Semana foco
14·18 DEZ
Edição Online
Promotores
Revista Forum Estudante | dez 2020 | Edição nº 329 | Mensal l Diretor: Gonçalo Gil l Disponível apenas por assinatura com o custo mensal de 1€
Profissões Opções para quem quer trabalhar no mundo do espetáculo
Cinema A pandemia também toca os super-heróis Saberes Qual o futuro do acesso ao superior? IEFP Formação na primeira pessoa
Entrevista a Dino d’Santiago «Os estudantes podem resolver muitos dos problemas de hoje»
2 | Forum Estudante | dez’20
/Sumário
PASSATEMPOS
www.forum.pt Telefone 218 854 730 FAX 218 877 666 E-mail geral@forum.pt DIREÇÃO Gonçalo Gil goncalo.gil@forum.pt FOTOGRAFIA Fábio Rodrigues, Dreamtime, Pexels, Unsplash DESIGN Miguel Rocha miguel.rocha@forum.pt REDAÇÃO Fábio Rodrigues fabio.rodrigues@forum.pt ASSINATURAS Paula Ribeiro Tel.: (218 854 730) pribeiro@forum.pt Anuidade: 10,00€ PUBLICIDADE Félix Edgar (Tel.: 218 854 103) felix.edgar@forum.pt
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO: Estes passatempos decorrem até 30 de janeiro de 2021, salvo indicação em contrário no próprio passatempo. Apenas serão atribuídos prémios a residentes em Portugal e somente um prémio por pessoa e morada em cada passatempo. Só será aceite, de cada concorrente, uma participação por dia. O não preenchimento correto do formulário de participação em www.forum.pt/passatempos, leva à desclassificação do participante. Os vencedores residentes na área da Grande Lisboa terão de levantar o prémio na nossa sede em Lisboa. Aos restantes, os prémios serão enviados via CTT. Após notificação, os vencedores têm um prazo de 15 dias para reclamar o prémio. Os prémios devolvidos não serão reenviados. A idade máxima de participação é de 25 anos, inclusive, a confirmar por documento de identificação. OS PREMIADOS SÃO ANUNCIADOS EM FORUM.PT. NOTA: as cores e modelos apresentados podem não corresponder às imagens apresentadas.
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REDES SOCIAIS Mariana Carlos mariana.carlos@forum.pt COMUNICAÇÃO&DISTRIBUIÇÃO Vítor Silva (Tel.: 218 854 755) vitor.silva@forum.pt PROJETOS ESPECIAIS José Maria Archer josemaria.archer@forum.pt PUBLICAÇÃO DIGITAL Esta publicação é apenas digital FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: Press Forum, Comunicação Social, S.A. Capital Social: 275.000,00¤ NIF: 502 981 512
Ganha 6 conjuntos de perfumes femininos UDV
Composição do Capital da Entidade Proprietária: Forum - Sociedade Gestora de Participações Sociais S.A: 100% Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Nº ERC: 114179
A Forum Estudante e a Ulric de Varens têm para te oferecer 6 conjuntos UDV – MINI PINK – Mulher, uma fragrância moderna frutada, floral, muito divertida para dar cor aos dias mais cinzentos, uma verdadeira poção mágica com um toque de caramelo e notas de sândalo encantadoras, dando lugar ao feitiço da baunilha... Vê como participar nas redes sociais Forum Estudante!
Sede da Redação e do Editor Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 218 854 730 | Fax: 218 877 666 Estatuto Editorial Disponível em www.forum.pt
Administração Rui Marques (Presidente) Gonçalo Gil Félix Pinéu
SUMÁRIO
Semana foco
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Revista Forum Estudante | dez 2020 | Edição nº 329 | Mensal l Diretor: Gonçalo Gil l Disponível apenas por assinatura com o custo mensal de 1€
Profissões Opções para quem quer trabalhar no mundo do espetáculo
Cinema A pandemia também toca os super-heróis Saberes Qual o futuro do acesso ao superior? IEFP Formação na primeira pessoa
Entrevista a Dino d’Santiago «Os estudantes podem resolver muitos dos problemas de hoje»
04 Escolas Iniciativas de e para escolas 06 Saberes O futuro do acesso ao superior 08 Gaming Jogos feitos à medida do sapatinho 10 Profissões Ofícios no mundo do espetáculo 12 Cinema Os super-heróis e a pandemia 14 Livros Romances protagonizados por estudantes 20 CJSR Uma capital que chega a todo o país 24 BPSS Todas as novidades para a nova edição 26 IEFP Quando a formação faz a diferença 30 RdT O dia em que a Agricultura foi à Escola 32 HorosCópos O que dizem as cartas sobre o Natal?
#16 Entrevista a… Dino d’Santiago Depois de um ano de 2019 repleto de concertos e viagens, Dino d’Santiago encontrou em 2020 uma oportunidade para pensar e refletir a música que criava, depois do lançamento do álbum Kriola. Em entrevista, o músico explica a mensagem que pretende passar neste trabalho que já descreveu como o seu “álbum mais ativista de sempre”.
Revista Forum Estudante #329 // dezembro 2020 // e-mail: geral@forum.pt // www.forum.pt
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4 | Forum Estudante | dez’20
/Escolas
ATENÇÃO Depois do final do primeiro período, a 18 de dezembro,
as aulas regressam a 4 de janeiro de 2021. A próxima interrupção chega de 15 a 17 de fevereiro, com a pausa letiva do Carnaval.
Geração €uro
Banco de Portugal desafia escolas a refletir sobre política monetária O Banco de Portugal volta a dinamizar o Geração €uro, naquela que será a 10.ª edição deste concurso internacional. Promovido pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais do eurosistema, o concurso decorre entre novembro de 2020 e maio de 2021, sendo dirigido aos estudantes do ensino secundário de todas as áreas (dos 16 aos 19 anos). Para participar, os estudantes devem formar equipas de três a cinco alunos, com a orientação de um professor, através do site do concurso Geração €uro. Na primeira fase do con-
curso, que decorre entre 18 de novembro e 13 de dezembro, os alunos respondem a um questionário online sobre a política monetária do euro. A partir daí, as equipas com melhores resultados serão convidadas a produzir um trabalho sobre política monetária que terá um objetivo específico, informa o Banco de Portugal, em comunicado: estimar a taxa de juro que o BCE deverá fixar na reunião de 11 de março de 2021. Na última fase, as equipas com os melhores trabalhos realizam uma apresentação perante um júri designado
pelo Banco de Portugal. Há prémios para os estudantes e professores das três melhores equipas. O objetivo desta iniciativa, realça o Banco de Portugal, passa por “sensibilizar a geração de europeus que cresceu com a moeda única para a importância da política monetária”. Para orientar os alunos ao longo das várias fases, os professores poderão consultar o Livro do Professor e o Plano de Aulas, recursos disponíveis no site do concurso Geração €uro. Para saber mais, visita o site do concurso Geração €uro ou a página de Instagram do Banco de Portugal.
5 | Forum Estudante | dez’20
/Escolas
Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores distingue projetos de estudantes Os vencedores do Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores, organizada pela Fundação da Juventude, em parceria com a Ciência Viva, foram conhecidos numa cerimónia que, pela primeira vez, se realizou em formato online. O evento decorreu durante a Mostra Nacional de Ciência, no dia 27 de novembro, sendo revelados os projetos de 129 jovens cientistas coordenados por 40 professores participantes neste concurso (lista disponível aqui). O projeto “ATMOS”, da autoria de estudantes do Colégio Luso-Francês, no Porto, foi o grande vencedor, conquistando o primeiro prémio. “ATMOS” visa quantificar a retenção de partículas por paredes verdes arbóreas e desenvolver uma nova metodologia para calcular a retenção de partículas, bem como avaliar o valor económico do serviço prestado ao ecossistema por esta solução. Foram distinguidos, no total, cinco projetos, sendo que alguns destes projetos terão agora oportunidade de participar, durante o próximo ano, em competições internacionais como a Virtual Expo-Sciences LUXEMBOURG 2021, a Semana Internacional de Investigação sobre a Vida Selvagem ou no Regeneron ISEF Virtual 2021. Já o “ATMOS”, vencedor do primeiro prémio, vai poder participar no EUCYS 2021, em Salamanca.
Cerca de
90%
dos professores consideram que estão a ser ignoradas regras de higienização e distanciamento nas escolas. Destes, 23% admitem ter medo de ser infetados, por considerarem que faltam condições.
