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adequada (…). Exige cooperação, olhares multidimensionais e uma atitude de investigação na ação e pela ação.” (Alarcão, 2001: 24). O professor tem que ser flexível, versátil, transversal, não convencional e convicto das suas metodologias. As metodologias quantitativas deixam de fora o que prezamos — a complexidade do ser humano. Se estivermos atentos às realidades, estaremos recetivos à mudança potenciando-se as transformações necessárias.
2. Descrição do projeto
Na ESMAVC utiliza-se a metodologia de projeto e a investigação-ação fundamentada no trabalho colaborativo, explorando-se métodos sensíveis de conhecimento e fortalecendo-se a confiança e os afetos entre os participantes. Nesta caminhada temos o apoio da Direção, o que viabiliza o “impensável” na ótica dos mais tradicionais — os conformistas institucionalizados. 2.1. O projeto Desenhos: dinâmicas transdisciplinares (2011-2013) procurou acentuar a consciência da importância das linguagens artísticas na atualidade, próximas dos alunos: Numa perspectiva de contemporaneidade optámos por uma das manifestações artísticas da Arte Urbana (Street Art) — a Tape Art que aborda a linha, enquanto elemento estrutural da linguagem plástica, como meio de expressão e utiliza as fitas adesivas e vinis como meios atuantes.” [...] pretendemos dar vazão ao impulso, que muitos dos nossos jovens têm de inscreverem os seus tags nas paredes públicas, que se revela como meio de afirmação e/ou intervenção pessoal e social (Ramos, 2010).
Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 135-144.
1.5. Trabalho Colaborativo
A reflexão no contexto de equipa é fundamental para a melhoria das práticas pedagógicas. Isabel Alarcão enumera diferentes formas de reflexão e colaboração, identificando-as, entre outras, como o “questionamento dos outros atores educativos”, o “confronto de opiniões e abordagens” ou a “supervisão colaborativa” (Alarcão, 2003: 55). Os percursos isolados trazem perspetivas egocêntricas nada benéficas para o coletivo. Existe a responsabilidade social de educar e partilhar culturas: “ [...] precisamos começar sendo solidários entre nós: devemos aprender a lutar contra nossas próprias hierarquias internas, de modo a estabelecer um espaço público comum onde poderemos discutir entre nós questões e problemas que vivemos todos (…)” (Tardif, 2007: 20).