguém, e eu estava querendo acalmar o meu fogo. — Aicila Snilloc — Sim, eu disse meu nome ao contrário. — Que nome peculiar — diz — O que quer beber, Aicila? — pergunta. Só podia ser muito burro para cair na minha brincadeira. — Quero uma dose de tequila — peço. — Corajosa, gosto disso. — Ele diz e pede duas doses para o barman. Recebemos as doses. Jayden toma de uma vez, enquanto tento tomar coragem. Logo após ele suga um quarto do limão com muita força..., mas que delícia. Meu cérebro já trabalha com a imagem dele me chupando. Balanço a cabeça, tentando retirar essas imagens pornográficas da minha mente. Pego a dose e viro de uma vez. — Quer outra? — Ele questiona. Não querendo posar de fraca, eu aceito. Ele se aproxima de mim e enlaça minha cintura. Fiquei morrendo de vontade. Ele se aproxima, na tentativa de me beijar, contudo, eu viro minha face, ele deposita um beijo bem molhado em meu pescoço. — Gostosa. — Ele diz. E em um segundo desliza sua mão até minha bunda. Eu era muito safada, contudo, não havia dado essa permissão a ele. Tiro sua mão do meu corpo e me afasto. — Eu não te dei o direito. — Protesto. — Ohh me desculpa. — Ele diz. Mas sabia que não estava arrependido. Eu fiquei puta da vida com isso, e toda excitação que senti, desapareceu. Neste momento percebo que vida de balada não era para mim. Bufando deixo Jayden falando sozinho. Tento procurar Taylor, percorro o olhar pela pista de dança, e a vejo dando uns amassos no canto. Ela estava bem acompanhada. Mando mensagem, avisando que estou indo embora e a advirto a pegar um táxi. Um pouco cabisbaixa saio da balada e vou até meu carro. Sabia que não deveria dirigir, pois havia bebido um pouco, no entanto, eu não me sentia mal. E meu prédio não era tão longe dali. Ligo o carro e dirijo por alguns quilômetros, até que senti o carro trepidar. Encosto o carro e aciono o pisca alerta. Desço e olho para as rodas da frente, e logo após para as dianteiras, percebo que a roda do lado esquerdo está murcha. Merda! Pneu furado! Eu estava muito fodida, pois não sabia colocar o estepe, e só iria fechar o seguro do carro na próxima


semana. E para piorar, naquela rua, não passava carros com frequência. Morrendo de medo entro novamente no carro e decido ligar para Michael que morava próximo à redondeza. — Oi, Michael, é a Alicia... — digo assim que ele atende o celular. — É o Alexandre quem está falando. — Puta merda! Meu coração começa a saltar perante o som da voz dele. — Alexandre... errr, onde está o Michael? — Questiono. — Ele saiu e esqueceu o celular. — Entendo... Não tem alguma forma de falar com ele? — Não. — Ele é curto em sua resposta. — Mas, eu precisava muito falar com ele. — Insisto. — Então ligue amanhã — ele desliga. Com raiva e ligeiramente alterada, eu ligo novamente. — Alexandre? O que eu fiz para você ser tão grosso comigo? — Já falo assim que ele atende. — Hm... — Eu estou em uma situação péssima, com muito medo e preciso de ajuda. O pneu do meu carro está furado, encontro-me em uma rua totalmente afastada e admito que estou morrendo de medo. E para piorar, estou sem o seguro do carro. — Dou uma pausa e escuto um longo suspiro — Se você for uma pessoa decente, vai me ajudar. — Despejo as palavras. — Ok... Me manda sua localização no celular do Michael. Estou indo aí — ele fala. Eu fico tremendo. Tanto por medo de estar sozinha e por excitação por estar prestes a encontrar o Pellegrini. Fecho os vidros do carro e o mantenho trancado. Permaneço em alerta, até que minha mente vaga para o corpo gostoso de Alexandre. Só de pensar em vê-lo, minha perna ficava bamba. Passam-se cerca de quinze minutos, e alguém bate na janela. Dou um pulo e percebo que é o Alex. Palpitando de felicidade, saio do carro. — Obrigada por vir... — digo. — Abre o porta-malas. — Ele pede. Percebo que ele está usando roupas casuais. Calça de moletom e uma camisa simples, branca. Meu Deus! Ele estava gostoso demais. Com roupa, sem roupa — eu imaginava —, esse homem era divino. Pego minha chave e abro o porta-malas. Alexandre, prontamente pega o estepe e o coloca no chão. — Merda — ele esbraveja — tem óleo de motor em seu estepe. — Ele me mostra as mãos sujas, pretas. — Me desculpe. — Me ajuda. Preciso tirar a camisa — ele fala. Eu fico em choque. — Tirar... A sua... Camisa? — falo em pausas. Não conseguia acreditar. — Sim, esse óleo pode manchar.


Ô delicia. Definitivamente, eu ganhei a sorte grande furando o pneu! Quase que perdendo o ar, me aproximo dele. Coloco as mãos na barra da sua camisa e a subo. Sua estrutura corporal era incrível, eu consegui sentir os músculos ondulados da barriga quando pus a mão lá. Minha nossa, como foi tentador deslizar a mão mais para baixo. Retiro a camisa o mais lentamente possível, fazendo isso, eu constato que sonhos eram possíveis. Não resisti e pousei a mão no peito dele, sentindo a batida de seu coração. E seu calor. Imaginei esse homem nu amarrado em minha cama tantas vezes! Era impossível não querer aproveitar desse momento. Alexandre pigarreou me tirando do devaneio. Retiro sua camisa, por fim deixando aquele corpo — gostoso — exposto. Se ele tirasse as calças e ficasse nu não seria nada mau. Coloco sua camisa em meu ombro. E sinto aquele cheiro delicioso. Dei um sorriso. — Você deveria tomar cuidado. — Alexandre diz pegando as ferramentas. Ele previamente já havia deixado às ferramentas do lado da roda enquanto eu estava sonhando em meu carro. — Saindo à noite, sem o seguro do carro e com um vestido assim... — Ele me olha de cima a baixo. E não deixa de perder longos segundos olhando para minhas pernas. — Eu posso me vestir da maneira que eu quiser — não deixo de me sentir ofendida. — Não estou ditando o que deve vestir. Só disse para tomar cuidado. — Sua voz soava sexy e autoconfiante. Ele com os músculos expostos, trocando a roda do carro, e soando protetor, só me fazia deseja-lo ainda mais. — Obrigada pela preocupação — digo, ainda o observando. Lembro que eu tinha um lenço no porta luvas do meu carro. Pego-o e dou para Alexandre quando ele termina o serviço. Alex limpa as mãos e diz: — Te devolvo limpo depois. —Queria que ele me pegasse ali mesmo, naquele lugar deserto. Sexo no carro me pareceu muito divertido. Engoli em seco quando vi que ele me encarava. — Então obrigada por me ajudar. Foi muito gentil da sua parte — digo com todo charme possível. Algo me faz estremecer. Finalmente, ele se aproximou. Amedrontada, excitada, eu simplesmente fiquei parada ali. Ele ergueu o braço lentamente, passou a mão pelo meu ombro e pegou sua camisa. Chiei baixo. Droga! — Te vejo amanhã, doutora O modo que ele diz “Doutora” me fez pirar. Alex vira de costas e logo entra em seu carro. “Te vejo em breve em minha cama” Penso. E sorrindo entro em meu carro.


Convite para uma Virgem!

Fazia trĂŞs dias desde que eu tinha ido para aquela balada com a Taylor e o pneu de meu


carro furou. E, desde então, não tive nenhum contato com o Doutor Pellegrini. Por quê? Eu também não sabia. E ele nem devolveu meu lenço. Felizmente ou não, ainda tinha sonhos eróticos com o mesmo. O portador da minha sanidade tem dominado minha mente pervertida quase todo tempo, porém, depois do que aconteceu, não consegui falar mais nada com ele. E isso estava me deixando ligeiramente incomodada. Poxa, nem para ele tentar conversar comigo? Não éramos tão estranhos assim... Nada. Não houve nada. Então, como uma boa médica, voltei a me concentrar em meu trabalho e esquecer um pouco do Alexandre Coração de Gelo Pellegrini. Em uma de minhas curtas pausas, parei para tomar um delicioso café, pois hoje eu iria ficar de plantão. Andei graciosa até a máquina de café e esperei meu copo ficar cheio. Enquanto esperava, desbloqueei a tela de meu celular e parei para ler um pouco sobre A Safada de Nova Iorque.

‘’A Safada de Nova Iorque – Capítulo 30’’

Conrad é o tipo de homem que sabe o que quer. Percebi isso na nossa primeira vez, ele sabia muito bem como dominar uma mulher, porém, hoje eu seria a dominadora. Após um jantar romântico em um dos restaurantes mais chiques da cidade, fomos direto para o meu apartamento sempre trocando carícias no caminho.

Pelo canto do olho, percebi que o café já estava no ponto, peguei o copo e levei aos lábios, sugando um pouco do líquido fumegante. Então, voltei minha atenção para a tela do celular.

Deixei uma trilha de beijos pelo seu pescoço enquanto estávamos sentados em minha cama. Sua mão agarrava fortemente a minha cintura tentando aplacar a excitação que começava a surgir entre nós dois.

— Hoje você é meu, Conrad. — Sussurrei ao pé de seu ouvido, notando os pelos de sua nuca ficarem arrepiados.

O capitulo basicamente terminou por aí e eu fiquei frustrada por ter que esperar mais um


tempo afim de saber o que a minha personagem favorita planeja. Bebi um pouco mais de café deixando o copo em uma mesa próxima, já abrindo a parte dos comentários, digitando freneticamente no teclado. Cliquei em enviar o comentário e voltei a tomar um pouco do meu café, e bloqueio à tela de meu celular. Andei pelos corredores e parei ao olhar para o pediatra conversando com uma criança; escondi-me em uma parede e decidir ouvir a conversa. — Você pode ir para casa, está curado. — Alexandre dizia para o garotinho. — Vou poder comer doces? — inquiriu o garotinho com um olhar esperançoso. — Sim, você vai poder comer doces — respondeu afagando seus cabelos castanhos. O pediatra se ergueu e voltou sua atenção para o responsável do garoto. Ali, eu percebi o quanto Alexandre gosta muito de seu trabalho e não contive o sorriso de orgulho. O Pellegrini sabia como cuidar de uma criança. Esperei pacientemente ele se despedir do pai e filho para enfim eu me aproximar dele. — Você tem jeito com as crianças. — Comentei e visualizei seu belíssimo sorriso de canto. Há quanto tempo eu não vejo esse sorriso? Esse maldito sorriso! — Eu gosto do que faço — respondeu simplesmente. — E você? Não deveria estar trabalhando também? —questionou. — Estou só aproveitando a minha curtíssima pausa — olhei o relógio em meu pulso e já tinha passado da minha hora. — Que, aliás, já terminou. Mas não deixei de admirar seu jeito com as crianças. — Sorri. —Você é um ótimo pediatra. Aquelas palavras eram totalmente sinceras, pois era a primeira vez que via Alexandre em seu momento como médico. Assim como eu prezo pela saúde de meus pacientes, ele também preza pelos seus. Um ponto em comum entre nós dois. — Obrigado. — Agradeceu e eu respirei fundo, contendo a ânsia de agradecê-lo por ter me tirado de uma fria. — Bom... Eu... Er... — Puta merda, desde quando eu gaguejava? Ele me olhava seriamente, não consegui me focar. — Até mais, Doutora Collins. — Ele se despediu, eu quase que vi um sorriso no canto de seus lábios. Como se ele estivesse feliz por ter me encontrado. Mas, provavelmente era minha imaginação me pregando peças.

Queria tanto convidar Alexandre para um jantar, no entanto, levar outro coice estava fora de cogitação. Minha vida seguia normalmente enquanto ainda não o conquistava, mas isso não me impedia de fantasiar. Estou começando a ter fetiches por homens de jaleco. Ou melhor, Alexandre Pellegrini de jaleco. Apenas.


— Quando você fica calada por muito tempo, é porque está pensando alguma besteira — A voz de Mia, tirou-me de mais um de meus pensamentos nada santos. Era a pausa para o almoço e eu sempre me juntava com a Mia para pôr os assuntos em dia. — É só o trabalho — desconversei. — Você também sempre responde a mesma coisa. — Mia era esperta, ela sabia o que me fazia desligar do mundo. — Se quer saber, eu conversei com o Doutor Pellegrini e devo dizer que, além de muito lindo, é extremamente simpático. — A danada adivinhou aonde estava meus pensamentos. — Sim, ele é bem simpático. — Ponderei, e um cavalo também. Quis dizer, mas mantive essa frase embaixo de minha língua. — Ele até se deu muito bem com o Daniel, e olha que ele é bastante fechado para algumas situações. Ergui uma sobrancelha ao ouvir da boca de Mia falando tão abertamente sobre o Daniel. — Aconteceu alguma coisa que eu não sei? — seu rosto ficou vermelho. Bingo! Mia e Daniel tinham algum caso. — Sabe... — ela se embolou um pouco nas palavras. — Desde o seu aniversário, eu e Daniel ficamos bem mais próximos. Abri a boca incrédula e deixei meu almoço de lado afim de saber mais. — Vocês estão saindo? —fui direta. — Digamos que sim, porém, o Joshua tem pegado muito no meu pé ultimamente. — Só diga que está com o Daniel. – Dei de ombros. — Falar é fácil, mas acho que vou aderir esse método.

A semana se passou e em uma de minhas raras folgas, aproveitei para estudar mais um pouco. Com o notebook em meu colo e uma fruta na mão, eu revisava o documento sobre neurologia. Logo, ouço meu celular apitar e percebo que era uma notificação da Emily. Abri a tela do meu aparelho e visualizei sua mensagem. “Preciso falar com você...’’ “Estou aqui, pode falar’’ “Tem que ser pessoalmente, você está ocupada?’’ Para a Emily marcar um encontro comigo o negócio é bem sério mesmo. ‘’Estou estudando, mas já estou acabando’’ “Ótimo! Então vamos para aquela lanchonete que íamos na época da escola...’’ “Ok.’’ “E venha me buscar’’ Revirei os olhos no momento que visualizei a mensagem. É assim que as pessoas que tem carro são tratadas. Como taxistas.


Peguei minha bolsa e a chave do carro, e dou uma última conferida no espelho. Passo pela sala e abro a porta do meu apartamento, fechando em seguida. Emily morava um pouco mais longe de mim, entretanto, nem toda essa distância inibia nossa amizade. Passados uns vinte minutos, buzinei na porta de sua casa. Emily ainda morava com a mãe por justamente só sair de casa depois de casada, sua promessa de se guardar para um homem ainda estava de pé e eu ficava pensando em como ela aguentava. A vejo saindo de sua casa trajando uma saia longa florida e um cropped preto de mangas; seus cabelos loiros estavam soltos, realçando ainda mais sua beleza. A loira entrou sorridente em meu carro, pondo o cinto em seguida. — Nem adianta me perguntar o motivo, só vou dizer quando estivermos nessa lanchonete — ela avisou antes que eu dissesse alguma coisa. — Espero que seja importante — resmunguei acelerando o veículo. — Você nem faz ideia do quanto — ela sorriu e em seguida deu um gritinho. Desconfie, desconfiei e muito. Será que ela havia rompido a promessa? Socorro! Ah não, ela não pode ter feito! Não antes eu que eu. Seguro minha aflição e dirijo. Cerca de dez minutos depois, nós entramos na lanchonete que frequentávamos depois da escola. Primeiro fizemos nossos pedidos, e decidimos pelo mesmo milk-shake de sempre, baunilha com bastante chocolate. — Então, será que você pode me dizer por que está tão feliz? — perguntei assim que a garçonete saiu. — Alicia... — ela sorriu estendendo a mão que estava embaixo da mesa. Fiquei em choque ao notar um anel brilhante em seu dedo anelar direito. — Eu fui pedida em casamento! —sua voz saiu um pouco mais alta do que o normal. — Emily você vai casar! — Afirmei e nós começamos a gritar, juntando nossas mãos. As pessoas ao redor nos olhavam de um jeito reprovador pelo nosso escândalo. — Eu vou casar! — exclamou. — Mas então, me conta como foi... — não contive minha curiosidade. A loira respirou fundo e então começou a contar: — William tinha me convidado para um jantar na sexta-feira. Ele disse que queria me dizer algo muito importante. De começo, eu fiquei com medo, pois eu pensei que ele iria jogar nossos quatro anos de namoro fora, mas descartei logo essa possibilidade. — Eu o mataria se fizesse isso. — Interrompo. Ela ri e continua: — Bom, me produzi inteira e ele veio me buscar em minha casa. Estava tão ansiosa que nem consegui falar com ele direito dentro do carro. Assim que chegamos no restaurante, nossa mesa já estava reservada. O Will puxou uma cadeira para eu me sentar e depois sentou-se em minha frente. — Sua mão apertou ainda mais a minha com ansiedade. — Ele pediu nosso jantar, porém, por dentro eu estava nervosa, mas sorria calmamente. De repente, ouço o som de um violino. Assustada e confusa, meu mundo inteiro desaba quando o William se ajoelha em


minha frente e retira uma caixinha de veludo do bolso de seu paletó. — Vejo lágrimas em seus olhos ao lembrar-se do momento. Meu coração se enche de alegria por ela. — A minha maquiagem ficou toda borrada por causa do meu choro, eu estava tão feliz que nem conseguia comer o jantar que ele pediu direito. A minha reação foi totalmente adversa de qualquer pessoa que ouvia algo tão romântico. — Meu Deus Emily. Você vai perder o lacre! — Exclamo. Em choque. Realmente em choque, por ela estar perto do momento. Muito mais do que eu. — Alicia! — ela protesta. Limpo a garganta antes de falar: — Quer dizer, estou orgulhosa de você. — Boba — ela ri. — Quero você como madrinha do meu casamento! O William já escolheu quem vai ser o padrinho e eu não poderia deixar minha amiga de fora. Nossos pedidos chegaram e eu deixei a garçonete colocar as bebidas na mesa, tomei um gole do milk-shake e voltei a apertar a mão de Emily. — Não perderia esse casamento por nada. — Afirmei. —Quem sabe o seu par não seja o homem a quem tanto procura? — inquiriu arqueando uma sobrancelha. Ela sabia dos meus desejos de querer perder a virgindade, porém, eu já tinha um alvo. E ele tinha nome e sobrenome: Alexandre Pellegrini. — Acontece que eu já tenho um alvo... — Mas eu estou sentindo que esse seu alvo não está dando certo. Estou errada? Ela tinha razão, eu não sou o tipo de mulher que o Alex gosta. Será que se eu colocar uma roupa de freira o Pellegrini me nota? — Alicia, essa sua roupa me dá muito tesão. – Ele diz olhando para minha vestimenta de freira. — Tem muito mais embaixo dessa roupa, querido... — sussurrei mordendo o lábio inferior. — Eu fico louco quando você morde esse lábio. — ALICIA! A voz estridente da loira tirou-me de meus pensamentos nada puros com o Alexandre excitado com minha roupa de freira. — O quê? — Garota, eu estou falando com você — reclamou. — Desculpa, eu estava só pensando. — Olha, eu já entendi qual é a sua. Você precisa arranjar um namorado, já está mais do que na hora. — Emily... — revirei os olhos. — Nada disso! — me interrompeu. — Olhe só para você... Uma mulher linda, solteira... — E virgem! — acrescentei. — Alicia, nem tudo na vida se resolve com sexo. Veja eu, por exemplo, o William está comigo há quatro anos e decidiu esperar até depois do casamento para fazermos sexo. Com certeza o Will deve estar subindo pelas paredes. Emily decidiu deixar o coitado esperando durante todos esses anos e acho que por isso ele a pediu logo em casamento. O pobre coitado deveria não estar mais aguentado esperar.


— Que bom para você — disse tomando mais um pouco do milk-shake. — Quer saber? — ela enfatizou ajeitando a postura. — Vou pedir para o William marcar um encontro com o padrinho que ele escolheu. Tenho certeza que esse rapaz é o homem dos seus sonhos. E aí quem sabe não role um casamento futuramente. — Concluiu com um brilho no olhar. — Você está me empurrando para um homem que eu nunca vi? —Não estou lhe empurrando, estou lhe ajudando. —Ok. — Dei-me por vencida. Afinal, não custava conferir quem era o meu par — Quando vamos poder nos encontrar? — Podemos nos encontrar amanhã no sábado, que tal? — sugeriu. — Aceito. — Digo, mal podendo conter a curiosidade.

O sábado no hospital foi extremamente cansativo, mas consegui sair de meu plantão pela noite. Mais cedo, pela manhã, Emily me mandou uma mensagem dizendo que o amigo do William iria para o nosso encontro. Suspirei respondendo com um “Ok’’ e em seguida ela me mandou a localização de nosso encontro. A mesma lanchonete. Quando deu o meu horário, me troquei na área de descanso dos médicos e rapidamente saí do hospital. Peguei o carro e dirigi para o caminho da velha lanchonete. Assim que cheguei, parei o veículo em um encostamento próximo, saindo do mesmo. Quando entrei no local, procurei por Emily, a encontrando perto da janela ao lado de seu atual noivo. Porém, havia mais alguém e esse rapaz estava de costas para mim. Só conseguia identificar seus cabelos negros, me fazendo lembrar-me de Alexandre. Andei calmamente e a Müller abriu o maior sorriso, se levantando e vindo me cumprimentar primeiro. — Que bom que você chegou. — Ela me abraçou apertado. — O amigo do William já está aí e devo confessar que ele é muito bonito. —Sussurrou a última parte. No momento que a Emily me soltou, ela me levou para mais próximo da mesa e, como se fosse em câmera lenta, o amigo de William vira o rosto na minha direção. Prendo totalmente a minha respiração ao reconhecer quem era o tal amigo. Bem que eu deveria ter desconfiado daqueles cabelos negros. Alexandre Pellegrini é o padrinho do casamento e, consequentemente, meu par. – Boa noite, Doutora Collins. Aquela voz rouca nunca ficou tão sexy como agora.


Um Nude para uma Virgem!

Encontrar Alexandre Pellegrini não estava em meus planos, mas, definitivamente foi uma sorte grande. Acho que o destino estava querendo a mesma coisa que eu. Alex definitivamente era O cara. — Boa noite Doutor Pellegrini — o cumprimento da mesma maneira. Percebo o olhar de confusão de William e um sorriso discreto no rosto de Emily. Logo me sento de frente para Alexandre. — Vocês já se conheciam? — William inquere arqueando as sobrancelhas. — Bom, trabalhamos juntos. — Digo. — Caramba. Alexandre me disse que começou recentemente a trabalhar aqui na cidade, mas só conversamos ontem por telefone, então não sabia que era a Califórnia Medical & Surgical Clinic. — William passa a mão por trás da cabeça. — Esse cara é muito reservado. — Ponderou. — Que coincidência boa — Emily vibrou sentando-se ao meu lado — Pelo menos não será constrangedor para vocês, já que convivem diariamente. — Não será de forma alguma — falo. Aliás, será um prazer. — A cidade é realmente pequena — Alexandre observou. Meu celular vibra e percebo que o que Emily estava digitando anteriormente no seu celular era uma mensagem para mim: “Huuum, acho que sei o que está te colocando nas nuvens.”

No nosso último encontro eu havia estado em um longo devaneio. Dou um meio sorriso e olho para ela, que já capta a mensagem. Conhecíamo-nos há tanto tempo que era fácil nos comunicarmos apenas com um olhar. — Tivemos a liberdade de pedir uma porção de batata frita — William se pronuncia novamente. — Melhor escolha — digo e dou um longo suspiro. — Então, de onde vocês se conhecem? — Não consigo conter a curiosidade. Percebo que Emily e William estavam tomando Milkshake e Alexandre estava tomando água com limão. Deus, será que ele não se divertia nunca? — Alexandre, Michael e eu éramos amigos de infância. E bom, perdemos um pouco o contato quando Alexandre foi morar na Itália. Mas, eu não podia deixá-lo de lado no meu casamento. Foram muitas aventuras ao lado dos dois. — Responde. — Ah que legal. O Doutor Pellegrini é tão reservado que eu realmente não sabia sobre isso — digo. — Ele é tímido — William piscou. Alexandre Pellegrini tímido? Seria verdade? Eu meio


que o considerava arrogante, prepotente. Mas, tímido? Jamais se passou pela minha cabeça. — Tímido? — Inquiri olhando diretamente para os olhos negros e profundos de Alexandre. — Besteira — ele objetou devolvendo o olhar da mesma maneira. Apoiei meus cotovelos na mesa e enlacei minhas mãos apoiando meu queixo, olhei diretamente para Will. A minha expressão era de: “Conte-me mais sobre o Alex”. — Na adolescência ele meio que se esquivava das garotas por ser muito assediado. — William continuou contando. Só percebo um sorriso divertido sair dos lábios de Emily e, o alvo da conversa, parecia desconfortável. Eu estou adorando isso! — Will... Will... Não começa a falar, ou vou ter que dizer coisas sobre você também — Alexandre ameaçou. A batata frita chegou e eu comecei a comer atenta a conversa. — Senhorita, deseja algo para beber? — O garçom interrompe. — Quero Milk-shake de chocolate com Rum — respondo. — Ok... Os senhores desejam mais alguma coisa? — Ele questiona para todos à mesa. Um segundo de silêncio até William se pronunciar. — Estamos satisfeitos por enquanto, obrigado. Assim que o garçom sai, Emily toma o rumo da conversa ao perceber o silêncio novamente. — Vocês são nossos melhores amigos e estamos muito felizes de serem nossos padrinhos. Ainda não temos o convite, mas logo providenciaremos. — Emily dá a mão para o noivo por um instante. — Estou ainda mais feliz por já se conhecerem. E agradecemos a vocês por fazerem parte disso. — Eu que estou muito feliz por participar desse evento — retribuo o agradecimento. — Fiquei feliz por ter sido convidado. O Will foi um bom amigo — Alexandre retribuiu o agradecimento da sua forma. Até que amigável. — Ótimo! Então, quando terminarmos, que tal passarmos em um barzinho? — Emily convidou. A danada já estava querendo me aproximar do Doutor Pellegrini. Que coisa boa! William olha para ela, surpreso com o convite, pois nem ele não estava esperando. — Claro, seria muito bom estender a noite — diz. — Me desculpem, mas tenho que recusar — Alexandre diz. Droga, ele sempre estraga a diversão. — Para de ser chato, cara — William da uma cotovelada de leve nele. Somente para irritálo. — Amanhã tem a competição de tênis anual da Clínica. — Fala. Cacete! Eu me esqueci completamente! Anualmente a Califórnia Medical & Surgical Clinic promove entre os médicos uma competição amigável de tênis, para desestressar e consequentemente socializar. Esse era o evento que eu planejava furar. — Poxa cara, esses eventos são bem chatos. — O amigo dele resmunga. — Bom, eu entrei na clínica recentemente e quero passar uma boa impressão aos sócios — Alexandre diz. Ele era esperto e, com essa nova notícia, eu também iria dar uma espiada nesse


jogo. — Ah eu também vou participar! — de repente eu decido. Mas não havia confirmado participação no evento, o jeito era coagir Mia a me colocar no lugar dela. — Esses médicos são tão ocupados... — Emily ri brincalhona. — Tudo bem, vamos marcar outro dia. E dessa vez Alexandre concorda. À noite seguiu e eu pedi um lanche bem caprichado para mim, estranhamente, Alexandre pediu um sanduíche de pasta de azeitona. O gosto dele era peculiar. A conversa acabou fluindo naturalmente, e fiquei feliz de saber um pouco mais sobre o pediatra bonitão. E estranhamente meu cérebro não devaneou, afinal, o objeto dos meus desejos estava bem na minha frente. A maneira como ele se inclinava sobre a mesa para encher seu copo ou passar o sal era tão elegante e sexy, não pude deixar de perder vários minutos o admirando enquanto conversava calmamente, como se eu não estivesse embriagada de desejo. Mais tarde, depois de estarmos satisfeitos. Todos foram em rumo a sua casa. Despedi-me de Emily que cochichou em meu ouvido: “Vai que é tua”. Não pude de esboçar um sorriso no momento. Brevemente Alexandre acenou e foi para o carro dele. Volto-me para o meu e dirijo tranquilamente para minha casa. Eu tinha o plano de me aproximar de Alexandre, mas isso da forma mais sutil possível. Pois, assim como William disse, ele corria de mulheres desesperadas.

