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MATÉRIA-PRIMA 2

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Nunes, Ana Luiza Ruschel & Borsoi, Sandra (2013) “Práticas artísticas digitais em Artes Visuais com alunos da Educação Básica: o computador como ferramenta e hiper-ferramenta.”

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Introdução

A Formação Continuada de Professores de Artes Visuais tem-se limitado através de oficinas em processualidade técnica, artística e criativa, com o uso de aparatos tecnológicos tradicionais. O computador para além da função de uso como mero aparato tecnológico no ensino das Artes Visuais, ainda tem sido marcado por preconceitos e ainda apresenta-se com poéticas digitais tímidas. Para Nunes (2009) diante da complexidade no atual contexto e na compreensão da arte, alicerçada nos cânones estéticos clássicos se insurge por novos valores perdendo segundo Benjamin (1982, apud Nunes, 2009) a aura enquanto obra única amplia tempos e espaços diversos, quebrando as fronteiras da poética em arte, até então manifestada pela estética do pensamento simplificador e fragmentado da modernidade. Nesta direção rompe com as certezas e se contamina multidentidades e pelas diferenças culturais e artísticas, e entre elas a arte se manifesta de forma híbrida. Sendo assim, se entrelaçam e convivem num processo multidimensional, multidirecional, multireferencial e multisensorial em uma abrangência e complexidade que alia arte, cultura, ciência e tecnologia. Convive-se com uma arte eclética em que cada cultura, cada pessoa, cada grupo traz no seu núcleo a convivência com estas diferenças. A arte nesta dimensão se insurge pelas contradições sociais, educacionais, artísticas e culturais, perde sua referência como verdade única e acabada, balizada pela visão tradicional, se mostrando na atualidade, diversa em sua forma e conteúdo, tornando-se tênue diante da sociedade contemporânea. Segundo Nunes (2009) a estética do cotidiano recria os modos de produzir arte em outra dimensão, quebrando com a arte mais elitizada, compreendida como uma arte moderna regida pela concepção estética clássica. Na década de 80, emerge a tentativa de romper com a concepção acima. Sendo assim, o novo que se insurge, supera o velho, mas não o exclui. Esta é a multidimensionalidade com que vivemos e convivemos na arte e seu ensino, numa era de globalização marcada de forma mais preponderante no início deste século. Desta forma, é que se retomou o pensamento e ação na formação continuada de professores de Artes Visuais, organizando encontros semanais onde no diálogo aberto com os mesmos, concordam da emergência desta formação continuada, considerando as suas concepções e ações em grande parte superadas, tanto na teoria como na prática, como no conteúdo conceitual sobre arte e estética, tendo reflexo e implicações no ensino de Artes Visuais e na produção artística escolar e não escolar. Sendo assim, para o desenvolvimento desta pesquisa optou-se por uma metodologia de cunho qualitativo, com intervenção na escola. Os instrumentos para coleta de dados foram, diário de campo, portfólio, referencias bibliográficas e


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