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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - MARÇO 2012 - 1€ PREÇO DE CAPA

Quaresma A coragem de fazer algo novo

Pela 36ª vez consecutiva, Santa Catarina da Serra peregrina até Fátima

Miguel Marques

Passa uma quaresma, passa outra e nós permanecemos iguais a nós próprios sem a coragem de nos olharmos de frente e nos questionarmos. Ainda nos lembramos de evitar a carne à 6ª feira como descargo de consciência mas o facto é que nada muda em nós, nem na maneira de ser nem na vivência que temos de Deus e até da comunidade que nos transmitiu a fé que apesar de tudo é para nós a força que ainda nos acalenta e encoraja no meio das crises pessoais ou sociais. O meu convite vai exatamente no sentido de questionarmos a forma como pensamos, como agimos com os outros, sobretudo com os que estão mais perto, a forma como encaramos Deus e a Igreja, e de fazer algo diferente neste tempo favorável. Claro que para isso é preciso coragem e até um certo atrevimento perante a teimosia que por vezes nos torna autênticas lapas pegadas a calhaus secos dos quais nada pode vir. Tenta pensar de maneira diferente, sem julgares que és o centro do universo e sente a alegria de te tornares mais pessoa pois o homem quando não pensa no que faz depressa começa a pensar como age. Age com mais simpatia e até meiguice

A 36ª caminhada

Proposta de Lei reduz em 35% as Freguesias de Leiria

e experimenta o prazer que te dá o bem-estar que provocas nos outros com isso. continua na Pág. 3

Os festejos de carnaval na Freguesia

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Conferência São Vicente Paulo

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X Bênção de Ciclistas

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Miguel Marques

Pensamento do mês E se Santa Catarina da Serra integrasse outra freguesia? Governo prepara reforma administrativa

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“Só é útil o conhecimento que nos torna melhores.” divulgação


LUZ DA SERRA

-- família paroquial --

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19/2 – Martim Ribeiro de Oliveira, filho de Abílio dos Reis Oliveira e de Sílvia Vieira Ribeiro da Loureira. Foram padrinhos: Luís Alexandre Oliveira Lopes e Virgínia Ribeiro Gonçalves 4/3 – Marco Madureira Neves, filho de Artur Manuel Carreira Neves e de Sandra catarina Bernardino Madureira Neves da Quinta do Salgueiro. Foram padrinhos: Francisco José Bernardino Madureira e Ana Teresa Lopes Ferreira

8/2 -Maria da Ascensão Vieira, viúva de José Domingos, residente em Pinheiria, adormeceu no Senhor aos 88 anos de idade

Solicitamos aos nossos assinantes a regularização da sua assinatura anual. Entre em contacto com a redacção para mais informações: 917480995 luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Maria Ascensão Vieira N. 08/05/1923 F. 08/02/2012 Pinheiria Maria Ascensão Vieira era viúva de José Domingos. Natural da Pinheiria, tinha a bonita idade de 88 anos que Deus lhe concedeu. Seus familiares agradecem a todas as pessoas amigas presentes no seu funeral ou de algum modo manifestaram o seu pesar neste momento difícil. Agradecimento Sua família agradece reconhecidamente a toda a equipa do Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra por tudo quanto fizeram por ela e para o seu bem-estar, visto a impossibilidade que tinha ao longo da sua doença. O nosso muito obrigado por tudo e que Deus vos dê a vossa recompensa a todos. A sua família

Aos familiares enlutados “O Luz da Serra” apresenta sentidas condolências e une-se em oração de sufrágio

N. 19/07/1932 F. 18/12/2011 Olivais

Filhos e netos

No passado dia 17 de Janeiro de 2012, celebraram as suas Bodas de Prata, Irene Maria Alves Gordo Pereira e Manuel da Costa Pereira da Quinta da Sardinha. Em conjunto com a sua família e amigos, celebraram a eucaristia na Igreja de Santa Catarina da Serra, e de seguida juntaram-se num convívio cheio de alegria e de boa disposição. pub

Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação.

2012

No dia 18 de Fevereiro de 2012, pelas 16 horas, realizaram-se as Bodas de Ouro de Lúcia Alves e António Batista, na igreja de Santa Catarina da Serra. Acompanhados por familiares e amigos mais chegados festejaram este marco memorável nas suas vidas. Ana Oliveira

Beatriz Carreira Lopes

Suas filhas, filho e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acarinharam na sua doença, e que incorporaram no seu funeral, ou que de algum modo, manifestaram o seu pesar.

MARÇO

Ser Catequista, Obrigada! Chamo-me Lúcia Alves, resido em Santa Catarina da Serra e é com muito orgulho que posso afirmar que sou catequista há cerca de 30 anos. Ser catequista é uma batalha constante e, com o passar dos anos, esta tarefa tem-se tornado mais complicada. Em 30 anos muito mudou e a idade também já não facilita. Assim, no dia 18 de Fevereiro de 2012 realizei os 50 anos do Sacramento do Matrimónio. Como tal, decidi agradecer o meu percurso com a celebração da Santa Missa de Acção de Graças perto dos familiares e amigos mais próximos. Inesperadamente, no início da celebração deparo-me com as catequistas do centro de Santa Catarina da Serra. Depois de me repor por tal surpresa e analisar se mereço tão grande homenagem,

agradeci a Deus por aquele dia que ficará para sempre na minha memória. É com muita alegria que posso afirmar convictamente que ser catequista é mais do que dar e é mais do que ensinar a palavra do Senhor. É partilhar um conjunto de vivências e criar laços fortes com quem faz a diferença na nossa comunidade. Queria deixar um especial obrigado a todos por este gesto. Que todo o nosso esforço por anunciar a palavra de Deus à nossa juventude seja como a planta que estes catequistas me ofereceram, que cresça e se multiplique todos os dias. Não podia deixar de agradecer também ao Padre Mário, que nos impulsiona e nos conduz no nosso caminho como catequistas e como comunidade na vida cristã. É muito gratificante ser catequista, mais que um dom é uma bênção. Lúcia Alves

Bodas de Safira Foi no passado dia 12 de Fevereiro, que Manuel Francisco e Maria da Conceição, residentes nos Olivais, festejaram 65 anos de matrimónio. Juntamente com os seus filhos, netos, bisnetos e restante família e amigos celebraram assim as bodas de safira. A cerimónia realizou-se na Igreja da Caranguejeira, na missa dominical das 11h30. De seguida foi o almoço onde houve uma tarde de convívio e muita animação. Os noivos, apesar de cansados, estavam felizes por ter juntado toda a família e terem comemorado tantos anos de amor.

E logo vieram os netos Para os avós divertir

Foi há 65 anos Que o Manuel e Maria Juraram amor eterno E foram vivendo dia a dia

Os netos também cresceram E cumprem a sua missão E logo lhes deram bisnetos Para alegrar o coração

O pai desde novo Começou a negociar O trabalho do pai deixou Para mais dinheiro ganhar

O nosso pai querido Foi útil à sociedade Foi presidente da Junta E ajudou a comunidade

Desde muito cedo Teve queda para os negócios A vida corria bem E dava-se bem com os sócios

Era estimado por todos Sem nenhuma excepção Foi presidente da Cáritas E ministro da comunhão

A vida não era fácil E teve alguns sarilhos O pai cuidava dos negócios E a mãe cuidava dos filhos

Eu te agradeço Senhor Por esta longa união Se alguma vez os fiz sofrer Hoje peço aqui perdão

Também houve sofrimento Trabalho e determinação Que juntos criaram os filhos E lhe derem educação

Hoje também agradeço a Deus Por me ter dado estes pais Por este dia de alegria Que não vamos esquecer mais

Mas o tempo ia passando E chegou a nossa vez Todos nos fomos casando Cada qual na sua vez

Eu te dou graças Senhor Por este dia de emoções E por juntar nesta festa Estas quatro gerações

A vida é uma escada Que não pára de subir

Laurinda Francisco


MARÇO 2012

Editorial

Preço da fidelidade ao Batismo

DR

Aasiya Bibi, ou simplesmente Ásia Bibi, é uma camponesa do Paquistão, profundamente cristã. Do seu matrimónio com Ashig nasceram 5 filhos. O marido trabalha para um rico muçulmano, fabricante de tijolos. Bibi, sua esposa, ganha a jorna nas lides do campo. No dia 14 de Junho de 2009, trabalhava nas colheitas. Nesse dia a temperatura subiu a 45º centígrados. Ao meio dia, estava ensopada em suor. A sede era insuportável. Bibi dirigiu-se ao poço ali perto. Tirou um balde de água e mergulhou nela o velho copo que ali estava. Bebeu à vontade. Nisto, as colegas de trabalho, todas muçulmanas, aproximaramse também para matar a sede. Uma delas gritou: “Não bebam dessa água! Cuidado!. Esta cristã(Bibi), profanou a água do poço, ao beber pelo nosso copo e ao mergulhá-lo na água. Agora esta água está impura, para os discípulos de Maomé. Já não podemos beber por causa dela”. As outras gritaram:”Não passas de uma cristã imunda! Contaminaste a nossa água. Só tens uma coisa a fazer: converter-te ao Islamismo, para te purificares da tua religião cristã”. A Bibi respondeu: “Não quero converter-me. Tenho fé na minha religião e em Jesus Cristo, que se sacrificou na cruz por todos nós. O que fez Maomé, vosso profeta, para salvar os homens?” Responderam-lhe:” Como ousas falar mal do nosso Profeta? Tu é que não vales nada; nem mereces viver. Vais

pagar muito caro”. No Paquistão, quem quiser vingar-se de alguém e fazêlo desaparecer, quem quer que ele seja, é só acusá-lo de blasfémia contra Maomé…. Levaram-na a tribunal e Bibi foi condenada a morrer enforcada, a não ser que abandonasse o cristianismo e se tornasse muçulmana. Foi posta na prisão. Era uma cela muito pequena, sem janelas, sem banco, sem água, sem sanitário, … Horrível! Já lá vão dois longos anos. Só com muita dificuldade e vigilância pode receber visitas. Cada dia que amanhece pode ser o último dia para Bibi. A corda a espera. A qualquer momento pode ser

enforcada; um suplício continuo… É graças à pressão mundial que Bibi ainda não foi enforcada. Salman Taseer, Governador da província de Punjabe e Shahbaz, Ministro das minorias do Paquistão, só porque tentaram defender Asia Bibi, foram assassinados por seus próprios guarda-costas. Graças a visitantes amigos, Bibi conseguiu mandar uma carta à sua família. Esta carta correu o mundo. Eis algumas passagens da mesma: “Meu querido marido Ashiq, meus queridos filhos, esta manhã fui condenada à morte. Os juízes cederam às pressões do fanatismo religioso… Sei que vou morrer, todos os meus pensamentos vão para ti, meu Ashiq, e para vós, meus filhos adorados… Meus filhos não percais a coragem, nem a fé em Jesus Cristo. Há-de haver dias melhores, nas vossas vidas, e, lá no alto, quando eu estiver nos braços do Senhor, continuarei a velar por vós… Minhas filhas, gostaria muito que tivésseis a sorte de encontrar maridos como o vosso pai. Ashiq, amei-te desde o 1º dia e os 20 anos que passámos juntos são uma prova disso mesmo… Meus filhos somos cristãos e somos pobres, mas a nossa

P. Serafim Marques

família é uma grande riqueza… Estou inocente. Sabeis a razão porque vou morrer. Estou inocente e não fiz nada daquilo que me acusam… Em poucos momentos fui condenada à morte. Não sei ainda quando me vão enforcar, mas podeis estar tranquilos, meus amores, irei de cabeça levantada, sem medo, porque serei acompanhada por Nosso Senhor e pela Santa Virgem Maria que me vão receber nos seus braços. Meu marido e meus filhos muito amados, vou deixar-vos para sempre, mas amar-vos-ei eternamente”. Ásia Bibi, cristã fervorosa, mãe e esposa dedicada, exemplar e fiel, compreendeu a grande riqueza que é o dom da fé. Compreendeu o valor inestimável da “Pérola” da filiação divina que recebemos no Batismo e por ela SACRIFICOU tudo. Grande exemplo para todos nós. Uma boa reflexão para a nossa Quaresma

A esmola nem sempre ajuda

DR

Apresentamos o testemunho de um homem que viveu na rua mais de 20 anos e desde 1991 ajuda os seus ex-colegas a saírem desse inferno. John Bird, é esse o seu nome, é atualmente um homem conhecido e esteve há dias no Porto a falar sobre a sua obra de regeneração das pessoas da rua. O seu esquema é simples como conta: – Uma pessoa quer ser ajudada. Aparece. Nós treinamo-la para vender uma revista, equipamo-la com um cartão de identidade e destinamos-lhe uma área em que vai vender, por exemplo, 10 exemplares. Depois ela voltará ou não. Com o primeiro dinheiro que fez, pode comprar mais 10 ou mais exemplares a 50 cêntimos cada um, e vender depois cada unidade, por exemplo, a um euro ou como quiser. O dinheiro que apurar a

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

mais dar-lhe-á para comprar alguma comida. E como precisam de sobreviver, vão vendendo cada vez mais revistas. Muitos desistem mas uns 40 por cento vão criando auto-estima, começam a ter cuidado com a higiene. Entram nos lugares públicos, são acarinhados aqui ou ali. E um dia conseguem arranjar um trabalho mais remunerado e passam a viver como pessoas.