No dia seguinte, me levantei prontamente às seis da manhã. Já havia enchido o saco da Mia na noite anterior por mensagem, para que ela cedesse o seu lugar no torneio de vôlei. Mas, para minha sorte havia uma vaga não preenchida, a da pessoa que auxiliaria os jogadores com toalhas, água, etc. Isso era o que eu precisava para uma aproximação casual. Tomo um banho demorado e depois faço um café. Como algumas bolachas e duas peras e encho minha xicara de café. Logo após me arrumo no banheiro, escovo os dentes, seco o cabelo, modelo bem a franja, passo uma maquiagem para não transparecer minhas olheiras. Como era um evento tão cedo, optei por um batom claro, um pouco mais rosado que minha boca. E, fiz um delineado simples nos olhos, é claro que demorei um bom tempo tentando acertar a linha torta em meu olhar. Logo após tiro a toalha do corpo e visto uma calça Legging rosa com detalhes brancos e uma blusa no mesmo estilo. Era uma roupa que usei poucas vezes, pois não era muita adepta a esportes. Calço o tênis por último. Estando pronta, pego minha bolsa e saio de casa. Para o meu desprazer encontro Ethan no corredor. Ele estava vestido de forma esportiva, já que corria todos os dias de manhã. — Resolveu caminhar comigo hoje, gostosa? — Ele questiona enquanto estamos parados esperando o elevador.


— Nem em seus sonhos — respondo. — Caramba, você está muito grossa comigo linda — ele não cansava de me elogiar. A porta do elevador se abre e entramos. Eu concordo que Ethan não era de se jogar fora, mas havia alguém muito mais interessante que ele em meu caminho. — Ethan, não estou disposta. Ok? — Questiono. — Que grossa. — Ele coloca às mãos no bolso da calça. A calça fina esportiva evidenciava bem o que ele tinha de melhor. Não posso negar . É difícil, não consigo controlar o meu olhar! Sempre vai direto para o pau dele. Deus, eu sou uma pervertida mesmo! — Vem ser bruta assim na minha cama — completou. Ethan não deixava passar uma. Achei certa graça nisso e sorrio. — Idiota — resmungo. A porta do elevador se abre no térreo e Ethan sai, mas sem antes piscar para mim. — A minha porta está sempre aberta para você. Estou esperando que você abra algo para mim também... — ele diz e as portas se fecham. Minhas bochechas queimam. Minha imaginação vai longe e volta ao normal quando o elevador se abre no andar da garagem. Balanço a cabeça para que os pensamentos impuros sumam. Entro no meu carro e coloco o endereço do campo de tênis no meu celular. Encaixo o celular no painel do carro de modo que eu consiga ver o trajeto e dou a partida no carro. Ligo o rádio e durante meia hora me divirto ao som do pop. Repito no aleatório algumas vezes Toxic. E claro, canto junto com a música. Ao chegar ao local e estacionar no lugar apropriado, encontro Mia saindo do seu carro. Suspiro, aliviada por não precisar ficar perdida. — Bom dia, Mia! — Falo animadamente. — Bom dia, Alicia. Está muito animada para um dia tão ensolarado — ela me cumprimenta. Mia sabia que eu não era muita adepta ao calor. — Eu estou normal... — desconverso. — Nem vem com desculpas. Eu sei o motivo por você estar aqui. Fico em silêncio. Não tinha mais como negar o meu desejo pelo pediatra gostosão. — Não nego, nem admito — digo em minha defesa. — Safada! Eu sabia! — Atestou. Caminhamos descendo as arquibancadas até chegar à quadra. — E falando no objeto do seu desejo, ele está ali — Mia apontou na quadra. QUE VISÃO. Lá estava Alexandre junto com um rapaz que eu não conhecia muito, Lucas — novo no turno da noite —, Christopher e Daniel. Lucas era um pouco estranho, magro de estatura média, cabelos loiros claríssimos, olhos azuis claros e uma personalidade sarcástica. Sempre que ele aparecia em algum momento no turno da manhã ele gostava de irritar e caçoar Olivia. Os dois se conheciam antes mesmo de trabalharem juntos. Eu desconfiava que houvesse certa faísca entre os dois. Senti cada músculo do meu corpo tenso quando eles se aproximaram. Alexandre estava com uma camiseta de malha fina e uma bermuda um pouco folgada. É claro que meu olhar


safado desceu direto para baixo. Sério! Eu não sei controlar isso. Não era nada fácil navegar no mar de testosterona e ficar tentando manter a cabeça acima da água. Eu queria era me afogar! — Não sabia que viria Alicia — Christopher diz parando de frente a mim. Os outros garotos brevemente acenam e começar a conversar sobre o jogo. Percebo também os sócios da clínica se aproximando. Aiden e Anthony. Aiden era muito sociável e divertido, já Anthony era reservado e um pouco incisivo. — A Mia queria muito que eu viesse — invento rápido. Mia me olha furtivamente. — Gostei da surpresa — ele pisca. Demoro alguns segundos absorvendo esse momento. Eu era um pouco lenta às vezes. Aquilo foi uma paquera, ou somente gentileza? Percebo que Alexandre olha brevemente para nós, mas apenas algo efêmero demais para eu fantasiar um ciúme. Não demoro muito pensando nisso, pois o jogo iria começar. Fico do lado da mesa que continha barras de cereais, águas e toalhas. Minha função era um pouco inútil, mas observar era maravilhoso. Olivia, Joshua e Michael estavam no plantão da manhã e por isso não compareceram. O primeiro turno do jogo começou. Lucas e Alexandre de um lado e Daniel e Mia do outro. O romance entre os dois estava ficando nítido. Já Christopher e Cléo — que havia chegado atrasada — estavam esperando para jogar contra os sócios. Enquanto eu estava parada, observando os músculos de Alexandre trabalharem com o saque, percebo que Christopher quer chamar minha atenção. — Que tal uma partida, Alicia? — Ele questiona se aproximando de mim. Viro-me para respondê-lo. — Jamais, está muito calor — resmungo. — Podemos tomar algo refrescante depois — ele tenta novamente. ISSO É UMA PAQUERA. Eu demorei muito para perceber, mas, caramba! Christopher sempre jogou indiretas e só agora que eu pesquei. Aiden estava como juiz na primeira instância e de repente ele grita. — Foco Alexandre! Olho diretamente para o jogo e percebo que ele havia perdido uma sacada. Se eu não tivesse distraída com o Christopher, não teria perdido uma parte do jogo. — Depois conversamos — digo. Mas, Christopher permanece ali, do meu lado. Apenas deixando o perfume dele tomar conta do ar ao meu redor. O jogo transcorre, e percebo que Alexandre não está indo muito bem, Mia leva uma melhor e consegue fazer pontos em cima dele. Lucas não era uma boa dupla, pois perdia quase todas as sacadas, e com isso o primeiro tempo acabou.


No meu posto, preparo para receber os jogadores. Dou uma toalha e uma água para Mia, depois para Daniel e Joshua, e pouco depois, foi a vez de Alex dar as caras. Com uma expressão de poucos amigos Alexandre estava bem suado. Ele pegou uma garrafa d’agua bebeu alguns goles e se afastou um pouco, mas ficou perto o suficiente para que eu me deleitasse com a cena que iria se suceder: Gostosamente, Alexandre joga água da sua cabeça até o abdômen como modo de se refrescar. A camisa branca deixando tudo em evidência. Engoli em seco. Usando de toda minha determinação para permanecer completamente imóvel, mas, por dentro estava desejando agarrá-lo. Eu estava atordoada com aquela cena. Pego uma garrafa d’agua e a tomo quase que inteira. Meio que engasguei no meio, quando Alexandre balançou o cabelo na tentava de tirar a água do rosto. Valeu a pena ter vindo somente por essa cena. Triste foi ver que no segundo turno, Alexandre perdeu. Ele vai até o vestiário nervoso e não pensando muito, decido ir atrás dele, pouco depois, para afagá-lo. Mesmo que ele não quisesse isso. Eu entro muito rápido no vestiário masculino, pois esperava que ele só estivesse refletindo, sentando. Afinal, ainda não havia acabado o torneio. Mas, o que vi a seguir me deixou em estado de colisão. Eu vi. Vi tudo que sonhei nesses últimos meses. Alexandre. Nu. Como veio ao mundo. Ele se assusta com minha presença. Aquilo era definitivamente melhor que um nude. Ao vivo, a cores e GRANDE.

MEU DEUS DO CÉU. EU. TO. CHOCADA.

Sério, eu nunca havia visto um pênis pessoalmente. Só em fotos. Arfei. Suei e meu coração palpitou. Todo o meu corpo se sentia como se estivesse em chamas. Meu coração despencou em direção ao meu estômago como se a força da gravidade tivesse dobrado. — Porra Alicia! — Ele resmunga se virando. E que visão. QUE BUMBUM. Eu estava no céu. — Me... Me... Desculpe — digo. Viro-me e saio correndo, mesmo que quisesse me deleitar com aquela visão, não podia. Deus, que calor. Eu deveria estar parecendo um tomate, mas não desisti de esperar Alexandre na saída. Eu precisava me desculpar. Ele demora certo tempo para sair, deveria estar tomando banho. Fico sentada em um banco de frente ao banheiro, curtindo um vento suave em meu rosto. Um tempo depois Alexandre sai do vestiário e vem em minha direção. Levanto-me e fico de frente para ele. — Me desculpa Alexandre, me desculpa, eu entrei lá sem querer. Eu não queria ver nada, quer dizer... Eu... — Droga. Eu estava me embaralhando com as palavras e ficando muito


vermelha. Ele riu. Uma rouca gargalhada, realmente. Ele pressionou seus lábios para parar de rir, mas diversão ainda dançava nos seus olhos. — Você é bonitinha —, ele disse.

CHOCADA.

Mas, pera, bonitinha?

Isso é um elogio? Ou uma brincadeira?

Eu devo ter desmaiado e estou sonhando. Pigarreio. E abaixo o olhar. Merda, eu era tímida nos momentos mais inoportunos. — Não fique se divertido com a minha vergonha — digo. — Estou me divertindo agora, já que no jogo tive que suar, enquanto você... — ele ergue uma sobrancelha e não completa a frase. — Está com ciúmes, doutor Pellegrini? — Questiono. A expressão dele se fecha, e eu, sem ligar com a intimidade que ele não havia me dado, projeto minhas mãos para fazer cócegas nele. Alexandre tenta me segurar, mas em dou um nó nele e coloco minhas mãos em seu abdômen. Arranco uma risada nervosa e irritada dele e de repente ele segura minha mão. — Gosta de joguinhos, doutora? — ele questiona. Sua face olhando diretamente para minha. Congelo. Meu coração deveras acelerado. Senti algo se revirar e se desenrolar em meu estômago. Não, não era luxúria, não dessa vez. Houve um choque de calor. Eu desconfiava que estivesse em um sonho, pois aquilo não parecia ser real. A face dele se aproximou, por pouco não senti aqueles lábios quentes nos meus. Nossos narizes estavam quase que se tocando e então ele ri e me solta de seu corpo. Frustração. Tremenda, frustração. Ele estava brincando comigo, era isso? Eu não queria ficar por menos, então eu puxo seu corpo de volta para o meu. — Eu gosto de jogos Doutor — sussurro e então, em um impulso, colo meus lábios nos seus.


Um Paciente para uma Virgem!

Quando o beijei, estava com medo de não ser correspondida. Mas, num frenesi de desejo, Alexandre capturou meu lábio inferior entre os dele, sugou e mordiscou. Sua língua absolutamente deliciosa, deslizou sobre meu lábio. O desejo dentro de mim foi descendo até então latejar em minhas pernas. Pressionei meu corpo contra o dele, estava determinada a sentir um pouco mais de Alexandre. Nossas línguas se encontraram lentamente e precisamente. Meu coração batia descontroladamente, nosso beijo foi além da minha expectativa. E, eu pude comprovar que realmente, ele era o homem que eu queria. Esse momento inebriante e surreal acabou cedo demais. — Você acha que pode controlar esse jogo? — Aquela voz penetrou minha mente cheia de pensamentos sexuais. Lamentei pela perda do calor dele. — Pois você está muito enganada, doutora. Com isso, lentamente ele se afasta. Um sorriso leve repuxou o canto de sua boca e ele me deu às costas. Ainda tremendo de excitação, não consegui dizer nada. Estava sem entender o motivo daquele jogo que ele próprio iniciou. No entanto, ali parada sentindo a calmante brisa do vento, não pude deixar de vibrar de felicidade. Mesmo sem querer demonstrar, eu senti naquele beijo que Alexandre me desejava tanto quanto eu o desejava. Se o beijo era tão gostoso, minha mente não poderia deixar de trabalhar ao imaginar o momento final de prazer. Suspiro, e decido ir para o estacionamento. Havia mais uma última partida, porém, o meu objetivo estava cumprido. Entrei no meu carro e giro a chave, logo em seguida, ligo o som. E, mais feliz do que nunca, dirijo até o hospital. Assim que chego, verifico o meu relógio. Tinha uma hora de folga antes de começar o plantão, então, apenas vou para sala de descanso. Entro na sala e tiro o tênis. Esparramo-me no sofá e vejo um pouco as redes sociais, até que meu celular vibra com uma notificação. Quase tenho um ataque ao perceber que era a atualização da minha história preferida: A Safada de Nova Iorque – capítulo 33 Li o capitulo maravilhoso narrando sexo Anal. Para de repente, passarem-se dois meses sem que Camille e Conrad se vissem. A curiosidade estava me matando. — Conrad, nosso jogo de sedução está prestes a terminar — disse com pesar na voz. — Camille, o que houve? — perguntou preocupado. Conrad é um homem excelente, pois além de ser ótimo na cama, sabia ser gentil e educado em nossas conversas particulares. E foi por causa desse seu jeito, que acabei me apaixonando verdadeiramente por ele. Estava chocada com o rumo que a história estava seguindo que até pus a mão na boca em surpresa. Continuei lendo e parecia que os dois não iriam se resolver tão cedo e isso estava me matando por dentro. — Camille, faz exatos dois meses que você sumiu sem dizer nada para mim, eu fiquei


preocupado. Conrad parou em minha frente assim que eu saía do meu trabalho, mas tive que desviar o olhar, pois não conseguia olhar diretamente em seus olhos sem desabar. — Por favor, Camille... — insistiu e eu neguei segurando as lágrimas. — Por favor, isso está me matando... Suas palavras finais foram o estopim para que eu desabasse e chorasse em sua frente, então não aguentei em dizer o que guardei durante esses dois meses. — Eu estou apaixonada por você, Conrad. Esse sentimento é forte e puro, e não tenho mais forças para negar. Só que nós dois combinamos de não nos envolvermos muito mais do que sexo. — Camille... — Não... Não fale. — O interrompi. – Eu amo você Conrad e por isso vou terminar tudo o que tivemos até agora. – sorri amarga. – Era só sexo... — Camille... Me perdoa. Conrad olhou diretamente em meus olhos. — Eu não sei o que sinto... E o capitulo acaba bem aí. Levanto-me bruscamente e fico sentada no sofá. Como assim acaba bem aí? Puta merda. Com o coração na mão por conta do susto da história, levanto-me e faço um café. Logo depois de saborear o líquido delicioso, decido que era hora de me arrumar para iniciar o plantão. Arrumo-me e depois saio em direção ao corredor que ficava minha sala. Sorri brevemente caminhando e imaginei um futuro ao lado de Alexandre. Parei no corredor e minha face enrubesceu, porém, as batidas frenéticas ainda estavam vivas dentro do meu coração. Toquei em meu peito e tratei de acalmar minha respiração e os batimentos cardíacos. Em meio ao devaneio, meus pensamentos foram interrompidos por Christopher. — Alicia, você sumiu, fui te procurar depois da partida, mas você já havia ido embora — ele começou a caminhar ao meu lado sem nem ao menos eu convidá-lo. — Estava com dor de cabeça, por conta do sol. Menti, pois não seria legal dizer que tinha visto ao vivo e em cores o Alexandre nu. Ainda me delicio com essa visão em minha mente pervertida. — Quer que eu cuide de você? — Ele questiona e paro bruscamente no corredor. — Não, estou bem. — Que bom... — ele fica em silêncio por um momento, mas continua me encarando. — Alicia... Eu te acho muito bonita e interessante e não posso deixar de dizer isso. Mesmo que seja um momento inoportuno. — Ele piscou seus olhos castanhos em minha direção, mas aqueles olhos não transmitiam tanto impacto quanto os belíssimos olhos negros de Alexandre. — Estou lisonjeada, porém acho que eu não faria o seu tipo. Sim, eu estava literalmente o chutando. — Que isso doutora... — o moreno sorriu galanteador. — Como uma mulher linda como você não faria o meu tipo? — Inquiriu e eu tinha a resposta em minha mente, então desviei o


olhar para baixo, especificamente o meio de suas pernas, num modo automático.

Talvez, porque você não seja o cara que irá apagar todo o meu fogo acumulado durante anos. Eu preciso de alguém que me leve acima do céu, e você não é O Homem que eu procuro. Mas não fique triste, você é bonitinho, entretanto, não iria aguentar a pressão. E por fim, e o mais importante, você não é Alexandre Pellegrini.

Minha mente já projetava a resposta, no entanto, não era certo dizer a verdade. Voltei a sorrir na sua direção e toquei em seu ombro de forma amigável. — Acredite Christopher, eu não faria o seu tipo. — Dei um tapinha em seu ombro, antes de voltar a caminhar, o deixando parado no meio do corredor.

Uma semana se passou desde que ocorreu o jogo de tênis entre os médicos e, consequentemente, — e o mais importante — o momento em que ocorreu o beijo mais esperado da minha vida. Mesmo que trabalhássemos na mesma clínica, era difícil ver Alexandre. Foi uma semana cheia de pacientes e não tive tempo nem para mim. Estava exausta. Entretanto, para minha felicidade, hoje seria minha folga do hospital e eu estava pronta para ir para a minha casa e poder relaxar. Era tarde da noite e eu iria aproveitar para descansar. Caminhei para a área de descanso dos médicos, a fim de trocar minhas vestes e poder ir para casa, mas, travei assim que cheguei e encontrei o doutor Pellegrini sentado com os cotovelos apoiados no joelho e a cabeça baixa. — Alexandre? — Chamei o seu nome e me aproximei notando ele um pouco ofegante. — Está tudo bem? — Estou apenas sentindo uma leve dor de cabeça, não se preocupe. — respondeu sem nem me olhar. Eu, como uma boa médica, não acreditei muito bem em suas palavras e foi automático colocar a minha mão em sua testa, notando a sua pele extremamente quente. — Céus, Alexandre. Você está queimando de febre. — Eu estou bem. — Insistiu. Que teimoso! — Não, não está. E eu o obrigo a ir para casa. Você está queimando de febre e não tem condição nenhuma de trabalhar. — Ordenei pegando em seu rosto, o fazendo olhar para mim. —Você está pálido. — Avaliei sua expressão mais branca do que o normal. — Acho que foi o jantar de ontem. — Ele respondeu e eu me impressionei por ele estar me


dando um pouco de confiança. — Deve estar com uma infecção, você precisa ir para casa. — Sim. Acho que a febre está o fazendo ser tão paciente. — Eu posso te levar. — Me ofereci sendo gentil. Só não contava que ele fosse concordar. — Obrigado. Algo em meu peito se aqueceu e aquele frenesi que senti em nosso beijo veio como brasa. Um simples obrigado foi o suficiente para meu estômago embrulhar e as batidas do meu coração tornarem-se aceleradas. Ajudei o Pellegrini a se levantar e peguei sua mochila. O levei para o meu carro, tendo ainda o cuidado de colocar o seu cinto. Sentei no banco de motorista e dei partida no carro. — Onde você mora? — perguntei, mas não obtive resposta. Michael estava viajando em uma conferência e não podia ajudar seu amigo. Olhei brevemente para o seu lado e o Alexandre trincava os dentes, pondo a mão na barriga. Como não sabia a localização de sua casa e não estava interessada em saber, eu tive que o levar para a minha. Seu corpo grande e pesado foi difícil de carregar até o meu digníssimo apartamento. Deixei-o deitado em minha cama o ouvindo gemer por conta das fortes dores. Corri para a cozinha em busca de remédios que iriam ajudá-lo a melhorar. Procurei em minhas gavetas e suspirei aliviada por encontrar remédio para a sua febre e as dores na barriga. Abri a geladeira pondo água em um copo e levei os comprimidos para o meu quarto. — Aqui... — fiquei diante dele, mostrando os comprimidos para a sua dor. —Você vai melhorar. Alexandre tomou os remédios e voltou a deitar na cama. Observei seu rosto tão sereno e sorri corando até que eu me lembrei de um detalhe. Alexandre Pellegrini estava em minha casa. Alexandre Pellegrini. Estava. Em. Minha. Casa.

PUTA QUE PARIU!

Contendo a emoção, vou até a cozinha e preparo soro fisiológico para ele. Logo após dou para ele tomar e apenas o observando até que cansando, Alex dorme. Tão lindo... Não pensei milhões de perversões com o Alexandre deitado em minha cama. Não pensei na possibilidade de conferir de perto o tamanho do seu instrumento. Não pensei em nada. Apenas retirei seus sapatos e o cobri com um lençol. Sai do quarto, apagando a luz em seguida. Como tinha alguém ocupando a minha cama, tive que deitar no sofá. Retirei meus sapatos e deitei, relaxando os músculos e fechando os olhos. Estava tão exausta que nem notei quando eu dormir de verdade. Sonhei com o Alexandre mais uma vez realizando um de meus desejos impuros. Ele usava


aquele jaleco e arremetia em minha por trás com força. — Está gostando, doutora? Estou apagando o seu fogo? – ele dizia entre uma estocada e outra. — Meu fogo é muito grande para ser apagado Alexandre. — disse o olhando por cima do ombro. Ele não respondeu, mas acelerou as estocadas, fazendo-me gemer alto. Sua mão grande acariciou meu clitóris sem parar de se mover. Então o orgasmo veio forte, o suficiente para eu quicar como uma boneca no colchão. Seu pênis abandonou a minha intimidade e seu corpo colou-se ao meu, então ouvi seu sussurro rouco ao pé de meu ouvido. — Tenho certeza que depois dessa eu apaguei totalmente o seu fogo. Não respondi, estava inebriada demais para dizer alguma coisa. O sonho poderia ter dado continuidade se não fosse o soar de um alarme. Acordei em um pulo ofegante, suada e excitada. Pus a mão na testa e travei ao perceber que estava em meu quarto. Como eu vim parar aqui? Eu lembro muito bem que dormir no sofá. Virei o pescoço e procurei o corpo de outra pessoa. Nada. Eu lembro que o deixei aqui, não é possível que ele tenha ido embora e eu virei sonambula e deitei em minha cama, isso não. Retirei o lençol de meu corpo e notei que estava com a mesma roupa. No momento que fui abrir a minha porta, veja Alexandre prestes a abri-la. Ele não foi embora. — Alex? — o chamei, pois estava muito confusa com tudo aquilo. — Sim? — ele diz. Sua expressão muito mais corada e viril. — Você não foi embora? – perguntei. — Quis ficar para agradecer... — Foi um prazer — digo. Um belo prazer. — Obrigado. — Novamente ele me agradecia. Eu senti meu estômago se revirando de nervosismo. — Mas, como eu vim parar aqui? Lembro-me de estar dormindo no sofá... — Eu levantei na madrugada, e te trouxe para sua cama. Não era justo deixa-la dormindo no sofá. — Ele responde. Minha mente começa a devanear... Para tudo! Alexandre Pellegrini me carregou e eu não vi nada disso! Eu só posso ter dançado em cima de uma cruz por não ter acordado justamente enquanto ele me carregava que nem uma princesa. Esse era um dos meus mais antigos sonhos. Ser carregada pelo homem que me faria ir acima do céu. — Não precisava... — estava morrendo de vergonha. Desde quando eu tenho vergonha? — Precisava... Bom, tenho que ir... — ele diz, mas decido intervir.


— Espere — seguro sua mão. Toma café comigo, você deve estar com fome — digo. Por um momento ele pensa e acredito que ele vai negar. Seguro a respiração esperando uma resposta. — Desculpe, tenho que ir para casa, tomar um banho, escovar os dentes... Pelo menos. — Você pode tomar um banho aqui. Eu tenho escovas de dente dentro da gaveta do banheiro do corredor, minha mãe é dentista e sempre me dá esses brindes — falo. Respiro aliviada. — Tudo bem — ele aceita. Vou até o meu guarda roupa e pego uma toalha e entrego para ele. Alexandre agradece e vai até o banheiro. Quase surtando, decido ir para o outro banheiro e tomar um banho rápido. Logo depois coloco um vestido leve de alcinha na cor azul claro, com pequenos detalhes de corações na cintura. Quando saio do banheiro dou de encontro com Alexandre. Ele já estava vestido com outra roupa. — Sorte que eu tinha essas roupas dentro da minha mochila — ele fala. — Ótimo — digo. — Gosta de café? — questiono indo para o balcão da cozinha. — Gosto, sem açúcar, por favor. — Ele diz. — Não gosto de doces. Uma coisa a mais para aprender sobre Alexandre. — E o que gosta de comer no café da manhã? — Questiono abrindo minha geladeira meio escassa. — Uma vitamina e às vezes sanduiche de queijo com tomate — ele diz e suspiro aliviada. Havia queijo e tomate em minha geladeira. Era a segunda vez que ficávamos tão próximos um do outro, desde que eu o beijei e ele me achou bonitinha — ainda estava tentando engolir essa palavra. Não falamos sobre isso desde aquela vez, mas no momento, decidi esquecer um pouco sobre o que iria fazer com o Alexandre em minha cama. Naquele instante, eu queria ser apenas Alicia Collins.

— O Bulldog está ganhando do Coiote! Eu sabia que iria ganhar essa aposta! — comemorei pulando em minha sala, rindo da face emburrada do Pellegrini. Após o café da manhã, eu pedi para o Alexandre me fazer companhia nesse dia de folga e ele aceitou sem reclamar. Fomos para a sala e colocamos um programa qualquer na TV, mas logo depois iniciou uma luta e eu adorava esportes desse tipo e, consequentemente, Alexandre também gostava. Eu apostei com o Pellegrini sobre qual lutador iria vencer. Eu apostei no Bulldog, o homem de estatura forte e branco. Alexandre, por outro lado, apostou no Coitote. Um homem também forte, mas de pele morena.


Quem perdesse a aposta um de nós dois iria pagar um jantar no melhor restaurante da cidade e, com ganhei, quem irá pagar o meu jantar inteiro será o Alexandre. Vou poder escolher o que quiser e não irei gastar um centavo do meu bolso. — Prepare-se para pagar o meu jantar, Pellegrini — pus a mão na cintura, me sentindo vitoriosa. O nocaute foi certeiro e o Bulldog venceu a luta. — Maldita hora que apostei naquele Coiote de merda! — Resmungou irritado por ter perdido. — Parece que um médico não gosta de perder apostas. — Cantarolei provocando. O doutor Pellegrini levantou-se do sofá com a face um pouco irritada, caminhando na minha direção e parando perto demais de mim. — Não, não gosto. — Soprou as palavras e vi seu olhar descer para os meus lábios por um breve segundo. — Mas pelo menos em um jogo eu ainda sou bom. — Do que você está falando? — Questionei confusa, mas não esqueci a nossa proximidade que quase me tirou de foco. — Quando eu estava te carregando ontem à noite — ele se aproxima ainda mais. Seu corpo muito próximo ao meu. — Você disse algo... Congelei. — O que eu disse? — minha voz quase saiu inaudível. Tremi demais. Alexandre sorri: — Então você está tendo sonhos eróticos comigo?


