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Fmagazine

Flinpo Magazine Ano III Nยบ7 Marรงo 2013


Flinpo Magazine Ano III Nยบ 7 Marรงo 2013 www.flinpo.net


#003

editorial Já vamos no 7º número desta revista digital que nasceu para dar destaque aos vencedores dos desafios fotográficos que semanalmente vamos propondo (e vamos na 120ª semana!) e, principalmente, como forma de agradecimento a todos os que colaboram colocando o seu trabalho ao dispor de todos fazendo, assim, crescer este projecto que é o Flinpo. A capa deste número foi encontrada depois de lançado um desafio para esse efeito e o seu vencedor, João Coutinho, dá­nos uma pequena entrevista. Como já é habitual, estão aqui presentes as fotografias vencedoras e as escolhas dos editores dos desafios 106 ao 120, bem como as descrições dos vencedores, na rúbrica "Fotografia em Palavras". O artigo nesta FMagazine é da autoria do fotógrafo José Loureiro que dá excelentes dicas sobre "Fotografia de Estúdio" muito úteis, também, para futuros temas que iremos propor, a ler com atenção. A participante Lina Reis (uma das que mais vezes foi premiada entre os desafios 106 a 120) foi a nossa convidada para apresentar o seu portefólio, um belo conjunto de imagens para admirar. P.S.: se quiserem ver os vossos trabalhos (tal como portefólios; artigos; ensaios; etc.) publicados num dos próximos números poderão consultar os termos Aqui.


entrevista

vencedores e escolhas dos editores

Jo達o Coutinho

#106 a #120


artigo

portef贸lio

Fotografia de est煤dio

Lina Reis


João Coutinho

joaocoutinho.podiumfoto.com

João Coutinho nasce em Lisboa, no ano 1976. Tem investido mais tempo na fotografia nos últimos 4 anos, tendo formação e consolidado os seus conhecimentos técnicos através do Movimento de Expressão Fotográfica, entidade pela qual terminou recentemente o curso práctico de fotografia.


Quais foram as motivações e o momento que o levou a interessar­se pela fotografia? Quando tive a oportunidade de conhecer os Açores, sendo S. Miguel a primeira, senti que tinha de comprar uma máquina pois fiquei maravilhado com toda aquela biodiversidade que estava em meu redor. Voltar sem fotografar, seria um erro. Na altura o digital ainda estava no berço, e optei pelo analógico, o qual sempre apreciei e gostei. Dos filmes gostava da Fuji e da Ilford. Tive a oportunidade de conhecer todas as ilhas e de fazer longas caminhadas nessas viagens. Percebi que algo estaria vivo em mim. Alguns desses fotogramas que fiz, tiveram impacto em mim e começaram a surtir efeito como uma bola de neve. Ainda me recordo, do entardecer na Fajã de Santo Cristo em S. Jorge, ou da Poça do Bacalhau nas Flores, da fauna marinha que se pode observar no canal, o Pico que acorda sempre de uma maneira diferente, das touradas de corda na terceira e na Graciosa, do pôr­do­sol nos Mosteiros em S.Miguel. Foram os primeiros estimulos que tiveram força para desenvolver e dar continuidade, a esta longa caminhada na minha fotografia.


#009

Qual é a área dentro da fotografia pelo qual se sente mais atraído? Existem duas áreas na fotografia, as quais me identifico mais, tais como a fotografia de rua e a reportagem. Dentro da reportagem, gosto do fotojornalismo e documental, mas penso ser a documental aquela que ultimamente tenho dedicado mais tempo e tido algum reconhecimento. O gosto em fazer fotografia de rua, consiste em eternizar momentos, mas acima de tudo ter a liberdade e a ilusão daquilo que possa acontecer. O gosto na fotografia documental é a possibilidade de documentar determinada realidade e através dela dar a conhecer o sentimento de algo pelo nosso olhar e ângulo. Retratar a vida e dar luz a uma história seja qual for a origem da sua natureza. Sentar à mesa com o tempo e construir longos e demorosos projectos, onde as imagens possam falar entre si e narrar um tema visual.


Existe algum fotógrafo(a) que o inspire particularmente? Existem diversos fotógrafos que me inspiram. Menciono alguns como exemplos, tais como o Elliot Erwitt ou mesmo o Henri Cartier­Bresson pelos seus momentos únicos e visão que ultrapassa décadas e suas modas. Na mesma linha, o fotojornalista brasileiro Flávio Damm de Porto Alegre, que me inspira pela forma e momento em que o conheci, como por toda a sua vasta obra fotográfica. Admiro a coragem do Robert Capa por conseguir documentos tão importantes em pleno teatro de guerra durante a 2ª Guerra mundial ou mesmo o sentimento que Marc Riboud imprimiu nas suas imagens. As narrativas densas e algo misteriosas de Paolo Pellegrin são únicas e captam a minha atenção desde o inicio.

Para si, o que é a fotografia perfeita? Para mim, a fotografia perfeita é e será sempre a próxima. A persistência e conhecimento caminham de mãos dadas na fotografia. As ditas grandes imagens, se alguma vez existem ou existiram, são o resultado da dedicação e entrega que cada fotógrafo dá a esta arte. Acredito que uma boa imagem possa ser sorte, mas várias não são fruto do acaso. É necessário uma entrega completa para conseguir determinados resultados. E mais importante que tudo, são as histórias que guardamos por detrás de cada uma delas.


A Internet é um meio ou será que sem a Internet, provavelmente não faria fotografia? A internet é um meio de transmissão, tal como é o jornal ou a revista. O digital e internet desenvolveram­se a uma grande velocidade e democratizou a fotografia. Aumentaram os sites, blogs e meios de comunicação, tal como as redes sociais. É impossivel ficar alheio a todo este fenómeno e se queremos crescer é importante acompanhar a evolução e adaptarmo­nos a novos costumes e valores. Mas continuaria sempre a fotografar, mesmo que as imagens ficassem fechadas na minha gaveta.