83,7%
dos professores revela que o número de alunos por turma se manteve inalterado, com apenas 6,1% a dizer que estão agora mais pequenas. 10,2% revela que o número de alunos aumentou este ano. De acordo com
30,4%
inquiridos, alunos e professores limpam a sala entre cada utilização, sendo que apenas
40,1%
das respostas indicaram que a limpeza é feita pelo pessoal auxiliar entre cada utilização dos espaços. Fonte: Federação Nacional dos Professores – Fenprof (5000 professores inquiridos)
Gulbenkian Aprendizagem vai apoiar 5000 estudantes Recuperar aprendizagens perdidas em três áreas disciplinares do curículo (Português, Inglês e Matemática) e desenvolver competências importantes para o estudo autónomo. São estes os objetivos do projeto GAP - Gulbenkian Aprendizagem, que a Fundação Calouste Gulbenkian vai implementar entre janeiro e junho de 2021. No total, cerca de mil horas de mentoria semanal serão incluídas no projeto, que vai apoiar alunos de cerca de 120 escolas. Entre março e junho de 2020, os estudantes portugueses não só foram privados do ensino presencial, como viram “acentuadas as desigualdades académicas inerentes às dificuldades de acesso ao ensino à distância”, começa por explicar a Fundação Calouste Gulbenkian, em comunicado. É neste contexto que surge o projeto GAP – Gulbenkian Aprendizagem, apoiado pelo Ministério da Educação, que vai ajudar 5000 alunos dos ensinos básico e secundário a recuperar aprendizagens perdidas. Este apoio será prestado através de mentorias académicas, um “sistema inovador em Portugal”, destaca a mesma fonte, em que o apoio é levado a cabo de forma individual, em pequenos grupos ou na sala de aula (em tempo curricular, presencial ou online), por uma bolsa de 30 a 60 mentores da Associação “Teach For Portugal” (www.teachforportugal.org), com a colaboração da Associação Portuguesa de Professores de Inglês, da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e das Universidades do Porto e do Minho. Para saber mais, clica aqui.
6 | Forum Estudante | dez’20
/Saberes
Qual o futuro do acesso ao Ensino Superior? O Conselho Nacional de Educação (CNE) elaborou uma recomendação sobre a forma de articulação entre o ensino secundário e o superior. Conhece algumas das principais recomendações.
#1 Exames nacionais com menor peso Entre as componentes de prova de ingresso e de classificação do ensino secundário, o peso dos exames nacionais na nota de acesso “pode variar entre 50% a 65%” – uma preponderância que tem “efeitos negativos na prossecução dos objetivos do ensino secundário”, destaca o CNE, recomendando a redução do peso dos exames nacionais no processo de seleção e seriação dos candidatos. Para o CNE, a pandemia da Covid-19 tornou ainda mais evidente, em Portugal como noutros países, a desigualdade em que os alunos se encontram perante as formas de avaliação, em particular os exames.
#2 Novas formas de avaliação De forma a assegurar a avaliação de todas as competências presentes no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, o CNE recomenda a revisão das formas de avaliação utilizadas no ensino secundário. Para o CNE, algumas das novas formas de avaliação poderão depois ser consideradas no processo de acesso ao ensino superior. Portefólios, entrevistas, provas com júris, avaliação de currículos, cartas de motivação, pareceres de anteriores professores são alguns dos exemplos referidos como utilizados em outros países para a avaliação de candidatos ao ensino superior.
7 | Forum Estudante | dez’20
/Saberes
#3 Maior justiça social O CNE recomenda a avaliação da representatividade social do corpo estudantil das instituições de ensino superior, para aferir os eventuais efeitos discriminatórios da situação socioeconómica, da etnia, de deficiência ou do local de residência (ou de outros que venham a ser identificados como relevantes). No mesmo sentido, o documento refere a importância de “selecionar os candidatos com maior potencial, não apenas com o melhor desempenho escolar instantâneo”, procurando garantir, “cada vez mais, a justiça social”.
#4 Instituições com maior responsabilidade
Uma maior responsabilidade das instituições de ensino superior no processo de acesso ao ensino superior (individualmente ou em consórcio) é também recomendada pelo CNE. Desta forma, universidades e politécnicos poderiam definir critérios e instrumentos de seleção e seriação próprios (como, por exemplo, a realização de provas) em função do perfil definido. Esta responsabilidade tornaria possível a extinção dos concursos especiais, uma vez que as instituições teriam liberdade para “definir contingentes em função da diversidade da formação académica”.
#5 Avaliação do sistema de acesso De forma a obter um conhecimento mais aprofundado sobre o regime de acesso, o CNE recomenda o acompanhamento e avaliação do sucesso no ensino superior, incluindo a investigação sobre os fatores de sucesso e a correlação do desempenho com os critérios e instrumentos de seleção utilizados. No mesmo sentido, o CNE considera que devem ser estudados os efeitos das alterações introduzidas progressivamente no sistema de acesso ao ensino superior. Desta forma, poderão ser realizadas correções para “cumprir objetivos como a promoção de sucesso no ensino superior, a justiça social e a inclusão educativa e social”.
8 | Forum Estudante | dez’20
/Gaming
5 prendas para um sapatinho de gamer
A quadra natalícia é habitualmente estratégica para a indústria dos videojogos, que procura ver os seus títulos mais recentes embrulhados em papel de presente. 2020 não foi exceção, com muitas novidades nos últimos dois meses do ano. Conhece algumas!
#1 Assassin’s Creed Valhalla
#2 Cyberpunk 2077
O 12.º título principal da série Assassin’s Creed volta a centrar-se num período histórico concreto. Depois das civilizações egípcia e grega, Assassin’s Creed Valhalla transporta os e as jogadoras até ao universo dos Vikings. Em específico, o enredo do novo título da Ubisoft acompanha as invasões da Grã Bretanha, no final do século IX. Como é habitual nesta saga, o jogo desenrola-se em mundo aberto, acompanhando a história da personagem principal – o guerreiro ou guerreira Eivor. Depois de fundar a sua aldeia, os jogadores deverão fortalecer a sua influência em outras regiões da ilha, explorando um mapa de grandes dimensões que guarda várias missões paralelas que complementam a main quest. O título foi recebido com críticas globalmente positivas, sendo destacada a beleza das paisagens e ambientes retratados.
Se Cyberpunk 2077 já era um dos jogos mais esperados do ano, o anúncio de novo adiamento na data de lançamento, no início de novembro, apenas aguçou o apetite de gamers de todo o mundo. O jogo deverá agora chegar às lojas no dia 10 de dezembro, dando a conhecer o trabalho realizado, ao longo dos últimos anos pela CD Projekt Red – o estúdio polaco que conquistou grande reputação depois de The Witcher 3: Wild Hunt e que é conhecido pela atenção ao detalhe e pelo empenho em construir em profundidade o mundo aberto onde se desenrolam os seus jogos. “Night City”, onde se desenrola a ação de Cyberpunk 2077, é uma metrópole californiana com seis regiões diferentes, totalmente exploráveis, e onde as várias decisões tomadas pelo jogador vão influenciar o desencadear da sua história.
#5 Marvel’s Spider-Man: Miles Morales Uma das principais apostas da Sony para o lançamento da PlayStation 5, o título Marvel’s Spider-Man: Miles Morales tem gerado bastante entusiasmo na comunidade gamer. Este é o segundo jogo da série estreada em 2018, sendo que, depois de Peter Parker, é agora a vez de Miles Morales ser o protagonista central do jogo – ele que surgiu no universo Marvel em 2011. O novo título da Insomniac Games é jogado numa perspetiva de terceira pessoa, oferecendo ao jogador a possibilidade de explorar os bairros de Manhattan, em Nova Iorque, balançando em teias através de prédios. Tal como o seu antecessor, o jogo tem recebido boas críticas, sendo destacada a evolução da jogabilidade.
#3 Kingdom Hearts: Melody of Memory A série Kingdom Hearts chegou em 2002, apresentando aos gamers um universo que reúne várias criações da Disney e personagens da série Final Fantasy. Kingdom Hearts: Melody of Memory é o 14.º título da saga, dando continuidade aos acontecimentos de Kingdom Hearts III. Definindo-se como um rhythm action game, o jogo coloca à prova o sentido de ritmo dos jogadores, desafiando a pressionar os botões no tempo correto. Para além de uma vertente multiplayer (que permite criar até quatro equipas de três jogadores), o novo título da Square Enix inclui um modo campanha, que explora, ao longo de diferentes palcos, o passado da saga.
#4 Watch Dogs: Legion Outro dos títulos que tem sido recebido com bastante entusiasmo é Watch Dogs: Legion – um jogo que dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela Ubisoft ao longo da série com o mesmo nome, que conta com jogos lançados em 2014 e em 2016. Desta vez, o universo de Watch Dogs viaja até uma Londres distópica, no início da próxima década, colocando o foco, como é habitual nesta saga, na relação com as novas tecnologias e, em específico, com a atividade do hacking. Uma das principais novidades incluída em Legion está no facto de existirem várias personagens jogáveis, que podem ser controladas em momentos diferentes para completar missões.
10 | Forum Estudante | dez’20
/Profissões
7 Profissões para quem quer trabalhar no mundo do espetáculo Seja no Teatro, na Música, na Dança ou em outras artes performativas, há muitas formas de trabalhar no mundo do espetáculo, sem se ser necessariamente artista ou intérprete. Fica a conhecer algumas delas.
11 | Forum Estudante | dez’20
/Profissões
#1 Agente e Manager Por vezes vistos como tendo funções similares, agentes e managers têm responsabilidades bastante diferentes, na sua relação com o mundo do espetáculo. O ou a agente, também denominado de booker, tem como principal preocupação efetuar marcações e vendas de um espetáculo, estabelecendo contactos com possíveis interessados e respondendo a pedidos de informação sobre custos e logística, por exemplo. Já o ou a manager é responsável por gerir a carreira de um artista, habitualmente desenhando estratégias nas áreas musicais e de comunicação. Uma formação superior na área da Gestão poderá ser útil, sendo que competências de comunicação interpessoal, coordenação de equipas e de organização serão importantes.
