34 Oliveira, Elisabete (2015) “A Educação Visual de todos e para a vida: currículo, projectos escolares, desafios à formação de professores e urgência de um Exploratório, referencial de qualidade.”
Destacamos os níveis encontrados para as VARs: Tipologia da expressão e Tipologia do dinamismo espacial em Desenho e Design; e sobre a Consciência da qualidade do trabalho em EEV pelos alunos e o seu sentido da Utilidade prática da EEV.A/D. Fizemos a análise de conteúdo para as respostas dos alunos sobre cada uma das imagens, A, B e C, mas destacamos a síntese dominante para A+B+C. Especialmente relevantes, serão os níveis nas VARs das perceções do dinamismo espacial e da qualidade formal; e do Tipo de representação e de Significação, dominantes. Podemos paralelizar o desenvolvimento estético na abordagem da significação, c/ a escala de 5 níveis de Parsons (P): (1)Denotação (P1 e P2: favoritismo; realismo). (2) Sensuo-imaginação ou concepto-imaginação (P3 e P4: expressividade; estilo/forma). (3) Síntese / Autonomia (P5: Autonomia). E, no final, julgamos ter atingido a VAR da Fase de desenvolvimento global, do nível inactivo ao 7º nível, simbólico/orientação autónoma: também culmina na autonomia, mas o enfoque transcende a Apreciação, sendo global. Os níveis de Autonomia só se encontram geralmente pelo final do 9º Ano e, portanto, só se terá base de Educação Visual para a Vida, construindo-a até aí. São indicados o sexo e a idade dos respondentes; e, sob o código de cada um, está o Nº do nível de desenvolvimento que atribuímos (Figura 2). Para validar esta análise, recorremos ainda ao Método dos Juízes, pelo qual três colegas — licenciadas em Artes Visuais e professoras com larga experiencia, classificaram algumas das VARs mais importantes: assinalámos os desvios, que aqui omitimos por não terem sido significativos. Cada professor poderá questionar estes resultados, mas terá de encontrar o seu próprio referencial dos níveis de desenvolvimento estético e global dos alunos, sob pena de não ter sentido para estimular a sua progressão. 2. A nossa investigação dos projetos de Educação Visual — Artes Visuais (com enfoque maior nos 7º a 12º Anos da Escolaridade) emergentes nas escolas portuguesas ou em centros culturais em colaboração com estas, prosseguiu a busca dos de maior energia inovadora, atualizando o referencial do Exploratório anteriormente apresentado (Oliveira, 2013; 2014). Recolhemos ou realizámos fotos, em escolas, exposições, congressos e nos média, documentação ainda muito lacunar, enquanto não for aprovado o nosso Projecto “Exploratório da Educação Artística da Universidade de Lisboa,” a sediar na FBAUL, que estabelecerá a intercomunicação sistemática em plataforma; mas podemos verificar que se mantém a pertinência dos 11 âmbitos já categorizados, em crescentes combinatórias, como se documenta não linearmente