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24-02-2010
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Paixões
Imagens de alguns projectos desenvolvidos pela Fundação Vodafone
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TempoLivre
| MAR 2010
o segredo deste sucesso, diz apenas que é “Uma pessoa muito dedicada ao trabalho e no desempenho das funções talvez tenho ido ao encontro das expectativas dos que lideram a empresa. Mas também tive uma boa escola.” Uma característica pessoal a tem ajudado: “Sou uma pessoa versátil, tenho-me conseguido adaptar a várias funções, em vários momentos, que ao fim e ao cabo são muito diferentes”. O facto de ser mulher também nunca foi entrave na carreira que tem vindo a construir: “Acabei por ter lugares de chefia e de algum destaque logo muito nova. Entrei para a então Telecel com 23 anos e estive na área técnica quatro anos. Passei para as relações com os investidores, onde trabalhei de perto com um representante do accionista americano que veio para Portugal formar a área, durante um ano. Fiquei depois também à frente dessa área muitíssimo importante, envolvia toda a relação com a Bolsa, com a CMVM, com os investidores”. Áreas muitos sensíveis mas onde se sentia “satisfeitíssima nesse papel”. Mais tarde, a responsável pela
comunicação social saiu da empresa e foi a Luísa Pestana que foi agregado mais este pelouro. Dá-se a saída da operadora do mercado de capitais e por coincidência começa a nascer a Fundação Vodafone. “Achou-se que era uma uma área relacionada com temas institucionais e onde eu já tinha um background” e foi conduzida à presidência da mesma. Para além destas funções que tem vindo a acumular, trabalha muito de perto com o presidente da empresa, com a equipa de gestão da administração. “É muito estimulante saber tudo o que se está a passar e qual a estratégia da empresa nas várias áreas. Sou das pessoas que também está envolvida em saber e conhecer e perceber as razões de determinadas estratégias. Vou aprendendo muito com eles”. Quando se lhe pergunta se o objectivo é chegar a administradora, responde de forma serena: “Não tenho essa ambição o que eu gosto é de fazer e desenvolver projectos que eu gosto e que me motivem. Talvez um dia, porque não? Mas não é um objectivo”. I Manuela Garcia (texto)