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MATÉRIA-PRIMA 4

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Objetos de aprendizagem virtuais constituem-se em um novo parâmetro tecnológico que utiliza a elaboração de um material didático envolvendo conteúdos, interdisciplinaridade, exercícios e complementos. Isso tudo com os recursos das tecnologias. Esse novo tipo de material educativo tem padrões e formas para ser desenvolvido. Além disso, possibilita repensar o processo educativo considerando o espaço da virtualidade e suas possibilidades (Barros & Antônio Júnior, s/d: 01).

Diante de todo desenvolvimento tecnológico que permeia nosso contexto de vida, é possível conceber e elaborar novas situações de aprendizagem, antes inconcebíveis, que envolvem muito mais os estudantes e ampliam intensamente as formas de interagir com conhecimentos e saberes já constituídos, assim como as possibilidades de criação de conhecimento. Porém, o simples uso do computador e da internet em aula, como forma de acesso a uma gama ilimitada de informações sobre determinado assunto, não constitui um uso novo para esta ferramenta e se iguala, em essência, com a pesquisa bibliográfica, só que com muito mais velocidade. Cabe à escola e aos professores explorarem esta e outras ferramentas tecnológicas naquilo que elas podem oferecer que ultrapasse os modos já conhecidos e que traga uma contribuição relevante ao processo de aprendizagem. A noção de objetos de aprendizagem pretende dar conta desta necessidade. Um OA, em concepção corrente, consiste numa espécie de programa em que o aluno irá navegar e entrar em contato com problemas a resolver e com links de direcionamento para outras e diversas situações decorrentes, conforme a situação anterior foi ou não resolvida. Porém, um objeto virtual de aprendizagem não é apenas a simulação de um experimento real. É bem mais que isso. É uma situação, uma história, na qual o aluno percorre etapas, ou navega, como se costuma dizer, envolvido por um contexto que exige a compreensão de determinados conceitos científicos. Assim, a procedência e o sucesso da atividade devem ser avaliados sobre dois olhares distintos: o primeiro deles, sob o ponto de vista de quem o projeta; o segundo, sob o ponto de vista de quem o utiliza. O sucesso de quem o utiliza está diretamente relacionado ao aprendizado pessoal dos conceitos envolvidos no objeto (Spinelli, s/d: 8).

265 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 263-271.

com alguns pesquisadores, ainda é vaga. Segundo Muzio, “existem muitas diferentes definições para Objetos de Aprendizado e muitos outros termos são utilizados. Isto sempre resulta em confusão e dificuldade de comunicação, o que não surpreende devido a esse campo de estudo ser novo.” (Muzio (2001) citado por Barros & Antônio Júnior, s/d: 02)


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