Bird diz que dar dinheiro a um "sem-abrigo" é prolongar o seu sofrimento e apressarlhe a morte. É preciso que ele lute pela sua sobrevivência, se não nunca mais sai da rua. – A esmola não ajuda, mata! E quem diz isto sabe do que está a falar. Nasceu na Irlanda, numa família pobre e cheia de filhos. Os pais rumaram com os filhos para perto de Londres, para viverem melhor, mas a família

acabou por se desmoronar. Irmãos para orfanatos. Ele, John Bird, preferiu a rua. Iniciou assim um percurso complicado, mas com uma particularidade: sempre que ia parar à cadeia vinha de lá mais instruído. Lia, escrevia e aprendeu impressão e outras coisas que lhe permitiram o sucesso com a revista que criou para os "semabrigo". A sua revista vende hoje aproximadamente 250 mil exemplares em todo o Reino Unido. E muitas outras surgiram um pouco por todo o mundo. Vários milhares de pessoas "sem-abrigo" têm sido resgatadas desta maneira.

Tenta uma aproximação de Deus, através de uma oração mais séria e quem sabe diferente (tens agora à mão e bem perto de ti os encontros do retiro popular), e vais ver como encontras uma vida espiritual com muito mais qualidade. Já sei que estás a pensar que isso não é para ti, que não tens tempo… que isso é para quem não tem mais que fazer. Mas então isso já tu dizias antes e portanto o que te sugiro é que ponhas em duvida essas conversas feitas a que recorres sempre para defender a tua “casmurrice”. Admite que tudo isso que pensas e dizes pode não estar certo. Tenho ouvido algumas pessoas afirmar que não precisam de mais, mas lembro o que dizia um médico da nossa praça vivem a anorexia da fé até que ela se desvaneça e a vida perca tudo o que de bom pode ter. Na 4ª feira de cinzas alguns quiseram receber um pouco de cinza sobre as suas cabeças para admitir que os pensamentos, as atitudes e até a fé em Deus, têm que mudar. É preciso que mude antes de mais algo em nós e que nos sintamos um pó que por vezes se deixa levar e flutua ao sabor dos apetites. Claro que a mente é sempre um bom advogado do corpo que é cego e não vê mais do que as necessidades e funções básicas, e estas que por vezes andam descontroladas ou até completamente disfuncionalizadas porque o espirito, que é maior, muito maior que o físico, tem anseios e razões que estão para além. Não culpemos a Deus que não cura, não evita crises e nem faz milagres porque nós preferimos ser como os animais acorrentados à manjedoura das necessidades

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Continuação da página 1

P. Mário de Almeida Verdasca primárias e dos instintos voláteis que nos cegam. Dá à quaresma algo de novo de ti e terás uma parte maior e mais evidente na ressurreição. Faz algo de novo e o vinho novo da Pascoa será mais doce e inebriante. Uma santa Pascoa preparada com a vida real que temos. Sepultemos a nossa teimosia e hábitos rudes e torpes, busquemos a força de Deus no Sacramento do perdão e nascerá uma flor mais bela na nova Primavera.

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LUZ DA SERRA

Momentos na Liturgia - Comunhão

2012

Os 10 mandamentos do educador À maneira dos 10 mandamentos, traça o caminho a seguir por um educador. 1.º – Amar. Amar a criança, o adolescente e todos os que nos são confiados. 2.º – Não se irritar em vão. Pelo contrário, ter muita paciência. 3.º – Guardar o respeito devido à personalidade do educando. 4.º – Honrar a virtude. Dar sempre ao que nos está confiado o exemplo da Caridade, da Justiça, da Humildade.

DR

• o convite oficial para a aproximação da mesa do Senhor: «Eis o Cordeiro de Deus», convite que aponta para o banquete escatológico do Céu («felizes os convidados para a Ceia do Senhor»); • a mediação da Igreja, neste gesto central (cada comungante não «toma» a comunhão, mas recebe-a do ministro); • com um diálogo que, agora, voltou à simplicidade expressiva dos primeiros séculos: («O Corpo de Cristo! – Ámen»; «O Sangue de Cristo! – Ámen»); • com pão como alimento, consagrado e partido na própria Missa, para significar, simultaneamente, o alimento, que é Cristo, e a fraternidade dos que participam do mesmo sacrifício de Cristo; • recebido «na boca, ou, onde for permitido, na mão [em Portugal, desde 1975], conforme o fiel preferir»; • sendo possível, também participando do vinho, ex-

5.º – Não matar a iniciativa e o entusiasmo do educando. pressão de que Cristo nos faz partícipes do seu sacrifício pascal na cruz e da alegria escatológica; • e com uns momentos de interiorização, depois da comunhão. Casos especiais são o da Primeira Comunhão, quando os cristãos participam pela primeira vez, plenamente, da celebração eucarística da comunidade: não só nas suas orações, leituras e cânticos, mas também no Corpo e Sangue de Cristo. Tem especial sentido a comunhão levada aos doentes, eventualmente, por meio dos ministros extraordinários da comunhão, como prolongamento da celebração comunitária dominical. Particular relevo merece também a comunhão que se recebe como viático, às portas da morte. E, finalmente, ainda a comunhão recebida fora da Missa, caso frequente sobretudo em lugares onde os fiéis não podem participar, nem diária nem dominicalmente, da Eucaristia completa, mas sopub

mente da escuta da Palavra de Deus, da oração em comum e da comunhão, nas condições estabelecidas pelo Ritual da Sagrada Comunhão e Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa (1973) e a instrução Immensæ Caritatis (1973). No que se refere a repetir a comunhão no mesmo dia, segundo o Código de Direito Canónico (c. 917), «quem tiver recebido a santíssima Eucaristia pode voltar a recebê-la de novo no mesmo dia, mas somente dentro da celebração eucarística em que participe». Nos casos de perigo de morte, pode também repetir-se (cf. c. 921).

6.º – Guardar uma janela aberta aos ideais elevados e um coração sensível aos puros afectos. 7.º – Não se furtar a trabalhos. 8.º – Não levantar dificuldades à manifestação espontânea dos interesses e das tendências dos outros; mas, ao contrário, favorecê-las, para melhor os poder dirigir. 9.º – Não desejar fazer tudo em um só dia. A educação é obra de persistência e continuidade. Em educação, gastar tempo é ganhá-lo. 10.º – Não cobiçar elogios e honrarias, nem sequer compreensão; mas trabalhar na certeza reconfortante de realizar obra de mérito e de contribuir para a felicidade dos homens e dos povos. Estes 10 mandamentos resumem-se em dois: amar verdadeiramente os que nos estão confiados e pormos tudo ao serviço da sua realização.

Festas em honra do Espírito Santo Convite aos mordomos e população. No próximo dia 27 de Maio de 2012, ira realizar-se a festa do pão em honra do espírito santo organizada pelos mordomos da Loureira. Às 13:30 horas, na bemposta irão reunir-se as mulheres com as posseiras e seguiram em pocissão até à igreja de santa catarina da serra onde se realizará e eucaristia às 14 horas. Às 18:30 será a entrega do pão. A todos os mordomos que queiram participar, podem dar o nome aos seguintes organizadores: Abílio Vieira, Fernando Ribeiro,Francisco Neves, Francisco Vicente , Joaquim Fartaria, Joaquim dos Santos Neves, José dos Santos Neves.

Miguel Marques - Arquivo

Da palavra latina communio (acção de unir, de associar e participar), correspondente à palavra grega *koinonia, comunhão significa a união das pessoas com Cristo ou com Deus, ou com a comunidade eclesial, ou com a «comunhão dos Santos», numa perspectiva eclesial mais ampla. Do ponto de vista eucarístico, designa a participação dos fiéis no Corpo e Sangue de Cristo. Este é o momento culminante da celebração da Eucaristia. Depois que Cristo se nos deu como palavra salvadora, agora, a partir da sua existência como Ressuscitado, faz-se alimento para o caminho da nossa vida terrena e como garantia da eterna. «A celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão» (CIC 1382). A Comunhão tem, ao mesmo tempo, sentido vertical, de união eucarística com Cristo, e horizontal, de sintonia com a comunidade eclesial: estar em comunhão com a Igreja. A «excomunhão» significa a exclusão, em ambos os sentidos. O Missal (cf. IGMR 80), depois da preparação, por meio do Pai-Nosso, do gesto da Paz e da Fracção do Pão, convida a uma realização da comunhão eucarística, o mais expressiva possível: • com uma oração ou silêncio preparatório, por parte do presidente e da comunidade; • uma procissão dos fiéis para o espaço do altar; • enquanto se entoa um cântico que a todos une e a todos faz compreender, em profundidade, o mistério que celebram;

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-- vida da comunidade --

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MARÇO

LUZ DA SERRA

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Associação Desenvolvimento Social da Loureira

10ª Peregrinação de Ciclistas Carnaval de 2012, marcado pela volta aos caminhos Este ano comemorou-se os 10 anos da Peregrinação Nacional de Ciclistas a Fátima com participação do grupo “Pasteleiras da Serra”

Foi em 2002 que se realizou pela primeira vez em Fátima, a Bênção Nacional dos Ciclistas. Dez anos depois, milhares de ciclistas marcaram presença, estimando-se que cerca de 4.000, tenham estado presentes no passado dia 12 de Fevereiro no santuário de Fátima. O parque número 2, foi o local da concentração. Bem cedo começaram a chegar os participantes, o dia estava bonito, porém, o frio fazia-se sentir, com temperaturas a rodar os três graus. O grupo de “Pasteleiras da Serra” concentrou-se na Associação Desen. Social da Loureira e seguiu em direção a Fátima, trajados a rigor e com o cesto da merenda, como lhes é característico. Pelas 10h45 era dado início ao passeio de bicicleta, onde o trajeto com cerca de 8 quilómetros, levou os ciclistas até Aljustrel, local onde nasceram os Três Pastorinhos. De regresso ao parque numero 2, foi tempo de nova concentração, e dar-se inicio a mais uma Bênção, presidida por D. Serafim Ferreira e Silva. Antes da mesma, o presi-

dente da UCL dava as boas vindas a todos, e apresentava os convidados, Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, Alves Barbosa, o grande ciclista e campeão português, como ainda mais três grandes figuras da velocipedia nacional, Joaquim Andrade, Herculano de Oliveira e Celestino Oliveira, e ainda o Reverendíssimo Bispo Emérito da Diocese Leiria/Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva. O seu momento mais alto nesta Bênção foi, em primeiro, ao benzer o equipamento de Nelson Oliveira, grande ciclista português, que atualmente está em recuperação, depois com a oferta de um Foto-livro por José Morais, diretor da Revista Notícias do Pedal, onde mostrava os melhores momentos ao longo de todas as Bênçãos realizadas, momentos que marcaram com a presença de D. Serafim. Após a oferta, o mesmo falou a todos os presentes, agradecendo a presença de todos, dando assim a sua Bênção,

dando por terminada a 10ª edição. O almoço foi na Associação Desenvolvimento Social da Loureira, que se juntou à iniciativa e proporcionou o almoço a todos aqueles que o desejaram. Semanas antes da X bênção, foi feito o convite ao Centro de Ciclismo de Cantanhede para a participação na X Benção nacional de ciclistas, o qual veio representado por sete ciclistas. Com a colaboração da Adega Joaquim d’avó, ForSerra e Junta de Freguesia foram oferecidas algumas lembranças. Durante o almoço, foi sorteada uma pasteleira de 1940 com guiador de padre, roda 28 e slim de molas longas. Este sorteio foi a favor do grupo de pasteleiras antigas, onde o feliz comtemplado foi Joaquim Mirante, residente nas Cortes. A organização da X bênção foi da responsabilidade da União de Ciclismo de Leiria e teve o apoio da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), que mais um ano mobilizou os seus associados para estarem presentes. pub

Catarina Neves

Miguel Marques

Após o interregno de 2 anos, a população da Loureira, voltou "com força" a aproveitar a Terça Feira de Carnaval para arranjar os caminhos rústicos desta localidade.

Os anos anteriores, ficaram marcados pelo alargamento e arranjo de caminhos numa extensão de cerca de 6 kms. Este ano, os trabalhos ficaram-se pela manutenção dos mesmos e pelo início das obras com vista ao alargamento do Parque Infantil. A Comissão pretende agradecer a todos aqueles que se disponibilizaram para a

apoiar, com o seu trabalho, com o seu tractor ou apoiando na merenda. Agradecimento extensível ao Executivo da Junta de Freguesia pela pronta colaboração prestada e agradecer a presença no almoço do Presidente do Município de Leiria, Dr. Raul Castro, do Vereador Lino Pereira e do Presidente da Freguesia, Joa-

quim Pinheiro, que muito nos honrou. O final da tarde, foi aproveitado ainda para a confraternização e para jogar umas partidas de Sueca. A todos o nosso muito obrigado.

