9 | Forum Estudante | mar’20
/Saberes
Foi depois “grande repercussão mediática”, por altura do lançamento do Relatório “Estado da Educação 2018”, que surgiu a ideia de organizar um colóquio sobre os resultados, contou a presidente do CNE, Maria Brederode Santos. O objetivo do evento, passa por “promover um debate fundamentado e
decisões mais informadas”. O trabalho “Estado da Educação” foi iniciado pelo CNE em 2010. Desde então, este conselho tem publicado anualmente um relatório que procura traçar um diagnóstico do setor em Portugal. Conhece algumas das principais conclusões.
Recursos Humanos
#7
Menos professores
Entre 2007/2008 e 2017/2018, o número de professores de todos os níveis de educação e ensino diminuiu. Relativamente ao 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, a queda foi dos 34 069 para 24 064. Nas Escolas Profissionais, por exemplo, a redução foi dos 9 247 para os 8 622. O Ensino Superior Universitário, contudo, aumentou ligeiramente o número de docentes, no mesmo período.
#8
Corpo docente mais velho
Quase metade da totalidade dos professores (da educação pré-escolar ao ensino secundário) tem 50 ou mais anos de idade. O número de professores com menos de 30 anos desceu de 10,2% para 1,3%, em 10 anos. Portugal e Itália são mesmo os países da União Europeia com menor proporção de docentes com essa idade.
#9
Pessoal não docente
A maioria dos profissionais que não são docentes, no mundo da Educação, encontra-se na região Norte do País (cerca de 26 000). Do total de trabalhadores, 86,5% são mulheres.
Investimento
#10
Despesa do Estado aumenta
A despesa do Estado em educação aumentou cerca de 3%, face ao ano anterior. Em comparação com 2009, a despesa decresceu perto de 8%. Dentro desta despesa, os gastos em educação e ensino não superior, em Portugal Continental, tem vindo a diminuir nos últimos dois anos (menos 17% face a 2009).
#11
Diminuição da ação social escolar
Em Portugal Continental, a despesa com a ação social escolar tem vindo a decrescer ao longo dos dois últimos anos. O último ano implicou uma redução de 6 milhões de euros. A proporção de alunos com apoio social descresceu de 40,1%, em 2015, para 36,1%, em 2018.
#12
Propinas, bolsas e receitas
Portugal encontra-se no quadrante dos países que “combinam uma alta percentagem de estudantes que pagam propinas e uma baixa percentagem que recebem bolsas”. As receitas da Instituições de Ensino Superior portuguesas, por sua vez, atingiram o valor mais alto da década (um aumento de 250 milhões de euros face ao ano anterior).