3. O manual digital no formato iBook
Os estudantes de hoje cresceram num ambiente tecnológico e com uma cultura própria, o que obriga a repensar um sistema de ensino criado há décadas atrás. De acordo com Bidarra et al., (2012) a utilização e integração de novos dispositivos no ensino apresenta vantagens comparativamente com os manuais tradicionais em formato de livro impresso. Os livros digitais em formato de ebook permitem uma maior mobilidade e interatividade, os conteúdos são mais fáceis de atualizar, despertam o interesse e a motivação ao mesmo tempo que podem ser adaptados às necessidades individuais do aluno ou da turma. O ebook é um livro electrónico que permite a integração de ficheiros no formato de vídeo, som, imagens, hiperligações e funciona de modo interativo. Existem vários formatos de leitura como o PDF, EPUB, MOBI, iBook e podem ser lidos em diversos dipositivos como o PC, smartphones, tablets e e-readers. Apesar de alguns formatos serem suportados pela maior parte dos dispositivos como o PDF ou EPUB, existem formatos mais específicos, como o MOBI da Amazon ou o iBook da Apple, que só podem ser lidos nos dispositivos produzidos por essas mesmas marcas. Após investigação e experimentação, o formato que melhor se adequou aos objetivos pretendidos para a criação deste manual foi o iBook 2, pela forma como conjuga a imagem, o vídeo e o som, e pelas possibilidades de criação de um interface mais apelativo e interativo. Este formato foi produzido através do software iBooks Authour da Apple, e pode ser lido em iPads, iPhones, iPhod touch, Mac e estará disponível na loja iTunes.
241 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 234-243.
Os diferentes métodos e técnicas foram um constante desafio para os alunos, que procuraram uma identidade e expressão próprias nas metodologias propostas. As evidências dos resultados obtidos nesta investigação servem de fundamento para novas abordagens curriculares dos programas de ensino da componente artística, agora traduzidas neste manual digital interativo. Numa observação sumária dos diferentes manuais escolares de Educação Visual verificamos que a gravura surge de uma forma residual, e apenas em alguns manuais, mas que evidenciam as suas potencialidades no processo de ensino. Na perspectiva de Souza (2004) a gravura apresenta as características ideais para a formação dos alunos, diferenciando-se de outras expressões artísticas. Para além da sedução visual e possibilidades de exploração plástica e expressiva, a magia dos procedimentos e manipulação de diferentes utensílios e materiais são a ferramenta ideal para o desenvolvimento cognitivo do aluno e reforço do conhecimento num processo de aprendizagem através das artes.