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MATÉRIA-PRIMA 4

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Conclusão

Colocar-se como professor-artista-propositor é envolvente e arrebatador. É contagiar-se, contagiando. É receber olhares curiosos, perguntas tomadas por uma ansiedade dos alunos em querer saber o que será feito na aula de “hoje”. Uma simples mudança na disposição das mesas e cadeiras da sala de aula, já se torna motivo de novos olhares e provoca o despertar. Levar a Mala dos Possíveis, minha “caixa de brinquedos”, como diria

177 Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 168-179.

Após os viajantes terem realizado seus percursos individualmente, foi marcado um encontro em que pudessem relatar para os colegas para onde viajaram e como foi essa aventura. Assim, todos puderam conhecer mais lugares, ficar a par do que aconteceu, de modo a poderem visualizar mentalmente os caminhos e situações criadas pelos colegas. Encerramos este encontro conversando sobre o fato que cada um tem a sua imaginação e que não tem certo ou errado no que se refere a esse exercício de imaginar criativo. E que quando compartilhamos nossas ideias com os outros, todos saem enriquecidos, ampliando seu repertório imaginário. Já em outro encontro, nossa viagem era para ficar marcada na memória dos viajantes, seja pela diversão, pelas lembranças ou sentimentos que esta suscitaria. Aposto que você está curioso pra saber o que, afinal de contas, aconteceu. Já vou lhe contar: querendo fazer uma surpresa aos viajantes, cheguei antes ao nosso local de encontro para prepará-lo. A Mala dos Possíveis me auxiliou com o transporte do que seriam os atrativos do dia: os objetos sensoriais, Figura 8. Quando meus companheiros de viagem chegaram e viram as mesas com caixas, garrafas, tubos, potes com balas de goma, logo queriam saber o que era aquilo, se poderiam mexer nos objetos e o que faríamos. Então, contei que a aula desse dia era inspirada em dois artistas brasileiros que criavam obras com as quais o espectador pudesse interagir, colocando a mão, o corpo em contato direto com elas, inclusive, podendo adentrar em algumas, como “Os Penetráveis” de Hélio Oiticica, e “A Casa é o Corpo” de Lygia Clark, lhes mostrando algumas imagens dessas obras. Os alunos estavam muito ansiosos para poderem interagir com os objetos, mas antes de partir para a interação, cada um ganhou uma folha para registro. Na qual enumerariam de 1 (um) a 16 (dezesseis). Os objetos sensoriais também estavam enumerados. Ao poder interagir com o objeto, o aluno devia escrever na folha recebida, qual era a sensação que sentia e o que imaginava que fosse, ou então, o que aquilo lhe lembrava. Na Figura 9 e Figura 10, a seguir, você, pode conferir algumas fotos clicadas daquele dia.


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