#2 Coreógrafo/a Sendo um criador, o coreógrafo ou a coreógrafa não tem necessariamente de ser intérprete. Movendo-se no campo da dança, estes e estas profissionais podem centrar a sua atividade em várias especialidades que vão do ballet à dança contemporânea, passando por vários géneros. O objetivo do seu trabalho passa por exprimir ideias através da dança e de gestos corporais, elaborando movimentos e sequências. O seu trabalho pode resultar num espetáculo de dança ou incorporar outros espetáculos (musicais, teatrais ou televisivos). A capacidade de criação, musicalidade e sentido estético serão por isso muito relevantes. Existem cursos superiores de Dança que habilitam para esta profissão, sendo que ela é precedida, habitualmente, de alguma experiência enquanto bailarino ou bailarina.
#3 Direção de Cena (Stage Manager) Tradicionalmente, no mundo do Teatro, o Diretor ou Diretora de Cena assegura a coordenação de tarefas que rodeiam a execução técnica de um espetáculo,
certificando que atores e técnicos cumprem a sua função no momento certo. Por essa razão, este trabalho é realizado em grande proximidade com o/a encenador/a que, normalmente, toma decisões criativas ligadas à expressão artística. Estes profissionais surgem também em espetáculos musicais, sendo responsáveis pela organização de trabalhos que acontecem em palco. Competências de organização serão muito importantes para estes e estas profissionais, que necessitam também de possuir capacidade de adaptação e de resolução de imprevistos.
#4 Figurinista Os e as figurinistas são os responsáveis por criar e elaborar o figurino utilizado por personagens de uma produção artística que pode ser teatral, musical ou televisiva. Por essa razão, trabalham de perto com os outros intervenientes do espetáculo como artistas, produtores ou encenadores. A visão estética do criador (coreógrafo, criador ou diretor artístico) será o ponto de partida para o figurino, cabendo a estes profissionais a sua adaptação aos usos e movimentos do performer. Criatividade, capacidade de execução e adaptação serão por isso fundamentais nessa profissão que implica experiência na área do design de moda, existindo formação superior especializada.
#5 Produtor/a A palavra produtor ou produtora designa um profissional que contrata, organiza e supervisiona a realização de tarefas relacionadas com a execução de um espetáculo. Por essa razão, os produtores e produtoras estabelecem planos de ação e gerem orçamentos, realizando tarefas como a marcação de hotéis e viagens ou contratação de serviços necessários (drivers, fotógrafos/as ou equipas de limpeza, por exemplo). Como tal, estes profissionais devem possuir um grande sentido de responsabilidade e organização, bem como capacidade de comunicação e de resolver problemas. Podem deter formações superiores na área da produção (uma variante incluída em vários cursos na área do Cinema, Teatro ou Música).
#6 Programador/a Cultural O trabalho muitas vezes invisível dos programadores e programadoras passa por desenhar e implementar uma estratégia cultural para uma estrutura (como um teatro ou um centro cultural) ou uma região (normalmente um município), escolhendo os vários espetáculos/iniciativas que vão compor uma determinada temporada ou ciclo. Como tal, estes profissionais devem estar atentos, não só ao interesse do público para quem programam, mas também às oportunidades de contratação de espetáculos que venham a ter um impacto positivo na comunidade. Nesse sentido, o programador terá de manter um contacto próximo com representantes de vários setores, conhecendo as características da sua comunidade, de forma a maximizar o efeito da sua ação. Sentido de responsabilidade, conhecimento cultural e capacidade de empatia serão muito relevantes nesta tarefa, sendo que existe alguma oferta de formações de ensino superior especializadas nesta área.
#7 Técnico/a (Som, Luz e Vídeo) Os técnicos trabalham os vários elementos que compõem o espetáculo, sendo que, habitualmente, são especializados num deles. O técnico de som analisa o espaço para responder às necessidades do espetáculo, criando um desenho de som, tendo em conta, por exemplo, a acústica ou a dimensão do local. Já o técnico de luz prepara o sistema de iluminação, criando um setup que se enquadre na criação artística em palco. Mais recentemente, as possibilidades tecnológicas abriram caminho ao técnico de vídeo que é responsável pela criação e transmissão de conteúdos audiovisuais durante o espetáculo. Para além de realizarem a preparação do local, durante o sound e light check, estes profissionais trabalham a performance ao vivo, cumprindo o plano estipulado à partida para realização do espetáculo. Podem ter formação nas áreas de Engenharia de Som, Teatro (variante Técnico de Luz e Som) ou Multimédia.
12 | Forum Estudante | dez’20
/Estreias
Super-heróis tentam sobreviver à pandemia
No dia 25 de dezembro, Wonder Woman 1984 chega aos Estados Unidos da América, estreando simultaneamente nas salas de cinema e em streaming. A decisão evidencia a tentativa da indústria de filmes de super-heróis em adaptar-se aos efeitos da pandemia da Covid-19.
“Um verão sem nenhum super-herói”. Era desta forma que, em abril, Alyssa Rosenberg previa o verão de 2020, destacando como a pandemia da Covid-19 tinha forçado os estúdios a adiar o lançamento de alguns dos seus filmes teoricamente mais lucrativos. Foi esse o caso de Wonder Woman 1984, originalmente com estreia marcada para o verão de 2020, mas sucessivamente adiado. Outro exemplo é The Batman, entretanto reagendado para... março de 2022. Tal como no universo cinemático da DC Comics, também a Marvel Studios
As dificuldades da indústria do cinema, em 2020, surgem na sequência de um ano muito lucrativo. O Forum Económico Mundial calcula que, em todo o mundo, a venda de bilhetes de cinema tenha atingido um máximo histórico em 2019: 42 mil milhões de dólares.
se viu obrigada a adiar todas as datas da sua famosa “fase quatro” – até à chegada de Black Widow, em março de 2021, serão 22 meses sem nenhuma adição ao seu universo cinematográfico. O resultado é uma grande concentração de aparições de super-heróis, durante os 16 meses seguintes: Entre Marvel e DC, um total de 11 filmes de super-heróis têm estreia marcada para esse período. Todos estes adiamentos têm uma explicação simples – o impacto financeiro da pandemia da Covid-19 nas receitas
de bilheteira. Estas receitas são o motor que alimenta uma indústria que se tem evidenciado especialmente lucrativa em anos recentes. O Fórum Económico Mundial calcula que, em todo o mundo, a venda de bilhetes de cinema tenha atingido um máximo histórico em 2019: 42 mil milhões de dólares. Grande parte do crescimento das receitas de bilheteira, ao longo das últimas décadas, deve-se ao crescimento do mercado chinês. Entre 2009 e 2019, a receita média de bilheteira estagnou na maioria dos restantes países (tendo mesmo diminuído em alguns mercados históricos, como a Índia), tendo a China aumentado esse valor em 860%. Durante 2020, os cinemas chineses estiveram fechados seis meses, o que explica, em parte, a estratégia de adiamento adotada até agora.
Luzes, câmara… Streaming Em agosto, a Warner Bros realizou uma aposta diferente dos adiamentos anunciados até então: lançou o mais recente filme de Christopher Nolan nas salas de cinema norte-americanas. As receitas de bilheteira ficaram-se pelos 60 milhões de dólares nesse país – um valor que é bastante reduzido face aos 360 milhões angariados em todo o Mundo. “Tenet foi apresentado como o salvador das salas de cinema, como o filme que traria os cinemas de volta à vida. Em vez disso, tornou-se um prenúncio da desgraça”, concluía a Entertainment Weekly, em setembro. Agora, escreve o mesmo portal, seria a vez de Wonder Woman 1984: “Se há filme capaz de trazer de novo espectadores, será um filme de super-heróis”. Contudo, a Warner apostou numa estratégia diferente. Depois da estreia mundial nos cinemas, no dia 16 de dezembro, o filme vai estrear nos Estados Unidos a 25 de dezembro, sendo disponibilizado, no mesmo dia, numa plataforma de streaming. “Oferecemos aos fãs o poder de escolher entre ir ao cinema local ou ver a estreia no HBO Max”, explica o CEO do estúdio, Jason
Kilar, num artigo publicado na plataforma Medium. “É a primeira vez que vamos poder decidir exatamente onde e quando queremos ver um potencial blockbuster”, escreve Peter Kafka, no portal Vox, explicando que difere das várias estratégias adoptadas por outros estúdios, depois dos adiamentos. A Disney, por exemplo, também utilizou uma plataforma de streaming para estrear Mulan, mas pedia o pagamento de 30 dólares adicionais. A aposta é vista também como uma forma de diversificar a forma de chegada ao espectador, num contexto em que a indústria de filmes de super-heróis poderá sofrer um impacto
[…] estúdios como a Marvel enfrentam um grande dilema: equilibrar a forma como fazem crescer a expectativa dos fãs, enquanto permitem que títulos como Black Widow sejam consecutivamente adiados.
especialmente forte. Isto tendo em conta que a produção deste tipo de filmes é especialmente cara – Wonder Woman 1984, por exemplo, custou 200 milhões de dólares, sem incluir verbas de promoção. Nesse sentido, conclui Ryan Gillbey, escrevendo no The Guardian, estúdios como a Marvel enfrentam um grande dilema: equilibrar a forma como fazem crescer a expectativa dos fãs, enquanto permitem que títulos como Black Widow sejam consecutivamente adiados.
