TENDÊNCIAS NEGÓCIO por Miguel Rêgo, CFA
ENTREVISTAS
PORTUGAL UM MERCADO TITÃ EM
MICHAEL KRAUTZBERGER, BLACKROCK PEDRO FERNANDES, HEED CAPITAL NEGÓCIO
FUNDOS ESTRANGEIROS, À SUA PRÓPRIA ESCALA
PORTUGAL- MERCADO TITÃ EM FUNDOS DE INVESTIMENTO ESTRANGEIROS ESTRATÉGIAS
OS FUNDOS PORTUGUESES MAIS RENTÁVEIS NA ÚLTIMA DÉCADA ESTILO
VOLTA AO MUNDO EM 10 ANOS 10 ANOS DE FESTA FUNDSPEOPLE NÚMERO 46 SETEMBRO E OUTUBRO 2022
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O nosso mercado cresce, com espaço para as entidades gestoras de fundos estrangeiros construírem e consolidarem o seu negócio.
A ANOS
UMA DÉCADA DE TRANSFORMAÇÃO 27/09/2022 12:21
dinâmica do negócio das entidades gestoras estrangeiras no nosso país fica evidente nas estatísticas que têm sido partilhadas pelas diferentes entidades supervisoras. O peso dos fundos estrangeiros nos fundos de investimento nacionais, na gestão de patrimónios ou nos balanços das seguradoras evidenciam que os profissionais de investimento nacionais confiam mais e mais ativos sob gestão a veículos de investimento internacionais. Em 2021 e com dados de 2020, a FundsPeople divulgava a sua própria estimativa daquela que era a dimensão do volume que os fundos estrangeiros agregavam em Portugal. O veredicto era então de 26,29 mil milhões de euros, o que comparava com a estimativa da European Fund and Asset Management Association (EFAMA) de 32 mil milhões. E surpresa… um ano depois, a mesma associação europeia de fundos estimava um crescimento desse valor em 2021 de, nada mais nada menos, 10 mil milhões de euros. Falamos de mais 30% de crescimento. Novamente desafiamos este número e construímos 88 FUNDSPEOPLE I SETEMBRO E OUTUBRO
a nossa própria estimativa daquela que é a pool de negócio para tantas gestoras internacionais que olham com interesse para o nosso mercado. A estimativa foi construída com base nos dados divulgados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), como reguladores dos cinco grande blocos de investimento institucional no nosso país. Contudo, revelam-se preciosos os detalhes agregados e divulgados pela Associação Portuguesa de Fundos, Pensões e Patrimónios (APFIPP) para acrescentar alguma minúcia a esta estimativa. Esmiuçamos então os diferentes segmentos institucionais analisados: 1. GESTÃO DE PATRIMÓNIOS
A gestão de patrimónios nacional é um segmento que tem visto os seus ativos decrescer significativamente por via das mudanças na estrutura de mercado. Isso, contudo, não tem tido um impacto relevante na dimensão de ativos sob gestão (AuM) de agentes investidores institucionais nacionais. Estes AuM
que se perderam nestas estatísticas são reportados ainda nos relatórios da ASF. No final de 2021, a gestão de patrimónios acumulava um total de 37,63 mil milhões de euros em ativos geridos, sendo que, destes, 14,15 mil milhões de euros diziam respeito a unidades de participação de fundos de investimento. Aprofundando a análise, com recurso aos dados da APFIPP, vemos que pelo menos 604,8 milhões de euros dizem respeito a fundos domésticos e 316,07 milhões a fundos imobiliários, pelo que estimamos um total aproximado de 13,23 mil milhões de euros de fundos de investimento mobiliários estrangeiros, nas carteiras deste segmento investidor no final de 2021. O mesmo exercício, executado a junho de 2022, depois de toda a turbulência que tomou conta dos mercados financeiros, leva-nos a um ajuste na estimativa para um total de 11,89 mil milhões de euros. 2. GESTÃO DE FUNDOS MOBILIÁRIOS
Já no que diz respeito aos fundos mobiliários domésticos, a verdade é que o peso das unidades de participação de fundos estrangeiros tem vindo a crescer ao longo do tempo. O sucesso