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Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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“Sua solidariedade ajudou a amenizar o sofrimento que o sertanejo enfrenta hoje.” Laércio Oliveira

Presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio

OBRIGADO! Apoio Apoio

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Realização Realização

Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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Laércio Oliveira | Presidente Hugo Lima França | 1º Vice-presidente Fernando A. de Moraes Silva | 2º Vice-presidente José Marcos de Andrade | 1º Secretário Cloves Nascimento Alcântara | 2º Secretário Abel Gomes da Rocha Filho | 1º Tesoureiro Alex Cavalcante Garcez | 2º Tesoureiro DIRETORIA Antonio Fernando Pereira de Carvalho Assuntos Governamentais

Gilson Figueiredo Assuntos do Comércio Varejista e Atacadista

Ancelmo Oliveira Assuntos Fiscais e Tributários

Heribaldo Machado Assuntos Trabalhistas

Walleska Martins Carvalho Assuntos da Comunidade e Serviços

CONSELHO DE REPRESENTANTES José Marcos de Andrade, Alex Cavalcante Garcez, Gilson Silveira Figueiredo, Heribaldo Machado, Walleska Martins Carvalho, José Carlos Quintino de Moura, Hugo Lima França, Fernando Augusto de Moraes Silva, Abel Gomes da Rocha Filho e Antonio Fernando Pereira de Carvalho. CONSELHO FISCAL Walker Martins Carvalho, Francisco de Assis Santos e José Raimundo dos Santos SISTEMA FECOMÉRCIO Maurício Oliveira | Superintendente Adely Carneiro | Diretora do SESC Paulo do Eirado Dias Filho | Diretor do SENAC NCM - Núcleo de Comunicação e Marketing Alexandre Wendel - Diretor do NCM alexandrewendel@fecomercio-se.com.br Marcio Rocha Assessor de Comunicação - MTB 1934/SE marciorocha@fecomercio-se.com.br André Gusmão Coordenador de Eventos e Multimeios andregusmao@fecomercio-se.com.br Aparecida Onias Jornalista - aonias@se.sesc.br - MTB 769/SE Helmo Goes Jornalista - helmo.goes@se.senac.br - MTB 1581/SE Fabrício Santiago Publicitário - fabriciosantiago@sesc-se.com.br

Seac Sincadise Sicofase Sindilojas Sincomactintas Sindcomtb Sincovese Sindipesca Sindicab Sirecom A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe – Fecomércio/SE, Entidade Sindical de Grau Superior, fundada em 23 de janeiro de 1948 e com Carta de Reconhecimento de 28 de fevereiro de 1948, com sede e foro na cidade de Aracaju, situada na Rua Dom José Tomaz, 235 – 4º andar, bairro São José e base territorial no Estado de Sergipe, foi constituída para fins de estudo, coordenação, defesa e representação legal dos interesses das categorias econômicas enquadradas nos Grupos do Plano da Confederação Nacional do Comércio, e integrante do sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio a que se refere o artigo 8º, inciso IV da Constituição Federal.

Jorge Coelho Designer - jorge.coelho@se.senac.br Tiago Moura Produção - tiagomoura@fecomercio-se.com.br Hilda Mota Cerimonial - hilda.mota@se.senac.br Colaboraram com esta edição: Celso Chagas, Marcelo Vital, Carolina Braga, Carla Passos, Cristina Calmon, Maria Odília e Alex França Foto da Capa : Freepik.com As matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos autores. É proibida a reprodução do conteúdo desta revista sem a devida citação da fonte. As fotografias exibidas são de caráter exclusivamente jornalístico.

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Fevereiro/Março 2017 - Nº 23 Revista Fecomércio SE

Redação : Rua Dom José Thomaz, 235 Edifício José Raimundo dos Santos - Térreo São JoséAracaju - SE - 49015-090 comunicacaoemarketing@fecomercio-se.com.br (79) 3216 2736 - Tiragem : 1500 exemplares


Editorial Caro leitor, Nesta edição da Revista Fecomércio, você irá conhecer um pouco mais sobre o setor que mais movimenta a economia sergipana, responsável por mais de dois terços do total de riqueza circulante no mercado local. O setor terciário, mais conhecido como comércio. O comércio vai muito além da simples troca de mercadoria por dinheiro, avança pelos serviços prestados, perpassando pelo turismo, que se somam, formando a grande força econômica de Sergipe. Você verá na palavra do presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, e de empresários do setor, o quanto somos importantes para a fluência da vida econômica dos mais de 350 mil empregos gerados para os sergipanos. Falando em emprego, o presidente Laércio explica em um artigo de sua autoria a importância do emprego para a população e como se pode trabalhar para garantir a ampliação na geração de vagas para o mercado de trabalho. “Um olhar diferente para o emprego”, mostra como se pode oportunizar novos espaços no mercado de trabalho, por meio do projeto que regulamenta o exercício do trabalho intermitente. Uma chance para os jovens que seguem em busca, principalmente, do seu primeiro emprego. Integração, palavra que significa a inserção da pessoa dentro de um contexto. O Senac de Sergipe tem promovido a integração das pessoas por meio de vários cursos de aprendizagem comercial em nosso estado. Conheça um pouco dos resultados nas vozes dos próprios alunos que passaram pela instituição que mais forma profissionais em Sergipe. O leque de opções e oportunidades que o Senac oferece é muito expansivo e lá sempre há uma oportunidade de qualificação profissional. O Sesc tem focado sua atenção no desenvolvimento de ações para difusão da cultura e lazer. Em nossas páginas, você irá conhecer mais de nossas ações nas unidades Centro, Siqueira Campos e Nossa Senhora do Socorro, com várias atividades como o “Dia de Lazer” realizado com mais de 100 comerciários, e o carnaval, que movimentou mais de 5 mil pessoas em nossas unidades, garantindo muita alegria na folia de Momo. Nas nossas unidades, o público se divertiu e realizou atividades de enriquecimento cultural, garantindo a sobrevivência do carnaval de clubes e o carnaval de rua em nossas unidades. Temos muito mais ações do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac que estão estampadas nas páginas da Revista Fecomércio. Conheça a importância de ter a carteira Sesc e seus benefícios para os comerciários de nosso estado. Quem não gosta de doce? Então não perca a receita do delicioso mousse de coco com farofa doce e aprenda a fazer uma das iguarias mais pedidas no Senac Bistrô. Confira esses muitos outros assuntos importantes nesta edição. As realizações do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe têm como objetivo continuar fazendo fluir a maior força da economia de nosso estado, o maior provedor de recursos e maior gerador de empregos. Fortes, continuaremos. *O Núcleo de Comunicação e Marketing do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe dedica esta edição à saudosa memória de Cristina Calmon.

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Índice

Desenvolvendo autonomia Página 10

Páginas

Página 32

Articulistas

Pesquisa 14

09 Laércio Oliveira

Entrevista 16

34 Diego da Costa

Dicas 21 Espaço Sindical 27

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Nutrição, atividade física, turismo e muito mais

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35 Sudanês Pereira 42 Antonio Oliveira Santos


Reportagem de capa Páginas 22 a 26

A FORCA DO

COMÉRCIO O maior gerador de empregos de Sergipe

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By photoduet / Freepik

Bem-vindo ao setor que mais gera emprego em Sergipe

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opinião

Um olhar diferente para o emprego O arcabouço legal vigente no Brasil é imerso em impropriedades. Dezenas de leis tornaram-se as chamadas “letras mortas”, seja pela dificuldade em levá-las à prática, seja pela impossibilidade de fiscalizar devidamente seu cumprimento. Há casos ainda em que se somam ambas as circunstâncias. Com isso, naufraga a função primeira de qualquer lei: salvaguardar o interesse coletivo, acima de vontades e poderes pessoais. Nesse cenário de obsolescência, nada se compara à legislação trabalhista, no nascedouro voltada às demandas do setor industrial, cuja jornada produtiva não requer, ainda hoje, grande flexibilidade. Ao longo de décadas, porém, outros segmentos econômicos vicejaram, entre eles o de prestação de serviços, recordista nos últimos anos como formador do PIB brasileiro. Em muitos nichos do setor de serviços, a sazonalidade de mercado favorável é uma regra. Casos emblemáticos residem no segmento do turismo que, notoriamente, opera com duas realidades não só distintas, como opostas: a baixa e a alta estação. Aplicar a um hotel ou a bares e restaurantes as mesmas lógicas legais do trabalho no comércio e, principalmente, na indústria ultrapassou o anacronismo. É um engessamento alimentado pela falta de bom senso que, em termos concretos, dificulta contratações e reduz drasticamente a competitividade do Brasil frente a mercados mais modernos. Os resultados dessa postura retrógrada hoje experimentamos na carne: estagnação da economia, desemprego e pressão por ajustes que, a rigor, penalizam sobretudo a classe trabalhadora. Tal preâmbulo busca contextualizar a pertinência do projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados que institui no país um novo tipo de contrato – o trabalho intermitente. Em resumo, trata-se de uma relação em que o contratado trabalha por hora, em jornada flexível, de modo a atender com maior eficiência e racionalidade as necessidades do empregador e as próprias. É uma proposta salutar especialmente no universo de estudantes, haja vista que, aqui, cerca de 17% deles aban-

