31 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 3 (2): 27-40.
Questionário — Junho 1990, códigos 216-275); e no 9º ano, com opção Arte-Design (Q2 — 2º Questionário — Junho 1991, códigos 276-323). Sendo a amostra reduzida a 107 alunos, não se pretendeu uma representação numérica da realidade portuguesa, mas sim, que contivesse os seus contrastes — norte-litoral / sul-interior, grande cidade e cintura industrial; feminino / masculino; metade dos alunos ao critério do professor local — o melhor, o pior e o médio, sendo a outra metade ao acaso. Será desejável que investigações sejam realizadas sobre a nossa realidade mais atual — o que não temos visto acontecer; mas consideramos que continuam válidos os resultados, que mostram que os mais altos níveis são atingíveis por alguns alunos; e como são caracterizáveis. No tempo de uma hora, disponibilizámos folhas A4, estando aqui à escala alguns dos desenhos obtidos. No caso da Apreciação, apresentámos aos alunos três cartazes (Figura 1) e fizemos a análise de conteúdo dos textos-respostas ao questionamento sobre as variáveis (VARs). Que a terceira imagem — um mostruário de tons —, tivesse sido interpretada como obra de arte, intencional, mostrou-nos que o importante é o juízo do apreciador sobre a imagem. Para a Expressão não condicionada, pedimos um desenho livre; ou o desenho de um lugar com duas pessoas e três coisas. Para o Design, pedimos a resolução de um problema: valorização de uma montra de 1m3 de fruta, se só dispusesse da fruta e de 1 folha A4 de cartolina branca, linha, tesoura, fita gomada e um lápis (1/2 azul, 1/2 vermelho). Se para a Apreciação adaptámos a escala de Parsons (1987), para estes casos precisámos de criar uma análise de conteúdo das imagens obtidas — no que foi útil o conhecimento anterior de Berger (1968). Recorremos ao presente quadro (Quadro 1) das VARs e indicadores.