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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - FEVEREIRO 2014 - 1€ PREÇO DE CAPA

“Luz da Serra” Valorizemos o que temos

Há dias, numa reunião com gente nova, constatei que a maioria não só não lia o nosso jornal, como nem sequer o recebiam em sua casa. Isto deixou-me triste pois percebo que os pais, que são membros da comunidade, nem cultivam laços com ela nem os suscitam nos filhos. Estamos a negar um meio que nos é oferecido para cultivar valores e criar harmonia entre gerações e pessoas. Ouvimos queixas frequentes e lamentações constantes mas o que pode ajudar fica de lado lançado na indiferença.

Luciano Antunes

O nosso jornal “Luz da Serra” Celebrou 40 anos, o que é uma aventura rara e digna de menção honrosa para todos os que lhe dedicaram forças, tempo e amor. Mais ainda se pensarmos no carinho, afeto e companhia que, durante este largo tempo, levou a muitas pessoas que nesta nossa terra e fora dela o recebem e também o acarinham. Merece que, nesta data querida, cada amigo e cada paroquiano reflita um pouco sobre a sua atitude perante esta obra que é nossa.

Os 40 anos do nosso Jornal Jovens em retiro

continua na Pág. 3

Pág. 4

Pensamento do mês

Obras do Centro de Saúde a bom ritmo

Se os teus projectos forem para um ano, semeia o grão. Se forem para dez anos, planta uma árvore. Se forem para cem anos, instrui o povo. DR

(Provérbio chinês)

Pág. 11

Sessão de Esclarecimento APAS Floresta Pág. 11

Histórias da História: Limites com o Arrabal Pág. 14

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LUZ DA SERRA

-- família paroquial --

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5/1 - Vitória Carreira Vieira, filha de António José Gordo Vieira e de Elisabete Coelho Carreira, da Magueigia. Foram padrinhos: Roberto Carlos Vieira Oliveira e Verónica Coelho Carreira 12/1 - Catarina Sofia dos Santos, filha de Duarte Alexandre dos Santos e de Sónia Gonçalves Silva, da Loureira. Foram padrinhos: Dárcio Gonçalves Silva e Emilie dos Santos

22/1 - Catarina Vitória dos Santos, solteira, da Loureira, adormeceu no Senhor na Primavera dos seus 76 anos de idade 29/1 - Amélia Marques da Silva, viúva de Domingos Francisco Gordo, do Vale Maior, partiu para Deus na bonita idade de 94 anos 30/1 - Maria Teresa Neves, viúva de Joaquim Pereira das Neves, do Sobral da Granja, foi habitar com o Pai que tanto amava com a linda idade de 96 anos 3/2 - Maria de Jesus Oliveira Silva, viúva de José das Neves Oliveira, da Pinheiria, foi para o céu na Primavera dos seus 78 anos de idade

José de Jesus Santos N. 05/07/1938 F. 15/01/2014 Lagoa do Furadouro

A família vem por este meio agradecer todo o suporte e conforto que nos deram, e a todas as pessoas que incorporaram o seu funeral ou de algum modo manifestaram o seu pesar. A família

N: 31/01/1919 F: 29/01/2014

José Rodrigues de Oliveira N. 30/05/1927 F. 10/02/2014 Ulmeiro / Brasil

Faleceu, no dia 10 de Fevereiro, em Cruzeiro do Oeste no Brasil, para onde emigrou no início da sua vida com a mulher Inácia dos Santos Oliveira e onde seguiu uma vida de honestidade, simplicidade e muito trabalho em prol da família, nomeadamente dos 5 filhos que agora deixa. É filho de Joaquim “sapateiro” e de Maria Fustina do Ulmeiro onde nasceu a 30/5/1927, casou com a Inácia Oliveira do mesmo lugar e onde viveu até emigrar para o Brasil na década de 50.

Aos familiares destes irmãos apresentamos sentidas condolências e deixamos a oração da esperança.

Agradecimento Seus filhos, em nome de toda a família, vêm desta forma prestar pública homenagem e profundo reconhecimento à senhora Diretora e a todas as Colaboradoras do Centro Social e Paroquial de Santa Catarina da Serra, pela competência, dedicação e carinho com que sempre trataram a sua mãe, particularmente quando o seu estado de saúde exigiu mais atenção e cuidados. Bem hajam e que Deus vos recompense. Lúcia, Delfina, Maria, Catarina, Lurdes, Alice, Natália, António, David e José Augusto

Joaquim dos Santos e Florinda das Neves, residentes na Loureira, comemoraram as suas bodas de ouro no passado dia 23 de Novembro de 2013, na Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra. Desejamos a todos, os que as façam, que se sintam tão felizes como nós.

Ainda há milagres!...

António Rodrigues

Amélia Marques da Silva

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Pequeno Samuel

15/1 - Emília de Jesus, solteira, a residir na Caranguejeira, partiu para o céu na bonita idade de 89 anos 20/1 - Maria do Carmo, viúva de Eusébio Carreira Gomes, da Donairia, partiu para Deus no entardecer dos seus 85 anos de idade

FEVEREIRO

Contactos úteis Bombeiros Voluntários - 244 741 991 Centro Saúde - 244 741 151 Farmácia - 244 741 474 Junta Freguesia - 244 741 314 - 919 630 030 Casa Paroquial - 244 741 197 ForSerra - 917 480 995 GNR - 244 830 859

Em caso de emergência, primeiro ligue directamente para os Bombeiros Voluntários e depois para o 112.

Floribeth Mora é a prova viva do poder de Deus. Ela vive na Costa Rica e foi curada de uma doença fatal no cérebro ao pedir a intercessão do papa João Paulo II. Esta mulher tem razões de sobra para acreditar em milagres. Ouçamo-la: "Eu perdi os movimentos do lado esquerdo do corpo. Era muito difícil caminhar, andava agarrada às paredes. Em abril de 2011, fui parar à emergência do hospital e os médicos descobriram que eu tinha um aneurisma fusiforme". "É o tipo mais raro que existe e o tratamento é muito complexo", explica o médico Alejandro Vargas Román. E acrescenta: "Na Costa Rica, não há o equipamento cirúrgico necessário para fazer a cirurgia à Floribeth. Ela teria que viajar para outros países. Só que a família não tinha dinheiro nem para a viagem, muito menos para pagar os tratamentos e a estadia num hospital lá fora. O remédio foi voltar para casa e esperar a morte". Mas esta mulher tinha uma coisa boa – a fé. Ela não queria morrer. Tinha apenas 48 anos. Olhou ao seu redor e apoiou-se em duas coisas. Primeiro, o marido, os cinco filhos e os seis netos. Depois, numa devoção que começou há muito tempo. "Eu tinha 20 anos, quando João Paulo II veio à Costa Rica em 1983. Todos vimos que ele era um homem extraordinário", conta. E no dia 1º de maio de 2011, quando João Paulo II foi beatificado ela pediu para lhe darem uma fotografia dele. "Eu sentia que ele me podia ajudar. Comecei a rezar: ‘João Paulo, você que está tão perto de Deus, escute minhas súplicas, que não quero morrer ainda’. Foi quando ouvi ele dizer: ‘Levantate!’ E a voz repetiu: ‘Levanta-te! Não tenhas medo!’", relembra Floribeth. Floribeth foi ter com o marido à cozinha, agarrada às paredes. Daí para a frente, dia após dia, pouco a pouco, ela foi recuperando os movimentos. Sete meses depois, voltou ao hospital. "Fiquei surpreso. Não consegui achar uma explicação médica. O dano no cérebro tinha desaparecido. Foi realmente um milagre", conta o médico Alejandro Román. Floribeth foi examinada por muitos médicos e todos estavam de acordo: a doença havia desaparecido. E é esta cura inexplicável que vai servir para canonizar João Paulo II.

Passados uns dias, o Samuel que, recordo, tem três anos, e acrescento que faz parte de uma família cristã, foi com a avó ao lar para visitar, com esta, os velhinhos. Gosta de andar com a avó para todo o lado. Atravessada a porta do lar, escapou-lhe da mão e correu para a capela, que fica do lado esquerdo e que ele já conhece. A avó seguiu-lhe as pisadas, na expectativa, quando deu por ele a conversar com a imagem de Nossa Senhora que está numa das paredes laterais do Sacrário. Olha, mamã de Jesus, o tio está no céu, não está? E fez uma pausa. E ele está bem? Outra pausa. E depois colocou um ponto final na conversa com um Então está bem, deixa estar. E regressou para a mão da avó sem perceber que lhe fizera verter duas lágrimas. Tal e qual a mãe do Samuel quando me contou. E ainda hoje estou intrigado com aquelas pausas. Confessionário em privado Retirado jornal “O amigo do Povo”

10º Convívio dos DAVID's Convidamos todos os "DAVID" ou "DAVIDE" que sejam naturais ou residentes em SANTA CATARINA DA SERRA para se inscreverem no 10º CONVÍVIO dos DAVID's que será no próximo dia 01 de MARÇO (Sábado). Inscreva-se pelo telem. 918337953 (David Mariano). Se conhece algum DAVID / DAVIDE, passe a palavra para juntarmos o maior nr. de amigos neste que é já o nosso 10º convívio.

Luz da Serra em Pagamento Horários da redacção: Todas as Terças e Quintas, das 10h às 17h. Contacto: 917 480 995 pub


FEVEREIRO 2014

Editorial

DR

2014: O Ano da Família Antigamente, a vida das famílias era mais simples e tranquila, não existia a correria que vemos hoje em dia. As pessoas andavam muito a pé, quase não existiam carros, as crianças brincavam à vontade nas ruas e nas calçadas. Os vizinhos conversavam nas varandas das suas casas. As famílias eram numerosas. E hoje? A Família parece estar em crise por esse mundo fora, com a diminuição preocupante do número de filhos, o aumento do número de divórcios e a banalização dos abortos e como dizia o jornalista Ricardo Perna, a Igreja em Portugal e no mundo parece querer forçar a sociedade a trazer a família de volta ao centro da discussão. O Papa Francisco recebeu em Roma a Peregrinação Internacional da Família e marcou também um Sínodo extraordinário sobre a Família para 2014, celebrando nesse mesmo ano os 20 anos sobre o Ano Internacional da

Família, que aconteceu em 1994. Há a referir ainda as dioceses de Leiria-Fátima e do Algarve que dedicaram os seus anos pastorais à temática da Família. Este ano é uma oportunidade para refletir, celebrar e exaltar o papel da família na sociedade. No dizer ainda deste jornalista já citado, cabe à Igreja, mas a cada família também, esta tarefa de não desistir de lutar pelo futuro da família.

