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MATÉRIA-PRIMA 4

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201 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 199-208.

educativa, ou seja, de áreas de convergência que, de modo interdisciplinar, propiciam a “construção de novos modos de compreensão do fenômeno educar.” Nesse sentido, a interdisciplinaridade é uma nova atitude frente à questão do conhecimento, pois se apresenta como possibilidade de abertura a aspectos ocultos ao ato de aprender (Fazenda, 2002). O caminho percorrido pela interdisciplinaridade passa de uma ação conscientemente exercida a uma elaboração teórica arduamente construída, sendo imprescindível explicitar os movimentos educacionalmente realizados. Pode-se concluir, portanto, que não se trata de um simples mover-se, de um mero agir. A ação, aqui mencionada, é refletida e consciente, pois diz respeito a uma práxis que requer sujeitos ativos e proativos, compromissados com os atos educacionais e que estejam, constantemente, em busca de novos caminhos, de novos desafios e de novas construções (Souza, apud Fazenda, 2003). Cabe, portanto, ao educador a “ação de decifrar com o educando as coisas do mundo das quais ambos são participantes” (Fazenda, 2003: 38), o que requer uma nova postura, uma nova atitude de reflexão sobre sua prática, num sentido de transformação. Diante do exposto, a afetividade constitui atributo determinante da interdisciplinaridade, pois só haverá felicidade na interação professor-aluno se houver uma relação afetiva entre ambos. A prática interdisciplinar requer relações de parceria entre os sujeitos e entre o indivíduo e o conhecimento histórico e socialmente construído. A parceria efetiva-se, portanto, nas relações entre pessoas, quando estas se dispõem a ir em direção ao outro para a construção do conhecimento. Desse modo “professores e alunos são sujeitos com histórias de vida e bagagens culturais diversas, que vivenciam situações por vezes antagônicas” (Josgrilbert apud Fazenda, 2002; grifo nosso). Outro aspecto a ser destacado na interdisciplinaridade é a necessidade se de privilegiar o encontro com o novo, com o inusitado, em sua revisita ao velho, por meio da memória e da transformação de metodologias já consagradas, tais como as histórias de vida. Tal fato pôde ser constatado em nosso trabalho na disciplina de Metodologia, pois a ligação do objeto, por nós selecionado, com nossa história de vida, com o lugar de referência, com nossas memórias, foi de fundamental importância, pois nos permitiu ricas vivências e aprendizagens. Neste entrelaçamento memória-objeto-lugar, a aprendizagem foi significativa e ganhou sentido. Ao dialogar com as formulações interdisciplinares e com a minha trajetória no PARFOR, percebo a importância do intenso envolvimento que tive nas experiências propostas, não só para o crescimento pessoal como também


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