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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SER RA - MAIO 2014 - 1€ PREÇO DE CAPA

O Ti’ Rafael esperava o padre naquela tarde triste mas amena de abril. Sabia que ele ia passar para o ajudar a preparar a sua Páscoa que, pelo primeiro ano, tinha que ser “caseira”, pois as pernas tinham-se tornado pesadas e o corpo fragilizado, já não podia com o frio e a humidade. Mal o sacerdote, familiarizado com aquele canto abrigado, assolou ao portão do pátio, o Ti Rafael saudou-o com palavras carinhosas e de alto apreço. “É assim que deve ser para um ministro de Deus tão digno e dedicado”. Depois das queixas do tempo e da falta de saúde que o espírito pessimista português nos habituou a fazer, o Ti Rafael convidou o homem de Deus a entrar na cozinha onde as brasas crepitavam e o calor era mais aconchegante. “Não olhe para a desarrumação que as minhas filhas quando cá vêm têm sempre muita pressa, fazem tudo a correr e num chorrilho de lamentações e queixas dos maridos e dos filhos, e que não há dinheiro, e que tem de pagar a universidade e os computadores e tudo o mais…”. Os dois sentados à lareira conversaram e rezaram, houve confissão e comunhão no recolhimento de dois corações que buscam o calor e a paz do Espírito.

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À lareira do ti Rafael

CAASCS faz encontro com mais de 300 clássicos

Maio, mês de Maria

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Espetáculo ForEscolas, um verdadeiro sucesso

continua na Pág. 3

Pensamento do mês

Irmã Lúcia de Aljustrel com origens em Loureira

ForSerra

A sabedoria é um adorno na prosperidade e um refúgio na adversidade. (Aristóteles)

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A Freguesia da Feira de Maio

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LUZ DA SERRA

19/4 – João Afonso Pereira Silva, filho de José Pedro Oliveira Silva e de Isilda Maria Alves Pereira do Sobral, com 8 anos de idade, foi batizado na Vigília Pascal, depois de frequentar a catequese no Centro Catequetico. Foram padrinhos: Pedro Filipe da Silva Sousa e Cátia Marina Pereira Santos 19/4 – Emily Jane Nicolau, filha de Paulo Francisco Antunes Nicolau e de Denise Jane Nock, com 9 anos de idade e a residir na Quinta da Sardinha, foi batizada na Vigília Pascal depois de frequentar a catequese em São Guilherme. Foram padrinhos: Jorge Humberto Brilhante Pedrosa Humberto e Susana Olinda Primitivo Antunes

26/4 – Tiago Barbosa Almeida, de Fátima, e Sandrina Nunes António, da Donairia, Santa Catarina da Serra. Foram padrinhos: Pedro Miguel Viana Barbosa e Ângelo de Jesus Cruz Silvestre; madrinhas: Rosa Maria Nunes Silvestre e Ana Paula Viana Barbosa Pereira. 3/5 – Davide Ribeiro dos Santos de Fátima, e Inês Isabel Ribeiro das Neves, da Loureira, Santa Catarina da Serra. Foram padrinhos: Eduardo Manuel Santos Ribeiro e Francisco António Gonçalves Reis; madrinhas: Maria da Conceição Pereira Ribeiro e Jaquelina Neto das Neves

31/3 – Conceição Moreira Rodrigues, viúva de José Marques Delgado, residente na Loureira, partiu para Deus no entardecer dos seus 75 anos de idade 1/4 – Maria Luísa Marques, casada com José dos Santos Silva, residente na Magueigia, partiu para o Céu aos 88 anos de idade. 16/4 – António Rodrigues Pereira, casado com Alzira Pereira dos Reis, da Loureira, adormeceu no Senhor na Primavera dos seus 82 anos de idade 25/4 – Lúcia Marques, viúva de António Ferreira Brás da Magueigia, terminou a sua peregrinação neste mundo e foi habitar com o Pai aos 85 anos de idade 30/4 – Celeste das Neves Carreira, casada com Augusto Ferreira Filipe, da Loureira, partiu para Deus aos 80 anos de idade.

MAIO

-- família paroquial --

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António Rodrigues Pereira

Maria Luisa Marques

N. 10/01/1932 F. 16/04/2014

N. 09/04/1925 F. 01/04/2014 Magueigia

2014

Sobral da Granja

Querido avô: Foste uma grande pessoa De quem sempre nos vamos recordar, Desde o balouço quando éramos pequenas Às palavras francesas sempres serenas. Ajudaste-nos em muita coisa, Que nunca vamos esquecer, O teu apoio foi muito importante Sempre nos ajudou a crescer As tuas brincadeiras O dia alegravam E as tuas canções O dia iluminavam Por nós sabemos que olharás E estarás sempre nos nossos corações, Mais uma estrela a brilhar E sempre a cintilar. Eterna saudade das tuas netas Carla e Diana

Querida avó Maria Luisa Hoje é o teu dia fazes 89 aninhos Desejo-tos com muita saudade e alegria Partiste sem dizer adeus, Triste sorte foi a tua Mas no coração dos teus Tua imagem continua. Partiste, deixaste saudade No meu coração ficou a dor Deus tenha a tua alma no céu, Como eu te tenho amor. Foi tão simples o teu viver De paz, bondade e amor Que para sempre hás-de ter O céu e a paz do senhor Ao deixar-nos nesta vida Sentimos dor e saudade A esperança nos anima Ao juntar-nos na eternidade À minha avozinha Eu dedicarei o meu amor Pois ela é, noite e dia, O meu anjo protetor Os netos Mariana, Fábio e Tiago.

Celeste Neves Carreira N. 27/12/1933 F. 30/04/2014 Loureira Agradecer a Deus pela nossa Querida Mãe Celeste. Foi uma mulher lutadora, esposa durante 58 anos, mãe de 7 filhos, avó de 15 netos e bisavó de 5 bisnetos. Sempre confiou em Deus e na Nossa Senhora. Recebe a paz e o descanso do Nosso Senhor e ficarás para sempre no nosso coração. Agradecemos a todos os que nos apoiaram, nomeadamente a família, o centro dia, o lar de idosos, os vizinhos e os amigos. Obrigado

José Pereira Teotónio N. 06/09/1930 F. 07/02/2014 Donairia

A família vem por este meio agradecer todo o suporte e conforto que nos deram, e a todas as pessoas que incorporaram o seu funeral ou que de algum modo manifestaram o seu pesar. A família

Os Filhos

Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisito necessários para a publicação.

Bombeiros Voluntários - 244 741 991 Centro Saúde - 244 741 151 Farmácia - 244 741 474 Junta Freguesia - 244 741 314 - 919 630 030 Casa Paroquial - 244 741 197 ForSerra - 917 480 995 GNR - 244 830 859 Em caso de emergência, primeiro ligue directamente para os Bombeiros Voluntários e depois para o 112.

Convite aos nascidos em 1953 Se nasceste em 1953, então aceita este convite…. Estás convidado(a) a participar no convívio no próximo dia 10 de Agosto. Este será um reencontro de todos os que nasceram nesse ano, onde poderão levar as famílias. As confirmações e reservas podem ser feitas até 31 de Julho para um dos seguintes contactos: 918945238 – Francisco ou 917486951 – Alice Contamos contigo.

Contactos úteis Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente.

Joaquim Neves e Maria Emília Neves do Vale Tacão, residentes em Toronto (Canadá) comemoraram as suas Bodas de Prata no dia 5 de Abril, 2014 junto de seus familiares e amigos na Igreja de Santa Inês. Em seguida foram festejar com um jantar. Desejamos que sejam tão felizes como nós!

Aos familiares enlutados, o Luz da Serra une-se em oração pelos seus entes queridos.

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MAIO

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

2014

2014: O Ano da Família

A Família vista pelos santacatarinenses A Família, hoje em dia, debate-se com múltiplos problemas sociais, culturais e cristãos, daí que esteja no centro das atenções da sociedade. Na verdade, muitas famílias estão em sofrimento, com inúmeras dificuldades. Mas, apesar disso e como dizia o Papa João Paulo II, em 1981: “O futuro da humanidade passa pelas famílias”. Salientou assim, a importância da instituição familiar e da sua capacidade educadora. Lembro aqui as palavras da menina de 10 anos, Eduarda Reis Costa, aluna do 5º ano, no Colégio de S. Miguel: “A família é como um jardim e cada membro é como uma flor e, se alguma flor ficar de fora, não é um verdadeiro jardim, nem uma verdadeira

família”. A Igreja não pode ficar indiferente e é com alegria que vejo o Papa Francisco querer ouvir as famílias de uma forma tão direta e tão próxima. Também o nosso bispo, D. António Marto, na sua carta pastoral sobre a família convida-nos a “apostar na qualidade da presença, da relação, do diálogo, da participação, da cooperação e do serviço mútuos”. A Família, pode não ser perfeita, mas o que fazíamos nós sem ela? Resolvi sair à rua e fazer uma sondagem a várias pessoas e de idades diferentes da nossa paróquia e elas responderam assim às questões:

O que mais admiram nas vossas famílias? O apoio Conforto União Paz Harmonia Entreajuda Acolhimento Solidariedade Companheirismo Compreensão Paciência Coragem Alegria Fé A papinha e os miminhos da avó Capacidade de saber sofrer

Quais os maiores problemas que as famílias vivem hoje? Conflitos Crise Instabilidade Desemprego Abuso de liberdade Falta de tempo Falta de oração Desconfiança Pouca paciência Falta de diálogo Pessimismo Falta de alegria Pouca esperança