Na entrevista concedida à revista Família Cristã, no mês de janeiro do corrente ano, Mons. Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontifício, disse que não há dúvida que o conceito de família está a mudar. A questão é saber se está a mudar na substância ou nas formas. Na substância, dizia ele: “creio que é indispensável que a família continue a ser aquilo que sempre foi: pai, mãe e filhos. Se depois exis-

tem outras formas de convivência, não são certamente uma família, porque a família exige, pela sua natureza própria, a continuidade das gerações”. Reconhece que a Igreja precisa de fazer mais em relação à catequese familiar e pensa que a família é a melhor pérola do mundo, pelo que apela a todos nós que não a abandonemos. Fernando Valente

Que jovens temos? Numa avaliação feita aos movimentos e serviços da Igreja e às associações de caris sociais, cultural e até desportivo laicas, concluiuse que a grande maioria dos jovens de hoje não tem intervenção ativa nem manifestam qualquer interesse por elas. Significa isto que falta aos jovens uma perspectiva social e comunitária, o que faz deles individualistas consumistas, comodistas, sem ideais nobres e grandes pelos quais lutar. Há uns anos atrás um jovem que se prezasse pertencia ao grupo coral, era catequista e até ajudava na conferência vicentina, pertencia ao grupo de teatro e até podia estar no rancho folclórico e na bola. Não estará esta geração enferma quando perguntamos a um jovem de 18 anos o que é que gosta de fazer. Res-

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

ponde que gosta de estar e sair com os amigos, jogar consola e que os pais não lhe chateiem a cabeça. Não gosto de ser pessimista e sei que há muitos jovens dinâmicos e com ideais na mente e no coração. No entanto, transcrevo uma carta de uma mãe que foi dirigida a um padre, não a mim, que me veio parar às mãos. Sob o ponto de vista religioso não lhes interessa rezar. Os meus filhos costumam dizer que o Papa é assim; que este e aquele padre é assim e assado; que a Igreja não se modernizou. À minha maneira tento falhar-lhes de Jesus, mas não os convenço: eu não tenho estudos e eles têm e, por isso, pensam que sabem tudo e não me aceitam. Sob o ponto de vista moral defendem o amor livre, dizem que é um facto biológico e

que a Igreja está errada se não o permite. E eu pergunto: o que é que nós pais podemos fazer? Não sei o que está a acontecer, mas eles estão cada vez mais distantes. De nós o que eles esperam é a mesada semanal, se bem que não fazem a própria cama. Falam o menos possível com os seus pais, tomam banho todos os dias, querem sempre a roupa bem limpa e impecavelmente passada e chegam a casa tardíssimo. Que lhes emprestemos o carro, que os deixemos dormir toda a manhã, que a comida esteja sempre pronta, que não nos metamos na vida deles e, se manifestamos algum interesse, chamam-nos polícias. Quando fazem um recado ou um pequeno serviço, cobram-no a alto preço, e não são só os meus. O meu ma-

rido trabalha em dois lugares para eles terem o necessário e eles quando estão em casa ficam pachorrentos com os pés em cima da mesa a ver a porcaria da televisão ou a jogar computador que os traz alucinados. Os livros, a escola, os professores, os padres, os pais, é tudo uma m**** (desculpe, mas é assim que eles falam). A nossa geração foi oprimida pelos pais e agora é escravizada pelos filhos. São palavras fortes, mas a realidade também é um pouco dramática. Que tudo isto possa servir de reflexão para pais e filhos e talvez poderemos encontrar um caminho de respeito e amor para a família hoje e um futuro mais feliz para os jovens que o procuram com sinceridade e Verdade.

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Continuação da página 1

O jornal mudou e continuará a mudar sempre pois procura uma actualização constante e uma adequação às pessoas de cada tempo. Cada família tem de procurar também aceder aos meios para o desenvolvimento humano e espiritual dos seus membros. O nosso jornal P. Mário de tem ajudado muitas famílias e Almeida Verdasca pessoas na sua vida mas parece-me que presentemente há algumas famílias que não recebem esta ajuda pois o jornal que já teve 1600 assinantes, presentemente está com 1300. Temos de valorizar o que temos, não só usando para a vida e para a missão que temos mas também interessando-nos pelo que é nosso e dando a colaboração de que somos capazes. O que é de todos é para todos e é por todos. Aqui fica este poema-canção feito em homenagem ao jornal que desde o principio amo e para o qual tenho trabalhado com muito carinho e dedicação e qual vejo um instrumento de formação e crescimento para toda a comunidade. Passo a passo, mão na mão Mil palavras, coração Povo lindo, uma oração Um jornal, uma canção Luz da serra, nosso amor Melodia em Primavera Noticia que voa, esperança que vem Luz que resplandece Anuncio de paz e de bem Um poema, uma emoção Uma história, solução Deus Amor em unidade Paraíso, felicidade.

Assine o Jornal Luz da Serra Entre em contacto com a redacção pelos seguintes contactos: 00351 917 480 995 luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Rua Santa Catarina, Nº22 2495-186 Santa Catarina da Serra - Portugal

Pagamento de Assinaturas Terças e Quintas Feiras, na redacção ( edifício da Junta de Freguesia), ou na Casa Paroquial. Todos os nossos assinantes poderão igualmente utilizar o contacto 00351 917 480 995 ou o email luzdaserra@santacatarinadaserra.com

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LUZ DA SERRA

O natal visto do Canadá de todo o povo. Perante esta sua acção solidária tentamos perceber as razões que o levaram a ter esta iniciativa, e a resposta que obtivemos foi a seguinte: “- Sou assinante do jornal da luz da Serra e no ano passado fiquei muito sensibilizado com um artigo que li no jornal de Janeiro referente a um acontecimento em Dezembro. O artigo dizia que alguns jovens se tinham juntado para arranjarem alimentos para distribuir pelas pessoas mais necessitadas da freguesia. Este gesto tocoume imenso, é bom saber que na terra em que nasci ainda

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Jovens em Retiro

existem pessoas que se preocupam com os outros. E num ato de motivação, para que estes jovens continuem a fazer o bem pelos outros, decidi juntar-me a eles e ajudálos a aumentar os quilos de alimentos a distribuir. Pois quanto mais conseguirmos juntar, também mais famílias, estaremos a ajudar. ” GRUPO JOVENS EM CONSTRUÇÃO II

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O Grupo de jovens de Santa Catarina da Serra vem por este meio agradecer o donativo dado pelo Sr. Moisés Neves, residente no Canadá, natural da freguesia de Santa Catarina da Serra, mais propriamente da localidade da Quinta do Salgueiro. Pois, com o seu contributo, neste Natal, ajudou-nos a levar um pouco mais de alegria a várias famílias da nossa freguesia, que vivem com mais dificuldades, neste período difícil que o nosso pais está a atravessar. Com a sua ajuda conseguimos juntar mais alimentos aos nossos 500 kg, conseguidos com contributo

FEVEREIRO

-- vida da comunidade --

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Destino: Rio Maior. E lá fomos nós. Partimos às 9:30h de Santa Catarina da Serra e em quatro carrinhas íamos rumo a um retiro pós-natalício, o dia 26 de Dezembro, para reforçar o espírito do grupo e alimentar a nossa fé. Preparado pelo Padre Mário, Cláudia Vieira e Susana Alves tivemos direito a um retiro cheio de diversão e oração. Propuseram-nos atividades em volta do tema “Fazer germinar para fazer

Vaticano: Papa vai enviar 75 famílias do Caminho Neocatecumenal «em missão pelo mundo»

viver em comunidade” o que nos fez refletir sobre questões que nos aproximaram da nossa fé e alma cristã e, consequentemente, de Deus. É raro, nós jovens, termos uma pausa para crescermos como cristãos e irmãos dos outros, e este encontro foi uma lufada de ar fresco e algo fora do ritmo estudantil. Atividades, orações, teatros, cartazes, deliciosas refeições e uma boa hospitalidade foi

o que nos entreteu numa quinta harmoniosa longe de tudo e de todos. Desde já um muito obrigado ao Sr. Vieira pela disponibilização da sua quinta. No entanto, o que torna estes momentos especiais é a companhia e foi ela que tornou este retiro algo que fica na memória. Dois dias de paz e de bem. Grupo de Jovens

Iniciativa vai hoje marcar a audiência de Francisco com cerca de 10 mil representantes do movimento O Papa Francisco encontrou-se a 1 de Fevereiro, em audiência, com cerca de 10 mil representantes do Caminho Neocatecumenal, movimento católico presente em mais de 120 países, incluindo Portugal. De acordo com o portal de notícias da Santa Sé, a iniciativa na Sala Paulo VI, no Vaticano, vai ser marcada pelo lançamento de “dezassete novas missões ad gentes, pequenos núcleos de evangelização prontos para serem enviados às nações”.

Através de “uma bênção solene e uma oração especial”, o Papa vai enviar “cerca de 75 famílias do movimento que resolveram deixar tudo para ir em missão pelo mundo”. Cada núcleo missionário ad gentes é composto por quatro famílias com os seus filhos, que são acompanhadas também por um sacerdote e duas mulheres solteiras, num total de 30 pessoas para cada missão. O Caminho Neocatecumenal nasceu há 50 anos em Espanha, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández e é reconhecido pela

Igreja Católica como “um itinerário de formação católica válido para a sociedade e os dias de hoje”. Atualmente está implantado também em algumas nações tradicionalmente não cristãs, como China, Egito, Coreia do Sul e Japão. No que diz respeito à missão ad gentes, o movimento católico conta atualmente com mais de “230 famílias a trabalharem em 52 cidades”, realça o comunicado do serviço informativo do Vaticano. RV/JCP Colaboração de José Jesus Marques

Com um espírito de interação e elevação dos valores humanos, o Grupo de Atletismo de Fátima organiza, no dia 9 de março de 2014, em Fátima, a “3ª CORRIDA E CAMINHADA DA PAZ LIBERTY SEGUROS”. O objetivo desta iniciativa é, mais uma vez, estimular a prática desportiva e aproximar atletas e instituições à comunidade, potenciando a entreajuda e solidariedade, ao criar um momento de atitude positiva, promovendo o espírito da PAZ. Os momentos altos do programa da 3ª CORRIDA E CAMINHADA DA PAZ – LIBERTY SEGUROS são a Cerimónia de Abertura desta sessão no Estádio Municipal de Fátima e a passagem dos participantes da Caminhada na Capelinha das Aparições onde se realizará uma Cerimónia de Invocação da PAZ no Mundo. A partida será no Estádio Municipal de Fátima e a chegada será na Rotunda da

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3ª Corrida e Caminhada da Paz em Fátima

Igreja da Santíssima Trindade – Lado Sul. A 3ª CORRIDA E CAMINHADA DA PAZ – LIBERTY SEGUROS é um evento direcionado às famílias, onde todos são convidados a colaborar e participar. A inscrição na Caminhada tem um custo de 5€ e inclui, uma T-Shirt, um saco Mochila, uma Mini Lancheira, Seguro, uma Sandes de Panado, uma bebida, uma fruta, um abastecimento a meio do percurso, entre outras surpresas reservadas.

Podemos desde já informar de que durante o evento será lançado um novo produto característico de Fátima e que todos os participantes, terão direito a um exemplar.


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LUZ DA SERRA

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Parque Jardim das Oliveiras Comissão dos Moradores da Rua Jardim das Oliveiras, Pinheiria Na edição anterior deste jornal foi publicado que a obra de edificação e beneficiação do parque Jardim das Oliveiras teria acabado no mês de Dezembro de 2013. A nossa pergunta é o porquê de tanta demora e o que foi feito para esta obra estar concluída? A estas perguntas gostaria que o senhor Joaquim Pinheiro, o atual presidente de junta José Artur e as entidades responsáveis pela projeção e execução da obra nos respondessem de preferência pessoalmente. No passado dia 11 de Janeiro foi enviado para a secretaria da junta de freguesia o email a baixo escrito e pedido que fosse reenviado para Sr. Joaquim Pinheiro, e todas as entidades responsáveis. Até agora não recebemos nenhuma resposta de nenhumas das entidades. “Exmo.(a) Sr.(a), Venho por este meio, e em representação de todos os moradores da Rua Jardim das Oliveiras no lugar da Pinheiria, prestar o descontentamento pela obra executada na nossa rua no passado ano 2012 onde esteve lugar a beneficiação do antigo parque infantil e de merendas Jardim das Oliveiras datada a sua inauguração a 11 de junho de 1989 tendo sido a inauguração do espaço remodelado a 14 de julho de 2012 na presença do anterior Presidente de Junta de Santa Catarina da Serra, Joaquim Pinheiro e na presença do Presidente de Camara de Leiria, Raul Castro. A obra de beneficiação foi projetada sem qualquer conhecimento prévio dos moradores da rua, nem sequer da comissão que ergueu o anterior parque e que nele efetuavam a festa anual de São Pedro e os leilões para angariações de fundos para a festa do Sagrado Coração de Jesus realizada na Paróquia de Santa Catarina da Serra. Tendo sido só avisada

