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É preciso valorizar o estudo da História da Arte e, para os mais jovens, não restringir os horários de Educação Visual para que os docentes tenham tempo para dar a conhecer o património nacional, não restringir a possibilidade de realizar visitas de estudo, mostrar que o antigo e o moderno podem conviver facilmente.
Calado, Margarida (2015) “Educação artística e respeito pelo património histórico.” Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 3 (2): 20-26.
Uma política de gestão integrada do património cultural deverá assentar no reforço da História da Arte, esteio fundamental de alargamento de uma consciência democrática de cidadania (Serrão, 2014: 36).
E quanto ao “nosso convento”? Talvez aqui devamos fazer um “mea culpa”. Facilmente explicamos aos de fora, a história do convento, lhes mostramos os locais de maior valor histórico. Talvez devêssemos, quando em cada ano lectivo, algumas centenas de alunos, entram de novo na Faculdade, para além das muitas tipologias de sessões de boas vindas que se podem imaginar, simplesmente introduzir uma primeira aula de história, onde se lhes mostrasse que estas paredes merecem o nosso respeito, que o nosso acervo histórico é de fato, valioso. Ao mesmo tempo, estaríamos a despertá-los para a importância do património.
Referências Choay, Françoise (2011) As questões do património. Antologia para um combate. Lisboa: Edições 70 ( Arte & Comunicação, 96). Feliciano, Hector (2005) O Museu desaparecido. As obras de arte confiscadas pelas forças nazis. Lisboa: Publicações Dom Quixote. Salazar, Abel (2000) Notas de Filosofia da Arte. Porto: Campo das Letras
(com texto introdutório de Irene Ribeiro). Serrão, Vítor (2014) Portugal em ruínas. Uma história cripto-artística do património construído. In SILVA, Gastão de Brito e — Portugal em ruínas. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014 (Retratos da Fundação). Veloso, A. J. Barros & Almasqué, Isabel (1996) Hospitais Civis de Lisboa. História e Azulejos. Lisboa: Inapa.