Tem um blogue onde apresenta o seu trabalho? Não tenho nenhum blog. Tenho sim, diversos trabalhos apresentados em vários sites especializados na área. Acrescenta importância, no sentido que é possível ler, partilhar conhecimentos e experiências que podem ser úteis no nosso presente e futuro. O objectivo não é agradar a todos, pois isso é impossível, mas saber e sentir que alguém não fica indiferente com aquilo que fazemos é importante. Mas mais importante é acreditar naquilo que se faz e no prazer em que temos quando o fazemos. Um blog ou mesmo um site, podem ser úteis para mim a longo prazo, mas o momento ainda não aconteceu.


#013

Tem o hábito de visitar o espaço de outros fotógrafos? Faz parte do ADN do fotógrafo ser um Voyeur e como tal, gosto de acompanhar diversos trabalhos de vários fotógrafos, seja por internet, revistas ou jornais. Quando gosto de algo, vou mais longe e tento aumentar a minha biblioteca fotográfica.

O que acha de espaços de partilha fotográfica, como o Flinpo? Envio desde já, os meus sinceros parabéns à equipa Flinpo (que infelizmente desconheço) pelo projecto que ambiciona e luta todos os dias. Juntar a maioria dos fotógrafos, sejam amadores, semi­profissionais ou mesmo profissionais que falam a mesma lingua é algo original e único. Podemos estar em qualquer parte do mundo, mas aquele espaço é nos oferecido para partilhar e juntar saberes e prácticas, como divulgar culturas e partilhas daquilo que conhecemos é um bem que não pode ser dispensado. Espero e faço votos que continue durante muitos e longos anos. Como praticante da língua portuguesa, é um orgulho poder estar entre vocês.

Qual o material fotográfico que utiliza? O material que utilizo é uma Nikon D90 com a lente de origem 18­105mm, bem como as fixas 50mm e 35mm.


#015

Se a sua câmara falasse o que é que ela diria? Que estava apaixonada por mim, desde o 1º olhar. Ciumenta, treme quando mudo a lente, seja ela qual for. Cansada de apanhar alguma chuva, poeira e muito sol, nunca desmoralizou e esteve sempre presente nos momentos decisivos. Abriu o seu diafragma a f:1.8 quando conheceu alguns rostos e viajou muitos quilómetros. Gosta do ritmo 1/1000 mas outrora deixa­se levar pela luz e fica­se pelo 1/5. Fiel do seu amigo tripé, quase adormeceu em alguns lugares. Pronta e disponível, em qualquer lugar e hora.

Como é que aconteceu a fotografia de capa desta revista? Estava na área de Cartaxo quando curiosamente aper­ cebo­me estar perto da ponte D.Amélia (que nunca tinha visto) que liga os concelhos de Cartaxo e Salvaterra de Magos. Perguntei junto de popula­ res a razão desta estar fechada e na altura qual o melhor caminho para chegar a outra parte. Era Domingo, e com a máquina fotográfica na mão e a luz forte de final de dia, vi um potencial a ser fotografado e a possibilidade de não ser interrompido por ninguém. Fiquei entretido durante largos minutos a explorar os ângulos e grafismos. Como nos dias anteriores tinha chovido, as condições eram óptimas, pois não existia poeira no ar. A imagem em questão foi das primeiras a serem feitas.


#017

#106

austeridade Fotografias que retratem os efeitos da austeridade económica, nas suas mais variadas formas e perspectivas. Tema sugerido por João Coutinho.

Esta imagem foi feita propositadamente para o desafio proposto pelo Flinpo. Tentei fugir à imagem da pobreza e "mendigagem", que julgo não se enquadrar muito no tema, e dar algum humor e leveza ao assunto. Pensei um pouco e surgiu esta ideia de colocar uma lata de sardinha, conotada, ainda, como uma refeição barata numa mesa posta. Tecnicamente a imagem é muito imperfeita, pois nota­se muito os brilhos nos talheres das lâmpadas do tecto da minha cozinha mas devido à falta de tempo, pois era já sábado e último dia para participar, não tive oportunidade de fazer algo para filtrar a luz. #1: Almoço austero de Ruimnm Abertura: f/7.1 Velocidade: 1 seg. Distância focal: 46 mm Com tripé Sem flash


#2: Haverรก algum futuro? de Anita Nunes #3: Que futuro??? de Ligia Bento


#019

#106

austeridade Fotografias que retratem os efeitos da austeridade econ贸mica, nas suas mais variadas formas e perspectivas. Tema sugerido por Jo茫o Coutinho.

#4: O Peso da Austeridade de Helena Prata


#5: Tempo de Luta e Coragem! de Paulo CĂŠsar Silva Escolha dos Editores:

Futuro incerto de Manuel Ribeiro


#021

#106

austeridade Fotografias que retratem os efeitos da austeridade económica, nas suas mais variadas formas e perspectivas. Tema sugerido por João Coutinho.

Escolha dos Editores:

Almoço de amanhã de Jean Siqueira


#023

#107

porta

Fotografias que retratem uma porta.

Ser o primeiro a acordar, não implica necessari­ amente ser o primeiro a fazer o pequeno almoço, já que pelo caminho podemos encontrar uma excelente oportunidade fotográfica: "Acerca da fotografia, esta foi tirada numa altura em que eu estava a realizar o meu projeto fotográfico «Projeto 365», e por isso todos os dias havia uma preocupação de fazer pelo menos uma fotografia (com mais ou menos qualidade). Nesta manhã em particular, em casa, fui eu quem acordou mais cedo e ao descer as escadas, ainda com todas as janelas fechadas, reparei na luz exterior que «trespassava» a porta, e achei que poderia estar ali a fotografia do dia. Preparei máquina e tripé e fiz três disparos que saíram todos muito idênticos. Nesse dia, a «foto do dia» do «Projeto 365» estava feita.". #1: Olhar interior de Marco C. Abertura: f/4.5 Velocidade: 4 seg. Distância focal: 30 mm ISO: 100 Com tripé


#2: a casa do gigante de JosĂŠ M G Pereira #3: Forgotten de Vera Cymbron


#025

#107

porta

Fotografias que retratem uma porta.