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº 473 - Fevereiro de 2014 Ano LX ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

a população com uns dias de antecedência que a obra iria ser executada. Após a obra “concluída” os nossos olhos não poderão mentir. De acordo com o projeto apresentado pelo então presidente da junta Joaquim Pinheiro numa reunião efetuada no café Alves, é visível a olhos nus que os passeios no exterior do parque são inexistentes, que os passeios no interior não correspondem aos locais projetados, as divisões no interior da casa não correspondem ao projetado, faltando a divisão no interior da sala que separaria a zona “publica” de acesso às casas de banho e enfermaria, e a zona de bar/café onde se realizariam todas as atividades comercias durante os festejos anuais. Não existe correspondência entre as portas projetadas e as existentes. É natural que haja diferenças entre os projetos e as obras executadas, muito mais quando as obras são públicas. Mas, vejamos: quando estão projetados, e calculo eu, orçamentados, materiais como papeleiras, mesas, casas de banho adaptadas a deficientes e passeios/passadeiras e estes mesmos materiais não existem nos locais, julgo que estes fundos monetários foram muito mal geridos. Pergunto agora eu, qual a valência deste espaço? Na altura em que o anterior presidente de junta Joaquim Pinheiro promovia a obra, ele dizia que a obra teria como valências a utilização do espaço exterior para picnics (onde as mesas estão literalmente ao sol das 7 da manhã às 8 da noite, em que os “turistas”, ou digamos, peregrinos de Fátima têm de trazer os próprios fogareiros porque os churrascos existentes não têm as devidas grelhas - prometidas pela anterior junta-), espaço exterior também para crianças, onde a 1 metro do escorrega existe um lancil de betão protegido

agora com uma borracha de pneu. Também teria como valência as festas realizadas na rua com bar, palco e arrumos. Sim senhora, tudo isto existe. Mas nem tudo isto é fado. Comecemos com o palco a 3 metros de altura do chão onde são realizados os festejos. Palco esse limitado com grades em que uma delas, servindo de acesso estaria aberta até hoje se não fosse um morador a colocarlhe uns cadeados, uma vez que uma criança ao abrir a porta cairia para a estrada. Estrada à qual se insere o parque infantil, o parque de máquinas da Empresa Construções Vieira Alves e que não existe se quer uma passadeira nem uma lomba, passadeiras essas projetadas também para serem executadas durante a obra de beneficiação do parque. Passando agora para o bar e arrumos. Bar esse que nem está definido, faltando duas paredes como anteriormente referi. Arrumos e enfermaria sem respiração. Para concluir o descontentamento pelo projeto falta referir as “famosas” casa de banho públicas inexistentes para os peregrinos de Fátima que continuaram a não existir. Depois de tanto ano a lutar por casas de banho públicas, vem as obras e as casas de banho são arrumadas num canto de uma sala com 20 m2 na qual não há acesso direto para as casas de banho. As necessidades dos peregrinos continuar-se-ão a fazer atrás das oliveiras, ou mesmo junto das nossas portas. Estando a obra na garantia (inaugurada a 14/7/2012 e estando a 11/1/2014 ainda nem 2 anos passaram) gostaria de ver resolvidos vários problemas. O problema central é a aparição de água no interior da sala. Estamos perto de Fátima mas por aqui não costumam haver milagres, parte dos muros novos no interior do parque infantil e de merendas estão partidos, poste no interior do parque infantil

deslocado com as cordas soltas podendo provocar algum acidente no futuro a algum utilizador, falta de drenagem no local do antigo bar em que os operários da obras não conseguiram sequer retirar o antigo cimento que ali se encontrava, passeios em toda a volta do parque para que haja o famoso acesso a deficientes a todo o espaço do jardim, calhas para drenar a agua vinda do palco, estando-se a formar junto da beira do mesmo estalactites, postes das luzes com as tampas abertas e por fim a fenda entre as escadas e a parede da sala no exterior que seguramente é a responsável pelas infiltrações na sala. É bom de referir que uma das poucas coisas que ainda estão em forma e intactos são os muros antigos erguidos pela população com quase 25 anos. Estando em janeiro espero que todo este problema seja resolvido até maio, visto que a cada ano são milhares os peregrinos que ali passam de Maio a Outubro e que usufruem de condições tão boas, mas ao mesmo tempo tão reles. Temos todas as ideias de os saber acolher, de os saber ajudar. Mas também sabemos que nada sabemos e o incrível é que os mais altos que sabem tudo, nem se quer olham para o chão, só sabem que o saber não ocupa lugar, mas neste caso ocupa um lugar que poderia ter sido tão, mas tão bem aproveitado. Exigimos também que haja uma reunião conjunta entre a comissão de moradores da rua, o atual e o anterior presidente de junta de freguesia e as entidades responsáveis pelo projeto e execução da obra. Sem mais nada a acrescentar, Com os melhores cumprimentos

www.santacatarinadaserra.com - hp://luzdaserra.santacatarinadaserra.com Propriedade Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra - Administração e Edição ForSerra - Associação de Desenvolvimento e Gestão Património de Santa Catarina da Serra - Associação sem fins lucrativos e de Utilidade Pública - Despacho n.º 4889/2013 - forserra@santacatarinadaserra.com - www.forserra.pt - Fundador Pe. Joaquim Carreira Faria - Director Pe. Mário Almeida Verdasca - Contacto: (00351) 244 741 197 - Redação e Paginação Miguel Marques [CO787] - Colaboradores Virgílio Gordo,Fernando Valente, Vasco Silva (Historiador), Rita Agrela, Isaque Pereira (Saúde), Liliana Vieira (Psicóloga), Prof. Lurdes Marques, Diana Oliveira Marco Neves (enf.), Mara Gonçalves, Judite Ribeiro, Catarina Neves, António Rodrigues - Contactos Telefone (00351) 917 480 995 | Fax (00351 ) 244 741 534 - Correio electrónicoluzdaserra@ santacatarinadaserra.com - Impressão Empresa Diário do Minho - Tiragem 1700 Exemplares - Periocidade Mensal - Preço de assinatura: 10 Euros - Continente e Ilhas | 15 Euros - Europa | 20 Euros - Resto do Mundo - Pagamento de Assinaturas: ForSerra (edifício de Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra) e Casa Paroquial. NIB: 5180.0010.00000921665.08 IBAN: PT50 5180 0010 0000 0921 6650 8 BIC/SWIFT CODE: CDCTPTP2 Banco: Caixa de Crédito de Leiria

Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


LUZ DA SERRA

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Coisas da nossa terra

Compartilhar fraterno

Elas queriam ser freiras

Quando das minhas tão amadas visitas a África, fui muito incentivada a partilhar aquela bela experiência vivida. Alguém me aconselhou a que o escrevesse. Assim, escolhi para o fazer, no nosso jornal. Pertenço a esta comunidade, que nunca trocaria. É a minha, incluída na grande família universal a Igreja de Jesus Cristo. Com a minha linguagem de sempre, desejo fazer-me entender por todos. Ninguém é igual a ninguém, mas todos temos a mesma semelhança com O Criador- Deus, O Extremoso Apaixonado pelo homem. Ao ponto de se fazer homem e morrer para salvá-lo. Razão porque os corações humanos possuem todos uma capacidade de se apaixonar. Essa capacidade é uma riqueza Incomparável, quando orientada por ideais nobres. Quando é o Bem a comandar à semelhança do que Cristo nos deixou como herança e mais. Como mandato. Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. ELE amou com Paixão, nunca como ilusão, nem atitude calculista. Só um interesse. Salvar o homem todo e todos os homens. É só preciso que estes queiram. Deixou-os livres. Mas hão-de existir sempre almas que se deixam apaixonar pelo mais belo livro da vida. O Evangelho autêntico. Deus, em Seu Filho Jesus Cristo, a falar connosco até ao fim dos séculos. Já o vinha fazendo antes através dos profetas, que prepararam a Sua vinda. Dentro desta modesta síntese da capacidade apaixonante do coração humano, já me permito afirmar, que sempre, desde a minha adolescência, quando me propus a pensar em vocação, foi um caso muito sério, superar sem que ninguém se desse conta, esta força de conhecer e me dar às missões. Interes-

Domingos Marques Neves

As jovens Eugénia e Teresa pretendiam fazer o noviciado na Comunidade de Santa Ana, em Leiria, para serem freiras. Eram menores e necessitavam de alguém que lhes pagasse o dote e isso agravava muito mais a situação. As jovens eram sobrinhas dos padres Jorge Pereira e Marcelino Pereira Cleto e estes responsabilizaram-se pelas suas sobrinhas, pagando àquela Comunidade de Santa Ana quantias elevadas em dinheiro para que fossem reservados lugares quando atingissem a maioridade. O padre Jorge Pereira morava no Casal do Salgueiro e era Vigário Procurador Geral da dita Comunidade de Santa Ana e o padre Marcelino Pereira Cleto era Secretário do arcebispo de Braga e as suas sobrinhas moravam com seus pais no lugar dos Boleiros, termo da Vila de Ourem Não vamos apresentar o texto completo dos contratos assinados com as Prioresas do dito Convento (Comunidade) por se encontrarem em muito mau estado, mas dá para perceber o que se teria passado. No dia 16 de Abril de 1747 o Padre Jorge Pereira assinou com a Prioresa do Convento de Santa Ana de Leiria uma escritura de “contrato e aceitação” que, segundo a qual, o Reverendo Padre Jorge Pereira pagaria à Comunidade de Santa Ana a quantia de seiscentos mil reis como reserva de um lugar de internato para a sua sobrinha Eugénia Bernarda de Santa Rosa, filha de um seu irmão de nome Armando Bernardo (dúvida) de Sam Bernardino, morador em Boleiros, que lhe garantisse a entrada quando atingisse a maioridade.

A verba estipulada de seiscentos mil reis seria paga por mais de uma vez. Uns tempos depois, no dia 16 de Março de 1750 o padre Marcelino Pereira Cleto assina também um “contrato de compromisso e aceitação” com a Comunidade de Santa Ana de Leiria para que a sua sobrinha Teresa Marcelina de São Joaquim, nascida em 1736, com 14 anos, filha de António Batista e de Maria Josefa, do lugar de Boleiros, também sobrinha do Doutor Patrício Pereira, Cónego magistral da cidade de Leiria. Em 16/3/1750 a jovem tinha 14 anos não tendo ainda idade para poder iniciar um noviciado de um ano para professar aos 16 anos, mas ficou reservado para si um lugar no convento. O seu dotador é o tio Doutor Patrício Pereira que pagou o dote acordado no valor de seiscentos mil reis. Dá metade no ato da escritura e a outra metade no dia da entrada ou no aniversário dos seus 15 anos. No dia da entrada e no dia da profissão paga as propinas. O padre Jorge Pereira foi o dono da Quinta do Salgueiro e da capela da Virgem Santíssima do Rosário, construída em 1727, pelo seu tio padre Manuel Jorge Pereira e faleceu no dia 5 de Dezembro de 1761, com 42 anos de idade. Está sepultado no interior da capela tal como o seu tio padre Manuel e as sepulturas estão acobertadas por pedra lioz com inscrições tumulares alusivas àqueles dois sacerdotes. Mais tarde a capela e a quinta passaram para os Barões do Salgueiro até ao fim da monarquia. Após a morte do Barão a quinta foi vendida a quatro indivíduos: António Constantino das Neves, feitor da mesma, morador na Gordaria, Joaquim

Brígida e António Estrela, dos Cardosos e José Gomes Gonçalves, descendente da Loureira, que a partilharam entre si. Posteriormente, a capela foi profanada, entrando num estado de ruina, sendo restaurada nos anos de 2004/2005 pela Junta de Freguesia, que a incluiu no seu património, conforme acordado por algumas das partes interessada daquela capela, nomeadamente um dos herdeiros de José Gomes Gonçalves e sua esposa D. Branca Proença, o seu filho Virgílio, residente no Canadá. Quanto ao padre Marcelino Pereira Cleto, como acima se referiu, foi secretário do arcebispo de Braga, onde exerceu a sua atividade como secretário do arcebispo e visitador das igrejas e conventos da dita diocese. Este sacerdote com o mesmo nome de um outro Marcelino Pereira Cleto não é a mesma pessoa. Poderão ser familiares. Este era padre e o outro era formado em direito e exerceu a sua atividade no Brasil.