donam suas formações acadêmicas e profissionais pela impossibilidade de conciliar essa trajetória com as demandas financeiras das respectivas famílias. Ao precisarem cumprir uma jornada de 44 horas semanais, a sobrevivência costuma falar mais alto, em detrimento de capacitações que, seguramente, teriam o potencial de ampliar as chances de ascensão social desses jovens. Não por acaso, nos Estados Unidos, onde o trabalho intermitente é uma opção legalizada, o setor de bares e restaurantes responde por 27% dos primeiros empregos. Usual também em vários países da Europa e inclusive da América do Sul, o trabalho intermitente viabiliza ainda a pessoas com idade mais avançada o reingresso no mercado, cidadãos que, sem essa oportunidade, provavelmente continuariam alijados, a um custo social e existencial difícil de mensurar. Por fim, é fundamental registrar que a proposta em análise sobre o trabalho intermitente mantém todos os direitos garantidos por lei, a exemplo de férias, décimo-terceiro salário e FGTS, proporcionais aos dias trabalhados. Tal medida evitaria, por exemplo, o que ocorreu na Copa do Mundo, quando ficou patente o panorama de estímulo a contratações informais, dada a singularidade do período, ao invés de se proteger e favorecer a empregabilidade mais duradoura e promovida sob parâmetros desejáveis. Acima de tudo, o que proponho nessas linhas é o debate sensato sobre o tema, livre de preconceitos, aberto às transformações que os novos tempos exigem e sem as quais o Brasil – e nós, seus filhos – continuaremos à mercê de radicalismos que em nada contribuem para os reais interesses dos setores produtivos e menos ainda da classe trabalhadora. Muito já se pregou que crises suscitam desafios cujo enfrentamento tem a capacidade de reverter as adversidades em avanços. Ouso afirmar que, com vontade política e lucidez, o trabalho intermitente pode dar início a um processo inadiável, de liberar o Brasil das amarras do atraso, modernizando as relações de trabalho, com ganhos para todos os que estabeleceram a honestidade como único caminho de progresso em todos os sentidos.

Laércio Oliveira Deputado federal (SD/SE), Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe, Vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), autor do projeto de lei 3785/2012, que legaliza o trabalho intermitente no Brasil

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Desenvolvendo autonomia “Eu sabia que tinha potencial, mas não conseguia desenvolver, simplesmente não acontecia. Agora o Senac está me oferecendo um método de ensino mais voltado para a integração, onde o conhecimento técnico-científico está aliado à atitude do aluno, onde um depende do outro. A partir de hoje me sinto um jovem mais solto, com mais atitude, bem mais preparado para o mercado de trabalho”. A declaração é do aprendiz Helton Carvalho, 16 anos, durante visita técnica da turma de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos ao Arquivo Público da Cidade de Aracaju. O depoimento retrata a visão do aluno acerca do novo Modelo Pedagógico que o Senac Sergipe tem implementado em conformidade com os demais Departamentos Regionais. A turma de Helton está sob responsabilidade da instrutora Denise Rosa. Também coube a ela conduzir a turma-piloto do novo Modelo Pedagógico Senac em Sergipe. Segundo a docente, com o método, o aluno desenvolve autonomia e ganha mais participação no processo de aprendizagem. Eduarda Carvalho

“Aqui a gente recebe a teoria que precisa, mas também tem a oportunidade colocar em prática, a exemplo da síntese de aplicação, em que a instrutora passa diversas situações em que a gente tem que fazer aquilo que faria na empresa. Denise nos informou que antes o método não era esse, mas o Senac mudou depois de perceber que o desenvolvimento do aluno é maior quando ele pode colocar em prática. Por isso recomendo bastante o curso de Aprendizagem do Senac. Tem sido um crescimento e tanto para mim”, declarou Eduarda Carvalho, estudante de Jornalismo e aluna da Aprendizagem.

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Alunos visitam Arquivo Público de Aracaju

Everton Ruan Gomes

De acordo com a instrutora, Denise Rocha, o método possibilita diversas estratégias de aprendizagem. “Essa nova visão pedagógica tem oferecido a oportunidade para o aluno buscar a forma como ele aprende melhor. É um processo mais flexível onde o aluno pode identificar todas as formas de aprender, à sua maneira, no seu limite. Tenho alunos que já passaram pelo modelo antigo e eles dizem o quanto é diferente, que o Senac agora parece uma outra escola. Alguns até demoram para se situar nesse processo, mas aqueles que conseguem entender a metodologia se apropriam dela muito rápido”, declarou.

Everton Ruan Gomes, 18 anos, é estudante de Administração da Universidade Federal de Sergipe. Contratado por uma empresa parceira do Senac como aprendiz, ele, agora, também é aluno do curso de Aprendizagem em Serviços Administrativos. “Entrei no Senac com outra expectativa. É um curso que me faz um profissional, mas também um ser humano crítico e pensante. Traz questionamentos e formas de pensar que eu não vejo em outros lugares, diferente de uma escola e de uma faculdade. Está sendo muito importante para mim saber conciliar o meu lado profissional com o pessoal e ser uma pessoa ética em todos os ambientes”, afirmou.

Denise Rosa “Estamos vivendo uma experiência com essa nova metodologia. É a minha terceira turma dentro do novo modelo pedagógico e tenho percebido uma mudança muito importante na postura profissional do aluno. A partir do momento em que ele se percebe responsável por seu processo de desenvolvimento de aprendizagem, assume uma postura diferente, ganha autonomia. E o modelo pedagógico proporciona isso: a pesquisa, a investigação, ela transcende o modelo antigo e o aluno vai se interessando cada vez mais pelo curso a partir das pesquisas, que sempre são conduzidas aproveitando o conhecimento bom e descartando o que chamamos de lixo eletrônico”, disse.

Eduardo Vinícius de Oliveira “Recentemente fiz um concurso na área do Direito e caiu uma questão sobre um assunto que eu vi no curso do Senac. Isso me levou a crer que esse é um acervo que estou adquirindo não só para agora, mas também para o futuro”, constatou Eduardo Vinícius de Oliveira, 19 anos, que, além de aluno da Aprendizagem, é também acadêmico de Direito. Para ele, o novo modelo pedagógico tem proporcionado uma mudança de postura. “Esse novo método está sendo incrível. Do jeito que a gente está trabalhando, focando na pesquisa, na apresentação, eu melhorei muito a minha maneira de falar em público, a minha oratória e segurança. A professora é maravilhosa, nos dá liberdade, mas também sabe ser rigorosa quando necessário”, comentou.

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Dia de Lazer O Sesc realizou na primeira quinzena de fevereiro, mais uma edição do Dia de Lazer. Desta vez a programação aconteceu na Unidade Socorro, com a participação de 100 comerciários. A iniciativa teve o objetivo de estimular a prática da atividade física aliada a recreação. A turma aproveitou o dia para fazer vôlei recreativo, hidroginástica, hidromassagem, dinâmicas de socialização, vivência de aprendizagem motora e jogos cooperativos. “Corpo são mente sã” essa é a filosofia para uma vida saudável em qualquer idade. Nosso papel é incentivar e buscar alternativas prazerosas que estimulem a participação dos associados ”, disse Thiago Rebello, professor responsável pelo projeto em Socorro.

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Horário de Funcionamento De Segunda a Sexta Das 06 às 22h Sábados e Domingos Das 09 às 16h

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pesquisa

Sergipano menos endividado em 2017 A crise econômica está reeducando o consumidor sergipano, que tem buscado o pagamento de suas dívidas, em um contexto no qual foi condicionado, de maneira impositiva a diminuir seu volume de consumo, lhe fazendo despertar a economia financeira para organização das contas da casa. O número de famílias sergipanas endividadas caiu 11.9% no período corrente de um ano, de acordo com análise feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio), entre janeiro de 2016 e janeiro deste ano. A Fecomércio lançou mão da primeira Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo (PEIC), das famílias sergipanas, estudando o cenário durante o mês de janeiro deste ano, que apontou números animadores

75,22017 %

a respeito do melhoramento do número de sergipanos endividados, comparado ao mesmo período do ano pas-

2016

87,1%

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sado. Em 2017, o número de famí-

lhor índice da série histórica medido

sergipanos ouvidos pela Fecomércio

lias endividadas foi estabelecido em

pela Fecomércio.

informaram não ter dívidas.

O resultado do ICF mostra que as

Os empresários do comércio ser-

famílias estão com a confiança me-

gipano também ficaram mais ani-

lhorada é o reflexo do uso adequado

mados com o número apresentado

75.2%, contra 87.1% de janeiro de 2016, perfazendo a queda de 11.9% no número de cidadãos sergipanos em condição de endividamento.

do 13º salário para o pagamento de

pelo Índice de Intenção de Consumo

O número apresentado pela Feco-

dívidas e expectativa de consumo

das famílias sergipanas. Em janeiro

mércio animou o presidente da fede-

crescente neste ano, devido à redu-

de 2016, o apontador do IIC indicou

ração, Laércio Oliveira, que valorizou

ção das dívidas contraídas e no pa-

34 pontos, que caracterizava um

a iniciativa dos sergipanos em buscar

gamento das existentes. As dívidas

cenário de descrédito na economia.

a melhoria na sua condição de en-

permanentes das famílias continuam

Em 2017, o cenário melhorou, com

dividamento, buscando diminuir o

sendo as mesmas, com a liderança

a pontuação aumentada em 18.2

seu volume de dívidas ao longo

pontos. Atualmente, o índice é de

do ano.

