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MATÉRIA-PRIMA 4

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35 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 29-39.

analisados, emergindo questões relacionadas a história da arte, políticas públicas para educação, saúde, questões de corpo, o cuidado de si, memória da cidade, patrimônio cultural, entre outros. Com um design voltado para leituras claras e objetivas, este material conta com três seções principais. A primeira seção, denominada Artistas, reúne a lista de artistas e vídeos selecionados para compor este DVD-ROM com suas respectivas fichas técnicas. Na segunda seção, Educativo, o professor encontrará um espaço reservado para cada um dos artistas e vídeos integrantes do material. Neste espaço contamos com um texto crítico sobre o vídeo escrito pelo próprio artista, ficha técnica, breve currículo do artista, algumas perguntas orientadoras de discussão referentes ao conteúdo específico dos vídeos e uma proposta de atividade que também dialoga com o vídeo apresentado. A terceira seção, denominada Área do professor, contem informações específicas para o docente que irá trabalhar com estes conteúdos e articula orientações gerais sobre o processo de genealogia do audiovisual no ensino de Arte com os documentos oficiais lançados pelo Ministério da Educação do Brasil, assim como orientações de possibilidades metodológicas de análise de produções audiovisuais. Com este material configurado em um projeto gráfico para uma nova mídia em DVD-ROM, é reforçada a evidência de que o ensino de artes visuais necessita de materiais didáticos que acompanhem as ampliadas leituras de espaços cibernéticos, para um “estudo da ocupação do entorno pelo homem e a importância dos meios de comunicação” (Lobach, 2001 ). E assim, os objetivos e métodos naturalmente se aplicarão, em suas particularidades, “ao entorno perceptivo, visual e tátil e à realidade estético-política na qual vive o aluno” (Lobach, 2001: 199) e servem à tarefa de encorajar o estudante à atribuir novas percepções sobre o entorno proposto por este projeto, orientando-se visualmente e em termos de pesquisa pela mídia, além de obter referenciais primários para seus próprios projetos de releitura, a partir de uma nova experiência individual e social dentro dos outros espaços cibernéticos. No contexto escolar os materiais de vertente audiovisual acabam sendo utilizados como meros meios ilustrativos de conteúdos diversos, inclusive em disciplinas que não Arte. Intervenções na Educação Básica que tratem dos estudos das especificidades audiovisuais no que se refere à produção de videoarte ainda são incipientes. Ao propormos, a partir do material didático produzido, uma análise dos mecanismos de inserção da videoarte como conteúdo audiovisual no Ensino Médio vislumbramos a possibilidade de pensar o audiovisual além das tradicionais formas de produção, explorando o caráter experimental destes trabalhos.


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