266 Hofstaetter, Andrea & Santos, Míria Santanna dos (2014) “Criação e experimentação de um objeto de aprendizagem para artes visuais.”
Segundo José Maximiano de Lima, os objetos de aprendizagem podem ser animações, vídeos, textos, imagens, sons, etc, que, inseridos em um ambiente virtual de aprendizagem, auxiliam no ensino e na aprendizagem. De acordo com este autor, destacam-se as definições de outros dois pesquisadores: O conceito de Objetos de Aprendizagem (OA) não está fechado tendo em vista que existe um confronto entre diversos autores. Dentre esses, apontam-se os dois abaixo por ter-se uma maior aceitação na comunidade acadêmica. Segundo o Instituto de Engenheiros Eletronicos e Eletricistas/Learning Technology Standards Committee (IEEE/LTSC), Objeto de Aprendizagem, refere-se a “qualquer entidade, digital ou não, que pode ser utilizada e reutilizada durante o processo de aprendizagem que utilize tecnologia. Tais objetos podem ter conteúdo hipermídia, conteúdo instrucional, outros objetos de aprendizagem e software de apoio” (IEEE, 2002). Segundo Wiley (2000), é “(...) qualquer recurso digital que possa ser utilizado para o suporte ao ensino” (Lima, 2011: 2).
Os meios técnicos para a criação de OA são variáveis e englobam mídias diversas como: applet java, animação flash, vídeo ou áudio clip, foto, apresentação PowerPoint, website. Podem ser usados universalmente, em qualquer plataforma, atendendo, inclusive, realidades que não tenham muitos recursos tecnológicos disponíveis, que é o caso da maioria das escolas públicas brasileiras. O aplicativo Microsoft PowerPoint, por exemplo, é um recurso acessível em qualquer escola que tenha laboratório de informática e é de fácil utilização. Os OA, no entanto, precisam ser consistentes e bem construídos para que, ao serem usados como forma de auxiliar o professor, este possa facilmente utilizá-los sem ter que se preocupar tanto com o domínio da tecnologia. Ele também não deve depender de outros objetos para seu desempenho pleno durante a utilização. Os objetos de aprendizagem têm se tornado um excelente recurso para a educação, devido à possibilidade de adaptá-los tanto em nível de conteúdo quanto de ferramentas, ampliando as possibilidades pedagógicas de uso deste material em múltiplas plataformas (como celular e computador, por exemplo). 2. Desenvolvimento da pesquisa
A primeira etapa desta pesquisa consistiu em revisão bibliográfica e validação do tema e referenciais teóricos, bem como dos primeiros encontros e entrevistas com equipes diretivas e professores das escolas municipais indicadas em contato com a coordenação pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. Nos primeiros contatos com as escolas campo da pesquisa, que foram três, também se procurou verificar as reais condições de operacionalização e utilização de recursos tecnológicos. Verificou-se que as escolas possuem