52.2 pontos.

“O consumidor sergipano está

Laércio Oliveira lembrou o quan-

acreditando que dias melhores

to isso é importante para o em-

virão para nossa economia. O

presário do comércio, pois os

perfil está mudando e isso é

dados apresentados significam

bom para o ciclo produtivo, pois

a melhoria da confiança na eco-

com a priorização do paga-

nomia e no fator de retomada de

mento das dívidas em relação

consumo.

à criação de novos compromissos, o consumidor mostra

“Os números são mais anima-

educação financeira para esse

dores. Mostram o interesse da

momento complexo que esta-

população em voltar a fazer

mos atravessando. Priorizar os

compras no comércio, o que vai

pagamentos das dívidas agora

refletir diretamente no consumo

é fazer com que o consumidor

e na retomada do crescimento

ganhe fôlego para poder voltar

do volume de vendas do comér-

a comprar em nosso comércio,

cio e de transações negociais

com condição adequada de

dos serviços. A reeducação fi-

pagamento, sem ultrapassar o

nanceira do sergipano levou a

limite de sua receita pessoal”, comentou o presidente Laércio.

uma retração no consumo, mas constante do cartão de crédito, que

agora com menos dívidas, o sergi-

Outro número animador avaliado

hoje é responsável por 65.8% do

pano tem interesse de voltar a con-

pela pesquisa da Fecomércio é o Ín-

endividamento dos sergipanos. A

sumir, valorizando mais as compras

dice de Confiança das Famílias (ICF)

expectativa é que esse percentual

à vista, para conseguir melhores pre-

em relação à economia sergipana

se reduza, devido às novas regras

ços e descontos nos produtos. Essa

para o ano de 2017. O resultado foi

para o pagamento dos cartões, que

reação do consumidor vai provocar

muito superior ao aferido no início do

visam a quitação das dívidas de

a consequente volta na geração de

ano passado, crescendo 26.8 pon-

crédito rotativo, o maior gargalo da

empregos para os sergipanos, que

tos no início deste ano. Em janeiro de

modalidade de crédito. As outras dí-

é o principal reflexo do crescimento

2016, o índice mostrava um cenário

vidas das famílias são aquelas mais

econômico. Esse é um resultado que

de descrença, com 33.1 pontos.

comuns. Crédito pessoal, consigna-

deve ser comemorado por todos,

Agora, o número aponta 59.9 pon-

do ou não; carnês de pagamento;

pois todos, empresários, trabalhado-

tos, quase dobrando a confiança

financiamentos automotivos e imobi-

res e consumidores, ganham com a

das famílias sergipanas na economia

liários; cheques especial e pré-data-

retomada da atividade econômica”,

do estado para 2017, gerando o me-

do e outras dívidas. Já, 24.5% dos

comentou.

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entrevista

Alex Garcez Presidente do Sicofase 18

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Com a finalidade de fortalecer o mercado farmacista sergipano, foi fundada a Rede Sergipana de Farmácias, a Rede SergiFar, que será regida pelo Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Sergipe (Sicofase), dando o passo inicial para a inédita iniciativa realizada mercado do Nordeste, com a finalidade de promover a melhoria no comércio de medicamentos e produtos farmacêuticos no estado. A Rede SergiFar atenderá a todos os municípios sergipanos, com farmácias estabelecidas nas cidades da capital e interior que, unidas, desenvolveram uma cadeia de negócios entre si, para dar mais celeridade no atendimento ao cliente e interligação das empresas individuais, que trabalharão em conjunto, dando suporte umas às outras, no processo de vendas. A Revista Fecomércio conversa nesta edição com Alex Garcez, presidente do Sicofase e da Rede SergiFar, para conhecer melhor o que será oferecido para os sergipanos. Revista Fecomércio - A iniciativa de união empresarial forma um dos maiores conglomerados de empresas do setor farmacista do Brasil, a Rede SergiFar. Como surgiu a ideia? Alex Garcez - Em visita na cidade de Porto Alegre, no mês de outubro de 2015, conhecemos a Rede Associada de Farmácias, hoje a maior do Brasil com 780 lojas em todo o estado, conhecemos um modelo que havia sido pensado aqui e que lá deu certo. Fomos bem recebidos e conhecemos todas as suas instalações, processos gerenciais e técnicos, além de algumas lojas. Isso despertou o nosso antigo sonho de unir os pequenos negócios, para nos tornar uma grande empresa. Ao chegar em Sergipe procurei o SEBRAE, por ter um modelo de gestão formalizado a nível nacional na criação de redes associadas, fui apresentado a um consultor especialista em constituir redes, marcamos uma reunião e nela o mesmo apresentou a sua proposta de criação, fiquei satisfeito e imediato comecei a ligar para alguns colegas empresários convidando para participar de um novo modelo de negócio, daí surgiu a SERGIFAR. RF - De que maneira a rede SergiFar trabalhará com os empresários associados, para a obtenção do ganho coletivo? AG - A Rede hoje tem 17 empresários com 40 lojas, isso nos tornamos a maior rede do estado de Sergipe em pontos comerciais. A maior iniciativa desses empresários, para sua própria sobrevivência no mercado competitivo atual na história de Sergipe, foi se unir para formar a SergiFar. Os nossos fornecedores já estão procurando nossos associados para formalizar algumas negociações mais proveitosas para as empresas, por consequência para o consumidor. Nós iremos trabalhar em conjunto nas negociações coletivas em todos os aspectos, por exemplo nas compras com a oportunidade de maiores descontos que vamos repassar

para nossos clientes, nas publicidades com maior tempo na mídia televisiva, anúncios em jornais, internet e rádio, entre outras vantagens. Com isso temos ganhos direto e indiretamente. RF - Com a formação da rede, a condição de compra de mercadoria para as farmácias associadas terá mais vantagens, por quê? AG –Sim. Hoje o empresário está sozinho, sem muito poder de compra e com o desconto reduzido. A partir do momento que ele se associa a rede, passa a ter um poder de compra maior. Com isso os descontos aplicados pelos fornecedores se tornam mais vultosos, dando a condição para o associado repassar esses descontos para seus clientes. Por meio de tudo isso, a rede tem possibilidade de fazer diversas campanhas promocionais para estimular as vendas nas farmácias. RF - A principal vantagem da Rede SergiFar é a proximidade com o cliente. Isso influencia no melhor tratamento e preço mais adequado para o consumidor? AG - Sim, a rede está preocupada no bem-estar de todos os nossos clientes, desenvolvendo um projeto de capacitação das nossas equipes para o melhor atendimento em todas as nossas lojas, vamos trabalhar campanhas direcionadas com preços mais justo e satisfatório para os nossos clientes. Afinal de contas, o principal beneficiado será o consumidor, com as melhores oportunidades para compra de medicamentos que vamos oferecer. Nos reunimos bastante com Sebrae, Fecomércio, que nos ajudou bastante, e outras entidades, para adquirir o melhor conhecimento do setor local, identificando as realidades de cada região, por meio de estudos técnicos, para fazer surgir um conglomerado forte e sólido par os empresários e para os clientes, principalmente. RF - O que o consumidor sergipano poderá esperar da rede de farmácias que estará presente na sua vizinhança? AG - A rede tem um objetivo em comum, atender de forma profissional com qualidade no atendimento, sempre preocupado em preservar as saúdes dos seus clientes, iremos trabalhar várias ações voltadas a campanhas promocionais e sociais beneficiando a todos, promovendo mais bem-estar para o nosso consumidor. A proximidade das farmácias dos clientes, principalmente nas cidades menores e nos bairros, faz com que o ambiente seja mais intimista, dando ao pequeno empresário a preferência para a compra. Afinal, é ele quem conhece a realidade da comunidade onde vive. Isso fortalece o varejo de vizinhança por fazer circular mais receita corrente no próprio bairro, gerando empregos e renda para a população da própria cidade, do bairro, da própria comunidade. Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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Novos cuidadores de idosos

Cuidar da higiene, conforto e alimentação de pessoas da terceira idade, zelar pela integridade física, prestar primeiros socorros e promover entretenimento: essas são as atribuições de um cuidador de idosos. Com o aumento da expectativa de vida no país e o crescimento do número de pessoas na melhor idade, disparou, também, a procura por esses acompanhantes. Em razão dessa crescente demanda, o Senac tem aberto turmas do curso de Cuidador de Idosos em Sergipe, e, apenas em dezembro do ano passado, entregou ao mercado de trabalho dezesseis novos profissionais qualificados nessa atividade. A turma foi fruto da parceria entre o Senac e a prefeitura municipal de Nossa Senhora do Socorro e as aulas ocorreram em uma escola do município. Amor pelos idosos Isabel Cristina Dória já transitava pela área da saúde como técnica em enfermagem, mas decidiu se tornar cuidadora por amor aos velhinhos. “São pessoas que já passaram por muita coisa, que criaram filhos e netos, já trabalharam muito, e que precisam de alguém que os acompanhe nessa etapa da vida. Eu sempre tive amor e carinho pelos idosos e, como já atuava na área da saúde, decidi me especializar nessa atividade. O curso me fez descobrir um universo surpreendente, muito maior do que eu imaginava”, declarou Isabel. Esse contato com os idosos não é novidade para Sônia Almeida de Souza, que já atua na profissão de maneira informal. Sônia conta que, para ajudar uma pessoa conhecida, topou ser a cuidadora de uma idosa de 78 anos, atividade que realiza diariamente. “A experiência de cuidar de uma idosa me fez perceber o quanto eu amo o que faço e que é isso que eu vou continuar fazendo. Por isso procurei o Senac: queria me especializar na área, pegar o meu diploma para ter prioridade no mercado e cobrar um valor justo pelo serviço”, disse a cuidadora.