Maria Primitivo

sava-me tudo o que a isso dizia respeito. Não me sentia atraída pela vida religiosa, tal como a conhecia ou pensava conhecer. Admirava quem se decidia por esse caminho de mais perfeição evangélica, mas não me via com temperamento para isso. Temia viver num espaço muito fechado para o meu desejo de voar. Era demasiado comunicativa e mexida para me integrar e cumprir regras, sem as discutir. O mesmo acontecia se pensasse no matrimónio. Facilidade de Amar não me faltava, amores, também não. Verdade se diga, bem me pensaram casamenteira, mas esse é que não duvido. Não era o meu caminho. As missões, sempre as missões. A maior ajuda que tive foi conhecer a vida e os sentimentos de Santa Teresinha do Menino Jesus. A prenda que mais feliz me fez foi uma imagem dela que um dia as jacistas me ofereceram. Não posso calar a influência do nosso saudoso primeiro bispo da diocese restaurada, D. José Alves Correia da Silva. Num dos colóquios com ele, fiquei numa enorme tranquilidade depois de uma visita a dois ao Santíssimo Sacramento na capela do antigo e lindo Paço Episcopal. Obrigado Senhor D. José. Olhe agora do Céu a diocese que tanto amou. É a da SUA SENHORA como lhe chamava. Mais parece um pedaço biográfico da minha história. Nem jeitos. Apenas preparar o terreno para falar da minha vontade missionária. Não é fácil, e foi longo o caminho até chegar à terra prometida. A idade já me tinha trazido pedras suficientes para forrar a poeira dos caminhos estreitos das franjas da pobreza extrema. Nunca é tarde para acordar de um sonho, nem impossível para fazer em pouco tempo o que

tantas vezes se não consegue com uma vida inteira. Só depende da quantidade e da qualidade do AMOR que se põe no que se faz, convencida até à profundidade de nós, de que quem trabalha é mesmo Deus. O Arquiteto que visita a Obra e a faz caminhar com operários de todas as categorias e doação de si e de tempo. Simplicidade, humildade, muita coragem, e espirito de trabalho completamente desprendido de outros interesses, que não os de evangelizar. Serve este início de apontamentos apenas para agradecer a paciência de os lerem e afirmar o meu desejo de que sejamos uma comunidade verdadeiramente missionária e encorajar à esperança e confiança no amanhã; não devemos queixar-nos da fome. Ninguém entre nós a conhece de verdade. Pode haver e muito quem saiba o sabor da necessidade de algo mais, mas fome com o nome próprio ninguém. Também não podemos imaginar sem ver o que vai por aí nesse pobre mundo esquecido. Devemos é acreditar que todos podemos pensar mais nos irmãos esquecidos e cansados de chamar por nós. E com eles espera Deus o nosso sim ao choro dos pobres. Parece que estamos nessa hora. Basta olhar às atitudes de um Papa que nos foi dado do Alto para defender como Cristo defendeu os pobres e desprezados. NOTA. Tenho algumas ofertas que mencionarei no próximo número. Até lá com amizade.

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FEVEREIRO

LUZ DA SERRA

-- actualidade --

2014

Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra

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Agrupamento de Escuteiros 1211 - Santa Catarina da Serra

No passado dia 14 de Fevereiro as crianças da CRECHE tiveram o prazer de assistir a um mini concerto de música orientado pela mãe/ professora Ana Rita. As crianças assistiram com muita atenção e deliciaram-se a ouvir e a explorar uma variedade de sons. Foi uma experiência muito positiva, porque para além de vir ao encontro do projecto da Creche ”Um Mundo Colorido”, proporcionou um momento relaxante e diferente às nossas crianças.

Dia Mundial do Doente Foi no dia 11 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lurdes, que a Igreja celebrou o Dia Mundial do Doente, este ano subordinado ao tema: Fé e Caridade: Nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos, proposto pelo Papa Francisco. Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, monsenhor Vitor Feytor Pinto, coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde (CNPS) entre 1985 e 2013, destaca a importância do dia enquanto expressão da forma atenta e dedicada como os cristãos olham para os doentes, os mais carenciados. "Nenhum deles pode ficar sozinho neste Dia Mundial", realça o sacerdote, que desafia as comunidades cristãs a celebrarem a data "com criatividade", através das mais diversas iniciativas. Entre as propostas que o CNPS sugere para este ano estão por exemplo "a organização de visitas de voluntários e animadores sociais a todos quantos estão em casa, doentes ou idosos; a celebração, pessoal ou comunitária,

do sacramento dos doentes"; e a promoção de "encontros de reflexão com os profissionais de saúde, assistentes espirituais e voluntários, sobre temas de espiritualidade, ética ou humanização". Na sua Mensagem para este Dia, o Papa escreve: "A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele".

Pode ser desconhecido para muitos, mas além dos membros mais pequeninos do nosso agrupamento de escuteiros estarem sempre divertidos e a fazer grandes caçadas, há uma personagem que está sempre presente em todas as atividades e com ela todos os seus amigos. Mogli, o menino perdido do “Livro da Selva” que foi acolhido pela alcateia dos lobos é a personagem central de todas as suas brincadeiras, e com ele estão sempre o Àquelá, o grande lobo amigo e chefe da selva, o Balú, o urso brincalhão e que ensina ao Mogli as leis da selva, a Baguera, a pantera negra que o ajuda, protege e ensina a caçar, a Racxa, a mãe loba que cuida de Mogli e lhe dá miminhos e a Cá, a cobra com poderes especiais que ajuda Baguera a proteger Mogli do grande vilão da selva, o terrível tigre Xercane! Pois bem, conhecidos por não deixarem escapar nenhuma oportunidade para se divertirem, os Lobitos do agrupamento 1211 ouviram dizer que ia passar por Leiria um espetáculo musical

DR

DR

Alcateia vai ao teatro A Magia da Música na Creche

dedicado à história do “Livro da Selva” e decidiram que tinham de estar presentes. E assim foi. No passado dia 18 de Janeiro, lá foram eles, acompanhados pelos seus chefes, em direção ao Teatro José Lúcio da Silva, para assistir ao espetáculo. Dez minutos antes do início da sessão, a excitação era

geral, não só entre os nossos, mas por todo o teatro, que estava repleto de crianças e escuteiros de toda a região que vieram para assistir às suas personagens preferidas em ação. Valeu mesmo a pena. Passado uma hora de musical, o sorriso estava estampado em todos os rostos, e até direito a uma fotografia

com as personagens tivemos. Foi com certeza uma tarde bem passada!

cado um encontro com os namorados, nesse dia 14 de fevereiro, festa de São Valentim, na Sala Paulo VI do Vaticano. Esse encontro, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família, terá um belo tema: "A alegria do sim para sempre". É uma forma de dizer ao mundo que o casamento, como a Igreja o entende, é algo de muito importante para a felicidade dos homens e mulheres. "É uma verdadeira vocação, como o sacerdócio e a vida religiosa. Dois cristãos que se casam reconhecem na sua história de amor o chamamento de Deus, a vocação para formar, a partir de dois, o masculino e o feminino, uma só carne,

uma só vida. E o sacramento do matrimónio envolve esse amor com a graça de Deus, enraizada no próprio Deus. Com este presente, com a certeza deste chamamento, pode-se começar com segurança, sem medo de nada, enfrentando tudo juntos! dizia, há dias, o nosso Papa.

Alcateia 1211 – Sta Catarina da Serra

Dia dos namorados 14 de Fevereiro é o dia de S. Valentim, o Dia dos Namorados. Porque é que este santo é o padroeiro dos namorados? Segundo reza a história, o imperador romano dessa época, Cláudio II, havia proibido o casamento, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote dessa época, de nome Valentim, violava secretamente este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Estávamos no século III e já a maior parte dos habitantes do império romano se tinham convertido ao cristia-

nismo. Hoje, em vez de namoro e casamento, fala-se muito de paixão e amor, mas tudo isso dura muito pouco. Ouve-se falar cada vez mais de divórcios-relâmpago, de separações, de coabitação, de uniões temporárias. Muitos não chegam a criar laços afetivos. O namoro está a ganhar um significado diferente: fala-se dele como se fosse uma experiência matrimonial. A palavra amor significa, na maioria dos casos, apenas a união dos corpos, sem sequer se pensar numa união afetiva, onde esteja presente também uma partilha de afectos e um projeto de vida a dois. O Papa Francisco tem mar-

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AMIGOS DA LUZ DA SERRA José Rodrigues Narciso Santos - Vila Nova Gaia - 5€ Lucinda Neves Oliveira - England - 15€ Joaquim Santos Ferreira - Sobral - 5€ David Marques Neves - França - 75€ Francisco Silva Simão - Magueigia - 5€ Victor Jose Primitivo Ruivo - Leiria - 10€


LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- 40 anos Luz da Serra --

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2014

40.º Aniversário do Nos dias 8 e 9 de fevereiro de 2014, comemorou-se o 40.º Aniversário do jornal Luz da Serra. As celebrações, preparadas por uma Comissão criada para o efeito, foram abrilhantadas por um espetáculo teatral, um almoço comemorativo, uma evocação histórica e música. Esteve aberta ao público uma exposição com imagens publicadas pelo jornal. Destes eventos damos notícia pormenorizada nas linhas que se seguem, procurando deixar, aos que já cá estão e aos que hão de vir, informações para um futuro trabalho de índole histórica sobre o jornal Luz da Serra, deixando, de igual modo, caminho aberto para a comemoração das "bodas de ouro", em 2024. Texto: Vasco Silva // Fotografia: Luciano Antunes

8 de fevereiro: No dia 8 de fevereiro, sábado, às 21:30, depois da missa que deu início às comemorações, ocorreu, no salão paroquial, uma peça de teatro à qual assistiu numerosa assembleia. Os elementos – crianças e adolescentes, sobretudo –, ensaiados durante um mês por Frédéric da Cruz Pires, de Loureira e residente em Leiria, representaram, tendo por base de trabalho o mensário Luz da Serra, assim como informações recolhidas junto de alguns fregueses, uma comédia sobre alguns aspetos da vida do Prior Joaquim Carreira Faria (1917-95), primeiro diretor do jornal, e do Pe. Mário de Almeida Verdasca. Uma vez terminada a muito aplaudida peça teatral, que durou cerca de 40 minutos, os fregueses puderam visitar a exposição aberta ao público numa sala próxima. Aquela compunha-se de diversos expositores com fotografias que ao longo dos anos foram sendo enviadas para o periódico e que incidiam sobre assuntos tão variados como festas e festeiros, procissões, casamentos, famílias, inaugurações e bênçãos de

equipamentos da freguesia, utentes do lar de idosos, passeios diversos, desporto, escutismo e até uma representação da via-sacra na escadaria da basílica do santuário de Fátima. Um expositor ficou reservado para os cidadãos que, observando o concurso anunciado no jornal nos meses anteriores, resolveram participar com poemas sobre o mensário e com fotografias da freguesia. No local da exposição também foram colocadas três mesas – cobertas por belíssimos panos datados dos anos 50 –, com o objetivo de suportar, para venda, coleções dos três primeiros volumes do jornal Luz da Serra, abarcando o período compreendido entre 1974 e 2003, mas também para que interessados pudessem efetuar a encomenda dos dois livros mais recentes, preparados propositadamente para a comemoração do 40.º Aniversário e que incluem todos os jornais editados no lapso de tempo compreendido entre 2004 e 2013. O preço para a totalidade dos 5 volumes ficou estipulado em 160 euros, enquanto o das coleções em separado ficou em 80 euros.