14 | Forum Estudante | dez’20
/Livros
romances em que estudantes são protagonistas
Já pensaste alguma vez “a minha vida de estudante dava um livro”? A Forum Estudante traz-te uma lista de romances onde os estudantes são as personagens principais A literatura tem muitos propósitos. Pode levar-nos a viajar para mundos mágicos ou pode ajudar-nos a compreender quem nos rodeia. Pode servir para nos avisar de um perigo, mostrando-nos uma possibilidade que não antevimos. Pode oferecer-nos empatia por situações que nunca
atravessaríamos ou pode mostrar-nos uma sensibilidade que estava ainda por descobrir. Quando as personagens principais são estudantes como tu e também têm trabalhos de casa para fazer, fica mais fácil compreender alguns porquês e algumas situações. Bom, na verdade,
para contar uma boa história, nem é preciso que essas personagens estejam na escola, mas só por serem estudantes já têm um bom elo de ligação contigo. Deixamos-te aqui sete romances em que as personagens principais são estudantes. Com qual te identificas mais? E qual é a que te é mais distante?
15 | Forum Estudante | dez’20
/Livros
#1
#4
#6
Holden Caulfield poderá não ser um excelente aluno, mas tem sido uma leitura obrigatória para qualquer adolescente desde a publicação de À Espera no Centeio, principalmente devido às temáticas da angústia e da alienação, bem como a sua crítica à superficialidade da sociedade. Expulso da sua escola, Holden passeia-se por Nova Iorque durante três dias, explorando os meandros da pequenez humana, e a sua odisseia acaba por tornar-se a nossa.
Um dos “romances psicológicos” mais famosos de Dostoyevsky, Crime e Castigo centra-se na angústia mental e nos dilemas morais de Raskolnikov, um estudante pobre em São Petersburgo, que engendra um plano para cometer um crime “justificado”. A culpa e a Paranóia que se seguem conduzem o leitor por uma viagem voraz pela cidade decadente e pelas profundezas do abismo humano.
Uma das melhores obras alguma vez escritas na língua de Camões, Sinais de Fogo conta a história do estudante Jorge e a maior parte da ação decorre no verão de 1936, na Figueira da Foz, para onde vai passar férias em casa de um tio. Aí se apaixona por Mercedes, desperta para a política e se descobre como poeta. História de iniciação e romance inacabado, Sinais de Fogo é um marco na literatura portuguesa pelos seus excessos e transgressões, bem como pela capacidade de mostrar a vida tal como ela é: contraditória e paradoxal, sagrada e profana, superior e mesquinha.
À Espera no Centeio, J.D. Salinger (1951)
#2
Retrato do Artista quando Jovem, James Joyce (1916) Esta obra segue a vida de Stephen Dedalus enquanto cresce e se vai desenvolvendo, culminando no seu despontar enquanto artista. Como seria de esperar, há um grande enfoque na vida escolar de Stephen, desde um colégio de jesuítas até à vida universitária. O próprio estilo da escrita evolui com a idade da personagem, procurando assim refletir o seu estado de espírito e as suas inquietações.
#3
O Jovem Törless, Robert Musil (1906) Na verdade, o título em alemão poderia ser traduzido como As Confusões do Jovem Törless, o que ganha relevância quando constatamos que é precisamente do que esta obra trata: as confusões interiores de um jovem aluno de um colégio interno austríaco. O jovem Törless procura compreender os valores morais da sociedade e o seu significado, nesta história desinibida, que não se poupa a retratar o bullying entre colegas.
Crime e Castigo, Fiódor Dostoievski (1866)
#5
O Senhor das Moscas, William Golding (1954) Um bando de alunos ingleses são os únicos sobreviventes de um desastre de avião, que os deixa sozinhos e abandonados numa ilha deserta. Se, a princípio, ficam maravilhados com o facto de não terem qualquer supervisão e procuram forjar a sua própria sociedade, a realidade depressa toma conta deles e traz à tona o seu lado mais primitivo. As tensões entre as dinâmicas de grupo e a individualidade de cada um, entre as reações emocionais e racionais e entre a moralidade e imoralidade asseguram que esta é uma leitura recheada de ação e de matéria para reflexão.
Sinais de Fogo, Jorge de Sena (1979)
#7
O Sétimo Herói, João Aguiar (2004) Para quem sonha viajar para mundos fantásticos e repletos de magia, O Sétimo Herói de João Aguiar é a agência de viagens certa. Jorge tem 18 anos e, em bom rigor, é uma excelente definição do que é um nerd: usa óculos, é apaixonado pela leitura e sofre de uma timidez crónica junto das raparigas. As suas aventuras no mundo mágico de Lysitaya são uma reviravolta inesperada, onde encontrará elfos, monstros, princesas e dragões (nomeadamente um dragão que adora fazer palavras cruzadas!), sempre descritas com um sentido de humor muito característico.
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/Fama
Dino d’Santiago «Entrem na roda.
Fazemos todos parte da mesma
Depois do sucesso de “Mundu Nôbu” (2018), Dino d’Santiago não perdeu tempo e, 18 meses depois, lançou o novo álbum “Kriola” que, durante o último mês, foi lançado em formato físico. Pelo meio, lançou ainda o EP “Sotavento”, numa intensidade produtiva que diz ter sido uma das suas grandes aprendizagens recentes. Em conversa com a FORUM, o músico natural de Quarteira explica a importância da redescoberta das suas raízes, sublinhando como o seu trabalho procura afirmar a crioulidade como uma riqueza partilhada.
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/Fama
Em entrevistas passadas, já descreveste o “Kriola” como o teu “álbum mais ativista de sempre”. Pensando nos leitores da Forum, que são estudantes do secundário e superior, quais são as mensagens que gostarias de ver associadas a este trabalho? A comunidade estudantil pode resolver muitos dos problemas de hoje, nomeadamente no que toca à falta de informação. Quando se ouve a expressão “crioulo” ou “crioula” associa-se logo ao negro, a Cabo-Verde ou à Guiné. E gostaria de deixar bem claro que o disco tem o nome de “Kriola” porque é, precisamente, a representação de uma geração de mistura. Crioulo não é mais do que isso – é uma mistura entre o ocidente e, neste caso, a África dos Países Africanos de Língua Oficial
A comunidade estudantil pode resolver muitos dos problemas de hoje, nomeadamente no que toca à falta de informação. Portuguesa (PALOP). Mas a base lexical do crioulo é 70% português. Há muito mais que nos une do que aquilo que, muitas vezes, pensamos. Nesse sentido, o “Kriola” começa por desmistificar o que é a crioulidade, ao acreditar nessa “gerason di oru” que veio para fazer a mudança. Atualmente, vais no metro e ouves os miúdos a cantar os temas do Julinho [KSD] e sentes que a linha de Sintra é – como destacamos no disco – uma linha onde se fala a língua da Cesária. A mensagem é não ver isto como algo menor, como se fez durante muito tempo, quando se sentia que era menor por vir dos subúrbios. Recentemente, tive oportunidade de fazer parte de uma ação, na prisão do Linhó, onde houve uma formação de crioulo. É proibido falar-se crioulo nas prisões, pelo facto dos guardas não perceberem a língua. Nessa formação em que participei, guardas e reclusos puderam aprender um pouco de crioulo. Penso que é esse o futuro: através da educação, conseguir desmistificar. O crioulo é tão português como cabo-verdiano, como guineense, como são-tomense ou como moçambicano. Esse é um dos
princípios base que eu espero que as pessoas possam sentir quando escutam o Kriola: Entrem na roda, fazemos todos parte da mesma cachupa. Afirmaste também sentir que a tua geração é uma “geração que se une pela igualdade”. Olhando a geração seguinte, a dos nossos leitores, como é que achas que os estudantes do secundário ou do superior vivem esta dimensão da mudança? A manifestação Black Lives Matter já se tornou o maior movimento da história da humanidade, ou seja, aquele em que mais países se juntaram em prol de uma causa. A beleza dessa manifestação foi que nela não se encontravam apenas negros. Várias culturas uniram-se em prol de uma justiça, de abordar uma questão que já é antiga e que é, finalmente, falada pelo mundo, com mais verdade. Isto independentemente de existirem opiniões contrárias. É possível encontrar essa vontade de sentir um mundo mais justo, em várias causas – LGBTQI+, feminismo, racismo… Sinto que todas essas manifestações e movimentos estão cada vez mais claros e presentes nas nossas bocas. Já não é um tempo como o dos meus pais, em que se dizia para não se falar de política, por exemplo. Hoje em dia, vejo que nós, jovens, falamos sem esse medo e acho que será isso a fazer a diferença no futuro. Ao sentires que, nas escolas e universidades, há uma vontade de reescrever a História, de tocar na ferida sem receio, para que ela sare com dignidade. Tocar nesses tópicos, tanto nas salas de aula como fora delas, vai fazer toda a diferença. E acho que não precisamos de esperar que as universidades e escolas metam esses assuntos nos sumários. Podemos tomar nós a iniciativa, através dos nossos fóruns, dos nossos encontros de jovens, debatendo estes assuntos que são, cada vez mais, de todos nós. Ainda sobre o “Kriola”, face ao teu trajeto até aqui, o que é que sentes que este trabalho significa do ponto de vista da tua criação musical? Musicalmente, este álbum é o realizar de uma grande mudança. Durante muito tempo, na minha vida, fui um daqueles que dizia “preciso que a inspiração chegue” ou “preciso de me inspirar”. Aprendi que tens de dar lugar e preparar o cenário para que a inspiração aconteça. Tens de ter a disciplina de criar um horário, para trabalhar em estúdio, todos os dias, independentemente de sair uma rima ou um som inteiro. No fundo, aprendi
que tens de criar oportunidade para que a inspiração aconteça com a integridade que ela merece. E não ficar à espera que caia do céu. Para mim, foi essa a grande lição que o “Kriola” me deu e que tenho mantido desde então – continuo a criar diariamente, a fazer colaborações... É um disco que vive do que eu sinto, mas que respira muito através daquilo que os produtores sentem também – o Seiji, o Nosa Apollo, em Inglaterra, o Kalaf, em Berlim, o Branko e o Pedro [da Linha], aqui em Lisboa. E de músicos de Cabo-Verde como o Djodje, que fazem parte desta receita. Faço sempre questão de frisar que esta é a minha história, mas narrada por várias mãos. Ao longo da tua carreira, passaste por vários projetos musicais. Consegues identificar o momento em que sentiste que tinhas encontrado uma voz? Em específico, o contacto com as tuas raízes teve algum papel especial nesse caminho? Eu sinto que Cabo-Verde me deu, finalmente, a minha voz. Visitei Cabo-Verde com o objetivo de sentir a sua energia, de perceber porque é que meu pai queria viver a sua reforma lá. Ele saiu de Cabo-Verde [para Portugal] em busca de uma vida melhor. E eu tinha aquelas questões: “Pai, será que valeu a pena?”. Ao que o meu pai respondia: “Vocês, meus filhos, são o resultado e a resposta positiva ao sacrifício que fiz ao sair da minha terra, do meu chão”. Eu quis perceber
Honro muito a minha raiz portuguesa, que me deu a língua que falo, e a minha raiz cabo-verdiana, que me deu a alma para me exprimir sem receio.