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A instrutora Rosalin A instrutora Rosalin Santana Barreto explica que o curso, com duração de 40 dias letivos, desmistifica a figura do cuidador. “Na etapa teórica, os alunos estudam a postura do profissional, o comportamento adequado na casa do idoso, o respeito, a cordialidade, a qualidade da assistência prestada. Eles estudam a gerontologia, que é a anatomia do envelhecimento, além da nutrição do idoso para casos de hipertensão, diabetes e restrições alimentares. Ainda na parte teórica, a gente aborda os direitos e cidadania dos idosos, primeiros socorros, dentre outros assuntos. O curso é importante para aprofundar conhecimentos e desmistificar a figura do cuidador, que não apenas quem dá banho, comida e remédio, é uma atividade muito mais abrangente”, explicou. Na prática, que acontece nos últimos oito dias do curso, os alunos fizeram treinamentos em sala de aula, um auxiliando o outro. A etapa final aconteceu no Asilo Rio Branco, em Aracaju, onde os estudantes testaram seus conhecimentos e habilidades no contato direto com os idosos atendidos pela instituição. Em família As dependências do Asilo Rio Branco não são desconhecidas para Valéria Alves dos Santos. Ela frequenta a instituição filantrópica desde os 12 anos de idade, acompanhando a mãe e a tia que eram funcionárias do local. Trabalhar lá foi um passo natural para Valéria. “Entrei no Asilo Rio Branco como auxiliar de serviços gerais, até que surgiu a vaga de cuidadora e eu aceitei. Era algo que eu já via minha mãe e minha tia fazendo, então não foi estranho para mim. Me identifiquei e hoje posso dizer que amo o que faço. Fiz o curso do Senac para me especializar na área que eu quero seguir”, declarou. Para Valéria, o diferencial de um bom cuidador é o amor pelos mais velhos. “Não é uma profissão para quem busca só ganhar dinheiro. É preciso ter amor aos idosos, respeito, carinho, trata-los como se fossem da nossa família, pois é isso que nós acabamos virando para eles”, disse a cuidadora.

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EST. 1949

Novo Cardápio

RE

E ST. 2 01 5

Filé de Peixe em molho de salsinha e alho poró

Vaca atolada

Cachorro Quente do “Seu João do Parque”

Horário de funcionamento Restaurante: Segunda a sábado: 11h30 às 15h30 Memorial: Segunda a sexta-feira: 9h às 19h / Sábado: 10h às 15h30 Praça Olímpio Campos, 11, Centro - Aracaju/SE se.senac.br / 79 3022.6155 Aceitamos cartões de crédito.

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Pudim de coco verde


Dicas

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Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

23


capa

A FORCA DO

COMÉRCIO

O maior gerador de empregos de Sergipe 24

Fevereiro/Março 2017 - Nº 23 Revista Fecomércio SE


O estado de Sergipe conta diretamente com a participação do setor terciário como a maior fonte de renda circulante em sua economia. Os setores de Comércio, Serviços, Transporte, Armazenagem, Tecnologia, e outros do segmento comercial, confirmam a liderança no volume de geração de riquezas do estado, com 66,91% do total do PIB sergipano. Com essa participação destacada no total do Produto Interno Bruto (PIB) estadual totalizado em exatos 27.823 bilhões de reais, o Comércio ocupa lugar de destaque com a movimentação de 11,36% do total acumulado, somando 2.9 bilhões de reais, dentro da participação do setor terciário, que compõe mais de 18 bilhões e 360 milhões de reais, de acordo com dados apurados pela Federação do Comércio do Estado de Sergipe (Fecomércio), com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comércio sergipano é responsável pela geração de mais 350 mil empregos no estado de Sergipe, sendo responsável por mais de 60% do total de pessoas empregadas com carteira assinada, ou seja, empregos regulares, em nosso estado. O comércio tem feito Sergipe crescer com o seu trabalho em favor do desenvolvimento econômico local. O destaque em geração de emprego e renda do comércio vai para o setor de serviços, que ganhou grande impulso com a oferta de serviços prestados para as pessoas, famílias e para o mercado em si. O Presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, comemorou o resultado e valorizou o setor terciário como a principal via promotora do desenvolvimento econômico e geração de emprego do estado. “Precisamos trabalhar mais para interiorizar o crescimento das atividades de comércio, serviços e turismo, pois eles geram muito mais empregos que todos os outros setores da economia somados. Com isso, devemos buscar a ampliação da rede de negócios e levá-la ainda mais para o interior, o que promoverá o aumento da renda das famílias e fará com que o interior sergipano, principalmente o médio sertão”, destacou. Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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A região da Grande Aracaju li-

gera o desenvolvimento para

“Todos nós fazemos parte de

dera de forma hegemônica o

o estado. Vejam o exemplo do

um ciclo direcionado quando

volume de riquezas do estado,

povo de Itabaiana, quem com-

se trata de cada casa, cada lar.

com 53,40% do total dos re-

pra produto lá, vende por lá e

Todos dependemos de produ-

cursos movimentados. A con-

eles compram entre si. E além

tos que compramos em lojas,

tribuição para a liderança deve-

disso, comprando o produto

mercearias, supermercados e

-se ao fato de ser a maior área

local, você tem a quem recorrer

de concentração populacional. Por consequência, com maior urbanização e concentração de indústrias. Muito embora, a maior parte do PIB seja gerado

diante do problema. As autoridades precisam identificar em seus projetos de economia, as empresas sergipanas”.

no varejo em geral. Entretanto, o comércio varejista funciona com eficácia, por causa de um segmento do mercado que faz circular a mercadoria e regula os processos de dis-

pelo setor de Comércio, Servi-

tribuição e revenda para o

ços de Turismo.

consumidor final, o setor atacadista e distribuidor. A

O empresário Ferreira Al-

base de tudo é a preferên-

buquerque, das atividades

cia do consumidor em fazer

de indústria tinteira, corre-

suas compras no varejo de

tagem de seguros e pres-

vizinhança, aquele mercadi-

tação de serviços médicos,

nho do bairro ou da cidade.

lembrou qual a importância

Nesta experiência o consu-

do consumo do produto

midor busca cada vez mais

sergipano, feito e vendido

qualidade de atendimento,

pelos comerciantes locais,

instalações

compatíveis

como um mecanismo que

com a qualidade do produ-

aumenta ainda mais a gera-

to ofertado e preço justo.

ção de emprego na cadeia

Portanto, o setor atacadista

produtiva local. Ele lembra

e distribuidor é o elo da ca-

que todo o mercado de

deia que leva ao pequeno e

consumo do estado precisa

médio varejo o mix ideal de

entender a necessidade de

produtos com eficiência e

compra local. “O sergipano precisa entender isso. Não apenas o consumidor, mas também o poder público. A partir do instante em que se trabalha com empresas locais, as empresas geram im-

custo competitivo”. O empresário Juliano César, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Sergipe (Sincadise), lembra a importância do consumidor com elemento

Em sequência, ainda movimentado pelo setor de turismo e algumas indústrias, a região Sul de Sergipe movimentou 9,50% do total do Produto Interno Bruto do estado. As microrregiões

postos e empregos aqui. Isso

da cadeia produtiva. Pois todos

fortalece o ciclo da cadeia pro-

fazem parte do ciclo produtivo,

dutiva do estado. Se eu gero

como compradores de bens de

emprego, as pessoas vão para

consumo. O empresário desta-

do 8,79%, o Alto Sertão com

o comércio local para comprar.

ca a importância do varejo de

8,15%, o Agreste Central com

Se eles compram, o dinheiro

vizinhança para o comércio,

7,27%, Centro Sul avolumando

gira dentro do estado. Todos os

principalmente no interior do

6,56%, o Baixo São Francisco,

impostos ficam no estado, isso

estado.

com 4,63% e em último lugar,

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Fevereiro/Março 2017 - Nº 23 Revista Fecomércio SE

sergipanas seguem seu volume de participação no total de riquezas com o Leste levantan-


o Médio Sertão, com apenas

de alegria e encontra produtos

terior. No primeiro segmento,

1,69% do total de negócios

e serviços tudo em um só lugar.

os principais destaques são os

fomentadores de riquezas do

Além de poder estacionar com

setores do comércio varejista,

estado.

segurança.

varejista,

comércio atacadista e alimen-

você tem modelos de negócios

tação, responsáveis por mais

diversificados que trazem dina-

da metade das contratações.

mismo para os corredores, tem

Já no setor de serviços, o maior

também concorrentes diretos

volume de crédito foi destinado

que te auxiliam a enxergar me-

a imobiliárias, transporte rodo-

lhor o seu negócio, fazendo

viário, saúde e educação, que

mudanças quando necessário.

correspondem a mais de 80%

Amo trabalhar com varejo em

das aplicações.