#4: Disfarรงada de Remus


#5: a ventoinha de Paulo SĂŠrgio Guerra Bastos Escolha dos Editores:

Estranha porta de Rui Almeida


#027

#107

porta

Fotografias que retratem uma porta.

Escolha dos Editores:

Azul de CR


#029

#108

longa exposição Fotografias que usem a técnica da longa exposição. Só iremos aceitar fotografias, onde seja evidente o uso de pelo menos 1 segundo de tempo de exposição.

Ponderação, reserva, sorte, superstição, enigma... esta fotografia tem isto tudo: "Como quase todas as minhas fotografias tiradas dentro de portas, também esta foi realizada num dia de férias. Tenho o vício salutar (pelo menos eu penso que seja salutar) de reservar no mínimo um dia de férias para me dedicar a este tipo de fotografias. A ideia para a fotografia nasceu por acaso. Olhei de soslaio para o abajur (aquilo que parece ser um jarro, é na realidade um abajur de um candeeiro bem mais velho que eu) e pensei que daria uma bonita fotografia devido ao trabalhado do vidro. Antes de tirar o abajur do candeeiro benzi­me, porque se alguma coisa de mal lhe acontecesse, o mais certo era eu ser deserdado da "fortuna" da família e ser enviado para um sítio que cá sei. ;­) Enquanto estava a preparar as coisas para tirar as fotografias, lembrei­me que também poderia experimentar brincar com longas exposições e pintura de luz. Com uma lanterna experimentei fazer vários desenhos, desde espirais, vórtices, riscos, ondas e etc.. Esta fotografia foi um dos resultados que mais gostei e que acabei por escolher partilhar. Obrigado a todos.". #1: Aeriforme de Remus Abertura: f/5 Velocidade: 6 seg. Distância focal: 40 mm Sem flash Com tripé


#2: O Radical dos Mares de Jo達o Coutinho

#3: Alegria de CR


#031

#108

longa exposição Fotografias que usem a técnica da longa exposição. Só iremos aceitar fotografias, onde seja evidente o uso de pelo menos 1 segundo de tempo de exposição.

#4: Strength de Vera Cymbron


#5: Light Painting de Rafael Mendes

Escolha dos Editores:

Vrummmmmmm de Nuno


#033

#108

longa exposição Fotografias que usem a técnica da longa exposição. Só iremos aceitar fotografias, onde seja evidente o uso de pelo menos 1 segundo de tempo de exposição.

Escolha dos Editores:

Ballet de João Menéres


#035

#109 alfabeto: F Faca, figo, foicinha... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «F».

O segredo desta fotografia é persistência e muitos cliques: «Para mim o mais importante nesta fotografia era a forma da fumaça, nos últimos instantes de sua chama. Por vezes o brilho da brasa se foi e a fumaça ficou, outras, a pequena chama ainda se manifestava, mas a composição não era a que eu desejava. Assim foi até a captura almejada. Como fonte de luz, utilizei a pequena lanterna de meu celular.». #1: Fumaça de Weslei Branicio Abertura: f/5.6 Velocidade: 1/30 seg. Distância focal: 82 mm ISO: 200 Sem flash Com tripé


#2: Fungos de Fabricio Krusche Ramos #3: Faca 足 Primeiro objecto de Remus


#037

#109 alfabeto: F Faca, figo, foicinha... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «F».

#4: floresta de José M G Pereira


#5: frascos de ruimnm Escolha dos Editores:

F贸sforo de Carlos Nicolau


#039

#109 alfabeto: F Faca, figo, foicinha... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «F».

Escolha dos Editores:

folha submersa de Alfredo Nogueira


#041

#110 paisagem outonal Fotografias que retratem uma paisagem outonal. Tema sugerido por Fábio Martins.

A fotografia vencedora deste desafio, é a prova que até no meio do uma ventania e de chuva, as oportunidades fotográficas não devem ser desperdiçadas: «Em Viseu, cidade de onde sou natural e habito desde sempre, existe uma mata apelidada de Fontelo. Um lugar aprazível e de grande beleza. Costumo todos os anos, por esta época do outono, ir fotografar os pequenos cogumelos que aparecem nos troncos das árvores e nos restos de troncos de árvores que foram abatidas. Esses cogumelos têm um tempo de vida muito curto e uns dias antes do dia 1 de novembro (dia em que fiz esta fotografia) tinha ido ao Fontelo observar como estava o nascimento dos cogumelos. Verifiquei que a grande maioria teria apenas mais uma semana de vida e então aproveitei o feriado do dia 1 de novembro para ir fazer a sessão fotográfica aos tais cogumelos. Assim aconteceu e de manhã cedo lá me dirigi ao local. Estava, para tristeza minha, a chover com alguma intensidade. Não tinha outra forma, ou fotografava com guarda­chuva ou não teria outra oportunidade. Durante cerca de 3 horas, debaixo de uma guarda­chuva lá fiz a sessão fotográfica aos cogumelos. Quando terminei estava a dirigir­me para o carro, senão quando a chuva começou a cair com menor intensidade, o céu abriu­se um pouco e uns raios de sol iluminaram estas árvores. Ao mesmo tempo que isto estava a acontecer surgiu também uma ventania que fez com que as folhas começassem a cair em catadupa. Já trazia a câmara arrumada na mochila e foi apenas o tempo de a retirar e fazer uma dúzia de clicks para registar este belíssimo momento. Depois o céu voltou a fechar­se e a chuva voltou a cair com intensidade.».. #1: A queda das folhas. de Miguel Silva Abertura: f/9 Velocidade: 1/40 seg. Distância focal: 55 mm ISO: 400 Sem tripé


#2: Just Standing de Elsa Mendes #3: paisagem de outono de JosĂŠ M G Pereira


#043

#110 paisagem outonal Fotografias que retratem uma paisagem outonal. Tema sugerido por FĂĄbio Martins.

