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MATÉRIA-PRIMA 4

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Tradução de Anísio Teixeira. São Paulo: Editora Nacional, 1971 Martins, Mirian Celeste. Mediação: provocações estéticas. Unesp: Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Artes, Mestrado. Ano 1, Nº 1, Outubro de 2005 Oiticica, Hélio. [Consult. 2013-07-08] Disponível em: http://www.itaucultural. org.br Oiticica (1964). Parangolé 1. [Consult. 201307-31] Disponível em <https://www. ufmg.br/online/arquivos/anexos/Brigida_ Campbell.pdf.pdf>

179 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 168-179.

percebo mais eficiente, atraente e motivador o nosso papel de professores de Artes Visuais, na tarefa de educar, ensinar. Preocupada em oferecer momentos que possibilitassem a construção do conhecimento e experiências significativas, conforme John Dewey, e, esta construção sendo realizada através da participação ativa dos próprios alunos, me propus a criar pontes. E, também, ao estar preocupada com a anestesia, que, com frequência habita nosso modo de compreender o mundo, pensei em maneiras que pudessem “re-sensibilizar” o ser/estar do aluno a partir de proposições sensíveis e objetos que pudessem, eles mesmos, disparar essas pontes. Com a criação dos objetos chamados de propositores/disparadores, verificou-se que a imaginação era estimulada de forma mais rápida e espontânea. Através deles e das proposições, os alunos conseguiram criar situações que estavam além de um imediato momentâneo da experiência que estavam tendo. Puderam, desta forma, obter um interstício social, desanestesiar-se para parar e pensar, para tocar, sentir, ver, cheirar, ouvir e degustar. Intermediando os sujeitos e o(s) objeto(s), foi possível provocá-los a pensar sobre a anestesia que nos acomete na atualidade.


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