Visita ao CRIF Utentes do centro de dia visitam instituição em Fátima A freguesia de Fátima dispõe de equipamentos/instituições de natureza social para todas as idades. Umas acolhem pessoas exclusivamente da freguesia, outras têm um âmbito regional e, outras ainda recebem utentes de todo o país. Algumas são delegações de grandes instituições, como a Santa Casa da Misericórdia ou a União das Misericórdias, outras nasceram da iniciativa de grupos de cidadãos de Fátima. Foi o caso do CRIF. Consultámos o site (www.crif.org.pt) e aí pode ler-se: O CRIF surgiu em 1977 e começou com 18 alunos na área da educação especial, crianças entre os 6 e os 18 anos, com casos de deficiência mental. Com o paralelismo pedagógico o ministério da educação cedeu professores vinculados no primeiro ciclo que vinham destacados para o CRIF. Ao longo do tempo foram-se detectando necessidades, e o centro foi adquirindo psicólogos,

técnicos de serviço social, educadores de infância, professores de educação física, terapeutas de fala e outros técnicos. Com as crescentes dificuldades das escolas regulares em abarcar tantas crianças com problemas de aprendizagem, o Centro foi crescendo extensamente, e com ele as próprias crianças também foram crescendo e houve necessidade de começar a criar outras estruturas (…) a formação profissional e o C.A.O., e assim foi evoluindo. Os alunos que tinham potencialidades foram inseridos em postos de trabalho, outros conseguiram, após de passar algum tempo no centro, voltar a ingressar no ensino regular, os que tinham capacidades mais reduzidas foram então integrados no C.A.O. ou na formação profissional. (…) A sua evolução fê-lo chegar àquilo que é hoje, um espaço onde todos são tratados da melhor forma, deixando de parte as limitações de cada um, e onde o principal fim se designa pelo bem-estar social, físico e psicológico de cada utente.

Alguns utentes Centro de Dia da Associação da Loureira realizaram, na passada quinta-feira, uma visita àquela instituição. À chegada, foi interessante ouvir as suas reações. Ficam aqui alguns dos seus comentários: «Fomos muito bem recebidos! Recebemos e demos beijinhos! É um lugar muito bonito! Fiquei muito admirada! E estavam todos a trabalhar! Achei que os jovens estavam muito contentes! Estava tudo muito limpinho! Havia muitos trabalhos nas paredes! Um jovem conheceu-me e chamou-me: Mariazinha! Deve ser preciso muito dinheiro para aquela casa! Da nossa freguesia estão lá onze jovens! (…)» A direcção da Associação agradece o acolhimento e formula votos de continuação de bom trabalho. E você, já conhece o CRIF? Catarina Neves


LUZ DA SERRA

Estatuto Editorial Jornal Luz da Serra A Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra, com sede em Santa Catarina da Serra, Leiria, é proprietária da publicação mensal “Luz da Serra”. Este jornal “Luz da Serra”, fundado em 1974, tem a periocidade mensal e a tiragem média por edição da referida publicação foi, no último semestre de 1450 exemplares. É uma publicação de interesse geral, cujos objectivos primordiais, são a informação e formação humana e cristã, e comprometese a sempre a assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética dos colaboradores deste órgão de comunicação social, assim como pela boa-fé dos leitores. O Jornal Luz da Serra é autónomo face aos poderes políticos, confessionais ou outros, orientando a sua conduta dentro de espírito de liberdade de informação, pensamento e de expressão, consignados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nos artigos 37º e 38º da Constituição da República Portuguesa. A recolha e investigação das raízes e vivências desta freguesia constitui uma das mais vincadas linhas de orientação temática do jornal LUZ DA SERRA, constituído ele próprio um legado para gerações futuras, proporcionando-lhes um leitura acessível sobre os seus elementos históricos, culturais, etnográficos e sociais em geral. Comprometido na realidade presente, o Jornal Luz da Serra pugna pela seleção criteriosa da informação, em harmonia com os princípios supracitados, tendo sempre presente a salvaguarda do interesse coletivo. Essa seleção de informação não será, no entanto, limitadora da participação real das gentes da nossa terra na elaboração dos seus conteúdos, ainda que a colaboração provenha de pessoas com menor formação académica, enquanto manifestarem a riqueza e diversidade do seu viver, pensar e sentir. Quer desta forma, instituir-se como tribuna da voz e eco dos anseios das populações, tendendo ao progresso das suas condições de vida, num desenvolvimento integrado de todas as suas forças vivas. Esta publicação, muito querida por todos os leitores, sempre tem contribuído, e continuará a contribuir, para a boa ordem pública e para a defesa dos bons costumes junto dos leitores onde é vendida em todo o território nacional bem como junto das comunidades portuguesas na Europa, na América e em alguns países da África Publicado no jornal LUZ DA SERRA de Abril de 2001

Quer expressar a sua opinião neste espaço? Envie-nos a o seu comentário até ao final de cada mês por email: luzdaserra@santacatarinadaserra.com Nota: Os textos deverão ter no máx. 2000 caracteres e deverão chegar à redacção devidamente identificados com nome, morada e contacto do autor, mesmo que a publicação se pretenda anónima.

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº450 - Março de 2012 Ano XXXVIII ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

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Onde passam os peões? Leitor Identificado

Passo todos os dias na rotunda nova que está a ser construída no Pedrome, na saída da estrada nova e há alguns dias, depois de ver montadas as barras de proteção, perguntei-me onde vai ficar a passagem para os peões. É que, para alem dos residentes que constantemente precisam passar e, agora até se criou o hábito bem saudável de andar a pé, passam também muitos peregrinos. Não entendo bem se o passeio ficará para dentro das barras de proteção o que, aliás, seria uma ratoeira que poderia trucidar contra

os ferros os passantes inocentes ou se por fora, o que não parece ter ficado minimamente preparado. Acho, aliás, que nestas obras todas, a falta de respeito pelas pessoas se tem manifestado nestas coisas como também na forma como os nossos campos e terras de amanho têm sido tratados. Que alguém de direito nos defenda contra o lucro buscado facilmente e contra a usurpação dos direitos dos cidadãos desta terra.

Já Eça de Queirós assim falava, “O nosso Governo é uma nódoa” Leitor Identificado Chegou à minha caixa de correio eletrónica uma notícia muito curiosa que eu desconhecia mas que confirmei depois a propósito de alguns artigos do nosso grande escritor e poeta Eça de Queirós. Em 1872, (in As Farpas), já a propósito de Portugal e da Grécia, escrevia o que aliás era real há 139 anos, e que hoje parece ser uma maldição "Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal" Já anteriormente, no” Distrito de Évora” em 1867, o irreverente membro desta sociedade portuguesa que se atreve a desmascarar os políticos que procuram os seus interesses mais do que o bem da “Coisa pública”, Eça escreve “Em Portugal não há

ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das na-

ções. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivoli-

dade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobe todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espetáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”

Teatro: ENSAIO SOBRE O AMOR 10 de Março - 21h30 - Salão Paroquial de Santa Catarina da Serra Teatro de Animação de Santa Eufémia - Ass. Casa do Povo de Santa Catarina da Serra ENTRADA LIVRE

www.santacatarinadaserra.com - hp://luzdaserra.santacatarinadaserra.com Propriedade Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra - Administração e Edição ForSerra - Associação de Desenvolvimento e Gestão Património de Santa Catarina da Serra - forserra@santacatarinadaserra.com - www.forserra.com - Fundador Pe. Joaquim Carreira Faria - Director Pe. Mário Almeida Verdasca - Contacto: (00351) 244 741 197 - Redacção e Paginação Miguel Marques [CO787] - Colaboradores Virgílio Gordo, Fernando Valente, Vasco Silva (Historiador), Marco Santos (Desporto), Hélio Alves, Pe. Serafim Marques, Prof. António Oliveira (Educação), Isaque Pereira (Saúde), Liliana Vieira (Psicóloga), Prof. Lurdes Marques, Diana Oliveira, Marco Neves (enf.), Mara Gonçalves, Judite Ribeiro - Contactos Telefone (00351) 917 480 995 | Fax (00351 ) 244 741 534 - Correio electrónico luzdaserra@santacatarinadaserra.com - Impressão Empresa Diário do Minho - Tiragem 1700 Exemplares - Periocidade Mensal - Preço de assinatura: 10 Euros - Continente e Ilhas | 15 Euros - Europa | 20 Euros - Resto do Mundo - Pagamento de Assinaturas: ForSerra (edifício de Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra) NIB: 5180.0010.00000921394.45 IBAN: PT50 5180 0010 0000 0921 3944 5 BIC/SWIFT CODE: CDCTPTP2 Banco: Caixa de Crédito de Leiria

Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


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E, se Santa Catarina da Serra, deixasse de ser autónoma? Apresentado, no passado mês de Setembro, o Livro Verde da Reforma Administrativa abriu o caminho e agora, passados cinco meses, a proposta chega à Assembleia.

Doze anos depois do lugar de Chainça se tornar autónomo, com a reforma administrativa, poderá voltar a pertencer a Santa Catarina da Serra. Esta é uma hipótese que se põe atualmente com a reforma administrativa criada pelo atual Governo. Existem inúmeras freguesias do concelho de Leiria que estão na mesma situação, pois não cumprem os requisitos estipulados no livro verde da reforma administrativa. Atualmente até a Freguesia de Santa Catarina da Serra poderá deixar de existir, pois está prevista a redução em 35% das freguesias do nosso concelho. A proposta de lei do Governo pretende aprovar o regime jurídico que, na prática, vai levar à extinção ou fusão de entre 1300 e 1400 freguesias, predominantemente as mais urbanas, abrindo ainda a possibilidade de os municípios se fundirem. Os autarcas de Leiria criaram já o Movimento de Freguesias de Leiria (MFL), para contestar assim as medidas da reforma, ao qual o executivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra se juntou. Joaquim Pinheiro, presidente de Junta, esclarece ao nosso jornal que este processo deverá ser visto com muita atenção e onde a população deverá ser ouvida. “Não podemos ver apenas uma parte da questão, muito menos, querer ver apenas o angulo que nos parece interessar e pergunto, vamos agregar outras freguesias? Qual ou quais? E a identidade histórico-cultural? Que competências assumir? E recursos? Dúvidas não faltam e, por isso, entendemos que ficar isolado seria o pior ca-

Miguel Marques

Mudanças estão previstas para entrar em vigor nas Autárquicas de 2013

minho; e não é por acaso que das 29 freguesias do concelho 27 integram o movimento.” Disse o autarca. O tema será apresentado na próxima assembleia de Freguesia marcada para 20 de Abril, “o tempo é escasso e acho que devemos estar TODOS atentos ao processo, fazendo parte activa na discussão porque esta não é matéria só para alguns. Entendo que é preciso valorizar e reforçar a intervenção pública numa óptica de cidadania activa e do papel associativo e, nem tanto o político-partidário que claramente tem que ser repensado e, nesta matéria Santa Catarina da Serra é hoje respeitada, é vista como um grande exemplo pelo que tem feito e continuará a fazer porque sinto uma juventude unida e musculada sempre ao lado do que de grande se faz nesta

terra por isso, esta confiança” – disse Joaquim Pinheiro. O Movimento de Freguesias de Leiria (MFL) revelou que 27 dos presidentes de junta do concelho admitem entregar as chaves das sedes, em protesto contra a Reforma Administrativa Local proposta pelo Governo. “Entregar as chaves na Câmara Municipal é um gesto simbólico que está em cima da mesa”, disse o presidente da Junta de Freguesia das Cortes, um dos autarcas que tem encabeçado o movimento. Numa conferência de imprensa na freguesia de Marrazes promovida pelo movimento – que integra 27 das 29 freguesias do concelho de Leiria – foi distribuído um documento no qual se assegura que “esses lugares serão destinados aos ‘encar-

tados’ das organizações políticas”. Os presidentes de junta admitem que a Reforma da Administração Local “é necessária e deve ser feita”, mas frisam, tem que expressar a vontade popular e consideram a proposta “um ataque à democracia”. “O que não aceitam, nem podem alguma vez aceitar, é que, sem qualquer critério ou conhecimento do terreno, da cultura, da história das pessoas, venham impor, no caso de Leiria, que 35 por cento das freguesias tenham que desaparecer”, pode lerse no texto que resultou do encontro dos autarcas. “Não fomos sufragados e/ou mandatados para dissolver, repartir a freguesia que nos elegeu, nem para juntar, anexar ou receber outra”, defendem os presidentes de junta. Consideram ainda que, com

29 freguesias, Leiria “é um concelho equilibrado”, não havendo necessidade de alterações. “Muito menos a reorganização que nos querem impor”, frisam. A 29 de novembro, a Assembleia Municipal de Leiria aprovou por maioria uma

moção que “rejeita a Reforma da Administração Local no que se refere às freguesias, tal como está definida no Documento Verde”. Os autarcas sublinharam nessa reunião extraordinária, que “a maioria dos presidentes de junta não tem vencimento, não tem chefes de gabinete, motorista, nem sequer combustível para a sua viatura particular que usam em serviço”. Por outro lado, sustentaram, “se este processo de reorganização autárquica tem como objetivo questões meramente económicas”, é preciso “afirmar claramente que não são as freguesias as responsáveis pelo descalabro financeiro do país”. O Governo pretende executar, até julho de 2012, uma reorganização da administração local, conforme o compromisso assumido com a “troika”, de modo a que as eleições autárquicas de outubro de 2013 decorram já com as novas regras. Será este o melhor suporte para a reforma de um mapa autárquico que já não assiste a uma reforma profunda há mais de 150 anos?