#4: Expandir Horizontes de JoĂŁo Coutinho


#5: outono colorido de Cristina Sousa Escolha dos Editores:

Mata Nacional dos Sete Mantes de Manuela Ferreira Rodrigues


#045

#110 paisagem outonal Fotografias que retratem uma paisagem outonal. Tema sugerido por Fábio Martins.

Escolha dos Editores:

O ESPLENDOR DO OUTONO de João Menéres


#047

#111 livro Fotografias em que esteja em destaque um ou mais livros no seu todo ou em parte.

Um livro de pura luz. Foi desta forma que a Lacorrilha arrematou o primeiro lugar neste desafio: «Antes de mais, agradeço aos que votaram na minha fotografia e felicito todos os outros vencedores e participantes. Ficar em primeiro lugar num desafio cujo tema é uma das minhas grandes paixões, teve um sabor ainda mais especial. Geralmente percorro o meu blogue à procura da fotografia mais apropriada para concorrer ao desafio, mas desta vez já sabia que não iria encontrar nada que combinasse com o tema e portanto dirigi­me à minha estante de livros e de entre imensos, escolhi o que me é mais especial. Deitei­o aberto sobre uma mesa, de frente a uma janela para aproveitar a luz do dia. Tirei fotografias de várias perspectivas, ora com mais luz, ora com menos, até que consegui esta, que me encheu as medidas.». #1: Folhear de Lacorrilha Abertura: f/1.8 Velocidade: 1/20 seg. Distância focal: 50 mm ISO: 100 Sem flash Sem tripé


#2: Outras leituras de L.Reis #3: Livro de Diana Tavares


#049

#111 livro Fotografias em que esteja em destaque um ou mais livros no seu todo ou em parte.

#4: JOÃO MENÉRES de João Menéres


#5: Hora da Leitura de Helena Prata Escolha dos Editores:

Sebo de Rogerio Silva Araujo


#051

#111 livro Fotografias em que esteja em destaque um ou mais livros no seu todo ou em parte.

Escolha dos Editores:

Livro de Paulo Vale


#053

#112 translúcido Fotografia de algo translúcido: corpos que deixam passar a luz e a difunde.

Uma pausa para o almoço, uma oportunidade fotográfica: «Esta foto foi tirada num dos meus passeios fotográficos diários, aproveito parte da minha hora de almoço para andar e fotografar. Esta paragem de Autocarros fica junto do Shopping Amoreiras tirada + ou ­ pelas 14 horas num dia Outono. A esta hora neste largo, mesmo junto a uma das entradas principais, tem sempre um movimento frenético, uma correria de pessoas por todo o lado que é um stress total. Foi aí que olhando a paragem pela parte de trás vi estas 3 pessoas completamente paradas. Achei muito interessante o efeito do vidro e isso chamou­me a atenção e fez­me fazer esta foto.». #1: A ESPERA DIFUSA de ZEKARLOS Abertura: f/13 Velocidade: 1/100 seg. Distância focal: 50 mm ISO: 100 Sem flash Sem tripé


#2: Polka dots de Kaipiroska #3: Quem ĂŠs tu!!! de Anita Nunes


#055

#112 translúcido Fotografia de algo translúcido: corpos que deixam passar a luz e a difunde.

#4: Prisão de Manuel Ribeiro


#5: O mundo ao contrário de Luís Felício Escolha dos Editores:

O Cozinheiro de Paulo César Silva


#057

#112 translúcido Fotografia de algo translúcido: corpos que deixam passar a luz e a difunde.

Escolha dos Editores:

Para além da calçada... de Mário Santos


artigo

Fotografia de estúdio: Alguns conceitos, considerações... e dicas! José Loureiro Texto e Fotos

joseloureirophotography.blogspot.pt

A propósito da imagem deste "Narciso", fotografado em Estúdio, lembrei­me de "diva­ gar" e abordar algumas dicas acerca do tema... Uma das maiores dificuldades da "Fotografia de estúdio" reside no correcto uso da iluminação. Aparentemente, pode parecer fácil conseguir de imediato bons resultados dada a panóplia de opções e combi­ nações de projectores, difuso­ res, etc., bem como das diferentes "potências" de ilumi­ nação contínua que podemos dispor. Na verdade, não é assim. Nem sempre "quantidade" é sinóni­ mo de "qualidade" e também neste caso esse princípio é integralmente válido!


#059

Para conseguir imagens com alguma "força" há que conseguir, caso a caso, dominar a adequada iluminação e contrastes. O caso deste pequeno Narciso é um bom exemplo disso. Fotografado no seu ambiente natural jamais se conseguiria (sem posterior edição) uma imagem tão isolada e destacada do fundo. Em estúdio, foi possível fotografar com detalhe e concentrar toda a atenção somente nesta pequena flor. Não existe mais nenhum elemento disperso na imagem! Todos os objectos, em função da sua composição e da sua cor, reflectem a luz de

No seguinte Histograma são comparados os resultados de duas fotografias captadas em estúdio. A primeira (correspondendo à imagem do Narciso que é ilustrada no inicial deste artigo) foi captada com recurso a uma "caixa de luz" verticalmente colocada sobre a flor; dois pequenos projectores laterais (revestidos a papel cavalinho de cor branca) direccionados

maneira diferente. Este aspecto afecta ainda mais os resultados quando o mesmo objecto engloba distintos materiais e diversas cores. Os graus de reflexão podem ser tão diferentes que para expor correctamente uma parte do objecto, uma outra ficará completamente "estourada" ou, pelo contrário, sub­exposta. Portanto, a simples incidência de muita luz não resolve o problema... A "Fotografia de estúdio" implica uma reflectida preparação antes da captura, designadamente em relação à iluminação, pois pressupõe resultados cuidados no que toca ao detalhe e pormenor.

indirectamente e duas "placas" de cartão­ maquete "K­line" branco de modo a reflectirem suavemente a luz em direcção à flor. Só com uma iluminação suave e uniformemente distribuída é que é possível captar a textura e os detalhes das "nervuras" das pétalas do Narciso.