9 de fevereiro: No dia 9 de fevereiro, domingo, na homilia, que teve início às 11:30, o Pe. Mário Verdasca fez referência aos 40 anos do jornal Luz da Serra, proferindo algumas palavras sobre as pessoas que em 1974 estiveram na fundação do mesmo, dando especial destaque às que já faleceram. De igual modo, referiu-se aos distribuidores que durante décadas levaram o mensário até aos leitores. Destacou ainda a importância do jornal na divulgação das notícias da paróquia e da freguesia junto dos emigrantes e, no início, também dos soldados que se encontravam em África. Por fim, referiu-se à mensagem cristã que o periódico sempre procurou e procura transmitir. Uma mensagem

que é também de esperança. Uma vez terminada a eucaristia, às 12:30 principiou o almoço comemorativo no salão paroquial, onde cerca de 240 pessoas sentadas ao redor de mesas com toalhas brancas e enfeites quadrados de papel roxo, com heras por cima, puderam saborear uma canja e um prato de carne estufada ou um de migas. Na mesa principal, ao fundo do salão, estavam, junto do Padre Mário, três dos elementos que tiveram importância na fundação do jornal: António Vieira Rodrigues, de Pedrome; João Augusto da Trindade Dias, natural de Sobral; e Francisco Jacinto Rito, natural de Chainça. Ao centro, a presidente da ForSerra, Maria Emília Vieira Alves, de Pi-

nheiria. Por fim, representando a autarquia de forma condigna, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Chainça, José Artur das Neves Ferreira, de Donairia, e o presidente da Assembleia de Freguesia, José Augusto Filipe da Costa Santos, de Chainça. No final do almoço ainda houve tempo para a venda de rifas destinadas ao sorteio de uma coleção de volumes da Luz da Serra. A vencedora foi Maria de Fátima Gomes Narciso, natural de Chainça. Por volta das 14:30, os comensais começaram a levantar-se das mesas e a dirigir-se para o exterior do edifício do salão paroquial, passando, em seguida, pela exposição no piso superior, onde pude-

ram observar as fotografias aí expostas e efetuar encomendas de livros. Às 15:20, já na sala de espetáculos, Alcindo Fernando Pereira Valente, de Pinheiria, e Maria Otília Pereira Alves, da Bemposta, davam início à apresentação do "momento evocativo" dos 40 anos do jornal, tendo chamado ao palco António Vieira Rodrigues e João Augusto da Trindade Dias, que estiveram na fundação do mensário, mas também distribuidores presentes: Laurinda da Conceição Francisco, de Sobral, distribuidora desde 1974; Maria dos Anjos Antunes Serralheiro, de Siróis, distribuidora desde 1974; e Luís Alves Lopes, de Vale Maior.


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LUZ DA SERRA

-- 40 anos de jornal --

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Jornal “Luz da Serra” 9 de fevereiro: O pároco relembrou que algumas pessoas já tinham falecido ou estavam acamadas. Em seguida foi dada a palavra António Vieira Rodrigues, administrador do jornal durante anos, que se referiu à fundação do mesmo, destacando as reuniões que se fizeram nesse sentido, a legislação a observar e a importância de José de Jesus Pereira Ruivo (falecido em 2013), de Pedrome, e de algumas pessoas que posteriormente vieram a fazer parte da redação, caso do Pe. Nuno Ferreira Filipe (19242011), de Vale Tacão, e de Maria da Conceição Primitivo, de Magueigia. Mais se referiu a Mário dos Santos Pinheiro (1939-2002), de Loureira, que também contribuiu para o sucesso do mensário. Por fim, fez uma alusão ao facto de os jornais virem em maço e de serem dobrados e atados por várias pessoas. Já João Augusto da Trindade Dias, emocionado, afirmou que o jornal se começou a delinear em 1973, mas que havia a possibilidade de nunca chegar ao público. Lembrou a reunião que se fez em setembro de 1973, na Casa do Leite, para se escolher um nome para o periódico. Mais adiantou que se fizeram dois serões no escritório de António Vieira Rodrigues, a escrever à máquina, antes de o trabalho passar para a residência do mencionado José de Jesus Pereira Ruivo. Destacou, de igual modo, a ajuda da Prof.ª Maria Augusta Primitivo, de Quinta da Sardinha. Referiu que ficou muito feliz com a saída do primeiro número, onde o irreverente e determinado jovem de 16 anos assinou, com a sigla J. A., um

Comissão Organizadora da Comemoração do 40.º Aniversário do jornal Luz da Serra: Alcindo Fernando Pereira Valente, de Pinheiria; Catarina Oliveira Neves, de Loureira; Hélder de Oliveira Brás, de Gordaria; Hélio Ferreira Alves, de Pinheiria; Maria Otília Pereira Alves, da Bemposta; Maria Emília Vieira Alves, da Pinheiria; Pe. Mário de Almeida Verdasca, de Santa Catarina da Serra; Miguel dos Santos Marques, de Cova Alta; Rita Vieira Marques, de Santa Catarina da Serra; Rui Bernardino Carreira Gaspar, de Barreiria; Vasco Jorge Rosa da Silva, de Pedrome; Vergílio Henriques Gordo, de Ulmeiro.

artigo com o nome "Grande Jornal" (Luz da Serra, Ano I, n.º 1, janeiro de 1974, p. 2). Por fim, fez menção ao enorme impacto que o jornal teve junto de emigrantes e soldados. De seguida e até às 15:58 teve lugar um momento musical proporcionado pelo Coro Viva Voz da Associação da Casa do Povo de Santa Catarina da Serra, que interpretou seis músicas originárias da Europa, Ásia, América e África, tendo sido fortemente aplaudido. Depois desta atuação, Fernando Valente fez uma alusão ao primeiro número do jornal Luz da Serra, designadamente ao sobredito artigo de J. A. Às 16 horas, Otília Alves referiu-se, brevemente, aos primeiros dez anos do mensário, destacando, na comemoração do 10.º Aniversário, a mudança do cabeçalho para coloração verde e a saudação ao jornal por Maria da Conceição Primitivo. Entre as 16:04 e as 16:14, houve um novo momento musical, desta vez proporcionado por Vítor José Lopes Serralheiro,

de Pedrome, com cavaquinho, e Armindo Correia Batista Henriques, de Fátima, com acordeão. Findo o espetáculo e os aplausos, tomou de novo a palavra Fernando Valente, para se referir aos anos 90, designadamente ao de 1994, quando, no 20.º Aniversário, o cabeçalho foi mudado para cor azul. Mais se referiu ao facto de nessa data o código postal da freguesia ter sido alterado de Fátima para Santa Catarina da Serra. Sobre o ano de 1995, fez referência a dois importantes acontecimentos na paróquia: o falecimento do Pe. Joaquim Carreira Faria e a nomeação do Pe. Mário de Almeida Verdasca. Às 16:15, o pároco subiu ao palco para ler um texto de saudação ao povo de Santa Catarina da Serra, escrito aquando da sua vinda para a paróquia. Foi editado em 1995, com o nome "Mensagem Amiga" (Luz da Serra, Ano XXII, n.º 262, outubro de 1995, p. 1). Às 16:18 e durante dois minutos, Fernando Valente e Otília Alves, alternada-

mente, referiram-se ao ano de 1996 como aquele em que se fez o 1.º Festival da Canção e em que se comemorou o primeiro aniversário do Pe. Mário à frente da paróquia. Do ano de 1997 destacaram a homenagem ao desportista Rafael Marques. De 1998 realçaram a pujança da UDS. Das 16:19 às 16:30 voltou a tocar e a cantar a dupla musical constituída por Vítor Serralheiro e Armindo Henriques, sendo acompanhada pelo Pe. Mário na parte final, quando este cantou um poema por si composto em 1999, para as "bodas de prata" do jornal (Luz da Serra, Ano XXVI, n.º 302, fevereiro de 1999, p. 1). A partir das 16:30, Fernando Valente mencionou, resumidamente, acontecimentos ocorridos entre 2000 e 2014: a festa do Sagrado Coração de Jesus, celebrando o Jubileu, em 2000; a conquista da taça distrital de futebol pela UDS, em 2001; o nascimento dos trigémeos Bárbara, António e Diana, filhos de António Silva e de Carla

Ferreira, de Sobral, em 2003; o 30.º Aniversário do jornal, em 2004; a burra, "Estrelinha'', de António Vieira Lebre, de Ulmeiro, e o carneiro de raça algarvia de Noé Patrício, também de Ulmeiro, em 2009; o melhor dueto do mundo, Francisco Ferreira e Bárbara Camarinha, de Vale Faria, em 2010; a condecoração da irmã Maria dos Reis Gaio, de Vale Tacão, pelo rei de Marrocos, e a candidatura do chícharo às 7 maravilhas gastronómicas de Portugal, em 2011; a recolha, através da campanha "Futebol Solidário", de 9 toneladas de alimentos para a Cruz Vermelha; e, por fim, a Festa da Fé, em 2013. Por fim, das 16:37 às 16:40, o Pe. Mário cantou um poema de sua autoria, composto para o 40.º Aniversário da Luz da Serra. Seguiu-se um agradecimento do pároco a todas as pessoas envolvidas nas comemorações e a todos os presentes. Houve uma grande salva de palmas. Depois do "momento evoca-

tivo", foi a vez do "cantar dos parabéns", que principiou às 16:44 e terminou exatamente às 16:45:31 (relógio atómico de Lisboa, Hora Legal de Portugal), quando António Vieira Rodrigues, João Augusto da Trindade Dias, Maria Emília Vieira Alves e Mário de Almeida Verdasca apagaram as duas velas (uma com um 4 e outra com um 0) que estavam no bolo encomendado para o aniversário do jornal, seguindo-se um momento de confraternização. Antes de terminar, é imperioso destacar a presença, durante as comemorações e por convite da Comissão Organizadora, de alguns cidadãos naturais da freguesia, mas residentes fora da sua terra natal, caso de Deniz Marques da Costa e Maria da Luz Marques da Costa, irmãos, naturais da Bemposta, do tio José Marques, natural de Chainça, e de Domingos da Costa Santos, natural de Quinta da Sardinha. A todos um fraterno abraço.

A Direção da Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira, em nome de todos os seus associados, felicita o Jornal Luz da Serra pelo seu 40º Aniversário. Cumprimenta também todos os leitores e colaboradores da Luz da Serra.


LUZ DA SERRA

Envie os seus poemas e textos dos 40 anos do jornal para a redacção ou por email para luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Luz da Serra O nosso LUZ DA SERRA Foi mesmo pensado a gosto Não é um jornal qualquer É um símbolo do bem disposto

É um jornal pequenino Que a todos deixa contente Visita os emigrantes Dando luz a toda a gente

Eu gosto deste jornal E leio com alegria É assim que fico sabendo As notícias da freguesia

O jornal vai fazer anos E merece os parabéns Cantem todos em coro Pais, filhos e mães Ilda Vale Sumo

2014

Parabéns LUZ DA SERRA

Os poemas da LUZ DA SERRA O nosso Jornal visto pelos nossos Leitores. Os poemas enviados no âmbito do 40º aniversário do jornal LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- 40 anos de Jornal --

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Coleção 40 anos de jornal

Há quarenta anos que nos conhecemos Ou será a sua vez primeira? Seja qual for o seu caso Aceite uma saudação verdadeira Estou de festa consigo À sua porta vou bater Eu sou a luz da serra Trago boas novas para oferecer

5 volumes do Jornal (1974 a 2013) Casa Paroquial - Centro Social Par. Santa Catarina da Serra - ForSerra Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Chaínça

Quadras para a Luz da Serra Nasceste há quarenta anos Numa pequena terra Uma terra de encantar Que é Santa Catarina da Serra

O seu fundador, foi o Padre Faria Era um jornal pequenino Mas enchia-nos a alma Com notícias da freguesia

Quando chegava o correio Corria logo para o ler Trazias notícias alegres E outras que nos fazia sofrer

Um jornal pequenino Que nasceu lá na serra Por todos era lido As gentes desta terra

Trazias notícias à comunidade E aos que estão lá distantes Alegras os que estão perto E também os imigrantes

Ah..! Meu querido jornal Trazias notícias de quem estava mal Um que se tinha aleijado Outro que tinha morrido E, até quem estava internado

Tenho saudades De quando eras pequenino Trazias as novidades Deste pobre zé povinho

Agora que tu cresceste Tornas-te mais relevante Trazes notícias de longe E de gente mais importante

Chegaste aos quarenta E já és mais maduro Espero que não vaciles E quero ver-te cada vez mais seguro

Obrigada jornal Pelas palavras que me dás Espero que continues a ser O mensageiro da paz Laurinda Francisco

Mês após mês apareço Trazendo algo de novo Gosto de andar pelo mundo E de sentir-me entre o povo

O nosso jornal Eu jornal, Vou contar-vos a minha história, Tenho quarenta anos de idade, Para mim é uma vitória.