Mas, a família, apesar de todas as suas dificuldades, é importante e fundamental na vida de cada um de nós. Há que olhar para a Família de Nazaré e encontrar nela as razões para viver, tornando a nossa também uma verdadeira família, onde reine a alegria e a esperança. O Padre Mário, na bênção das famílias na Páscoa de 2014 deixou-nos a bela oração de João Paulo II: Ó Deus, de quem procede toda a paternidade no céu e na terra, faz com que nesta terra, por teu Filho Jesus, “nascido de mulher”, e pelo Espírito Santo, fonte de caridade divina, cada família humana se torne um verdadeiro santuário de vida e amor, para as gerações que se renovam sem cessar. Que a tua graça oriente os pensamentos e as ações dos esposos para o bem das suas famílias e de todas as famílias do mundo. Que as jovens gerações encontrem na família um apoio inquebrantável, que as faça crescer na vida e no amor. Que o amor, fortalecido pela graça do sacramento do Matrimónio, seja mais forte do que todas as fraquezas e crises conhecidas pelas nossas famílias. Enfim, pedimos-te, por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que, em todas as nações da Terra, a Igreja possa cumprir com fruto a sua missão na família e pela família. Fernando Valente

Editorial

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Continuação da página 1

Depois destas santas falas o Ti Rafael levantou-se recomendando o sacerdote a ficar sentado, foi ao guarda-loiça buscar uma garrafa de qualquer coisa que prestasse para comemorar aquele momento de encontro e amizade, enquanto dizia “ P. Mário de tenho um assunto que preciso Almeida Verdasca de falar… até tenho andado com cólicas … há coisas que não se dizem… gente sem respeito e sem consciência…”. O sacerdote não estava a entender nada mas percebeu que o Ti Rafael estava a sofrer com qualquer coisa que o deixava mal disposto e até irritado… e sem dizer nada esperou que o Ti Rafael enchesse dois “dedais” do precioso néctar que pode acalentar um coração ferido “foi feito aqui na minha adega”. Beberam com satisfação e o Ti Rafael foi dizendo que se diz do prior que… quando o sacerdote de mão em riste para recomendar silencio “não diga mais nada que não me interessa o que a calhandra diz…. O que essa gente diz por detrás das minhas costas não me interessa e há coisas que por serem tão falsas é melhor nem as saber. Toda a gente o sabe muito bem o que o padre deve fazer e como, mas quase toda a gente se esquece das suas obrigações de o apoiar e de estar a seu lado nos sofrimentos e nas lutas”. O Ti Rafael ficou tão embaçado que pediu mil desculpas ao prior “ tem mais, muito mais com que se preocupar e ocupar o seu belo tempo. Mas Deus devia castigar algumas bocas que são tão porcas como as latrinas. Castigar não, que Deus não castiga, mas essa gente que faz mal a um servo de Deus apanha de veras no corpo e na alma…”. E o Ti Rafael, que sentia na calma do sacerdote, a pureza e dedicação da sua verdade, estava furibundo contra quem julga um homem de Deus pela bitola acanhada e falseada do seu coração. O sacerdote encheu de novo os dois copitos e “ deixe lá isso homem que nunca houve padres bons para quem tem a vista ofuscada pela maldade da alma. A vida já me ensinou que o sacerdote tem muitos paroquianos com quem nunca pode contar e esses são os primeiros a criticar e a ser a mão do diabo a tentar destruir o que se vai fazendo”. E os dois beberam e deram graças a Deus por serem amigos e confidentes e por sentirem que Deus estava tão presente na simplicidade desta conversa e no bem que se queriam um ao outro.

Pagamento de Assinaturas Terças e Quintas Feiras, na redacção ( edifício da Junta de Freguesia), ou na Casa Paroquial. Todos os nossos assinantes poderão igualmente utilizar o contacto 00351 917 480 995 ou o email luzdaserra@santacatarinadaserra.com

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LUZ DA SERRA

2014

A falta de uma mãe

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Maio, o mês de Maria Nas minhas recordações, o mês de Maio sempre foi um mês soalheiro, luminoso e quente. Provavelmente até chovia e estava frio; tal não me ficou na memória, mas sim a recordação de um mês cheio de sol e com dias grandes. Claro que há aqui uma mistura entre a memória real e a memória psicológica. Mas é esta que persiste. Deve-se esta recordação ao facto de o mês de Maio ser tradicionalmente o mês dedicado à Nossa senhora, o mês de Maria. Era um grande acontecimento, para mim, e esperava com ansiedade a chegada de Maio. Todas as noites ia ao mês de Maria. Era assim que falávamos: ?-vais logo ao mês de Maria?? ou para a mãe: ?-Mãe, posso ir ao mês de Maria?? A oração e o louvor a Nossa Senhora, à mãe de Jesus, inscrevia-se na vida diária com naturalidade e marcava o ritmo dos dias, do final dos dias. Ainda era dia quando íamos para a igreja, mas já regressávamos de noite. Rezava-se ou cantava-se o terço, fazíamos a consagração das nossas vidas a Maria e, no final, regressávamos a casa em grupo, conversando e brincando pelo caminho. Hoje, dou-me conta de como o ?mês de Maria? me deixou marcas profundas mas, suaves, escritas na minha histó-

MAIO

-- vida da comunidade --

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ria pessoal. Muitas vezes, nem me dou conta delas; mas, felizmente, de vez em quando, por algum motivo, elas ficam mais vivas e reveladoras de como continuam a ser importantes, porque

são um pedaço de mim. Não sei bem o que dizer a Maria ou de Maria. Ficam as palavras de carinho e louvor: Avé Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e

bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Isabel Varanda (Renascença)

Daniela, uma jovem professora, iniciou o ano escolar com uma turma de adolescentes simpáticos e interessados, à excepção de um – o Ricardo – que se mostrava tristonho, sujo, desinteressado e até agressivo. A professora começou a sentir dificuldade com aquele aluno. Resolveu ler a ficha do aluno e ficou surpreendida. Nos primeiros anos, Ricardo era um dos melhores alunos, estudioso e educado. Sua mãe morrera nova – 32 anos – com um cancro. E seu pai não queria saber do rapaz, dizia a ficha. Daniela compreendeu então que o que faltava ao seu aluno antipático era carinho. Passou a falar com ele amavelmente e mais vezes. E Ricardo começou a mudar: a estudar, a estar atento, a fazer os trabalhos escolares, a obter melhores notas. O tempo foi passando, Ricardo saiu da escola e de vez em quando escrevia uma carta simpática à sua professora. Entrou na Universidade e licenciou-se.

Convidou a sua professora para a festa da sua formatura. Esta história simples mostra como cada criança tem duas alavancas na vida: a sua família, que às vezes falha. Uma das grandes lacunas do nosso país é a falha da alavanca da casa paterna; a outra alavanca é a escola que completa a acção positiva da família, ou corrige – ou tenta corrigir - a má educação transmitida por alguns familiares. Neste caso apresentado, a professora, com o seu carinho, conseguiu fazer com que Ricardo reaprendesse a sorrir, a criar amigos e a acreditar na vida. A jovem professora com a arma do amor evitou que aquele rapaz fosse um drogado, um criminoso, um marginal, um infeliz. Mais do que o nome dos rios e dos reis e tantos outros conhecimentos do programa, Daniela ensinou-o a amar.

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MAIO 2014

Foi no Dia da Mãe

Um dia foi-me pedido para lhe fazer uma entrevista, pois ia decorrer um centenário do seu nascimento, acontecimento raríssimo. Fui à sua casa e acolheu-me com muita bonomia e atenção. Respondeu corretamente às perguntas, sem um sinal de falta de memória. A certa altura, lembrada do que vira na capelinha quando o reconheci, ele respondeu-me. Foi o serviço que mais gostei de fazer na minha vida. Servir ali Nossa Senhora. Passou tanto dinheirinho por estas mãos e abrindo-as disse com os olhos a brilhar. Nunca fiquei com um tostão. Aqui duvido se ele disse um tostão se um centavo, mas para o caso é o mesmo. Impressionou-me a alegria interior daquele

José Silva Gonçalves - Loureira - 10€ Rosário Bento César - Lisboa - 10€ Bento Nazário de Oliveira - Brasil - 20€ Mavíldia Vieira - Leiria - 10€ Maria Jesus - França - 5€ Joaquim Lopes Oliveira - França - 10€ Obrigado a todos que ajudam o Jornal Luz da Serra

Nº 476 - Maio de 2014 Ano LX ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

homem. A seriedade era timbre daquele tempo. Sempre houve sérios e menos sérios, mas eram incomparavelmente, mais os sérios. Neste homem da nossa paróquia e de outros semelhantes e, foram muitos, eu quero louvá-los, neste Dia da Mãe. Assim o fiz na capelinha depois de relembrada a história. É caso para um momento de reflexão sobre os escrúpulos das coisas alheias na nossa mão. Na pessoa do Senhor da fotografia à varanda da sua casa em Siróis nos seus cem anos bem direitinhos, desejo um mundo a retornar à seriedade e a merecer de todos a confiança, que só Deus premeia, já em benefícios para a sociedade e que pertence a nós

Assumir a preparação e formação das mentalidades tão devassadas, que os sérios existentes , ajudem este capítulo que tanta falta de paz e segurança nos traz. É uma forma de agradecer a visita de Maria à nossa terra e que trouxe pão e paz a tantas famílias. O que seriamos sem Fátima? Não sei, mas mais pobres éramos de certeza.

Quer expressar a sua opinião neste espaço? Envie-nos a o seu comentário até ao final de cada mês por email: luzdaserra@santacatarinadaserra.com Nota: Os textos deverão ter no máx. 2000 caracteres e deverão chegar à redacção devidamente identificados com nome, morada e contacto do autor, mesmo que a publicação se pretenda anónima.