O comércio sergipano é muito forte no setor varejista de centros de compras. Os shopping centers estão se tornando uma constante em todas as regiões do estado. Na capital são dois grandes condomínios de shopping, com um terceiro em fase final de construção, além de um na cidade de Nossa Senhora do Socorro, um em Nossa Senhora da Glória e dois

Como

Shopping center, pois nos instiga a estudar onde é necessário melhorar, sempre! Esta, inclusive, é a dinâmica da vida”, diz.

As características gerais da distribuição do PIB em Sergipe, mostram o quanto há a necessidade de interiorização da

em construção nas cidades de

De acordo com dados do Ban-

economia do estado. Mais de

Itabaiana e Lagarto.

co do Nordeste, os empresá-

14 bilhões de reais do total de 27 bilhões auferidos, são provenientes de cidades componentes da Grande Aracaju, ou de cidades com distância inferior a 100 km da capital Sergipana. As regiões litorâneas, Sul e Leste são as maiores forças econômicas do estado. De acordo com a economista da Fecomércio, Sudanês Pereira, a concentração das forças econômicas do estado fazem com que o estado não se desenvol-

Helena Bittencourt, empresária do comércio de confecções, valoriza o comércio de

rios dos setores do comércio e de serviços expandiram os financiamentos

no

primeiro

va de forma equitativa nos seus locais mais necessitados de fortalecimento econômico.

semestre do ano, no estado

O empresário Fernando Silva,

de Sergipe. Segundo informa-

com 41 anos de experiência no

ções do Banco do Nordeste,

mercado valoriza o setor terci-

as aplicações para os dois

ário sergipano e destaca que

segmentos

mais

empreender é importante. Pois

“O Universo de Shopping é

de 51,9%. O montante aplica-

o trabalho dos empreendedo-

muito rico. Como cliente você

do nos primeiros seis meses

res é o que promove a geração

encontra pessoas do seu cír-

do ano de 2016 chegaram a

de emprego e renda para a po-

culo de amizades, traz a família

R$ 73 milhões, frente a R$ 48

pulação, mas lamenta o exces-

para experiência de lazer, gas-

milhões em aplicações feitas

so da carga tributária que afeta

tronômica, passa momentos

no mesmo período do ano an-

o mercado empresarial.

shopping centers, destacando a comodidade e pluralidade de ofertas de consumo no comércio e serviços.

cresceram

Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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“A carga tributária é uma necessidade, pois o país não pode viver sem arrecadar impostos para sua manutenção. Porém, a carga tributária brasileira é extorsiva, é exageradamente alta, fugindo completamente da realidade de países desenvolvidos. Para se ter uma ideia, aumentaram impostos no ano passado de forma abusiva. Isso prejudicou demais os empresários. Isso é um saque, é meter a mão no bolso do comerciante, dos empresários e isso desestimula o exercício da atividade empresarial. Empreender é você ter vontade pessoal de ter o seu negócio. É almejar resultados satisfatórios para você mesmo, para a sociedade por meio do seu trabalho e do trabalho que você gera para as pessoas, é bom para todo mundo, até para a nação, estado e município. Contudo, existem os entraves que não deveriam existir. Quem trabalha honestamente e com seriedade sobrevive no negócio. O empreendedor deve estudar suas tendências de mercado, para poder fazer um bom trabalho e fortalecer o seu estado, seu povo, gerando emprego e renda para os trabalhadores”. O empresário do ramo de barbearia, Ramon Gonzallez, diz que o setor de serviços é o grande filão a ser explorado, pois as pessoas têm procurado mais a oferta de serviços pessoais. “A prestação de serviços é um mecanismo fluído para o empresário trabalhar e garantir uma boa receita para seu negócio e seus colaboradores. O mercado apresenta demandas personalizadas, específicas para cada tipo de negócio, o que fomenta o setor de serviços das mais diversas maneiras. Eu mesmo era empregado de uma prestadora de serviços, junto com meu sócio, até que abrimos nosso próprio negócio, fazendo a mesma coisa que fazíamos para os outros. Hoje tenho uma equipe de 15 trabalhadores que estão envolvidos em nosso dia-a-dia, com nossos clientes, fazendo nossa barbearia crescer a cada dia”, destaca o empresário.

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espaçosindical

Fecomércio apoia lançamento da Rede SergiFar

Em sua raiz, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio) tem como finalidade apoiar a unidade empresarial e fomentar a economia no estado. Mais uma vez, a entidade se prontifica a realizar ações de fortalecimento do desenvolvimento econômico, dessa vez no setor farmacêutico, com o apoio ao lançamento da rede sergipana de farmácias, Rede SergiFar. Em reunião com o presidente da rede, o empresário Alex Garcez, o presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, confirmou o apoio da entidade para o desenvolvimento inicial das operações da Rede SergiFar, que começará a atuar no mês de março. O evento de lançamento da Rede SergiFar para o público será no dia 07 de março.

Todos ganham com a formação da rede. Empresários, trabalhadores e população”, disse Laércio. Com a apresentação inicial de 40 farmácias sergipanas associadas, a Rede SergiFar iniciará suas operações após decidirem se unir pelo bem do setor farmacêutico em Sergipe. A apresentação da Rede SergiFar será feita pelo Sicofase, após a elaboração do estatuto da congregação de empresas que formarão um complexo sólido que se fará presente em todo o Sergipe.

Laércio Oliveira destacou a importância da criação da Rede SergiFar para o consumidor sergipano, que será o principal beneficiado com as oportunidades oferecidas para a população. Destacou também o desenvolvimento econômico que a rede proporcionará para o mercado local.

O compromisso da Rede SergiFar é trazer aos associados a melhor opção de compra de medicamentos, com a oportunidade de vendê-los com os menores preços para o consumidor sergipano. A criação da Rede SergiFar, fortalece o ciclo produtivo do comércio farmacêutico no estado, ajudando a gerar mais empregos no setor e renda para os trabalhadores. A rede associada de farmácias trará para todos os municípios de Sergipe as oportunidades de atuação mais qualificada e produtos da mais alta qualidade pelo melhor preço praticado no mercado local.

“A Fecomércio é uma parceira dos empresários e estimula a sua união. Pois juntos, os empresários são mais fortes. Somos uma entidade de classe que trabalha de forma dedicada em prol do crescimento da economia, da empregabilidade e da oferta dos melhores produtos com o melhor preço para a população. Para tanto, não poderíamos deixar de apoiar a formação da Rede SergiFar. Desde o início do projeto, que temos trabalhado em conjunto com o Sindicato de Farmácias, para criar uma rede sólida e competitiva para o mercado local.

De acordo com o presidente do Sicofase e da Rede SergiFar, Alex Garcez, a formação da rede associada de farmácias levará o empresário do setor farmacêutico sergipano além do seu estabelecimento comercial. “A Rede SergiFar vai fazer com que os empresários tenham atuação em todo o estado, sendo que um irá cooperar com o trabalho do outro, dando mais vida ao setor do comércio varejista de medicamentos em Sergipe, com a união empresarial de nossa categoria”, destacou Alex. Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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Confeiteiro Existem, atualmente, diversas casas de doces com profissionais que possuem verdadeiras mãos que dão sabor, requinte e sofisticação aos melhores bolos, tortas, doces e salgados. É realmente uma arte confeitar um bolo ou uma torta, utilizando uma técnica específica e uma prática adquirida com a experiência. O confeiteiro precisa conhecer os vários equipamentos e acessórios modernos para auxiliá-lo no preparo de massas, cremes, glacês, dentre outras delícias. Parar formar esse profissional, o Senac oferece o curso de Confeiteiro, um dos mais concorridos da área de Gastronomia. Com 300 horas/aula, o curso qualifica o aluno para preparar, organizar e montar produtos de confeitaria, observando e aplicando as técnicas culinárias de acordo com as boas práticas, de forma a assegurar os padrões de qualidade dos alimentos. O curso ainda leva o aluno a se relacionar de forma ética com a equipe, e desenvolver uma atitude criativa diante dos desafios do trabalho.

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No curso de Confeiteiro, o aluno aprende a reproduzir diversas receitas, como este Mousse de Coco com Farofa Doce. Quem ensina esta sobremesa, que pode ser degustada no Restaurante Senac Bistrô, é a instrutora Edivane Teles de Andrade, gastróloga especializada em Serviço de Alimentação em Bares e Restaurantes, Confeitaria e Chocolate com 25 anos de experiência. Aprenda a fazer esta delícia em casa!

Mousse de Coco com Farofa Doce Mousse Água filtrada 25 ml Gelatina em pó incolor sem sabor Leite condensado 200g Creme de leite 200g Leite de coco 60 ml Chantilly Modo de Preparo: Hidratar e dissolver a gelatina em pó na água e reservar. No liquificador bata o leite condensado, o creme de leite e o leite de coco ate obter uma mistura homogênea. Junte gelatina e bata. Passe a mistura do liquificador para um recipiente e adicione delicadamente o chantilly batido. Reserve. Doce de Coco Coco seco ralado fresco 200g Açúcar 300g Leite de coco 200g Modo de Preparo: Levar o coco, o açúcar e o leite de coco ao fogo até que ferva. Retire do fogo. Reserve. Farofa Doce Biscoito doce 60g Castanha de caju (xerém) 60g Coco seco ralado em flocos (industrializado) 90g Modo de Preparo: Triturar o biscoito, passar para um recipiente e juntar o xerém de castanha e o coco seco e misturar bem. Reserve. Montagem Em um reciente coloque o doce de coco, em seguida coloque o mousse de coco e leve para refrigeração ate que o mousse esteja firme. Em seguida coloque a farofa doce e decore à gosto.