Uma Virgem fazendo Prova Oral!

Meu queixo foi parar no chão, apenas, morta de vergonha. Nada pode me definir melhor do que: Ferrada. Meu rosto provavelmente passou do rosa ao vermelho flamejante. Sim, eu me fodi, ao invés de ser fodida. Alexandre deu um sorriso de canto e arqueou as sobrancelhas lentamente, a diversão genuína reluziu claramente em sua expressão, ele estava radiante por ter me pego no flagra. Sim, eu sonho com ele todas as noites, mas isso era para ser um segredo. Burra, burra, burra. E agora? O que eu falo? Não falei, apenas tremi. — O que me diz? — Alexandre chegou cada vez mais perto. — Err... Sem aviso, ele pôs as mãos no meu cabelo, segurando minha cabeça e me puxando para frente. — Quer realizar seu sonho? Meu coração martelou feito louco. Eu sabia que ele estava jogando comigo, e não podia fraquejar, mas ali, tão próxima dele, sentindo aquela fragrância almiscarada, eu só quis que ele me beijasse novamente. Mas, em trinta segundos, ele apenas se afastou e riu. DROGA. Alexandre já era lindo todo sério, mas, absolutamente incrível quando ria. Ele estava adorando brincar com a minha desgraça. — E então, Alicia, conte-me mais sobre seus sonhos... — ele se sentou novamente e deu dois tapinhas no sofá. Como se estivéssemos em um divã, ele queria que eu contasse o meu mais intimo segredo. Tentei me conter, meu rosto estava queimando, deveria estar parecendo um tomate. Ah não, ele queria me constranger, e isso eu não iria deixar. Respiro fundo, e penso em uma saída. Agarrando cada gota de orgulho que conseguiu reunir eu disse: — Isso não é justo. Eu estava dormindo, e fora do meu juízo. Não vou falar nada para você. — Ainda continuo em pé. — Vou permanecer aqui, até você me contar — ele diz.


Então ele estava curioso? Acho que até mesmo interessado no meu mais secreto pensamento. Será que ele queria realiza-lo? É claro que eu precisava saber mais sobre ele, e então uma ideia brilhante veio em minha mente. Fui até a cozinha e peguei uma tequila guardada no fundo da minha geladeira e dois copos de bebida. — O que é isso? — ele questiona juntando suas sobrancelhas. — Que tal jogarmos “quem nunca”? — falo sentando-me ao lado dele. Alexandre sorri levemente. — Não jogo isso desde a faculdade — ele interpõe. — Nem me lembro de como é. — Bem... A brincadeira sempre começa com a frase “Eu nunca”, seguido por algo que você já fez ou não. Após ouvir a frase, se tiver passado pela situação, deve beber. Assim, vai acontecer comigo também. Por exemplo: Se eu disser "eu nunca nadei pelada...”. Se eu já nadei pelada, devo beber, inclusive você se já fez isso. — E por que eu jogaria esse jogo com você? — Questionou. — Você quer saber algo sobre meu sonho, e eu quero saber coisas sobre você. Acho justo — o encarei. Foram dez segundos de olhares incisivos, até que ele suspirou. — Ok. Aceito. Uma brincadeira que envolve bebida e um confessionário sem fim, era ótimo para terminar a noite. — Então, vamos lá, eu começo — falei. Queria pegar leve no começo, e por isso coloquei meia dose de tequila em cada copo. — Eu nunca colei na faculdade — disse e já tomei a bebida. Alexandre deixou seu copo intacto. — Doutora Collins, você já colou? — Quem nunca? Eu estava muito estressada e mesmo estudando não consegui decorar a matéria — me expliquei. — Ok, ok... Minha vez, certo? — Alexandre pausou um momento para pensar. — Eu nunca faltei ao trabalho por beber muito na noite anterior. — Eu tive que colocar mais meia dose e beber. No entanto, o esperto não bebeu uma gota de álcool. — Isso não é justo, você nunca fez nada! — exclamei. Soando triunfante, ele disse: — Você tem a chance de fazer a pergunta certa. E bom, você está roubando, deve tomar uma dose, e não meia — ele encheu o meu copo todo. Fiquei receosa, pois se eu bebesse mais uma dose iria ficar descontrolada. — Eu nunca me interessei por alguém do trabalho — digo e fazendo jus a verdade, tomei uma dose e só olhei para Alexandre. Com isso, ele deu uma risada suave, soando genuinamente alegre. Ele levantou a dose e olhando para mim, tomou. EITA PORRA. É HOJE. Meu Deus do céu, preciso checar a depilação. Não consegui evitar sorrir. Os olhos dele brilharam por um segundo. Eu travei, não sabia o que falar, mas ele pigarreou e continuou com o jogo: — Eu nunca


transei em lugares proibidos — uma frase genérica que fez com que ele tomasse uma dose. Senti uma pontada de ciúmes, foi duro engolir isso. Contudo, pelo menos não precise tomar outra dose de tequila. — Doutora, não vai tomar? — ele questiona. — Não, porque eu nunca fiz algo assim — respondi. Alexandre me olhou desconcertado, obviamente achando que eu já tivesse feito alguma coisa depravada. E já que ele havia começado com as perguntas picantes, eu decidi continuar. — Eu nunca mandei nude — falei. E não tomei a bebida, porque afinal, nude eu só recebia, era esperta. E então, vejo que Alexandre toma a dose. Ah safado! Eu quero esse nude, ou melhor, quero ver pessoalmente. — Essa brincadeira está passando dos limites, já tomei duas doses — Alexandre reclamou. — Já quer desistir? Fraco — Cheguei minha face bem próxima da dele. — Não... — Ele foi rápido na resposta. — Você está fazendo perguntas capciosas. — Ele pausou por um momento e me olhou como se quisesse desvendar algo. — Vou continuar... Nessa, vamos nos igualar. — Então diga — o encarei. —Eu nunca transei — ele diz e da risada, logo servindo nossos copos. Ele tomou a dose e ficou esperando eu tomar a minha. Esperando uma resposta, Alexandre arqueou a sobrancelha. — Alicia? — O que? — Você está trapaceando. — Eu não estou — me defendi. — Você não pode estar falando sério. — Mas eu estou — enfatizei. Então, ele volta a rir e depois se aproximou, muito, mais do que eu poderia aguentar. — Então você nunca fez isso? — Ele questiona me dando um beijo nos lábios. E enlaçou minha cintura. Deitei no sofá e continuou me beijando até ficar sobre mim. — Isso já — eu murmurei entre o beijo. Ele intensificou o beijo deslizando a língua sobre a minha, puxou meu lábio inferior e deu uma leve mordiscada. E rapidamente ele passou a boca para o meu pescoço, dando uma leve chupada. — E isso? — continuou perguntando. — Já — respondi, e isso foi o incentivo para que ele continuasse, vagarosamente ele desceu os lábios e parou nos meus seios. E olhou para mim, como se pedisse permissão. E como eu não disse nada, Alexandre passou os dedos levemente pelo meu seio direito e passou pelo esquerdo. Eu já queria dizer “VAI, CHUPA BEM GOSTOSO”. Mas, me contive. Sem objeção, ele puxa um pouco meu vestido. E eu quase morri na hora, meus seios, nus. Afinal, eu não estava de sutiã. E então, os dedos dele passaram levemente sobre o meu mamilo, acariciando e me fazendo gemer.


— E então? — Ele continuou questionando. — Isso não... — murmurei e foi mais um incentivo. Alexandre me beijou lascivamente. Sua língua penetrou minha boca com vontade. E depois foi descendo, descendo até dar de encontro com meu seio esquerdo. Sua mão desceu até minha coxa e subiu meu vestido. E rapidamente Alexandre colocou a boca sobre meio seio, e chupou. QUE ISSO. Como pode ser tão gostoso? Eu não sabia se estava tonta de prazer, ou tonta pela bebida. Mas tinha certeza que queria que ele continuasse. Por isso, apenas gemi para atiça-lo. — E isso, você já fez — continuou instigando. — Não. — Respondo. Determinada a fazer com que Alexandre continuasse, seguro firmemente seu ombro e ele volta a me beijar enquanto continuava a acariciar os meus seios. — Que delícia — murmurei entre seus lábios. Alexandre desce novamente sua boca e sua língua passa a acariciar meus seios, indo de um para o outro. Ele chupava e movimentava levemente a língua. Eu sussurrava para que ele continuasse. Era tão gostoso. Queria que ele me chupasse o dia todo. A mão dele agarrou meu quadril com avidez. E seus dedos rolaram pela minha calcinha. Senti que ele estava louco para entrar em minha intimidade. Então, sem pestanejar, ainda com a boca em meu mamilo, Alexandre enterrou a mão em minha calcinha e roçou nos lábios debaixo, e chego naquele pontinho de prazer, que me fez arfar. Sim, eu adorei, mas eu mesmo tempo senti uma pontada de vergonha. Meu Deus do céu, será que é hoje que perco o lacre? Já nervosa, Alexandre começa a descer, ele puxa meu vestido todo para baixo, o fazendo parar no meu pé. — Gosta de ficar nua pra mim? — Ele questiona. E eu mordo os lábios em resposta. Ele volta a se aproximar e eu decido que é hora de vê-lo pelado. EU TO TREMENDO. Que Deus me ajude a não desmaiar. Alexandre levanta a camisa, e eu não hesito em passar a mão por aquele corpo musculoso, delícia. Os músculos rijos, a pele maravilhosa, eram bons demais. Eu sabia que estávamos indo longe nessa pegação, porém, não queria parar, e por isso já coloquei a mão na calça dele, pedindo para que ele tirasse. E então, bem rápido Alex se levanta e tira a calça deixando apenas a boxer, branca — tortura mesmo — em seu corpo gostoso. Eu o vi pelado antes, — sensacional, aliás —, todavia, aquilo ali estava me dando tanta vergonha. Eu sei que sou muito safada, mas na hora do “vamos ver” estava contida demais. SAI DE MIM ALICIA PURITANA! Eu quero que a puta dentro de mim se acenda, eu quero é pegar fogo. Estava na hora de tiras as teias da aranha... Então, olhando para aquele volume sensacional, eu me levantei e agarrei Alexandre, eu queria ir direto ao ponto. Beijo-o, e ele pega minha bunda me puxando para ele.


— E isso, você já fez? — Alexandre pega minha mão direcionado para o seu pau. E eu meio que entro em choque quando sinto a textura da pele. Eu estava meio que espantada e extasiada por estar pegando em um pau. Eu sou médica, óbvio que vi corpos nus, mas assim, pegar dessa forma sexual, jamais. — Não eu não fiz — respondo e dou um beijo demorado e gostoso nele. Enquanto tentava fazer uma punheta. Eu ia e descia com minha mão em seu pau. Esperava que fosse gostoso para ele, e tive a constatação quando ouvi um gemido vindo de sua boca. E aquilo foi mais uma certeza de que ele era o homem certo, porque o gemido era de molhar a calcinha de qualquer uma. Então, ele chega bem perto do meu ouvido e diz: — Quer chupar? E com essas palavras, eu entro em pânico. Chupar o pau dele, ele quer que eu chupe o pau dele. Sinceramente, eu havia me esquecido desse detalhe. Como que faz isso? É só botar a boca lá? Chupar que nem um picolé? Eu não estava preparada! Era certo que queria perder a virgindade, mas, o detalhe crucial de fazer e receber um oral foi deixado de lado. E agora? Todo o calor do meu corpo foi resfriado instantaneamente. Eu queria fazer um oral nele, queria que ele gemesse com o prazer que eu o proporcionaria. Mas agora eu estou muito perdida. — Acho melhor a gente parar por hoje, estamos meio bêbados... – digo, sofrendo por ter que tirar a mão do pau dele, e sofrendo mais ainda por frustra-lo. Alexandre me olha, seu olhar meio perdido. É claro que ele não entendeu o porquê de eu ter negado a nossa pegação tão bruscamente. Ele suspira. — Passamos um pouco do limite mesmo, vou embora — ele diz. Já pegando suas roupas e vestido a boxer. Também me visto, pois, ficar ali nua, era um pouco desconfortável para mim. Sofri com a distância. Eu o queria na minha cama, entretanto, precisava descobrir antes como fazer um bom oral. — Mas, não vá embora, você pode ficar — digo, tentando me aproximar novamente, mas Alexandre se afasta. — Não, tudo bem, tenho muitas coisas para resolver. — Ele coloca a camisa e depois sai indo até o quarto para pegar o sapato, e eu o sigo. — Eu te levaria para casa, mas nenhum de nós está em condições para dirigir — disse, não era bom dirigir depois de tudo que bebemos. — Vou pegar um táxi — Responde, se sentando na cama para por o tênis. Quase quis pedir para que ele deitasse e ficasse por lá mesmo. Volto para a sala e Alexandre vem atrás e pega sua mochila. — Vou esperar o taxi lá embaixo — Se despede, e nem olha para mim. Está certo que fui brusca, mas, ele ficou chateado demais. — Espere aqui — digo, mas Alexandre já havia aberto a porta. — Obrigado, novamente — diz e sai rumo ao elevador. Fico com a porta aberta. Quando a


porta abre, vejo Taylor sair e mirar Alexandre de cima a baixo. Ele entra no elevador e aproveito para chamá-la. — Pisiiiiu, Taylor, vem cá — chamo-a e ela me olha sem entender minha repentina aproximação. Taylor vem até minha porta e a puxo para que entre logo. — Alicia, aquele bonitão saiu daqui? — Ela já questiona. — Espere, nem responda. Você está descabelada, o seu vestido está caído nos ombros. Rolou pegação — ela constatou. Sorri ao lembrar tudo. — Rolou mesmo... — afirmei. — Safada, me conta tudo — Taylor ia sentar no sofá, mas para bruscamente. — Foi aqui né? — Ela questiona e vira-se para sentar na poltrona. — Foi — digo e dou uma risada safada. — Não te julgo, o meu sofá está cheio de histórias — deu de ombros. — Você é terrível — Sento-me de frente para ela, para contar toda a história. Assim que termino, Taylor solta uma gargalhada. — Então você ficou com medo de chupar ele e fazer algo errado? — Sim, preciso que me ajude com isso. — Ajudar? Alicia, você precisa treinar só isso. Cai de boca! — Como que eu vou treinar, se travei? — Tenho um blog super legal para te indicar. — Taylor pega o celular e depois de digitar algo me mostra. Li no slogan do blog: “Sexo para Santas” — Sexo para Santas? — É um blog para ajudar iniciantes. Tem um passo a passo para fazer um bom sexo oral, mas já advirto, não siga ao pé da letra. Só vai com calma. — Ótimo, me ajude o máximo que puder — peço. — É simples, o segredo é não ter nojo. Pensa que você vai dar prazer ao homem dos sonhos, porque sexo oral é isso, o seu prazer é proporcionar prazer ao outro. — Interessante. Eu meio que fico receosa de por a boca lá, será que cabe tudo? — Você não vai por tudo na boca ne! Isso é avançado demais. E bom, o pau dele não deve ser tão grande assim, qual o tamanho mais ou menos? — Ela questiona. Muito atenta, quase sendo uma terapeuta sexual. Com as mãos distanciadas uma da outras, mostro mais ou menos como era o tamanho, pelo menos do jeito que lembrava. — Pelo que está me mostrando, devem ser uns dezoito centímetros — constata. — Ótimo tamanho para chupar e dar. Vai tranquila. Porra, Taylor era boa nisso mesmo! — Uau, você é boa nisso. — A prática leva a perfeição, quando estiver mais avançada te darei dicas preciosas. Mas, fique atenta, peça para ele avisar quando for gozar, e decida se vai receber o gozo dele na boca ou não.


— O que? Que nojo! — Nojo? Alicia é tranquilo. Se não quer que ele goze na sua boca, peça que tire antes, ok? Não espere uma surpresa, porque cuspir é meio zoado. Os homens veem isso como uma rejeição... — Ok, ok. — Respira fundo e coloca metade na boca, e suga sabe, tipo um picolé mesmo — explica. Sabia que para chupar como um picolé, Camille, minha diva de A Safada de Nova Iorque, havia dito que imaginava que o pau do Conrad era um picolé na hora do oral. — E depois coloco tudo de uma vez? — Tenta ver se consegue, mas não se esforce muito, ou irá engasgar. — Certo... Irei aplicar seus conselhos — digo e estava um pouco mais aliviada, embora, assim que Taylor fosse embora, iria ler todo aquele blog. — Isso não foi de graça, preciso de um favor — Taylor já sorri tentando amolecer meu coração. Vai ver que ela queria meu carro emprestado. — Diga. — Quero que me apresente ao Michael. — Pede descaradamente. — Ao Michael? Nem sabia que o conhecia... — Bom, vi uma foto do meu primo Daniel com ele. E, sei que trabalha junto com vocês. — O que quer com ele? O Michael não é muito de farra. — O defendi, porque Michael se apegava fácil demais as pessoas, já Taylor era o contrário. — Eu gostei dele. E quero conhecê-lo, apenas isso. — Posso apresentá-los, mas me promete que não vai sumir e deixar o coitado sofrendo por você — peço. — Serei uma boa menina — ela cruza os dedinhos e se levanta. Mesmo sabendo que Taylor não iria cumprir a promessa, aceitei ajudá-la, afinal, quem sabe o Michael não a fazia sossegar? Os dois formariam um belo casal. — Preciso ir, meu pai está vindo fazer uma vistoria no meu apartamento e preciso arrumar tudo. — Está bem, obrigada pela ajuda — vou até a porta com ela. — Precisando de ajuda é só me chamar — Taylor pisca e sai. Fecho a porta e coloco meu plano em prática.


Passou-se uma semana desde então, não consegui ver Alexandre, pois ele havia ido para uma Conferência médica junto com os sócios e Michael. Estava ansiosa na segunda feira para a chegada de Alexandre, era o dia que voltariam para a clínica. E eu não sabia se estava mais ansiosa para vê-lo, ou mais ansiosa para a atualização de A Safada de Nova York. Eu não aguentava mais esperar. Na clínica, atendi meus pacientes calmamente durante a manhã, e fiquei conversando com Mia no intervalo. Ela já sabia do meu interesse por Alexandre, mas ainda não sabia sobre nossa recente pegação. E por enquanto eu queria deixar isso em segredo. — Como está com o Daniel? — Questionei a ela enquanto fazia meu expresso. — Para falar a verdade, não sei. Gosto dele, mas também gosto do Joshua, acho ele fofo — Mia finalmente disse que gostava dos dois. Embora eu não entendesse muito bom o gosto dela, Daniel e Joshua eram completamente diferentes. — Sua safada! Pensei que estivesse escolhido o Daniel... — Pego o café e esfrio antes de colocar na boca. — Eu também, mas o Joshua me cortejou semana passada, me deu chocolates, fez uma massagem. Não tem como resistir. — Esperta, está se aproveitando dos dois. — Eu vou escolher, juro, mas, não agora. Mia começa a preparar o café dela e se encolheu quando Daniel e Joshua apareceram na sala de descanso. Era difícil do plantão dos três coincidirem. Tenho vontade de gargalhar com a situação, mas me controlei em respeito à minha amiga. — Vixe, acabou minha pausa, nos vemos mais tarde Alicia — Mia olha no relógio e depois marcha em direção à porta. Daniel e Joshua se entreolham e depois olham pra Mia, um querendo ser mais rápido que o outro, ambos saem atrás dela. Gargalhei alto quando todos saíram da sala. E depois saboreei meu café calmamente. Quando será que o Alex voltaria? Já estava na hora. E droga, nem o número do celular dele eu tinha, que tipo de relação é essa? Frustrada, muito frustrada. Termino meu café e volto ao trabalho, havia muitos pacientes para atender e eu precisava ocupar minha cabeça. Na hora do almoço, acabo tendo que almoçar sozinha, já que Mia havia saído para espairecer, na verdade ela estava com medo de ficar no mesmo espaço que Daniel e Joshua, a danada estava fugindo dos seus amantes. Pego meu celular e dou uma garfada no meu macarrão à primavera. Abro o blog “Sexo para Santas” e começo a ler mais um dos artigos: “Cinco motivos para dar a sua periquita, hoje”! 1. Diminui o estresse 2. Deixa o coração saudável 3. É uma ótima forma de se exercitar 4. Fortalece os músculos pélvicos 5. É muito bom Não mais, não deixe pra dar amanhã se você pode dar Hoje.


Isso só me deixou mais atiçada a querer ver o Alex. Termino de comer e vou para o banheiro, escovar os dentes e me arrumar. Queria ficar bonita para quando ele aparecesse. No banheiro, amarro meus cabelos em um rabo de cavalo, e depois de escovar os dentes, passo um batom matte na cor cereja. E depois, renovo o perfume, dando algumas borrifadas perto da nuca. Pronta, saio do banheiro e volto para o trabalho. Mais alguns pacientes atendidos e o dia correu tranquilamente. Em certo momento, vejo Christopher pelo corredor, que acena e sorri educadamente. E depois vi Michael. Meu coração quase parou. Se Michael havia voltado da conferência, logo Alexandre também havia voltado da Conferência. A minha expectativa só aumentou e a vontade de acabar logo o plantão estava me matando. Mas, permaneci calma e terminei de atender meu último paciente às seis da tarde. Livre, fui passear sorrateiramente perto do consultório de Alexandre, para conseguir esbarrar nele, mas, para minha frustração, a porta estava fechada. Olho pela janela para ver se conseguia espiar, mas, as janelas estavam tampadas com a cortina blackout. Não havia nenhum paciente aguardando, então constatei que ele não estava atendendo e muito menos em seu consultório. Muito que curiosa, para ver se pelo menos as coisas de Alexandre estavam no consultório — já que seriam um indicio que ele havia voltado, — eu abro a porta. E tenho uma boa surpresa. Lá estava Alexandre sentado em sua cadeira e massageando as têmporas. Em um sobressalto ele olha para mim. — Me desculpe — digo, antes que ele possa reclamar. — Esqueceu como se bate na porta, Doutora Collins? — Não, eu só achei que estivesse fora — respondo. Alexandre se levanta se aproximando. Sentime um pouco zonza, meu estomago se revirou. Corei um pouco enquanto eu me lembrava do nosso último encontro. — Em que posso ajudá-la Doutora? — Ele questionou muito que próximo. — Bom, queria saber como foi a Conferência — invento uma desculpa. — Os sócios planejaram uma reunião amanhã para discutirmos sobre isso, você foi convidada. — Ele diz, e obviamente eu sabia. — Ah claro... Havia me esquecido. — Não acho que tenha vindo para falar sobre isso. — O que acha que eu quero? — Questiono e me forço a não me intimidar com sua aproximação. O perfume dele já estava me deixando excitada. — Diga-me você. Ainda sonha comigo? — Ele sussurra perto da minha boca. — Mais do que nunca — digo e não perdendo tempo, o beijo. Gentilmente, Alexandre coloca as duas mãos em minha face, o beijo foi lento e inebriante. Aquilo fora tão instigante e gentil que meu coração martelou freneticamente em meu peito. Passei os braços em volta dele o puxando para mim e intensifiquei o beijo. A sala parecia muito mais quente que o normal. Era tão bom senti-lo, e nesse momento eu


constatei que estava com saudades do Doutor Pellegrini. Ainda sentindo a gama de emoções me entorpecendo, me afasto dele. — Quero fazer algo — digo e então tranco a porta. — O que está fazendo? — Realizando o meu sonho — falo, e, inclinando a cabeça para beijá-lo outra vez, profundamente e apaixonadamente. O calor da boca de Alexandre logo fez esquecer–me de tudo, exceto dele. Afastando a boca lentamente e sorrindo para ele, resolvi colocar o meu estudo em prática. — Fique quietinho — falo e abaixei ficando de joelhos. Retirei o cinto de Alexandre e puxei muito rapidamente a calça dele junto da boxer, fui veloz, para não perder a coragem. Vejo o membro rijo pulsando, com a mão esquerda faço uma massagem lenta. Mordo os lábios e olho diretamente para Alexandre. Será que agora ele mudou de ideia sobre gostar das Santas? Porque Santa, não sou, e jamais serei. Eu não tinha experiência com sexo oral, mas de repente senti essa compulsão de prová-lo. Estava hora da prova oral e eu queria tirar dez. Rocei a pontinha da língua em toda a base do membro. E para meu alívio, não senti nojo algum. Abri a boca e a desci até o meio do membro dele, e suguei, subi e desci vagarosamente. Pelos calafrios prolongados que agitavam o corpo dele, eu soube que Alexandre definitivamente estava gostando. Lembrando-me de cada linha do blog, continuei: Tomei toda a ponta bulbosa e sedosa entre os lábios e o contornei com a língua. Com os lábios fiz movimentos circulares e depois, suguei. Fui descendo e continuei os movimentos, em determinado momento tive que tirar o pau da boca para não engasgar. A grossura do seu membro era mais do que excelente, e isto estava me trazendo certa dificuldade. Olho para Alexandre e vejo que ele estava muito excitado e que adorou minha surpresa, então, impulsionadamente eu continuo. Seguro o pau dele com a mão e coloco a boca de volta, e suguei com muita vontade, tanta vontade que rocei meus dentes na glande que fica na extremidade do pênis. Assustei-me quando bruscamente ele quis se soltar e sem querer faço o pior. Mordo o pau dele. Sim, eu mordi o pau de Alexandre. E o grito brusco dele iria chamar toda a atenção do hospital.


Uma Banana Para Uma Virgem!

Como eu pude fazer isso com o Júnior do Alexandre? Depois de todas aquelas dicas eu ainda erro em fazer a prova oral? Devo ter tirado cinco. No mínimo. Seu grito foi o bastante para chamar a atenção de todo hospital. Ele segurava o seu pau e fazia uma careta de dor. Eu não sabia onde enfiar a minha cara. — Você mordeu meu pau — ele chiou massageando o pau mordido. — Alexandre... Eu... Não sabia o que dizer. Será que ele vai ficar zangado comigo para sempre? — Não fale nada. — Ele ergueu sua mão na minha direção sem nem olhar para o meu rosto. É. Ele estava puto comigo. Provavelmente deve estar imaginando a minha morte em mil e uma maneiras.