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José Marques

AMIGOS DA LUZ DA SERRA

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra

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A vida num projeto

Maria Primitivo Estando na capelinha das aparições no Dia da Mãe, mesmo ao cair da tarde, fui assaltada por uma indiscreta distração, quando rezava. Lembrei um dia da minha infância naquele lugar, não recordo o mês. Foi num dia 13 e o lamaçal atingia os tornozelos. Pela mão do meu pai fui caminhando até ao conforto do telhado que cobria a capelinha. Ali o povo estava tão apertado como molhos de trigo no tempo da ceifa. Então comecei a ver muitas mãos que queriam fazer chegar as suas ofertas a Nossa Senhora. E resolveram passar de uns para outros até lá chegarem. Isto é, chegarem à mão do homem de correias. Havia vários. Mas um deles, eu conheciao bem e admirei-me. Isto porque era criança e pensava que só pessoas especiais estavam naquele serviço. Muito dinheiro lhe chegou às mãos. Não via onde o colocava. Era uma azáfama, e como era bastante alto mais atingido se tornava. A certa altura começou a usar uma saca avantajada feita de retalhinhos de muitas cores. Seria dele talvez, pois era uma prevenção, dado que tinha experiência do que acontecia. Depressa a saca ficou a abarrotar e o senhor António Lopes entregou a outro senhor que momentos depois lha devolveu para continuar a tarefa. O meu pai ordenou a oração e viemos embora na fiel bicicleta a pedais. Cresci e nunca esqueci o episódio.

LUZ DA SERRA

-- correio do leitor --

Quem de nós, já não se encontrou diante de uma ou mais encruzilhadas? A vida é um caminho com muitas encruzilhadas. Por vezes, sabemos bem qual a direcção certa a escolher. Outras, temos de reconhecer que nos encontramos envolvidos num mar de dúvidas. O segredo para não desviar e vaguear errantes pelo caminho da vida é elaborar ou recuperar as metas. Isso permitenos parar, refletir e descobrir o lugar onde queremos chegar, quais decisões que devemos tomar para realizar tais objectivos. Esta atitude torna-nos donos das nossas opções e aptos para assumir o nosso caminho com todos os seus desafios e imprevistos. Num caminho cheio de encruzilhadas, ter um PPV ajuda-nos a descobrir a dispersão, a incoerência e a superficialidade que existem em escolhas mal feitas, Num contexto de presente e futuro, torna-se um instrumento precioso de

discernimento, de conversão, de renovação e de crescimento humano. Independentemente do credo ou religião, quem quer que seja, vive a pressão desafiante de tentar alcançar metas na sua vida. Há umas que são insignificantes, outras motivadas por forças inconscientes que ignoramos. A maioria das vezes, sentimo-nos na necessidade urgente de projetar metas sólidas, com pés e cabeça, que nos ajudem a dar sentido à nossa história. É um bom ponto de partida para esta reflexão interrogarmonos se a nossa vida se move à base de impulsos pouco pensados e discernidos, ou se realmente já descobrimos a arte de parar para pensar, de reflectir, de avaliar o sentido do próprio andar pelos caminhos da vida.

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Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


LUZ DA SERRA

MAIO

-- actualidade --

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2014

Neste mês de MARIA, agradava-me falar Dela, mas tenho um compromisso convosco e compromissos são sempre de respeitar. Este não põe de parte porque Nossa Senhora também é de África. Ora bem. Eu gostava que esta partilha pudesse ser aio vivo no terreno. Não é possível, mas tem a garantia de digna de crédito. O meu coração batia com os vossos. O que vou continuando nesta história verdadeira, pode tornar-se quase incrível, mas é verdade e só verdade. Nunca a verdade total, porque a pobreza e suas razões, não têm espaço publicável. Cheguei à parte do menino nu, na terra poluída e mais que suja. Não era areia branca de praia, não. Isto visto de muito perto incomodou-me, mas impunha-se a prudência. Recolhi-me mais um pouco, pois em casa havia muito a fazer. Mas ansiava por abrir todo o envelope da carta que queria saber ler. Peguei na pesada chave da porta de saída e informada já do local de culto, vou por aí abaixo, era terra poeirenta, onde se batia um pequeno carreiro que ia alargando à maneira que nos aproximava da porta toda aberta desde muito cedo. Aproximei-me ansiosa e curiosa. Parei à entrada. Tentada reparar bem. Tratava-se de uma cave, que na construção de uma Igreja em condições dignas e projetadas, serviria para reuniões, ensaios, catequese, festas e outros eventos eclesiais. Acontece que veio a guerra

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devastadora. Sempre o desastre maior da humanidade. E tudo parou aí. A aparente melhoria de vida, depressa reduziu tudo a pobreza e degradação. Isto não dá para explicar. Política, nunca soube trilhar caminhos seguros, Porque fora da lei Universal do AMOR. Mas o mundo é dos homens e os homens são de Deus , que lá vai respeitando a liberdade que Lhe deu, e tendo compaixão do Seu povo, que teima em continuar arredio. Faz vítimas em todos, mas os pobres são os crucificados com ELE. Foi um a conclusão confirmada. A primeira coisa que vi foi sem dúvida o tão humilde Sacrário com uma lamparina a luzir na parede. Era tudo escuro. O chão de cimento tosco tal como os degraus,

que desciam e depois subiam mais estreitos até ao Altar. Depois falarei das celebrações. Que comoventes, pela forma de participação. Nesse dia bastou-me conhecer a sujeição de um Deus vivo num sítio mais que pobre, mas onde Ele estava para Amar e ser Amado. Flores só um velhinho ramo de plástico. Cortina do Sacrário Escrupulosamente dentro das cores litúrgicas era um paninho enfiado num cordel da mesma cor, que tendia a quebrar em curva ao meio. A porta da sacristia era um pano branco totalmente gasto e com rasgos de alto abaixo. Era fácil ver o interior sem nada mais que os utensílios do Altar em celebração. Resolvi então entrar

dentro, ir mais perto e rezar. Observei que dois jovens estavam por ali num cantinho com a bíblia aberta e as folhas tão usadas da cor do pó que as mãos usantes traziam junto ao suor do calor. Um acabava de guardar no bolso um terço castanho. Depois de uma genuflexão muito perfeita, a que eu já não estava habituada a ver, saíram e ao verem-me deram um ar de surpresa, uma leve saudação com a cabeça e lá foram. Continuei a minha primeira visita ao Senhor vivo naquela terra, mas a distração era frequente. Eu teimava, os olhos traiam-me. Aquilo nunca tinha sido lavado e já lá iam mais de vinte anos. Água é um luxo a não usar desnecessariamente. Nem para o essencial à vida existe. Lavar o chão, não é possível. Com tudo isto apetecia-me ficar ali até conseguir rezar como gostava e sentia necessidade. Mas de repente começo a ouvir ruídos e vozes juvenis. Uma coisa impressionante se aproximava. Eram horas da escola e ali funcionava o ensino primário e secundário no território da missão, que era muito grande e adquirido pelos missionários em labor contínuo. Os alunos dos dois sexos eram centenas, e ainda que rudimentar, estava uma assistência a mães e bebés. Disto já me tinham informado. Mas estes alunos entravam em grupos numerosos dentro do humilde templo e rezavam com um respeito admirável. Fardas iguais para grandes e pequenos. E os grupos repetiam-se consecutivos por curto, mas intenso tempo. Eram muitos, muitos mesmo. Obrigaram a minha

curiosidade a segui-los com os olhos. O coração não ficou atrás. Tudo entrou nas salas de aula diversas e diga-se bem pensada em termos ecológicos. Eram quase novas e as ajudas vieram de fora também. Mas faltava muita coisa, e uma essencial a alimentação. Fiquei ali um pedacinho a olhar de fora, a pensar, a comparar. Todos ou a maior parte descalços por caminhos sem condições e muito longos. Chegavam cansadíssimos. Transportes não havia nem dinheiro, claro. Só uma indomável vontade de aprender. Mais ainda por parte dos pais que dos filhos. Isto numa conversa tida com uns passantes adultos que iam visitar os professores dos seus filhos. Falavam inglês, mas o interesse pelo entendimento da língua foi mútuo e muito agradável. Um casal chorou por não poder pagar a modestíssima parte que lhe competia no ensino de dois filhos. Vinham igualmente a pé. Ele com umas sandálias de enfiar no dedo, ela descalça. Despedidos voltei a entrar na cave sagrada e

pouco conseguia dizer Aquele que sofria com este povo. Num silêncio de espera por mim e por todos os que podiam ajudar quem não tinha vez nem voz. Saí, e cá fora recordo com emoção o forte impulso quase de revolta, por tantas queixas sem razão por este mundo que é o meu. Clamei alto e confesso-o mais uma vez. Ai Ocidente, Ocidente. Que fatura tens a pagar. Isto, depois de ver que em braços trouxeram para a rua uma adolescente que desmaiou na aula por estar em jejum. Disse: não tinha nada em casa para comer. Continua. Este é o primeiro dia da história. Maria Primitivo

Declaração de ofertas Anónima de Seiça, 20 euros Laurinda e José Gonçalves, no Canadá, 50 euros para missas S. Família da Quinta da Sardinha, 33 euros e onze cêntimos Maria da Encarnação O. Jorge e Catarina Francisco do Pedrome, 190 euros para um trintário por alma de Conceição de Jesus. Anónimo de S. Simão de Litém 25 euros. As mãos imensas do nosso Deus estão sempre abertas às almas generosas. E já agora aproveito e peço licença para uma observação. Em quase todas as nossas comum idades existe um oratório da S, Família que percorre as casas desse lugar ou lugares. Ainda não estão bem esclarecidas as famílias, em particular as que porventura recusam tal visita. Não está em causa a oferta. Quem não pode não dá. Mas a entrada em cada casa deve ser vista como elo de ligação entre todas as famílias e participação de todas na mesma oração que em cada lar deve ser feita pela Paz, União. E pão em cada uma delas. Também e particularmente pela graça de Deus Que através da S. Família de Nazaré, se tornou viva e presente no meio do mundo. Isto não invalida que em casa haja e bem, uma sagrada família. O oratório ambulante, representa o desejo permanente de Deus nos visitar como Família. Recordemos que estamos por vontade do Papa no Ano internacional da Família a maior das crises atuais. Quem o não sente? O que há por aí no nosso mundo com mais valor do que a verdadeira família? Exige-se muito mais e melhor preparação, oração e exemplo. Vamos a isso convictos e corajosos. Maria Primitivo


MAIO

LUZ DA SERRA

-- actualidade --

2014

Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra

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ForEscolas - Associação de Pais

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Foi com muita dedicação e ternura que, as nossas mães construíram um jardim cheio de cor, para festejar o Dia da Mãe na Creche. As nossas crianças assistiram com muito orgulho a este momento criativo das mães. Agradecemos a todas as mães pelo empenho que demonstram sempre aos desafios propostos.