No segundo exemplo, podemos ver o que acontece quando pura e simplesmente recorremos à utilização, sem mais, dum Flash (neste caso um SB­900) em modo directo i­TTL montado na câmara... Enfim, os resultados são pouco apelativos... Com se verifica no histo­ grama, as pétalas ficam sobreexpostas uma

vez que a câmara (mesmo usando, como foi o caso, a medição pontual nas pétalas) tende a compensar o negro do plano de fundo. Por seu turno, também este, contrariamente ao que deveria, não fica correctamente exposto e, em vez de ser negro, é dum tom acinzentado escuro.


#061

No entanto, fotografar em estúdio pressupõe uma adequação a cada uma das situações, motivos ou objectos que fotografámos. Por vezes recorre­se a utensílios pouco ortodoxos e que nada têm a ver com fotografia... pincéis (para limpeza do que pretendemos fotografar); papeis/cartões de diversas cores e texturas (para criar reflexão indirecta ou "colorir" a luz, etc., etc.... mas são precisamente essas "invenções" que nos permitem alcançar os resultados que pretendemos!

Tipos de iluminação de estúdio:

Algumas dicas:

Além disso, a própria distância a que se colocam as fontes de luz acabam por influenciar as sombras. Associando uma iluminação difusa a um plano de fundo em forma de "S" facilmente eliminámos a "linha do horizonte". Esta é uma maneira simples e eficaz para fotografar objectos que queiramos destacar do mesmo.

Ao fotografar objectos/produtos "em estúdio", os dois factores mais importantes são o controle da iluminação e a escolha do plano de fundo certo. A principal função da iluminação de estúdio consiste numa correcta projecção e difusão da mesma. Uma iluminação "bruta" ou pontual, além de criar fortes contrastes, tornar­se­á insuficiente para a correcta exposição de certos pontos do objecto que fotografámos. Não quer isto dizer que este tipo de iluminação não seja "correcta" mas sim que apenas servirá para certos e específicos casos em que pretendemos criar sobras duras ou fortes contrastes. Na iluminação de estúdio não existe uma "norma" estandardizada. Cada caso é um caso. Cada objecto, cada situação, tem de ser estudada adaptando­se a iluminação em consonância. Um dos melhores métodos que conheço para "acertar" com os resultados que pretendemos continua a ser o método de tentativa e erro. Além de, como acima já referi, cada objecto possuir as suas próprias características reflectoras temos ainda de ter em conta que nem sempre o efeito final pretendido é o mesmo para todos os casos... Logo à partida, o modo de iluminação que empregámos faz variar os resultados.

Iluminação Directa e Iluminação Difusa Enquanto que uma iluminação directa criará grandes contrastes e sombras profundas, por outro lado, uma iluminação difusa permitirá uma iluminação mais homogénea e controlada. Este segundo tipo de iluminação é obtido a partir de difusores e reflectores estrategi­ camente colocados.


Quanto a equipamento, as "Softbox" (também conhecidas por "Caixas de luz" ou "Janelas de luz", conforme lhe queiram chamar) são excelentes difusoras de luz!

folha de papel branco usada para reflectir, difundir ou moldar a luz é mais útil que o melhor dos projectores!

Projectores revestidos (com tecido ou mesmo papel ­ atenção às temperaturas para não provocar incêndios..), também poderão ser bons modos de difusão de luz. Outra alternativa é a de projectar a luz emanada dos mesmos numa parede branca ou um reflector (ou, ainda, numa simples cartolina de cor branca). Qualquer uma destas formas transformará a iluminação "dura" dos projectores numa iluminação "mais suavizada". Além disso, existem as tradicionais "Sombrinhas" reflectoras. Um equipa­ mento acessível que proporciona uma boa difusão de luz. Existem em vários tamanhos e tipos, desde as opacas (revestidas a cor dourada ­ para criar tonalidades quentes ­ ou prateadas) que reflectem a luz num só sentido (retorno) e as translúcidas que, além de reflectirem de forma muito suave a luz permitem a passagem de parte da luz recebida. Podem, por isso, também ser usadas como filtro difusor no caso de serem viradas directamente para o objecto.

Objectos brilhantes De todos os objectos que podemos fotografar em Estúdio os mais problemáticos são os compostos por material de vidro ou metal dadas as características reflectoras desses materiais! Se, além disso, as suas formas forem curvas, ainda pior... A solução para fotografar objectos deste tipo consiste em difundir ao máximo a luz. Tendas de Luz, Sombrinhas ou mesmo luz através de acrílicos translúcidos são geralmente uma boa solução.

Tipos de plano de fundo

Resumindo o que até aqui disse, a fotografia de estúdio vive muito da improvisação! Soluções simples, mas engenhosas, permitirão resultados melhores do que o recurso a melhor equipamento! Acreditem que, muitas vezes, uma simples

A fotografia de objectos ou produtos em "Estúdio" não se resume somente a iluminação... Outro aspecto que em muito contribui para um bom resultado passa pela escolha dum adequado "Plano de fundo". A seguir menciono os mais comuns (pelo menos são estes os que mais utilizo): Lisos ­ Os dois mais usuais são os de cor preta e os brancos. O preto é o ideal para criar contrastes e isolar o objecto. Por sua vez, o branco torna­se útil para recortar e destacar o objecto.