A harmonia familiar Tenho em elevado apreço Por isso a todas as idades Bons momentos ofereço

Eu jornal, Uma folhinha tinha apenas, Agora já tenho quatro, E estão a ficar pequenas.

São estas palavras singelas Das notícias afastadas Que através das minhas páginas Desejo que sejam divulgadas

Eu jornal, O que mais querem de mim? Escrevo o que quero e não quero, Mas o jornal é mesmo assim. Eu jornal, A todos peço perdão, Pelas noticias menos boas, Desta nossa região. Eu jornal, Não sou eu que as invento, Vocês é que são culpados, E eu é que as aguento.

Nos meus tempos de infância Sem as modernas comunicações Conquistei os Santacatarinenses Com as minhas instruções Vemos festejar com alegria Cada qual dê o seu contributo Todas as tarefas têm que ser unânimes Para que dê o seu fruto

Eu jornal, Espero vossa compreensão, Desejo-lhes tudo de bom, Porque é linda esta união. Lúcia Ribeiro Loureira

Paz eterna ao Sr. Ruivo Que foi um grande colaborador Eterno descanso ao Padre Faria Que foi o seu fundador Estamos todos de parabéns Festejando com alegria Obrigado ao Padre Mário E a toda a Freguesia. Conceição Moniz Vieira Loureira

Luz da Serra Menina

Luz da Serra

Há quarenta anos nasceste Toda a freguesia celebrou Mesmo jovem como eras Só por ai não te chegou

Há 40 anos atrás, Nasceu o nosso jornal. Luz da Serra, sempre serás, Não há outro jornal igual.

Para outros continentes decidiste viajar Como uma jovem aventureira Mas o que não imaginavas É que ias conhecer a terra inteira Chegas sempre toda cheia De notícias de capa a capa E nós te devoramos Como quem esta esfomeada Luz da Serra de Santa Catarina Por todos nós és acarinhada Desejo que continues sempre a tua caminhada Porque, por nós, teus conterrâneos és sempre esperada

Catarina Pereira Gameiro Silva USA

Falando de vários temas, Do passado e do presente, Revivem-se lindas memórias, Escritas por muita gente.

Quem goste muito de ler, Este jornal é um primor. Nunca se esqueça de ler, O que nos escreve o senhor prior.

Luz da Serra, Luz da Serra, Mas que lindo este jornal! És de Santa Catarina Serra Dá gosto ler! És fenomenal!

A. Neves


FEVEREIRO

LUZ DA SERRA

-- autarquia - associativismo -Assembleia Municipal de Leiria em Santa Catarina da Serra

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Centro de Saúde

Empreitada: “Requalificação da Unidade de Saúde de Santa Catarina da Serra” Empreiteiro: Vítor M. C. Antunes, Lda. Valor da adjudicação: 212.400 euros + IVA Prazo da Obra: 150 dias Estão a decorrer as obras a bom ritmo, depois de consignada a obra em 18 de novembro de 2013. Passado cerca de metade do prazo de obra, podemos concluir que os prazos estipulados estão a ser cumpridos e que com este andamento perspetiva-se que a obra seja finalizada no prazo previsto (5 meses).

CTT

Para conhecimento da população da freguesia, informamos que a próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal de Leiria, se irá realizar no Salão Paroquial de Santa Catarina da Serra, no dia 28 de fevereiro de 2014, com início às 21 horas. Convidamos toda a população a participar, uma vez que é uma sessão aberta ao público, neste acontecimento inédito na nossa terra. Inclusivamente, congratulamonos e sentimo-nos honrados por poder acolher na nossa freguesia esta iniciativa promovida pela Assembleia Municipal, que uma vez por ano, tem sido realizada fora da cidade de Leiria. Aliás, também nós, consideramos importante este estreitar de laços entre os representantes eleitos neste órgão e a população que representam.

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Contentor de monstros Está previsto a colocação de um contentor de monstros no lugar da Loureira, a caminho da Chainça, junto à ponte sobre a autoestrada. Assim, passarão a haver dois contentores de monstros na nossa freguesia, ou seja um no lugar do Ulmeiro, outro no lugar da Loureira.

Três novos colaboradores do Centro de Emprego Tendo o executivo da junta de freguesia se candidatado à Medida Contrato emprego- inserção vem agora informar que a candidatura foi aprovada. Assim, perspetiva-se ainda que, durante o mês de fevereiro, entrarão em funções três colaboradores que virão a executar “Trabalho Socialmente Necessário” que consistirá na realização de tarefas de limpeza e conservação dos espaços públicos entre outras atividades. Este contrato terá a duração de doze meses.

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Requalificação de caminhos florestais no dia de Carnaval Na sequência do pedido de colaboração do povo da Loureira, a Junta de Freguesia irá colaborar na requalificação de dois caminhos florestais no dia de Carnaval. Os caminhos intervencionados serão o caminho para a Lomba do Sobral e o caminho desde a Lagoa do Boi até ao limite da freguesia de São Mamede.

Convocação para o Dia da Defesa Nacional Já estão afixadas as listas para a apresentação dos cidadãos nascidos no ano de 1995 para o Dia da Defesa Nacional (inspeção). Para mais informações, como o horário e o local de transporte, ou se não encontrar o seu nome, consulte www.mdn.gov.pt.

Defesa da Floresta Contra Incêndios – Conclusão 1ª Fase Terminou em janeiro de 2014 a primeira fase da empreitada de “Serviços da floresta contra incêndios na Freguesia de Santa Catarina da Serra – Limpeza de mato para a criação de mosaicos de parcelas de gestão de combustível”. Os trabalhos desta empreitada foram realizados em terrenos que se encontram situados entre Vale Tacão, Casal da Fartaria, limite da freguesia da Gondemaria e Nacional 113. De momento já se encontra em execução a segunda fase deste projeto, na zona do Casal da Fartaria.

Sessão de Esclarecimento APAS Floresta No dia 22 de janeiro, realizou-se no Auditório da Freguesia, uma sessão de esclarecimento, promovida pela associação de produtores florestais (APAS Floresta), com o apoio da Junta de Freguesia, sobre a temática “Arborizações, Legislação e Certificação Florestal”. O interesse desta temática para um território com características predominantemente rurais, como é o caso da nossa freguesia, conduziu a uma grande afluência da população, tendo sido preenchida a quase totalidade dos lugares da sala. No final da sessão as pessoas mostraram-se muito satisfeitas com os esclarecimentos que lhes foram dados.

DR

2014

Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina da Serra

A pouco mais de um mês do grande evento, o Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina da Serra continua a promover o encontro nacional de automóveis clássicos em Fátima, no próximo dia 26 de Abril de 2014. O CLÁSSICOS A FÁTIMA esteve presente em algumas feiras como a Expogondomar e a Expoclássicos no Cartaxo. O âmbito deste evento está a ultrapassar as fronteiras do nosso país, sendo que estamos já em contacto com os inúmeros clubes portugueses e alguns clubes e grupos Espanhóis,

com a forte mobilização das redes sociais e emails. Este é um evento para toda a família, onde a organização está a trabalhar no sentido de criar uma oferta para todas as idades. São já muitos os contactos e pedidos de informações que a organização está a receber por email ou por telefone. Nesta iniciativa, em que se pretende dar destaque ao Automóvel Clássico, convidamos todos a rumarem a Fátima, aproveitando o feriado do dia 25 de Abril, para conhecerem melhor a região. Aproveitando o que

de melhor temos para oferecer. O dia 26 será o dia oficial do evento, em que todos são convidados a exporem os seus automóveis clássicos no recinto do evento (apenas os inscritos no evento), para que estes sejam benzidos e vistos pelo público em geral. Uma das novidades deste evento é a Aldeia do Clássico. Este é um espaço localizado a 50 metros do parque de estacionamento, é um espaço vedado e parcialmente coberto onde decorrerá a animação, catering e momentos alusivos ao mundo do automóvel clássico.

Quem nos visita será presenteado com roteiros para visita a monumentos, museus e restaurantes para que possam desfrutar de tudo o que temos para oferecer. Esta é uma iniciativa com cariz solidário a favor do CRIF – Centro de Reabilitação e Integração de Fátima que promove a qualidade de vida da pessoa com deficiência e/ou doença mental, prestando serviços nas áreas da educação, formação, qualificação e reabilitação visando a integração nos diferentes domínios da sua vida.

DR

O grande evento, CLÁSSICOS A FÁTIMA

Inscrições em: www.classicosafatima.com e informações pelo email classicosafatima@caascs.com ou pelo contacto 962108562 Em Abril, venha a Fátima no seu Clássico.


LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- educação --

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Alunos de Santa Dia Mundial da Catarina da Serra Não Violência participam no Concurso Nacional de Leitura

2014

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Com o objetivo de estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral junto dos alunos, a Escola Básica de Santa Catarina participou no Concurso Nacional de Leitura dinamizado pelo PNL. Participaram, nesta primeira fase a nível de escola, 7 alunos do 3º ciclo. Estes alunos tiveram que ler três obras (Mestre Finezas, de Manuel da Fonseca, A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez, e História de uma gaivota e do gato

que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda), sobre as quais responderam a um questionário de 60 perguntas, elaborado pelos docentes de Português do 3º ciclo. As três alunas selecionadas foram a Maria Abreu das Neves, do 7ºF, a Diana Ribeiro, do 8ºD, e a Catarina Vieira, do 7ºE, que receberam um livro e continuarão em concurso, participando na fase distrital, em março, que decorrerá numa biblioteca escolar do distrito de Leiria. Rita Agrela

40 anos de Jornal 1974-2013 Adquira Casa Paroquial - ForSerra

param num ateliê de artes, com a atividade “Dar a cara pela paz”, realizando trabalhos de expressão plástica. A tarde, foi dinamizada pelos alunos do 2º ciclo, com a declamação de poesia alusiva à paz, no auditório da escola. O 5º D declamou “A canção dos adultos, de Manuel António Pina, e “A Paz”, de Sidónio Muralha; o 5ºE representou “Pássaro na cabeça”, de Manuel António Pina; o 6ºD declamou e representou “A paz sem vencedor e vencidos”, de Sophia de M. Breyner Andresen; o 6ºE apresentou o “Poema do Coração” de António Gedeão. Finalmente, os alunos do clube Acontece na Escola declamaram e dramatizaram o poema “Cântico Negro” de José Régio. E o espetáculo terminou com a atuação de um coro de alunos que cantaram temas alusivos à paz.

