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MATÉRIA-PRIMA 2

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Antes do PARFOR, a minha visão [...] no tocante a sala de aula, a arte era mais uma reprodução de desenhos e muitos deles eram estereotipados. Após frequentar o PARFOR, minha visão mudou, pois comecei a ver obras de arte ao meu redor que nem tinha percebido antes, pois vi que a arte contemporânea está em todo lugar. [...] aprendi a valorizar mais o que os alunos fazem e explorar bem mais a criatividade de cada um, levando em consideração que todos, independentemente de deficiências, etnias e idade, possuem habilidades [...]. Aprendi a dar oportunidade para o educando se expressar através da arte, sem impor nada, apenas atuando como um mediador do conhecimento e da construção do mesmo junto com o educando (J.A.R. apud Cunha, 2012: 18).

Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 1 (2): 334-342.

O contato com a Universidade e o retorno aos bancos acadêmicos invariavelmente levam a mudanças. Desse modo, à medida que procuramos contribuir com a melhoria da Educação Básica, melhoramos nosso fazer docente na formação inicial de professores, pois os problemas encontrados no cotidiano escolar trazidos para o campo da reflexão-ação refletem-se automaticamente nessa ação. Neste sentido o PARFOR contribui para mudanças na ação docente, mesmo com a diversidade de formação inicial e de atuação dos professores envolvidos. Segundo Cunha (2012) as transformações ocorridas após o ingresso no PARFOR apontam para a descoberta de novas perspectivas, o amadurecimento, a aquisição de novos conhecimentos, refletindo nas experiências trazidas do cotidiano e na mudança de paradigma em relação ao ensino de arte e à educação como um todo. Neste sentido, R.A.P. relata que “antes [era] voltada mais para expressão, pelo encantamento que a arte exercia sobre minha pessoa e hoje, vejo também como conhecimento, transformação necessária para saber me posicionar enquanto professora” (R.A.P. apud Cunha, 2012:18). Para uma professora estudante, a participação no PARFOR, possibilitou uma análise sobre a importância do programa como proposta de formação vinculada à experiência, gerando uma reflexão constante, com ênfase na identidade docente e na responsabilidade implícita de cada participante de socializar os conhecimentos adquiridos, de forma mais real, no âmbito da atuação escolar, ampliando as oportunidades. O contato com referenciais teóricos pouco vistos pelos professores estudantes sinalizou outros caminhos a serem percorridos não como receitas prontas, mas como estratégias a serem vivenciadas na diversidade da sala de aula, de modo a instigar o interesse e o desejo dos alunos no que diz respeito à Arte. Há ainda outro ponto em destaque que diz respeito à importância do PARFOR na ressignificação do ensino de arte trazendo com isso uma mudança de paradigma no que se refere ao conceito de arte e ao ensino de arte como construção do conhecimento.

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2. Formação continuada e formação inicial: Metamorfoses possíveis


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