O que é o Movimento de Freguesias de Leiria? O MOVIMENTO FREGUESIAS DE LEIRIA nasceu em torno dum objetivo comum: a defesa das populações, das freguesias e do poder local. O MOVIMENTO FREGUESIAS DE LEIRIA é: - Movimento apartidário; - Movimento integrador, aberto a todos os que comungam dos ideais do poder local: fregueses, munícipes, eleitos locais, autarcas, estruturas associativas, empresariais, comerciais, sociais, educativas, desportivas, culturais, cidadãs e cidadãos em geral… - Movimento de defesa das nossas gentes, da nossa história, da nossa cultura e dos nossos antepassados. - Movimento a favor das pessoas!

Algumas considerações por parte do Executivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra Somos a freguesia mais a sul do concelho de Leiria e confinamos com as freguesias de Arrabal, Chainça e Caranguejeira do nosso concelho de Leiria, São Mamede do concelho de Batalha, Cercal, Gondemaria, Atouguia, Olival e Fátima do concelho de Ourém e distrito de Santarém. Sublinho que confinamos com Fátima e sublinho ainda a sua importância para o desenvolvimento também da minha freguesia é certo

mas sobretudo da região e do país. Santa Catarina da Serra é uma freguesia com forte identidade histórica e cultural, socialmente coesa, de gente muito empreendedora, com um movimento associativo robusto onde o povo está habituado a trabalhar graciosamente em prol da causa pública; apenas dois, mas bons exemplos: - Todos os anos por altura do carnaval centenas de vo-

luntários com largas dezenas de máquinas trabalham graciosamente na requalificação de caminhos; assim foi na última terça-feira e assim será no próximo ano. - Todos os anos centenas de voluntários se envolvem, graciosamente, na organização do maior evento de matriz associativa da região – O Festival “O Chícharo da Serra”. Os indicadores dos sensos 2011 mostram o nosso cresci-

mento a todos os níveis com destaque para a Juventude, garante de que temos estruturas para continuar a crescer e assumir desafios com confiança. Numa altura em que o país e o mundo atravessam a maior crise de que há memoria viva somos agora confrontados com a reforma da Administração Local, primeiro, com o chamado Livro verde e agora com a proposta de Lei 44/2012 que parece colo-

car tudo em causa esquecendo que o poder local é também uma conquista de Abril; - É preciso valorizar a política de proximidade, a disponibilidade dos eleitos que sem remuneração trabalham sob espirito de missão; é de grande importância valorizar o papel associativo e nem tanto, o político-partidário, que está mais que visto, tem que ser repensado. - Não podemos apoiar esta

reorganização nas condições em que está apresentada na proposta de Lei, porque parece pôr tudo em causa; não tem alinhamento ou visão estratégica ou desígnio nacional, mas pior – É FEITA À MARGEM DO MAIS IMPORTANTE E ESSENCIAL – AS PESSOAS.


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Carnaval, Folia e Alegria na Freguesia Dentro do espirito que lhe é característico, o carnaval foi festejado com alegria e folia, um pouco pela Freguesia.

O Carnaval na Ass. da Chaínça Na Creche e Jardim de Infância da Associação de Promoção Social da Chainça a festividade do Carnaval foi vivenciada com entusiasmo entre crianças, colaboradores e famílias. As crianças construíram o seu próprio fato de Carnaval, em casa, com a sua família. Sob o tema Educação Ambiental, crianças e famílias deram asas à sua criatividade, recolheram materiais e arregaçando mangas realizaram fatos surpreendentes. Cada fato construído foi testemunho de uma mensagem ecologista e educativa, para além de revelar entusiasmo e aptidão das famílias. E assim, as crianças acompanhadas também de pais e familiares, desfilaram pela comunidade local, no dia 17 de Fevereiro. Também inserido no Carnaval, no espírito da alegria e da partilha de saberes, a nossa instituição recebeu a visita dos seniores do Centro de Dia de Sta. Catarina da Serra. Mascarados de Lápis de Cor vieram, gentilmente “colorir” (cantar) parte de uma nossa manhã. A Equipa Educativa

Ass. Desenvolvimento Social da Loureira Os príncipes e as princesas saíram à rua 'Príncipes e princesas' foi o tema do disfarce carnavalesco dos meninos e das meninas da creche «Mamã Ganso» da Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira. Com muita antecedência, foi feita a recolha e seleção dos materiais usados. Com engenho e arte, e com sacos de plástico de todas as cores, Educadoras e Auxiliares puseram mãos à obra e confecionaram todos os adereços. Na tarde de domingo, o Largo encheu-se de familiares e amigos para assistirem ao desfile das crianças, vestidas a rigor, ao colo das mães e dos pais muito orgulhosos dos seus rebentos. De seguida, foi servido um pequeno lanche na Instituição. Catarina Neves

Fiel às tradições mais características do nosso país, o Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra voltou a assinalar duas das festividades mais características do início do ano: Janeiras e Carnaval. Ainda que um pouco atrasados em relação ao que manda a tradição, na segunda semana de Janeiro os idosos do C.S.P.S.C.S. voltaram a sair às ruas das Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chaínça. De voz afinada pelas várias horas de ensaio prévio, com a música do costume mas letra devidamente adaptada à actual conjuntura, não quisemos deixar de desejar um próspero ano novo a todos aqueles que, à semelhança de anos anteriores, nos voltaram a receber com simpatia e generosidade. Foi pouco o tempo para descansar das caminhadas que o cantar das Janeiras implicou. É que se “O Carnaval são dois dias”… no Centro foram bem mais de três! Os preparativos, que envolveram a escolha do tema, deci-

são dos materiais a utilizar, confecção dos fatos e escolha de música para acompanhar a festa, entre outros, serviram de pretexto a conversas e tardes de trabalho durante várias semanas. Este ano optámos por uma alusão aos tempos de infância e, entre disfarces de idosos e crianças, não faltaram lápis de cor, desenhos e personagens algumas das histórias infantis que preenchem o nosso imaginário. As comemorações do Carnaval estenderam-se ao longo

de toda a semana. Não deixamos de relembrar com especial carinho as tardes de convívio e troca de experiências entre idosos e crianças da Escola Primária de Magueigia e Jardim-deInfância da Chaínça, cada uns disfarçados à sua maneira. Mas o Carnaval não ficaria completo sem o habitual desfile pelo centro de Santa Catarina da Serra, em que idosos e crianças do Centro tiveram a oportunidade de colorir o carnaval da sua “vizinhança”.

Assul - Ulmeiro

Chainça

Ema Simão

Também a Assul, no Ulmeiro, promoveu o Carnaval. Com o jantar a um preço simbólico, conseguiu juntar várias centenas de pessoas que animaram o serão e o desfile de mascarados presentes. O prémio de melhor feminino infantil foi para a “menina da peruca” e o de maior grupo mereceu destaque com as “Pastilhas Gorila” Um evento a repetir, certamente para o ano.

Janeiras e Carnaval no Centro… são sinónimo de movimento!

Miguel Marques - Arquivo

Assul

Miguel Marques

juntar cerca de 80 pessoas, o Carnaval foi festejado em discotecas da região. Valeu o divertimento pelo prémio, deitando assim por terra a ideia de ganhar algum prémio a favor da associação de bombeiros por não conseguir ultrapassar o maior grupo presente.

Miguel Marques

Um pouco por toda a freguesia, as associações e instituições deram asas à imaginação e festejaram o Carnaval com irreverência e muita animação. O Centro Social e Paroquial voltou a levar os seus idosos até à Discoteca Kayene para mais uma tarde diferente e bem passada. Os jardins infantis e a escola EB saíram à rua mascarados com desfiles, deixando os pais e avós de olhos arregalados com as suas fatiotas de carnaval. Os Jovens da Freguesia voltaram a juntar-se e a vestir, desta vez, a máscara dos famosos bonecos do vídeojogo dos anos 90, o “Packman”. Conseguindo

Já habitual, a pedido dos próprios idosos, vem sendo também o convívio inter-instituições, para o qual a Discoteca Kayene teve uma vez mais a gentileza de ceder o espaço e música. Entre os mascarados das várias Instituições Particulares de Solidariedade Social presentes foi muita a imaginação, comprovando que as tradições e os tempos mudam, mas a festa continua a viver-se com a mesma alegria e intensidade de sempre.


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A 36ª Via Sacra de Santa Catarina da Serra a Fátima

connosco sobre a cruz para os transformar em perdão, amor e fé (Egoísmo, orgulho, Soberba, ódio, mentira, invejas, preguiça...) e todos carregávamos com Cristo a cruz da falta de fé e de muitas vezes vivermos como se Deus não existisse, a que o Adão do seculo XXI se vai habituando, levado por uma

Miguel Marques

Primeiro domingo da quaresma, como há já 36 anos, sem falhar nenhum, faça sol ou faça chuva, este ano calhou no dia 26 de Fevereiro e o tempo não esteve quente, mas também não choveu como desejavam todos os que a seca prejudica e atemoriza. A multidão, com muitos jovens e crianças, enchia a faixa direita da estrada em quase duas centenas de metros e caminhava em silêncio numa atitude verdadeiramente penitencial, mas feliz por estar unida ao grande mistério da salvação do mundo. Do Santuário, que é titular dos pequenos monumentos que assinalam as estações, oferecidas pelo povo de Peniche, e que há 36 anos pediu a colaboração desta paróquia, veio apenas o carro com o som. Em cada estação, os jovens ou os participantes carregavam grandes “pedras” que simbolizavam os nossos pecados que Jesus suportou

Miguel Marques

Pela 36ª vez a comunidade de Santa Catarina da Serra percorreu as estações da via sacra dos Olivais a Fátima.

sociedade que vive o materialismo desenfreado. Pudemos verificar que neste mundo concreto ainda há muitos Cireneus e Verónicas para a caridade, e até centuriões que exclamam “verdadeiramente este homem é o filho de Deus”. O realismo da crucificação na 11ª estação, o quadro vivo

da “pietá” na 13ª e a ressurreição como coroa da Via Sacra, representada pelo Grupo de jovens, JCII, emocionou e levou-nos aos acontecimentos de há dois mil anos para nos fazer pensar que Cristo continua hoje a dar a vida por nós e a ser a nossa força na Eucaristia onde permanece vivo para

estar também vivo em nós. Parabéns aos jovens que souberam comunicar assim Cristo Salvador. Aliás, muitos mais que receberam o sacramento da Crisma e, portanto da maturidade da fé, se podiam empenhar nesta forma de testemunhar Jesus e servir a comunidade. O Fado, considerado em

2011, “património da humanidade” não podia faltar este ano pois, também com o fado, se pode rezar e louvar o Senhor. A Andrea cantou com arte e com alma “Chuva” que afirma “As coisas vulgares que há na vida, Não deixam saudades, Só as lembranças que doem nos fazem sorrir “, as lembranças que se tornam presentes hoje na celebração da cruz. A Catarina rezou cantando connosco “Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, do meu caminho, do meu destino, cuida de mim”. Finalmente, o fado “Cristo Antigo” “Não vens (Cristo) não pode a Cruz ficar sozinha, permite pois então que seja minha. Eu fico nela e desces Tu, Senhor”. Obrigado a todos os que participaram neste momento de fé e oração que foi um dom para toda a comunidade.

Agrupamento de Escuteiros 1211 de Santa Catarina da Serra

“Montanha Difícil – Fórnea” Este desafio consistiu em superar os nossos limites, a nossa capacidade física e a nossa resistência para estimular o espirito de alcançar um objetivo por mais difícil que pareça. Não foram as temperaturas baixas, nem a pouca vontade dos nossos pais em deixarnos sair de casa para dormir, sabe-se lá onde e em que condições, que nos fizeram desistir. De malas às costas, lá partimos da nossa Sede, sempre com a certeza que Deus nos acompanha e nos guarda nas difíceis caminhadas da nossa vida, até um lavadouro no meio da aldeia de Alcaria (Porto de Mós) onde pernoi-

támos, pouco abrigados, mas o suficiente para uma “pausa” para recuperar forças para o dia seguinte. De madrugada fomos convidados a refletir sobre um texto, que nos acompanhou durante o resto da nossa atividade. “Numa floresta cheia de animais existiam três fortes leões, mas só um podia ser rei. Foi então que o macaco, representante de todos os animais, os desafiou a subir a “Montanha Difícil para descobrir quem seria o Rei da floresta”. No dia da subida, todos os animais da floresta observavam os leões. Durante a subida, os três fracassaram, o primeiro a subir disse “Montanha, tu venceste-

DR

No dia 10 e 11 de Fevereiro, os Pioneiros do nosso Agrupamento, decidiram encarar um novo desafio.

me”, o segundo repetiu “Montanha, tu venceste-me” e o ter-

ceiro leão disse “Montanha, tu venceste-me, por enquanto!