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Os alunos da Escola Básica de Santa Catarina da Serra assinalaram no dia 30 de Janeiro o Dia Mundial da Não Violência e da Educação para a Paz nas Escolas, que visou, sobretudo, alertar para a necessidade de criar valores, que promovam a paz não só no seio escolar, mas também à escala global, e de educar para a solidariedade, para a tolerância e para o respeito pelos direitos humanos. Para esta festa organizada pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas, foram convidados os alunos do 4º ano das nossas escolas básicas. Todas escreveram e colocaram mensagens de paz, esperança e solidariedade em pombas, que foram expostas num mural da Paz. Ouviram também, na biblioteca, diversas histórias sobre a temática. Por fim, partici-

DR

Crianças da Escola Básica de Santa Catarina da Serra assinalaram o Dia Mundial da Não Violência e da Educação para a Paz nas Escolas

Seguidamente, visualizaram o filme “Abraço” e os alunos do clube Acontece na Escola dinamizaram um debate, levando os alunos refletir, a exprimir as suas emoções e opiniões.. Foi uma festa de reflexão e de emoção, que fomentou emoções genuínas e espontâneas entre todos. O Dia Mundial da Não Violência e da Educação para a Paz nas Escolas foi criado em 1964, por iniciativa de um

pedagogo e poeta catalão Llorenç Vidal, com o objetivo de “chamar a atenção para a necessidade de uma educação permanente pela não violência e pela paz”. Na data de 30 de janeiro, dia da morte de Mahatma Gandhi, procura-se igualmente sensibilizar para a tolerância, solidariedade e respeito pelos direitos humanos junto das escolas de todo o mundo. Rita Agrela

Aluna da nossa escola vence concurso de escrita “Família: Um presente a descobrir”, organizado pelo SDEIE O Secretariado Diocesano para o Ensino da Igreja nas Escolas (SDEIE) da diocese de Leiria-Fátima organizou, um concurso sobre o tema “Família: um presente a descobrir”, destinado a todos os alunos da diocese de LeiriaFátima que frequentam a disciplina de EMRC. As razões da escolha e os objetivos do trabalho pastoral com este tema podem ser lidos e aprofundados na carta pastoral denominada “A beleza e alegria de viver em família”, que o senhor bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto, escreveu em setembro de 2013. Os trabalhos poderiam ser apresenta-

dos nas modalidades de texto (prosa ou em poesia), fotografia ou pintura, divididos em 3 escalões: 1º ciclo, 2º ciclo, e 3º ciclo/secundário. Da Escola Básica de Santa Catarina da Serra participaram vários alunos do segundo e terceiro ciclos com trabalhos em prosa, em poesia e em fotografia. A aluna Joana Mafalda Caetano da Silva (aluna do 9ºE) ganhou o 1º lugar no escalão dos alunos do 3º ciclo, com o trabalho em poesia intitulado “Com a família”. Parabéns! Aqui fica o seu poema.

Com a família Família, Com ela nascemos, com ela crescemos, com ela aprendemos, com ela sofremos. Com ela aprendemos a suportar, com ela aprendemos a amar, com ela aprendemos a sofrer, mas também aprendemos a perdoar… Com ela passamos os melhores e os piores momentos da nossa vida. O verdadeiro amor é o que vivemos todos os dias com a nossa família!

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FEVEREIRO

LUZ DA SERRA

-- desporto --

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opinião

Resultados e classificações

Desportivamente Falando Após a primeira metade da actual época desportiva, impõe-se e desejo fazer uma análise mais profunda dos resultados, até agora alcançados pela maioria das equipas da UDS. FUTEBOL DE 11 Seniores Independentemente do que possa acontecer até final, a época que a equipa sénior da UDS, só se pode intitular de espectacular! Aliás, seriam necessários vários adjectivos para classificar tão brilhante prestação. O que é que se poderia desejar mais e melhor no regresso desejado e imprescindível, do futebol sénior ao clube? Pouco, muito pouco. Depois de uma primeira fase, onde só as vitórias, e os pucos empates fizeram com que a equipa tivesse ficado em 2º lugar, apurando-se assim para uma segunda fase em que está a lutar, quer pelo primeiro lugar da zona Sul, quer pelo título de campeão distrital. Após 6 jornadas, apenas uma derrota, 4 vitórias consecutivas e um empate.

Juniores Apenas a 3 jornadas do final, a equipa júnior está em segundo lugar, a 3 pontos do Carnide que visitará o Campo da Portela no sábado, dia 8 de Março próximo. Aconteça o que acontecer, não deixará de ser uma época muito boa, para uma equipa com um plantel algo reduzido, mas muito consistente, com alguns valores individuais que desequilibram.

Juvenis A única equipa da UDS a militar na Divisão de Honra do Distrito, a divisão mais alta do mesmo, está fazer e a ter um comportamento, digno do seu passado recente. Está em 3º lugar, agora a 5 pontos do primeiro lugar.

Iniciados Apesar de ser das 4 equipas

da UDS, a primeira que se não vai apurar para a 2ª fase – apuramento de subida e luta pelo título de campeã distrital, não deixou de ser interessante a participação da primeira fase do respectivo campeonato. Terminando no 3º lugar, vão agora competir na 2ª fase – Grupo B, cujo calendário ainda não está disponível. De salientar que até a esta altura, é a única equipa que tem 2 jogadores convocados para a selecção distrital da categoria. O Alexandre Parente da Caranguejeira e o José Pereira do Vale Sumo.

Futsal Masculino Apesar de 4 derrotas na segunda fase do campeonato, a aposta de ter uma equipa no futsal, está totalmente aprovada e reconhecidamente, como sendo um prémio para todos aqueles que desde do início, mais tem lutado, jogado e trabalhado, para que esta seja, já é uma modalidade muito acarinhada. Provam-no, as grandes assistências presentes sobretudo nos jogos no pavilhão da Portela.

Futsal Feminino A segunda equipa feminina no rico historial da UDS, hoje nesta modalidade em grande expansão, outrora no futebol de 11, tem sido algo esquecida não só neste espaço, como no dos Resultados e Classificações. É evidente que nada me move de menos positivo, acerca desta neófita equipa, antes pelo contrário. Só que gosto de falar acerca do que conheço, ou me dão a conhecer, pois não devem ser só os resultados dentro do campo a fundamentar a minha opinião, embora isso por vezes tal aconteça. Assim depois de falar e trocar informação com a grande dinamizadora deste embrionário projecto, a Marisa Oliveira do Pedrome, fácil é

tecer alguns comentários. Ao contrário do que imaginava, a iniciativa de criar uma equipa de futsal feminino na UDS, já nasceu quase há um ano. Foi em Março de 2013. Para lá do gosto pelo desporto, uma outra razão primordial foi o encerramento das Piscinas do clube, deixando assim de existir na freguesia espaços alusivos ao sexo feminino. Até porque os ginásios, outro dos espaços onde as raparigas ou senhoras tem possibilidade de praticar ginástica por exemplo, também ou não existiam, ou só esporadicamente funcionam em algumas associações da freguesia. Após os contactos com os directores da UDS e da sua aprovação, a Marisa decidiu avançar e divulgar o referido projecto do Futsal. Tendo começado a juntar-se 2 vezes por semana para treinar, depressa se atingiu o número de 24 meninas interessadas a fazer parte da equipa. De diversas idades e localidades dentro e fora da freguesia, apenas 14 mantiveram o interesse inicial, tendo sido inscritas na AFL. Foram as limitações, quer a nível dos estudos, quer a nível profissional que levaram á redução do plantel. Já em Outubro passado, apenas a 15 dias do início do campeonato e sem treinador, foi possível com a ajuda de Bruno Mendes de Fátima, actual delegado/adjunto da equipa, elaborar a orientação dos treinos. Como os meios eram escassos e com custos elevados para as possibilidades de toda a organização, foi com o aparecimento de Sónia Santos de Fátima e actual treinadora da equipa de Futsal do Mirense, que se chegou a acordo com a mesma para treinar a jovem equipa unionista. Apenas com 4 treinos com a Sónia como treinadora iniciaram o campeonato. Sendo a equipa muito jovem e sem experiência alguma em todas as vertentes desta modalidade, os resultados começaram por ser muito

Virgílio Gordo

desnivelados na primeira fase, pois nesta segunda fase, já se começa a notar, quer o trabalho realizado, quer uma maior consistência como equipa estruturada. Tem sido uma equipa unida, mas com algumas situações que a pouco a pouco se vão esbatendo com o passar do tempo. Até porque existe o apoio que o clube pode dispor a nível de logística para a realidade de uma equipa e alguns apoios em termos de donativos por parte da população. Tudo isto tem contribuído para que a vontade em prosseguir seja uma realidade gratificante e que contribui para que o movimento desportivo e social na freguesia, cresça e retire em parte o sedentarismo de quem quer praticar desporto na sua (nossa) terra. Vá lá meninas, força! O plantel do Futsal feminino Seguranças e apoio logístico: Joaquim Oliveira e Fred Santos. Adjunto/Delegado: Bruno Mendes. Treinadora: Sónia Santos. Jogadoras: Marta Silva, Soraia Macedo e Danielly Santana, da Loureira. Marisa Oliveira, Daniela Pereira e Cláudia Ameiro, do Pedrome. Mariana Fernandes e Eva Gordo, da Magueigia. Ângela Moniz, do Sobral. Vânia Simão, do Ulmeiro. Márcia Ferreira, Inês Sousa e Andreia Melanie, de Fátima. Sandrina Farinha, de São Mamede.

FUTEBOL DE 11 SENIORES Campeonato Distrital da 1ª Divisão – 2ª Fase – Zona Sul 2ª Jornada: UDS, 2 – Vidreiros, 0. 3ª Jornada: Boavista, 0 – UDS, 3. 4ª Jornada: UDS, 6 – Atouguiense, 0. 5ª Jornada: Alfeizerense, 0 – UDS, 1. 6ª Jornada: Óbidos, 1 – UDS, 1. UDS em 2º, apenas a 1 ponto do primeiro lugar. Próximos jogos: 7ª Jornada, dia 23: UDS – Maceirinha. 8ª Jornada, dia 09 Março: UDS - Unidos. (Início da 2ª volta).

JUNIORES 13ª Jornada: Peniche, 2 UDS, 0. 14ª Jornada: UDS, 5 – Turquel, 1. 15ª Jornada: Biblioteca, 2 – UDS, 1. UDS em 2º com 28 pontos. Próximos jogos: 16ª Jornada, dia 22: UDS, folga. 17ª Jornada, dia 08 Março: UDS – Carnide.

JUVENIS Campeonato Distrital – Divisão de Honra 11ª Jornada: UDS, 5 – Portomosense, 0. 12ª Jornada: UDS, 1 – Vieirense, 0. (Início da 2ª volta). 13ª Jornada: Lisboa e Marinha A, 4 – UDS, 2. UDS em 3º a 5 pontos do primeiro. Próximos jogos: 14ª Jornada, dia 22: UDS – Marrazes. 15ª Jornada, dia 08 Março: Marinhense B – UDS.

INICIADOS Campeonato Distrital da 1ª Divisão – Série C 11ª Jornada: Lisboa e Marinha C, 1 – UDS, 2. 12ª Jornada: UDS, 1 – Boavista, 1. 13ª Jornada: UDS, folgou. 14ª Jornada (última): Santo

Amaro, 1 – UDS, 3. UDS terminou esta fase, em 3º.

FUTEBOL DE FORMAÇÃO – FUT. DE 7 Relativamente ao futebol de 7 e de 5, comunico que em conversa informal com o responsável pelo futebol de formação da UDS, decidimos passar a não publicar os resultados das equipas inseridas nos escalões etários deste sector. No próximo número publicarei as razões desta decisão. FUTSAL MASCULINO Campeonato Distrital da 1ª Divisão – Série C 14ª Jornada (última): UDS, 3 – A.C. Leiria, 2. Ao ficar em 3º lugar, a UDS apurou-se para a 2ª Fase, série de apuramento de campeão, grupo A, zona Norte. 2ª Fase – Grupo A - Zona Norte 1ª Jornada: Redinha, 3 - UDS, 1. 2ª Jornada: UDS, 3 – Silveirinha Grande, 4. 3ª Jornada: A. C. Leiria, 5 UDS, 3. 4ª Jornada: Maçãs D. Maria, 4 – UDS, 1. Após 4 jornadas, outras tantas derrotas. Próximos jogos: 5ª Jornada, dia 22: UDS – Mata (Milagres). 6ª Jornada, dia 08 Março: N. S. Pombal – UDS. FUTSAL FEMININO Campeonato Distrital da 1ª Divisão – Série C Após os 8 jogos realizados, 8 derrotas. Campeonato Distrital da 1ª Divisão – 2ª Fase – Grupo B – Zona Sul Após 6 jornadas, outras tantas derrotas. Próximos jogos: 9ª Jornada, dia 22: Segodim - UDS. 10ª Jornada (última), dia 01 Março: UDS - Martingança.