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O Sesc realizou uma programação especial em comemoração aos festejos de momo. A folia teve início na Unidade Siqueira Campos com a coroação da realeza carnavalesca e o desfile inédito do bloco Unidos do Nova Vida, formado por integrantes do grupo da terceira idade. A participação foi gratuita e aberta a todas as idades. A Unidade Socorro, localizada no município de Nossa Senhora do Socorro, também abriu alas com concurso de fantasias, baile e manhãs recreativas. Centenas de comerciários caíram na folia e desfrutaram juntamente com a família de uma programação cultural, cujo o foco principal foi o de resgatar os antigos carnavais. A iniciativa do Sesc faz parte do projeto Tradições em Movimento, destinado a promover e fomentar estudos relacionados aos ciclos festivos, presentes no calendário cristão e na herança cultural afro-ameríndia. “O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil, apesar de não ser uma invenção brasileira, nem tampouco realizada apenas no país. A história do carnaval remonta à antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma”, disse o supervisor de cultura, Anderson Charles, idealizador do projeto. O Rei Momo é inspirado na mitologia grega. Momus era um personagem mitológico que personificava a ironia e o sarcasmo. No Brasil, este personagem foi adaptado para as festas carnavalescas, tornando-se um dos principais símbolos do carnaval. Ao longo das últimas décadas (1970 - 1990) o Carnaval aracajuano existiu em diversas expressões: desfiles de escolas de samba e de blocos, bailes carnavalescos nos clubes da cidade, concursos de músicas e o carnaval de rua, conhecido também como o clube do povo. Com o tempo, os foliões aracajuanos foram diminuindo o passo e as tradicionais manifestações aos poucos desapareceram. Surgiram então os carnavais do litoral, principalmente nas praias de Parambu, Caueira, Abaís e Saco, além dos trios elétricos da Bahia e o frevo pernambucano. Hoje, enquanto a agitação toma conta dos estados vizinhos, Aracaju se firma no trade turístico como um lugar de descanso, atraindo turistas de várias regiões do pais que buscam tranquilidade à beira mar, dias de sol, boa gastronomia e o sossego de uma pequena capital que ainda conserva ares pitorescos, diferentemente das grandes cidades. Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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Nutrição, atividade física, turismo e muito mais

Conhecer o trabalho do Sesc é mergulhar em um universo de serviços que fazem parte do cotidiano de centenas comerciários, dependentes, conveniados e usuários que desejam usufruir os serviços ofertados pela instituição diariamente. A ação proativa do Sesc envolve crianças, jovens, adultos e idosos. Sua filosofia está pautada na promoção do bem-estar social. E para atingir o objetivo principal vem ao longo das últimas sete décadas ampliando e diversificando as atividades, procurando atender com excelência as necessidades da sua clientela prioritária e comunidade em geral. Saúde, Cultura, Educação, Lazer e Assistência são as cinco áreas de atuação da instituição - presente na capital (Unidades Centro, Siqueira Campos, Comércio) e nos municípios de Nossa Senhora do Socorro e Indiaroba. Nas unidades do Sesc o público encontra uma rede de restaurantes climatizados, com atendimento self-service/ quilo e preços acessíveis. Os restaurantes funcionam de segunda a sexta-feira e contam com uma equipe de nutricionistas, que montam semanalmente cardápios balanceados de acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador e normas de boas práticas de armazenamento, produção, higienização e distribuição. Por dia são servidas cerca de 3.000 refeições e a qualidade do serviço tem chamado a atenção das pessoas que trabalham e residem nas circunvizinhanças das instalações do Sesc. “A comida é saborosa e variada. Venho todos os dias. Com o dinheiro gasto no transporte consigo almoçar com tranquilidade, sem me estressar no trânsito, indo para casa. Almoçando no Sesc o benefício é maior que o custo”, disse o consultor de vendas, José Alves Neto.

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No Sesc o lazer é sinônimo de aproveitamento do tempo livre. Ele ocupa espaço de destaque e abrange uma série de atividades destinadas à recuperação física e psíquica dos comerciários, através das academias de ginástica e musculação, escolinhas de iniciação esportiva, avaliação física, aulas de dança e incentivo ao esporte por meio da natação, do ciclismo e outras modalidades. As academias são abertas ao público em horário integral e os pacotes com descontos promocionais de 10 a 20 por cento podem ser parcelados pelo cartão de crédito. O Desenvolvimento físico-esportivo tem lugar de desta que na vida de todos, mas, viajar, conhecer novas paisagens e aprender com outras culturas é algo que não podemos deixar de lado mesmo nos momentos de crise. E no rol dos serviços, ações, atividades e projetos, o Sesc reservou o Turismo Social com excursões, passeios e hospedagem na rede Sesc de hotéis e pousadas espalhadas por todo país. A programação de 2017 já foi lançada e traz roteiros incríveis para toda a família, além de passeios nos finais de semana e feriados, pelos principais pontos turísticos do Estado. “A ideia é oferecermos um mix de oportunidades e fazer turismo dentro e fora de Sergipe. A qualidade está presente na hospedagem, no transporte, nos guias credenciados e na hora de montar os roteiros e programações. Nosso trabalho é voltado para todas as faixas etárias e tem um olhar muito especial para o turismo com a terceira idade”, ressaltou Rogério Azevedo, supervisor da area. Em 2016 foram realizadas 27 excursões e 18 passeios, representando 5.303 atendimentos.


08 a 09/04

PRAIA DO FRANCÊS/AL

10 a 14/05

NATAL/RN

03/06

CÂNION DE XINGÓ/AL Na academia do Sesc você também encontra Pilates, Cross Trainer, Ciclismo in Door e diversas modalidades de ginástica.

o comerciário pode almoçar utilizando o sistema de créditos Creditando no mínimo R$ 25,00 em sua carteira, poderá almoçar debitando os créditos automaticamente, agilizando o atendimento. O cardápio mensal dos restaurantes também está disponível em www.sesc-se.com.br

Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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diálogos O professor ideal de tributos brasileiros

Paulo do Eirado

Diretor Regional do Senac/SE, Pedagogo e especialista em pedagodia empresarial. eirado@infonet.com.br

Selecionar candidatos a uma vaga de emprego é tarefa

didato ideal por conta dessa pequena história contada por

árdua. Sempre há um grande risco na escolha e de con-

ele (o candidato, é claro):

sequências, geralmente caras e desastrosas para todos, se malsucedida.

“Alguns anos atrás eu conheci e acabei me casando com uma viúva, bem conservada, mas que já tinha inclusive

Por certo, uma das áreas em que há grande dificuldade

uma filha crescida. Mais tarde, o meu pai se casou com

para se encontrar o profissional pleno é a de tributos. O

a filha da viúva.

Brasil produz seis normas de código tributário diariamente nas esferas municipais, estaduais e federal. São tantos produtos reguladores, que desafiam a capacidade humana de compreensão e, pior ainda, a capacidade de explicar esse assunto a alguém. Esse “Samba do Crioulo Doido” composto na “Torre de Babel” tem que ser dominado por todos os brasileiros, já que a esses, não é dado o direito de desconhecer qualquer Lei. Com efeito, uma empresa que não faz negócios com os demais Estados do País deve cumprir, à risca, pelo menos 3,4 mil normas tributárias. Isso equivale, aproximadamente, a acompanhar 38,4 mil artigos ou 89,5 mil parágrafos. Ou ainda: 286,2 mil incisos. Afinal, são 250 mil normas tributárias criadas desde a Constituição Federal de 1988,

Então a minha enteada tornou-se minha madrasta e eu virei padrasto do meu pai. Ao mesmo tempo, eu virei sogro do meu pai e minha esposa virou sogra do próprio sogro. Depois a filha da minha esposa, minha madrasta, teve um filho. Este menino é meu irmão uma vez que ele é filho do meu pai, mas ele é também filho da filha da minha esposa, que o torna meu neto. Eu virei então avô do meu irmão. Mais isso não era nada até a hora em que eu e a minha esposa tivemos um filho. Agora a filha da minha esposa, que é irmã do meu filho e também minha madrasta, tornou-se avó do próprio irmão. O meu pai, casado com a irmã do meu filho, acabou virando cunhado do próprio neto.

que regulamentam os 62 tributos vigentes. Porém, a to-

Eu sou cunhado da minha madrasta, minha esposa é tia

dos, tranquiliza saber que “ninguém será obrigado a fazer

da própria filha, meu filho é sobrinho do meu pai e eu sou

ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. É

avô de mim mesmo!”.

nesse cenário tenebroso que descobrir o professor perfeito para a matéria tem deixado muito recrutador experiente

E, para finalizar a esclarecedora narrativa com chave de

cronicamente insone.

ouro, o candidato ainda explicou tim-tim por tim-tim, os critérios que fundamentaram a pensão alimentícia que

Com Aderbal não era diferente. Experiente recrutador de

passou a receber, quando da separação litigiosa do seu

uma faculdade de Administração e Direito, ele suava frio

pai, o cunhado do próprio neto. Além, da justa e lúcida

quando imaginava ter que encontrar e selecionar professor da matéria em comento. Pois, além de escassos numericamente, os candidatos dificilmente atendiam os pré-requisitos supraplanetários exigidos. Mesmo candidatos capazes de explicar para que servem bolsos de pijamas

partilha de bens resultante da morte da viúva, obviamente, como vimos, a tia da própria filha. E, carismático que é, o professor terminou demonstrando cabalmente que o viúvo é o marido da viúva.

ou de colocar aliança em dedo de pato, não conseguiam

Nem é preciso dizer que esse candidato tornou-se o

convencer o selecionador de serem capazes de ensinar

professor que mais dominava a matéria sobre tributos

sobre nossos tributos. Até que, por uma dessas coisas

brasileiros, posto que “não se ensina aquilo que se quer,

que a lógica cartesiana não explica e que a visão imagéti-

ensina-se e só se pode ensinar aquilo que se é”, assim as-

ca não convence, Aderbal, nosso dramático protagonista,

segurou o pacifista francês Jean Jaurés, cem anos atrás,

percebeu - com seu calejado feeling - estar diante do can-

sem nem conhecer o Brasil.