Mas tu, já atingiste o teu tamanho final, eu ainda estou a crescer…”. Foi então que apareceu a águia sábia que observava tudo lá de cima e completou: “O terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante a derrota, e quem pensa assim é maior que o seu problema, é rei de si mesmo e está preparado para ser rei dos outros”. E perante isto, todos os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.” Fizemo-nos de novo à estrada, acompanhados pela certeza de sermos como o terceiro leão, fortes para vencer as dificuldades que surgem na nossa vida. Subimos a “famosa” Fórnea, que nos

premiou com a exploração uma gruta, a “Cova da Velha”! Foi uma caminhada feita com bastante entusiasmo! O melhor de tudo foi não sermos vencidos pela montanha, e assim fomos para casa com o lema: “Não digas a Deus que tens um problema, mas diz ao problema que tens um grande Deus!” Um grande obrigado aos chefes, nossos irmãos mais velhos, pela grande atividade que nos fez crescer. A Comunidade de Pioneiros do 1211.

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LUZ DA SERRA

Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra

Obras já iniciaram no Parque Jardim das Oliveiras, na Pinheiria

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Horário da Secretaria Posto CTT Desde 2006 que a secretaria da Junta de Freguesia se mantém aberta das 08H30 às 18H00, sem interrupção à hora de almoço o que veio melhorar o serviço prestado à população. O horário do posto CTT é o mesmo da secretaria, no entanto, o levantamento de correspondência remetida sob registo, no dia imediatamente seguinte a entrega do aviso só é possível a partir das 09H30, hora limite para entrega do correio no posto.

Cemitério de Santa Catarina da Serra A Junta de freguesia de Santa Catarina da Serra vem solicitar aos proprietários ou responsáveis pelas campas que se encontram desmanchadas e depositadas no espaço do cemitério novo o favor de as retirarem pois, não queremos o cemitério novo transformado em “estaleiro” de restos de campas. A Junta de Freguesia irá procurar identificar o proprietário mas, desde já, se informa que serão removidas todas as peças que se encontrem em situação de abandono, não se responsabilizando esta Junta de Freguesia por qualquer material que, indevidamente, se encontre fora do devido local.

Miguel Marques

Iniciaram as obras de requalificação do Parque Jardim das Oliveiras, lugar de Pinheiria, uma obra da responsabilidade da Junta de Freguesia, que irá devolver à população um espaço público acessível a todos, moderno e em condições de segurança e cujo esboço de projecto foi apresentado publicamente na sessão da assembleia de freguesia de Junho de 2011. Serão construídas instalações sanitárias, sala de repouso, zona de enfermaria, bar apenas para a realização dos eventos, (não haverá comércio) e terraço que pode servir de palco. O parque situa-se no percurso da Via Sacra, pelo que, os peregrinos que atravessam a nossa freguesia com destino a Fátima encontrarão aqui um espaço onde poderão tomar uma refeição e descansarem num local seguro e acessível a todos, entre oliveiras centenárias. A requalificação exterior as-

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-- associativismo - autarquia --

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senta em manter as oliveiras, será criado parque infantil cercado e equipado, passadiço central e passeios para acessibilidade a todo o parque, serão colocadas mesas e bancos, bebedouro e outros equipamentos. A intervenção prevista na via publica será executada no âmbito da requalificação glo-

bal da estrada principal, a efectuar pela Camara Municipal, estando prevista a criação de zona de estacionamento junto ao parque o que irá implicar o reordenamento do trânsito. A Junta de Freguesia apresentou candidatura ao PRODER, tendo sido aprovada uma comparticipação finan-

ceira de € 26.682,08; a empreitada foi adjudicada pelo valor de 58.398,80€ acrescido de Iva e deverá estar concluída até Junho.

Paladares do campo União Desportiva da Serra volta a concessionar espaço de restauração no complexo desportivo

Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria

Depois de alterarmos o passeio pedestre que estava previsto para o dia 19 do passado mês de Fevereiro, decidiu a direcção da Associação, juntar esse evento ao que estava previsto para este mês, mais concretamente para o próximo dia 18. Tratase de um passeio/prova de BTT. No fundo são duas provas num só evento. O que se compreende nestes tempos conturbados, onde infelizmente se esperam poucos apoios autárquicos, para lá dos que estão há muito prometidos e que têm vindo a ser mais ou menos cumpridos. Como tal há que economizar na logística dos eventos a realizar. A direcção da Associação pede e agradece a todos (as), que possam participar em cada uma das provas e a todos aqueles (as) pessoas ou empresas que venham de igual forma a realização destes dois passeios. Ainda sobre os mesmos, os agradecimentos à FORSERRA na elaboração da publicidade, quer em papel, quer na Internet.

Associação e 6ª Companhia de Bombeiros “Solidárias” Com a realização do evento “Juntos contra a Fome” que se realiza no próximo Sábado dia 10 no campo de futebol da UDS na Portela em Santa Catarina da Serra, o nosso Quartel nos Cardosos está a servir de apoio, como ponto de recolha de alimentos por troca de bilhetes para quem quiser presenciar uma verdadeira parada de estrelas portuguesas. Na sua maioria ligadas ao futebol no passado, mais ou menos recente e outras ao espectáculo musical e à cultura. Quem nunca viu por exemplo, Futre! Toni! Fernando Gomes! Vítor Baía! Mozer! Veloso! Oceano! Bilro! E muitos outros, quando espalhavam magia nos nossos relvados, tem uma excelente oportunidade para os ver ao vivo e ao mesmo tempo ajudar quem mais precisa, também com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa. Outro dos eventos que se realiza este fim-de-semana mas no Domingo dia 11, é a “ Corrida&Caminhada da

Paz”, organizada pela Associação GAF de Fátima. Uma ocasião que todos teremos para participar, pois destinase a todos (as) dos 8 aos 80 anos, já que existe a tal caminhada dividida em passeio pedestre e em prova de atletismo de competição. Também neste caso, estão disponíveis no nosso quartel quit’s de participação. A actividade Operacional Quanto a esta vertente indissociável da nossa actividade, apesar dos cortes na saúde e no apoio às Associações de Bombeiros, continuamos tal como afirmei no passado mês a fazer tudo quanto está ao nosso alcance para melhor servir as populações das nossas 4 freguesias. Assim estamos agora mais apetrechados, pois em termos de recursos humanos dispomos mais de 2 bombeiros para o serviço de transporte de doentes e simultaneamente também para a emergência, que é e deve ser sempre a nossa prioridade. Mas como nunca sobreviveríamos sem os transportes de doentes,

daí o nosso esforço no sentido descrito no início deste pequeno apontamento. Por fim, aos nossos credores nas obras do quartel e aos nossos fornecedores, a informação do envio de um email ao sr. Presidente da nossa câmara municipal, a fim de nos informar para quando o pagamento da 2ª tranche no valor de 60.000 €. Sem esse valor é-nos completamente impossível pagar a quem devemos. Uma vez mais pedimos e agradecemos a compreensão de todos. Continuam à cobrança as quotas referentes ao ano de 2012. Se possível, façam o seu pagamento no quartel, ou então junto dos cobradores existentes em cada núcleo das 4 freguesias. Virgílio Gordo

Miguel Marques

Os eventos de Março

Após o encerramento do restaurante da União Desportiva da Serra, em Janeiro deste ano, o espaço volta a abrir com nova gerência e com novidades. Completamente remodelado, o restaurante da União Desportiva da Serra tem agora um novo nome “Paladares do campo”. O espaço abriu no passado dia 4 de Março com casa cheia. A proprietária, a dona Maria “Cozinheira” como é conhecida, vê assim a concretização do sonho de ter um espaço próprio onde agora pode servir as suas confeções já tão conhecidas. Um negócio de família que, vem assim ajudar uma das mais importantes associações da nossa terra, onde “a aposta na qualidade da comida é uma prioridade

assim como o relacionamento com os clientes, uma vez que dependemos dele”, frisa a proprietária. O restaurante está aberto diariamente com almoços (diárias) onde é possível realizar jantares de grupos, sob marcação. O restaurante encerra ao sábado. A par do restaurante, existe um serviço de catering, disponível para realizar eventos em locais privados. A UDS volta assim a ver um dos seus espaços ganhar nova vida. Contactos: paladaresdocampo@gmail .com ou pelo telemóvel 914251040


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-- desporto --

Resultados e classificações Futsal Campeonato Distrital da 2ª Divisão – Zona Sul 12ª Jornada: UDS, 3 – Pederneirense, 1. 13ª Jornada: Condestável, 2 – UDS, 3. Antes da jornada de sábado estamos em terceiro, apenas a 1 ponto dos dois primeiros. Próximos jogos 14ª Jornada, dia 10: UDS – Ribafria (2º classificado). 15ª Jornada, dia 17: Raposos - UDS. 16ª Jornada, dia 24: UDS – Telheirense.

Futebol Juvenil / Escalões de Formação Campeonato Distrital de Juniores da 1ª Divisão – Zona Sul 14ª Jornada, (última da 1ª Fase): Arcuda, 0 – UDS, 7. 2ª FASE 1ª Jornada: Bombarral, 1 – UDS, 1. Começar a 2ª fase com um empate no Bombarral, é sempre bom. Próximos jogos 2ª Jornada, dia 11: UDS - Portomosense. 3ª Jornada, dia 17: Óbidos – UDS. 4ª Jornada, dia 24: UDS – UDB UDBatalha. Campeonato Distrital de Juvenis, 1ª Divisão – Grupo B – Zona Centro 1ª Jornada: UDS, folgou. Próximos jogos 2ª Jornada, dia 10: UDS – UDB UDBatalha. 3ª Jornada, dia 17: UDS - Vieirense. 4ª Jornada, dia 24: Carnide - UDS. 5ª Jornada, dia 31: UDS – SLMarinha B.

Próximos jogos 16ª Jornada, dia 11: UDS – Alcobaça. 17ª Jornada, dia 18: SLMarinha – UDS. 18ª Jornada, dia 25: Portomosense – UDS. Uma vitória sobre o Alcobaça pode significar o 1º lugar, apenas a 6 jornadas do final Campeonato Distrital de Sub 13 – 2ª Fase Depois de um excelente 2º lugar na 1ª Fase, na 2ª fase foi o último lugar a classificação final. Sub 13 – Torneio Complementar Grupo A – Zona Centro 1ª Jornada: UDS, 0 – Marrazes, 9. 2ª Jornada: U. Leiria, 7 – UDS, 1. Próximos jogos 3ª Jornada, dia 10: UDS – GRAP. 4ª Jornada, dia 17: Alcobaça – UDS. 5ª Jornada, dia 24: UDS – Marinhense. 6ª Jornada, dia 31: Marrazes – UDS. Sub 11 Benjamins A – 2º Torneio – Série D 1ª Jornada: UDS, 4 – Monte Real, 3. 2ª Jornada: Marrazes, 3 – UDS, 1. 3ª Jornada: UDS, 6 – Biblioteca, 1. 4ª Jornada: UDS, 0 – Golpilheira, 1. 5ª Jornada: Milagres, 0 – UDS, 1. Um excelente 2º lugar no final Encontros de Traquinas, Sub 8 UDS, 2 – Monte Real, 0. UDCaranguejeira, 2 – UDS, 2.

Quando o trabalho dá frutos A União Desportiva da Serra Futsal, adquiriu nesta fase decisiva da época a estabilidade necessária para abordar com tranquilidade os objectivos a que se propôs inicialmente. No início do campeonato, pagamos cara a fatura de ser o primeiro ano do clube e da maioria dos atletas nesta apaixonante competição. Mas, com o decorrer do tempo, só posso dizer que a união deste fantástico grupo e a disponibilidade de todos foram fatores que contribuíram para a excelente adaptação à realidade do Futsal. É muito reconfortante olhar para trás e, ver que nos últimos cinco jogos, conquistamos o pleno (15pontos). Se juntarmos a isto tudo o apoio incondicional que temos tido desde o início da época, resta-me dizer que estamos preparados para atacar estes últimos jogos e a respetiva subida com toda a força e união que caracterizam as gentes da

Serra. Em nome do grupo deixo aqui um agradecimento a todos os que acreditam em nós e nos têm apoiado desde o início desta caminhada. Palavra muito especial para todos (muitos) os que nos acompanharam até ao Pavilhão do Juncal para nos ajudarem a trazer os 3 pontos nesse jogo, verdadeiramente emocionante diante do Condestável. Obrigado Ultras. Como capitão, quero que fique bem sublinhado, que todas as nossas vitórias e su-

cessos desta época são também dedicados a 3 atletas que fazem parte do nosso grupo de trabalho, e que por infelicidade deles foram afastados da quadra ou por lesão ou por problemas de saúde. São eles, o Abelha, o Nilton, e o Márcio, espero que recuperem, o mais rápido possível, pois fazemnos muita falta. Abraço a todos e carrega Serra. Pedro Cordeiro (Capitão da Equipa de Futsal)

Opinião

Desportivamente Falando

Campeonato distrital de Iniciados – Divisão de Honra 14ª Jornada: UDS, 1 – UDLeiria B, 0. 15ª Jornada: Beneditense, 1 – UDS, 2. ¼” final da Taça: UDS, 4 – Figueiró dos Vinhos, 0.