A todos os espectadores o nosso muito obrigado pela presença e esperamos tervos proporcionado uma

noite agradável. Àos parceiros e pais envolvidos, o nosso MUITO OBRIGADO, pela disponibilidade e dedi-

cação. A direcção FORESCOLAS

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“CRECHE” com Sopa 2014

No passado dia 26 de maio a ForEscolas – Associação de Pais apresentou, no Centro Paroquial de Santa Catarina da Serra o espétaculo PARCERIAS. Com este espetáculo a ForEscolas pretendeu dar a conhecer alguns dos vários parceiros. Atuou o Cde Música de Ourém e Fátima com a Orquestra Clássica do Conservatório e Coros Juvenis da Escola Básica de Santa Catarina da Serra. Houve dança clássica e comtemporanea proporcionadas pela academia Arabesque e a escola O Espaço da Dança. O espetáculo terminou com um ambiente animado e divertido onde todos foram convidados a participar numa demonstração de Dance Fusion Fit pelo ginásio Kgym-FitnessClub.

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Forescolas apresenta parcerias

Jardim das Mães

No dia 12 de Abril realizouse o 1º encontro de sopas organizado pelo Centro Social e Paroquial de Santa Catarina da Serra. Várias pessoas aderiram a esta iniciativa e puderam partilhar momentos agradáveis de convívio com uma componente educativa à mistura.

O Centro SPSCS agradece a todos aqueles que contribuíram para que este encontro se realizasse com sucesso e agradece a todos os presentes o entusiasmo e simpatia.

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LUZ DA SERRA

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Dois papas do século XX canonizados Um O sonho Papa do Papa gigante bom Foram canonizados dois Papas que marcaram os últimos 50 anos da Igreja e do mundo: João XXIII e João Paulo II. A igreja teve à sua frente, ao longo destes quase dois mil anos de história, muitos homens de grande valor humano e cristão e, entre eles, contam-se estes dois que foram canonizados.

"Um Papa gigante" porque João Paulo II (1920-2005) foi um Homem muito acima da média, de modo que muitos até lhe chamam "o Magno" ou "Grande", como fizeram outrora a alguns, poucos, papas e reis. São muitos os testemunhos, sobre este Papa. Deixo, porém, o de um historiador muito conhecido e apreciado pelos portugueses: José Hermano Saraiva, infelizmente já falecido. Escreveu ele: «O que mais me impressionou foi a força humana daquele homem. Deu realmente um exemplo espantoso de coragem na luta pelos seus ideais. Quanto a esses ideais não vi que, ao

longo do século passado, alguém fizesse tanto pela paz e pela aproximação entre os povos como ele. Não houve Organizações Internacionais, não houve partidos políticos, não houve ideologias que fossem tão constantes, tão coerentes e tão permanentes na defesa da paz e na condenação completa da guerra. Não basta defender a paz, pois claro que pela paz

somos todos. Preciso é saber que a guerra é um crime e João Paulo II assumiu essa posição. João Paulo II – Karol Wojtyła – nasceu a 18 de maio de 1920 na Polónia e faleceu a 2 de abril de 2005 no Vaticano. Foi Papa de 16 de outubro de 1978 até à sua morte.

Depois da morte do Papa Pio XII, conhecido como Pastor Angélico, os Cardeais escolheram um homem de quase 77 anos, que todos pensavam ser um Papa de transição. Mas não foi. E acabou por marcar profundamente a vida da Igreja. Para surpresa de muitos convocou o Concílio Vaticano II, visando a renovação da Igreja e a formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno. No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra). Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII foi aclamado e elogiado mundialmente como o "Papa bom" ou o "Papa da bondade". João XXIII, cujo nome de Baptismo era Angelo Giuseppe Roncalli, foi eleito 261ª Pontífice em 28 de outubro de 1958, sucedendo a Pio XII,

e desde o início revelou um estilo que reflectia a sua personalidade humana e sacerdotal amadurecida mediante uma significativa série de experiências e uma intensa vida espiritual. O Papa que convocou e abriu o Concílio Vaticano II morreu na noite de 3 de junho de 1963 e foi Beatificado por João Paulo II em 3 de setembro de 2000.

Esteve à frente da Igreja menos de cinco anos, mas marcou profundamente as pessoas pela sua bondade e abertura ao mundo.

Associativismo reforçado Decorreu no passado dia 30 de Abril mais uma assembleia geral de associações, promovida pela ForSerra, no auditório da União das Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça. Na agenda de trabalhos, além de outros importantes assuntos, estava a proposta de adesão de duas associações da União

de Freguesias. A ForEscolas Associação de Pais e a Associação de Promoção Social da Chainça. Colocado o pedido de adesão à aprovação, este foi aprovado por unanimidade pelos associados. Com esta adesão, eleva-se assim para 17, o número de associações da freguesia li-

gadas à ForSerra, contribuido assim para o reforço do associativismo e dos seus projectos.

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Faça-se assinante do jornal Luz da Serra. Ao assinar o jornal está a ajudar a sua terra! 917 480 995 - luzdaserra@santacatarinadaserra.com Redacção: Todas 3ªs e 5ªs Feiras, das 10h às 18h (Edifício da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra)


MAIO

LUZ DA SERRA

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Santa Catarina da Serra e Chainça na Feira de Maio A maior Feira de Maio de sempre começou esta quintafeira, 1 de maio. Em destaque, os concertos dos Silence 4, no dia 22, e Xutos & Pontapés, dia 24, mas há muito mais para descobrir na feira deste ano. Em 2014, o recinto instalado até dia 25 na zona desportiva ocupará 50 mil metros quadrados e receberá o maior número de expositores de sempre: 230. Em funcionamento estarão, entre outros, 27 estruturas de recriação, 52 stands de doces e farturas, 27 associações do concelho, 25 expositores de automóveis e máquinas e 24 empresas, que serão instaladas no topo Norte do Estádio de Leiria.

para se iniciar em Leiria um projeto para um festival de música no futuro".

"Há a preocupação de usar o estádio e rentabilizá-lo o mais possível", explica Vítor Marques. Será no estádio que vão decorrer os concertos, grande aposta da autarquia para atrair ainda mais visitantes à Feira de Maio.

Na edição da feira deste ano, a União de Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainca, em colaboração com a ForSerra, está presente nas mostras que irão acontecer nos três primeiros finsde-semana da Feira. No primeiro com uma mostra de artesanato, com o melhor que os nossos artesões fazem. O fim-de-semana dos doces, onde a ForSerra irá promover a queijada e o bombom de chícharo. O último fimde-semana será reservado para os vinhos e licores. Estas exposições temáticas tem inicio à Sexta-Feira, a

Com a Feira de Maio, Leiria ganha uma espécie de minifestival, com concertos de novas bandas de Leiria no dia 21, Silence 4 no dia 22, hip hop e djs no dia 23 e Xutos & Pontapés no dia 24 Para Vítor Marques, "o programa de concertos é diversificado e acima da média" e pode ser "o primeiro passo

ForSerra

O programa integra ainda mostras temáticas de artesanato, doçaria, vinhos, praça de gastronomia e uma área dedicada à saúde. Segundo o vereador da Câmara de Leiria, a Feira de Maio tem um orçamento que ronda os 200 mil euros, semelhante às edições anteriores.

partir das 19h e termina no Domingo às 24h. Também a Associação de Bombeiros do Sul do Concelho está presente com uma tasquinha. Aqui, neste espaço poderá provar o chícharo bem como outros pratos típicos da região.

As pulseiras que dão acesso a todos os concertos da Feira de Maio estão à venda desde ontem, segunda-feira, no stand da organização do evento, junto à porta 10 do Estádio Municipal de Leiria, entre as 14h00 e as 23h00. O Concurso Zus! acontecerá na primeira noite de concertos,

a 21 de Maio, e o palco será partilhado com as bandas Nice Weather For Ducks e First Breath Aer. O espectáculo continuará quinta-feira, dia 22, com a actuação dos Silence 4, um dos concertos mais desejados nesta edição. Sexta-feira é noite de Dj’s e de XL, e sá-

Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina da Serra

"Clássicos a Fátima" reuniu mais de 300 clássicos que para o veículo mais antigo inscrito no evento, um Ford A Roadster de 1930. Esta foi também uma iniciativa de âmbito social em que a receita teve como destino uma instituição de solidariedade social, o CRIF – Centro de Recuperação e Integração de Fátima. O "Clássicos a Fátima" entregou um cheque no valor de 5000 € a esta instituição que apoia e integra pessoas com deficiência. O evento terminou com a saída em caravana, de todos os automóveis clássicos com passagem pelo centro da cidade de Fátima. Este evento contou com a presença de vários clubes nacionais, tais como o Clube Português de Automóveis Antigos, VW AR Clube de Portugal, Clássicos da Covilhã, Clube Automóvel de Clássicos de Figueiró, o

Clube Penafidelense Automóveis Antigos, Clássicos de Leiria, Clube de Automóveis Antigos de Vila Nova de Famalicão, BMW M Clube de Portugal, Clube Serra A Fundo de Gouveia, CAA Figueira da Foz, Haccets, Museu do Caramulo, MECCA, SAAB Portugal Clube, Triumph Club entre

muitos outros. A organização agradece a todas as pessoas, empresas e entidades que colaboraram e contribuíram para o sucesso desta iniciativa que terá edição bienal. Marcamos encontro novamente em 2016. Texto: CAASCS

CAASCS

Apesar da chuva que se fazia sentir, estiveram presentes mais de 300 automóveis clássicos e mais de um milhar de pessoas. Esta iniciativa decorreu num dos parques do Santuário de Fátima em que, além da exposição de automóveis, contou com a Aldeia do Clássico, local onde os inscritos e visitantes eram convidados a ver os automóveis expostos, de tempos de outrora. À chegada, os inscritos tinham à sua espera um pequeno-almoço de boas vindas. O momento alto do evento aconteceu com a bênção individual junto de cada condutor, acompanhantes e automóveis presentes. O almoço realizou-se na Aldeia do Clássico, seguindo-se atividades culturais e música de animação no recinto. Na cerimónia de entrega de lembranças e trofeus, desta-

CAASCS

Decorreu no passado Sábado, 26 de Abril, em Fátima, a primeira concentração de automóveis clássicos de âmbito nacional, organizada pelo Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina da Serra (CAASCS).

bado, 24 de Maio, cabe aos Xutos e Pontapés encerrar em grande aquele que é considerado o maior evento do concelho. O custo do bilhete geral para todos os espetáculos custa 17 euros.


