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MATÉRIA-PRIMA 4

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Referências Carneiro, A. (2001). O desenho, projeto das pessoas. Os desenhos do desenho. Nas Novas Perspectivas Sobre o Ensino Artístico. Porto: FPCEUP. Dewey, J. (2008). El Arte como Experiencia. Paidós Estética 45. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [Consult. 2014-04-20].

http://www.priberam.pt Soares, L. (2014). Quem nunca desenhou na areia com um dedo? Dinâmicas: Magazine de Design de Produto n.º 2. EASR, janeiro, pp. 34-39. Sousa, A. B. (2003). Educação pela Arte e Artes na Educação, 1º Volume — Bases Psicopedagógicas. Portugal: Horizontes Pedagógicos, Instituto Piaget.

99 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 88-99.

experiência e na dos outros e das reflexões que daí advêm, sempre na tentativa de não tornar este processo que é o ensino, em algo meramente mecanizado. Vejo-me como um projeto em permanente construção e não apenas uma pessoa/professora em posse de um conjunto de conteúdos e metodologias prontos a serem “depositados” e transmitidos aos alunos. Voltando ao conceito de experiência, estes “momentos MEAV” (Mestrado em Ensino de Artes Visuais) que passaram pelas unidades curriculares dos dois últimos anos e pelo estágio pedagógico na Escola Artística de Soares dos Reis, permitiram-me tempo para parar, observar e refletir sobre o que me rodeia, promovendo o meu conhecimento e desenvolvimento como pessoa e como profissional da educação. Como experiência, vejo este percurso como como um todo, não definindo um início nem um fim. Revela-se como um fluxo apreendido através dos nossos sentidos num movimento que estabelece e expande certos padrões nas ações. Concluo que a educação não diretiva, centrada no aluno e em específico nos seus interesses, motivações e necessidades, em detrimento de um tipo de ensino voltado para a simples transmissão de conteúdos demonstrou ser eficaz e fundamental para promover o espírito crítico e reflexivo dos alunos e estimular o desenvolvimento da sua personalidade. Dentro do espaço escolar, olho para os alunos e penso que estamos em tempo de sermos professores mais reflexivos, muito mais reflexivos. Só o Eu que existe em cada um de nós se pode aprender a si próprio. Esta aprendizagem tem que vir de dentro para fora e não o inverso. A autonomia desse Eu só é conseguida quando, como indivíduos, nos questionamos a nós próprios. No entanto, é na observação do que me rodeia que surge esse ímpeto para questionar e marcar a diferença.


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