A palavra dos outros Comentários dos jogadores da equipa de futsal da União Desportiva da Serra Por: João Pedro Alves “ Como pessoa um bom amigo, humilde, honesto e lutador. Como jogador bastante completo, empenhado, dá sempre tudo pela camisola, um verdadeiro exemplo dentro e fora do campo ” João Valente Nome – Telmo Gonçalves Oliveira Data Nasc -03/08/88 Residência – Ulmeiro Profissão - Serralheiro Clubes anteriores – S. Guilherme, Cercal

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Miguel Marques

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“ Jogador com qualidade e com vontade de ganhar e aprender mais, sendo ele um dos responsáveis pelo bom desenvolvimento da equipa nos jogos e no ambiente do balneário.“ Telmo Nome – João Ricardo Lopes Valente Data Nasc - 04/05/92 Residência – Sobral Profissão – Estudante de Gestão Clubes anteriores – UD Serra

Visite a página da União Desportiva da Serra em

www.uniaodaserra.com

Apesar de poderem existir outros motivos de interesse, em termos desportivos, um pouco pela freguesia, continuam a ser os resultados desportivos no futebol a merecerem o maior destaque neste espaço. Até porque em qualquer outra modalidade desportiva, só nos desportos com cariz mais individual, continuam a existir alguns resultados merecedores de destaque. Até porque são poucos os (as) Santacatarinenses que os praticam. A não ser no Ciclismo, 3, 4 e pouco mais. No Atletismo, onde, a Ana Oliveira da Loureira, continua a progredir e a alcançar vitórias atrás de vitórias. Nos desportos motorizados, mais virados para o prazer e o convívio. Se assim não é, no final deste espaço opinativo, vou deixar o meu e-mail pessoal, para quem o desejar, ou se achar algo injustiçado, que me faça chegar informação, para que me seja possível opinar nesta coluna de opinião. Depois deste esclarecimento, vou então debruçar-me sobre os resultados no fute-

bol no último mês. Começando pelo Futsall, apesar de há relativamente ter realçado os resultados da jovem equipa unionista, volto este mês a elogiar o seu desempenho. Como escrevo antes do jogo do próximo sábado, onde se ganharmos ao 2º classificado, ficaremos em excelente posição para não só alcançar o primeiro lugar, como até virmos a ser campeões de série. O que seria extraordinário, logo na primeira época, com uma equipa nesta modalidade desportiva. Quanto aos juniores, depois de um significativo segundo lugar na primeira fase do campeonato, têm nesta segunda fase adversários mais fortes para ultrapassar. Para já começar com um empate no Bombarral, foi bom, pelo menos, para quem não viu o jogo. Esta fase é composta por 6 equipas: UDS, Bombarral, Maceirinha, Portomosense, Óbidos e UDB UDBatalha. Os juvenis, talvez a equipa com resultados desportivos menos conseguidos dentro

Virgílio Gordo

do campo, continuam a evoluir dentro das exigências da formação. Quanto aos Iniciados, tal como em relação aos seniores no Futsall e aos Juniores, estão a conseguir resultados que só confirmam a evolução e o rendimento desportivo crescem quando é de uma forma sustentada. Também ganhando o próximo jogo diante do primeiro classificado, ficarão apenas a 6 jornadas do final em óptima condição para ficarem no primeiro (s) lugar. Os Sub 13, os Benjamins, A Sub11 e os Traquinas, alternam bons resultados com outros menos conseguidos, consoante o poderio dos adversários que têm pela frente. Para quem desejar ver a opinião das suas performances desportivas nesta coluna, envia-as para: virgiliogordo@live.com.pt


LUZ DA SERRA

DR

charo”. Se quisermos informações sobre todas as associações, sobre eventos diversos, sobre o jornal podemos consultar na internet o site hp://www.santacatarinadaserra.com. Foi uma aula muito interessante e participativa (às vezes esquecíamo-nos de

por o dedo no ar). Muito obrigado, D. Célia! Muito obrigado, Sr. Miguel! Alunos do 2ºano da EB de Santa Catarina da Serra

Exposição “Utopia Azul” Com organização da Associação Versus, apoio do Município de Leiria, e parceria com o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra e a Oásis, decorreu entre 4 e 25 de Fevereiro a exposição "Utopia Azul - O Olhar da Criança voltada para o Futuro" no foyer do Teatro José Lúcio da Silva. Esta exposição contou com trabalhos de artistas nacionais e internacionais, bem como maioritariamente dos mais pequenos: alunos desde o 6º ao 9º ano de escolaridade e educação especial, desenvolveram os seus trabalhos em que predominou a cor azul, nas disciplinas do departamento de expressões

Eduardo Caetano / Henrique Silva

O Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra expôs no Teatro José Lúcio da Silva.

(EV, ET e EVT). Alguns destes alunos, tiveram a oportunidade de visitar a exposição e ver os seus trabalhos para “além-fron-

teiras”, com muita felicidade e satisfação. Eduardo Caetano Silva

A rubrica “O Novo Acordo Ortográfico, O que mudou?” continua na proxima edição.

Escola e Jardim de Vale do Sumo

Senhora das Candeias A tradição ainda é o que era O dia 2 de fevereiro é o Dia de Nossa Senhora das Candeias e nós costumamos festejá-lo na nossa escola. Fizemos pesquisa sobre esse dia na internet, em livros e junto de pessoas mais velhas e descobrimos algumas tradições e provérbios! Nesta zona costuma¬¬m fazer-se fritos (filhoses, ovos, etc.) para agradecer o azeite deste ano e pedir que não falte o ano inteiro, pois o azeite é importante para a nossa alimentação e para as candeias darem luz. Antigamente, as mães grávidas e as mães com filhos pequenos costumavam ir à missa para serem abençoados, tradição que ainda hoje persiste. Na nossa escola fizemos e comemos umas estaladiças e saborosas filhoses de esticar e ficamos todos deliciados!

DR

A ForSerra foi convidada ao agrupamento de Escolas para explicar o envolvimento associativo na Freguesia

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Alunos da Escola e Jardim de Vale do Sumo (Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra

De barriga cheia e satisfeitos passamos uma tarde bem divertida! Este ano levamos para casa uma garrafinha de azeite extra virgem para os nossos pais provarem e que foi feito com as azeitonas que apanhamos nas oliveiras da nossa escola.

O associativismo e a comunicação social O convite chegou por parte do Rancho Folclórico do Freixial, no âmbito do seu X aniversário no dia 18 de Fevereiro de 2012, que promoveu algumas iniciativas, entre as quais um fórum de discussão sobre “A Comunicação Social e as Pequenas Entidades Culturais". A sessão teve lugar no auditório do Rancho onde contou com um painel de convidados de várias entidades da Região. Entre a ForSerra (Lino Pereira) estava a representada a Livraria Arquivo (Dra. Paula Carvalho), Região de Leiria (Manuel Leiria), O Mensageiro e o Jornal da Golpilheira (Luís Ferraz). A FoSerra apresentou o seu projecto de envolvência associativa que tem vindo a fazer desde que foi constituída, em 2009, com especial incidência no Festival “O Chícharo da Serra” e a forma

Miguel Marques

O associativismo explicado aos mais novos No dia 13 de Fevereiro, estiveram na nossa sala de aula a D. Célia Gordo e o Sr. Miguel Marques a falar sobre a ForSerra. Numa aula de Estudo do Meio, quando falámos das instituições que existem na nossa localidade, ficámos curiosos e resolvemos pedirlhes ajuda, para que nos explicassem o que é a For Serra, porque a professora nos disse que eles fazem parte dessa associação. Então, nesse dia tivemos mais dois professores! Aprendemos que a ForSerra é uma associação das associações da freguesia de Santa Catarina da Serra, nasceu em 2009, ajuda todas as outras associações, é responsável pelo jornal “Luz da Serra” e organiza o “Festival dos Chi-

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-- educação --

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como este é organizado e comunicado. Seguiu-se um debate moderado por Anselmo Crespo (SIC) teve como intervenientes alguns órgãos de comunicação social como o Jornal de Leiria (jornalista Jacinto Duro), do Região de Leiria (Dra. Patrícia Duarte, diretora executiva). Com a apresentação de vários exemplos de iniciativas, o debate teve especial eco sobre a deficiente divulgação, por parte dos jornais e meios de comunicação so-

cial, de eventos ou iniciativas de âmbito associativo. Os órgãos de comunicação social presentes esclareceram alguns critérios de informação, limitações físicas e humanas que por vezes existem, limitando assim a comunicação de muitas iniciativas. Em resultado geral, ficou patente a falta de eventos inovadores e com algo diferente, e não “mais do mesmo” para que assim possam suscitar o interesse do público. pub


MARÇO

Coisas da Nossa Terra

Domingos Marques Neves

vide. No amanho das terras utilizou o feitor Sr. Joaquim Gonçalves e os seus 7 filhos. Foi casado com D. Leonor Martins Sá Alves, que faleceu em 1923, passando ao estado de viúvo. O casal não teve filhos e o Dr. Alves não voltou a casar. Alguns dos seus bens foram para o irmão José e outros destinaram-se à criação da Sopa dos Pobres, em Ourém, pertencente atualmente à Fundação Dr. Agostinho A. de Almeida, com o nome "Casa Dr. Alves" onde se albergam crianças desprotegidas, sob a responsabilidade da Segurança Social de Santarém. Faleceu no dia 11 de Janeiro de 1953. Os seus restos mortais assim como os de sua esposa encontram-se no cemitério de Ourém, junto aos Castelos, onde se pode ler: " À MEMÓRIA DO BENEMÉRITO DR. JOAQUIM FRANCISCO ALVES N. a 17.7.1878 e F. a 11.1.1953. HOMENAGEM da Comissão Administrativa da Sopa dos Pobres". O irmão José Francisco Alves, nascido em 1876, estudou no Seminário de Leiria durante 3 anos (1891 a 1894) e ainda frequentou a universidade na carreira médica e por motivos familiares, já referidos, deixou a vida académica, regressando ao Cercal para se dedicar ao cultivo das terras que pertenciam à casa da família dos Alves, substituindo o pai naquelas tarefas.

Continua na próxima edição.

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Psicologia

O Psicopata Começo por esclarecer que o termo “psicopata” começou por ser utilizado no início do séc. XIX, para designar toda a pessoa com doença mental. Já no séc. XX, o termo passou a restringir-se às pessoas que se comportavam de uma forma amoral. Décadas depois, a denominação de “sociopata” passou a coabitar com a classificação de “psicopata”. Hoje em dia, esta condição mental apresentase sob o nome de Perturbação Antissocial da Personalidade. Não sendo possível apontar um único fator para a constituição deste tipo de personalidade, o que sabemos é que ela se configura como um conjunto de fatores pessoais, sociais e provavelmente ge-

e que não respeita os direitos e sentimentos alheios, sendo recorrente enganar e ludibriar os outros. Os atos ilegais que pratica (comportamento fraudulento e "vigarices" para obter lucro fácil) são motivos constantes de detenção, mas nem por isso conduzem ao seu término. Esta irresponsabilidade exemplifica bem a despreocupação com as consequências das suas ações. É apanágio do psicopata querer mostrar o seu poder sobre os outros, utilizando a arte da manipulação e da sedução. As suas vítimas são vistas como pessoas fracas e merecedoras de sofrimento. Uma vez que a psicopatia prima pela ausência de afe-

néticos. As famílias de origem destes indivíduos são quase sempre desestruturadas e os recursos comunitários não foram eficientes na compensação dessa falha. Os indivíduos de personalidade antissocial ou psicopatas, como vulgarmente continuam a ser chamados, destacam-se logo na adolescência pelos comportamentos bizarros e peculiares evidenciados. São adolescentes que destroem deliberadamente a propriedade alheia com a intenção de causar prejuízos graves, matam animais, agridem pessoas, mentem para obter ganhos ou favores e envolvem-se em roubos de objetos. Muito frequentemente fogem de casa dos pais por algumas noites ou períodos de tempo mais longos. A tendência temperamental da personalidade antissocial abarca todo o processo de desenvolvimento do indivíduo e este ao tornar-se adulto mantêm conservadas as características patológicas desenvolvidas na adolescência, tornando-as rígidas e inflexíveis. O psicopata é alguém que não se conforma perante as normas socialmente vigentes

tos e empatia pelos outros, ocorrem frequentemente atos hediondos e assustadores, que seguem planos muito bem elaborados, deixando até uma marca pessoal. No lado oposto, podem surgir atos irreflectidos e imprevisíveis, motivados pela irritabilidade que despoleta a passagem ao ato. A agressão física é um bom exemplo, e surge muitas vezes sob a forma de violência doméstica. Os relacionamentos amorosos estabelecidos pelas pessoas com personalidade antissocial mantêm-se enquanto servirem determinados objectivos, assim que estes terminam, termina a relação. Os filhos que daí resultam são vistos como uma consequência inevitável, sendo que estes indivíduos são geralmente pais irresponsáveis. Verificam-se também frequentes mudanças de emprego e de residência. O psicopata tem um padrão de comportamento muito rígido e repetitivo, com a criação de um código próprio e sem tolerância à frustração. Se esse código for transgredido pelo próprio, ele poderá aplicar a si mesmo castigos e punições. A ação