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fiquepordentro Comércio Varejista de Sergipe fechou 495 lojas em 2016

Sudanês Pereira

Assessora de Economia e Assuntos Legislativos da Fecomércio - Sergipe

O ano de 2016 foi muito difícil para o varejo brasileiro. O vo-

Apesar desses indicadores, Sergipe ocupou a quarta colo-

lume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 8,7%

cação no ranking dos estados como um dos que apresen-

no Brasil, o saldo de empregos do comércio também não

taram menos fechamento de lojas do comércio em 2016,

foi bom, foram desligados 36.798 trabalhadores.

logo após Amapá, Roraima e Acre. Depois de dois anos

Do ponto de vista regional, a propagação das vendas em

de dificuldades e com número significativo de fechamento

queda e o aumento dos custos não poupou nenhum dos

de lojas, espera-se um ano de estabilidade para o comér-

estados da Federação do fechamento líquido de lojas -

cio varejista em 2017. Nesse sentido, se a inflação seguir

fato inédito em 12 anos de levantamento feito pela CNC.

a tendência de queda como está apontando as projeções

Os estados onde mais ocorreram fechamento de lojas

do mercado, assim como a queda dos juros, pode-se

foram São Paulo (-30.653 lojas), Rio de Janeiro (-11.141

pensar em uma recuperação da economia a partir do ter-

lojas) e Minas Gerais (-10.279 lojas). No caso do Nordeste,

ceiro trimestre, contribuindo com uma melhoria do poder

os estados que mais fecharam estabelecimentos do varejo foram Bahia (-3.331 lojas), Pernambuco (-2.551 lojas) e Ceará (-2.502 lojas). Assim como no Brasil, tanto a dinâmica do mercado de trabalho, como o volume de vendas e a restrição do crédito, fizeram com que o comércio varejista de Sergipe apre-

de compra do consumidor. Um indicador importante que sinaliza boas expectativas para os empresários do comércio sergipano, é que a Pesquisa de Endividamento, Intenção de Consumo e Confiança do Consumidor (PEIC), realizada pela Fecomércio-SE,

sentasse indicadores negativos nos últimos dois anos. A

em janeiro de 2017, mostrou que o nível de consumo e de

recessão dos últimos dois anos forçou os empresários a

vendas devem melhorar nos próximos meses. O levanta-

ajustar custos e rever suas estratégias de sobrevivência.

mento apontou dois indicadores importante: 1) o percen-

O quadro abaixo mostra como as consequências da recessão vem afetando o comércio em Sergipe. A lógica da dinâmica da recessão começa a refletir quando as vendas diminuem, resultado da queda da renda e do consumo,

tual de famílias endividadas recuou 11,9% em relação a janeiro/2016 (87,10%/jan-2016 para 75,20%/jan-2017), e 2) o percentual de famílias com renda de até 2 salários mínimos com contas em atraso diminuiu 3,1%. Ou seja,

depois o empresário começa a demitir, e por último, quan-

apesar das dificuldades, as dívidas estão sendo sanadas,

do ele não tem mais como continuar com seu negócio. A

isso significa, que no médio prazo, esse comportamento

crise está mostrando que o comércio sergipano enfrenta

pode abrir espaço, mesmo que de forma parcial, de renda

um dos piores momentos.

disponível para consumo. Dias melhores virão.

Sergipe: Indicadores de Vendas, Empregos e Nº de Lojas do Comércio Varejista

Volume de vendas varejo ampliado (%) Geração de Postos de Trabalho Nº de Lojas

2015 -8,8 -979 -661

2016 -12,2 -1.562 -495

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Senac lança curso de Estilista de Moda

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), o mercado da moda é o segundo maior gerador de empregos no Brasil. A estimativa é que 300 mil novos empregos sejam gerados até 2025. Ao proporcionar milhares de novos postos de trabalho todos os anos, o mercado da moda tem aquecido a economia do país, que já possui a quinta maior malha têxtil do mundo, e a quarta maior indústria de confecções. O Sistema Fecomércio, atento à realidade, lançou, pelo Senac, o curso de Estilista de Moda em busca de novos talentos neste segmento que só cresce no país. “Esse é um curso pioneiro aqui no Estado e o mais interessante é que ele promove um itinerário muito rico. O aluno vai passar por todo um processo de criação, de desenvolvimento do produto, e depois vai caminhar pelo processo de modulagem no próprio corpo do manequim, onde ele encontra os modelos feminino e masculino e os acessórios para desenvolver essa técnica. Na sequência, ele vai para uma modelagem mais complexa, chamada modelagem plana. Depois disso, a gente entende que ele já sabe pesquisar, criar, modelar, e agora vai para o processo de confecção, de montar os protótipos das peças, ou seja, tirar a criação dele do papel. O curso todo culmina em um projeto integrador, quando os alunos irão desenvolver uma coleção-cápsula para ser apresentada em uma exposição ou em um desfile de moda”, detalhou Altair Santo, estilista e instrutor do curso. Ainda de acordo com o estilista, o mercado da moda em Sergipe carece de profissionais qualificados na área. “É um mercado que só tende a crescer. Depois de formado, o estilista tem um grande leque de possibilidades. Pode montar seu próprio negócio, pode estar inserido nos shoppings, que têm se multiplicado no Estado. Marcas internacionais estão chegando aqui, e essas lojas precisam de profissionais com essa formação. Ele também pode estar inserido nas indústrias têxteis, em micro e pequenas empresas. Temos um polo muito importante em Sergipe, no município de Itabaiana, com mais de mil pequenas confecções. Há, de fato, muitas opções. O que ele precisa é levar a profissão muito a sério, pois ela vai exigir muito que eles estejam sempre se reciclando, como o ciclo da moda, que a cada seis meses é renovado”, destacou Altair.

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Com o objetivo de aproximar crianças e adolescentes a equipamentos e programações culturais, o Sesc promove na Unidade Centro visitas itinerantes com estudantes de escolas públicas. Ontem, pela manhã, foi a vez de cerca de 40 alunos da Escola Estadual Alceu Amoroso Lima participar do Cine Sesc e conhecer de perto a Ludoteca.

Alunos de escola pública participam do Cine Sesc

Eles assistiram ao filme francês “Asterix e o Domínio dos Deuses”, uma animação bem-humorada, que conta um pouco da história da civilização e o reflexo direto do imperialismo econômico e cultural dos Estados Unidos sobre o mundo. Após a exibição foi promovido um debate onde os alunos puderam interagir sobre o tema. Em seguida a turma foi conhecer a Ludoteca e participar do espaço de entretenimento, composto por jogos educativos, de estratégia e raciocínio lógico. Eles também participaram do espaço faz de conta, voltado para as brincadeiras afetivas e realizações de oficinas. A Ludoteca do Sesc é aberta ao público de segunda a sexta-feira com programação para todas as idades. As escolas que desejarem trazer seus alunos devem pré-agendar a vista através do 3216-2726. A Unidade Centro fica na Rua Senador Rollemberg, 301, Bairro São José. Revista Fecomércio SE Fevereiro/Março 2017 - Nº 23

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“Valise Rastros Evolutivos” Uma viagem no tempo

O Sesc realizará no município de Nossa Senhora do Socorro, de 04/04 a 26/05, a exposição “Valise Rastros Evolutivos”. A mostra traz

Serviço

representações de habitats, sítios arqueológicos, mapas, ilustrações, jogos e utensílios típicos, montadas em pequenas gavetas (Valise), que reproduzem diferentes etapas do processo evolutivo. A exposição faz parte do Projeto Sesc Ciência, uma iniciativa do Departamento Nacional da instituição e tem por objetivo popularizar e desmistificar o conhecimento científico, aproximando o público de uma compreensão mais racional dos fenômenos da natureza, por meio de ações estimulantes.

De 04/04 a 26/05/2017 08h às 11h30 13h30 às 17h (2ª a 6ª feira)

Sesc em Socorro Av. Perimetral B, 250 Conj. Marcos Freire II N.S.Socorro/SE. Classificação: Livre

Segundo Aline Pinto, curadora da mostra em Sergipe, a evolução do homem é um processo de mudanças anatômicas, principalmente culturais, por meio do qual os seres humanos emergiram como uma espécie distinta. “O visitante irá encontrar bonecos em tamanho natural que reproduzem hominídeos que antecederam a espécie Homo sapiens, como o Australopithecus, o Homo habilis e o Homo erectus”, destacou.