LUZ DA SERRA

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Associação dos Amigos da secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria

Tasquinha na feira de maio em Leiria 01/05/2014 a 25/05/2014 Independentemente de já ter começado a feira, aceitamse voluntários para colaborar e géneros para confecionar (frango, coelho, carnes e outros géneros). Esperamos por todos, desde sócios aos familiares e amigos para provarem as iguarias (petiscos tradicionais) das 4 freguesias e, assim, ajudar a Associação.

Jantares de grupo Aceitam-se com pelo menos 48 horas de antecedência marcações para grupos ou famílias numerosas. Contacto: 914329962

ForSerra

Está a decorrer desde o dia 01 a 25 de Maio a feira de Maio de Leiria. A ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA SECÇÃO DE BOMBEIROS DO SUL DO CONCELHO DE LEIRIA (AASBSCL) está presente com uma tasquinha que está aberta todos os dias da semana, à noite. Aos finsde-semana está aberta durante todo o dia.

Apoie os bombei- Mostra de Artesanato e Rastreio AVC ros apoiando a associação freguesias, para aceitar todos os donativos que as pessoas que quiserem ajudar esta instituição doarem, dos quais pode ser passado recibo à posterior, caso o solicitem. Poderão também aceitar a inscrição de novos sócios de todos os que o pretenderem, comprometendo-se esta associação a não sobrecarregar os sócios com a cobrança das quotas, ficando essa responsabilidade a cargo da mesma.

Rastreio AVC Esta é a maior causa de morte em Portugal. Venha ao rastreio no dia da Feira de Artesanato ao quartel de Bombeiros e, se tiver mais de 45/50 anos, poderá saber em que condições de

silencioso e indolor deste tipo de problemas. Por isso, já sabe, venha fazer o exame ao seu coração e visite a mostra de artesanato. Ou seja um domingo bem passado O restaurante do quartel estará aberto no dia da Feira de Artesanato e do Rastreio para fornecer refeições a todos os que o pretenderem. Haverá ainda as tradicionais bifanas e o vinho.

DR

No próximo dia 25 de Maio do corrente ano a ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA SECÇÃO DE BOMBEIROS DO SUL DO CONCELHO DE LEIRIA (AASBSCL) terá uma pequena delegação em todos os locais de voto nas (três) freguesias, Arrabal, Caranguejeira e União de Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça. Estas Delegações serão constituídas por alguém ligado à Associação e, um/dois bombeiros fardados, estarão ali durante todo o dia das eleições, em todas as assembleias de votos das 4

Depois do grande sucesso da 1ª edição da Mostra de Artesanato com mais de duas dezenas de bancas, está já marcada para o próximo dia 18 de Maio a segunda edição. Lembramos que para participar basta ser sócio da Associação de Bombeiros, inscrição essa que pode ser feita na hora e no local. Por isso sugere-se que vá preparando os seus artigos de artesanato para os poder mostrar e porque não vender na próxima mostra no dia 18 de maio.

saúde se encontra. O rastreio será completamente gratuito mas condicionado a pessoas com mais de 45/50 anos em virtude de ser a partir deste escalão etário que mais mortes acontecem. Segundo os realizadores do

rastreio, são bastantes os casos em que, após o rastreio, os rastreados seguem imediatamente para as urgências dos hospitais devido ao estado crítico em que se encontram, sem terem a mínima noção disso. Isto acontece devido ao grau

Quer receber o boletim por correio electrónico? Se está interessado (sócio ou não sócio) em acompanhar a par e passo a vida da Associação dos Bombeiros, sugere-se que solicite o boletim, mandando o seu endereço eletrónico para:

a.bombeiros4freguesias@outlook.com Assim, todos os meses, lhe enviaremos o boletim digitalizado, o qual agradecemos, divulgue por familiares e amigos para qualquer parte

do mundo onde se encontrem

descrito e não o divulgado no citado boletim que termina com o pt no final.

NOTA: O email divulgado no boletim de Abril está incorrecto. O email correto é o acima pub


MAIO 2014

Manutenção de estradas e espaços públicos

Informa-se a população, recenseada na União das Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça, que decorrerá, no próximo dia 25 de Maio, as eleições para o Parlamento Europeu. As urnas funcionarão nos horários e locais habituais. A União das Freguesias contará com 5 locais de voto, sendo 4 no Salão Paroquial de Santa Catarina da Serra e outro no edifício da Chainça. Não se esqueça de votar. Votar é um dever cívico.

Ao exemplo de anos anteriores, a autarquia prepara-se para acolher na nossa freguesia a peregrinação anual de milhares de peregrinos, no mês de Maio, em direção a Fátima. Para evitar os lixos espalhados após a sua passa-

gem, nomeadamente garrafas de água, a autarquia vem desta forma solicitar o apoio da população para que coloquem recipientes nos locais de passagem dos peregrinos. Acreditamos que ao sensibilizar, ajudamos a limpar.

Informática nas Freguesias No seguimento do sucesso das anteriores edições, o Carro NET está de regresso à União das Freguesias para ministrar aulas de informática à população sénior de Santa Catarina da Serra e Chainça. O carro estará

ForSerra

da Serra e Chainça e a Associação Desenvolvimento Social da Loureira. O valor da mensalidade é de 5€ por participante. As aulas serão, todas as Segundas, a partir das 14h30 e quintas feiras a partir das 9h30. As inscrições estão abertas e podem ser feitas junto da secretaria da Associação ou no balcão da União das Freguesias. Para mais informações poderá entrar em contacto pelo número 244745883 ou 919258821.

Eleições para o Parlamento Europeu

Peregrinos a Fátima

Ginástica nas freguesias Decorreu, no passado dia 17 de Abril, a abertura oficial das aulas de dança e ginástica na União das Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça, na ADS Loureira. Na sessão, a primeira do concelho de Leiria, contou com um representante do Município de Leiria, autarquia e da ADS Loureira. Esta é uma iniciativa para a população sénior promovidas pela Câmara Municipal de Leiria, que conta com a colaboração da União das Freguesias de Santa Catarina

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Miguel Marques - Arquivo

lherme no sentido de encaminhar as referidas águas ao longo da referida EM 357. Foram também colocados caixas e tubos de encaminhamento de águas pluviais na Rua do Bairro Alto, na Chainça. Em contacto com o Município de Leiria, a autarquia tem encetado contactos no sentido da manutenção das vias rodoviárias, principalmente as que mais tráfego tem. Pretende-se a aplicação de massas frias como toutvenant.

ForSerra

A autarquia aplicou herbicidas e fez a manutenção de valetas, calçadas e de alguns espaços públicos nas últimas semanas. Nas últimas semanas foram executados trabalhos como a construção de valetas em cimento, na Rua dos Poços, Santa Catarina da Serra; na Rua do Seixo, Pinheiria e na Rua da Fontinha, no Ulmeiro. Foi também construído um aqueduto e caixa de receção de águas com grelha na EM 357 em Pedrome, no início da Rua de S. Gui-

LUZ DA SERRA

-- autarquia --

todas as quintas feiras na Chainça e sextas feiras em Santa Catarina da Serra. As formações terão inicio já no próximo dia 8 de Maio.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SANTA CATARINA DA SERRA E CHAINÇA ATA Nº 3/2013 (da sessão ordinária de 18 de dezembro de 2013) Aos dezoito dias do mês de dezembro do ano de dois mil e treze, no auditório da União das Freguesias, em Santa Catarina da Serra, reuniu em sessão ordinária a Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça. Estiveram presentes os membros da Assembleia: Armando Dias Brás, Armando Primitivo Constantino, Ivone Inácio Oliveira, Jaquelina Neto das Neves, Joaquim Pinheiro Lains de Oliveira, José Augusto Filipe da Costa Santos, Milene Rosa Ribeiro, Nuno Manuel dos Santos Pereira e Patrícia Alexandra Vieira Gonçalves. Por parte da Junta de Freguesia estiveram presentes o Sr. Presidente da Junta José Artur das Neves Ferreira, o Tesoureiro Sérgio Rito Vieira e o Secretário Manuel Fernando de Oliveira Gonçalves. A sessão foi presidida pelo senhor José Augusto Filipe da Costa Santos, Presidente da Assembleia de Freguesia, e secretariada pelas senhoras Ivone Inácio Oliveira, 1.ª Secretária da Mesa, e por Jaquelina Neto das Neves, 2.ª Secretária da Mesa.

Havendo “quórum”, foi pelo Presidente declarada aberta a sessão eram 21:15 horas, com a seguinte Ordem do Dia: Opções do Plano e Proposta de Orçamento para o ano de 2014. Apreciação, discussão e votação. Proposta da Junta de Freguesia para atribuição de nomes das ruas nos lugares de Bemposta e Loureira. Apreciação, discussão e votação. O Presidente da Assembleia iniciou a sessão com cumprimentos de boas vindas aos membros da Assembleia de Freguesia, executivo da Junta de Freguesia e ao público presente na sala. De seguida informou a assembleia que por estarmos perante uma sessão ordinária, e antes do início dos trabalhos inscritos na ordem do dia, haverá um período destinado a tratar os seguintes assuntos: 1º PONTO PRÉVIO - Apreciação, discussão e aprovação da ata da sessão de 20 de novembro de 2013. 2º PONTO PRÉVIO - Informação acerca da correspondência recebida e remetida pela Mesa.