Liliana Vieira Psicóloga

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A família dos Alves do Cercal da Gordaria (II) Continuação do mês anterior O Dr. Joaquim Francisco idóneo para esse fim. Alves, nasceu no lugar do O Tribunal deu razão ao Dr. Cercal no dia 17 de Julho de Joaquim Alves e anulou a 1878 e baptizado no dia 21 decisão da Câmara condeimediato na Igreja Paroquial nando-a a dar-lhe posse e de Santa Catarina da Serra, pagar os vencimentos venciForam seus padrinhos Bento dos, bem como as custas e o Ferreira Filipe, pároco de mínimo de procuradoria Santa Catarina da Serra e (ver D.G. n. 111 de Maria José da Natividade 14/5/1918). Como político foi um repuCrespo. Com 13 anos de idade in- blicano, opositor ao regime gressou no Seminário de Lei- monárquico e os seus sentiria donde saiu para estudar mentos sob ponto de vista medicina. Concluído o curso religioso eram por demais regressou ao Cercal e no ano conhecidos no termo de de 1905, abriu uma farmácia Ourém onde se desenvolvia e um consultório no Cercal o triângulo da maçonaria que explorou por conta pró- que se opunha fortemente pria durante algum tempo, aos acontecimentos das apatransferindo-a mais tarde rições, na Cova da Iria e para Albergaria dos Doze, de muito contestada pelas autoacordo com uma carta a que ridades civis reinantes em tive acesso e que fez parte do Ourém. Na qualidade de espólio da família dos Alves. Sub - Delegado de Saúde de No dia 8 de Maio de 1909, na Ourém, esteve ao lado do qualidade de sub Delegado Administrador do concelho de Saúde de Leiria vistoriou Sr. Sá Pavilon para se entupir o terreno destinado ao cemi- o poço, aberto pelo Sr. Manuel Carreira, da Moita, a tério. Em 20 de Agosto de 1915 foi pedido do Sr. Bispo de Leicontratado para médico inte- ria, D. José Alves Correia da rino da Câmara Municipal Silva, num terreno junto à de Ourém, com vencimento capelinha, onde os peregrianual de 300 escudos. Por se nos bebiam e lavavam as tratar de um lugar em re- suas feridas. gime de interinidade a Câ- Teve consultório em Vila mara abriu concurso público Nova de Ourém numa pepara o referido lugar, mas quena sala de um primeiro não concorreu por, entre- andar. tanto, ter sido considerado Atendia os seus doentes em em provimento definitivo. regime de avença que ronMas, o Dr. Augusto de Aze- dava um alqueire de trigo, vedo Mendes, médico em por família e por ano, para o Torres Novas, também se atendimento domiciliário. candidatou àquela vaga e Inicialmente as suas deslocapor ser o único concorrente ções eram feitas a pé, de bifoi investido nas funções e o cicleta ou a cavalo e mais Dr. Joaquim Alves foi dis- tarde, num pequeno autopensado do cargo que já de- móvel conduzido pelo motosempenhava. Achando-se rista João. Era inseparável da prejudicado, apresentou re- sua maleta com as ferramencurso no Tribunal Adminis- tas e outros apetrechos netrativo, alegando que o cessários para pequenas concurso não havia sido tor- intervenções cirúrgicas. Não nado público no jornal O usava estetoscópio e a ausOuriense, com existência e cultação era feita diretacirculação no concelho desde mente, escutando. 1892 e que não existia qual- Por parte de sua esposa foi quer vaga. A Câmara não en- possuidor de muitos bens tendia assim, argumentando imóveis no concelho de que o Ouriense não era im- Ourém e foi também herpresso no concelho, mas em deiro de uns bens deixados Lisboa e estava ligado a as- por morte de seu irmão Masuntos religiosos e não era nuel em Moinhos de Car-

LUZ DA SERRA

-- opinião - saúde --

motriz deste tipo de personalidade passa pela necessidade de estímulos intensos, tais como como drogas, álcool e a adrenalina provocada pelo ato de matar! Com frequência, a procura da satisfação sexual faz-se de uma forma coerciva e perversa, na forma de violação e até de incesto. Neste contexto, estas pessoas afiguram-se-nos como assassínios cruéis e em série, muito por culpa do forte autocontrolo emocional que detêm sobre si mesmas. As reacções de frieza perante situações de alta tensão são surpreendentes, pois para além da crueldade dos atos, estes ainda cumprem uma sequência de rituais e cerimónias. Em circunstâncias idênticas, a maioria de nós ficaria completamente descontrolada. Resumindo, o indivíduo com personalidade antissocial apresenta-se como uma pessoa cínica, arrogante e indiferente aos sentimentos e sofrimento dos outros. Manifesta desrespeito pelas normas sociais e violação dos direitos dos outros. Em Portugal, este distúrbio tem uma prevalência de 3% nos homens e 1% nas mulheres e pode estar associado a outros problemas mentais, tais como abuso de substâncias, perturbações do humor e perturbações da ansiedade. Um aspeto importante a reter, é que este diagnóstico implica a responsabilização penal do indivíduo perante o ato criminoso, uma vez que ele está consciente dos atos ilícitos que pratica, sendo perfeitamente capaz de discernir o certo do errado. Embora as pessoas com perturbação antissocial da personalidade se apresentem como indivíduos bem adaptados, são pessoas fortemente associadas à criminalidade e não reconhecem que têm um problema, o que em si mesmo é um enorme entrave à intervenção terapêutica. Por tudo o que foi dito, estes indivíduos apresentam maior probabilidade de morrer prematuramente por meios violentos ou suicidando-se, quando sentem que a sociedade os impede de viver à sua maneira.


LUZ DA SERRA

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-- histórias da História --

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Fonte do Salgueiro: 1392. Anno Domini Nos finais do século XIV, no ano de 1392, sendo monarca do então reino de Portugal D. João I, o qual iniciou o período de governação em 1385, no final da crise sucessória de 1383-85, até à data do respectivo falecimento, em 1433, um documento refere-se à fonte do Salgueiro, da futura freguesia de Santa Catarina da Serra. À época a região de Leiria estava sob jurisdição eclesiástica do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, a parte Sul, e da sé de Coimbra, a Norte. Ambas as instituições eram detentoras de um imenso património em território dito, hoje, nacional. A área onde se encontra a freguesia de Santa Catarina da Serra dependia de uma enorme paróquia localizada na vila de Leiria, a qual tinha o nome de São Martinho e cuja igreja estava localizada na actual Praça Rodrigues Lobo. Na realidade, até à centúria de Quinhentos a jurisdição de Santa Cruz de Coimbra é feita a partir de freguesias muito extensas, o que mostra que o povoamento se concentrava na sede das mesmas, em Leiria, e o restante estava bastante disperso. A área da de São Martinho era de 162,96 quilómetros quadrados. [GOMES, Saul António, Introdução à História do Castelo de Leiria, Leiria, Câmara Municipal, 1995, p. 84]. A dimensão desta paróquia era tal que, desde a vila leiriense – Leiria é elevada a cidade a 13.06.1545 – onde estava a sede, até ao Sudeste da mesma, nas actuais freguesias de Minde e Serra de Santo António, ia uma distância de 28 quilómetros. São Martinho foi, assim, até 1549, a nossa primeira paróquia. No que concerne à jurisdição administrativa, toda a zona estava, ab initio, sob autoridade do reduto castrense de Leiria, o qual, por seu lado, dependia directamente do monarca. No ano em estudo, 1392, enquanto o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, através da paróquia de São Martinho, exercia jurisdição eclesiástica sobre parte significativa da área serrana, D. João I, que, com o auxílio de Nuno Álvares Pereira, vencera, a 14.08.1385, na Batalha Real – incorrectamente conhecida como de Aljubarrota – os castelhanos, seleccionou D. Lourenço Martins, de Leiria, para alcaide do castro da

Fig. 1 – Local da fonte do Salgueiro, mencionada em diploma de 1392. Encontra-se hoje coberta por uma vegetação densa e com materiais impróprios para o sítio. [Fotografia obtida pelo autor às 15:40 horas do dia 24.08.2011, com uma máquina Fujifilm FinePix S1700, japonesa]. vila. O anterior pretor, D. Garcia Rodrigues, galego, partidário de D. Leonor Teles e do reino de Leão e Castela, falecera no recontro supramencionado. [LOPES, Fernão, Crónica d' el-Rei Dom João I da boa memória, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1973, vol. 1, cap. 178]. De ter em consideração que o monarca seleccionava sempre indivíduos de inteira confiança e lealdade. A legislação da época já exigia que os alcaides dos castelos fizessem um juramento de fidelidade. [SILVA, Vasco Jorge Rosa da, Cartas de Alcaidaria: enquadramento histórico e estudo diplomático, Porto, Edições Ecopy, 2008]. É no contexto mencionado que um diploma datado de 05.02.1392, uma carta de emprazamento, ou seja, com um contrato sujeito a pelo menos a uma vida, feita no período de governação de D. João I, menciona que D. Vasco, prior-mor do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, fez emprazamento a Afonso Martins, prior, por sua vez, da igreja de Maceira, no termo conimbricense, de herdades na Parracheira e Santa Margarida, futura freguesia de Arrabal, e Caldelas, Caranguejeira. Neste contrato, que duraria enquanto Afonso Martins fosse vivo – daí a diferença entre emprazamento e aforamento – são referidos três pontos geográficos localizados, hoje, na freguesia de Santa Catarina da Serra. refere o diploma que, além das propriedades citadas, o prior Afonso Martins ficava com um «casal que he hermo em que dizem que nom mora nenhuum homem que esta

no logo que chamam Perrecheira com todas suas herdades que jazem en logo que chamam Vallongo, e a fonte de Salgueiro e a par da Barreirrya». [GOMES, Saul António, "A afirmação da freguesia de Santa Margarida do Arrabal (Leiria): da Idade Média ao século XVI", in Arrabal. Terra de Santa Margarida. Quatro séculos de história, Arrabal, Junta de Freguesia, apêndice documental, 1992, doc. 3, p. 175]. Os sítios [por ordem alfabetária] da Barreiria, da fonte do Salgueiro e do Vale Longo foram, assim, atribuídos a Afonso Martins, o qual nem sequer sabia onde se situavam. O excerto documental é claro e evidente quando refere que segundo o «que dizem» não mora ninguém nos locais designados ut supra. No entanto, o facto de o diploma fazer referências aos mesmos, podemos, logicamente, deduzir que já tinham sido explorados. Ou seja, antes de 1392 já tinham passado indivíduos pela área ocupada presentemente pela freguesia de Santa Catarina. Estas posições, no topo Noroeste da Serra eram as mais férteis, fazendo uma linha recta da Barreiria ao Vale Longo, passando pela fonte do Salgueiro, junto à Rua do Barão do Salgueiro (fidalgo da Casa Real). O facto de, à época, o fluido aquoso ser abundante na área era condição sine qua non para o desenvolvimento da agricultura, designadamente da cerealicultura, caso do trigo - o milho ainda não tinha sido trazido da América - olivicultura e viticultura. Já em direcção a Sul, isto é, para o ponto mais elevado da serrana paróquia, a

evidente falta de água, H2O, e os terrenos cobertos por inúmeros fragmentos de rocha calcária foram responsáveis pelo amanho mais tardio da terra e até pelo povoamento mais atrasado também, o qual se iniciou na centúria de Quatrocentos, uma vez que em 1513, na Loureira, já havia pelo menos um fogo, o de João Fernandes. [Loureira 16102010: Estudo Histórico e Documental, Torres Novas, Gráfica Almondina, 2010, p. 28]. Nesse ano, residia, em Moita Redonda, hoje Fátima, Bartolomeu Dias, e Diogo Fernandes, do Pessegueiro, actualmente São Mamede. Entre 1392 e 1433, data do falecimento de D. João I, a área da Barreiria, da fonte do Salgueiro e do Vale Longo, junto à Estrada Real 15, à Estrada Nacional 60, de 2.ª classe, e, hoje, à Estrada Nacional 113, existiam algumas espécies arbóreas imprescindíveis para a socioeconomia de então, como [por ordem alfabética] o carvalho, a oliveira e o pinheiro. Ainda não havia eucaliptos, porque a Austrália era desconhecida. Na realidade, o Norte, o Noroeste e o Nordeste da paróquia serrana sempre se caracterizaram pela presença de árvores, desde o Jurássico, ao contrário do Sul da freguesia. A fonte do Salgueiro, do tempo da crise de 1383-85 e, por isso, contemporânea da Batalha Real, foi, indubitavelmente, um dos principais focos de expansão da vegetação arbórea no meridiano do local. Por essa altura, já a actividade venatória era uma das mais importantes da socioeconomia de antanho, principalmente junto à serra de Aire, onde os nobres, e até clérigos, capturavam javalis, ursos [pardos] e veados. [SILVA, Vasco Jorge Rosa da, "As matas da serra de Aire na Torres Novas dos séculos XV-XVI", in revista Nova Augusta, Torres Novas, Câmara Municipal, 2006, n.º 18, pp. 39-62]. Ao longo da história de Portugal, a fonte do Salgueiro, na posição Norte 39º 42' 24,55'', latitude, Oeste 8º 41' 54,06'', longitude, e 174 metros de altitude, teve sempre uma enorme importância. Aliás, só assim se compreende também a razão pela qual o dr. José de Albergaria, 2.º barão do Salgueiro, resolveu edificar o solar de província, no ano de «1881»,

numa quinta que ficou com o nome da fonte. De ter em consideração que a herdade do Salgueiro funcionava, em Oitocentos, por incluir no seu espaço, a fonte de água necessária ao correcto funcionamento de uma propriedade tão lata. Hoje, 09.03.2012, a fonte do Salgueiro ainda lá se encontra, após tantos séculos de existência. A 16.12.1928, a Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra procurou fazer o alinhamento de um muro em propriedade de António Constantino das Neves, vice-presidente da edilidade, em 1923-26, junto à secular fonte do Salgueiro. [Livro 8 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1927-1946), Santa Catarina da Serra, AJFSCS, fl. 13v]. No dia 13.10.1987 foi registada por Manuel Francisco Lourenço, de Olivais, em nome da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra. A escritura refere: «Número trinta e três. Terreno de mato no sítio da Quinta do Salgueiro, com a área de duzentos e noventa metros quadrados, a confrontar do Norte e Nascente com Franklim da Concei-

Vasco Jorge Rosa da Silva Investigador em História Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

ção Gomes, Sul e Poente com Ana de Jesus, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo número seis mil novecentos e quarenta e três, com o valor matricial de oitenta escudos». [2.º Cartório Notarial de Leiria, Livro 149-D, fl. 46].