Devo me preparar para começar a escrever um manual de sobrevivência? Talvez não seria uma má ideia, visto que o Alex deve estar pensando em meu corpo a sete palmos do chão nesse exato momento. Quando novamente ia dizer alguma coisa, escutamos alguém bater na porta. Droga! — Alexandre, aconteceu alguma coisa? Era a voz do Michael. Alexandre tinha que gritar tão alto? Ah, claro, eu mordi o seu pau, é mais do que justo ele berrar aos sete cantos. Pus a mão na boca ficando em silêncio e esperei o Alex dizer alguma coisa. — Eu... Bati o pé na mesa. — Tem certeza? Quer que eu entre? — Não! — ele quase gritou. — Não precisa, estou bem. Obrigado, Michael. — Certo, se precisar me chame. Assim que não escutamos mais o Michael, eu pude tirar a mão na boca e respirar. Alexandre agora estava de costas arrumando sua calça e eu novamente tentei falar com ele. — Alex... — Acho melhor você sair. Respirei fundo e entendi que deveria realmente sair. Dei as costas e toquei na maçaneta da porta, mas, antes de ir, tentei pedir desculpas uma ultima vez. — Desculpe, foi sem querer. Alexandre não disse nada e aquela foi a deixa para eu sair de seu consultório. Sentime péssima. Alicia sua cabeça de vento, agora o doutor gostosão vai ficar com trauma de receber mais um oral. É capaz dele nunca mais querer oral nenhum na vida. Quer dizer, acho que ele não vai querer O MEU. Desastrada demais. Puta merda! Como o meu plantão havia terminado, tudo que eu tinha que fazer é voltar para casa e ficar pensando na grande merda que cometi. Vou em direção a minha sala, pego minha bolsa e caminho para o estacionamento do hospital. Entro em meu carro e dou partida no mesmo ainda me sentindo péssima. — Você tinha que morder o pau dele, Alicia? — falo sozinha enquanto dirigia de volta para casa. Passei o caminho todo me remoendo. Já prestes a abrir a porta do apartamento, ouço o barulho do elevador se abrindo e por ela passa a Taylor com um sorriso gigante. — Olha quem eu encontrei, a boqueteira número um. Seguiu as dicas que lhe dei? Meu rosto frustrado foi o suficiente para ela entender que deu tudo errado. — Pela sua cara, o bonitão não gostou da sua chupada. — Queria muito que tivesse sido isso. — Foi bem pior do que você imagina — girei a chave do meu apartamento e abri a porta. Entrei com Taylor vindo atrás de mim. — O que? Você mordeu o pau dele? – ela chutou e depois sorriu. Fiquei em silencio. — Espera, você mordeu o pau dele? — repetiu a pergunta incrédula.


Gemi frustrada e joguei meu corpo no sofá. —Não me lembre disso, Taylor. — falei indignada. Porém, ao contrário do que eu pensei, a safada gargalhou alto, o suficiente para todo o prédio escutar. Peguei o travesseiro e joguei na morena que desviou do objeto sem parar de rir. — Eu não acredito que você fez isso — ela gargalhou mais ainda, sentando-se comigo no sofá. — Você tem ideia do que acabou de cometer? — Tenho! E agora o Alexandre está com seu pau mordido por minha culpa — peguei outro travesseiro e tampei meu rosto, tamanha a vergonha que eu sentia. — Agora ele nunca mais vai querer receber um oral — disse com a voz abafada pelo travesseiro. — É compreensível. Não se morde o pau de um homem — voltou a me lembrar do meu belo desastre. — Será que dá para esquecer isso? — perguntei tirando o travesseiro do meu rosto. — Não dá para esquecer essa burrada — ela se levantou do sofá e caminhou para a minha cozinha, deixando-me sem entender seu próximo passo — O que você precisa fazer é treinar. E eu tenho um método perfeito. Da cozinha, a morena trouxe uma de minhas bananas que deixava em uma cesta. Ela retornou para a sala com duas bananas na mão e uma ela me ofereceu. — Pegue — esticou a fruta na minha frente. — Para quê isso? — Apenas pegue e aprenda com a mestra. Um pouco desconfiada, peguei a fruta de sua mão. Não sabia o que aquela maluca iria me mostrar. — Eu vou te ensinar como se chupa um pau e com a banana é o melhor jeito de treinar. — Deu de ombros — Descasque a banana... — pediu e eu descasquei. —Agora aproxime a cabeça da banana e dê alguns beijos ao redor, imagine como se fosse a glande do seu parceiro. — Você ficou maluca? Eu sei o que é uma glande. — Se você soubesse não teria mordido o pênis dele — voltou a me lembrar. — Agora faça exatamente como eu... beije ao redor da glande, deixe seu parceiro sentir a maciez de seus lábios. Ela fechou os olhos e começou a beijar ao redor da banana, aquela cena estava sendo muito cômica, apesar do teor de erotismo. Mas como queria aprender, acabei fazendo o mesmo. Beijei ao redor imaginando ser o pau do Alexandre e ele gemendo rouco por estar gostando. — Agora passe a língua por toda a extensão. Abri meus olhos e Taylor agora passava a língua pela banana de um jeito sensual. — Você é boa nisso mesmo. — disse. Ela parou de lamber a banana e sorriu maliciosa. — Anos de treino, querida — respondeu piscando para mim. — Agora repita esse movimento. Fiz o que ela pediu e passei a língua pela banana tentando ser sexy e sensual. — Os homens gostam quando olhamos diretamente em seus olhos quando o chupamos. — Aquiesceu e eu anotei em minha mente. Não desviar o olhar do parceiro.


Tentei lamber a banana olhando para cima, mas a safada começou a rir novamente e eu parei de fazer. — O que foi? — Não entendia porque ela ria. Eu estava fazendo exatamente como ela havia pedido. — Você olhando para cima parece aqueles cachorros pidões. — Estou fazendo como você disse. Ela voltou a gargalhar e deu dois tapinhas em meu ombro. —Tem que agir de maneira sexy e confiante. Vamos lá, Alicia. Cadê a safada que existe dentro de você? — O que? — Agora aquela conversa estava começando a ferir meu orgulho. —Você quer ou não quer perder esse lacre? — Sim! — respondi confiante. Contudo, ainda sentia um pouco de medo, por dentro eu ainda era a Alicia inocente e virgem. Mesmo sendo muito safada nos pensamentos. — Então aprenda a fazer um bom oral! Voltei a olhar para a banana e repetir os mesmos movimentos. A aula de oral durou mais do que eu imaginava, pois quando olhei o relógio já passava de 21h. Taylor ficou contente com meu avanço e disse que era para eu praticar várias vezes, a fim de não cometer o mesmo erro de hoje. Naquela noite, depois de tomar um banho e escovar os dentes, fiquei pensando em como o Alexandre estaria agora. Se eu ao menos tivesse seu número, ligaria para saber o estado de seu pau. Será que doeu muito? Ou será que a marca de meus dentes ainda estão por lá? Suspirei virando corpo de lado na cama e foquei em um ponto escuro do quarto. Fechei os olhos e relaxei o corpo. Seria uma longa noite...

Alexandre não apareceu no hospital e muito menos, na conferência. Aquilo me preocupava, será que ele ainda sofre por causa da mordida? Massageei as têmporas, me preparando para participar dessa reunião. Todos os médicos estarão presentes e eu tenho que manter a calma e focar no projeto. —Você está estranha, é por causa da reunião? — a ruiva perguntou, sentando ao meu lado na cadeira. Não era por causa da reunião, era por causa do Alexandre. No entanto, não queria dizer sobre o que aconteceu com ele, Mia não ia ficar quieta até eu ter uma explicação correta. — É a primeira vez que participo, espero não passar vexame. — Sorri amarelo, me sentindo péssima por mentir. Também percebi que os novatos, enfermeiros, estavam presentes. Brianna e John, os sócios não tiveram problemas de contratar os dois, que eram casados. Não havia uma política de “Proibido Namoro”. E isso era perfeito para mim.


— Se tratando de você, é melhor manter a calma mesmo. — Respondeu. — Senhores e senhoritas, vamos dar início à reunião. Sentem-se, por favor. Aiden, um dos sócios da clínica, pede para todos ficarem sentados e nós obedecemos. Além de mim e a Mia, outros médicos estavam fazendo parte da reunião. Como a Olivia e o novato do turno da noite, Lucas. E eles estavam sentados um ao lado do outro sorrindo. Esses dois devem estar de rolo, com certeza. Do outro lado da mesa, de frente para eles, estavam Daniel e Joshua. Aqueles dois não tiravam os olhos da Mia e a safada fingia que eles não existiam. Ela é boa em fazer cara de paisagem. No entanto, sinto que quando essa reunião terminar, ela vai ser a primeira a dar no pé. Também, havia as outras duas enfermeiras ao lado de Joshua, que eram Emília Sanders e Hanna Matsuyama, duas jovens muito animadas. Animadas demais, diria. Já as vi de olho no meu Alexandre. E, por último e não tão importante, estava o Michael. Será que o Alexandre contou algo sobre o que aconteceu na noite passada a ele? — Alguém pode dar algumas ideias sobre as novas áreas no hospital? — Fui interrompida dos meus pensamentos pela voz do nosso querido chefe, Aiden. — Eu tenho uma objeção — Olivia levantou a mão e o chefe concedeu a ruiva a dar sua ideia. —Temos poucos enfermeiros no posto de saúde. Uma vez eu estava passando para realizar uma consulta e notei que havia poucos enfermeiros naquela ala. São muitos pacientes para poucos funcionários, então sugiro que contratemos mais enfermeiros. — Eu concordo — Daniel deu sua palavra. — Alguém mais concorda? — questionou Aiden, avaliando cada um de nós. Os presentes na sala, inclusive eu, concordamos de que deveríamos contratar mais enfermeiros para a ala do posto de saúde. — Eu tenho uma palavra — agora foi a vez do Michael e eu não consegui deixar de lembrar-me de Alexandre. Merda! Essa não é uma boa hora para pensar nele. — Prossiga. — Deveríamos aumentar a área infantil. Alexandre, o pediatra daquela área, achou que deveria ser feita uma construção. O nível de pacientes infantis aumentou gradativamente com a epidemia que assolou parte da cidade. A área para as crianças ainda é muito pequena. — Sim, ele mencionou em nossa reunião sobre esse assunto — disse. — Vamos providenciar a construção da área infantil o quanto antes. A reunião prosseguiu durante mais alguns minutos. Pois logo começaríamos o atendimento. Todos tiveram sua chance de dar sua opinião, inclusive eu. Assim que a reunião foi encerrada, Mia ao meu lado levantou apressada e foi a primeira a sair da sala. Eu sabia que ela iria fugir. Safada! — Alicia, me acompanha para tomarmos um café? — escutei Olivia me chamar e não recusei o convite, já que a Mia literalmente me abandonou por causa de seu rolo com Daniel e o Joshua.


– Claro! A ruiva me acompanhou até a máquina de café, apertando o botão e esperando o copo encher. — Deveríamos fazer mais reuniões assim, não acha? — a ruiva puxou um assunto comigo. — Sim — afirmei. — Seria mais apropriado se todos estivessem reunidos, não só um e nem outro. Porém, nem todos os horários são compatíveis, mas fora isso eu gostei. Quanto mais ideias para o hospital, melhor será o atendimento. O café de Olivia ficou pronto e ela pegou o copo, tomando um gole. Então foi a minha vez de selecionar a bebida. Eu amava um Cappuccino. Sem dúvidas é a melhor bebida. — Que pena que o Doutor Pellegrini não pôde comparecer — ela comentou e agora ela tinha a minha atenção. — Soube que ele havia machucado o pé. Engoli em seco e tentei disfarçar o meu desconforto. Se ela ao menos tivesse ideia do que realmente aconteceu. — Machucou o pé? — Perguntei começando a entrar no papel de doutora preocupada. Se realmente fosse o pé... — Sim, o Michael me disse. — Poxa, que pena. — Uma pena mesmo — voltou a bebericar seu café. — Mas acho que amanhã ele já estará de volta. — Eu espero também. — Sorri amarelo e peguei meu copo com o cappuccino, dando um pequeno gole. Meu celular no bolso apitou e eu franzi as sobrancelhas. Será um novo capitulo de A Safada de Nova Iorque? Peguei o aparelho e não se tratava de uma atualização, e sim, de uma mensagem. Essa autora está demorando muito, desbloqueei a tela e se tratava de uma mensagem de minha mãe. — Ah, droga... — murmurei frustrada lendo o conteúdo, chamando a atenção da ruiva. — Algum problema? — Minha mãe acabou de mandar uma mensagem querendo minha presença em um jantar em família mais tarde. — E isso não seria bom? Seria se meus pais fossem normais. Quis dizer. — Mais ou menos — dei mais um gole em meu café e coloquei o celular no bolso. — Acho melhor eu voltar ao trabalho.

Durante uma parte do dia, eu mandei uma mensagem de volta para a minha mãe, dizendo que compareceria ao jantar. Na hora do almoço, encontrei Mia e me juntei a ela. — Alicia, eu estou tão confusa — ela comentou frustrada, mexendo em sua comida.


— Foi você que se meteu nessa confusão de sair com dois caras. Será que não dá para escolher apenas um? — Sugeri. — É fácil falar quando se está com o coração dividido — resmungou apoiando a mão no queixo. — Mas e você e o Doutor Pellegrini? É uma pena ele não ter vindo hoje por causa de seu pé. Engasguei com a comida na mesma hora e tomei rápido o copo de suco. — Você está bem? Continuei tossindo e respirei fundo mantendo a calma. O assunto do pé agora estava rolando por todo o hospital. Porém, nenhum deles sabia o real motivo para ele não ter vindo. — Estou ótima. Só engasguei. Claro que a Mia não acreditou, pois só de falar o nome do Alexandre meus pelos da nuca ficam arrepiados. — Engasgou pensando no bonitão — sorriu maliciosa. — Será que vai engasgar quando fizer um oral também? — ela perguntou justo no momento que eu bebia mais um pouco de suco. Voltei a tossir e as lembranças do oral e do pau mordido vieram à tona. Maldita Mia! Meu rosto ficou vermelho e agora eu chamava a atenção dos outros médicos no refeitório. — Alicia, toma mais um pouco de suco — ergueu o copo de suco na minha direção e tomei um pouco rápido demais. —Tome mais devagar, ou assim vai engasgar! — ralhou comigo e eu parei de beber, voltando a respirar. — Isso tudo por causa... — Não fale — a interrompi. Ela começou a sorrir e eu fiquei ainda mais vermelha, mas agora de raiva. — Eu fico imaginando quando você fizer oral... — ela voltou a gargalhar. Ah, se você soubesse querida Mia...

Ao anoitecer quando meu plantão terminou, peguei o meu carro e dirigi na direção a casa de meus pais. Fazia um bom tempo que não ia vê-los e aposto que quando eu chegar minha mãe puxará a minha orelha. Estacionei o carro de frente com a bela casa de dois andares. Travei o alarme e toquei a campainha, não demorou muito e a porta foi aberta por um homem de cabelos ruivos. — Minha flor! O abraço que recebi de meu pai foi carregado de saudade e felicidade. — É tão bom vê-la novamente — ele beijou o topo de minha cabeça e cedeu passagem para entrar. — É bom ver você de novo, papai. Sim, eu estava feliz em vê-lo. Nós entramos em casa e a mesa de jantar estava posta. Ouvir um barulho na cozinha e reconheci os cabelos loiros de minha mãe.


— Querida, nossa filha chegou! Meu pai falou alto e em bom som, então a mulher se virou surpresa usando um avental florido. Minha mãe adorava flores e por isso a casa inteira era revestida delas. Ela secou as mãos com um pano de prato e veio me abraçar. Assim que nos separamos, aquela felicidade foi toda embora. — Sua filha ingrata! — Me acusou pondo as mãos na cintura. — Esqueceu dos seus pais? Se eu não mandasse uma mensagem para você, talvez nunca se lembrasse dos seus dois velhos. — Bufei revirando os olhos. — E não revire os olhos para mim, ainda sou sua mãe. — Desculpe mãe. É o trabalho que está me consumindo. — Não era de um todo uma mentira. Estou atendendo mais pacientes do que o normal e os plantões têm sidos exaustivos. Ela respirou fundo e relaxou os braços, então voltou a sorrir. — Estava com tantas saudades! E essa é a minha mãe. Bipolaridade mandou lembranças. —Venha, sente-se. — Ela indicou a mesa posta e eu arrastei a cadeira, me sentando. — Fiz o seu preferido, bolo de carne. Ela destampou uma panela e o cheiro inundou minhas narinas. O bolo de carne de minha mãe para mim era o melhor, então eu já fui logo colocando em meu prato. Além do meu favorito prato preferido, havia também uma outra panela de purê de batatas e ervilhas. Sarah tinha um ótimo dom para a cozinha. — Então me conte, minha filha. Já arranjou algum namorado? Eu quero netos. Parei de comer e observei minha mãe que sorria esperando algo de mim. — Não é bem um namorado — sorri nervosa. — Estamos nos conhecendo ainda. — Conte-me sobre esse rapaz. Já tiveram alguma relação? — ela falou um pouco baixo, mas o meu pai escutou e bateu o punho na mesa. — Nada de sexo antes dos trinta anos! — James! — exclamou enfurecida. — Ela já é uma mulher, tem mesmo é que praticar. Tive que arregalar os olhos com o comentário de minha mãe. Escutei meu pai bufar e voltar a comer. — Continuando... — Prestei atenção em minha mãe. —Vocês já fizeram algo a mais? — Não, pois foi como eu disse. Estamos nos conhecendo. Obviamente minha mãe queria saber mais, então ao longo do jantar eu disse que ele era um colega de trabalho e que também era muito bonito. Sarah vibrou com a noticia e James ficou enciumado. Quando terminamos de jantar, eu me ofereci para ajudar a minha mãe e ela disse que eu poderia dormir em meu antigo quarto. Terminei de lavar a louça e subi para o meu quarto. A porta ainda tinha o mesmo tom rosa claro, mas o interior do quarto havia mudado. Só tinha uma cama, cômoda e uma tv colada na parede. Fechei a porta e retirei os sapatos, massageando os meus pés no processo. Antes de deitar, tomei um banho quente e escovei meus dentes. Fiquei impressionada quando vestir uma de minhas camisolas, elas ainda cabiam em mim perfeitamente.


Esse era o bom de ser magrinha. Estranhamente eu sentia que esse dia não havia sido agradável, talvez porque o doutor gostosão não apareceu. Suspirei cansada e fechei os olhos, deixando o sono me dominar.

Tinha visto o Alexandre pelos corredores do hospital nessa manhã, mas não tive coragem de me aproximar e falar com ele. E se ele estiver zangado? Tentei, eu juro que tentei, mas o dia inteiro eu fugia dele como o diabo foge da cruz. Oras, que cara iria querer conversar com a mulher que mordeu o seu pau? Eu se fosse homem queria distância dessa louca. E pensar que essa louca sou eu. De repente, escutei o celular apitar avisando de alguma mensagem ou notificação. Infelizmente não era mais um capítulo da minha história predileta. Essa autora está demorando muito para atualizar, desbloqueei a tela e vi que era uma mensagem da Emily. “A data do meu casamento já está marcada. Beijos.” Sério? Nem um “oi, amiga. Quanto tempo!”. Revirei os olhos e mandei a mensagem de volta parabenizando, porém, dois toques na porta me deixaram alerta. — Pode entrar. — disse simpática para quem quer que fosse. No entanto, meu coração foi parar na boca quando o próprio Alexandre passou pela porta e fechou. O sorriso de canto não saía de seu rosto. Por que ele sempre está com aquele sorriso no rosto? — Boa noite, Doutora Collins — falou com aquela voz rouca. — Boa noite, Doutor Pellegrini — respondi e engoli em seco. — O que faz aqui? Ele caminhou e se sentou em uma cadeira de frente para a minha. — Não me esqueci do nosso jantar — disse e quase bati em minha testa por ter esquecido completamente de nossa aposta. — Queria te convidar para ir comigo, já verifiquei que seu plantão terminou e ainda dá tempo de ir para casa e se arrumar. — Ah, sim. Eu já estava de saída mesmo. Se eu me sentia nervosa? Completamente. Imaginei que ele queria me ver debaixo da terra depois do que eu fiz, mas ele simplesmente está bastante relaxado e até me convidou para o jantar. Tem alguma coisa errada. — Quero te levar para o melhor restaurante da cidade. — O melhor? — inquiro desconfiada. — Sim. Prefere que e eu te busque, ou você quer o endereço? — Me passa o endereço — digo. Estava a fim de que ele me mandasse por mensagem, para


assim salvar seu número. — Ok, aqui está meu número — ele pegou um papel em minha mesa e escreveu o número com a caneta que estava em seu bolso. — Me mande uma mensagem que te passo o endereço. — Assenti com a cabeça, ainda abobalhada com sua atitude abrupta. Ele se levantou da cadeira e da mesma forma que entrou, ele saiu. Estranho, muito estranho. Pensei que ele iria brigar comigo pelo que havia acontecido, mas foi tudo diferente de como eu pensei. Tive que sorrir por conta desse momento e quase soltei um gritinho por finalmente ter o número dele. Logo o adicionei e mandei uma mensagem com um sorriso, apenas para que ele visse que eu o adicionei. Como meu plantão havia terminado, fui logo para a minha casa. Tomei um banho relaxante, escovei os dentes e fui escolher a roupa perfeita para a ocasião. Um vestido da cor azul marinho de costas nuas. Deixei-o em cima da cama e fui maquiar o meu rosto. Logo percebo que Alexandre me mandou uma mensagem com o endereço do local, um lugar que eu realmente não conhecia. E o fato dele não ter foto no aplicado de mensagens me deixou um pouco irritada. Quando terminei de me maquiar, coloquei o vestido e depois um salto. Borrifei um dos meus perfumes em torno de meu pescoço e, estava pronta para matar. Sai do meu apartamento e coloquei no meu celular o trajeto. Entrei no meu carro e prendi o celular perto do rádio para que eu visualizasse o caminho. Me distrai quando começou a tocar Criminal da Britney. Ouço diversas músicas, pois o caminho era longo, devo ter dirigido uns ciquenta minutos. Já estava com as pernas doendo, quando parei e encostei perto de um boteco. Será que eu havia errado o caminho? Mas, de repente, encontro Alexandre na esquina e tive que sair do carro. Alexandre estava vestido de um jeito tão... Despojado. Quando o encontrei ele mal olhou para mim, percebi que estava querendo rir. — Vamos? — perguntou já me dando as costas. Estranhei aquele lugar, visto que ele tinha dito que seria um lugar chique. Fiquei em silencio e o acompanhei, as pessoas ao redor da entrada ficaram me olhavam estranho. É de se esperar que olhassem quando você está vestida para uma festa de gala. — Alex... — indaguei confusa e nervosa. — Relaxa, estamos aqui para jantar, lembra? — arqueou a sobrancelha em diversão. — Mas você disse que era o melhor restaurante da cidade — reclamei parando na entrada do boteco. Ao fundo, eu escutava uma música country e percebi pessoas dançando ao redor. Aquele não era um bom lugar para eu entrar vestida com roupa de festa. — E é o melhor restaurante da cidade — apontou para o local. — Veja, tem até o cheiro de lugar chique. Ele estava louco se achava o cheiro maravilhoso. Aquele local fedia como um esgoto e eu só queria ir embora.


— Olha, quer saber, eu vou embora — girei os calcanhares, mas tive meu pulso agarrado por ele. — Calma, Doutora Collins. Você nem entrou e já quer ir embora? — Ele enlaçou a minha cintura e me puxou para dentro daquele lugar. — Isso é pela mordida no meu pau — a última frase ele sussurrou ao pé de meu ouvido. Travei no meio do caminho e o olhei com raiva. — Então isso é vingança? — O acusei com a voz baixa e ameaçadora. — Entenda como quiser, mas você está chamando a atenção de muitas pessoas com essa roupa — avaliou meu corpo de cima a baixo e sorriu. Pelo canto do olho, pude notar algumas pessoas cochichando, me encarando como se eu tivesse algum problema ou fosse aquelas riquinhas mimadas. Alexandre voltou a me conduzir pelo boteco e percebi que tinha música ao vivo. Nos sentamos em uma mesa e eu cruzei os braços, fazendo um biquinho de raiva. — Não acredito que você vai ficar zangada por eu ter lhe trazido para jantar — ele sorriu ao passo que pedia uma bebida. — Você me enganou! — Considere empate pelo que fez com meu pau. — Eu já pedi desculpas — sibilei entredentes. — Mas não foi você que sentiu a dor. — Sibilou de volta e eu fiquei quieta. Não tinha o que dizer sobre isso. Minha prova oral foi a pior de todas. A bebida dele chegou e uma garçonete sorridente colocou a bebida em seu copo. Aposto que deve estar com a calcinha molhada só de olhar para ele. Safada! Ele foi tomando sua bebida devagar e eu o acompanhei, observando as pessoas dançarem na pista improvisada acompanhando a música. — Sabe que eu ainda não acredito que você seja virgem? — Alexandre falou um pouco mais alto por causa da música. — Está a fim de conferir, doutor? — sussurrei a última parte tentando ser sensual. Ele sorriu malicioso e se aproximou perigosamente do meu rosto. — Não estou a fim de ter meu pau arrancado dessa vez. — Touché. Sua língua está afiada hoje, Alexandre. Quero muito descobrir que tipos de movimentos ela faz. — Digo, e ele arregalou os olhos com a minha cara de pau. Se ele estava querendo jogar, eu jogaria dez vezes melhor. Porque, afinal, Santa, não sou.


Uma Fantasia para uma Virgem!

Lançando um breve olhar para mim, Alexandre apenas se manteve calado. Quase que me arrependo da frase dita, mas, não havia como voltar atrás. Estava feito, e eu fui a mais sincera possível. Era agora, ou nunca. Estava na hora de dar um golpe final nesse jogo de gato e rato. — Você é bem... Danada — ele diz, por fim. — Estou apenas te provocando, assim como você me provoca — replico. — Devo admitir que me surpreendeu. Mas, eu gosto. — Ele pausa por um instante, como se tivesse moldando as próximas palavras. — Embora, você não seja alguém que um dia pensei me relacionar. — O que? Nunca pensou em se relacionar comigo, por quê? — questiono já ofendida. — Ah, você é bem, vou dizer, safada. — Ele me olha esperando minha reação, mas como não digo nada, ele continua. — Não quero me gabar, mas já conheci muitas garotas safadas. E eu nunca me interessei por elas. — Então você realmente gosta das Santas? — Não. Não é bem assim. Do modo que fala, parece que sou machista. Somente estou dizendo que nunca me interessei por garotas safadas. Até então... De repente o garçom chega com a cerveja e nos serve em dois copos bem vagabundos. — Hum, então você tem interesse? — Digo. Meu maxilar já tenso de irritação. — De certa forma, tenho. Eu tenho. — Ele admitiu. Se fosse em outro momento eu teria pulado nele de excitação. Mas, agora não. Saber que ele nunca pensou em se relacionar comigo feriu o meu ego. — Olha, que interessante saber disso, mas veja bem, — me levanto e dou um sorriso — quem não está interessada agora, sou eu — digo e pego minha bolsa, já dando meia volta para a saída. — Espera, Alicia. Não interprete mal as coisas. — diz. Já perto da saída me viro para olhálo. — Interpretar mal? Você acabou de dizer que nunca pensou em se relacionar com alguém como eu. — Não é assim. Desculpa. Eu escolhi mal as palavras. — Ele pega em minha mão, mas a puxo de volta — Foi uma surpresa te conhecer, foi uma surpresa boa. Quase tremendo decido que era melhor dar um gelo nele. Era hora de Alexandre Pellegrini correr atrás de mim. — Boa noite Doutor — digo por fim, e o deixo lá, com as mãos na cintura e com uma expressão bem tensa. Entro no meu carro e saio rapidamente. Fico em silêncio durante o caminho, não ligo o rádio, pois até mesmo minha respiração estava me irritando. Demoro a chegar em casa, pois pego um tremendo trânsito. E quando chego, saindo do meu


carro encontro Ethan na garagem. Fazia um bom tempo que eu não o via. — Gostosa, que surpresa encontrá-la — ele chega muito próximo a mim. — Estou muito ocupada ultimamente — respondo. O elevador para e nós dois entramos. — Ah delicia. Arruma um tempinho para mim, vai? — Você quer um tempinho? — Sim, uma chance — ele vira para me encarar. Para falar a verdade, eu até me senti um pouco interessada, não por ele, mas, pelo que ele poderia proporcionar. Estava irritada, com raiva de Alexandre, e queria me distrair. — Ok. Então faça. — O que? — Você não quer uma chance? Mostra-me o que sabe fazer! — O encaro de volta. — Porra. Aqui? —Anda logo — resmungo. Mas ele era mesmo idiota. — Vamos para o meu apartamento. Abrimos um vinho — ele me abraça. E, merda, o abraço dele era uma droga. Não me causava sequer uma faísca. Só aversão. — Ai, sai Ethan! Você está suado! — Eu acabei de vir da academia, minha delicia. De repente o elevador se abre no meu andar. — Sua é o caralho. — Digo saindo do elevador e ele me segue. — Me desculpe, gostosa. Vamos para meu apartamento? — ele me olha com seus olhos pidões. — Não sei que merda me deu na cabeça. Mas, passou. — Abro a porta do meu apartamento e quase que ele entra, no entanto, eu barro — Você não é homem para mim Ethan. Entenda de uma vez. — Digo por fim e fecho a porta na cara dele. Jogo minha bolsa no sofá e tiro meus sapatos em seguida. Caio direto na poltrona. Morta de raiva e não sabia qual era o outro sentimento, mas a certeza era que eu estava puta da vida com Alexandre. Fico olhando para o meu celular, e de repente uma notificação apareceu. Aiden havia acabado de me adicionar em um grupo.

