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MATÉRIA-PRIMA 4

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Egas, Olga Maria Botelho & Martins, Mirian Celeste (2014) “A construção de esticadores de horizontes para transver o mundo: uma experiência na formação inicial em artes visuais.” Revista Matéria-Prima. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 2 (4): 115-124.

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Considerações finais Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. — Manoel de Barros (2000: 57)

Ao resgatar o percurso da disciplina Saberes Artísticos Escolares constatamos o quanto nosso desejo de inventar caminhos se constituiu exatamente na vivencia cultural que buscamos e que nos alimenta a cada dia. É bem provável que essa formação cultural acalentada ao longo dos anos, tenha contribuído para nos manter em estado de invenção e, também constituído o modo como concebemos as aproximações entre arte, cultura e educação e, por consequência, a formação inicial docente. O saber da experiência é também autodescoberta, nossas e dos nossos alunos.Reler o depoimento dos alunos nas autoavaliações e rever as fotografias realizadas durante as aulas da disciplina, revelaram-nos que a atitude pedagógica de querer ‘ir junto e acreditar no que já está lá’, bem como apresentar na aula diferentes experiências culturais, possibilitou ao futuro professor a ampliação dos referenciais culturais. Pretensiosamente, desejaríamos também despertá-los para o habito da frequentação à cultura, para o cultivo de si, como seres sensíveis, criadores e produtores de cultura. A construção de “esticadores de horizontes” para “transver” o mundo poetizadas por Manoel de Barros, são utilizadas aqui, como metáforas contemporâneas do desafio e da responsabilidade que assumimos na formação docente inicial dos alunos da Licenciatura em Artes Visuais, representados na fala da aluna Helena: “Acho que o mais importante pra mim nesta disciplina foi o incentivo que tive pra me expandir e deixar caber em mim o mundo todo.”

Referências Barros, Manoel de. (1993) O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record Barros, Manoel de. (1999) Exercício de Ser Criança. Rio de Janeiro: Salamandra Barros, Manoel de. (2000) Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record Cezar, Pedro. (2008) Só dez por cento é mentira. Documentário .[Consult. 201405-30].Disponível em < https://www. youtube.com/watch?v=XCMczEBuII4> Kastrup, Virginia (1999) A invenção de si e do mundo: uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição.

Campinas: Papirus Kastrup, Virgínia (2005) Políticas ognitivas na formação do professor e o problema do devir-Mestre. [Consult.2014-05-31]. Disponível em < www.scielo.br/pdf/es/ v26n93/27279.pdf> Martins, Mirian Celeste. Picosque, Gisa (2012) Mediação Cultural para professores andarilhos na Cultura. São Paulo: Intermeios Silva. Tomaz Tadeu da (2004) A filosofia de Deleuze e o currículo. Goiânia: FAV, Coleção Debates Contemporâneos


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