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MARÇO 2012

LUZ DA SERRA

-- sociedade --

Foto Memórias Desde Janeiro de 2011 que vimos publicando, todos os meses, fotografias que marcaram gerações e épocas da Freguesia de Santa Catarina da Serra.

Santa Catarina da Serra

Arquivo Histórico

15

Confraria das Almas Santa Catarina da Serra - Ano de 2011

Tem fotos ou videos sobre a Freguesia de Santa Catarina da Serra? Eventos de Associações, fotografias de locais ou pessoas de referência? A ForSerra está a reunir e a catalogar fotografias sobre o passado da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Não ficamos com qualquer suporte (fotografia ou video ). Copiamos o seu registo para formato digital sem estragar o original.

Foi a 19 de Abril de 2001 que a Freguesia de Santa Catarina da Serra viu ser reconhecido oficialmente o estatuto de Vila. Mais de dez anos depois, não o seu estatuto, mas a sua autonomia é posta em questão com a reforma administrativa que prevê a redução em 35% das freguesias do concelho de Leiria. Hoje, Santa Catarina da Serra é uma Vila com caracteristicas que lhe são reconhecidas, como sendo terra de gente empreendedora e dinâmica. A foto acima remonta às comemorações de elevação à categoria de Vila em 2001. Foram tempos de festa, que hoje, são postos em questão.

Rancho Folclórico de São Guilherme

CONVOCATÓRIA O presidente da mesa da Assembleia Geral do Rancho Folclórico de S. Guilherme, vem por este meio e de acordo com os estatutos desta Associação, convocar uma Assembleia Geral para o dia 21 de Março de 2012, na sede provisória - traseiras do Salão de Festas S. Guilherme - pelas 21 horas, com a seguinte ordem de trabalhos: 1 – Apresentação, discussão e aprovação do relatório de contas e do plano de actividades referentes ao ano de 2011. 2 – Apresentação, discussão e aprovação do orçamento e do plano de actividades para o ano de 2012. 3 – Outros assuntos de interesse do Rancho Folclórico de S. Guilherme. Se à hora marcada não estiverem mais de 50% dos associados – a Assembleia terá início meia hora depois com o número de sócios presentes. Magueigia, 21 de Fevereiro de 2012 O Presidente da mesa da Assembleia-Geral João Augusto Trindade Dias

Ass. Amigos Bombeiros Secção Sul Conc Leiria

CONVOCATÓRIA Nos termos legais e estatuários, convocam-se os Srs., sócios da Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria, para reunirem em Assembleia-geral ordinária, no dia 16 de Março de 2012, pelas 20 h, nas novas instalações da Associação, Quartel dos Bombeiros sito no lugar de Cardosos, Leiria, com a seguinte ordem de trabalhos: 1º - Deliberar sobre o relatório de gestão e contas apresentado pela direcção, bem como o parecer do conselho fiscal, referentes ao exercício de 2012. Apreciação, discussão e votação; 2º - Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados. Apreciação, discussão e votação; 3º - Outros assuntos de interesse para a associação. Caso à hora marcada para a reunião da assembleia-geral, não estejam presentes ou representados todos os sócios, a mesma iniciar-se-á meia hora depois, com qualquer número de sócios. Sta. Catarina da Serra, 01 de Março de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia-Geral Paulo Jorge Oliveira Pereira dos Reis

Contacte-nos e ajude-nos: www.forserra.com - (00351) 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com Estamos disponíveis para nos deslocar a qualquer local para efectuar recolhas.

Redação com novos horários Para lhe prestarmos um melhor serviço, agradecemos que nos contacte através de: Email: luzdaserra@santacatari nadaserra.com Telemóvel: 917 480 995 ou na redacção (ForSerra) todas as Terças e Quintas Feiras das 10h às 19h30.

Com esta importância, foram celebradas 63 Missas pelas Almas do Purgatório, segundo as intenções das pessoas que contribuíram com as esmolas. Santa Catarina da Serra, 31 de Dezembro de 2011 A direcção pub


LUZ DA SERRA

Fazer o bem sem olhar a Quem É em épocas de crise e de dificuldades que o trabalho destes pequenos grupos de voluntários se realça perante os que mais precisam. Mais do que levar alimentos, são uma mão amiga para muitos dos que atualmente precisam e dos que, por vários motivos, são vítimas da actual crise e estado da nação.

2012

Fátima Gameiro Desde pequena que me lembro de ouvir falar na Conferencia S. Vicente Paulo como sendo uma organização ou um grupo de pessoas ligadas à Igreja que praticavam as "boas obras", aliviando a pobreza de algumas pessoas e que com o decorrer do tempo tornou-se uma espécie de assistência baseada na tradição de caridade.

O que me motivou? Há muito que sou sensível às injustiças deste mundo, o que criou em mim um sentimento de partilha, de querer contribuir para uma sociedade mais justa. A grave crise social que atinge todos nós, constituiu em mim um forte apelo à solidariedade e fraternidade e decidi dedicar algum tempo à Conferencia S. Vicente Paulo, porque tem uma ação muito próxima com as pessoas e em que é fundamental sentirmos dentro de nós um amor ao próximo, que desperta quando há essa ligação entre dar e receber, essa dinâmica de caridade verdadeira. " Verdade sem caridade não é verdade" Pascal

O que é que eu acredito?

Miguel Marques

Criada em 1833, a Sociedade São Vicente Paulo, ou Conferência São Vicente Paulo, tem como objetivo: “Testemunhar a Fé em obras, através de uma Acção Social pessoal veiculada pela visita domiciliária, em espírito de Justiça e Caridade.” Contando apenas com voluntários, esta acção passa na grande maioria das vezes despercebida perante o olhar de uma comunidade, pois é um trabalho que “não se vê”, pois tem que ser feito com descrição face aos casos dramáticos que por vezes se encontram. O LUZ DA SERRA, foi conhecer melhor o trabalho e os rostos destes voluntários que todos os meses de reúnem para partilhar entre si novos casos de necessidade detectados e solucionar os existentes. Encontramos um grande grupo de pessoas empenhadas em melhorar as condições das famílias de Santa Catarina da Serra que atualmente passam por dificuldades. Casos de doença ou diminuição mental física, problemas familiares e Sociais, carências económicas, solidão, desamparo das crianças, problemas com o álcool e droga, casos de marginalidade ou desajustamento social e até mesmo a falta de cultura. Em conversa com alguns dos voluntários, estes identificam na freguesia muitas necessidades, e que existe a chamada “pobreza escondida” por parte de muitas famílias. “Existem muitas famílias que não pedem ajuda por

MARÇO

-- sociedade --

última

vergonha e, acontece por vezes que quando temos que criar laços de amizade para os poder ajudar a seguir.” “não é um trabalho fácil, mas é gratificante” – disse um dos voluntários. A Conferência Vicentina de Santa Catarina da Serra apoia 40 famílias, o que dá cerca de 129 pessoas. Basicamente não existem necessidades que estejam fora do âmbito da Sociedade. O contacto pessoal dos Vicentinos – na visita – é a característica da acção vicentina que se estende aos mais variados sectores. A Sociedade São Vicente Paulo é composta por voluntários dos seis ramos da Paróqia, tornando assim mais fácil a identificação de novos casos de necessidade. A Sociedade São Vicente Paulo está também representada na Rede Social de Freguesia, onde ali pode encaminhar os casos mais difíceis e complicados para as entidades competentes como a Segurança Social ou até mesmo o Centro de Dia ou Lar. Com uma média anual de 30 reuniões e, com média de 32 presenças cada, conferência São vicente Paulo coordena assim a distribuição de géneros pelos necessitados, recebidos pela Caritas e pelo Banco Alimentar. A nível de atividade na comunidade, contam com a ce-

lebração do Dia do Doente na nossa Paroquia, a participação na Peregrinação dos Vicentinos em Fátima e a realização da Assembleia Diocesana das conferências na nossa paróquia, visita domiciliária a doentes e idosos e ainda o apoio no projecto “Loja do Meu Irmão”. A acção vicentina tanto pode ser exercida no domicílio de quem precisa como no hospital, na prisão ou em outro local de internamento. Mas a todo o tempo e em todo o lugar o vicentino procura dar testemunho da sua fé cristã, traduzida em obras. Fátima Gameiro é agora o novo rosto vicentino na Pa-

róquia. Fátima Gameiro, natural de Santa Catarina da Serra é recente no seio vicentino, mas disposta a colaborar e a trazer novas ideias e projectos para a Sociedade São Vicente Paulo de Santa Catarina da Serra. O trabalho deste pequeno/ grande grupo de voluntários pode ser acompanhado brevemente na internet em w w w. s a n t a c a t a r i n a d a serra.com e pelo email: conferencia@santacatarinadaserra.com, o qual já se encontra disponível. Vem a uma reunião da Conferência!

Números e Factos Presente em 138 Países, estima-se que haja 900.000 Vicentinos, distribuídos por 47 mil conferências. Em Portugal, o número de Vicentinos é cerca de 11.000, distribuídos por 900 conferências. A Sociedade São Vicente Paulo presta, em média anual, assistência a 28500 famílias, 94000 pessoas. Entre a distribuição de livros, medicamentos, géneros alimentícios, material diverso; ajuda à construção de alojamentos; assegura uma presença de solidariedade humana. Ao vicentino pede-se um pouco de boa vontade e de consciência Cristã; algum tempo para uma reunião quinzenal, onde uma pequena oração e a meditação tornam a conferência numa escola de Formação Cristã, a reunião assegura eficiência e perseverança no trabalho vicentino e une os membros da Sociedade num laço de amizade e de partilha, muito amor na visita a pessoas que sofrem, para estabelecer com elas um contacto directo e pessoal, levando-lhes um testemunho de Fé, Caridade e Esperança, a visita ao necessitado dá à acção vicentina essa dimensão pessoal e directa.

Quando fui convidada a participar nas reuniões da Conferencia, senti necessidade de continuar, porque entretanto, fui conhecendo melhor o papel da Igreja, a sua ação social e o seu espirito que é expressão coerente do amor de Deus pela humanidade. Faço referencia à encíclica do Papa Bento XVI - Caritas In Veritate, que de facto " Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus fez por mim e para o modo como Ele me ama"(DCE 18). Inspirada nesta mensagem penso que a Conferencia deve intervir na comunidade: No serviço direto às pessoas ajudando os doentes e capacitando os pobres dando-lhes bens mas exigir deles, trabalhar em conjunto com redes sociais e participar em processos de desenvolvimento local em que se coordenem todas as sinergias para resolver os problemas da comunidade. Só haverá futuro com solidariedade.

O que é a SSVP? Em 1833, em Paris, um grupo de sete jovens universitários, entre os quais Frederico Ozanam, funda a primeira Conferência da Caridade. S. Vicente de Paulo será o seu patrono e modelo no serviço directo dos pobres. Em 1859, em Lisboa, é fundada a primeira Conferência Vicentina em Portugal Grupos semelhantes espalham-se rapidamente por todo o mundo, com a finalidade de visitar e assistir, por amor de Deus e do Próximo, os que se encontram em situação de necessidade.

Alguns dos rostos em Santa Catarina da Serra Presidente – Maria de Fátima Vice-presidente – Laurinda Francisco Secretário – Sílvia Rodrigues Tesoureiro – Armando Gomes Responsáveis de concelhos de Zona Ermelinda Oliveira, Raquel Marques, Lúcia Francisco e Laurinda Francisco A equipa é composta por muitos mais voluntários que frequentemente se disponibilizam para ajudar quem mais precisa.

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luzdaserra2012.03  

Jornal Luz da Serra de Março de 2012

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