“Halloween do Medical &Surgical”

“Todos estão convidados para o primeiro Halloween promovido por mim, para vocês, queridos companheiros de trabalho. Acho que estamos muito tensos com o dia a dia e uma noite de diversão será ótimo para nos distrairmos. Será Domingo à noite, pois não podemos atrapalhar os plantões. Espero a presença de vocês.” Obs: O Daniel disponibilizou a casa dele para nossa festa. Obrigado Daniel!


Puta merda. Uma festa de Halloween. Seria uma boa se não fosse promovida pelo nosso chefe. Engraçado era o Daniel compactuar com isso. Tão sério. Duvidava muito que ele fez isso de boa vontade. Era óbvio que Aiden não iria levar todos para bagunçar na casa dele. De bobo ele não tinha nada. E agora, qual será a fantasia que devo escolher?

No dia seguinte, levantei mais cedo que o normal, pois, estava muito tensa ainda, por conta da noite anterior. Depois de tudo que aconteceu comigo e com Alexandre, minha cabeça estava à milhão. Tanto que, não tive sequer um sonho erótico. Apronto-me e vou para o hospital. Era cedo, então consigo ficar um tempo na sala de descanso. Faço um expresso para mim, enquanto checo minhas mensagens. Dou uma olhada no aplicativo em que eu lia “A Safada de Nova York”, mas, não havia nenhuma notificação. Sofri. Não aguentava mais esperar a atualização. De repente vejo Mia entrando na sala, animadíssima. — Bom dia, Alicia! Já sabe qual fantasia irá usar no Halloween? — Mia se senta no sofá. — Bom dia Mia. Que animação! — pego minha xicara de café e sento-me no sofá ao lado dela. — Ainda não sei o que vou usar. — Pois se decida logo, irei comprar a minha no horário do almoço. Quer vir comigo? — Pode ser. Aliás, você já sabe o que vai vestir? — Vou de policial. Afinal, se eu não fosse médica, iria ser uma policial daquelas barraspesadas. — Ela brinca e finge que está apontando uma arma com as mãos. — Nossa, até que combina com você. — Mia era uma mulher durona. — Obrigada. Mas enfim, precisamos arrumar uma fantasia legal para você. O que acha que combina? — Se eu fosse escolher uma que combine comigo, iria nua. Mia arregala os olhos. — Que isso Alicia! Tomo um gole do meu café e digo: — Apenas verdades. — Que safada você. — Sou. E você também é, está namorando dois caras ao mesmo tempo. Eu só quero ver você se livrando deles nesta festa. Mia suspira. — Merda. Vou ter que resolver isso o quanto antes. — Ela coloca a mão no queixo e depois me olha. — Mas, enquanto não decido quem eu quero, eu fujo. — Foge? Pois eu quero ver você fugir deles nesta festa — Aguarde, e verá — Disse por


fim. De repente vejo Alexandre entrando e Mia me olha. A garota, esperta como eu era, correu e nos deixou sozinhos. — Bom dia, Doutora Collins. — Ele diz logo se sentando ao meu lado. — Bom dia, Doutor Pellegrini. — Decido me levantar, pois ficar ali o encarando, com o cabelo ainda molhado. Só me fazia derreter. Coração acelerado, minha boca estava ficando até mesmo seca, louca para dar uns beijos nele. — Ainda está brava? — Ele segura minha mão antes que eu me levante. — Sim. — Digo e não o encaro. — Não deveria. Apenas te dei o troco. — Não quero saber. — Levanto-me, mas ele continua segurando minha mão. Eu puxo, entretanto, ele me puxa de volta, e então eu acabo voltando para o sofá, sentindo sua respiração próxima a minha boca. — Alicia, foi justo. Você mordeu o meu pau. — É, eu mordi. E já está na hora de superar seu chorão. Aposto que ele está muito bem! — Você acha? Quer ver para crer? — Ele questiona. Seus olhos negros bem penetrados em mim. Porra. Quero ver sim. Mas, tenho dignidade. E, eu ganharia esse jogo. — Não. Não estou interessada. — Desvencilho-me dele e levanto. E então, perante a minha ousadia, ele também se levanta e me encarando diz: — É mesmo? Não está interessada? — Não... Não estou. — Falo. E ele se aproxima mais, seu nariz quase que colado ao meu. — Ainda não está interessada? — indaga. Sua mão agora foi parar em minha cintura. — Eu... — perdi completamente a fala. Não é que eu não conseguia resistir ao charme dele. Todavia, ultimamente, era só ele se aproximar para que minhas pernas tremessem e meu estômago se revirasse. De repente saímos do transe quando a porta se abre. — Tem um cisco no seu olho, deixa que eu tire — Alexandre disfarçou. Era Michael que havia entrado. — Caramba, pensei que vocês estavam prestes a se beijar — Michael diz e Alexandre começa a tossir. — Não fala besteiras — ele braveja. Michael dá uma risadinha e eu decido que era hora de dar o fora. Quando passo por Michael vejo que ele da uma piscadela para mim. O sem vergonha sabia que eu era afim do Alexandre. Pelo fato de eu ter perguntando para ele, meses atrás, qual tipo de mulher era o ideal de Alexandre. E agora estou me arrependendo amargamente por ter feito essa pergunta. Saio batendo a porta e vou direto para o meu consultório. Seria um longo dia e eu precisava ocupar a minha cabeça com o que era importante para mim: Meus pacientes.


Era domingo cedo eu estava ainda indecisa com minha fantasia. Havia comprado uma de mulher gato, mas achei vulgar demais. Acabei recebendo a visita inesperada de Taylor no meu apartamento, ela também iria à festa, afinal, Daniel era seu primo. — Minha boqueteira favorita — ela me abraça quando abro a porta para ela. — Já te falei para não me chamar assim — digo dando espaço para que ela entre. — Está bem, está bem. Vamos, lá, preparada para hoje à noite? — ela se jogou no meu sofá. —Mais ou menos, comprei uma droga de fantasia, porque a Mia me influenciou. E agora, não a quero vestir mais — sento-me na poltrona frustrada. — Bom, novamente, estou aqui para te salvar. — Como? — É simples. Eu tenho uma roupa que combina demais com você! — Taylor exclamou já se levantando. — Vou ao meu apartamento e volto já. Ela sai correndo e quando volta, nem toca a campainha, já vai abrindo a porta, porque eu não a tranquei. — Olha só — Taylor começa a tirar a roupa do saco plástico. — Puta merda! — Exclamo quando vejo uma fantasia de freira. Mas, não era nada comportada. O vestido era marrom escuro quase preto. Era curto, bem curto, muito mais curto do que uma freira usa, é claro. Taylor me mostrou a túnica que era para pôr na cabeça e a faixa branca. Também havia babados perto do busto, mas um belo recorte mostrava que evidenciaria meus seios. E para finalizar, Taylor me mostrou uma meia branca três quartos que vinha com uma cinta liga rendada da mesma cor. — Gostou? — Nossa. Eu gostei, mas de onde tirou essa fantasia? —Então, para falar a verdade, meu pai me colocou em um convento quando eu tinha quinze anos. Mas, eu fugi. E, fiquei com a roupa, mandei a costureira customizar do meu gosto, e agora ela serve perfeitamente como uma fantasia — Taylor fala com naturalidade, e eu fico chocada com o fato dela ter quase sido freira. A menina não tinha vocação para isso. Disso eu tinha certeza. — Uau! Então, você não vai usá-la hoje? — Não, tenho outra coisa em mente. Por favor, use. — Obrigada! — a abraço e depois corro para o quarto para experimentar. Assim que vesti, gostei. Ficou um pouco apertada na bunda, porque a minha bunda era maior que a da Taylor, porém, ficou bom. Pois evidenciou essa curva. Já no busto, ficou um pouco largo. Mas, a habilidade da Taylor com costura era notável, pois a danada fez o ajuste muito rápido. — Foi uma das coisas que aprendi no pouco tempo que fiquei no convento. Tenho muitas habilidades — ela se gaba quando termina o trabalho. — Você arrasa mesmo — a elogio. — Mas, me conta... — me jogo em minha cama. —


Qual será sua fantasia? — Anjo. — Sério? Anjo? — Dou gargalhadas. — Falo sério. Nada mais característico para mim. Igual a você que irá de freira. — Justo. Agora só fico imaginando como Alexandre irá vestido. — Deveria ir pelado, melhor fantasia — Taylor diz e eu jogo o travesseiro nela. — Jamais, o pau dele é só meu. — Sai para lá — ela joga o travesseiro de volta em mim — ele é gostoso, mas eu prefiro o Michael. — Então, essa é sua chance — digo e penso que também é uma boa chance para mim, contudo, eu iria esperar a atitude de Alexandre. Passei a tarde descansando e conversando com Taylor. Depois, quando era hora de se arrumar, ela voltou para o seu apartamento. Para logo mais tarde me encontrar, pois iriamos juntas em meu carro. Fui para o banheiro e tomei um longo banho. Depois, de toalha, sequei meus cabelos e deixei-os preso, para ser mais fácil de prendê-los na túnica. Fiz uma maquiagem leve, uma base matte para minha pele oleosa, batom rosa claro, sombra marrom nos olhos e delineador. Depois, vesti o vestido, a túnica com a faixa na cabeça, e por fim, a meia três quartos, com um salto alto de tamanho quinze. — Gostosa demais — disse para mim mesma no espelho. Pronta, apenas saio do meu apartamento e vejo Taylor saindo do dela, na hora certa. Ela trajava um vestido branco, estilo Lolita. Meia três quartos e um sapatinho branco. A asa em suas costas era media e seus cabelos negros estavam solto com babyliss. — Arrasou — falamos juntas e rimos. Entramos no elevador e por sorte, não encontramos com nenhum enxerido. Saímos do elevador e entramos na garagem. Avistei o meu carro e deixei que Taylor dirigisse, pois eu não sabia o caminho para a casa do seu primo e queria ver as mensagens do meu celular. Vi uma mensagem de Emily, me chamando para o ensaio do seu casamento. Depois, no grupo da festa, Mia estava agitando, pois já havia chegado. — É claro que a safada chegaria mais cedo. Separei o dinheiro, pois, teria que acertar com Daniel a entrada da festa. Mesmo que Aiden tenha promovido, ele não colaborou muito financeiramente. E acabamos rachando para pagar as bebidas e comidas. Assim que chegamos à festa, demoramos um tempo até conseguir estacionar, pois estava lotado. Quando vi a casa de Daniel, percebi do porquê de Aiden ter o escolhido como anfitrião. Era uma bela mansão. Quando descemos, Taylor tratou de dizer: — Os pais do Daniel foram generosos em deixar a casa para ele. — A casa é dos pais dele? — Sim, decidiram morar no interior e deixaram a casa toda para o Daniel. — Uau! Sorte a dele! — falo e paramos na porta. Toquei a campainha e fomos atendidas por Aiden.


— Que prazer recebê-las. — Ele diz. Estava fantasiado de O Fantasma da ópera. O Aiden adorava máscaras. — A casa não é minha, mas, fiquem à vontade — ele nos dá espaço para entrar. Gargalhei muito quando Aiden coloca uma rosa na boca. Meu Deus, que cena. De longe vejo Anthony tenebroso de vampiro. Nem chego perto, pois, não simpatizava muito com ele. A decoração da festa estava impecável. Um lustre iluminava a sala principal, mas a iluminação era predominada de uma cor vermelha. Havia teias de aranha sintéticas para todos os lados, e alguns bichos de borracha pela parede. Também percebi quadros de fantasma e esqueletos no canto. No centro havia uma mesa cheia de comidas enfeitadas com o tema. Além de ter uma caixa no centro para depositarmos o dinheiro para contribuir com a festa. Assim que colocamos o dinheiro na caixa. Vou logo procurando a mesa das bebidas. E, feliz, dou de cara com Michael fazendo cocktail’s no canto. Havia um balcão especial para as bebidas. Quase morri de rir quando vi que a fantasia de Michael era de bombeiro. — Então ele veio com a fantasia ideal para apagar meu fogo — Taylor diz enquanto nos aproximávamos. — Senhoritas — ele é cordial — Aceitam uma bebida? — Claro. Não economiza no álcool — falo. — Uma freira que gosta de beber. Deus castiga — Michael brincou. — Eu também quero, por favor — Taylor diz. Agora, agindo de forma muito meiga. Há poucos segundos atrás ela estava agindo como uma safada. E está mesmo parecia ter corado. Meus Deus, será que ela realmente gostava dele? Assim que Michael entregasse minha bebida, eu os deixaria sozinhos. — O que é esse negócio vermelho? — Questiono quando recebo meu copo. — BloodMary, aproveite que eu coloquei bastante vodca — Michael diz e eu vibro. — Obrigada! Agora eu preciso ir cumprimentar os outros — Olho para Taylor na hora e ela já saca que teria sua oportunidade de conhecer melhor o Michael e ver se recebia uma boa mangueirada para apagar o seu fogo. Dou uma andada na festa, avisto Daniel conversando com Mia. Ela de policial, como já havia me informado, e para combinar, ele estava vestido de bandido. Os cumprimentei rápido, pois Mia estava surtada com minha fantasia. E, eu não quis estar perto da confusão quando vejo Joshua se aproximar, também vestido de bandido. Saio de fininho e vejo Brianna e John, vestidos de casal grego. Passo um tempo conversando com eles e depois cumprimento Olivia e Lucas. Ele de pirata e ela de Cleópatra. Era estranho, mas parecia que todos no hospital estavam namorando. De certa forma, todos que entraram no Califórnia Medical & Surgical Clinic encontraram um Par. O hospital era melhor do que um aplicativo de paquera. Deixo meu copo, já vazio de lado e dou mais uma volta. No canto vejo Christopher vestido de palhaço, e disfarçando eu vou para o outro lado. No meio da multidão, vejo Alexandre. E a fantasia dele me faz suar. Puta merda. Ele se aproxima devagar até parar na minha frente.


— Não acredito nisso, você está vestido de médico? — Sim. — Seu sem graça — dou um soquinho de leve nele. — Não vale! Você já é médico. — Sou pediatra, minha fantasia é de cirurgião — ele indica com o dedo a gravura em seu jaleco que está escrito: “Cirurgião neurológico Alexandre Pellegrini”.

Segurei um sorriso. Ele se fantasiou da profissão que eu estava aos poucos me introduzindo. Eu ia ser uma cirurgiã neurológica. — Até que não é uma má fantasia — digo. Afinal, ele ficava uma delicia naquele jaleco. E a raiva que eu tive dele, parecia ter passado, assim que o vi sorrindo para mim. — Então, você é uma freira hoje? — Tecnicamente... — falo perto dele, pois a música alta estava atrapalhando a nossa conversa. Alexandre se aproxima rápido e enlaça minha cintura. — Já que estamos no meio da pista, vamos dançar — ele diz. A música era rápida, mas, Alexandre não dançou conforme a música, ele apenas colou meu corpo ao dele. E me olhou. — Já me perdoou? — ele questiona, em seus olhos vejo tanta coisa. Desejo, desconfiança, perspicácia, e algo lá no fundo, algo que eu não conseguia identificar o que era. — Depende, você me perdoou por aquilo? — Questiono sobre a maldita mordida. — Talvez. — Responde, se movendo lentamente para tentarmos seguir o ritmo da música. Meu ego ainda estava dolorido, mas olhando de relance para sua calça e vendo uma saliência, meu pensamento rapidamente se alterou. — Talvez eu também tenha te perdoado. — Replico. Ele sorri, sorri de uma forma tão bonita que eu sinto meus lábios tremer. Meu coração só acelera e eu não consigo parar de olhá-lo. — Você é diferente. — Colocando a mão no meu rosto para poder raspar o polegar no meu lábio inferior, Alexandre acrescentou: — E eu a quero tanto. Eu nunca pensei muito em sentimentos, estive tão atolada com os estudos. E depois, eu pensei tanto em sexo que sentimento foi deixado de lado nesta equação. Meu coração se contraiu no peito batendo loucamente, senti sua respiração próxima a minha e seus lábios roçaram ali nos meus. E eu retribuo sentindo a batida de seu coração. E seu calor. Alexandre enlaçou minha cintura e eu só ouço aplausos. Todos os nossos colegas presenciaram nosso beijo. Meu coração parou de martelar e minhas mãos pararam de tremer. Porque de repente eu percebi que estava apaixonada.


Uma Virgem Apaixonada!

Depois da festa de Halloween, não conseguia parar de pensar naquele beijo que o Alexandre fez o favor de mostrar para todos. Desde então, meus sentimentos estão confusos e minha cabeça estava uma bagunça. Não que ela já fosse bagunçada por causa da minha mente pervertida, porém agora piorou de vez e eu só conseguia pensar no Doutor Pellegrini, sendo que preciso manter distância. Passou-se um longo mês e, durante esse tempo, eu fui chamada para um congresso de neurologia. Foi uma experiência única na minha vida e para o meu futuro, é claro. E, por causa disso, acabei não vendo o Alex, pois estava fora da cidade. Achei que foi a melhor coisa para


acalmar os meus ânimos. Mas, como que para manter a relação ainda mais próxima, ele mandava algumas mensagens para mim e eu as respondia de bom grado sempre com um sorriso satisfeito no rosto. Porém, eu duvidava que fosse assim quando voltasse do congresso. Falar pessoalmente é mais difícil quando se conversa entre mensagens. Quando retornei do congresso, soube que havia sido substituída por um homem que também atua na área de neurologia, mas que foi embora depois que retornei. Mia foi a primeira a vir falar comigo, sempre contando as novidades e de seus dois casos. Só queria saber até onde ela ia levar essa história, pois uma hora ela tinha que escolher. Mas, me mantenho neutra nessa situação. Entrei na sala de descanso dos médicos e já encontrei a Mia colocando seu jaleco para começar mais um dia de trabalho. — É ótimo ter você de volta. — Ela diz e em seguida me deu um abraço. — Agora posso conversar sobre o Daniel e o Joshua, porque eu não confio muito nesse pessoal daqui. — Ela sussurrou a última parte como se fosse um segredo. — Então nossa amizade é só na base do interesse? — coloquei a mão no peito, atuando no fingimento. — Mas é claro que não! Eu só não posso contar para todos sobre o meu caso com o Daniel e o Joshua. Já basta o chefe estar desconfiando. — O Aiden? — Ele anda meio desconfiado desde o Halloween e não duvido nada ele dar um toque para todos aqui. É de se esperar que ele saiba de algo e esteja furioso, ainda mais quando o Alexandre tratou de me beijar no meio de todos ali presentes. Entretanto, não existia nenhuma advertência alertando que os médicos não poderiam se relacionar com outros, então relaxei os músculos. — Vai ver ele está com ciúme porque é o único que não tem ninguém. A ruiva prendeu um riso colocando a mão na boca. — Você não presta Alicia! — ela me estapeou de leve no braço ao passo de que eu também colocava meu jaleco. — Como a vida não foi feita para ficar parada, eu também tenho que trabalhar. Te encontro no almoço. A ruiva se despediu de mim e eu saio da sala de descanso, indo para o meu consultório. Porém, paro no meio do caminho, pois encontrei Alexandre conversando com Michael amigavelmente. Parei minha caminhada e me escondi na parede, sentindo o coração ficar acelerado. Agora não, coração. E se ele tivesse me visto? O que eu faço? Pensa, Alicia! —Aí eu disse para ela ir com mais calma, mas aquela morena é fogo, você não está entendendo, cara. — Escutei a voz de Michael mais próximo e franzi as sobrancelhas sobre qual morena ele falava.


—Hum. Eu tinha que dar um jeito de passar, então eu respirei fundo e saí de meu esconderijo, passando por eles calmamente. — Alicia! — A voz estridente de Michael fez com que minha estratégia e passar despercebidamente fosse por água a baixo. Um pouco nervosa, dou um sorriso amarelo. — Oi, Michael. Estou com pressa... Atrasada — digo. — Você voltou quando? — De repente a voz rouca de Alexandre me interrompe. — Ontem à noite. Tenho que ir agora. — Puxei meu braço novamente sem olhar diretamente em seus olhos, mas ele era insistente. — Está fugindo do Alexandre? — Michael questiona e percebo o olhar furioso de Alexandre para ele. — O que? Não! Só estou muito atrasada. — Se eu fosse você também fugiria — Michael piorou a situação. Mas, ligeira, decidi correr. — Vejo vocês depois. — Digo e enfim estava livre para andar, ou seria correr? Meu coração em nenhum momento parou de bater mais forte e minha respiração estava pesada. Eu nunca havia me sentido assim antes, por que só agora? Quando cheguei ao meu consultório, soltei todo o ar, só dando conta de que estava prendendo desde que eu passei pelo Alexandre. —Respira Alicia, é só o Alex. Ele não é nenhum desconhecido para você. — Dizia para mim mesma acalmando meu corpo. Contudo, ali naquele momento, pareceu que ele era desconhecido para mim e que eu havia me apaixonado pela sua presença naqueles típicos romances clichês em que a mocinha se esbarra com um bonitão e os dois sentem uma forte atração um pelo outro. — Será que estou mesmo apaixonada pelo Alexandre?

À hora do almoço era o melhor momento do dia, pois eu poderia mexer no celular e acompanhar minha história predileta. Contudo, neste momento, a história está um bom tempo sem atualizar e a autora sumiu como fumaça. Suspirei guardando o celular. Queria poder me distrair, porém não vai dar. Ainda mais com o Alexandre vindo em direção a mesa que estava a Mia e eu. Puta merda! O coração voltou a acelerar! — Alicia, eu preciso falar com você. —Foi direto sem tirar a expressão séria do rosto. — Agora? Não pode deixar para depois do almoço? Seu rosto estava sério e ficou mais ainda depois daquela resposta, mas logo suavizou a carranca.


—Tem razão. — Deu-se por vencido. — Mas não pense que esqueci. Mia, ao meu lado deu um longo suspiro assim que ele manteve certa distância. — E eu pensando que o meu caso com o Daniel e o Joshua era pior. Alicia, você tem um homão da porra em cima de você e ainda fica fugindo? — É impressionante você dizer isso quando também faz a mesma coisa com seus dois casos. — Aquiesci. —Até quando vai ficar nesse chove não molha?

— É complicado quando você está confusa. — Retrucou. Suspirei em concordância, porque eu também estava confusa. Alexandre tem virado minha cabeça de um jeito inexplicável. O que antes era apenas para ser o homem que tirasse meu título de virgem, agora se tornou o homem que posso ter alguma relação futura. É isso que acontece quando as pessoas ficam apaixonadas? — Pois então somos duas.

Os médicos foram avisados de uma reunião de última hora por ordem do Aiden. Saí de meu consultório e no caminho encontrei Brianna que também ia junto para a reunião. —Você não acha estranho essa reunião de última hora? — Ela perguntou puxando assunto. —Acho suspeito. Não é do feitio o Aiden chamar a atenção de todos. Dobramos um corredor extenso que dava direto para a sala de reuniões. Caminhamos tranquilamente abrindo a porta, encontrando um aglomerado de médicos sentados um em cada lado. E, dentre eles, encontrava-se Alex que não disfarçou o olhar desde o momento que entrei. A cadeira ao lado de Mia estava preenchida pelo Lucas, então tive que me deslocar para a cadeira ao lado de Brianna que veio me acompanhando. Cumprimentei o John e escutamos um pigarro. Era o Aiden. — Que bom que estão todos aqui. — Começou sendo cordial. —Acredito que estão curiosos sobre o porquê de eu tê-los chamado de última hora. — A maioria concordou com um aceno. —Então, eu venho percebendo algumas mudanças de uns meses para cá, o que não é proibido, mas também não pode se deixar levar muito. — Diga logo o que aconteceu, chefe. —Michael sempre apressado. O grisalho suspirou e tornou a falar: —Estou percebendo a junção de muitos casais nesse hospital. Mas, repito, não é proibido, só quero lhes alertar para que isso não passe dos limites e vire... Como dizem... — colocou a mão no queixo, pensando na escolha da palavra correta. — Putaria. A cena seguinte foi de risos por parte de quase todos os funcionários. Eu por outro lado, tentei acompanhar, porém meu riso saiu meio forçado.


— Acho que não tem nenhum problema em querermos formar uma família — disse humorado cruzando os braços, mas em seguida levou uma cotovelada da ruiva ao seu lado. —Não os proíbo de quererem formar uma família, só não tolero esse tipo de atitude dentro do hospital. Todos ficaram calados com a palavra final do chefe. —Vocês podem se relacionar, contanto que seja fora deste estabelecimento — concluiu sendo mais sério. Inconscientemente, observei a Mia que estava com a postura rígida na cadeira. Será mesmo que o Aiden tem noção dos dois casos da ruiva e por isso criou essa reunião para alertá-la? Desviei o olhar e peguei o Alexandre me vendo, mas foi por um breve instante. Porra! Por que ele está me secando desse jeito? — Espero que todos estejam entendidos e que esse tipo de comportamento não dê continuidade. Isso vale para todos, até para o nosso casal de enfermeiros John e Brianna. Como sabem, eles são casados, mas também recebem a mesma ordem de não se relacionarem de forma indecente no hospital. Concordamos em uníssono e o chefe deu a reunião por encerrada. Levantamo-nos de nossos assentos saímos calmamente da sala, porém, antes que eu retornasse para o meu trabalho, tive meu braço puxado gentilmente pelo Doutor Pellegrini. — Agora você vai me ouvir. Não tinha como fugir e nem me esconder, então o jeito foi encarar Alexandre que até suspirou em alivio por eu não ter dado alguma desculpa. — O que quer conversar comigo? — Jante comigo essa noite. — Ele foi direto. O coração voltou a bater rápido e não tive outra opção a não ser aceitar. Ele estava sendo bem mais legal desde a última vez em que eu fiquei irritada com aquele seu comentário sobre não gostar de mulheres safadas. —Tudo bem. Só me diz o horário e o local. —Meu apartamento às 21h00min sem atraso. Vou lhe enviar o endereço por mensagem.

—Certo. Estarei lá.