o porquê de ele querer voltar. Já como adulto, percebi que, em Cabo-Verde, o tempo pára. As pessoas têm tempo para conversar, as casas estão sempre abertas, prontas a receber mais uma pessoa. As crianças são educadas também por todos os vizinhos, porque os vizinhos são família. Isso fez com
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/Fama
que me sentisse parte do que encontrei, ao entender aquela dinâmica. Senti que não sou diferente. Eu nem me apercebia o quão diferente me sentia, em Portugal. Cada vez que entrava numa loja ou num supermercado e tinha os seguranças a seguir-me. Eu achava que aquilo era por ser um “puto do bairro”. Mas não, quando cresces, percebes que a tua tez cria uma dinâmica ao teu redor. E essa dinâmica fez com que, quando cheguei a Cabo-Verde, sentisse: “Eu posso ter duas pátrias”. Eu posso ter duas raízes e honrá-las. Honro muito a minha raiz portuguesa, que me deu a língua que falo, e a minha raiz cabo-verdiana, que me deu a alma para me exprimir sem receio. Esse casamento enriqueceu-me e tento passar isso para todos. Ainda sobre o teu percurso, consegues identificar o momento em que soubeste que a música era a tua vocação? Durante muito tempo, sobretudo durante a minha adolescência, segui muito mais a área das artes plásticas. A música esteve sempre presente, como participava na Igreja e cantava nos coros… Mas a pintura e ilustração também. Sempre fui um grande fã de Salvador Dalí e de Magritte, vivi muito o surrealismo. E, depois, a fase em que a Anime e a Manga entraram em Portugal. Muito do dinheiro que ganhava durante o ciclo era fazendo desenhos do Dragonball que vendia aos meus colegas (risos). Também participei em vários concursos estudantis na área da ilustração e cheguei mesmo a vencer alguns. Sempre tive essa ligação. Mas isso mudaria, a partir de 2003, quando entrei na Operação Triunfo. Algo que aconteceu muito por acaso, porque ia acompanhar uma amiga de infância, a Carla de Sousa. Depois de entrar no programa, tive professores inacreditáveis que me disseram para aproveitar aquela oportunidade ao máximo. E foi aí que me apercebi: abriu-se um novo caminho que não estava à espera. Eu tinha pensado ir para belas-artes, mas decidi aprofundar o caminho da música e esse esforço refletiu-se no ano seguinte, ao ir para os Expensive Soul, onde fiquei 11 anos. A música entrou desta forma e tive de adiar um pouco o sonho das belas-artes. Mas o que é certo é que tudo o que escrevo tem imagem. E no Mundu Nôbu pude usar essa minha arte, ilustrando todas as canções e juntando esses dois mundos, numa coleção de vídeos que está disponível no YouTube. Procuro sempre isso.
O teu ano de 2019 foi feito na estrada, com muitos concertos. 2020 acabou por ser um corte bastante grande com todos os condicionamentos que existiram. Como foi viver essa diferença? Eu tenho visto o quão este ano tem sido difícil para muitas famílias, para várias indústrias… Tem sido difícil para toda a gente. Mas a verdade é que, a título pessoal, este foi o ano em que me senti mais realizado. É o ano em que finalmente vou ser pai, vou realizar esse sonho maior, o ano em que pude descansar, refletir, pensar e sentir a mú-
sica com a minha família. Onde pude responder a tempo e horas a todas as questões que me eram colocadas. Onde senti o reconhecimento a chegar, a levar-nos a sítios como o “Colors”, onde fomos os primeiros portugueses
a pisar um palco tão desejado como o dessa plataforma. Esse era um dos grandes propósitos, desde o início desta caminhada. Sendo um ano com tantas condicionantes na área da Cultura, conseguiste dar concertos com bastante público, como no Campo Pequeno, no Festival dos Canais ou na Festa do Avante!, por exemplo. O que é que sentiste nesses momentos? No Campo Pequeno, foi uma sensação muito difícil. Pela primeira vez, dei um concerto com o público sentado, como se fosse cinema. Vi o pessoal a inventar novos toques com os braços, na cadeira, para tentar, estando sentados, dançar. Ao mesmo tempo, vi a esperança no olhar das pessoas, vi pessoas que choraram com aquele momento. Eu próprio chorei… Depois, no Avante, pude ver aquelas pessoas resilientes e uma produção irrepreensível – entrámos com a carrinha, subimos para o palco, demos o concerto, voltámos para carrinha e fomos embora, sem nos cruzarmos com ninguém. Foi uma produção difícil, porque eles foram muito criticados. Mas o que é certo é que não deixaram a Cultura morrer. Eu vi os técnicos que puderam trabalhar naquele dia, como vieram ter connosco e nos abraçaram sem nos abraçar. Sofremos tantas críticas online, quando se percebe que têm mais a ver com política do que com a preocupação com a vida dos artistas ou dos técnicos. Num sítio para cento e tal mil pessoas, estavam apenas 6 mil, bem separadas, para podermos celebrar a cultura. Foi bonito ver que, quando terminou, nada aconteceu de mal. E isso deu força a outros. Fez com que, por exemplo, chegasse ao Super Bock Arena e encontrasse pessoas bem seguras, sabendo que estavam a viver um momento de Cultura mas com toda a segurança possível. E isso não tem preço. Há alguma mensagem que gostarias de deixar aos estudantes portugueses? Recebo muitas mensagens de estudantes universitários e do secundário, que entram em contacto comigo para perceber o que eu digo, para entender coisas em crioulo. Gostaria de agradecer muito os vossos olhares e dizer-vos que, realmente, comunicar com os estudantes dá-me um prazer maior. Porque sinto que, depois, quando transcrevem o que digo, noto paixão no que está escrito. Contem comigo para o que precisarem e quando precisarem.
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/Capital Jovem da Segurança Rodoviária
A Capital Jovem da Segurança Rodoviária vai passar por todo o país Durante cinco dias, de 14 a 18 de dezembro, escolas de todo o país associam-se à Lisboa Capital Jovem da Segurança Rodoviária, realizando atividades sobre este tema.
Desde 2013, a Capital Jovem da Segurança Rodoviária tem realizado ações de sensibilização para este tema, tendo já passado por sete cidades – Coimbra, Braga, Aveiro, Leiria, Porto, Viseu e Castelo Branco. Em 2020, é a cidade de Lisboa que se assume como o foco central da disseminação da mensagem de segurança nas estradas junto dos jovens. Habitualmente, este projeto da Forum Estudante, do Automóvel Club de Portugal (ACP), da BP Portugal e da Brisa realiza uma ou mais semanas foco, durante as quais se concentram ações de sensibilização para a importância da segurança rodoviária, em conjunto com parceiros locais e nacionais. Esta iniciativa conta ainda com o apoio da Direção-Geral da
LISBOA
Promotores
Educação, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e da Associação Salvador, bem como dos municípios e instituições de ensino superior locais. O ano de 2020 colocou obstáculos à realização das ações habituais de sensibilização, sendo necessária uma adaptação às circunstâncias, de forma a cumprir as regras de higiene e segurança. Nesse sentido, a semana foco da Lisboa Capital Jovem da Segurança Rodoviária vai ser nacional, com a realização de atividades em escolas de todo o país. Esta foi a forma encontrada de espalhar a mensagem de segurança nas estradas a partir da própria comunidade escolar, sem a interferência de elementos externos. Para ajudar as escolas a mobilizar e
Apoios
EDUCAÇÃO
impactar as suas comunidades de forma segura, a Forum Estudante preparou um guião de atividades de caráter prático a desenvolver. Quizzes, jogos, percursos simulados são alguns exemplos de ações propostas, que se adaptam aos públicos dos diferentes ciclos de escolaridade do ensino básico e secundário. De igual forma, foi também preparada uma compilação de materiais didáticos disponíveis online, que poderão ser utilizados como suporte para uma aula diferente, abordando a temática da prevenção e segurança rodoviária. Entre estes materiais e fichas de trabalho contam-se recursos sobre o uso da “cadeirinha” ou a elaboração de cartazes e folhetos, por exemplo.
