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MATÉRIA-PRIMA 6

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40 Oliveira, Elisabete (2015) “A Educação Visual de todos e para a vida: currículo, projectos escolares, desafios à formação de professores e urgência de um Exploratório, referencial de qualidade.” Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 3 (2): 27-40.

só complementares da formação profissional: sendo esta para o serviço de TODOS os portugueses na escola pública de direito, o estado não deve demitir-se de a assegurar com qualidade. Na realidade, a formação profissional — a par de o Acordo de Bolonha ter reduzido muito a própria experiência artística do Professor —, tem sofrido desqualificações em tempo, oportunidade para trabalho de campo e população aumentada das turmas, dificultando o processo de projeto… E por isso, chegam às escolas Professores que só sabem propor visionamentos ready-made aos alunos, não se atrevendo a que aventurem a descoberta ou a criação plástica original; e é desacreditado o valor dessa Formação, forçando-a a ser validada por testes de um par de horas! Consciencializámos, de há décadas, a importância estratégico-metodológica da auto-eco-compatibilização, onde o formando só fica preparado se capaz de buscar as próprias respostas a cada novo problema; e achamo-la longe de ser ativada; se para atingir o novo, é preciso passar da consciência local para a proximal, só em diálogo/interação recursiva com os outros tal será possível. E para ativar o que é preciso fazer acontecer, é preciso um crescimento rizomático (Deleuze, 1969): por isso, prosseguimos a candidatura do Projeto do EXPLORATÓRIO (Pioneiros Afirmados e Emergentes); onde, numa plataforma, cada um interatue e mantenha o seu portfólio auto avaliativo e para memória futura, para travar retrocessos da qualidade; e seja propiciada a afirmação da Área, em comparabilidade internacional. Poderemos, aqui, agora, aderir; e também fortalecer-nos para o que faz falta, incluindo o reconhecimento do Ensino das Artes Visuais a nível de doutoramento; e o acesso da Arte escolar ao Museu — como já vem conquistando o espaço público, efemeramente.

Referências Berger, R. (1968) Découverte de la Peinture. Vol. 1, 2 e 3. Paris: Marabout Université. N.B: Abregé pratique. Vol 3. Pp 210-226. Deleuze, G. (1969. Logique du Sens. Paris: Les Editions de Minuit. FCG. (2015) Descobrir: Aulas Públicas. Programa do Projecto 10x10. Lisboa: CAM. Oliveira, E. (2010) Educação Estética Visual Eco-necessária na Adolescência. Livro e CD. Coimbra: Minerva. Oliveira, E. (2013) “O Exploratório: Referencial da qualidade em Educação-

Cultura através das Artes Visuais.” Matéria-Prima. ISSN 2182-9756 E-ISSN 2182-9829. Vol. 1, (2). Lisboa: FBAUL e CIEBA. Pp 30-43. Parsons, M. (1987) How we understand Art. N. York: Cambridge University Press. Parsons, M. (1999) “Dos Reportórios às Ferramentas : ideias como Ferramentas para a compreensão das Obras de Arte.” In: Fróis, J. (Ed.) (2000) Educação Estética e Artística. Abordagens transdisciplinares. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Pp 169-189.


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