Não é como se eu estivesse desesperada, mas eu não sabia o que fazer diante do convite repentino de Alexandre. O que ele pretendia com esse jantar? Será que não vou mais ser virgem depois dessa noite? Merda! E se for isso? Eu preciso estar preparada. Meu expediente já tinha terminado há uns


dez minutos, mas me recusei a sair da sala de descanso dos médicos, só pensando sobre o jantar. Eu precisava de ajuda e seria com a loira que eu mais tenho afinidade. Disquei os números conhecidos por mim e esperei ela atender. —Alô? — Emily, preciso que você vá comigo para um sexy shop. — O quê? — É isso mesmo que você ouviu. Estou saindo do hospital nesse instante, chego aí em vinte minutos. — Você pirou de vez? Está bêbada? — Não! Estou indo te buscar, esteja pronta. E desliguei. Obviamente que ela retornou a ligação, mas eu não atendi e dirigir em direção a sua casa, buzinando varias vezes para que ela soubesse que eu já me encontrava em sua porta. Não demorou muito e a loira saiu de sua casa abrindo a porta de passageiro do meu carro. — Espero que tenha um bom motivo para me fazer ir a um sexy shop. — Reclamou fechando a porta, então dei partida no carro. — Considere um chá de lingerie adiantado. — Meu casamento é só daqui há um mês. — Retrucou. — Por isso mesmo. Vá logo escolhendo uma lingerie para seduzir o pobre do Will. — Alicia! — Exclamou vermelha de vergonha. O caminho todo Emily voltou a falar de seu casamento e do quanto ela estava bastante feliz com o matrimonio. Por um momento eu imaginei meu casamento e se eu ficaria tão feliz quanto minha amiga. Minutos depois, paramos de frente a uma loja pequena. O letreiro dizendo Sexy Shop estava ligado. Saímos do carro e travei o alarme, parando de frente com a entrada. Uma loira de seios enormes abriu a porta de vidro e sorriu maliciosa. — Boa noite, sejam bem-vindas mocinhas. Passamos por ela e puta merda! Nunca vi tanto pau de borracha na minha vida! Caramba! Isso é insano! Tinha todos os tamanhos e eram grossos. — Algo errado, querida? — ela perguntou agora olhando para mim. —Érr... — busquei os olhos de Emily e ela estava tão impressionada quanto eu. —É a primeira vez em um Sex Shop? — Sim. — Agora entendo porque os rostos surpresos. Aqui nós temos de tudo. E meu nome é Angelina Lopez. O que vão querer? O que eu queria? De repente pareceu uma ideia sem sentido ter vindo aqui. — Ela vai ter um encontro mais tarde com um rapaz. — Emily tomou as rédeas da situação. — Um encontro? — A loira caminhou em nossa frente ficando atrás de um balcão. —Acho que tenho o que precisam. Ela se agachou e foi botando em cima do balcão vários apetrechos, dentre eles uma algema. Peguei o objeto e fiquei avaliando o mesmo, imaginando Alex me acorrentando na cama.


“Você vai ficar quietinha enquanto eu acabo com você, A-li-ci-a.” Acho que mais insano que esse lugar era a minha mente. Porra! — Esse aqui é perfeito para gerar mais prazer. É um excitante feminino para o ponto G. — Ela explicou mostrando um vidrinho. — É um gel que estimula a musculatura vaginal e ajuda na lubrificação, deixando o clitóris mais sensível. Olhei o objeto e botei de volta no balcão. —Tem também o pó afrodisíaco para bebidas. —Não pretendo drogar ninguém, moça. — Respondi ficando aflita e a loira gargalhou. — Não é uma droga. — Riu mais ainda. — É só um energético que, misturado com a bebida, promete mais intensidade na relação sexual. — Me dê um desse. — Pedi. —Também quero um. — Me surpreendi quando a Emily pediu o pó afrodisíaco. Olhei para a loira que é tão santa quanto uma freira, mas ali na minha frente ela parecia o diabinho em pessoa pedindo pó estimulante. —Acho que vou precisar disso quando me relacionar com o William. —Sussurrou. —Quem diria que logo você pediria isso — provoquei sorrindo. — Tenho também as bolinhas de óleo para banho. —O que isso faz? — Indaguei sem entender a finalidade daquilo. —São para introduzir na vagina. Elas são revestidas por uma camada gelatina que exala um aroma delicioso na penetração. Elas podem esquentar ou esfriar, mas isso fica a critério do cliente. — Explicou. — Espera, deixa-me ver se entendi. Essas bolinhas ficam na vagina? — Ela anuiu. — E se isso ficar preso lá dentro, como eu vou tirar? Ótimo, minha primeira experiência em um sexy shop está virando uma grande piada. A loira gargalhou como se estivesse assistindo a um show de comédia. —Você é muito engraçada. — Ela continuou rindo. — Qual o seu nome? Acho que não perguntei. — Alicia. — E o seu? Alicia. — virou-se para minha amiga. — Emily. — De todas as pessoas que passaram por aqui, vocês são as primeiras a desconhecer esse mundo do prazer. — É aí que você se engana, eu conheço muito bem, só nunca pisei em um sexy shop antes. —Me defendi. — Maluca, achei que você fosse virgem. — Minha amiga sussurra. — E eu sou! — Afirmei. — Diga-me o que conhece então? — Perguntou maliciosa. — Bom... Eu sei o que é um pênis. — Me senti muito idiota dizendo aquilo. Talvez seja a única coisa que eu verdadeiramente sei. —Bom então como você é virgem, sugiro que use o pó afrodisíaco apenas para apimentar mais a relação. Você e seu parceiro sentirão ainda mais prazer. E recomendo essa lingerie


preta, bem sensual para a noite. Até que o conjunto não era nada mal. A calcinha era fio dental e o sutiã tinha um detalhe bem interessante, com dois lacinhos pendurados na ponta e outro no meio Mas, era isso que eu queria mesmo? Todo aquele papo de perder a virgindade está sendo jogada de lado com meus sentimentos confusos pelo Alexandre. Eu não só gostava dele, como estava apaixonada.

Após a minha experiência em um sexy shop, saí do estabelecimento com uma sacola, igualmente como a Emily também que pediu o pó afrodisíaco. Angelina ainda nos convidou para irmos mais vezes em sua loja e eu confirmei que voltaria futuramente para comprar outros objetos. Deixei minha amiga em sua casa e passei na minha para tomar um banho rápido e vestir a sensual lingerie que havia comprado. Faltando vinte minutos para as 21hrs, saí de meu apartamento vestindo um belíssimo vestido na cor verde escuro, que quase nunca usava. Por sorte não encontrei o Ethan, mas encontrei a Taylor que vinha toda feliz da vida. — Para onde você vai tão linda e cheirosa desse jeito? — Perguntou assim que sai do elevador. — Tenho um encontro e já estou atrasada. — Não que eu estivesse tão atrasada, mas se eu ficasse iria me atrasar de verdade. — Se não tivesse atrasada, contaria sobre meu encontro com o Michael ainda pouco. Agora isso é novidade. Taylor tendo um encontro? — Espero que não esteja enganando o pobre coitado. — Mas é claro que não! — Exclamou um pouco ofendida. — O que eu quero com o Michael é sério, de verdade. Pus a mão em seu ombro e sorri. — Acho que dessa vez você encontrou o cara certo. Tenho que ir, depois conversamos. — Não faça nada que eu não faria — Ela piscou. Com um sorriso zombeteiro, passei pela morena, indo em direção ao estacionamento do prédio, destravei o alarme do carro e ocupei o banco do motorista, ligando o carro em seguida. Após uns dez minutos, cheguei no prédio de Alexandre. Deixei o carro ao lado de fora e me identifiquei na portaria, o homem liberou minha passagem e eu sentia meu corpo ficar ainda mais tenso a cada passo que eu dava. Subi sem pressa pelo elevador, chegando ao andar. Andei apenas um pouco, parando diante da porta branca. Respirei fundo umas cinco vezes, antes de tocar a campainha. Escutei ele destravar a porta e logo em seguida ela se abre, revelando o homem que tem feito minha cabeça girar em 360° graus desde que apareceu pela primeira vez naquele hospital. — Chegou bem na hora marcada. — disse dando espaço para que eu entrasse. O cheiro


másculo de perfume invadiu minhas narinas em cheio. Sua casa era bem mais arrumada que a minha, os móveis limpos e bem organizados, o cheiro do ambiente era bem agradável assim como o cheiro de comida sendo feita. No caminho até a cozinha, Alexandre me confidenciou que expulsou Michael do apartamento até o dia seguinte. Confesso que fiquei impressionada com a organização. Dois homens morando sozinhos e serem organizados não combina na mesma frase. A mesa possuía dois pratos, cada um com um guardanapo em cima. Os talheres ficavam um ao lado do outro no prato e havia duas taças de vinho vazias sobre a mesa de vidro preta. — Uau! — Exclamei encantada. — Você gostou? — Adorei! Sentei à mesa e esperei Alex se sentar. — Aceita vinho? — Ofereceu com uma garrafa na mão e eu acenei estendendo o copo. Alexandre deixou a garrafa na mesa e voltou para a cozinha, retirando algo do fogão e trazendo para a nossa mesa. — Fiz espaguete com molho de tomates fresco. Receita da minha nona. — Que delícia! — Digo. Mal posso esperar para provar todas as delicias da Itália. Comemos e em alguns momentos eu sentia os olhares de Alexandre em mim, ou seriam em meu decote? Quando terminei de comer, bebi um pouco do vinho, misturando o salgado com álcool. Ele também havia terminado de comer e limpou o canto dos lábios, pegando os pratos para lavar. Em dado momento me dei conta que esqueci o pó afrodisíaco, mas deixei de lado, pois poderia usar em outras ocasiões. —Quer ajuda com a louça? — Perguntei para não ficar chato de só vir comer e não o ajudar com a limpeza. —Não precisa, mas obrigado. Alexandre limpou as mãos com um pano de prato e pegou a garrafa de vinho, dirigindo-se para a sala. Eu o acompanhei segurando as duas taças e depois sentando ao seu lado no sofá. Ele despejou mais um pouco de vinho nas taças, deixando a garrafa na mesinha de centro. — Por que estava fugindo de mim essa manhã? — inquiriu bebendo um pouco do vinho. — Não estava fugindo. — Retruquei negando. — Então por que me ignorou o dia inteiro? — Não ignorei, tinha trabalho para fazer, por isso não poderia falar. — Dei de ombros. — Você gosta de enganar a si mesma. — O quê? — deixei a taça no colo agora olhando em seus olhos. Ele inspirou fundo, pondo a taça na mesinha ao lado da garrafa, em seguida ele tomou a minha e se aproximou perigosamente de mim que eu pude ouvir sua respiração ao pé de meu ouvido. — Você gosta de mim. — Afirmou. Desviei o olhar para o chão, novamente sentindo as batidas frenéticas do coração.


—Acho que o vinho está lhe fazendo delirar. — O empurrei de leve. —Estou sóbrio o suficiente para afirmar que gosta de mim. — Voltou a se aproximar. — Vai me negar? — sussurrou perigosamente perto de minha orelha. Não há como negar quando se tem um homem lindo de morrer quase se jogando em cima de você. — Não. Ele sorri, então tocou a ponta dos dedos em meu queixo, virando meu rosto na sua direção e logo nossos lábios estavam colados um no outro, em um beijo calmo e sem pressa. Sua mão encaixou-se entre os meus cabelos, pousei minhas duas mãos em seu peito, deixando-me levar naquele beijo. Quando nos separamos, ele não se afastou muito, porém eu vi o sorriso de canto bem desenhado em seu rosto. — Era essa resposta que queria ouvir. Sua boca tomou a minha novamente e eu não o afastei, pelo contrário, acabei parando no colo de Alexandre. Sua boca trilhou caminhos pelo meu rosto e parou em meu pescoço, dando beijos e lambidas que faziam meu corpo se arrepiar. Sua mão desceu pela lateral do meu corpo, descansando na coxa, e apertando-as com força. Sua mão atreveu a subir mais um pouco e apertar a minha bunda, friccionando sua pélvis contra a minha intimidade, fazendo-me sentir o quanto ele estava duro por baixo da calça. Será que é hoje eu deixo de ser virgem? Em um movimento rápido, Alexandre colocou-me abaixo dele naquele sofá, retirando sua camisa, expondo aquele porte atlético bem trabalhado. Até fiquei com vontade de tocá-lo, mas eu não conseguia, era como se eu estivesse travada diante dele. Alexandre abaixou a alça do vestido e contemplou a lingerie preta esticando o braço para tocar em meus seios ainda cobertos. O sutiã foi retirado sem pressa e agora ele tinha a visão total de meus seios medianos. —Você é muito linda. — Sussurrou tocando a ponta dos dedos em meus mamilos e depois apalpou sem vergonha. — Tão macia... Aquela altura eu já não tinha mais consciência do que fazia, só deixava ele me tocar. Alex voltou a beijar meu pescoço, descendo até o vale entre os seios. Ele beijou um de cada lado antes de lamber o bico intumescido. Fechei os olhos ofegando em êxtase. Sua boca contornou o mamilo, chupando e mordendo-o no processo, dando uma leve puxada. A roupa foi retirada totalmente e agora ei usava apenas a peça intima debaixo. Alexandre voltou a sugar meus seios, sempre alternando entre um e outro, então desceu dando beijos e mordidas pela minha barriga, me fazendo sentir cócegas. Quando eu percebi aonde ele queria chegar, fechei as pernas em um impulso, mas ele as abriu gentilmente. — Relaxa, você vai gostar. — disse acariciando minha coxa interna. — Não vou te morder como fez com o meu pau. —Não precisava lembrar isso agora. Ele sorriu e puxou minha perna para esticá-la, tirando os sapatos e beijando meus pés com


carinho. Ele foi subindo, passando pela minha perna e coxa, até chegar à minha calcinha, onde deixou um beijo por cima do pano. Suspirei em deleite, fechando os olhos, pronta para receber meu primeiro oral. Seus dedos acariciaram meu ponto ainda por cima do pano para em seguida retirar lentamente a calcinha, escorregando pelas minhas pernas. Agora eu estava completamente nua e a sua mercê. Seus dedos voltaram a tocar o meu intimo e um suspiro alto escapou de meus lábios. Ele fez uma pequena fricção ao redor de meu clitóris, mas parou se agachando. Abri os olhos sentindo a respiração quente dele naquele local, então ele abriu mais as minhas pernas e mergulhou a língua sem pudor na minha intimidade. Abri a boca em surpresa e mordi o canto dos lábios evitando que os gemidos escapem só que era inevitável não gemer quando a língua quente do doutor Pellegrini me chupava sem nenhuma vergonha. Minhas costas arqueavam no sofá e a respiração tornava-se descompassada, era possível escutar o barulho de sua boca em minha intimidade. Quase gritei quando a ponta de sua língua rodeou o clitóris. Levantei um pouco a cabeça e o Alexandre agora me olhava sem parar de me chupar. — Oh Deus... Deitei a cabeça novamente no sofá, revirando os olhos. Meu primeiro oral estava sendo uma maravilha. Alexandre tem uma boca maravilhosa, devo ressaltar. Senti minhas pernas fraquejarem. Alex parou de me chupar e levantou a cabeça, lambendo o canto dos lábios. O Pellegrini se esticou e voltou a me beijar, então eu pude sentir um gosto estranho em sua boca. Sua boca abandonou a minha e ele começou a retirar sua calça, junto da boxer, ficando também nu. Seu membro viril saltou para fora, grosso e com a ponta rosada. Ele se masturbava em minha frente com a cara mais safada do mundo. Sentei no sofá e fiquei de quatro, sorrindo maliciosa, ao passo de que eu ocupava o lugar de sua mão, massageando o seu pau. É mais do que justo fazer o mesmo agrado que ele fez por mim. — Espero que não morda o meu pau dessa vez. — Pode deixar. — Respondi sorrindo safada. Aproximei meus lábios de seu membro e fiz exatamente o que aprendi coma banana. Lambi toda a extensão ouvindo suspiros saírem de seus lábios. Estou fazendo certo! Ponto para mim! Rodei a língua na glande e botei na boca, começando a chupá-lo bem lentamente, pois não queria ter que mordê-lo novamente. Quando eu não usava a boca, usava a mão, masturbando o que eu não conseguia alcançar com os lábios. Alexandre pegou nos meus cabelos, fazendo um rabo de cavalo e ditando alguns leves movimentos com a cabeça. Ele estava gostando. Minha boca abandonou seu pau e usei as mãos para masturba-lo. Observei pelo canto do olho que ele tinha a cabeça apoiada no sofá e tinha os olhos fechados. Voltei a chupá-lo com mais intensidade, mas sempre tomando cuidado para não fazer besteira. Senti-o crescer em minha boca, porém não parei os movimentos de cima a baixo.


— Alicia... Que delícia — escutei ele me chamar, então olhei para seu rosto contorcido em prazer, ainda chupando seu membro. — Estou prestes a gozar, você quer engolir? Tirei seu pau da boca no mesmo instante. Pode engolir esperma? — Engolir? E agora? Goza na boca ou não?


Uma (não) Virgem Pegando Fogo!

Dúvida cruel. É claro que fiquei com receio de engolir, essa questão ficou esquecida por um momento. Fiquei apaixonada e me perdi nesse detalhe crucial. E agora? Não posso arriscar que Alexandre goze em minha boca e eu sinta nojo. É melhor não fazer besteira. Rápido, tiro o pênis da boca. Alexandre entende o recado e segura a excitação. — Está tudo bem? — Questiona e senta-se no sofá. — Para ser sincera... — Penso em falar sobre minha virgindade. — Eu quero parar. — Se sentiu desconfortável em algum momento? — Alexandre pergunta vestindo a boxer. — Não é isso — Falo colocando minha calcinha. Ainda me sentia envergonhada com a nudez. Alexandre se aproxima de mim e coloca a mão no meu queixo. — Então diz — ele me olha, seus olhos negros cheios de questionamentos. Sinto meu corpo


formigar com seu toque. — Eu sou virgem — Digo sem rodeios. Alexandre franze as sobrancelhas. — Virgem? — Sim, virgem — Friso. Sinto-me envergonhada e abaixo a cabeça. — Vem aqui — Alexandre me puxa, fazendo-me sentar no colo dele. — É sério o que me diz? — Por que não acredita? — Não que eu não acredite. É que você sempre me pareceu tão segura, independente. Pensei que fosse uma brincadeira. — Não é uma brincadeira. Eu sou virgem e estou me sentindo muito idiota agora — Pondero tentando me desvencilhar dos seus braços, mas, Alexandre me segura e sorri. — Alicia — Ele me aperta em seus braços, me dá um beijo na testa e afaga meus cabelos — Não quero que se sinta forçada a nada. Se quiser esperar, encontrar o momento certo, eu espero. Mesmo que você não fosse virgem, eu esperaria. — Me sinto mais boba ainda — Falo e o abraço sentindo cada músculo do seu corpo. Alexandre ri e acaricia minha face. Fico ali por longos minutos apenas sentindo a respiração dele contra minha nuca. — Eu acho que tenho que ir embora então... — Fica. Não é por que não vamos transar que você precisa ir embora. Reluto intimamente, porém, ao ver aqueles lindos olhos me encarando, sinto-me tentada a ficar. — Está bem — Aceito levanto-me do colo dele e coloco minha roupa, Alexandre faz o mesmo e liga a televisão. Logo após pegou as taças e o vinho. — Acho que precisamos de um café — Ele diz indo até a cozinha. Pouco depois Alexandre volta com uma xícara para mim — feita na cafeteria expressa — e volta para pegar o dele. — Quer maratonar uma série? — Ele questiona sentando-se ao meu lado. Assinto com a cabeça e facilmente somos envolvidos por Grey’s Anatomy . Descobri recentemente que ele também acompanhava a série, só que eu estava um pouco mais adiantada. Sim, era uma série sobre médicos, realmente somos clichês. Aninho-me no colo dele e só dou conta que adormeci quando acordo no dia seguinte. Eu não estava no sofá e sim em uma cama. SOCORRO. EU ESTOU NA CAMA DE ALEXANDRE PELLEGRINI. Enfim, sonho realizado. Não do jeito que imaginei, mas, realizado. Do lado que estou vejo uma escrivaninha, então me viro e vejo Alexandre lindamente, abrindo os olhos aos poucos. E quando me vê, ele sorri. — Bom dia — Ele diz. Foi o melhor “bom dia” que já recebi em toda minha vida. — Bom dia — Digo, me sentindo envergonhada. Foi a primeira vez que dormi com alguém. Dou uma olhada por baixo dos lençóis, para ter certeza de que não esqueci nada da noite anterior. Droga, como eu pude dormir com um vestido tão caro como esse?


— Adormecemos e acordei de madrugada, achei melhor te colocar na cama — Alexandre me explica. Ah Alexandre, pode-me por na cama quantas vezes quiser... — Acho que bebi muito vinho, por isso adormeci desta forma. — Quer café? — Ele questiona levantando-se. Percebo que está somente com uma boxer. Morro de vontade de puxá-lo de volta para a cama, mas, decido não fazer. Afinal, não queria instigá-lo para parar no meio do caminho. Eu passei boa parte da adolescência e da vida adulta pensando na “Perda da minha Virgindade”. No entanto, agora que estou tão próxima de perdê-la de fato, me sinto tão insegura. Tenho receio do arrependimento, tenho temor de não ser como sempre idealizei. — Alicia? — Alexandre chama quando percebe minha hesitação. — É melhor eu ir, temos plantão hoje — Respondo. — É verdade. — Aonde é o banheiro? — Pergunto. Alexandre indica a porta de frente para a cama e eu levanto-me e vou até lá. Assim que entro no banheiro tenho uma péssima visão. Eu estava ridícula, os olhos borrados de rímel, pele amassada — pelo mau jeito que dormi —, e cabelos completamente desalinhados. Lavo o rosto e faço um bochecho com enxaguante bucal, alinho os cabelos com as mãos e quando termino, saio do banheiro e encontro Alexandre a minha espera. Encabulada, digo: — Vou indo — Falo, mas, ele se aproxima de mim, enlaçando-me pela cintura. Bem próximo ele diz: — Te vejo no consultório, doutora — Ele beija meu queixo. Sorrio e saio com o coração acelerado do quarto. Vejo minha bolsa e sapatos no tapete da sala. Coloco o sapato e pego a bolsa rapidamente. Caminho até a porta com Alex atrás de mim. Que delicia que esse homem é. Eu precisava ir embora antes que meus hormônios falassem mais alto. Alexandre se antecipa e abre a porta para mim. — Então é isso... Até mais. — Falo. — Te vejo no consultório, doutora. Viro-me para sair, e de repente Alexandre dá um tapa de leve em minha bunda. Olho para ele surpresa. — Era isso que eu fazia em seus sonhos? — Alexandre piscou para mim. Chocada. Como ele pode saber disso? — Talvez — Articulo e o deixo sozinho com um sorriso bobo nos lábios. Procuro pelo celular na minha bolsa e já pego a chave do carro e seguida. Ao olhar meu celular, percebo que tenho mais de cem mensagens, todas de Emily. Assim que saio do elevador, e depois de caminhar um pouco, entro no meu carro. De tal modo, consigo ler logo as mensagens e entender o que se passou. Emily começou a mandar mensagem ás onze da noite: “ Alicia, preciso falar com você” “Hey, fala comigo”. “Eu to surtando”


“Me Liga” “Cadê você” “Que merda, eu preciso conversar.” “Urgente, urgente, urgente”. “Se fosse caso de vida ou morte eu já estaria morta”. Essas foram algumas das inúmeras mensagens que ela me mandou a noite. Sem contar as que recebi de manhã: “ME LIGA, PORRA” — Essa foi a última. Emily nunca falava palavrão, então era caso de vida ou morte mesmo. Ainda com o carro parado, ligo para ela, não demora muito para que atenda: — Onde você estava? Eu mandei mil mensagens — Emily estava ofegante. — Eu estava com o Alexandre. O que aconteceu? — Não me diga que vocês... — insinuou. — Não exatamente. Mas, me fale, estou preocupada, o que aconteceu? — Prefiro falar pessoalmente, você pode me encontrar? — Eu posso, mas, só na hora do almoço, meu plantão começa daqui a pouco. Você não quer adiantar o assunto? — Não. É melhor pessoalmente. — Ok, aonde quer marcar para nos encontrarmos? — Eu te mando a localização por mensagem, até mais — Ela diz e desliga. A voz dela estava diferente, embargada. O que será que aconteceu? Preocupada, dou a partida no carro. O arranque do motor é alto, perante minha desatenção com a embreagem e a aceleração. Saí com estilo . Chego ao meu apartamento e rápido tomo um banho, visto uma roupa simples e não há muito tempo para passar maquiagem. Mas não abro mão de lavar o cabelo e secá-lo com o secador. Pronta, saio novamente de casa. Ao chegar ao hospital, entro no vestiário e já encontro Mia de jaleco. — Atrasou um pouco hoje... — Mia já insinua. — Estava com o Alexandre — Entreguei. — Não me diga que vocês transaram? — Mia arregala os olhos. — Não chegamos lá... — Sussurro quando percebo Olivia entrando. — Hey meninas, vamos tomar um café antes do plantão? — Tem que ser rápido, começo em cinco minutos — Digo ao colocar o jaleco. — Vamos — Mia fala. Caminhamos juntas até a sala de descanso. E logo ao entrar, vejo Alexandre segurando uma xícara de café enquanto conversa com Michael. Sinto a pele do meu rosto queimar quando ele me olha. Logo percebo Mia me cutucando. A danada estava louca para me zoar. Todos se cumprimentam brevemente e eu dou uma esquivada de Alexandre até chegar à máquina de café. Todos sabiam que estávamos juntos, mas eu não iria conseguir disfarçar o quão estava apaixonada na frente das pessoas, isso me deixava encabulada. Preparo meu expresso enquanto todos estão conversando e me despeço brevemente quando está pronto. Vou até minha sala e tomo o café rápido antes de começar a atender o primeiro


paciente. A manhã transcorre normalmente e mando uma mensagem pra Mia avisando que não poderia ficar para o almoço. Emily me manda a localização de um restaurante e assim que consigo um horário, saio para almoçar. Entro no restaurante e vejo-a sentada no canto esquerdo. Não era um restaurante que eu conhecia, mas, parecia agradável. — Pronto, agora a senhorita pode me dizer o que aconteceu? — Questiono ao sentar de frente a ela. — Pedi asinhas de frango para nós — diz. — Que delicia, eu adoro — Digo já sentindo o gosto delicioso do molho picante. — Bom, eu não sei o como dizer... — começa com rodeios. — Fale logo, eu estou quase enfartando de preocupação! — Exclamo e aperto a mão dela quando estende. — Eu perdi... — ela gagueja. — Fala de uma vez. — Eu perdi a virgindade. Pronto. Falei. — Ela solta a bomba e eu fico em choque. Não consigo falar, falta ar nos meus pulmões. Emily perdeu a virgindade... Minha melhor amiga perdeu a virgindade.

ABISMADA.

PIOR, ANTES DE MIM?

EU SOU A ÚNICA VIRGEM AGORA. MEU DEUS.

Acabou minha vida. Acabou minha dignidade. — Fala alguma coisa — ela me cutuca. — Como assim você perdeu a virgindade? Emily, o seu casamento é na semana que vem, no dia quinze. Já adiantou a lua de mel? — Não que eu tenha adiantado. Foi um erro. Um erro que não tem mais volta. — Que erro o quê. Vocês vão se casar, para de graça. — É um erro sim, estou com muita raiva de mim e do William. Pelo jeito que Emily está, o sexo não foi nada bom, mas, ela devia relevar, sabemos que nenhuma primeira vez é perfeita. — Foi tão ruim assim? — Não. Não foi ruim. Foi muito bom, e é por isso que estou me odiando. — O que? Eu não estou te entendendo criatura. Você namora o William há anos. Está com


o casamento marcado, se amam, qual é o problema de transar? — Eu não quero mais falar disso — Emily diz e percebo lágrimas em seus olhos. — Oh querida, por favor, não fica assim — Peço. — Eu estou muito brava — Ela insiste em se irritar. De repente a comida chega e me preparo para acalentar meu estômago. Ela passou o tempo todo se queixando e irritada por ter perdido a virgindade. Sinceramente eu não estava acreditando na tempestade que ela estava fazendo por isso. Lacre perdido, já era, vida que segue. Não dá para lacrar novamente. Que bobagem de tabu por conta disso. — Emi, eu entendo sua irritação, e entendo que queria ter perdido na sua lua de mel. Mas, para com isso. Tome jeito. Você tem outras coisas para se preocupar, seu casamento está muito próximo — Digo por fim. Havíamos acabado de comer e estávamos perto do meu carro. — Não sei se quero casar — Ela joga outra bomba. — O que? — Não sei. — Eu vou te matar, você vai casar nem que seja arrastada. — Não. Eu não vou — Ela insiste. — Estou indo embora, a gente se fala depois — disse por fim. Não dei tanta importância à loucura dela, pois ela não seria louca de terminar o noivado faltando uma semana para o casamento. Ah, não, ela não ia. Só precisava se acalmar, logo voltaria ao normal . Nada que uma surra de piroca bem dada, não resolveria.

