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MATÉRIA-PRIMA 2

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improvisação a partir do poema de Castro Alves chamado Navio Negreiro. Muitos documentários curtos foram apresentados mostrando como as crianças e adolescentes se relacionam com o ensino de Artes (Fernandes, 2012).

Fernandes Junior, Carlos Eduardo (2013) “O desejo de ser mar! A arte educação na escola básica brasileira.”

2. O Chão da Escola — A Tarde

No segundo momento de nosso encontro passamos a nos dedicar sobre como os professores e pesquisadores entendem o ensino dedicado à cada segmento da escola básica brasileira. Para a organização desses diálogos separamos os presentes em grupos: Ensino Infantil, Ensino Fundamental de ciclo I (1ª a 4ª série), Ensino Fundamental de ciclo II (5ª a 8ª série), Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Cada grupo foi mediado por um professor/pesquisador e contou ainda com uma pessoa dedicada à produção de um relatório. São estes relatórios os objetos de pesquisa do presente artigo. Dediquemo-nos a eles. 3. As falas dos que caminham para o mar 3.1 O ensino Infantil

No grupo dedicado ao ensino infantil observamos um número menor de participantes se comparado aos demais grupos presentes. Acreditamos que isto se deve a uma política educacional que apenas recentemente inseriu a educação infantil como responsabilidade das Secretarias de Educação dos municípios brasileiros. Anteriormente o entendimento sobre o espaço de aprendizagem de crianças entre 0 e 6 anos eram subordinados às pastas de assistência social. Com a elaboração do conjunto de documentos que subsidiam a educação nacional, tais como a Constituição Federal (Brasil, 1988), o Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil, 1990), as Leis de Diretrizes e Bases (Brasil,1996) — constantemente reformuladas — e as Diretrizes Curriculares nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2010), o ensino formal de crianças entre 0 e 6 anos não só foi definido como uma atividade sob a responsabilidade dos municípios brasileiros, como também teve o seu corpo curricular definido. Nessa brevidade das ações, frente à tradição escolar nacional, discutíamos até poucos dias atrás sobre a necessidade de se matricular as crianças em escolas de ensino infantil (Brasil, 2013). Com isso, as discussões sobre a prática docente ainda começam a se organizar neste segmento educacional e, ao recortamos essas práticas no âmbito do trabalho dedicado aos arte-educadores, observamos um movimento inicial de discussão. A experiência dos presentes no grupo apresentou falas em que não existe a prática comum de se contratar arte educadores para o ensino de Artes na educação infantil. Com isso, as práticas passam a ser construídas por grupos de professores advindos de uma formação inicial do magistério e/ou dos cursos de


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