36 Maneschy, Orlando Franco (2014) “Audiovisual no Ensino Médio: videoarte paraense como conteúdo e material didático: Perspectivas Preliminares.”
O vídeo como mídia que se desdobra em conteúdos audiovisuais diversos, assim como propõe Arlindo Machado (2008), torna-se o meio por excelência para a elaboração de reflexões acerca das particularidades do meio audiovisual enquanto campo crítico e produtivo. Neste projeto articulamos o estudo de produções de videoarte paraense para falar especificamente de arte contemporânea, por compreender que o vídeo é uma categoria que consegue agregar um diálogo com as mais diversas categorias de produção como o desenho, a instalação, a pintura, o objeto, entre outros. Este conteúdo foi estudado no 4o bimestre do ano letivo de 2012/2013 a partir de três eixos principais na perspectiva de contemplar as três etapas propostas pela abordagem triangular de Ana Mae Barbosa (2007). 1: Exibição e análise crítica em grupo dos vídeos selecionados: Nesta etapa os vídeos que compõem o DVD-ROM produzido foram exibidos e foi solicitado aos estudantes que construíssem um roteiro de palavras-chave, incluindo três palavras- chave e respectivo comentário para cada vídeo exibido, para posterior socialização. 2: Diálogos contemporâneos: Nessa segunda etapa partimos para a apresentação dos diálogos existentes entre esta produção local e produções contemporâneas em âmbito nacional e internacional nas mais diversas categorias, apresentando as características dessas produções e como estes elementos se fazem presentes em trabalhos que estão além do vídeo single Chanel e conversam com a pintura, o desenho, a fotografia, a instalação e a performance. Esta ação foi realizada pelos estagiários do curso de artes visuais da UFPA presentes em cada uma das turmas, em uma perspectiva de inclusão do projeto como uma possibilidade também de formação do futuro professor de arte. 3: Produção Videográfica: Na terceira e última etapa de intervenção metodológica as turmas foram divididas em equipes, as quais ficaram responsáveis pela análise mais aprofundada e posterior socialização das discussões de um vídeo em específico escolhido pela equipe. Posteriormente foi solicitado que os alunos partissem para a criação de um mini-roteiro de um vídeo experimental que pudesse dialogar com os conceitos discutidos no vídeo ao qual estavam responsáveis. A partir do vídeo “Bebendo Mondrian” de Armando Queiroz, por exemplo, uma equipe chamou atenção para a discussão das cores utilizadas instaurando uma relação afetuosa e lúdica que surge ao instituírem à cor uma potencialidade de brincadeira e de retorno a memórias de infância, da escola, das aulas de arte na educação infantil e como a relação dos integrantes da equipe com esta materialidade (tinta) era de extremo experimentalismo naquela idade. Pensando nisso, um dos integrantes da equipe convidou sua irmã para colocar-se