Mais tarde naquele dia, chamo Alexandre para jantar e retribuir a noite anterior. Marcamos de nos encontrarmos no restaurante próximo a minha casa. Como ele iria sair um pouco mais tarde, vou para minha casa e me preparo. Tomo um banho demorado, escolho um vestido floral na cor verde água e uma sandália na cor nude. Tenho tempo para passar maquiagem, mas, não exagero, apenas algo básico para ressaltar minha beleza natural. Não estava planejando que rolasse sexo hoje, ainda estava receosa. Pelo sim, pelo não, eu vesti uma lingerie bonita. Bendita cabeça maluca que tenho. Só de pensar que o momento está chegado minhas mãos começam a suar. Foram tantos anos me mantendo virgem que parece que se eu perder a virgindade algo dentro de mim vai mudar. Não sei se isso vai ser bom ou ruim. Entendo o lado da minha amiga neste ponto. Contudo, ela tem compromisso com o William há anos, é muito diferente de mim e Alexandre. Nós estamos juntos, mas não há nada consistente. E merda, eu realmente queria que tivéssemos um compromisso sério. Ao sair de casa, tenho a má sorte de encontrar Ethan. — Está namorando, Alicia? — Ele questiona ao me ver. Pela primeira vez, meu olhar não


vai direto para o pau dele. Penso em dizer que não, afinal, Alexandre ainda não me pediu em namoro, mas, era melhor mentir para tirar ele do meu pé de vez. — Sim, estou namorando. É melhor você me esquecer — Articulo. — Nossa, isso doeu meu coração. Não me magoe desta forma. — Me poupe vai. — Digo. Ethan ri cinicamente. — Se terminar, me liga — diz ao sair do elevador, e por fim, dá uma piscada para mim. Suspiro e saio em direção ao meu carro. Não demora muito para que eu chegue ao local marcado. Entretanto, tenho que aguardar Alexandre. Ele me manda uma mensagem dizendo que atrasaria. P eço um Cosmopolitan, uma bebida feita de vodka, Cointreau, suco de limão, suco de cranberry e gelo, para começar. Degusto minha bebida e quando acaba, peço mais uma. Não sei o que estava acontecendo comigo, mas, era muito nervosismo. Por isso, bebo. Bebo para me acalmar. Quando Alexandre chega, já estou no terceiro copo. Com um breve aceno, ele se senta a minha frente. — Desculpe por fazê-la esperar — Ele diz. Alexandre estava com as roupas que usava pela manhã. Não teve tempo para se trocar. — Tudo bem. — O que está bebendo? — Cosmopolitan — Respondo. — Vou ficar na cerveja — Ele diz e chama o garçom para fazer o pedido, assim que faz, voltamos a conversar. — Amanhã você vai estar de folga? — Vou. — Eu também — Falo, na tentativa de fazê-lo me convidar para algo. — O que vai fazer no dia vinte e quatro? — Alexandre questiona. Dia vinte quatro era véspera de natal, eu sempre me reunia com meus pais. Nossos parentes eram distantes e por isso nossa família fazia um jantar mais intimo. — Vou para a casa dos meus pais. Sucessivamente nos reunimos no dia vinte e quatro. — Legal... — Alexandre diz. Fico longos segundos pensando, será que ele queria me convidar para algo? Eu não podia furar com meus pais, afinal, já furei no dia de ação de graças por conta do plantão no hospital, mas, também queria ter um encontro com ele. Como sou burra! A família do Alexandre está na Itália! — Você quer vir? Quer dizer, eu quero muito que você venha — Mudo minhas palavras, afinal, eu realmente queria que ele fosse. No entanto, sinto que falei besteira quando ele não fala. Precipitei-me, eu praticamente o convidei para conhecer meus pais. — Eu quero ir — Alexandre responde e sorri. Que tiro foi isso no meu coração. Esse sorriso dele ainda me causaria um desmaio. Assim que o drink de Alexandre chega, brindamos. O jantar decorreu calmamente, conversamos bastante, comemos e bebemos, e quando terminou algo dentro de mim se


acendeu. Um fogo tremendo. Um fogo forte demais. — Você está de carro, Alexandre? — Questiono quando vamos em direção ao estacionamento. — Não, tive que ir trabalhar de táxi e vim para cá de táxi. Meu carro está na assistência. — Então vem comigo — O puxo e dou um beijo bem demorado. O estacionamento estava cheio de carros, não havia pessoas chegando. Encosto-me ao meu carro e puxo Alexandre para mim. Emaranhei meus dedos em sua nuca e lhe dou um beijo. Sua boca macia colada na minha era tão boa. O cheiro almiscarado, o toque da pele, a fina barba por fazer encostado a mim me causava arrepios. Tudo era delicioso e me incitava cada vez mais. Sinto algo na minha intimidade, sinto ela em chamas, pedindo para ser fodida. Alex aperta minha cintura friccionando cada vez mais seus lábios nos meus. O toque de suas mãos em minha cintura me faz arder. Ele engoliu minha boca, sua língua adentrou e mergulhou na minha. Abro mais minha boca na tentativa de conseguir mais desse beijo. Alexandre me aperta enquanto sua língua continua a lidar com a minha. O beijo foi intenso, cheio de desejo. Não precisávamos conversar para demonstrar o quanto nos queríamos. Minhas mãos passaram a descer até encontrar uma onda voluptuosa. A bunda dele era dura, logo passo as mãos para frente, tentando abrir o zíper de sua calça. Alexandre começou a se afastar para rir. — O que está querendo fazer? — Ele sussurra. — Tudo — Respondo completamente embriagada, por ele, e pela bebida. — Calma — diz, agora beijando cada parte do meu rosto. Ele beijou minhas têmporas, a ponta do meu nariz e o queixo. Os lábios chegaram até o meu pescoço onde causaram arrepios, Alexandre beijou-me até na clavícula, e parou. Seus olhos encararam os meus. Seus lábios curvaram-se em um sorrio, e então ele pega minha mão e a beija. — Eu dirijo — Alexandre diz e toma a chave da minha outra mão. — Eu posso dirigir — Bufo atrás dele. — Você bebeu mais do que deveria — Ele tinha razão, eu bebi demais. Ele só ficou no primeiro copo. — Você tem razão — Aceito a derrota. Entramos no carro e Alexandre dirigiu até meu apartamento, ficamos em silêncio no decorrer do caminho, eu por minha cabeça estar girando, e ele eu não soube o porquê. Alex deixa meu carro na garagem e descemos para ir até a entrada do prédio. Alexandre iria pegar um táxi para voltar para casa. — Está tudo bem? —Questiona perante meu silêncio. — Estou meio zonza para falar a verdade. — Quer que eu suba com você? — Interroga. — Para te pôr na cama... — Me por na cama? — Pergunto, já pensando mil perversidades. — Não pense bobagem — Alexandre cutuca minha testa. Dou risada e beijo docemente seus lábios. — Se cuide, vou pensar em você a noite toda — Digo ao me separar. Alexandre sorri e aos poucos nossas mãos se separam. Para então eu entrar de volta no


prédio.

Alex e eu nos encontramos a semana toda, no hospital e fora dele. Evitávamos nos encontrar em ambos os apartamentos, pois eu ainda não tinha a segurança necessária para transar. Só não nos encontramos no domingo, pois Emily teve uma crise terrível e definitivamente cancelou o casamento. Tive que ajudá-la a ligar para todos, avisando o cancelamento. Realmente e não entendi essa decisão, achei uma bobagem. Mas, até mesmo William cansou da loucura da Emily e viajou. Ele ficou possesso quando ela cancelou o casamento, e cansado decidiu passar um tempo fora. A novela em torno da “perda da virgindade” dela não parou por aí. Além de ter perdido o noivo, perdeu todo o dinheiro investido no casamento. É claro que eu tentei contornar, mas foi em vão. Emily não quis voltar atrás, e agora, próximo ao natal, ela ficaria sozinha. Podia passar a data ganhando muitas pirocadas, mas não, a boba estava cheia de pudores. Pensando pelo lado do pudor, eu não estava me sentindo assim, o meu medo era de transar com Alexandre e nunca mais querer largá-lo. Por isso que eu estava segurando tanto, era esse o motivo do meu receio. Quando meus pais souberam que Alexandre estaria conosco no dia vinte e quatro, eles quase não me deixaram respirar, perante tantos questionamentos. E é claro, ficaram muito felizes em poder conhecê-lo. Na véspera de natal, fui buscar Alexandre em seu apartamento. Em especial, eu estava vestindo uma blusa no modelo ombro a ombro na cor creme. E uma saia godê, vermelha. Nos pés, calcei um sapato nude e estava com uma meia calça, por conta do frio. Meus cabelos estavam soltos com alguns cachos bem alinhados. Como estava com o ar quente ligado no carro, não precisei colocar um casaco. Como costumeiro, a maquiagem era leve, nos olhos sombras em um degrade marrom, e na boca batom matte rosado. Assim que vejo Alexandre, ele abre a porta do carro. Estava vestindo uma calça de sarja azul marinho, e uma camiseta Slim Fit na cor branca com detalhes na manga e na gola da cor preta. Alexandre segurava um casaco na mão e uma sacola. Ele me olhou assim como olhei para ele. E beijou suavemente o canto da minha boca, afinal, ele não quis se manchar de batom. — Está linda — Disse. — Você também, não está nada mal — Sorriu e saio com o carro. — Trouxe um presente para os seus pais, uma caixa de doce — Alexandre diz mostrando a sacola que estava carregando. Fiquei na dúvida se deveria ter comprado algum presente para ele. — Meus pais vão adorar. — Digo. — E falando em meus pais, não estranhe o modo deles,


eles são um pouco exagerados — Advirto. — Relaxe. — Estou relaxada — Falo, soltando a respiração em seguida. Não demoramos muito para chegar à casa dos meus pais. Ao chegarmos à porta, toco a campainha. Minhas mãos estavam suando, por isso não deixo Alexandre encostar-se a elas. Rapidamente a porta se abre e vejo minha mãe, trajando um vestido de linho na cor Pink. O sorriso dela se acendeu ao ver Alexandre. — Querida — ela me cumprimenta e depois se apresenta ao Alexandre, para logo então dar espaço para entrarmos. Deixamos os sapatos na entrada para colocar a pantufa. — Onde está o papai? — Questiono. Minha mãe está ludibriada com Alexandre. Ela está sorrindo como boba enquanto recebe a caixa de doces. — Ele tomando banho — Disse. — Ah, está bem — digo, caminhamos até a sala e sentamo-nos. Minha mãe rodeou Alexandre de perguntas e não deu muita atenção para mim, meu pai apareceu logo depois, trajando seu típico suéter vermelho, que só podia ser visto no natal. Em certo momento ele adotou uma postura rígida para cumprimentar Alexandre, mas, logo voltou ao normal. Fomos até a sala de jantar e saboreamos a comida, Peru, bacalhau, rabanadas, rosbife, bolinhos assados, purê de batatas e legumes. Eu esperava o ano todo para comer essas delícias. Foi perceptível que meus pais aprovaram Alexandre. Logo minha mãe chega com a tradicional torta de abóbora. E com isso ela veio contar a história de todos os natais que passamos juntos. — Você tem que cuidar bem da minha filha, Alexandre. É o nosso bem mais precioso — Meu pai pronunciou ficando nostálgico. Alexandre assentiu, sorrindo em minha direção. Estávamos de frente um para o outro na mesa. E meus pais estavam nas pontas. — Preparei o quarto para vocês dormirem — Minha mãe diz. E eu quase engasgo com a torta. — O que? Que quarto? — O seu quarto, oras. Você sempre dorme aqui na noite de natal. — Ah mamãe, o Alexandre está comigo, não posso dormir aqui. — Como não? Ele dorme junto com você. Fico chocada com a ousadia da minha mãe. — Ele pode dormir no sofá — Meu pai se intrometeu. — No sofá, não. Visita não dorme no sofá. Eles são adultos! — Mamãe, nós vamos embora, não vamos dormir aqui. — Vocês vão assim. Você não tem problema com isso não é Alexandre? — Minha mãe dirigiu a palavra para meu quase-namorado, e ele ficou estático. Tento mexer a cabeça para que ele dissesse não. Mas o olhar penetrante da minha mãe atrapalhou. — Eu... — Ótimo. Vocês ficam — Ela não deixou Alexandre terminar a frase.


Minha mente já começou a trabalhar com a safadeza. Está certo que era a casa dos meus pais, no entanto o meu quarto ficava no corredor oposto. Nada do que fizéssemos seria ouvido com facilidade. Quer dizer, não que eu esteja pensando em transar, só dar uns pegar em Alexandre seria bom. — Mas não trouxemos nada. Nem escova de dente, nem pijama. Nada — Digo. — Está tudo providenciado. Há tanto tempo você não fica em casa. Quero que fique, e é claro, o Alexandre também. — Minha mãe diz. Não tinha como negar ao seu pedido, quando ela havia preparado tudo. — Tudo bem, ficamos — aceito depois de não ver nenhuma objeção da parte do Alex. Percebo que a contragosto meu pai aceita a decisão da minha mãe. No dia vinte e cinco teríamos folga do hospital e poderíamos ficar um pouco pela manhã. Depois do jantar, passamos um tempo na sala, conversando. Meus pais fizeram questão de mostrar a Alex minhas fotos da infância. Eu só chorei no cantinho enquanto as fotos constrangedoras eram expostas. Perto da meia noite, todos foram deitar. Ao entrar no meu quarto sou pega pela nostalgia. A cama de solteira foi substituída por uma de casal — por conta das visitas —, mas, fora isso, minha mãe deixou tudo no lugar. O painel de televisão com adesivos do desenho “Meu Amigo Totoro”, era um dos meus favoritos. Também havia um porta-retratos com minha foto com Emily, éramos crianças, tínhamos cerca de sete ou oito anos. Também havia outro portaretratos meu com quinze anos, meus pais estavam ao meu lado na foto. Nem mesmo o guarda roupa foi substituído. E em cima da cama, havia algo que não passou despercebido por Alexandre, uma pelúcia de sessenta centímetros do Totoro. Fiquei morrendo de vergonha. — Uau — Alexandre diz depois de dar uma olhada em meu quarto. — Não acredito que minha mãe ainda guarda esse urso — bufo caindo na cama. Logo vejo pijamas e escovas de dente novas, além de toalhas perto do criado-mudo. — É legal estar aqui, saber um pouco mais sobre você — Diz. — Me desculpa pela pressão da minha mãe. Entendo se quiser ir embora. — Não, eu quero ficar. — Tome — Digo dando a toalha e a escova de dente para ele, só deixei de lado o pijama. — O pijama você não vai precisar — complemento. — O que? — Alexandre estreita os olhos. — É o que você está pensando. — Aqui? Na casa dos seus pais? — Sim — Digo. Isto parecia um flashback adolescente, do qual eu nunca tive. Transar na casa dos pais. Isso fazia minha mente trabalhar com perversidade. Alexandre entorta os lábios. — Você pode usar o banheiro primeiro — Ele diz. E eu aceito. Vou até o banheiro, escovo os dentes e pouco depois retorno para o quarto, para que assim Alexandre fizesse o mesmo. Quando retorna, ele pega a sacola que trouxe com os chocolates e se senta ao meu lado na cama.


É claro que me certifiquei de trancar a porta do quarto. Ele se aproxima, e faz um trajeto pelo meu pescoço com o dedo, passando até chegar a minha clavícula. — Acho que isso vai ficar bonito em você — Alexandre diz retirando uma caixa de veludo negro. Fico espantada quando ele abre, retirando um pequeno colar de esmeralda. A corrente parecia de ouro branco pela tonalidade do prateado, e a pedra verde era belíssima. — Isso é perfeito — Quase fiquei sem voz. E então Alex rodeia o colar em mim. — Quero ver em você — Ele diz colocando o pingente. E então, ele passa a mão em meu queixo e deposita um beijo até descer em meu pescoço, passando por toda extensão da minha pele. E quando ele chega próximo aos seios, eu não suporto a pressão, e viro-me para beijá-lo. Sou tomada por uma imensa vontade de tê-lo. De finalmente tê-lo dentro de mim. Desde o momento em que decidi que era hora de perder a virgindade, algo dentro de mim ansiava por descobertas. Não me arrependo do tempo que perdi estudando e me focando em outras coisas, pois não era o momento. Acho que dentro do corpo de todos nós, há um time certo para a descoberta dos prazeres. Não julgo quem transa cedo demais, ou quem transa tarde demais. O velho clichê do “tempo certo” é o que manda. Eu sei que pode haver um arrependimento sim, porque nada é perfeito. Mas, agora, vendo o carinho do Alex e percebendo a nossa cumplicidade como casal, eu não tenho vontade de correr para nenhum lugar. Mas sim, tenho vontade de descobrir o corpo dele e deixar que ele me descubra ao tatuar o seu nome em minha pele. Nosso beijo é lento e ritmado. Minhas mãos tocam a clavícula de Alexandre e eu as deixo ali para continuar sentindo o sabor de sua boca. Ele descansa as mãos no meu quadril e eu impulsiono meu corpo mais para perto. Minhas mãos estão tremendo e logo Alex as segura e se separa da minha boca minimamente para dizer: — Quando quiser parar, não importa o momento, você pode dizer... — Tudo bem, eu não quero parar — Sussurro e colo minha boca de volta a dele. Sempre imaginei que fosse ser uma depravada em quatro paredes. Mas, agora parecia o contrário, estava contida, com medo. Sentia que estava próxima do momento e o medo estava me assolando. Fecho os olhos e tomo toda a coragem. Os meus lábios ainda se moviam com os de Alexandre, então passei a apertá-lo contra meu corpo. — Posso te falar uma coisa? — questiona se separando aos poucos. — O que foi? — Não sei como idealizou sua primeira vez, Alicia, se pensa de forma romântica. Não irá sair da minha boca palavras açucaradas. Eu quero te mostrar o prazer, quero te foder como nunca — Alexandre diz. Eu quase morro com isso. Puta merda, esse realmente é o homem perfeito. Eu não estou procurando palavras bonitas, eu quero um homem que me foda como eu mereço ser fodida. — Eu quero, quero que me ensine tudo e quero que faça tudo — Peço. Pelo jeito caladão de Alexandre tive meus receios de que ele fosse politicamente correto no sexo. Mas, agora, eu estava pegando fogo com o jeito dele. Havia um misto de desespero com


vontade. Jogamo-nos na cama, empurro o urso para o chão e me deleito com os lábios de Alexandre. A língua dele adentra em minha boca se chocando com a minha, enquanto suas mãos passaram a acariciar minha cintura e a apertando. Suas mãos quentes passaram a entrar por dentro da blusa e começaram a acariciar minha barriga. Arfo em sua boca sentindo os pelos do meu braço se eriçar. Minhas mãos acariciam o cabelo de Alexandre e voltam-se até a camisa dele na tentativa de abrir os botões. Nossos olhos se encontram e ele entende que eu o quero nu, logo. Se afastando, ele retira a camisa e a calça, para logo ficar só com a boxer. Porém, quando percebe que vou tirar minha roupa, faz um sinal com a mão para que eu pare. — Espere. Eu quero tirar sua roupa. Tudo, pouco a pouco — Diz voltando a me beijar. Dessa vez o beijo não foi nenhum pouco comedido e nenhum pouco inocente. Sinto em seus lábios e no calor de sua língua o sentimento de volúpia. Nossas línguas se uniram em uma investida rápida e intensa, minhas mãos se arredaram em seu cabelo quando ele passou a ficar em cima de mim. As mãos foram ágeis e passaram a acariciar cada obliquo dos músculos. O beijo continuava se prolongando em diversas tomadas de fôlego. Ele não tinha pressa, e eu também não. Alexandre começou a descer o beijo, pouco a pouco, mordiscando meu queixo, descendo pelo pescoço e sugando a minha pele. Chegando perto da clavícula, ele desce a blusa pelas alças, expondo o fato que eu estava sem sutiã. Os seios desnudos, a luz acesa, tudo parecia tão erótico e delicioso. Sinto o frio atingir o bico dos meus seios e ele me tortura se demorando nos meus lábios, novamente. Acariciou a fenda entre os seios e então o dedo dele passou a tocar meu mamilo, movia somente o indicador, indo e vindo, enquanto a outra mão passou a descer e descer, sempre demorando em casa centímetro da minha pele. Era uma tortura deliciosa. Cada toque me trazia mais calafrio. Desceu a mão até chegar embaixo da saia, onde ele se deparou com a barreira da meia calça. Tirando as mãos do meu corpo e se afastando ligeiramente, Alexandre desceu e começou a tirar a meia calça. Vagarosamente. Desço os olhos em seu corpo até me deparar com sua ereção, o membro rijo apertado na boxer branca. Nossa como ele era gostoso. Jogando a meia calça de lado, Alex colocou as mãos na minha perna e subiu e em um rápido puxão, ele retirou a minha calcinha. Ainda deixando a saia, voltou a me beijar, enquanto suas mãos acariciaram minha intimidade. Os dedos começaram pela vulva até chegar aos lábios, em uma brincadeira, ele passou um dedo pelo clitóris e o acariciou bem devagar. Arfo e ele desce a boca rápido até o seio direito e cobre o mamilo com a boca, inspirou e sugou com intensidade, enquanto sinto cada vez mais úmida minha intimidade. A outra mão brincou com o bico rígido do seio esquerdo, o toque dos dedos quase tão gostoso quanto o da boca. Um gemido baixo escapa da minha boca e o instiga a sugar cada vez mais meus seios. A sensação era tão gostosa e excitante. A mão direita ainda descansava em minha intimidade, e de repente, esfregou dois dedos em meu clitóris. O desejo se intensificava, a vontade de foder


era crescente. — Quer que eu te foda com meus dedos? — Alexandre questiona tirando a boca dos meus seios. — Eu quero seu pau — Digo. — Calma, você vai ter — Ele responde. E então, ele volta a chupar os meus seios, passou a alternar entre um e outro, enquanto sua mão apertava meu quadril. A língua fazia movimentos circulares, e sinto pontadas no baixoventre. A mão voltou a encostar-se a minha vulva e passou a entreabrir os lábios. E sem cerimônia, ele mergulhou um dedo. — Ahhh — Sussurro. Fecho os olhos sendo tomada por essa sensação delirante. Cada gota do meu sangue estava fervendo. Projetei-me mais de encontro a ele para aceitar mais investidas. Ele introduziu mais o dedo, com uma nova investida profunda. Alex me acariciava com determinação, a boca voltou a me beijar e então, os dedos ora acariciavam meu clitóris, ora entravam em mim. Fácil ele havia encontrado meu ponto certo. Os meus batimentos cardíacos estavam enfurecidos, me joguei em seus lábios e suguei sua língua. Entrelacei os dedos em seu cabelo e me mexi entre seus dedos. Estava difícil me segurar, louca de vontade de sentir seu pau dentro de mim. — Me fode vai — Digo entre o beijo. — Você quer? — Quero. — Agora não — Alex nega. E então ele desce rápido ele está fora da cama, somente com o rosto perto das minhas pernas. Sinto-me envergonhada, mas, não deixei o pudor tomar conta de mim. Alexandre puxa a saia para baixo, deixando-me somente com a blusa no corpo. Sem pressa, ele passa a mão pelos meus pés, e os beija, vagarosamente. Subindo pelas pernas, dando beijos e lambidas nas coxas, apertando as coxas, na virilha, até voltar à atenção para os grandes lábios entre minhas pernas. E então, dá um beijo no meu centro, enquanto afasta minhas pernas. Abro-me para ele, sentindo as bochechas queimando. — Quero provar você — diz. Ele passou a língua por dentro e por fora dos lábios. Começo a me contorcer soltando alguns gemidos de prazer. Então, ele passou para os pequenos lábios, fazendo movimentos suáveis de cima para baixo, alternando com os movimentos laterais. E então, passou a acariciar o clitóris com a ponta da língua. E demorou-se ali. Minhas mãos se agarraram ao lençol que cobria a cama, e meus olhos reviraram-se de prazer. Com toda a boca, sugou minha intimidade, dando leves mordiscadas e chupadas. Tento me controlar com os gemidos, mas era difícil não perder o controle. Suas mãos fortes seguravam minha coxa, até subir e apertar minha cintura. Inclino todo meu corpo na sua boca. Enquanto sinto toda minha pele formigar. Não aguentava mais de vontade. Queria segurar o pau dele, queria senti-lo de todas as formas.


— Deixa eu te chupar — Peço sentindo minhas pernas fraquejarem. Aos poucos os lábios de Alexandre começam a deixar minha pele, mas, sem antes rodear o clitóris com movimentos circulares. Ele vai subindo, beijando a cintura e subindo a blusa, aos poucos, até o meio da barriga. E puxá-la para cima com minha ajuda. Eu estava completamente nua, somente o colar em volta do meu pescoço permaneceu. Alexandre voltou a sugar meus seios, a sucção deliciosa enviava um choque de prazer por todo o meu corpo. Desci a mão até encontrar o pau dele, ainda preso pela boxer. Sabendo das minhas intenções, se afastou para retirá-la, e ficou nu. Dessa vez, decido ficar por cima, deixo que ele deite na cama e monto em cima dele. Tenho vontade de tocar o corpo todo dele com a boca. Algo que aprendi nos inúmeros contos eróticos que li. Beijo sua face, depois os lábios, e vou descendo pela nuca, tudo sem usar as mãos. Mordo levemente a orelha e a nuca, intercalo com assopros e sinto o arrepio de seus pelos. O vejo com um sorriso nos lábios e isso me incita cada vez mais. Meus cabelos tocam levemente seu corpo, enquanto eu beijava toda a extensão do abdômen. Até que meus lábios chegam à base do pênis. Solto um ar quente nele e dou um beijo leve na cabeça rosada. Percebo que o pau está mais melado do que costumeiro. Isso denunciava o quanto ele estava excitado. Mesmo receosa em fazer o oral, eu queria dar prazer a ele. Então coloco minha boca vagarosamente até o meio do pau. E com movimentos rápidos começo a sugar, indo e vindo até ouvir os gemidos silenciosos dele. A minha boca continuou se movendo até eu parar para utilizar a mão para me ajudar. Com a mão esquerda, bato uma punheta para ele ouvindo o barulho molhado do seu sexo. Volto à boca e faço movimentos circulares com a língua pelo prepúcio até chegar a glande, onde percebo um liquido translucido no cume. Alexandre arfa, e eu percebo que encontrei o ponto certo. Afasto-me vagarosamente do pênis e volto a beijar a barriga, subindo aos poucos, até chegar ao queixo. Alexandre espalma a mão na minha bunda e as aperta com muita pressão. —Essa bunda gostosa me deixa louco —diz e mordisca minha orelha. Nossos corpos colados e suados denunciavam nossa paixão. — Eu quero te proporcionar uma nova sensação. Alexandre me coloca de lado na cama e vira-me para que eu fique de costas. Assim, ele passa a beijar minhas costas, apertando-me e chegando seus lábios até meu bumbum. Ele o beija, os dedos massageiam minha intimidade. Para então se afastar. Vejo que Alexandre pega sua calça e retira um preservativo. O membro estava duro e facilmente ele desenrola a camisinha até a base do pênis. Deitando-se de volta na cama, beija fervorosamente minha boca para então virar-me de lado. — Confia em mim? — Questiona. — Confio... — Sussurro de costas para ele, Alex começa a acariciar meus seios e encostar-


se aos poucos em meu bumbum. Sinto o pau tão próximo que meu corpo inteiro treme. Ele desce a mão e acaricia meu clitóris. — Você quer ser fodida, Alicia? Hein, fala para mim — Ele murmura em meu ouvido. — Eu quero. Me fode vai — Peço. Sem demora, me puxa para que eu empine mais a bunda — ainda de lado —, e aos poucos começa a introduzir o pênis. Sinto-o bem na minha entrada. Ele fricciona um pouco, sem que as mãos deixem meus seios. Ele começa a introduzir, vagarosamente, sinto minha intimidade apertá-lo, e um ruído de prazer saindo de sua boca. — Ela está toda molhada se abrindo toda para mim... — Ele sussurra e eu começo a sentir as primeiras pontadas de dor. Ele vai introduzindo, mas, sei que nem metade do seu pau está dentro de mim. A dor é moderada ainda, mas cada vez que entra se intensifica mais. Mordo os lábios e sinto um suor escorrer pela minha testa. — Espera, espera um pouco — Peço. Alexandre para no mesmo momento. Respiro fundo enquanto a mão dele passa a acariciar meu clitóris. — Calma... — Ele beija meu pescoço. Seus beijos são leves e a sensação da massagem em meu clitóris é tão boa... — Continua — Peço novamente. Alexandre volta a me penetrar, mas dessa vez, mais duro, com mais firmeza. Sinto meus músculos relaxarem aceitando a investida. Ainda dói, mas estou determinada. Nenhum medo me preocupa mais, o calor do momento, o jeito que Alexandre agiu, me deixou tão a vontade que eu aguentei a dor. Ele entrou e quando sinto que encontro a barreira, eu aperto sua mão que está em meu seio, assentindo. Alexandre então recua um pouco e volta penetrando forte. A expressão “Vendo estrelas” poderia ser aplicada facilmente ao momento. Não sei explicar o que senti, mas era algo forte. Não veio prazer ainda, veio à dor. Sinto certa angústia com a sensação, mas, não desisto. Alex passa a se mover, entrando e saindo. A lubrificação da minha intimidade ajudou na penetração, os dedos dele então acariciando o clitóris novamente, me ajudando a ter prazer. Encosto mais o meu bumbum nele e as estocadas continuam. Suávamos, delirávamos. Seguro os gritos em minha boca, não tenho a coragem de fazer nenhum movimento brusco, apenas aceito as investidas. Alex volta a apertar meus seios e a beijar meu pescoço. Ele me apertava, segurava meu cabelo. A dor ainda era acalmada com os toques em minha pele. — Você está bem? — faz uma pausa ainda dentro de mim. — Estou... — Murmuro. O suor pingava de minha testa, mas, aceito que ele continue. Então, Alex continuou a me penetrar, me aperto nele e ele ritma os movimentos para chegar ao outro nível. Rápido ele aprofunda, os movimentos são contínuos, a dor não desapareceu, mas, não tornou a penetração insuportável. Um ruído erótico e rouco sai de sua boca. Sinto seu corpo rijo pare depois estremecer. Aos


poucos ele relaxa e sai vagarosamente de dentro de mim, ele havia chegado ao clĂ­max. Viro-me para ele e Alexandre acaricia minha face e beija meus lĂĄbios. Naquele momento a ficha cai, a saga da virgem terminou, e agora um novo mundo de prazer me espera, afinal, Santa, nĂŁo sou.


