Conclusão
As experiências de vida dos constituintes do grupo, suas relações interpessoais com a comunidade e a valorização do respeito às opiniões, sem hierarquia, no processo criativo e definições da identidade, programação do evento e o envolvimento com a Arte tiveram papel fundamental nos resultados positivos alcançados. Partindo do pensamento de Munanga (2013), o grupo DEA ao aliar Arte e História, contemplados no material criado para divulgação e realização do evento, enquanto promotor de ações (doação de livros) e como parte das atividades desenvolvidas, foi fundamental para o cumprimento da Lei 10.639. Buscou-se, verdadeiramente, a cidadania e expectativa de melhores oportunidades para o crescimento moral e intelectual da população envolvida no fenômeno estudado. Partindo da análise, desde o processo de elaboração até a realização do evento, concluiu-se que os conhecimentos construídos na Universidade pelos
277 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 1 (2): 267-278.
Como conseqüência desta pesquisa, e o entrecruzamento com o ideal do grupo DEA através do SECONEP, além da inserção do tema junto ao meio acadêmico e a comunidade em geral, conquistou-se o primeiro acervo sobre cultura e história negra na UFPel, que recebeu o nome da homenageada com um acervo de mais de cento e trinta obras juntamente com uma Placa alusiva (Figura 6). Na Figura 7 pode-se vizualizar parte desta conquista. Todas as obras foram doadas por colaboradores e comunidade local. Cabe ainda salientar, que o resultado obtido, com grande número de doações resultou de um incentivo, mediante brindes que as pessoas recebiam a cada livro doado, criados por graduandos e graduados em Artes Visuais e Arquitetura do Grupo DEA (Figuras 8 e 9). Todas as obras foram identificadas com etiquetas (Figura 10) elaboradas pelos mesmos autores. O grupo também definiu que, em 2012, o SECONEP seria realizado na periferia de Pelotas, nas Escolas Públicas de Ensino Fundamental e Médio, através de oficinas temático-educacionais e palestras. Todas as oficinas foram publicadas na Revista Eletrônica (2013) do grupo na forma de Planos de Aula, disponibilizando a metodologia de ensino adotada no meio virtual. O método de trabalho conduzido pelos coordenadores levou as propostas dos universitários a uma prática formadora interativa e construtiva. Algumas das ações realizadas foram: as oficinas de máscaras e de bonecas e xequerês (Figuras 11 a 13). Todas as ações desenvolvidas pelo grupo: oficinas, palestras e a inauguração do acervo biliográfico “Judith Bacci”, na atividade extensionista, atingiram por volta de 1.600 pessoas, envolvendo todas as faixas etárias, meta que o grupo possuia desde o início do planejamento do Seminário.