3º PONTO PRÉVIO - Intervenção do Presidente da Junta. 4º PONTO PRÉVIO - Pedido de esclarecimentos, ao Presidente da Junta de Freguesia. PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA 1º PONTO PRÉVIO - Apreciação, discussão e aprovação da ata da sessão anterior de 20 de novembro de 2013. Por ter sido previamente remetida foi dispensada a sua leitura. Não havendo pedidos de intervenção foi, a ata da sessão da Assembleia de Freguesia do dia 20 de novembro de 2013, colocada à votação, tendo sido aprovada por unanimidade. 2º PONTO PRÉVIO - Informação acerca da correspondência recebida e remetida pela Mesa. O Presidente da Assembleia informou os membros da assembleia que foi expedido uma comunicação à Direção Geral das Autarquias Locais, comunicando a deliberação tomada na sessão anterior, sobre a localização da sede da União de Fregue-

sias. 3º PONTO PRÉVIO - Intervenção do Presidente da Junta. Pela Junta de Freguesia foi iniciada a intervenção do Presidente da Junta, Sr. José Artur Ferreira, sobre assuntos de interesse local e da atividade desenvolvida. O Presidente da Junta, Sr. José Artur Ferreira, cumprimentou os membros da Assembleia, os membros do executivo e o público presente. Iniciou referindo que por lapso o relatório de atividades não foi remetido previamente aos membros da Assembleia, pedindo desculpa pelo sucedido. Resumidamente informou a Assembleia das atividades desenvolvidas pela Junta desde a última Assembleia Ordinária, e que passaram por: Educação e Formação – fornecimento de equipamento de higiene/limpeza e combustível às escolas e jardins de infância, conclusão das obras do salão polivalente do jardim de infância da Pinheiria, acompanhamento da visita da Sr.ª Vereadora da Educação pelas escolas da freguesia e participação na reunião do conselho geral do agrupa-

mento das escolas Caranguejeira/Santa Catarina da Serra; Cultura, Desporto e Associativismo - divulgação do livro da Freguesia, organização em parceria com a Forserra do 8º Festival do Chícharo, assinalando o dia da Freguesia com homenagem aos anteriores presidentes de Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Chainça, elaboração, produção e distribuição da agenda cultural da freguesia para o ano 2014 e realização de sessões de internet para todos; Proteção Civil e Segurança corte e roço de matos, em Vale tacão e Casal da Fartaria, relativos ao projeto PRODER, e solicitação junta da Câmara Municipal de Leiria de candeeiros para a iluminação da via pública; Planeamento e Desenvolvimento – início das obras de requalificação do Centro de Saúde, conclusão da requalificação das obras do edifício da sede da União de Freguesias, acompanhamento das obras de saneamento do lugar de Sobral, gestão e manutenção corrente da Feira da Loureira, requalificação e manutenção de ruas, estradas e espaços públicos da freguesia,

nomeadamente na Rua Outeiro Gordo no Ulmeiro, adjudicação para aplicação de betuminoso na Rua de São Guilherme, do limite Magueigia/Ulmeiro até ao Pedrome, execução de ordens de drenagens no Pedrome, construção de grelha de águas na Quinta do Salgueiro, colocação de caixa sumidouro de águas no cemitério de Santa Catarina da Serra, aplicação de manilhas na Fonte de Peixe no Barreirinho do Outeiro da Boa Viagem e reconstrução de muro na Rua do Bairro Alto no lugar de Chainça com vista ao alargamento da rua; Apoio à população - atendimento à população às segundas feiras de tarde e ao serão de todas as primeiras segundas feiras de cada mês.

Ata disponível na íntegra, no site da freguesia e no balcão da União das Freguesias.


LUZ DA SERRA

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Na última semana de março de 2014, aconteceu, na EBI Santa Catarina da Serra, a semana missionária, destinada a alunos do 1º ao 9º ano, atividade dinamizada pelos professores de EMRC em colaboração com as Missionárias Combonianas, Irmã Clarinda Carreira e Irmã Beta Almendra. As Missionárias Combonianas são uma congregação religiosa feminina fundada por São Daniel Comboni, no século XIX. Conta com mais de mil religiosas e está espalhada um pouco por todo o mundo, especialmente por África. Saliente-se que o fundador, Daniel Comboni, tinha «paixão» pelo conti-

nente e pelas pessoas de África e acreditava na regeneração deste continente, tendo a confiança de que um dia os africanos é que iriam ser os protagonistas da evangelização. As irmãs Clarinda e Beta, num gesto total de gratuidade e disponibilidade, deslocaram-se de Lisboa até Santa Catarina da Serra para testemunhar, junto dos alunos, nas aulas de EMRC, a sua vocação missionária, o seu trabalho junto dos povos com os quais vivem (a Ir. Clarinda em Moçambique e a Ir. Beta no Quénia) e as dificuldades com que se depararam no dia a dia naqueles países.

As irmãs mostraram as imagens da pobreza, da falta de alimentos e de água que vivem aqueles nossos irmãos. Porém, também, nos brindaram com imagens bonitas de belas paisagens e de rostos que se abrem num sorriso contagiante quando recebem uma pequena ajuda! Com esta atividade pretendeu-se ajudar os alunos a descobrirem a sua vocação, equacionarem, no seu íntimo, a hipótese de um dia também poderem fazer uma experiência missionária, descobrindo a alegria de dar sem esperar nada em troca. Outro objetivo foi sensibilizar os alunos para os gran-

des problemas e flagelos da família humana, nomeadamente o pesadelo da fome e da sede que leva milhares de pessoas à morte. Que esta atividade da semana missionária, dinamizada de forma simples e discreta, seja ocasião para meditarmos nas palavras que o Papa Francisco nos dirige sobre a paz: esta «não se reduz a uma ausência de guerra, fruto do equilíbrio sempre precário das forças. Constrói-se dia a dia, na busca de uma ordem querida por Deus, que traz consigo uma justiça mais perfeita entre os homens. Enfim, uma paz que não surja como fruto do desen-

gindo mensagens que foram penduradas em balões. No intervalo, todos os alunos reuniram-se no átrio, cantaram “Grândola, vila morena” e lançaram os balões com as suas mensagens. Enalteceram-se assim os valores da liberdade e da democracia, para manter viva a chama de abril. Consideramos que é preciso salvar os valores, que abril representa, como garantia de construção de um país moderno, livre e democrático. Rita Agrela

(Evangelii Gaudium,nº219). Carla Pereira

Alunas participam na final distrital do Concurso Nacional de Leitura

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Passou mais um aniversário da Revolução dos Cravos e a nossa escola não quis deixar de recordar este facto histórico que mudou a vida do nosso país. As docentes de História e História e Geografia de Portugal organizaram uma exposição de trabalhos de alunos, cartazes e cravos. Nas vitrinas, foram também expostos desenhos e frases sobre o 25 de Abril elaborados por crianças em 1975. Nas aulas, os alunos refletiram sobre a importância do 25 de Abril e sobre a conquista da liberdade, redi-

volvimento integral de todos não terá futuro e será sempre semente de novos conflitos»

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Comemoração dos 40 anos do 25 de Abril

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Semana missionária na Escola Básica de Santa Catarina da Serra

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A 24.ª edição do Equamat, uma competição de matemática para o 3.º ciclo do ensino básico cujo objetivo é fomentar o gosto pela aprendizagem da disciplina de uma forma lúdica, decorreu no dia 29 de abril, na Universidade de Aveiro. Alunos do nosso agrupamento, do 7º ao 9º ano, participaram nesta competição com bastante empenho e interesse, realizando várias atividades de caráter lúdico, com recurso às tecnologias, mostrando espírito de competição entre as equipas de várias escolas. Rita Agrela

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Alunos da escola participam no EQUAMAT No passado dia 29 de abril seis alunas do nosso agrupamento (entre as quais a Maria Neves, a Catarina Vieira e a Mariana Ferreira) participaram no Concurso Nacional de Leitura, na fase distrital, que se realizou na Escola Secundária Bordalo Pinheiro e no Centro Cultural e de Congressos, nas Caldas da Rainha. As alunas realizaram uma prova escrita sobre as obras que tiveram que ler e depois uma prova oral. Apesar de não

terem sido apuradas para a fase final, tiveram um desempenho muito bom neste concurso, cujo objetivo central é promover uma grande festa do livro e de convívio salutar entre todos os participantes em torno da leitura. Rita Agrela


MAIO

LUZ DA SERRA

-- desporto --

opinião

Desportivamente Falando Com a actual época desportiva de 2013/2014 a chegar ao fim, posso afirmar que ficou guardado para mim, um dos artigos mais difíceis de escrever. Apesar de contar com a experiência adquirida durante quase 40 anos de futebol distrital, o que aconteceu nestas últimas jornadas, praticamente toda a 2ª volta da segunda fase do campeonato distrital da 1ª divisão, com a equipa de seniores, deixoume dois estados de espírito distintos. O primeiro, vendo-o mais positivamente, sem dúvida que esta época em que a UDS regressou com o futebol sénior, pode considerarse extremamente positiva. Depois de duas épocas sem equipa sénior, o que na altura em assembleia-geral fui um dos poucos sócios a votar negativamente a forma como deixámos de ter este escalão, pois desistir não é a minha forma de estar, embora o tenha aceitado, pois em democracia as maiorias são sempre de respeitar, mesmo que na minha (nossa) opinião, essa decisão tenha transmitido para fora a ideia errada de que a U. da Serra tinha acabado. Ora nada de mais errado. Mas esse foi de facto uma grande handicap para a gestão do clube nestes últimos 2 anos. Com uma equipa formada por quase uma dezena de jogadores da terra, excluindo aqueles que estavam praticamente inactivos e outros vindos de fora, onde também existiam alguns nas mesmas circunstâncias. Com uma equipa técnica comandada por um técnico muito ambicioso, a jovem equipa serrana, conseguiu o apuramento para a segunda fase, onde teve a possibilidade de lutar pela subida de divisão e consequente título

Virgílio Gordo

de campeão distrital. Muito bom sem dúvida! O segundo sentimento, sinto e transmito-o mais negativamente, pois perder a possibilidade de ter ficado, quer no 1º lugar, quer até no 2º, com 2 derrotas em casa, deixou a todos sem excepção (direcção, técnicos, jogadores e todos os que de mais perto acompanharam o clube desde Setembro 2013), um sabor verdadeiramente amargo. A derrota na última jornada na Maceirinha, foi tão só o culminar desse estado de espírito. Embora possa acrescentar que a sorte do jogo, a fraca exibição nesse encontro e a vergonhosa arbitragem na jornada anterior frente ao Óbidos, também em nada ajudaram. Tudo o que pudesse acrescentar em termos do ponto de vista de treinador, que o não é só de bancada, poderia ser (seria) não só injusto, como me ficaria mal não só nessa qualidade, mas sobretudo na qualidade de director do clube. Nos próximos 2 meses farei um balanço mais profundo sobre esta época futebolística, desde os seniores aos escalões de formação e do Futsal, contando com o depoimento de quem esteve mais envolvido em toda a gestão de 2013/2014.