#063

Quanto ao material, quer em tecido, designadamente em veludo, quer em cartolina lisa são os Planos de fundo mais uniformes que se encontram. De igual modo, fundos em material acrílico (de cores diversas) porporcionam fundos lisos. Vidro ­ Este é um fundo óptimo para criar reflexos espelhando o próprio objecto fotografado.

Texturados ­ Por exemplo, de papel que podemos facilmente adquirir em qualquer superfície comercial sob várias cores. Destaco o papel "Craft" e o "Crepe". Também tecidos coloridos e texturados

podem dar bons resultados desde que, pelas suas cores ou texturas, permitam destacar o objecto do fundo. Temáticos ­ Constituídos por qualquer elemento que permita servir de fundo e, ao mesmo tempo, criar um ligação temática com o que fotografámos. Madeiras, tecidos, etc...

Exemplo dum destes fundos temáticos que usei para fotografar um conjunto de equipamentos necessários aos pilotos para planeamento de viagens aéreas ­ um Mapa. A fotografia destinou­se a ilustrar um artigo publicado numa revista da especialidade. Ainda acerca desta fotografia, uma curiosidade: Após várias tentativas, a melhor “solução” de iluminação para fotografar este conjunto de objectos foi conseguida através da simples colocação do mapa/plano de fundo sobre uma mesa de vidro. Por baixo, uma lâmpada incandescente serviu de retro­iluminação de modo a realçar os tons quentes.

Texto e Fotos

José Loureiro

joseloureirophotography.blogspot.pt


#065

#113 díptico Construa um díptico com duas fotografias que se completem e comuniquem explicitamente entre si.

Já aqui dissemos várias vezes, que não preciso sair de casa para se conseguir belas fotografias. A vencedora deste desafio é mais uma prova disso mesmo: «Como acontece­me muitas vezes, a ideia para este conjunto fotográfico aconteceu por mero acaso. Andava eu no quintal feito explorador, quando reparei neste par singelo de Tulipas (túlipas) por entre uma Zantedeschia aethiopica (jarro ou Lírio­do­nilo). Numa primeira fase, tirei fotografias somente às tulipas. Mas depois veio­me ao pensamento que poderia fazer esta brincadeira: Tirar duas fotografias, uma com a focagem nas túlipas, a outra com a focagem no jarro e mais tarde junta­las numa única composição. Após várias experiências, acabei por optar enquadrar somente um pouco da folha do jarro, já que se lhe desse mais protagonismo, o pormenor das tulipas iria sair diluído.». #1: 2 x 2 = 1 de Remus Abertura: f/3.6 Velocidade: 1/500 seg. Distância focal: 316 mm Sem flash Sem tripé


#2: A tua sombra. de Miguel Silva #3: Ajuda­me...nããooo...segura­m de Gonçalo Porfirio


#067

#113 dĂ­ptico Construa um dĂ­ptico com duas fotografias que se completem e comuniquem explicitamente entre si.

#4: O Rio de L.Reis


#5: a mulher duplicada de Marco C.

Escolha dos Editores:

Brincadeiras na areia de Ligia Bento


#069

#113 dĂ­ptico Construa um dĂ­ptico com duas fotografias que se completem e comuniquem explicitamente entre si.

Escolha dos Editores:

Uau! de Elsa Mendes


#071

#114 alfabeto: G Guindaste, garfo, giesta... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «G».

Poderíamos caracterizar a fotografia vencedora deste desafio, com o perpetuar de um momento cheio de cor e de fantasia: «Esta fotografia foi tirada em Águeda, esta decoração (guarda­chuvas) esteve presente durante vários dias nalgumas das ruas da cidade. Sendo eu uma amante de tudo o que é criativo e diferente peguei na minha câmara e parti em busca da foto "perfeita" cheia de cor tal como eu gosto..Esta fotografia surgiu por acaso, tirei várias fotos ás ruas e inclui os guarda chuvas e as respectivas sombras, mas faltava qualquer coisa, de repente olhei para cima e encontrei um fundo perfeito, aquele céu azul que tanto me fascina, achei a conjugação perfeita, mais cor seria impossível. E foi assim que esta foto surgiu, através do meu olhar, mas também da criatividade de pessoas que proporcionaram um espectáculo incrível, sem o qual esta foto não seria possível...». #1: Guarda­Chuvas de Diana Tavares Abertura: f/10 Velocidade: 1/250 seg. Distância focal: 42 mm ISO: 180 Sem flash Sem tripé


#2: Gota de CR #3: Gaivota de Jo達o Coutinho


#073

#114 alfabeto: G Guindaste, garfo, giesta... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «G».

#4: Garfos ­ Garfologia de Remus


#5: Gota de Paulo Leit達o Escolha dos Editores:

gel de ruimnm


#075

#114 alfabeto: G Guindaste, garfo, giesta... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «G».

Escolha dos Editores:

Grades de Jean Siqueira


#077

#115 doce Fotografias de alguma coisa que seja comestível e doce.

«Esta foi mais uma fotografia que fiz a pensar no desafio proposto, pois quando dei nota do tema, e correndo o meu arquivo, reparei que não tinha nenhuma fotografia "doce". Assim, pensei em algo que não fosse apenas bolos e afins e surgiu a ideia das gomas. Na loja, no meio de inúmeras formas, cores (e sabores), estavam estes ursinhos translúcidos e pensei que seria interesante explorar a luz com eles. Montei o cenário com uma cartolina preta como fundo, outra na base, por baixo de uma placa acrílica e os ursinhos perfilados. Tentei várias formas de iluminação e a que melhor resultou foi esta: dois candeeiros de secretária, um de cada lado, virados para a parede de fundo (branca) por detrás da cartolina preta, criando uma luz indirecta e mais difusa, evitando reflexos no acrílico e mesmo assim suficiente para iluminar as gomas». #1: ursinhos­gummy de ruimnm Abertura: f/5.6 Velocidade: 2,5 seg. Distância focal: 57 mm ISO: 100 Sem flash Com tripé


#2: Maça­do­Amor de Welerson Athaydes

#3: Gulosice de Lacorrilha


#079

#115 doce Fotografias de alguma coisa que seja comestível e doce.