Se tem informações desportivas sobre atletas da nossa freguesia, entre em contacto. Andamos à procura dos atletas da nossa freguesia. luzdaserra@santacatarinadaserra.com


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FEVEREIRO

-- histórias da História --

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Limites com Arrabal: 1889-1921 A demarcação dos limites de Santa Catarina da Serra com a freguesia de Arrabal teve início em 1889. [Ver: Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (18851890), AJFSCS, fl. 62v]. Apesar de tudo, no ano mencionado pouco se avançou relativamente ao assunto. Na realidade, só em 1915 e 1921 é que a demarcação viria a ficar concluída nos sítios da Mouratia e Carreira Branca, respetivamente. No caso da Mouratia, junto a Cardosos, o processo que tinha levantado alguns problemas, devido ao facto de da parte de Arrabal se terem avançado alguns metros, por as estremas não se acharem devidamente definidas, decidiu-se, no dia 27 de maio de 1915, após várias propostas, «[...] que a partir da estrada districtal se seguisse a estrada camararia ate a casa de Manoel da Quiteria e dahi se estabelecesse uma recta ate ao ponto mais alto da estrada que nos leva ao Cazal dos Ferreiros, que passasse a meio entre as casas de Joaquim Carreira e Joze dos Santos Camponez, desta freguezia, Manoel Carreira e Joze Carreira da freguezia do Arrabal, dahi a um marco que ainda existe em terreno de Custodia de Jesus, do Cazal dos Ferreiros, no sitio dos Couchos, alto do Pinçal, alto das Malhadias, Carreira Branca [...]». [Consultar: Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1910-22), AJFSCS, fls. 41v-42v]. Ficou, no entanto, por concluir a demarcação no sítio de Carreira Branca, limite de Chainça, por discordância entre os elementos da Junta de Freguesia de Santa Catarina e os da de Arrabal quanto às estremas nesse local. Na realidade, o processo só viria a ficar terminado em 1921, por solicitação da Junta de Freguesia de Arrabal, que remeteu um ofício à de Santa Catarina, referido de 27 de fevereiro: «No dia vinte e sete de fevereiro de mil novecentos e vinte e um reuniu em sessão extraordinaria a Junta de

Freguesia. Lida e assinada a acta da sessão anterior. O presidente declarou que [o] assunto de que se ia tractar, conforme consta da convocatoria é apreciar um oficio da Junta de Freguesia do Arrabal, que é do teor seguinte: Serviço da República. Ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria. Sem este por fim comunicarvos que a Junta da minha presidencia deliberou oficiar. Nos a fim de se reunirem estas duas corporações no sitio da Carreira Branca, para objeto de solução de duvidas acerca das estremas destas freguesias; para isso marcarem o dia e hora em que la devemos reunir. Nos e a isto nos devereis dar conhecimento com a devida entecedencia. Saude e Fraternidade. Arrabal. Casa das Sessões, desassete de fevereiro de mil novecentos e vinte e um. O presidente Luiz Lopes Vieira. Depois de discutido o assunto a Junta deliberou que se enviasse à Junta da Freguesia do Arrabal um oficio do teor seguinte: Dando cumprimento ao oficio de Vossa Excelencia com fecho de desassete do corrente mez, deliberou a Junta da minha presidencia, em sessão extraordinaria de vinte e sete do corrente, reuni[r]mo-nos no indicado local da Carreira Branca, no dia nove de março de mil novecentos e vinte e um, pelas doze horas, a fim de vermos se pode chegar a acordo na indicada duvida de limites. Como nada mais houvesse a tratar o presidente declarou encerrada a sessão, mandou lavrar esta acta que depois de lida vai ser assinada». [Ver: Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1910-22), AJFSCS, fls. 78-78v]. Assim, no dia marcado na ata transcrita, 20 de março de 1921, os elementos das duas autarquias encontraram-se para resolver definitivamente (julgavam eles) o diferendo. Acontece, porém, que a Junta de Freguesia de Arrabal mandara elaborar um levantamento topográfico de

que a Junta de Santa Catarina, por não ter sido informada, não tinha conhecimento, pelo que não aceitou a demarcação proposta pela sua homóloga. Como se lê na ata que se segue, a autarquia serrana propôs outra linha: «[...] Compareceram a hora indicada as duas Juntas, Arrabal e Santa Catarina no sitio da Carreira Branca, pelo presidente da Junta do Arrabal foi apresentada uma planta, levantada pela mesma para cujo facto não foi consultada esta Junta, a qual perguntou se conformavam com ela, ao que responderam negativamente. A pedido da Junta de Santa Catarina, verificaram se realmente era marco uma pedra que se [fl. 78v] achava junto ao sitio da Pia Gamela, depois do arranco verificou-se que não. Em acto continuo os dois Corpos começaram a examinar o terreno e na duvida, dirigiram-se ao sitio do Vale Maninho, depois de varias discussões, a Junta do Arrabal propoz uma reta da propriedade de Inacio Bernardino no dicto Vale Maninho para o marco do Cabeço da Figueira e outra reta da dicta propriedade para uma propriedade de Jose Ferreira, da Lagoa do Arrabal, no sitio da Cerradinha, a Junta de Santa Catarina não aceitou. A Junta de Santa Catarina em acto continuo propoz a do Arrabal, que fizesse extrema das duas freguezias as ultimas propriedades matrizadas em cada freguezia que eram na Carreira Branca uma propriedade de Jose Rito, da Chainça, no Vale Maninho a referida propriedade de Inacio Bernardino, do Arrabal que se estabelecesse uma reta entre as duas propriedades e depois da dicta propriedade do Vale Maninho para o marco do Cabeço da Figueira outra reta, o que a Junta do Arrabal não aceitou. Como nada mais houvesse a tractar o presidente declarou encerrada a sessão, mandou lavrar esta acta que depois de lida vai ser assinada. Resalvo a rasura "propriedade"».

[Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1910-22), AJFSCS, fls. 78v-79]. A linha proposta pela Junta de Freguesia de Santa Catarina não foi aceite pela de Arrabal, facto que impossibilitava a demarcação no sítio da Carreira Branca. Diversos documentos foram trocados entre as duas autarquias, de modo a chegarem a um acordo, mas não foi possível resolver o assunto. No dia 3 de abril de 1921, em ata da Junta de Freguesia da Serra verifica-se que a autarquia recebera da homóloga uma carta onde solicitava certidão ou cópia do que se encontrava escrito nos livros de Santa Catarina da sobre «[...] aquele assunto [...]. A Junta de Freguesia da Serra deliberou responder que as duas autarquias já se tinham reunido duas vezes no sítio da Carreira Branca e que nunca foi possível um acordo, pelo que aquela se mostrava surpresa, por isso se deliberou que deveria haver uma terceira reunião naquele sítio, para pôr fim ao diferendo. [Ver: Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1910-22), AJFSCS, fls. 79-79v]. Na realidade, o problema só viria a ficar resolvido em julho de 1921, quando dois influentes proprietários, José Rito, de Chainça, e Luís Lopes Vieira, de Arrabal, concertaram, a título particular, por onde deveria passar a linha limítrofe. A Junta de Santa Catarina acabou por aceitar e, finalmente, as quezílias ficaram resolvidas. Eis o documento: «No dia dez do mez de julho de mil novecentos e vinte e um reuniu em sessão ordinaria a Junta de Freguesia, digo extraordinaria, que se fez por particular iniciativa do presidente. O mesmo presidente declarou que o assunto de que se ia tractar, conforme consta da convocatória, é apreciar a progectada combinação entre Jose Rito, da Chainça e Luiz Lopes Vieira, do Arrabal, na linha devisoria das duas freguesia[s] Arrabal e Santa Cata-

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rina, que é estabelecer uma reta entre as propriedades do dicto Jose Rito, no sitio do Casal Malhão e da Joze Bernardino, do Arrabal no sitio do Vale Maninho e dahi outra reta para o marco municipal no sitio do Oiteiro da Figueira, entrando em discussão, deliberaram oficial a Junta do Arrabal que estavam concordes com a progetada combinação, que foi do teor seguinte: a Junta da minha presidência deliberou anuir a progetada combinação entre Vossa Excelência e Jose Rito, da Chainça. Como nada mais houve a tractar o presidente declarou encerrada a sessão mandou lavrar esta acta que depois de lida vai ser assinada. Presidente Jose Vieira da Costa. Vice-

Vasco Jorge Rosa da Silva Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

presidente Manoel Inacio Vicente. Vogal Joaquim Francisco Lebre. Vogal Joaquim Francisco. Vogal Jose d' Oliveira Rito». [Ver: Livro de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (191022), AJFSCS, fls. 79v-80].

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FEVEREIRO

LUZ DA SERRA

-- sociedade --

2014

Foto Memórias Desde Janeiro de 2011 que vimos publicando, todos os meses, fotografias que marcaram gerações e épocas da Freguesia de Santa Catarina da Serra.

Grupo de Jovens Seminário Consolata

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CONFRARIA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO A Direção desta Confraria presta contas relativamente ao ano de 2013 Receitas Despesas Ramo da Chainça Ramo da Loureira Ramo de São Guilherme Ramo do Vale Tacão Ramo do Vale Sumo Ramo de Santa Catarina Sub total

26 334 304 148 76 206 1.094 Confrades 1.094,00 €

Outras Receitas Entradas de novo 30,00 € Confrades Entradas por morte 22,50 € SOMA 52,50 € SOMA RECEITAS 1.146.50€

45 Missas pelos 337,50 € 15 Confrades falecidos Outras despesas 60,99 € SOMA DESPESAS 398.49€ TOTAL

RESUMO TOTAL DE RECEITAS 1.146,50 € TOTAL DE DESPESAS 398,49 €

SALDO 748,01 € Santa Catarina da Serra, 18 de Janeiro de 2014 A Direcção

Grupo de Jovens de Santa Catarina da Serra que Trabalharam na consolata em 1963 Foto cedida por. Maria da Conceição Moniz Vieira - Loureira

Arquivo Histórico Tem fotos ou vídeos sobre a Freguesia de Santa Catarina da Serra? Eventos de Associações, fotografias de locais ou pessoas de referência? A ForSerra está a reunir e a catalogar fotografias sobre o passado da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Não ficamos com qualquer suporte (fotografia ou video ). Copiamos o seu registo para formato digital sem estragar o original. Contacte-nos e ajude-nos: www.forserra.pt - (00351) 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com - Estamos disponíveis para nos deslocar a qualquer local para efectuar recolhas.

Fevereiro 22 – Ass. Bombeiros Sul do Concelho Festival de Sopas

09 – Paróquia de Santa Catarina da Serra 38ª Via Sacra dos Olivais a Fátima 10 – Ass. Caçadores da Serra Abertura do Campo de tiro

Março 01 – Jantar dos David’s 10º Jantar dos Davids de Santa Catarina da Serra 04 – ADS Loureira Trabalho comunitário no Parque de Merendas Vale Mourão 08 – CCR Vale Tacão Comemoração do dia da Mulher

Todos os eventos em www.santacatarinadaserra.com facebook.com/forserra

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FEVEREIRO 2014

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Fev14