Se tem informações desportivas sobre atletas da nossa freguesia, entre em contacto. Procuramos os atletas da nossa terra. luzdaserra @santacatarinadaserra.com 917480995

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Papa Francisco recebeu o ciclista Carlos Vieira O ciclista Carlos Vieira, de Leiria, foi recebido pelo papa Francisco no passado dia 23 de abril, na sequência da ligação que vai fazer de bicicleta entre o Vaticano e Fátima, numa homenagem a João Paulo II a propósito da sua canonização. “É um dos dias mais lindos da minha vida. Não tenho palavras para descrever, estou muito contente”, disse ao REGIÃO DE LEIRIA o bombeiro-ciclista, pouco depois de receber a notícia no bispo de Leiria-Fátima. Carlos Vieira sente-se “um felizardo” por conseguir ser recebido por dois papas e já sabe o que vai dizer a Francisco: “Vou falar-lhe nas dificuldades que estamos a viver em Portugal, sobretudo as pessoas mais idosas, que passam muitas dificuldades devido à austeridade imposta pelo Governo. Há pessoas a viver cá no limiar da pobreza e o nosso Governo não tem sensibilidade para esse tipo de coisas e o papa tem de saber disso.

Arquivo

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Custa-me ter de lhe dizer isso, mas tenho de lhe comunicar o que vai na minha alma”. O ciclista será recebido pelo papa dia 23. Depois, dia 27, após a canonização de João Paulo II, partirá para uma aventura de 3.000 quilómetros sobre bicicleta, ligando o Vaticano a Fátima – onde chega dia 8 de maio -, repetindo um percurso que completou há 28 anos, quando foi recebido pelo papa João

Paulo II. “Vai ser um grande sacrifício e sofrimento, mas tinha traçado como objetivo que, quando acontecesse a santificação de João Paulo II, eu estaria lá”, sublinha Carlos Vieira. O ciclista espera cumprir uma média de 250 quilómetros diários, apenas com um carro de apoio. Atualmente cumpre um rigoroso plano de preparação, treinado todos os dias,

“como um ciclista profissional”: “Estou a treinar nos limites, sem parar, para estar totalmente pronto para conseguir fazer 250 quilómetros pelo caminho. Estou no pico da preparação e, mais próximo, reduzo uns dias antes a carga, para carregar ‘baterias’”. fonte: Região de Leiria

FUTEBOL - Resultados e classificações FUTEBOL DE 11 SENIORES Campeonato Distrital da 1ª Divisão 2ª Fase – Zona Sul 12ª Jornada: UDS, 2 – Alfeizerense, 0. 13ª Jornada: UDS, 1 – Óbidos, 2. 14ª Jornada, (última): Maceirinha, 2 – UDS, 0. Os seniores acabaram o campeonato no terceiro lugar.

JUNIORES Campeonato Distrital da 1ª Divisão Série B 4ª Jornada: UDS, 3 – Turquel, 0. 6ª Jornada: Peso, 2 – UDS, 4. Os juniores ao ficarem em primeiro lugar no seu grupo da 2ª fase, estão apurados para uma terceira fase, que se disputará nos próximos dias 10, 17 e 24.

JUVENIS Campeonato Distrital – Divisão de Honra 20ª Jornada: U. Leiria B, 3 – UDS, 1. 19ª Jornada: UDS, 2 – Alcobaça A, 2. Apenas a uma jornada do final, o 3º lugar, está praticamente assegurado. 1/2 Finais da Taça: Peniche, 1 – UDS, 2.

Próximos jogos 22ª Jornada (última), dia 10: Portomosense - UDS. Final da Taça Distrital, dia 17: GRAP – UDS, na Maceirinha.

INICIADOS Campeonato Distrital da 1ª Divisão – Grupo B - Série B 6ª Jornada: UDS, 3 – Santo Amaro, 1. Nesta fase, esta equipa conquistou o 1º lugar.

Campeonato Distrital da 1ª Divisão – 2ª Fase - Grupo B 1ª Jornada: ADR Moita do Boi, 2 – UDS, 1.

Próximos jogos 2ª Jornada, dia 11: UDS – Caldas S. C. “C”. 3ª Jornada, dia 18: EAS. Acad. Fut. Marinha Grande “B” – UDS.

FUTEBOL DE FORMAÇÃO Tal como refiro no Desportivamente Falando, nos próximos dois meses, farei também um trabalho mais completo sobre o futebol de formação.

FUTSAL MASCULINO Campeonato Distrital da 1ª Divisão – 2ª Fase – Grupo A - Zona Norte 10ª Jornada: UDS, 4 – Atlético Leiria, 3. 11ª Jornada: UDS, 4 – Maçãs de D. Maria, 2. 12ª Jornada: Mata (Milagres), 6 – UDS, 0. Apenas com dois jogos por disputar é possível manter o 3º lugar a contar do fim. Próximos jogos 13ª Jornada, dia 09: UDS – N. S. Pombal. 14 ª Jornada, dia 17: Barreiros – UDS.

FEMININO Torneio Complementar - 1ª Divisão – 1ª Fase – Série B 4ª Jornada: UDS, 6 – Ilha, 1. 5ª Jornada: União 21, 6 – UDS, 1. 6ª Jornada: D. Fuas, 3 – UDS, 0. Tal como referi o mês passado, os resultados deixaram de ser desnivelados, acabando inclusive com uma vitória, que proporcionou uma grande alegria para todo o grupo do Futsal feminino, para quem mais de perto o acompanhou e para o próprio clube.


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-- histórias da História --

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De LOUREIRA para ALJUSTREL: o sobrenome da Irmã LÚCIA DOS SANTOS Em meados do século XIX residiam em Aljustrel, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, as seguintes famílias que constituíam o reduzido povoado: António, Carreira, Custódio, Ferreira, José, Marcelino, Neves, Oliveira, Pereira, Reis e Santos. Duas delas, José e Santos, eram originárias da paróquia de Santa Catarina da Serra, termo de Leiria. Sebastião José era natural de Chainça e António dos Santos de Loureira. Um assento de casamento datado de 23 de novembro de 1864 indica que o nubente, Joaquim dos Santos, era descendente de um habitante de Loureira que foi morar para Aljustrel. [Vide: ADSTR – Registos de Casamentos de Fátima (1844-77), fls. 70-71]: «Aos vinte, e tres dias do mes de novembro, do anno de mil oitocentos secenta, e quatro, nesta igreja parochial [fl. 70v] de Fatima, concelho de [Villa] Nova [de] Ourem [1], diocese de Leiria, na minha presença compareceram os nubentes Joaquim dos Santos, e Maria Victoria os quaes sei serem os proprios com todos os papeis do estilo correntes, e sem impedimento algum canonico, ou civil para o casamento, elle d' idade de vinte, e sete annos, solteiro, lavrador de profissão, natural, e morador no lugar d' Aljustrel, desta freguesia aonde foi baptizado, filho legitimo de Antonio dos Santos [2], natural da Loureira freguesia de Santa Catherina da Serra, concelho, e diocese de Leiria, e de Mauricia Maria natural do Lombo d' Egoa [3] desta freguesia; e ella de idade tambem de vinte e sete annos, solteira, natural, e moradora no lugar das Chans [4], lugar desta freguesia, e aonde foi baptizada, filha legitima de Joaquim Lopes natural da Loureira lugar já acima referido, e de Maria Victoria natural das Chans lugar já acima referido; os quaes nubentes se receberão por marido, e mulher, e os uni em matrimonio, procedendo em

todo este acto conforme o rito da Santa Madre Igreja, Catholica, Apostolica Romana. Forão testemunhas presentes que sei serem os proprios Manoel Jose casado lavrador do lugar do Lombo d' Egoa já referido, e Jose das Neves [5], casado lavrador, do Val Maior freguesia de Santa Catherina já acima referida. E para constar lavrei em duplicado este assento, que [fl. 71] depois de ser lido, e conferido, perante os conjujes, e testemunhas, eu somente o assinei por nenhum saber escrever. Era ut supra. O prior Joaquim Matheus Vieira da Rosa». O casal Joaquim dos Santos e Maria Vitória teve um filho, António dos Santos, nascido às 22 horas do dia 3 de janeiro de 1868, irmão de Olímpia de Jesus (dos Santos) e cunhado de Manuel Pedro Marto, que veio a casar com Maria Rosa, de Perulheira, da então freguesia de Reguengo do Fetal, hoje São Mamede, concelho de Batalha. Era o pai de Lúcia de Jesus (dos Santos), de Aljustrel, nada em 1907. [Vide: ADSTR – Registos de Batismos de Fátima (1865-73), fl. 49]: «Aos doze dias do mes de janeiro, do anno de mil oitocentos sessenta, e oito, nesta igreja parochial de Fatima, concelho de Villa Nova d' Ourem, diocese de Leiria; baptizei solennemente um individuo do sexo masculino a quem dei o nome d' Antonio, e que nasceo nesta freguesia às dez horas da noite do dia tres do já referido mes, e anno, filho legitimo, e primeiro do nome de Joaquim dos Santos proprietario, e de Maria Victoria ambos naturaes desta freguesia, nella recebidos, e della parochiannos, moradores no logar d' Aljustrel; neto paterno de Antonio dos Santos, e Mauricia Maria, e materno de Joaquim Lopes, e Maria Victoria. Foi padrinho Antonio Lopes Moreira [6], e Theresa de Jesus, digo Antonio Lopes Moreira solteiro