#4: Doce de morango de João Menéres


#5: 50 grs de açúcar de L.Reis

Escolha dos Editores:

Beleza Confeitada de Elza Cohen


#081

#115 doce Fotografias de alguma coisa que seja comestĂ­vel e doce.

Escolha dos Editores:

doces de natal de Vit0ria da Silva


#083

#116

espírito natalício Fotografias que retratem o espírito natalício. Feliz Natal para todos.

De objectos considerados banais, nasceu uma criativa e original fotografia natalícia: «Esta imagem surgiu na sequência de umas brincadeiras fotográficas que estava a fazer com agulhas. Como o ambiente em que estava já era muito natalício e uma das ideias que estava a experimentar não estava a resultar, lembrei­me de ir buscar uma linha verde para tentar fazer algo semelhante a uma árvore. Coloquei umas folhas brancas sobre o meu sofá, enfiei as linhas numas quantas agulhas (esta parte não é nada fácil) e depois foi só espetá­las à altura desejada e esticar a linha ou dar­lhe folga para obter o efeito pretendido.Tirei umas 4 ou 5 fotografias com formas e pontos de focagem diferentes, mas esta acabou por ser a minha preferida. (Gostava de ter conseguido uma luz mais "quente", mas com o material que tinha à mão não foi possível).». #1: Bordado de Natal de L.Reis Abertura: f/4 Velocidade: 1/250 seg. Distância focal: 100 mm ISO: 100 Sem flash Com tripé


#2: o presépio de Fatima Condeço #3: Um Natal Doce! de Paulo César Silva


#085

#116

espírito natalício Fotografias que retratem o espírito natalício. Feliz Natal para todos.

#4: Boas Festas para todos! de ruimnm


#5: Natal de Paulo Leitão

Escolha dos Editores:

Luzes de Luís Felício


#087

#116

espírito natalício Fotografias que retratem o espírito natalício. Feliz Natal para todos.

Escolha dos Editores:

Segue a estrela de Pedro Martins


#089

#117 último Fotografias que retratem a ideia de último.

«Esta fotografia "nasceu" graças ao Flinpo. O Flinpo faz­nos ser criativos faz­nos ir em busca da fotografia certa e do momento certo. Sem este desafio "Último" talvez esta fotografia não existisse, porque foi a pensar unicamente no desafio que ela foi feita. Como adoro fotografias de gotas achei que seria uma boa opção para este desafio, decidi utilizar uma garrafa com água, e a partir daí fui fotografando à procura da melhor fotografia e que melhor representasse o tema pois é esse o principal objectivo sempre que participo nestes desafios.». #1: A Última Gota de Diana Tavares Abertura: f/5.6 Velocidade: 1/40 seg. Distância focal: 55 mm ISO: 100 Sem flash Com tripé


#2: Ultimo Minuto de Carlos Nicolau #3: O Ăşltimo passageiro. de Paulo CĂŠsar Silva


#091

#117 último Fotografias que retratem a ideia de último.

#4: Último mês de Kaipiroska


#5: o Ăşltimo passageiro de Adelina Silva

Escolha dos Editores:

O Rebanho de Paulo Vale


#093

#117 último Fotografias que retratem a ideia de último.

Escolha dos Editores:

O último a chegar de L.Reis


#095

#118

melhor de 2012 O ano de 2012 já passou e agora queremos ver a sua melhor fotografia tirada em 2012.

«Desta vez nem sei o que escrever, porque a fotografia não tem uma grande história. Uma vez mais, é uma daquelas fotografias que nasceu por mero acaso. Numa sessão de fotografias de objectos, os agrafos tiveram a sorte de serem os actores principais. Fui adicionando "placas" de agrafos em cima da secretária (usei uma cartolina branca como base e fundo) e fui tirando fotografias de vários ângulos e perspectivas. Quando já tinha um monte de agrafos espalhados em cima da secretária, eles fizeram­me lembrar aquelas vistas citadinas, tantas vezes retratadas, de Nova Iorque, Tóquio ou de Xangai. A partir daí, a associação dos agrafos a prédios de uma cidade, foi um pequeno passo. Perdi algum tempo a encontrar a melhor disposição possível, para realçar cada "prédio" e um dos resultados foi este. Digo um, porque ainda tenho mais para publicar. :­)». #1: A cidade de Remus Abertura: f/5 Velocidade: 1/100 seg. Distância focal: 70 mm Sem flash Sem tripé


#2: Voo até à lua de Rui Almeida #3: Walk against storm de Gonçalo Porfirio


#097

#118

melhor de 2012 O ano de 2012 jĂĄ passou e agora queremos ver a sua melhor fotografia tirada em 2012.

#4: Papel­Estudo em vermelho de L.Reis


#5: Nascer do Sol de Helena Prata Escolha dos Editores:

Floresta encantada de Ana LĂşcia


#099

#118

melhor de 2012 O ano de 2012 jรก passou e agora queremos ver a sua melhor fotografia tirada em 2012.

Escolha dos Editores:

Proclamados Reflexos de Pedro Costa


#101

#119 alfabeto: H Harmala, hipopótamo, homem... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «H».

