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MATÉRIA-PRIMA 2

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Nos processos criativos com estes meios, a utilidade é evidenciada como compromisso estabelecido entre a subjetividade daquele que inventa e as regras sintáticas inerentes aos programas por ele utilizados. Essas tecnologias ao participarem deste tipo de criação, instituem-se como forma de expressão manifestada pelos diálogos entre a materialidade do meio e o insight criativo (Plaza & Tavares, 1998: 63-64).

Estes autores, ainda trabalhando a relação de interação do homem-computador ao referir-se as diferentes poéticas, expressam que “(...) é a partir deste diálogo que se revelam as diferentes poéticas. Os meios eletrônicos representados pelo hardware e pelo software são responsáveis por ampliar as capacidades cognitivas — sensíveis e inteligíveis — do criador” (Plaza & Tavares, 1998: 64). Nesta direção, fazendo uma análise do percurso de ensinar e aprender a digital arte com investigação nesta trajetória de Formação Continuada de Professores de Artes Visuais da rede pública de Ponta Grossa, Paraná, e de sua atuação com os alunos da Educação Básica, a máquina sem dúvida não só interfere, mas amplia o elenco de soluções artísticas dentro do percurso processual de trabalho, essas soluções em alguns casos, são inesperadas e às vezes inimagináveis, criando certos resultados técnicos não usuais, como espelhamentos inusitados, ângulos que se manifestam de forma surpreendente, cenas que ao sobrepor formas numa dinâmica do movimento, lança um protótipo criativo antes não conseguido e que nunca apareceriam no trabalho do artista ou arte-educador que somente utiliza as técnicas tradicionais. Além do uso direto da cor, usada na produção artística pelos professores e alunos, foi possível trabalhar também no todo e em partes, o contraste, o brilho e sua intensidade, a composição e sua organização, a textura em seus diferentes recursos formais visuais, expressando uma qualidade estética. A diferença entre a arte digital e arte convencional é que as ferramentas se modificam, e embora a ação em ambos os casos se processa por um espaço bidimencional, no caso convencional se processa em espaço bidimensional “em

351 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 1 (2): 343-352.

pelos professores de Artes Visuais e em seus relatos, os alunos das escolas perceberam as facilidades que as ferramentas dos programas possibilitavam, porque foi possível redesenhar, repintar totalmente uma obra de arte já produzida na primeira fase com a mesma liberdade do desenhista ou pintor de obras de arte que cria a composição visual. Perceberam também, que toda a técnica artística mesmo analisada sob a perspectiva convencional, sugere e induz a buscar soluções que lhe são pertinentes, entretanto a técnica artística com o uso das ferramentas digitais faz isso de forma mais intensa. Plaza & Tavares contribuem em suas teorizações em relação a maneira e forma de interatividade entre o homem–computador:


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