Media
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/Capital Jovem da Segurança Rodoviária
Porquê uma Capital Jovem da Segurança Rodoviária? A mortalidade em acidentes rodoviários é a principal causa de morte entre os jovens dos 18 aos 24 anos, sendo que o risco de morte em acidentes rodoviários dos jovens é 30% superior ao resto da população. Por essa razão, é necessário mobilizar a opinião pública nacional, em particular os jovens, para a importância fulcral da Segurança Rodoviária. Para mais, estamos na Década de Ação para a Segurança Rodoviária (2011/2020) e é necessário desenvolver práticas inovadoras para a mudança de mentalidades. A opção pelo público infantil e juvenil é justificada pela capacidade que têm de levar até ao seio das famílias os conceitos de prevenção rodoviária e a mudança de atitudes.
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/Capital Jovem da Segurança Rodoviária
“Não atropele os seus planos”. Quando as regras salvam vidas
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP) uniram esforços para realizar a campanha “Não atropele os seus planos”. O objetivo final passa por diminuir o número de atropelamentos – fenómeno que continua a causar uma parte significativa das vítimas mortais nas estradas portuguesas. Com o objetivo de alertar os condutores e peões para a importância de cumprir as regras de segurança rodoviária, ANSR, GNR e PSP apelaram aos cidadãos que adotassem cuidados redobrados na estrada, tendo em vista evitar atropelamentos. Nos dias 24 e 25 de novembro, foram realizadas ações de sensibilização e fiscalização em Lisboa, Viseu, Coimbra, Sintra e Pombal. Os números de sinistralidade rodoviária continuam a mostrar a grande preponderância dos atropelamentos
LISBOA
Promotores
no número de vítimas mortais nas estradas portuguesas. Entre 2010 e 2109 morreram mais de 1500 pessoas vítimas de atropelamento, por exemplo. De acordo com o intendente da PSP, Nuno Carocha, citado pela TVI, os atropelamentos representam mesmo 20% da sinistralidade com vítimas. O número de atropelamentos tem crescido, ao longo dos últimos anos, de forma generalizada. Em 2018, por exemplo, morreram 105 pessoas atropeladas, num aumento quase de 20% face ao ano anterior. Uma tendência que já se tinha verificado em em 2017 (subida de 12%). Nos primeiros 9 meses de 2020, mesmo com a redução de tráfego resultante da pandemia da Covid-19, registou-se o mesmo número de atropelamentos que no ano anterior.
Regras cumpridas, estradas seguras O esforço de sensibilização junto
Apoios
EDUCAÇÃO
dos condutores para esta temática durante a campanha “Não atropele os seus planos” surge no seguimento de outras campanhas como a operação “Peão em Segurança”, realizada no início de 2020, por exemplo. Olhando as estatísticas, é fácil de compreender o porquê. A probabilidade de um peão morrer vítima de atropelamento é de 10% se o condutor circular a 30 km/h. Se a velocidade for de 50 Km/h, essa probabilidade aumenta mais de 8 vezes. Para além do cumprimento das regras por parte dos condutores, será também importante que os próprios peões se protejam. Os peões são os utilizadores mais vulneráveis da estrada, uma vez que não possuem qualquer tipo de proteção. Recorda algumas das principais regras que podem garantir a tua segurança, quando te deslocas pelo teu próprio pé.
Media
Regras para um peão seguro #1 Circulando #2 A pé e em #3 Na sozinho grupo passadeira Circula sempre nos passeios e do lado direito deste. Esta é uma das regras básicas a cumprir, até porque, quando se dá um encontro entre dois peões, deve assegurar-se que quem circula do lado da estrada do passeio esteja virado de frente para os veículos. No caso de não existir passeio, deves circular do lado esquerdo, de frente para os veículos e o mais longe possível da faixa de rodagem.
No caso de circulares em grupo, em passeios estreitos, bermas ou em estradas sem berma ou passeio, o trajeto deve ser feito em fila indiana. Independentemente de estares sozinho ou em grupo, a principal regra para um peão é “ver e ser visto”. Por isso, tem em conta as tuas deslocações na via pública, para que não apareças de repente por detrás de um obstáculo.
Na passadeira, coloca-te do lado direito para não chocares com os peões que circulam no sentido contrário. Antes de atravessar, olha para a esquerda, para a direita e novamente para a esquerda, verificando a velocidade a que circulam os veículos e certificando-te que eles param efetivamente antes de seguires a tua marcha. Manter contacto visual com o condutor ou condutora é a melhor forma de garantir que te está a ser cedida passagem.
#4 E à noite? O mais importante é que te tornes visível. Por isso, escolhe roupas claras ou até material retrorrefletor. Um peão com este tipo de material é visto a cerca de 150 metros de distância, bastante mais do que alguém com roupas claras (50 metros) ou escuras (100 metros). Pela mesma razão, uma lanterna, principalmente se circulares em estradas pouco iluminadas, é sempre útil.
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/BP Segurança ao Segundo
10.ª EDIÇÃO
O BP Segurança ao Segundo Está de regresso o concurso que te desafia a espalhar a mensagem da segurança rodoviária de forma criativa e trabalhando em equipa. A edição 2020/2021 do BP Segurança ao Segundo inclui várias novidades. A pandemia da Covid-19 obrigou o BP Segurança ao Segundo a abrandar, levando ao seu adiamento, no início do ano. Contudo, a nova edição deste desafio promovido pela BP e pela Forum Estudante não para. Como tal, já são conhecidas as novas regras de participação e regulamento, disponíveis em bpsegurancaaosegundo.pt. Face ao contexto atual e por forma a
salvaguardar a segurança de todos, considerámos prudente adiar o Desafio BP Segurança ao Segundo”, explica a organização, que sublinha: “Mas agora estamos de volta e contamos contigo e com a tua equipa para participar e ajudar a promover a segurança rodoviária”. Os prémios, destacam ainda, “continuam fantásticos”.
O objetivo do BPSS passa por “promover a prevenção e segurança rodoviária para estudantes desde o 3º ciclo do Ensino Básico até ao ensino secundário e profissional”, explica o regulamento do concurso. Como tal, tu e os teus colegas são desafiados a colocar a criatividade ao serviço da mensagem da segurança nas estradas, elaborando um vídeo.
Parceiros
EDUCAÇÃO
Calendário
wBPSS 1
Início do Concurso 1 de dezembro de 2020
2 Prazo para envio dos vídeos 29 janeiro 2021
está de volta! Como participar? Para participar, apenas necessitas de construir uma equipa de 4 a 10 estudantes e um professor ou professora que desempenhará papel de coordenação. Depois, faz a tua inscrição em bpsegurancaaosegundo.pt, criando um nome para a tua equipa e indicando um título para o vosso vídeo. O passo seguinte passa pela construção do vídeo com que a tua equipa concorrerá ao BPSS. O vídeo com que participam poderá ter vários formatos ou géneros, desde que “inspire a segurança e prevenção rodoviária”. Desta forma, o vídeo da tua equipa poderá relatar a história verdadeira de um sobrevivente de um acidente rodoviário, por exemplo, ser inspirado
numa história real, ou até ser uma ficção teatralizada pela tua equipa. O importante será contar uma história e colocar toda a criatividade ao serviço da mensagem de prevenção rodoviária. Depois de produzido, a tua equipa deverá enviar o vídeo para avaliação do júri BPSS, identificando o ficheiro com o título e o nome da equipa. Este envio poderá ser feito através de uma plataforma de envio de ficheiros (wetransfer, smash, myairbridge, etc...) para o e-mail bpss@bpsegurancaaosegundo.pt. Depois de terminado o prazo para envio dos vídeos, a 29 de janeiro, serão selecionadas as 5 equipas com os melhores trabalhos, que irão participar na gala final de atribuição de prémios, ainda com data a anunciar (ver caixa).