Esta foto foi feita no final do mês de maio de 2010 para o concurso da Maratona Fnac Viseu. Eram quatro da manhã e falta­me fazer ainda uma foto para o tema final. Quando me deslocava para casa para tentar dormir um pouco deparei no recinto da feira de S. Mateus com milhares de borboletas que voavam em volta de holofotes que iluminavam o campo da feira. Parei o carro e foi observar este deslumbrante espetáculo. Reparei que as borboletas, atraídas pela luz, faziam voos rasantes aos holofotes e que por vezes caiam em cima deles e provocavam enormes explosões. Um cenário algo Dantesco mas de uma enorme beleza visual. Fui apanhar a máquina e o tripé e fiz cerca de uma centena de fotos. Esta é uma das que mais gostei. Nesta foto uma borboleta faz um voo rasante e provoca este efeito maravilhoso. Esta foto e mais outras seis deram­me o 2.º lugar no referido concurso. Desde então nunca mais consegui ver este espetáculo. #1: Holofote. de Miguel Silva Abertura: f/5.6 Velocidade: 1 seg. Distância focal: 250 mm ISO: 400 Com tripé


#2: Homens do Mar de Jo達o Coutinho

#3: Harpa de Marina Linhares


#103

#119 alfabeto: H Harmala, hipopótamo, homem... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «H».

#4: Homem do leme de Jorge Monteiro


#5: Habitações de Lacorrilha

Escolha dos Editores:

Hortelã de Angela Morato


#105

#119 alfabeto: H Harmala, hipopótamo, homem... Fotografias de algo concreto e palpável, cujo seu nome começa pela letra «H».

Escolha dos Editores:

(H)ospital e seus segredos de Helena Lagartinho


#107

#120 minimalismo «O menos é mais». Fotografia com um enquadramento que use apenas um ou muito poucos elementos (a mínima diversidade de formas e cores), com um fundo homogéneo ou com um mesmo padrão.

As fotografias com que tenho participado nos diferentes desafios da FLINPO, têm sido obtidas do meu "baú", ou seja, são fotografias que não são preparadas face a cada novo desafio que surja. No seio da fotografia posso considerar­me como um autor muito generalista, apurando técnicas e procurando registar diferentes ambientes, ou mais naturais ou mais antrópicos, explorando o concreto ou deambulando entre formas, cores e texturas. Neste domínio gosto particularmente de ambientes urbanos procurando registar essências e geometrias. Nestes acasos, sob o tema minimalismo, procurei entre as imagens efetuadas anteriormente, qual se enquadraria melhor entre as que já realizei. Escolhi esta por ser marcada por uma tonalidade forte conferindo uma certa homogeneidade cromática, apresentar 4 janelas que não se destacam mas que marcam uma presença evidente, e um elemento vivo, no caso o pequeno arbusto. A fotografia foi realizada em 25 de abril de 2011 às 10:33h num sanitário público do Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré, Ílhavo. Como pós­produção recorri ao software Canon Digital Photo Professional, Versão 3.11.31.0, endireitando a imagem, seguido de ligeiro crop e pequenos ajustes no contraste/saturação. #1: A forma, a cor e o arbusto de José M G Pereira Abertura: f/7.1 Velocidade: 1/400 seg. Distância focal: 300 mm ISO: 100 Sem flash Sem tripé


#2: BIG BROTHER IS WATCHING YOU de ZEKARLOS

#3: Mar Urbano de Jo達o Coutinho


#109

#120 minimalismo «O menos é mais». Fotografia com um enquadramento que use apenas um ou muito poucos elementos (a mínima diversidade de formas e cores), com um fundo homogéneo ou com um mesmo padrão.

#4: Sozinho de Luís Felício


#5: Boredom de L.Reis Escolha dos Editores:

Eco de Margot FĂŠlix


#111

#120 minimalismo «O menos é mais». Fotografia com um enquadramento que use apenas um ou muito poucos elementos (a mínima diversidade de formas e cores), com um fundo homogéneo ou com um mesmo padrão.

Escolha dos Editores:

escada de Hernani Ferreira Pinto


portefólio Lina Reis digital­pixels.blogspot.pt

Contar uma história é sempre um “Era uma vez…”, mesmo que a história seja sobre a vida de alguém, mesmo que esse alguém seja eu. Contar uma história é pensar em gentes e lugares e tempo… O lugar chama­se Lisboa, onde nasci e vivo e onde passo algum do meu tempo a ensinar. Se eu pudesse contar a minha história neste lugar e pensá­la fantasia, gostaria de ser uma daquelas personagens que enganam o tempo, ziguezagueando caminhos, só para encontrar aquela qualquer coisa que pode estar escondida na esquina de cada dia. O interesse pela fotografia surgiu neste contexto: o ir atrás de alguma coisa que me entusiasmasse. Lembro­me de me oferecerem livros de fotografia e da pilha de revistas num canto do quarto, lembro­me de ficar fascinada, não tanto com esta ou aquela técnica mais elaborada, não tanto com a excelência desta ou daquela máquina, mas com a capacidade que a fotografia tem de nos surpreender com a vertente estética de tanta coisa que, de outra maneira, ficaria submersa pela pressa com que olhamos as coisas. Às tantas peguei numa máquina e comecei a fotografar à toa, depois quis aprender mais e dei por mim a usar “palavrões” técnicos e a carregar uma máquina e duas objetivas, filtros e mais tripé. E, de repente, tinha um blog e, de repente, um convite para uma exposição e, de repente, a fotografia tornou­se aquela qualquer coisa especial que o tempo não conseguiu esmorecer. De repente, eu era dona de um imaginário de formas, cores, e luz. De repente, tinha descoberto uma maneira de ser mais atenta e mais permeável ao que está por detrás do óbvio. Ao fotografar ganho uma nova percepção e sou inventora de realidades, mas sobretudo, entretenho­me a jogar ao faz­de­conta… gosto de “pensar” a fotografia e de a “criar” antes de carregar no obturador. Gosto de pensar nas história que ela irá contar e, porque muitas histórias se contam no papel, talvez seja por isso que ele é um dos meus temas favoritos.


Flinpo Fotografia em Língua Portuguesa

Flinpo Magazine Ano III Nº7 Março 2013

Flinpo Magazine 007  

Flinpo Magazine - Nº 7 - Março 2013

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