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MATÉRIA-PRIMA 2

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361 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 1 (2): 353-362.

podem ser direcionadas a grupos com maior vulnerabilidade social, estabelecendo parcerias com ONGs e demais instituições. Acredita-se que o fortalecimento e a ampliação das propostas de extensão nas Artes Visuais da UFSM, irão contribuir, sem dúvida, na formação acadêmica e cidadã dos estudantes, possibilitando seu envolvimento contínuo e integrado com atividades de ensino, pesquisa e extensão, incentivando a produção e a participação em eventos científicos, de forma a contribuir com seu ingresso futuro em programas de pós-graduação, na UFSM ou em outras IES. Além disso, ao possibilitar a prática de ações coletivas, voltadas à comunidade, gera-se um maior compromisso com a qualidade de atuação, favorecendo o desenvolvimento autônomo e responsável, assim como a inserção social do licenciando em Artes Visuais. Ressalta-se, contudo o principal objetivo da atuação de professores e alunos nesta interação com a comunidade através da Escolinha, que é o de oportunizar a construção de conhecimento em Artes Visuais através do desenvolvimento de oficinas pedagógicas com a crianças e adolescentes da cidade e região, favorecendo o contato com as linguagens artísticas, a produção e a reflexão sobre Arte. Para os participantes, crianças e adolescentes, a experiência tem sido expressa como bastante significativa, tendo em vista o retorno obtido e a demanda sempre crescente. Em relação à mensuração dos resultados, tendo em vista sua abordagem qualitativa, para o acompanhamento avaliativo da proposta valoriza-se a percepção (caráter subjetivo) do público participante e envolvido (lares assistenciais, comunidade, alunos e professores dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação, alunos da Escolinha de Artes), quanto a suas manifestações e depoimentos ao longo do período de execução do projeto, em relação à viabilização do mesmo. No entanto, podem ser considerados aspectos como número de participantes e instituições diferentes envolvidas, horas trabalhadas, percentagem efetiva de participação em cada fase, desdobramentos das atividades, entre outros. Nota-se que as ações propiciam a integração de outros setores da comunidade, normalmente com pouco acesso a atividades culturais e artísticas em áreas mais específicas como a estamparia, como exemplo, o público adolescente e infantil vinculado a lares assistenciais da cidade ou escolas públicas. As oficinas, conforme conduzidas no Laboratório de Iniciação e Criatividade em Artes, apresentam-se, portanto, como uma possibilidade a explorar no âmbito da Arte e de sua inserção em práticas educativas e culturais, podendo ser um elemento motivador para propostas diferenciadas em encontros/atividades de ensino formal e não-formal no atual contexto sócio-cultural da cidade e região. É um espaço que concretiza a troca e a construção privilegiadas, integradoras de vivências no campo das Artes, no qual os atores principais, as crianças, mais


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