370 Soares, Margarete Barbosa Nicolosi (2013) “O processo de aprender fazendo na práxis educativa dos professores de artes visuais.”
Figura 6. Criança fazendo intervenção em foto na lousa digital. Arquivo Ateliê, 2012. Figura 7. Intervenção nas imagens. Criação do “elevador”. Arquivo Ateliê, 2012.
Sob o ponto de vista de Dewey, Cíntia teve a experiência verdadeira: “A experiência, em seu sentido vital, define-se por aquelas situações e episódios que chama-mos espontaneamente de ‘experiências reais;’ por aquelas coisas das quais dizemos, quando as lembramos, ‘aquela foi uma experiência.’” (Dewey, 1974: 247-8). Participamos da III Jornada das Licenciaturas da USP: Ressignificando a Formação de Professores, em Ribeiro Preto com um banner (Figura 5) sobre o ateliê de animação. Os estudantes se sentiram realizados por poderem visualizar um trabalho consumado. Puderam partilhar a experiência adquirida: seus saberes, pensares e sentires. 3. No caminho do “Condomínio Mágico” tinha que aprender fazendo
No primeiro semestre de 2012 a equipe do ateliê era formada pelas licenciandas: Cristina, Diana, Silvia e Suellen; com o apoio das pesquisadoras e doutorandas Margarete e Jurema; da monitora mestranda Fabrícia, e da Professora Christina Rizzi. A proposta era que os arte-educadores fizessem uso da lousa digital no processo de ensino-aprendizagem da arte com as crianças, a fim de refletirem sobre a criação artística por meio dos procedimentos tecnológicos e consequentemente sobre o ensino contemporâneo de arte. Pesquisamos a virtualidade conforme Pierre Levy e os três paradigmas da imagem de Lúcia Santaella. Inicialmente, questionou-se o uso da lousa em detrimento dos recursos das linguagens artísticas tradicionais. Para Dewey: (...) É bem penosa labuta é a de alterar velhas crenças. (...) Medos inconscientes também nos arrastam a atitudes puramente defensivas, que funcionam como cota de armas, não apenas para barrar novas concepções, mas para impedir a nós próprios