lavrador, das Chans; e madrinha Theresa de Jesus solteira d' Aljustrel, os quaes todos sei serem os proprios. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido, e conferido perante os padrinhos, com elle o assignei, e não com ella por não saber escrever. Era ut supra. O padrinho (subscrição autógrafa): Antonio Lopes Moreira. O prior Joaquim Matheus Vieira da Rosa». O semanário "O Mensageiro" registou, em 1917, em entrevista: «Chamo-me Lucia de Jesus. Tenho 10 vou para 11 anos. Meu pai chama-se António dos Santos Abobora e minha mãe Maria Rosa. Tenho 5 irmãos». [Vide: "O Mensageiro", Ano IV, n.º 161, 8 de novembro de 1917, p. 2]. "Abóbora" é o epíteto pelo qual era (e ainda é) conhecido todo o habitante de Loureira, da atual freguesia de Santa Catarina da Serra e Chainça, Leiria. Notas textuais: [1] No original está escrito: «[...] concelho de Nova Ourem [...]». [Transcrição de acordo com: COSTA, Avelino Jesus da, Normas Gerais de Transcrição e Publicação de Documentos e Textos Medievais e Modernos, Coimbra, Instituto de Paleografia, 1993, 2.ª edição]. [2] Os mais senectos indivíduos com o apelido Santos residentes em Loureira, conforme a documentação disponível, eram moradores na dita aldeia nas décadas de 20 / 30 do século XIX: Joaquim, Teresa e Catarina dos Santos. O primeiro, filho de José dos Santos, de Ulmeiro, e de Teresa das Neves, de Loureira, falecido a 24 de maio de 1878, estava consorciado com Ângela das Neves, nascida em 1804 e fenecida a 28 de abril de 1860, descendente de Manuel Gonçalves, de Poço do Soudo, f. Fátima, e de Teresa das Neves, da povoação de Loureira. A se-

gunda, falecida a 13 de maio de 1856, irmã do referido Joaquim, estava casada com Vicente Ferreira, filho de Manuel Pereira, de Covão Grande, fenecido a 11 de julho de 1829, e de Catarina Ferreira, de Donairia. Uma outra Teresa dos Santos, falecida a 15 de janeiro de 1857, herdeira de Luís dos Santos, de Loureira, e de Maria Teresa, de Donairia, era casada com José Antunes, morto a 25 de outubro de 1849, descendente de António Jorge e de Isabel Maria, ambos de Loureira. Por fim, Catarina dos Santos era herdeira de António dos Santos, de Torrinhas, f. Reguengo do Fetal, e de Josefa Maria, de Loureira. Estava casada com Joaquim Pereira, filho de Manuel Pereira, de Covão Grande, e de Maria Vieira, de Sobral, f. Santa Catarina da Serra. [Vide: Loureira 1610-2010 – Estudo Histórico e Documental, Loureira, Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira e Comissão da Capela da Loureira, 2010, pp. 265 e 267268]. [3] Sobre o Lombo de Égua vide: SILVA, Vasco Jorge Rosa da, "Lombo de Égua / d' Égua ou Lomba de Égua / d' Égua", in Notícias de Fátima, 29 de junho de 2012, p. 8. [4] O lugar de «Chans» tem atualmente o nome de Chã. O vocábulo ficou registado na Memória Paroquial de Fátima, onde se lê que a aldeia tinha, em 1758, «[...] sinco vezinhos». [Vide: SILVA, Vasco Jorge Rosa da, "Memórias Paroquiais de Ourém", in Nova Augusta, Torres Novas, Câmara Municipal, 2011, n.º 23, p. 69]. [5] José das Neves, de Vale Maior, casado a 2 de fevereiro de 1845, com Maria Teresa, era natural de Casal do Meio, atual freguesia de São Mamede. Filho de José das Neves, de Casal dos Lobos, e de Luísa Maria, da mencionada aldeia de Casal do Meio, era genro de José dos

VHS para DVD Passe as suas velhas cassetes de video de VHS ou Hi8 para DVD. Com o passar do tempo, estas cassetes ficam estragadas e com isso, inutilizadas. Guarde as suas memórias em formato digital, com segurança e de forma simples. Informações: 917 480 995

Santos, de Vale Maior, onde era morador, e de Maria Teresa, de Loureira. [6] António Lopes Moreira, morador em Loureira, surge na documentação santacatarinense como sendo descendente de Joaquim Lopes e de Maria Vitória, moradores em Chã, f. Fátima. Consorciado com Maria Vitória, filha de Manuel Ferreira e de Teresa Maria, de Cortes, f. Espite.

Vasco Jorge Rosa da Silva Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

niela Marto, bisneta de Manuel Pedro Marto. Licenciada em Química.

O autor agradece sobremaneira a colaboração de Da-

ALUGA-SE Apartamento T2 200€/mês Quinta da Sardinha 919014834

TAXI Quinta da Sardinha Faustino Paulo dos Santos 244 741 346 - 964 064 086

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LUZ DA SERRA

-- sociedade --

Confraria das almas – Santa Catarina da Serra Contas da confraria das almas do ano 2013

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Poesia da nossa Freguesia Nevoeiro Nevoeiro nevoeiro, Vindo nem sei bem porquê, Aparece não sei de onde, Nada do que se via, se vê. É uma mancha nebulosa, Uma névoa que atrapalha, Não nos deixa ver ao pé, Ao longe que Deus nos valha. Mais miudinha que chuva, Mas chuva não deve ser, Se a chuva incomoda, Nevoeiro é para esquecer. Sabe-se que o sol faz falta, A chuva não é exceção, Mas agora o nevoeiro, Qual será sua função. Se é mesmo para atrapalhar, Está a cumprir na perfeição, Porque só não atrapalha, Como nos faz confusão. Eu não sei porque aparece, Nem sei o que vem fazer, Alguma coisa tem de bom, Para ele aparecer.

Aqui fica a minha dúvida, Para alguém me esclarecer, Se sabes qual o motivo, Faz favor de mo dizer. Lúcia Ribeiro

Sentido... És procurado Sentido... és procurado por entre famílias certas que pelo caminho errado fecham horizontes a novas descobertas. Sentido... és procurado através de jovens sonhadores que dão o futuro como acabado e não enfrentam suas dores. Sentido... és procurado entre decisões inconscientes que tudo deixam inacabado na vida dos adolescentes. Sentido... és procurado mas como tudo nesta vida sem sentido serás encontrado. Edgar Correia Chainça

Leilão (Venda de propriedades) Dia 24/05/2014 às 15h00 A direcção do CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DE SANTA CATARINA DA SERRA informa todos os interessados que irá realizar no próximo dia 24 de Maio de 2014, pelas 15h00, na sede da Instituição sita em Rua de Santa Catarina n.º 35 - Santa Catarina da Serra, um leilão para a venda das propriedades abaixo indicadas:

Com esta importância, foram celebradas 57 Missas pelas Almas do Purgatório, segundo as intenções das pessoas que contribuíram com as esmolas. Santa Catarina da Serra, 31 de Dezembro de 2013 A Direcção pub


LUZ DA SERRA

-- actualidade --

última

Pessoas e lugares

Pequenas Histórias de Gente Grande ( continuação)

A seguir, já com a experiência no ramo, foi para a Mike Bright Cycle & Sports, onde esteve 12 anos a trabalhar com motos e bicicletas. Por esta altura já Guilherme Lebre era considerado o melhor mecânico de Toronto. Por morte do proprietário, Guilherme saiu da firma e passou-se para a Bloor Cycle. Ali ficou durante 22 anos, como gerente da oficina. Em 1994, por venda da empresa, Guilherme decidiu abrir a sua própria oficina de mecância de bicicletas, a Queen’s Bike Shop, no 1537A da Queen St. West. Quando se reformou, em 1998, resolveu encerrar a oficina e agora dedica-se a biscates em várias oficinas e ao artesanato para matar os momentos de ócio. Parado é que não pode estar. De passatempo, o artesanato tornou-se coisa séria na medida em que, para tudo o que faz, aparecem interessados em comprar! Já fez uma exposição na St. Christopher House. Já vendeu os seus trabalhos para os EUA, França, México, Itália, Portugal e por todo o Ca-

nadá. Com um sorriso de felicidade, confidenciou-nos: Dou mais do que vendo! Como era um mecânico de créditos firmados, os bons ciclistas da época, batiam-lhe à porta: António Maia, Jonh Fonseca, Dr. Martins, Reinald, da Guiana e o sobrinho, Fernando Gonçalves, que já regressou a Portugal, tal como o seu irmão Augusto. Guilherme tem em Toronto mais dois irmãos: Joaquim e António Lebre ( o José, também aqui viveu, mas já faleceu). Em Portugal, os irmãos maria Inácia e Manuel Francisco Lebre. O casal, Guilherme e Maria

Adelaide Lebre, sentem-se realizados. Vive bem no Canadá e, filha e sobrinhos, estão formados e com boas perspectivas de vida. Vai e vem sempre que possível, de visita à família e matando saudades da terra natal. Os tempos difíceis já passaram. É hora da paz interior e exterior. JMC retirado do jornal “O Milénio” de 10 Agosto de 2000.

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