3 Anúncio dos 5 finalistas 12 fevereiro 2021
4 Gala final Data a anunciar
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/IEFP
Publirreportagem
InFormando: A formação No espaço InFormando trazemos-te os testemunhos de quem sente que a formação profissional mudou a sua vida para melhor. Ao longo das próximas edições, partilhamos contigo a história de quem passou pelos Centros de Emprego e Formação Profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Simão Aniceto Curso de Aprendizagem de Cozinha/Pastelaria Serviço de Formação Profissional de Santarém do IEFP
«O curso fez a diferença na minha preparação para o mercado de trabalho» «Desde muito novo que a cozinha esteve sempre presente na minha vida. O meu pai é cozinheiro e a minha mãe é pasteleira – tenho memórias desde
sempre na cozinha. Comecei por decidir ir para o mercado de trabalho para trabalhar num stand de automóveis, ainda sem ter completado o 12.º ano. Ao longo do tempo, comecei a perceber que não era uma coisa que me realizasse. Até que surgiu uma oportunidade. Decidi pesquisar na minha cursos na área da cozinha e encontrei o Curso de Aprendizagem de Cozinha/ Pastelaria no IEFP de Santarém. Passado pouquíssimo tempo, percebi que tinha sido uma boa opção. Apercebi-me que o curso era muito bom e os
formadores nos davam todo o apoio. Apostavam nos formandos mais interessados e davam-lhes liberdade para criar. Eu, por exemplo, fazia trabalho
Passado pouquíssimo tempo [no curso], percebi que tinha sido uma boa opção. Apercebi-me que o curso era muito bom e os formadores nos davam todo o apoio.
de pesquisa em casa e o meu formador dava-me a oportunidade de experimentar, de verificar se resultava ou não, auxiliando a minha aprendizagem. Os formadores esforçavam-se para responder aquilo que necessitávamos e isso foi muito importante. Na escola, tive oportunidade de experimentar trabalhar nesta área, participando em welcome drinks, coffee breaks ou refeições. Sinto que essa experiência foi importante, tal como os estágios, porque é a forma de complementar as bases que aprendemos em sala de aula. Quando chegamos ao mercado de trabalho, percebemos que a escola ou a formação são apenas o ponto de
partida. Nesse sentido, a experiência obtida no curso, desde o início, fez toda a diferença. Penso que o curso fez a diferença na minha preparação para o mercado de trabalho. Essa é uma grande preocupação durante a formação. Sinto que cresci muito, não só em termos técnico, mas também no que toca à comunicação, por exemplo. O facto de termos tido a oportunidade de ter experiências reais e diversificadas no mercado de trabalho tornou-me um profissional mais completo e preparado».
www.iefp.pt
na primeira pessoa Fica com o testemunho de dois diplomados dos Centros de Emprego e Formação Profissional do IEFP e sabe de que forma a formação mudou a sua vida.
João Pimenta Curso de Aprendizagem de Técnico de Programação e Maquinação CNC Serviço de Formação Profissional de Águeda do IEFP
«O curso deu-me todas as ferramentas para enfrentar o mercado de trabalho e evoluir» «Na altura em que cheguei ao 9.º ano, tive de tomar uma decisão sobre o percurso escolar e decidi escolher o
habituado. Mas adaptei-me rapidamente e penso que pode ter contribuído para o meu crescimento e maturidade. O curso tem uma componente muito prática que complementa a teórica e garante um know-how muito mais desenvolvido. Acabamos por adquirir mais competências e ter um
leque de conhecimentos mais abrangente. Seja através das aulas práticas ou do estágio acabamos por conhecer mais profundamente a área. O curso deu-me também oportunidade de competir no Campeonato Nacional de Profissões e, a partir dessa experiência, sinto que fiz aprendizagens importantes e únicas.
O curso tem uma componente muito prática que complementa a teórica e garante um know-how muito mais desenvolvido.
Por essa razão, o curso deu-me todas as ferramentas para enfrentar o mercado de trabalho e evoluir. Na empresa onde estou, sinto que consigo ser autónomo e independente. Por outro lado, acabo por ser consultado para partilhar a minha opinião, o que me faz sentir valorizado. O curso permitiu-me ainda aumentar o gosto por esta área e a vontade de saber e aprender sempre mais»
curso de aprendizagem de Técnico de Programação e Maquinação CNC. O meu pai trabalha nesta área da mecânica e sempre tive contacto com essa área, já sabia que gostava. Penso que gosto desta área por não ser monótona, temos de nos adaptar e responder a desafios – cada trabalho acaba por ser um novo desafio. No curso, encontrei um regime de trabalho mais exigente do que estava
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/Internet Segura
Publirreportagem
Sabias que o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) tem cursos online grátis? É verdade! O CNCS tem 3 cursos online gratuitos que qualquer pessoa pode fazer e, se completares os exercícios com sucesso, ainda ficas com um certificado do curso. Podes ver os cursos disponíveis aqui em baixo e, para te inscreveres, basta clicares no link de cada curso: Cidadão Ciberseguro (https://www.nau.edu.pt/curso/cidadao-ciberseguro/) Cidadão Ciberinformado (https://www.nau.edu.pt/curso/cidadao-ciberinformado/) Consumidor Ciberseguro (https://www.nau.edu.pt/curso/consumidor-ciberseguro/)
Quanto tempo se demora a fazer estes cursos? Estes cursos são super curtos e simples. Deverás demorar cerca de 3 horas a completar cada um deles.
O que podes aprender nestes cursos? No Cidadão Ciberseguro, por exemplo, ficas a perceber melhor como te podes e deves proteger quando estás online e como muitas das coisas que fazes offline também de ajudam a estar protegid@.
Como assim?! Sim, os teus hábitos, como ter a webcam destapada ou não alterares as tuas passwords com frequência, refletem-se na tua cibersegurança. Se quiseres saber mais sobre isto, vê
as dicas todas neste curso, não te esqueças: Cidadão Ciberseguro. No curso Cidadão Ciberinformado aprendes, entre outras coisas, o conceito de fake news, a desconfiar e detetar notícias falsas e ainda a combatê-las.
E já fizeste compras online, certo? Mas será que sabes como te proteger de fraudes quando compras na net? No curso mais fresquinho do CNCS, acabadinho de ser lançado no dia 30 de novembro, ficas a saber coisas como escolher um website de compras online de confiança, definir um meio de pagamento seguro, identificar indícios de burla em vendas online ou a quem reportar em caso de fraude nas compras online.
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Interessante, não é? E estes são apenas os cursos que estão disponíveis até agora. O CNCS está a preparar mais e em breve vai sair um sobre redes sociais. Não o podes perder! Ah, mais uma coisa! Todos estes cursos têm material de apoio que podes descarregar e ler ou usar quando quiseres, ou imprimir, se preferires. E não te esqueças do melhor! Todos os cursos do CNCS são à pala. É só inscrever, fazer quando tiveres tempo e descarregar o teu certificado no final. Para ficares a par de todos os cursos que o CNCS vai criando para te oferecer, basta ficares atento ao website: https://www.cncs.gov.pt/ ou ao Twitter: https://twitter.com/CNCSgovpt Se ainda ficaste com dúvidas ou queres saber mais sobre os cursos do CNCS, envia email para formacao@cncs.gov.pt
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/Internet Segura
Publirreportagem
Manual de sobrevivência para viagens… online
Assume um espírito de aventura Nada como ter uma password diferente para cada plataforma, é sempre uma novidade quando entras em cada conta. Se alguém te roubar a password, apenas acede a uma plataforma. Além disso, não uses palavras previsíveis.
Prepara-te para longas caminhadas Utiliza uma password longa. Quanto maior for a password, mais difícil será de algum programa a descobrir por tentativa-e-erro (a chamada força-bruta). Usa uma frase de que te recordes, mas, não te esqueças, deve ser imprevisível.
online quando não tens total confiança na plataforma que usas. Um dia podem ser usados contra ti.
Mantém-te atualizado Atualiza o software do teu computador e do teu smartphone, muitas das atualizações trazem soluções que tornam os teus dispositivos mais seguros.
Tem cuidado com os estranhos Não cliques em anexos e links de emails e SMS desconhecidos ou suspeitos. Podem trazer software malicioso ou roubar-te credenciais. Enfim, estragam-te a viagem.
Leva uma mochila às costas
Compra souvenirs para boas memórias
Faz um backup frequente dos teus ficheiros mais importantes, como trabalhos da escola ou fotografias de férias. Podes precisar deles a qualquer momento, e assim prevines o furto.
Verifica a reputação dos vendedores online e utiliza carteiras digitais ou cartões temporários para fazer as tuas compras. Há memórias que não queres ter.
Não temas as estradas em “s”
Sabias que?
Visita apenas websites com https, evitando os que não têm o “s” depois do “p” (http). São mais seguros (o “s” quer dizer “secure”).
Atualmente, o cibercrime está muito organizado. Por vezes, são utilizados meios bastante sofisticados para realizar ataques cibernéticos. Os cibercriminosos são pessoas ou grupos que fazem esses ciberataques com o objetivo de ganhar dinheiro. Alguns
Guarda bem os teus documentos Não partilhes os teus dados pessoais
www.internetsegura.pt
organizam-se como se fizessem parte de uma empresa, com vários departamentos e funções especializadas. Certos grupos chegam a ser patrocinados por Estados. Nesses casos, o objetivo dos ciberataques pode ser político ou ligado à segurança nacional. Existem ainda indivíduos ou grupos que fazem ciberataques para desestabilizar, de modo a fazerem afirmações políticas. Chamam-se hacktivistas (ativista + hacker). Alguns terroristas também usam o ciberespaço para promover o medo ou recrutar novos membros. E, por incrível que pareça, quem percebe pouco de informática também consegue realizar ciberataques (os chamados script kiddies). Na dark web (submundo da Internet onde ocorrem atividades ilegais), vendem-se kits que permitem a qualquer um, sem conhecimentos especializados de informática, provocar um incidente de cibersegurança. Este é um dos problemas que todos enfrentamos, o facto de ser mais fácil atacar do que de defender. E qualquer um pode ser um alvo. Por isso, a segurança começa no comportamento de cada um. Viaja com cuidado, e em caso de problema contacta as autoridades.
