32 Maneschy, Orlando Franco (2014) “Audiovisual no Ensino Médio: videoarte paraense como conteúdo e material didático: Perspectivas Preliminares.”
de transformação social, pensando sempre política em um sentido ampliado. Dessa maneira, encontraremos artistas pioneiros na produção de videoarte no estado na década de 1980 e 1990, como Jorane Castro, bem como uma nova geração de produtores que surge na década de 2000, como Luciana Magno, Victor De La Rocque e Melissa Barbery. Estes trabalhos discutem questões como a história da arte, memória individual e coletiva, violência, patrimônio, corpo e sua inserção social, relações de poder, autoconhecimento, intimidade, público / privado, paisagem e Amazônia. No Quadro 1 encontra-se a lista com os vídeos selecionados para comporem o material.
Quadro 1 ∙ Lista de vídeos selecionados para compor o material didático
ARTISTA
VÍDEO
ANO
Alberto Bitar
Paisagem Urbana em 3 atos
2003
Armando Queiroz
Bebendo Mondrian
2007
Dirceu Maués
... feito poeira ao vento
2007
Jorane Castro Dênio Maués Toni Soares
Cenesthesia
1988
Luciana Magno
Mais rapidamente para o paraíso
2009
Maria Christina
Subindo a serra
2010
Melissa Barbery
Vermelho
2007
Orlando Maneschy
Desaparição Mata Lago Bolonha
2012
Victor De La Rocque
Gallus Sapiens parte 2
2008
Luciana Magno no vídeo Mais rapidamente para o paraíso incorpora um personagem para propor um exercício de liberdade. Ao percorrer um cenário de nuvens vestida apenas com um patins, Magno se apropria do nu feminino para estabelecer um diálogo com as dimensões ontológicas da presença deste corpo na história da arte. O vídeo compõe uma instalação em que a artista propõe que o público calce patins e experimente também este exercício, fator essencial de discussão do vídeo para problematização da concepção de liberdade em seus limites e possibilidades em sala de aula e ressignificação de ações cotidianas. Em Bebendo Mondrian Armando Queiroz “bebe” líquidos com as cores primárias e o preto fazendo menção ao pintor holandês Piet Mondrian. O artista