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madeira permitiu a investigação de várias possibilidades de feitura, por meio de incisões, corrosões e talhos realizados com a goiva. Esses diferentes tipos de concavidades resultaram em diferentes efeitos visuais e os próprios veios da madeira conferiram um caráter único e extremamente interessante aos trabalhos. Compreendi o sentido do fazer arte. A experiência me afetou e, de certa forma, me alterou, de tal sorte que já não é possível vivenciar novas experiências sem levar em consideração as anteriores. 3. Descobertas e possíveis desdobramentos
Oliveira, Ronaldo Alexandre de & Lopes, Rosangela Almeida (2014) “Arte, educação e interdisciplinaridade: o sentido de uma experiência.”
interdisciplinares na atuação docente em arte
Este entrelaçamento entre os dois universos, formação/atuação, possibilitou várias descobertas, pois permitiu um olhar ampliado sobre o universo escolar, sobre a prática pedagógica. Acredito que a aproximação do universo de ambos foi mais intensa e as aprendizagens, mais significativas. Portanto, a primeira descoberta que fiz foi perceber que há diferença na intensidade da aprendizagem, que ela pode ser marcante, prazerosa, dolorosa, intensa, verdadeira. Acredito que esses sentimentos se fizeram presentes devido ao elemento ‘padecimento’, presente em toda experiência, como refere Dewey (1980), pois, de outra forma, não haveria incorporação vital. Tive oportunidade de vivenciar o que experienciamos em nossa formação na Universidade, na atuação docente para cumprimento do estágio curricular obrigatório, que foi realizado na Escola de Educação Especial ILECE, em Londrina, com alunos adultos que apresentam deficiência intelectual. Trabalhei em dois encontros semanais, no período entre agosto e setembro de 2012. Optei por estabelecer como objetivo principal o favorecimento da construção de um olhar sensível e de um fazer artístico expressivo, com base no universo da dança e em pinturas de bailarinas do pintor Edgar Degas,por meio de vivências e da participação nas atividades propostas, por acreditar na contribuição do fazer artístico para as pessoas com deficiência intelectual. A educação especial constitui uma área educacional de grande importância, pois propicia o resgate da crença no homem e uma postura de respeito à pessoa que vem para o processo educacional em circunstâncias desfavoráveis. Este foi o esteio que norteou nosso posicionamento frente ao estágio, um campo fértil para análise, investigação e proposições. Construímos o planejamento com ênfase no fazer, na experimentação, pois uma visão contemporânea para o ensino de arte “procura acrescentar à dimensão do fazer, da experimentação, a possibilidade de acesso e de entendimento do patrimônio cultural da humanidade” (Pillar; Vieira 1992: 4, grifo nosso).