Um final feliz para uma (não) Virgem!

Mais uma manhã se inicia e eu me encontrava nua entre os lençóis da espaçosa cama, sentindo um peso extra sobre meu peito. Abaixei o olhar e encontrei um tufo de cabelos negros cobrindo minha visão. Sorri e passei a acariciar suas costas largas, notando os vergões de minhas unhas da noite anterior. Alex dormia tranquilamente e eu não tinha coragem de acordálo agora. Ele ficava uma gracinha dormindo. No dia seguinte que perdi a virgindade, minha mãe me confidenciou que deixou o som ligado em seu quarto com músicas natalinas tocando. Ela não queria que meu pai ouvisse coisas a mais, embora meu quarto fosse afastado, os barulhos que fiz na noite anterior poderiam ser ouvidos. Eu acabei me esquecendo desse detalhe por conta da excitação, mas, minha mãe maravilhosa me salvou dessa. No entanto, tive que contar tudo para ela em troca desse favor. Assim que perdi a virgindade fiz uma consulta com minha ginecologista favorita, Mia Evans. Alex e eu também conversamos e decidimos utilizar o anticoncepcional como método


contraceptivo. Fizemos o acordo de transparência quanto a isso. Éramos médicos e tínhamos que dar exemplo. Desde que passei a ser uma ex virgem, meu relacionamento com o Alex mudou bastante e passamos a nos ver com frequência, entre saídas noturnas a despedidas de um dia intenso de trabalho no hospital. Na virada do ano, fui pedida em namoro quando os fogos encheram os céus naquela noite. Chorei de felicidade e abracei o Alex, beijando seus lábios e claro, não poderia faltar nosso primeiro sexo do ano. Comecei o ano muito bem ao lado dele. Confirmei que sexo é maravilhoso e quase deixei o Alex louco. Depois de minha primeira transa, meu corpo parecia sedento por mais sexo, então era comum acordar com meu namorado e ambos desprovidos de roupa nenhuma. Passamos até a ir juntos ao trabalho, causando alguns comentários por parte dos funcionários toda vez que aparecíamos juntos. Alex e Alicia, o novo casal de médicos. Obviamente que a regra de Aiden ainda era válida, mas nenhum de nós quebrava essa regra. Apenas fora do hospital poderíamos dar alguns amassos e acabar a noite na cama, com nossos corpos unidos, as respirações ofegantes e a pele suada por causa do exercício. Saio de meus pensamentos quando escuto um resmungo vindo de Alex. Ele se remexe e levanta à cabeça, sua expressão era sonolenta e cansada, porém não tirava a beleza dele. Eu tenho um namorado muito lindo. Que sorte a minha! — Bom dia! Ele sorriu daquele jeito encantador e se inclinou para beijar os meus lábios. — Bom dia, linda — Respondeu rouco e se preparou para me beijar novamente, mas eu pus a mão em sua boca. — Escove os dentes primeiro. — Eu só quero beijar seus lábios — Ele fez um biquinho irresistível e mordeu meu lábio inferior, iniciando novamente o beijo, porém ele sabia que eu odiava beijar seus lábios sem escovar os dentes antes. — Agora sim o dia está começando bem — Murmurou contra os meus lábios e rolou para o lado da cama. Observei suas costas largas e em seguida ele se levantou da cama e mordi os lábios tendo a visão de sua bunda branca. A vergonha aos poucos foi sendo deixada de lado com o convívio e agora eu não me importava de vê-lo andando nu pelo quarto. — Você não vem tomar banho? — Perguntou me olhando por cima do ombro. Nada foi dito, mas me levantei da cama e retirei o lençol que cobria o meu corpo. Abracei suas costas e ele se virou, me carregando no colo até o banheiro. Meu corpo foi prensado na parede e a água do chuveiro começou a cair molhando nossos corpos. Suas mãos passeavam pelo meu corpo e seus lábios trilhavam caminhos pelo meu pescoço. Alex aperta um dos meus seios e morde a pele do meu pescoço de leve. Logo o clima do banheiro começa a ficar mais quente e não hesito em tocar em seu membro, começando uma masturbação lenta. Ele arfa quando movimento minha mão mais depressa, me afasto e fico de joelhos em sua frente. Com o tempo eu aprendi a fazer um bom oral e não mordi mais o seu pau, tinha


aprendido a lição. Passo a língua por toda a extensão e dou alguns beijos na glande. — Chupa! — Exigiu apressado. Sorri maliciosa e continuei passando a língua pela glande. Provoquei-o e quando ele menos esperava, eu engoli, coloquei toda a extensão dentro da minha boca, estava ficando muito boa nisso. Controlei a respiração e ritmo os movimentos. Ouço ruídos de prazer vindo de Alex e isso me motiva a continuar, ele inclina mais o quadril até que quando percebe que vai atingir o ápice do prazer, ele pede para que eu pare. Levanto-me e volto a abraçá-lo, beijá-lo e sentir cada firmeza de seus músculos. Ele passa a mão por toda a extremidade do meu corpo até que suas habilidosas mãos vão parar em meu intimo. Os dedos acariciam e me dão prazer. Posso dizer que passaria a manhã toda nisso. — Você gosta quando te toco aqui? — Sussurrou rouco sem parar de mover os dedos pelo meu íntimo. — Você sabe que sim — Gemi, mordendo os lábios. Ele sorriu voltando a friccionar ainda mais os seus dedos, que àquela altura estava melado pela minha excitação. Alex introduziu um dedo e eu revirei os olhos em prazer, porém ele sabia que aquilo não era o suficiente, então introduziu mais um dedo, movimentando em um ritmo lento de fora para dentro. Não demorou muito e ele começou a acelerar os movimentos, fazendo-me gemer mais alto. Ele sabia como me levar à loucura com apenas simples toques. — Me fode logo, para de me torturar — Disse com a respiração descompassada e com o corpo pegando fogo. — Sempre tão apressada — Riu e parou com os movimentos. O olhei de forma reprovadora, mas logo em seguida ele desliga o chuveiro e me vira de quatro para a parede, introduzindo o seu membro para a minha intimidade em uma única estocada. O banheiro foi inundado pelos nossos gemidos e o barulho de nossos sexos se chocando um com o outro. A sensação era perfeita, capaz de me fazer ver estrelas. Meus seios foram esmagados na parede e sua mão apertou mais forte a minha cintura. Alex passou a beijar o meu pescoço e dizer palavras sujas, próximo a minha orelha, a excitação só crescia, cada vez mais. Ainda não havia tido um orgasmo, mas, sonhava com essa sensação. No entanto, mesmo do banheiro, eu escutei o barulho do meu celular tocar. Quando eu ficava em casa, eu colocava o volume do aparelho ao máximo para eu poder escutar onde quer que eu esteja e, justo naquele bendito momento, ele começou a tocar. Quem é o idiota que quer atrapalhar a minha foda com Alexandre Pellegrini? — Ai, merda, meu celular está tocando! — Exclamei. — Agora não é o momento — disse, sem parar com os movimentos. — Mas e se for importante? — Vamos transar, depois você atende... O celular ainda continuava tocando, porém não era justo sair do nosso momento tão íntimo para atender a um telefonema. Deixei o aparelho de lado e me concentrei naquele incrível sexo


no banheiro com o meu namorado. Me tele transporto para o mundo do prazer e sou recepcionada pelo pau maravilhoso do meu namorado. O prazer é rápido para ele, e quase sinto que vou gozar, mas, não acontece. Alex retira o pênis antes de gozar e termina com a mão. Ainda estávamos cautelosos, pois não fazia um mês que eu tinha começado o anticoncepcional. Brincamos um pouco mais no chuveiro e tomamos banho, por fim. O celular tinha parado de tocar depois de um tempo, até tinha me esquecido dele. Saí do chuveiro enrolada com uma toalha no corpo e outra na cabeça. Fui verificar quem me ligava; destravei a tela e tinham doze chamadas perdidas de Emily e cinco mensagens. — Quem estava te ligando? — Alex perguntou, saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e outra no pescoço. — Emily — Larguei o celular em cima da cama, indo até o guarda-roupa para me arrumar. — Pelo visto o assunto deve ser sério e vou ter que me encontrar com ela nesse instante. — Hum. Aprendi com o tempo de convivência com o Alex que, quando ele apenas respondia com seu típico “hum”, ou ele estava chateado, ou não tinha interesse em uma conversa. — Sério que vai ficar chateado? — Questionei escolhendo uma roupa. — Minha namorada vai me largar para conversar com a amiga — Falou sem o menor ânimo. Peguei uma calça jeans e um cropped de alças finas na cor branca, junto a um par de sandálias na cor nude. — Não vou te largar — Revirei os olhos, retirando a toalha do corpo, colocando a lingerie. — E mais, hoje à noite temos folga, eu volto rápido e podemos aproveitar o resto do dia com um filme, pipoca e um cobertor quentinho para nós dois. Que tal? —Só se eu for o cobertor — Respondeu safado e eu terminei de me vestir, penteando meus cabelos róseos. Caminhei na sua direção e agora ele usava apenas uma cueca Box preta, beijei demoradamente seus lábios e acabei tocando em seu pau por cima da box. — Se você me provocar, vai ter que ver sua amiga outro dia — Sussurrou e eu mordi seu lábio inferior. — Então guarde esse fogo para mais tarde — Pisquei e saí de perto dele, pegando a bolsa e as chaves do carro. Mandei um beijinho no ar e saí do apartamento.

Logo encontro com minha melhor amiga. — Alicia, já fiz o pedido. Senta do meu lado, por favor — Ela pede. — O que foi? — Questiono apreensiva. — Você sabe que estou pensando em reatar com o William, não é? — Ela me encara com seus olhos azuis brilhantes. — Eu sei, e eu te dou todo o meu apoio, você precisa curtir essa nova faze com ele, sabe, transar muito — Me empolgo. — Desde o ano novo que aconteceu na sua casa, nós tivemos outros deslizes.


— O que? Sua safada! Nem para me contar! — Eu não te contei porque sabia que iria ficar louca para que voltássemos. O William estava magoado comigo, mas depois da viagem que ele fez sozinho, ele voltou mais disposto sabe. Acho que nosso relacionamento estava morno demais. Não foi só eu ter perdido a virgindade que ferrou com tudo. — Então foi o que? — Não sei. Acho que faltava diálogo. Ou, talvez, química. — Química? — O sexo com ele é bom, mas, eu não sei, senti que faltava algo. — Falta treino! — Acho que o William quer tanto cuidar de mim, me poupar que até mesmo no sexo ele é dessa forma. Uau, quer dizer que a Santa Emily está querendo um sexo selvagem? — Então você quer fazer um sexo mais safado? — É... — Ela diz abaixando o olhar. — Ai meu Deus! Você não tinha que estar falando isso para mim! Fala para ele mulher. Melhor, põe uma lingerie bem safada, pega ele de surpresa e manda ver. — Alicia! Eu não sei como agir. — Sabe, toda mulher sabe. Joga para fora essa Emily puritana que vive em você e se joga na piroca do seu homem. — Mas… — Não tem “Mas”. Resolva essa situação, pega ele de jeito. Se depois disso você sentir que não há química, então não era pra ser. Percebo uma relutância da parte de Emily. Nossos milk-shakes chegaram e eu dou um generoso gole. — Olha, sexo não é tudo na relação. Mas um bom sexo, minha amiga, faz milagres. Emily começou a gargalhar. — Você é terrível! — Sou mesmo. Descubra se esse é seu pau ideal. E case-se com ele! — Dei meu ultimato. Emily não se aguenta de tanto rir, mas concorda comigo.

No dia seguinte, no hospital, sou recepcionada por Mia. Antes mesmo de eu vestir o meu jaleco ela me convidou para um café. Aproveitamos que ninguém estava na sala e fomos conversar. — Alicia, preciso do seu conselho — Ela diz. Caramba, está todo mundo me pedindo conselhos. Não sou tão sábia assim! — Diga — Falo pegando uma cápsula para preparar meu café.


— Bom, Daniel e Joshua me deram um ultimato, tenho que escolher — Ela suspirou ao meu lado. — Uau, poderosa mesmo. Está esperando o que? Faça sua escolha! — Digo pegando minha xícara. — Esse é o problema, não sei com quem quero ficar. — Não sabe? Como não sabe? — Gosto dos dois. Está certo que o Daniel é mais bonito, mas, o Joshua tem uma particularidade, acho fofo. Ele é carinhoso, o Daniel já é mais bruto, mais sério. — E o sexo? — Ah — Vejo que Mia dá uma leve corada. — Gosto do jeito que os dois fazem. — Sua danada — enquanto uma não acha o pau ideal, Mia achou dois. Que menina esperta. — Aí Alicia, não fala assim, fico com vergonha. — Está bem, mas você precisa decidir, ponderar as qualidades, os defeitos. Não dá para ficar com os dois para sempre — Pondero. — Ficar com os dois? — Mia coloca a mão no queixo, pensativa. — Espera, o que a senhorita está pensando? — Tenho uma ideia, se der certo, acho que terei o melhor dos dois mundos — Ela vibra. — Obrigada pelos conselhos — Me abraça rápido e volta a fazer seu café. Deus. O que foi que eu disse? — O que você quer dizer com isso? — Não é óbvio? — Ela se vira com um sorriso no rosto, esperando o café ficar pronto. — Vou ficar com os dois! Ah, meu Deus! Estou chocada, mas ao mesmo tempo orgulhosa de Mia, essa mulher é maravilhosa. Espertíssima. — Não acredito! Será que eles aceitam? — Questionei. — É o que vou descobrir, mais tarde. Deseje-me sorte — Ela pede. — Toda a sorte do mundo, e me conte tudo — digo. Mia dá uma piscadela e some da sala com sua xícara fumegante de café. Tenho algum tempo disponível para ler “A Safada de Nova York”. Na véspera de ano novo houve atualização da história, demorou, mas a autora apareceu, e soltou a bomba de que era o penúltimo capitulo. A atualização saiu ontem, no entanto, ainda não havia conseguido ler. Pego meu celular e abro o aplicativo: A Safada de Nova York – Capítulo Final “Ver Conrad no altar, me esperando, me deixou tão emocionada que eu mal pude me conter de emoção. O nosso relacionamento começou de forma tão casual, e mesmo depois de quase nos separarmos, percebemos que fomos feitos um para o outro. Éramos safados, alegres, amigos, protetores e acima de tudo, nos amávamos. Segurando a mão do meu querido pai, sou entregue a Conrad. Com um sorriso torto nos lábios e cheio de emoção, meu futuro marido me recebeu.” Enquanto eu lia e degustava o café, não pude deixar de associar a história deles com a


minha e de Alex. Tudo começou tão despretensiosamente, e posso sentir que um dia irá se tornar também um casamento. Termino de ler a história com lágrimas nos olhos. E é claro, me delicio com a última cena hot. Coloco o celular de volta no bolso depois da leitura e jogo o copo de café no lixo. Era hora de trabalhar. O dia no hospital havia sido cansativo e cheio e, como não era dia de plantão noturno, poderia ir para casa e aproveitar um pouco meu descanso junto de Alex que agora passava mais tempo no meu apartamento do que no dele. Na área de descanso dos médicos, eu guardei o jaleco e me sentei, esperando Alex aparecer como em todas as vezes que saímos juntos. Escutei a porta se abrir e por ela passar aquele doutor a quem tanto amava. O Pellegrini veio caminhando na minha direção, me levantei do banco feliz e enrosquei meus braços em torno de seu pescoço. — Estava esperando você — Falei sem dar qualquer intimidade, afinal, não era permitido ultrapassar os limites dentro do nosso local de trabalho. — E você vai ter que me desculpar — Respondeu, franzi a testa não entendendo, então ele continuou. — Vou ter que cobrir o plantão hoje. Ordens de Aiden. — O quê? Por quê? — Questionei chateada. — Parece que alguém na área pediátrica teve um problema e eu vou ter que cobrir o plantão — Suspirou. — Desculpe, linda. Tinha prometido que essa noite seria nossa, mas infelizmente não vai dar — Disse, fazendo um carinho no meu rosto. — Tudo bem. Eu entendo — Falei, desvencilhando meus braços de seu pescoço. — Podemos aproveitar outro dia. — Vou recompensar — Ele beijou minha testa com carinho e voltou para o seu trabalho. Peguei minha bolsa pronta para ir embora. Mesmo que hoje não tenha a presença de Alex, não me sentia realmente chateada, pois, afinal de tudo, era o nosso trabalho. Escolhemos seguir aquela profissão sabendo das consequências que íamos enfrentar e das noites em claro cobrindo os plantões. Dirigi calmamente de volta para casa e até parei no supermercado para fazer uma rápida compra. Retornei para casa, estacionei meu carro na vaga do prédio, retirei as sacolas de compras e caminhei para o elevador. Espero o meu andar e, quando as portas se abrem, eu saio do mesmo, porém, paro no meio do caminho quando percebo que tem uma morena sentada em minha porta. Faz quanto tempo que não a vejo? Desde o ano passado? — Finalmente você chegou! — Ela exclamou assim que me viu. — Estou esperando quase uma hora aqui e eu sei que hoje você não tinha plantão! — Eu passei no supermercado rapidinho — Mostrei as sacolas. — Aconteceu alguma coisa, Taylor? — Aconteceu! — Afirmou. Bom. Se, de fato era sério, então eu tinha que resolver, embora que ultimamente estão pedindo muitos conselhos para mim. — Vamos entrando. Vou guardar as compras e você vai falando.


Taylor concordou e entramos juntas em meu apartamento, fui até a cozinha e comecei a retirar as compras das sacolas esperando ela começar a falar. — Então, sabe o Michael? — Fiz que sim com a cabeça. — Você mais do que ninguém me conhece e sabe que nunca me apeguei verdadeiramente com os meus casos — Novamente assenti. — Porém, com o Michael, eu me sinto... Diferente. Sei que pode parecer estranho, mas eu nunca me senti assim por ninguém. E era verdade, Taylor não tinha uma relação amorosa com os seus casos de uma noite. — Você o ama? — Amo! — E o que você está esperando? — Eu não sei. — Pois eu sei! — Exclamei deixando as compras de lado, pondo a mão em seus ombros. — Seja feliz com quem você ama independente do que irá acontecer no futuro. Se você o ama, então aproveite os momentos de vocês como se fossem os últimos. — Ninguém iria acreditar que um dia você falaria isso. Seu namoro com o Pellegrini deve estar indo muito bem. — Bom, eu acho que é amor. Não sei, ainda não chegamos à fase de falar “Eu te amo”, mas, acho que não precisa dizer, quando a gente sente, é perceptível. — Uau, então é amor. — Taylor pegou um pacote da bolacha. — Posso? — Ela questiona. — Claro, abra. E está convidada para o jantar — digo. Desembalo as compras. Enquanto conversamos. Acho que eu realmente virei uma conselheira amorosa. O próximo passo é fazer terapia de casais!

Passou-se dois meses. Alex e eu estávamos juntos e felizes, mas algo me incomodava. Ele ainda dividia o apartamento com Michael, embora os dois sempre estava em meu prédio. Michael no apartamento de Taylor e Alex no meu. As roupas de Alex já estavam quase todas no meu armário, e ele sempre dormia comigo quando possível. No meu intimo eu queria convidá-lo para morar comigo. Mas, será que era o momento? Será que ele queria? Só tinha um modo de descobrir, eu iria fazer o convite. Era meu dia de folga, mas, Alex estava de plantão. Aproveitei para arrumar a casa e tentar fazer um jantar, eu não era uma boa cozinheira, no entanto, conseguia fazer algumas coisas. Faltava uma hora para Alex chegar, coloquei um vinho na geladeira e cortei alguns queijos. Deixei-os prontos à bancada da mesa e assei uma baquete com azeite, tomate e orégano. Enquanto isso, peguei meu celular para conversar com minhas amigas. No final das contas, todas se resolveram com seus casos amorosos.


Mia estava feliz com Daniel, os dois eram um ótimo casal, aliás, ela também estava feliz com o Joshua, eles eram um casal simpático, eu acho. Ela conseguiu, dois homens, Mia e seus dois maridos. Essa é uma menina esperta. Já Taylor está com Michael, a vida de balada não acabou! Não é porque ela está namorando que tem que ficar presa. Agora Michael a acompanha nas baladas. Sempre que é possível, é claro. E por fim, minha querida e melhor amiga, Emily. Depois do trágico fim do noivado, e a tentativa de descobrir se William era ou não o homem com a química certa, eles terminaram. Mesmo que Emily o amasse, ela sentiu que a química entre eles não existia e que na verdade sempre foram mais amigos do que namorados. Vida que segue, e agora ela está em busca do homem com o pau ideal. Com certeza ela vai acabar encontrando, aliás, treino não vai faltar. Como vai saber se é a certa, sem vários testes? — Palavras dela. Eu não influenciei! Por sorte não deixo o pão queimar, estava entretida com Emily contando sobre um encontro amoroso, mas, sou ágil, e tiro o pão do forno quando atinge o ponto ideal. Cortei também o presunto Parma e juntei com os queijos em uma petisqueira. Quando eu estava quase terminando, a campainha toca. Limpo minhas mãos com o guardanapo e vou atender, era Alex. Ele estava com uma expressão de exaustão, mas não deixou de abrir um sorriso a me ver. — Bem-vindo — falo. — Obrigado — Alex diz ao deixar os sapatos na entrada. Logo após ele me dá um beijo cálido. — Estou sentindo um cheiro bom, está cozinhando? — Ele questiona. — Fiz uns petiscos para a gente. — Ótimo. Eu vou tomar um banho e já venho. — Te espero — falo. Alex não esperava, mas, havia uma surpresa no banheiro, o aguardando. Não demora muito para que ele volte. Estou sentada no sofá, plena, como se não tivesse aprontado nada. — Você... — Alex parou bem na minha frente — É sério que você escreveu no espelho do banheiro? — Questiona incrédulo. — Sim — digo, e me sinto muito idiota. Eu havia escrito, com batom no vidro do banheiro “Quer morar comigo?” Alex se aproxima e em súbito me pega no colo. — Não esperava por isso — diz próximo a minha face. — Eu também não esperava que as coisas entre nós fossem dar tão certo. E, eu quis fazer esse convite — Alex começa a caminhar até o quarto. — Convite aceito. Mas, você também tem que aceitar o meu? — Qual? — Questiono sem ter ideia do que seria. Alex me coloca na cama e me dá um longo beijo antes de dizer. — Quer ir para a Itália, conhecer meus pais? — Pergunta.


Eu sorrio adorando a ideia. — É claro que eu quero — Digo e puxo-o mais para perto de mim. Nosso namoro está a um passo de se tornar mais sério e mesmo que não pensássemos em casamento, sabíamos que estávamos entregues ao nosso compromisso.

Não era a minha primeira vez dentro de um avião, mas, eu tinha um fetiche muito claro. Por sorte, conseguimos voo para a primeira classe, era madrugada e Alex e eu tentávamos ficar em silêncio enquanto trocávamos beijos, por baixo do cobertor o desejo era tão intenso que mal podíamos nos aguentar. Sussurro no ouvido dele minha ideia e dou uma apertada de leve em seu pau, de modo discreto é claro. Alex olha para todos os cantos e apesar de sua personalidade séria, ele era muito safado. O convite foi explicitamente aceito com um longo beijo. Dou um jeito de sair e fico no banheiro aguardando a chegada de Alex. Sabíamos que qualquer pessoa podia abrir e nos pegar no ato. Todos os banheiros em todas as aeronaves podem ser abertos pelo lado de fora, mesmo quando trancados pelo lado de dentro. Mas, fazer sexo com toda essa adrenalina só nos motivava. Um tempo depois a porta se abre, era Alex. Ele entra rápido e sua boca é rápida. O beijo é intenso e lascivo. Logo viro-me de costas e abaixo a saia que estava vestindo. ELe aperta meus seios, e abaixa as calças. Em um gesto rápido e mesmo apertados ele introduz o pênis, devagar. Seguro a excitação e com movimentos suaves ele continua a me penetrar. Ele aperta o bico dos meus seios, o meu intimo arde, a sensação de euforia, prazer e satisfação é intensa. Alex ritma os movimentos, nossos corpos cada vez mais próximos, com o dedo ele passa a acariciar meu clitóris e aumenta o ritmo da penetração, o medo de sermos pegos não atrapalhou em nada. Era delicioso, e sem pensar muito, o tão sonhado orgasmo aconteceu, com o homem que eu idealizei. O desejo é intenso e o amor é muito maior. Posso dizer com toda a expressão do clichê de que nunca senti isso antes. Consegui derreter o coração de gelo de Alexandre Pellegrini e conquistar todo seu amor. Estávamos sempre na vida um do outro, e posso afirmar com todas as palavras que ele é um homão da porra! Que as Santas me perdoem, mas Santa eu não sou!


FIM

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Santa, não sou - KM Mendes  

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