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MATÉRIA-PRIMA 4

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Demarchi, Rita de Cássia & Martins, Mirian Celeste (2014) “Ver crianças e adolescentes que vêem: reflexões a partir de imagens de visitas em exposições de arte.”

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Para adentrar no terrítório

Parece ser uma opinião dominante entre professores, educadores, mediadores, assim como entre os artistas e outros profissionais das áreas de arte e cultura, que uma visita a uma exposição se converte em possibilidades de sensível enriquecimento para um público variado. Contudo, algumas falas vindas de nossos jovens alunos universitários conectados na internet, fizeram-nos parar para pensar. Disseram gostar de imagens, em especial as de arte urbana, propagandas e memes que circulam nas redes sociais, mas não se interessam por museus e exposições. É possível saber o que está por trás dessas afirmações, para além dos preconceitos e rasas razões como “museu é chato” e “lugar de coisa velha”? Haverá justificativa a priori para ainda hoje defendermos a importância das visitas a museus e instituições, da mesma forma como fazemos há anos? Ainda que não seja o foco deste trabalho, como educadores não podemos ignorar a problemática que envolve as instituições culturais, o mercado de arte e o público na contemporaneidade. Debate que inclui tensões entre poder, exclusão, espetáculo, consumo, democratização, preservação e difusão, hoje e ao longo da história. Assim como as transformações culturais e midiáticas das últimas décadas, que mudaram nossas relações com as imagens e com a arte, dentro e fora das instituições. Na impossibilidade de tratar tantas questões complexas neste pequeno artigo, elas são apenas mencionadas e o primeiro tópico problematiza de forma sucinta: Por que museus? E por que ver ao vivo? Em seguida, veremos em De onde se parte aspectos da pesquisa de doutorado em andamento, da qual este trabalho se originou. Inclusive a adoção de metodologias artísticas de pesquisa que valorizam formas, soluções e linguagens poéticas, o que justifica uma escrita impregnada de subjetividade, calcada na experiência, e um trabalho com uma configuração diversa do padrão dominante na academia. Ver aqueles que vêem é um pequeno ensaio visual, composto por fotografias de Alécio de Andrade no Museu do Louvre e fotografias de uma das pesquisadoras, em instituições no Brasil e exterior, sobretudo Portugal. Essas imagens geram reflexões e o ensaio denominado Espaços de Encontros, onde são construídas relações entre as imagens, o universo da arte e suas instituições, o ofícío do professor e a atitude mediadora de olhar para o outro e a sua experiência. No final, Pausa e retorno traz considerações parciais, pois a pesquisa continua em processo.


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