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/ReDescobrir a Terra
Assim foi o Dia Nacional da Agricultura na Escola 2020 No dia 18 de novembro, mais de cem escolas de todo o país participaram nesta iniciativa e falaram sobre “A Evolução Tecnológica na Agricultura”.
Algumas das Agroescolas fizeram-se também representar neste Dia Nacional da Agricultura na Escola, mostrando o seu trabalho e os frutos alcançados.
Centro Escolar da Chainça (Abrantes)
Agrupamento de Escolas N.º 3 de Elvas (Elvas)
A 4ª edição do Dia Nacional da Agricultura na Escola, uma iniciativa da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal e da Forum Estudante, inserida no contexto do projeto Redescobrir a Terra, teve lugar em mais de cem escolas por todo o país no passado dia 18 de novembro.
Sob o tema “A Evolução Tecnológica na Agricultura”, foi possível cada escola realizar as atividades mais adequadas à sua escola e comunidade, graças também à disponibilização de um kit pedagógico elaborado pela equipa Redescobrir a Terra. Ao longo do dia, na página de Fa-
cebook da Forum Estudante, foram sendo partilhados diversos conteúdos, desde testemunhos, vídeos e imagens, que as escolas puderam ir seguindo e acompanhando. Logo de manhã, foi transmitida uma entrevista ao Presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa. “A impor-
uma iniciativa
C o fi n a n c i a d o p o r :
parceiros
Escola Profissional Agrícola
Afonso Duarte
31 | Forum Estudante | dez’20
/ReDescobrir a Terra
Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita (Loulé) Escola Básica e Secundária de Sobreira (Paredes)
tância de falar sobre agricultura é básica, há todo um universo que pode ser aplicado à agricultura”, destacou, realçando a importância deste setor durante a pandemia da Covid-19. João Costa, Secretário de Estado da Educação, marcou também presença
Agrupamento de Escolas de Mira (Mira)
em entrevista nas comemorações deste dia, onde pôde sublinhar a importância de “levar mais conhecimento e mais consciência [sobre a agricultura]” a todas as escolas. Outro dos entrevistados foi Manuel Grave, galardoado em 2018 com o
prémio de Melhor Jovem Agricultor Europeu e que teve oportunidade de explicar como é o dia-a-dia de um agricultor, que, no seu caso, “acaba por se dividir entre o campo e o escritório”. No que toca à evolução tecnológica, este jovem agricultor sente no seu trabalho os impactos positivos das aplicações da tecnologia à agricultura, afirmando que até controla parte dos processos, como a irrigação, “a partir do telemóvel”. Para encerrar o Dia, foi possível ainda conversar com Luís Mira, Secretário-Geral da CAP, não só sobre a importância do projeto Redescobrir a Terra, mas também sobre a relevância de se falar sobre agricultura nos dias de hoje. “É o único setor produtivo que pode ajudar a combater as alterações climáticas”, sublinhou, ao reforçar a centralidade deste setor.
Escola B+S Prof. Dr. Francisco de Freitas Branco (Porto Santo)
32 | Forum Estudante | nov’20
/HorosCópos
As cartas garantem: «Um Natal em pandemia também é Natal» Para muitos, este Natal será necessariamente diferente. Para outros, as diferenças não serão tantas. Recorri às artes mágicas do Tarot para tirar as dúvidas e o resultado é claro: «Um Natal em pandemia também é Natal». Capricórnio (22/12 a 19/01)
Touro (21/04 a 20/05)
Inspirados pelo fenómeno da venda dos chinelos da marca de um conhecido supermercado alemão, os tios nativos e nativas de Capricórnio vão apostar em oferecer um boné e um porta-chaves do Café Ramires. Bem bom.
A carta que calhou aos nativos e nativas de Touro é O Carro de Guerra, que é, curiosamente, o que será necessário para os arrancar do quarto contra a sua vontade, durante as férias de Natal. A culpa, como devem calcular, é do Cyberpunk 2077.
Aquário (20/01 a 18/02)
Gémeos (21/05 a 20/06)
A carta O Louco parece querer indicar que, a dois dias do Natal, os nativos e nativas de Aquário ainda não terão comprado as prendas que tinham pensado. Canetas e aqueles cartuchos de três bombons são sempre boas opções.
De todas as cartas do baralho de Tarot, Gémeos ficou com O Mago. Face a esta correspondência, resta-me avisar-vos que os nativos deste signo vão fazer desaparecer, como por magia, grande parte dos doces de Natal lá de casa.
Peixes (19/02 a 20/03)
Caranguejo (21/06 a 22/07)
É sabido que, no Tarot, a carta A Morte não implica necessariamente más notícias. O que nos deixa a pensar que quem criou este baralho poderia ter escolhido outra carta, tipo A Torradeira ou O Centro de Mesa. Quanto aos nativos de Peixes, fiquem a saber que a carta implica renovação, o que poderá estar relacionado com as inevitáveis promessas de ano novo. Mesmo que só durem até fevereiro.
Uma vez que não consegui encontrar uma carta para os nativos e nativas de Caranguejo, recorri à bola de cristal. Tudo o que vi foi uma névoa densa, a partir da qual concluo, obviamente, que existirá uma tendência para tomar banhos demorados.
Carneiro (21/03 a 20/04) Os nativos e nativas de Carneiro estão com sorte. Calhou-lhes a carta A Imperatriz. Isto significa, habitualmente, o surgimento de riqueza, o que poderá indiciar prendas melhores do que a habitual roupa interior natalícia.
Leão (23/07 a 22/08) De todas as cartas presentes no baralho do Tarot, a minha preferida é A Torre Fulminada. O significado, para os nativos e nativas de Leão, é claro. Vão fazer um binge da série Gambito de Dama. Não se esqueçam de sacar uma aplicação de xadrez, no final.
Virgem (23/08 a 22/09) Para os nativos e nativas de Virgem ficou reservada a carta O Louco, que é precisa-
Signo do Mês
Sagitário (22/11 a 21/12) O baralho reservou ao signo de Sagitário a carta Os Amantes, o que implica, como devem calcular, a possibilidade de um desgosto amoroso. Possivelmente, estes problemas na relação poderão ser originários no facto de terem oferecido aos seus pares um par de meias. Fica a reflexão.
mente como vão ficar depois de perceberem que o Sozinho em Casa vai passar outra vez na televisão. Tudo para depois acabar por ver o filme, claro.
Balança (23/09 a 22/10) A carta A Lua é uma das mais temidas do baralho de Tarot, por normalmente indiciar “inimigos ocultos”. No caso dos nativos e nativas de Balança, contudo, estes inimigos serão a gula e a preguiça, pelo que o caso não é tão grave como parece.
Escorpião (23/10 a 21/11) Uma das cartas mais positivas do Tarot é O Mundo, implica o fim de um ciclo e o sentimento de felicidade associado. A carta calhou aos nativos de Escorpião, mas decidi aplicá-la a todos os signos. Depois de um ano como o de 2020, bem que precisamos todos de um novo começo. Boas festas!
33 | Forum Estudante | dez’20
/Deco Jovem
Publirreportagem
Partilha o teu talento com o Sitestar.pt! A DECOJovem e o .PT organizam a oitava edição do concurso Sitestar.pt, desafiando todos os estudantes dos 13 aos 18 anos “a desenvolver sites de forma criativa e original”, divulgando os seus projetos e ideias.
Uma oportunidade de “utilizar a Internet de forma criativa, inovadora e segura” – é desta forma que a DECOJovem e o .PT descrevem a possibilidade oferecida pelo concurso Sitestar.pt aos estudantes portugueses. Pela oitava vez, esta competição volta a desafiar todos os jovens dos 13 aos 18 anos a criar um site que possa divulgar o seu talento, os projetos em que participam ou as atividades desenvolvidas na sua comunidade escolar. Divulgar o clube de robótica da escola, dar a conhecer a equipa de futebol, teatro ou dança ou mostrar ao mundo o trabalho realizado num projeto de voluntariado são alguns dos exemplos apontados pelo Sitestar.pt como possibilidades oferecidas por este concurso. O Sitestar.pt inclui dois escalões de participação (13-15 anos e 15-18 anos), sendo que os participantes podem ainda ganhar prémios como computadores, colunas portáteis ou action cams. Há, desde logo, um prémio que é garantido, no caso do site proposto
pelos candidatos ser selecionado para a fase final da competição: o desafio Sitestar.pt oferece o domínio .pt para que os estudantes possam criar o seu site, com um voucher 3em1, gratuito durante um ano. Para saber tudo sobre esta iniciativa, podes consultar o regulamento aqui.
A organização fica à responsabilidade da DECO e do .PT que definem como objetivo do Sitestar.pt “melhorar as competências digitais dos jovens” e oferecer a “oportunidade para divulgar projetos e atividades desenvolvidos na comunidade escolar”. As inscrições estão abertas até 18 de dezembro, com a divulgação dos sites selecionados agendada para janeiro de 2021. Para saber mais sobre o Sitestar.pt, visita: www.sitestar.pt
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