Visitação Agendada/orientada: Turmas docente/discente e outros grupos organizados. Contato para agendamento: 3279-3806 | 99942-0862 (Professora Aline Pinto) Informações: (79) 3279-3801

A curadora também explica, que além das modificações físicas percebidas nas estruturas corporais dos bonecos, a exposição revela a diversidade cultural existente no mundo pré-histórico, fruto da conquista de territórios cada vez mais distantes, possibilitando assim o surgimento de rituais e costumes particulares. “Essa diversidade é evidenciada em vestimentas e acessórios, que traduzem um pouco das particularidades existentes nos hábitos, nas tradições religiosas, danças e celebrações de diferentes povos”, disse.

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Entrada Franca


O comerciante sempre tem pra vender o que você precisa comprar

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Proteção empresarial é abordada em evento da Fecomércio

A Desconsideração da Personalidade Jurídica é um tema que tem sido muito importante para a proteção empresarial nos momentos em que se pratica uma verdadeira “caça às bruxas” por parte do poder público na intenção de promover a recuperação financeira dos entes federativos, em virtude da quebradeira provocada pela crise nos estados e municípios. Para tanto, o aparelho público lança mão de ações com vistas arrecadatórias, colocando os empresários na berlinda, utilizando de estratégias que podem prejudicar o bom funcionamento das empresas, imputando-lhes problemas de ordem fiscal, prejudicando não apenas o empreendimento, bem como os empresários, diretores e gestores das empresas. Com a finalidade de promover o melhor entendimento dos problemas e apresentando as soluções para as questões de influência tributária que podem afligir a classe empresarial de forma direta, a Federação do Comércio promoveu na primeira edição do ano de 2017 do Ciclo de Diálogos Empresariais, a palestra “Desconsideração da Personalidade Jurídica no Âmbito Empresarial”, ministrada pelo advogado tributarista Gustavo Andrade Santos. A palestra aconteceu no auditório do Sesc Centro, na última segunda-feira (13), com a presença de empresários, contadores, contabilistas, advogados e profissionais liberais que vieram adquirir o conhecimento necessário para

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compreensão das dúvidas e solução dos problemas decorrentes da junção entre pessoa jurídica e pessoa física, colocando em xeque a sobrevivência empresarial e a fluidez dos negócios segmentados. O jurista Gustavo Andrade explicou em sua preleção o que é necessário para que os empresários podem fazer para garantir a manutenção da saúde financeira das empresas, em questão de enfrentamento de problemas com a autoridade tributária, pois a elevada carga de impostos que é aplicada às empresas prejudica o andamento das atividades e em casos de problemas de gestão, pode provocar seu fechamento, causando sérios danos aos empresários. Gustavo destacou que o número de obrigações tributárias acessórias, crescente a cada dia, é o maior inimigo do crescimento econômico e do desenvolvimento empresarial. “Vivemos em um verdadeiro Big Brother nas empresas, pois todos estão na mira do Fisco. O déficit fiscal do poder público promove uma busca que atinge a classe empresarial em cheio. Pois o governo que arrecadar mais para compensar os prejuízos que foram gerados ao longo dos anos recentes. Existem casos de criação de problemas nas empresas que prejudicam o seu funcionamento e punem os empresários de forma dura e em sua grande maioria das vezes, desnecessária. A busca pela arrecadação está criminalizando a classe empresarial, por meio de ameaças que implicam na contribuição forçada”, destacou o advogado para o público presente na palestra. Gustavo Andrade explicou detalhes sobre a separação patrimonial dos bens empresariais, da personalidade jurídica, diferenciados dos bens da pessoa física, lembrando que o que é da empresa é corpo-

rativo e o pessoal do empresário não deve ser envolvido na questão empresarial. Segundo ele, um dos erros mais comuns cometidos pelos empresários. Foram levantadas questões relacionadas aos princípios constitucionais da personalidade jurídica, separando-as da pessoa física. Diferenciando o que é de quem, para evitar a destruição patrimonial da pessoa, em relação ao das empresas que atravessa dificuldades. “Os empresários acabam confundindo o que é da pessoa jurídica, com o que pertence à pessoa física, e isso provoca danos graves às empresas”, afirmou.

como a apresentação de estratégias de gestão e administração tributária ordenada por meio de planejamento tributário preventivo e planejamento patrimonial societário, para confrontar o ambiente hostil no qual a classe empresarial vive, em virtude da alta carga de impostos aplicada. Sobre as empresas que deixaram de funcionar e os donos estão enfrentando ações de ordem judicial, Gustavo Andrade explicou que o melhor caminho, mesmo que seja o mais tortuoso, é o da baixa regular, junto aos órgãos competentes. Assim evitando que o empresário tenha o seu patrimônio pessoal colocado em xeque para resgate financeiro da massa falida. O advogado lembrou que a regularidade impede a criação de consequências pessoais para os sócios do empreendimento que teve as atividades encerradas. Laércio Oliveira , presidente da Fecomércio, valorizou a temática abordada pelo jurista, destacando a importância do assunto para a proteção do patrimônio das empresas e dos empresários, dentro das normas legais.

Foram utilizados exemplos contidos no Código Tributário Nacional, comparados ao Código Civil, além a apresentação de súmulas do Supremo Tribunal Federal e estudo de casos aplicados, lembrando que além dos empresários sócios da empresa, os diretores, gerentes e pessoal administrativo também pode sofrer sanções judiciais em virtude de problemas de origem meramente empresarial. Promovendo assim, o esclarecimento das dúvidas dos participantes do Ciclo de Diálogos Empresariais, assim

“Trouxemos um jovem talento do direito tributário de Sergipe para apresentar um tema o qual ele domina para os empresários. Ações como essa do Ciclo de Diálogos Empresariais são a prestação de serviços promovida pela Fecomércio para que o setor empresarial sergipano conheça melhor e possa se preparar para questões de impacto como essa. O evento é uma somação das entidades empresariais, para que possamos promover uma melhor ambientação para o empresário poder trabalhar de maneira tranquila e com regularidade. Afinal, o setor empresarial é o maior responsável pela geração de riquezas, emprego e renda para o nosso estado”, disse o presidente.

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trocandoideias Finalmente, os lucros do FGTS serão entregues aos trabalhadores O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi uma genial criação do Governo do Presidente Castelo Branco, em 1966 – portanto, há mais de 50 anos –, por proposta dos competentes e saudosos Ministros Roberto Campos, Octávio Gouveia de Bulhões e Nascimento Silva. Ao lado da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da Previdência Social, o FGTS compõe a trinca das grandes conquistas sociais dos trabalhadores brasileiros. Na Constituição de 1988, o FGTS foi incluído entre os “Direitos Sociais” dos trabalhadores urbanos e rurais (art. 7º, inciso III), que integram os “Direitos e Garantias Fundamentais”. O FGTS não foi imposto aos trabalhadores. A estes foi facultada a adesão ao novo sistema, em troca da estabilidade no emprego, que havia se constituído num grande entrave ao desenvolvimento econômico e social do País. A estabilidade no emprego gerava o chamado “passivo trabalhista”, que inviabilizava a saúde financeira das empresas e, por outro lado, desestimulava os investimentos geradores de emprego e renda. Em boa hora, essas distorções foram eliminadas, graças ao FGTS. O Fundo é composto pelo conjunto das contas dos trabalhadores e pelos ganhos de suas aplicações, notadamente no financiamento habitacional. Em nossa opinião, é fora de dúvida que qualquer superávit registrado no Fundo deve ser, de direito, creditado aos trabalhadores, ou seja, a eles pertence. Agora, podemos registrar a boa notícia de que o Governo (Caixa Econômica Federal) estaria elaborando projeto de lei para autorizar o depósito nas contas vinculadas dos trabalhadores, a título de “distribuição de resultados”, 50%

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Antonio Oliveira Santos

Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

dos lucros obtidos nas operações realizadas com recursos do FGTS. Presentemente, existem 718 milhões de contas vinculadas e, em setembro de 2016, os ativos do Fundo montavam a R$498 bilhões. Transcorridos mais de dez anos da proposta original e cinquenta anos da criação do FGTS, a burocracia foi derrotada graças ao Presidente Michel Temer, que expediu a Medida Provisória nº 783, de 22/12/16, a qual, alterando a Lei nº 8.036, de 11/5/90, atribuiu competência ao Conselho Curador do Fundo para autorizar “a distribuição de parte do resultado positivo auferido pelo FGTS mediante crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores.” “A distribuição – acrescenta o Decreto-lei - alcançará todas as contas vinculadas que apresentarem saldo positivo em 31 de dezembro do exercício base do resultado auferido”. E “será proporcional ao saldo de cada conta vinculada em 31 de dezembro do exercício base e deverá ocorrer até 31 de agosto do ano seguinte ao exercício de apuração do resultado”. Dispõe, ainda, o citado Decreto-lei - entre outras disposições - que “a distribuição do resultado auferido será de cinquenta por cento do resultado do exercício”. No futuro, a distribuição dos lucros do FGTS deve alcançar a totalidade dos resultados auferidos, tanto mais que eles derivam da aplicação de recursos (saldos dos depósitos nas contas vinculadas) que pertencem aos trabalhadores titulares dessas contas.


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Revista Fecomércio #23  

Publicação Bimensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe

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