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A relatividade do conceito de feio, atrelado à possibilidade de apresentação de obras capazes de contribuir com uma formação estética mais flexível e tolerante em meninas e meninos fez com que a escolha pelos monstros se justificasse no contexto escolar. Conclusão
As atividades em sala de aula foram desenvolvidas durante um trimestre letivo do ano de 2013. Depois de assistirem ao filme e conversarem a respeito das personagens deu-se inicio a produção. Como descrito anteriormente, primeiro as crianças escolheram seu monstro favorito para desenhar, depois houve a recriação de uma cena do filme. Logo após foram apresentadas imagens de obras que possuem temáticas relacionadas a monstros, de gárgulas e quimeras medievais a obras modernas e contemporâneas. A Figura 5 e Figura 6 são exemplos de duas das imagens apresentadas em sala de aula. O terceiro passo foi à realização de releituras das imagens propostas para que, finalmente as crianças criassem seus próprios monstros. No decorrer da atividade foi possível trabalhar questões relacionadas não só a estética e noções de desenho, como também, ampliar o repertório visual de meninas e meninos. Os desenhos feios, releituras ou criações de monstros possibilitaram que as crianças tivessem segurança em seu trabalho, pois, quanto mais feio o monstro melhor o resultado final.
Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 55-64.
Figura 5 ∙ Quimera medieval, Catedral de Notre-Dame, Paris, França. Fonte: Michael Reeve. Figura 6 ∙ Angel Applicant, Paul Klee, 1939.